Funcionária é estuprada dentro da Delegacia Sede do Guarujá; agressor foi preso em flagrante.

Delegacia do Guarujá, em São Paulo
Delegacia do Guarujá, em São Paulo – REPRODUÇÃO / GOOGLE MAPS

O agressor já teria ido ao local outras três vezes mas somente na terça-feira, 20, abordou a mulher com cartas de amor em mãos.

Uma mulher foi agredida e estuprada dentro da Delegacia Sede do Guarujá, no litoral de São Paulo. O agressor, um homem de 52 anos, foi preso em flagrante por policiais do DP que ouviram pedidos de socorro da vítima dentro de uma sala.

Segundo informações do portal de notícias G1, o agressor já teria ido ao local outras três vezes mas somente na terça-feira, 20, abordou a mulher com cartas de amor em mãos.

O homem teria prendido a vítima em uma sala e abusado sexualmente dela que tentou reagir ao crime entrando em luta corporal.

O caso foi registrado na própria Delegacia localizada na Avenida Puglisi, Centro do Guarujá, como estupro. O homem foi preso em flagrante e em seguida, encaminhado à cadeia pública da cidade.

Em nota a Secretaria de Segurança Pública afirmou que a vítima, uma mulher de 40 anos, é funcionária de serviços terceirizados no local. “Demais detalhes serão preservados devido à natureza da ocorrência” diz o comunicado.

Por: JC.

Bebê é jogado de carro em movimento pelo próprio pai em Porto Alegre.

A rua em que aconteceu o crime ficou com marcas das agressões (foto: RBS TV/Reprodução)
A rua em que aconteceu o crime ficou com marcas das agressões (foto: RBS TV/Reprodução)

Crime ocorreu durante discussão entre o homem e a esposa, mãe da criança. Ela sofreu traumatismo craniano tentando prestar socorro ao filho.

Um bebê de 11 meses foi jogado pela janela de um carro em movimento pelo próprio pai em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). O caso aconteceu na noite de quinta-feira (22) e o homem, de 45 anos, foi preso em flagrante pela Brigada Militar.

O homem arremessou a criança durante uma discussão entre ele e a esposa, mãe do bebê. A mulher, de 25 anos, foi obrigada a se atirar do carro em movimento para socorrer o filho. Ela teve traumatismo craniano.

O boletim de ocorrência foi registrado como tentativa de feminicídio e tentativa de homicídio.

O bebê está com o estado de saúde estável e segue internado em uma unidade de pronto atendimento (UPA) de Novo Hamburgo. A mãe foi levada ao Hospital Municipal da cidade.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou ao portal g1 que o homem já tinha histórico de violência doméstica contra a companheira, mas não havia medida protetiva em vigor contra ele.

Confira as informações no Correio Braziliense.

Agricultor de 53 anos é assassinado na frente de casa em Itambé, Mata Norte de Pernambuco.

 (Foto: Reprodução/Redes Sociais )
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Vítima foi encontrada sem vida com várias lesões causadas por disparos de arma de fogo.

Um agricultor de 53 anos foi brutalmente assassinado na frente de sua residência em Itambé, na Mata Norte de Pernambuco, na última sexta-feira (23).

De acordo com informações da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), o corpo da vítima foi descoberto com ferimentos graves causados por disparos de arma de fogo.

Relatos não oficiais sugerem que o crime foi cometido por seis indivíduos encapuzados, que chegaram em motocicletas e abriram fogo contra o agricultor.

A PCPE anunciou que as investigações foram iniciadas para esclarecer os detalhes do ocorrido.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) afirmou que ainda não há evidências que vinculem o assassinato a conflitos agrários.

A CPT e a FETAPE (Federação de Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado de Pernambuco) estão acompanhando de perto o caso e solicitam ações por parte do Governo de Pernambuco para garantir a segurança da comunidade.

Por: Igor Fonseca / DP.

Neto de ex-presidente na ditadura militar está envolvido na tentativa de golpe.

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do general João Batista Figueiredo, integrava o núcleo no governo Bolsonaro responsável por incitar militares à aderirem ao golpe de Estado
Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do general João Batista Figueiredo, integrava o núcleo no governo Bolsonaro responsável por incitar militares à aderirem ao golpe de Estado – Reprodução da internet

Polícia Federal diz que Figueiredo Filho atuou na propagação de desinformação.

O empresário e blogueiro Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do general João Batista Figueiredo, último presidente militar após o golpe de 1964, está entre os alvos da operação Hora da Verdade deflagrada ontem (8) pela Polícia Federal (PF). De acordo com a PF, Figueiredo Filho atuou em suposta operação de “propagação de desinformação golpista e antidemocrática”.

Juntamente com o general Braga Netto e os militares Ailton Gonçalves Moraes Barros, paraquedista do Exército, o coronel do Exército Bernardo Romão Correa Neto, e o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cesar Cid, Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho integrava o núcleo responsável por incitar militares à aderirem ao golpe de Estado, de acordo com relatório do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apontam que a organização se dividiu em seis núcleos de atuação na tentativa de golpe.

Os diálogos entre Mauro Cid e Figueiredo Neto, obtidos pela PF, revelaram que Correa Neto sabia horas antes o nome exato dos comandantes militares que seriam expostos pelo empresário e então comentarista em programas de rádio e televisão. O que demonstra, ainda segundo a PF, a existência de ação coordenada para expor e pressionar os militares que não aceitassem aderir aos planos golpistas.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, detalhou no relatório que o grupo de incitação de militares escolhia “alvos para amplificação de ataques pessoais contra militares em posição de comando que resistiam às investigadas golpistas. Os ataques eram realizados a partir da difusão em múltiplos canais e através de influenciadores em posição de autoridade perante a ‘audiência’ militar”.

“Segundo a autoridade policial, Walter Souza Braga Netto, Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, Ailton Gonçalves Moraes Barros, Bernardo Romão Correa Neto e Mauro Cesar Barbosa Cid teriam se concentrado na escolha de alvos para a amplificação de ataques pessoais direcionados a militares em posição de comando, que resistiam às investidas golpistas, em coordenação de condutas que identificam o núcleo responsável por incitar militares a aderirem ao golpe de Estado. Para tanto, os elementos coligidos apontam que os ataques eram realizados a partir da difusão em múltiplos canais e por meio de influenciadores em posição de destaque perante a audiência militar”, revela relatório do ministro do STF.

Figueiredo Neto, de acordo com a PF e o STF, “economista e então integrante de programas de rádio e TV pela emissora Jovem Pan atuou nesse contexto de propagação de desinformação golpista e antidemocrática”.

Importante lembrar que o general e ex-presidente João Batista Figueiredo, antes de se tornar presidente da República agia nos bastidores da ditadura e chegou a comandar o sistema de espionagem da repressão, o Serviço Nacional de Informações (SNI). Entre as várias atribuições do SNI estava o monitoramento de atividades de cidadãos dentro e fora do território nacional.

Reunião

De acordo com as investigações, o coronel do Exército Bernardo Romão Correia Neto, – a época assistente do Comandante Militar do Sul – teve participação ativa na organização de uma reunião às 19h em 29 de novembro de 2022 em Brasília com a presença dos oficiais, com formação em forças especiais, assistentes dos generais supostamente aliados na execução do golpe. Os diálogos encontrados no celular de Mauro Cid demonstram que Correa Neto intermediou o convite para reunião e selecionou apenas os militares formados no curso de Forças Especiais (Kids Pretos), “o que demonstra planejamento minucioso para utilizar, contra o próprio Estado brasileiro, as técnicas militares para consumação do golpe de Estado”.

No mesmo dia, às 20h02m, segundo a PF, Correa Neto envia a Mauro Cid uma minuta intitulada ‘Carta ao comandante do Exército de oficiais superiores da ativa do Exército brasileiro’, documento provavelmente discutido mais cedo na reunião utilizado como instrumento de pressão ao então comandante do Exército general Freira Gomes. “Logo após a reunião, o blogueiro Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho divulgou no programa Pingo nos Is, às 21 h30, os nomes dos comandantes regionais do Exército que ainda estariam indecisos em aderir ao plano golpista. Os diálogos com Mauro Cida revelaram também que Correa Neto sabia hora antes o nome exato dos comandantes que seriam expostos pelo blogueiro, o que demonstra uma ação coordenada dos investigados em expor e pressionar os militares que não topassem aderir aos planos golpistas”, diz o relatório.

Após o envio da carta, Mauro Cid pede a Correa Neto que mande as observações, ao que o mesmo responde: ‘porra irmão. Apaguei essa parada’; ‘Não combinamos de apagar? Os diálogos sugerem, portanto, segundo a PF, que os investigados tinham consciência da ilicitude das condutas praticadas e buscavam suprimir provas que pudessem incriminá-los, “em ação típica de organização criminosa’”.

Manifesto

A decisão de Alexandre de Moraes destaca ainda a existência de um documento que serviria como suposto manifesto de oficiais superiores do Exército com “clara ameaça de atuação armada”. Tal documento fora “disponibilizado a Paulo Renato de Oliveira Figueiredo, na dinâmica de coordenação de atividades que norteava a atuação do grupo, o qual o publicizou em post no Twitter de 29/11/2022 e no programa Pânico da emissora Jovem Pan”.
A PF solicitou a prisão preventiva de Figueiredo Filho, mas determinação do ministro Alexandre de Moraes de ontem apenas o proíbe de manter contato com os demais 32 investigados pela PF no esquema de preparação do golpe de estado.

Histórico

Não é a primeira vez que Figueiredo Neto se vê envolvido em problemas com a Policia Federal. Em agosto 2019, ele foi preso pela polícia dos Estados Unidos, suspeito de integrar um suposto esquema de pagamento de propinas a dirigentes do BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal, em troca de recursos para a construção do então Trump Hotel, no Rio de Janeiro. O projeto depois foi renomeado para LSH Lifestyle. O empresário foi considerado foragido pela Interpol, e terminou atrás das grades por alguns dias.

Seu nome também consta em pelo menos 18 processos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e em outros tribunais.

Em 2021, o neto do ex-presidente general Figueiredo foi afastado da programação da rádio Jovem Pan. E em janeiro do ano passado acabou demitido, quando já era investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposta disseminação de desinformação na emissora.

Por: JC

Justiça decreta prisão preventiva de acusados da morte de galerista.

Galerista Brent Fay Sikkema foi assassinado em janeiro, no Rio de Janeiro
Galerista Brent Fay Sikkema foi assassinado em janeiro, no Rio de Janeiro – reprodução do instagram / @sikkemajenkins

As prisões preventivas foram contra o ex-marido do galerista norte-americano Brent Fay Sikkema, Daniel Sikkema e do cubano Alejandro Triana Prevez, preso no dia 18 de janeiro.

A juíza Tula Corrêa de Mello, titular da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decretou as prisões preventivas do ex-marido do galerista norte-americano Brent Fay Sikkema, Daniel Sikkema e do cubano Alejandro Triana Prevez, preso no dia 18 de janeiro, acusado de matar o galerista. A informação foi divulgada em nota neste sábado (10) pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

A magistrada aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os dois homens. Consta na denúncia que Daniel teria contratado Alejandro para matar Brent, com a promessa de pagamento de US$ 200 mil. Seguindo o plano previamente estabelecido, Alejandro veio para o Brasil, seguindo as coordenadas oferecidas por Daniel e sendo auxiliado financeiramente por ele.

O crime

Na madrugada do dia 14 de janeiro, utilizando-se das chaves fornecidas por Daniel, Alejandro entrou na residência da vítima, no Jardim Botânico, zona sul do Rio, e a golpeou várias vezes com uma faca.

Encontrado por uma amiga, o corpo de Brent Sikkema, 75 anos, apresentava perfurações por arma branca e foi levado pelos bombeiros para o Instituto Médico-Legal (IML), na região central do Rio. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando a morte do americano, que era proprietário de uma galeria de arte contemporânea em Nova York, a Sikkema Jenkins & Co, para confirmar crime de latrocínio, que é roubo seguido de morte.

A juíza determinou, ainda, que o mandado de prisão de Daniel seja encaminhado à Difusão Vermelha da Interpol, através de canal competente da Polícia Federal, já que o acusado se encontra no exterior. O processo tramita em segredo de justiça.

Por: JC

Homem é assassinado a tiros no meio da rua e outro fica ferido na Zona Norte do Recife.

IML do Recife fica em Santo Amaro  (Foto: Arquivo/DP)
IML do Recife fica em Santo Amaro (Foto: Arquivo/DP)

Segundo a Polícia Civil caso foi registrado na macaxeira como homicídio consumado e tentativa de assassinato.

Um homem foi assassinado a tiros e outro ficou ferido, na noite de domingo (4), na Macaxeira, Zona Norte do Recife.

Segundo a Polícia Civil, os crimes de homicídio consumado e tentativa de assassinato foram registrados nesta segunda (5) pela equipe de Força Tarefa de Homicídios da Capital.
O homem que foi assassinado no meio da rua tinha 29 anos. Segundo informações extraoficiais, ele foi identificado apenas como Celsinho e teria passagens pelo sistema penitenciário do estado.
O crime aconteceu quando ele trafegava de motocicleta pela rua José Carlos Novaes da Mata Machado.
O homem que ficou ferido não foi identificado oficialmente. A vítima sobrevivente tem 33 anos e também foi alvo de disparos de arma de fogo.
Ele foi levado para uma unidade de saúde do Grande Recife.
“As investigações foram prontamente iniciadas e estão em andamento com o objetivo de esclarecer todos os detalhes do crime”, disse a Polícia Civil, por meio de nota.
O corpo de Celsinho seguiu para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, na área central do Recife.

VÍDEO: Em dia de morte de policial, Corregedoria da SDS faz festa de Carnaval em clube no Recife.

Festa de Carnaval com integrantes da Corregedoria da SDS foi realizada no Clube dos Oficiais da PM, no Recife
Festa de Carnaval com integrantes da Corregedoria da SDS foi realizada no Clube dos Oficiais da PM, no Recife – REPRODUÇÃO

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), o expediente do órgão foi interrompido para o evento ocorrido na tarde da sexta-feira (2).

Faltou, no mínimo, empatia. Na tarde dessa sexta-feira (2), enquanto o corpo de um policial civil – morto em um assalto – era velado, servidores da Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) encerraram o expediente mais cedo e foram participar de uma festa de Carnaval.

A denúncia foi registrada em vídeo por membros do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE). Segundo Áureo Cisneiros, presidente da entidade, as portas do órgão foram fechadas pouco após o meio-dia.

“Olha aqui, fechado. O povo na confraternização… Corregedoria, o órgão que fiscaliza a atuação (dos policiais) e dia de sexta não dá expediente…”, disse Áureo, em um dos vídeos compartilhados pelo Sinpol-PE, ao lado do prédio do órgão.

Em outro vídeo, Áureo mostra imagens da festa, que aconteceu no Clube dos Oficiais da Polícia Militar, no Recife. “Estamos aqui, quatro da tarde, todo mundo trabalhando, e a Corregedoria tá aqui desde o meio-dia… (…) Horário de expediente, policial foi assassinado… Era para dar exemplo…”, citou

Nas imagens, é possível observar um grupo de homens e mulheres usando abadás e cantando músicas de Carnaval.

Segundo o Sinpol-PE, o evento foi intitulado “CORREGEFOLIA ANO I”.

“O evento da Corregedoria ocorreu em pleno expediente e em meio à maior crise de segurança da história de Pernambuco. A corregedoria, que deveria dar o exemplo de correção no serviço público. Infelizmente, a Corregedoria Geral da SDS dá um péssimo exemplo”, afirmou a entidade.

O QUE DIZ A CORREGEDORIA?

Em nota oficial, a Corregedoria Geral da SDS argumentou que a confraternização contou com a participação de apenas uma parte do seu efetivo, “o qual, além de custear integralmente o evento, utilizou de compensação de horário extraordinário para viabilizar sua presença”.

Disse ainda que os trabalhos administrativos, operacionais e de inteligência desenvolvidos pelo órgão “não tiveram qualquer prejuízo e continuaram durante todo o dia e de forma ininterrupta”.

“Cabe aqui apenas lamentar que uma entidade sindical, em total descompasso com a realidade, e se valendo de interesses políticos e pessoais, se utilize da trágica morte de um policial para tentar macular a imagem de um órgão correcional que possui total confiança da população pelo seu trabalho de excelência, divulgando em mídias sociais fatos dissociados da verdade”, afirmou a nota da SDS.

“A Corregedoria Geral da SDS nunca se omitiu em seu dever institucional previsto em lei de apurar sistematicamente qualquer desvio de conduta de todos os servidores subordinados à SDS, incluindo os lá lotados. Para além disso, importante ressaltar o compromisso com a verdade, transparência e justiça, afastando de pronto quaisquer ilações que visam degradar a imagem do órgão”, pontuou o texto.

A nota informou, ainda, que qualquer pessoa pode procurar a Corregedoria de forma presencial, 24h todos os dias, na Avenida Conde da Boa Vista, nº 428, ou por email: denuncia@corregedoria.sds.pe.gov.br. Denúncias também podem ser feitas pelo telefone 3184-2772.

POLICIAL FOI VÍTIMA DE LATROCÍNIO

Na noite da quinta-feira (1º), o comissário da Polícia Civil Natanael Nazareno Neto, de 56 anos, pedalava com amigos, no Memorial Arcoverde, no bairro de Salgadinho, em Olinda, quando foi surpreendido por assaltantes armados. Ele teria reagido e acabou atingido por um tiro.

Natanael foi socorrido e encaminhado ao Hospital da Restauração, na área central do Recife, onde faleceu na madrugada da sexta-feira.

Horas depois, dois homens suspeitos de envolvimento no latrocínio entraram em confronto com a polícia. Um deles foi preso em flagrante e o outro, atingido por um tiro, foi encaminhado para uma unidade hospitalar, onde faleceu. Na ação, uma arma foi apreendida com os suspeitos.

O velório do corpo do policial civil aconteceu no Cemitério Parque das Flores.

CORREGEDORIA INVESTIGA PRESIDENTE DO SINPOL-PE

Coincidentemente, a festa dos integrantes da Corregedoria da SDS aconteceu um dia após a publicação de uma portaria determinando a instauração de um processo administrativo disciplinar especial (PADE) em desfavor de Áureo Cisneiros e do presidente do Sindicato dos Médicos Legistas de Pernambuco (Sismepe), Carlos Medeiros.

A portaria foi assinada pela corregedora geral, Mariana Cavalcanti de Souza. De acordo com a SDS, a investigação diz respeito a um episódio ocorrido em 24 de janeiro, quando policiais do Comando de Operações e Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, teriam sido impedidos por manifestantes do Sinpol-PE de acessar o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, onde 18 presos passariam por exames.

“A equipe do grupo especial precisou acionar o diretor do Core para deslocar-se até o local a fim de negociar, pois os presos deveriam estar até 10h nas audiências de custódia de Jaboatão, Recife e Olinda. Após tratativas com os representantes sindicais, os presos foram submetidos ao exame. A direção do Core também fez gestão junto aos juízes da audiência de custódia, que aceitaram receber excepcionalmente os presos com atraso em Olinda e Jaboatão”, pontuou a SDS.

Ainda de acordo com a secretaria, os presidentes das entidades de classe teriam infringido a lei nº 6.425, do Estatuto dos Policiais Civis de Pernambuco, ao “provocar a paralisação, total ou parcial, do serviço policial, ou dela participar” e ao “trabalhar incorretamente, de modo intencional, com o fim de prejudicar o andamento do serviço, ou negligenciar no cumprimento dos seus deveres”.

“A Corregedoria da SDS irá analisar as provas em processo disciplinar com total imparcialidade, isenção e observância aos princípios constitucionais da legalidade, contraditório e ampla defesa”, argumentou a pasta.

SINPOL-PE REBATE ACUSAÇÃO

Por meio de nota, o Sinpol-PE se pronunciou sobre instauração do PADE.

“Este ato descabido do governo do Estado ocorre durante nossa campanha salarial e coincidentemente um dia após o democrático protesto dos policiais civis, em Caruaru, pedindo por mais segurança pública, melhores condições de trabalho e valorização salarial. Tal atitude do governo representa uma postura antidemocrática, autoritária e de clara perseguição a atividade sindical”, afirmou um trecho.

“Essa perseguição, já experimentada anteriormente, se configura como uma tática do governo para tentar desmobilizar a categoria e atacar frontalmente a luta sindical. É lamentável que, ao invés de dialogar e buscar soluções conjuntas, o governo escolha o caminho do abuso e repressão que prejudicam não apenas os profissionais da segurança, mas toda a população pernambucana que almeja melhorias na segurança pública.”

Por: JC.

Polícia Federal diz que ‘Abin paralela’ espionou até aliados do governo Bolsonaro.

Investigação da Polícia Federal aponta que Anderson Torres foi um dos investigados por 'Abin paralela' de Jair Bolsonaro (PL) (Crédito: EVARISTO SA / AFP)
Investigação da Polícia Federal aponta que Anderson Torres foi um dos investigados por ‘Abin paralela’ de Jair Bolsonaro (PL) (Crédito: EVARISTO SA / AFP)
Ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro e um dos principais aliados do ex-presidente, Anderson Torres foi um dos espionados.

A lista de pessoas que foram espionadas ilegalmente pela ‘Abin paralela‘ durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem aliados, ministros e até integrantes da CPMI da COVID-19. Elas foram rastreados pelo programa Firstmile, usado para apontar a localização das pessoas.

Os ex-ministros Abraham Weintraub, da Educação, e Anderson Torres, da Justiça, Flávia Arruda e o general Santos Cruz, secretários de governo, são alguns dos aliados monitorados, segundo apurado pela Band.

Os então deputados Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que apoiou a eleição de Bolsonaro em 2018, Alexandre Frota, que rompeu com o então presidente pouco após ele ser empossado, e Rodrigo Maia (PSDB-RJ), na época presidente da Câmara dos Deputados, também estão na lista.

Os senadores Otto Alencar (PSD-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Omar Aziz (PSD-AM), Humberto Costa (PT-PE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Renan Calheiros (MDB-AL), Simone Tebet (MDB-MS), Soraya Thronicke (MDB-MS) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) também fazem parte da seleção.

O ex-apoiador de Bolsonaro e ex-governador de São Paulo João Doria e o ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT-CE) são outros espionados.

O trabalho da Polícia Federal demora pois os dados coletados dão acesso aos números de telefone e não aos nomes. Ao todo, mais de 60 mil telefones foram acessados pelo programa.

A Polícia Federal vem fazendo uma série de operações sobre o tema. O deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem (PL-RJ) seria o responsável pelo monitoramento ilegal. O responsável, segundo apontam as investigações, é o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos).

Os dois suspeitos negam qualquer participação no esquema de espionagem ilegal.

As informações são do Estado de Minas.

Caso Ana Caroline: polícia prende suspeito pela morte da jovem encontrada sem pele do rosto.

Corpo da jovem foi encontrado com a pele do rosto, couro cabeludo, olhos e orelhas arrancados (foto: Reprodução)
Corpo da jovem foi encontrado com a pele do rosto, couro cabeludo, olhos e orelhas arrancados (foto: Reprodução)
Ana Caroline Sousa Campêlo foi assassinada em dezembro do ano passado na cidade de Maranhãozinho, no Maranhão.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, nesta quarta-feira (31), um suspeito de envolvimento na morte de Ana Caroline Sousa Campêlo, 21 anos. A jovem foi encontrada com a pele do rosto, couro cabeludo, olhos e orelhas arrancados em 10 de dezembro do ano passado, no município de Maranhãozinho.

Segundo o G1, o suspeito seria Elizeu Carvalho de Castro, 32. Ele teria seguido a jovem antes de cometer o crime.

Ana Caroline tinha se mudado para cidade de Maranhãozinho havia poucos meses para morar com a namorada.

Confira as informações completas no Metrópoles.

Caso Beatriz: MPPE apresenta argumentos para que júri popular de Marcelo da Silva seja mantido.

A menina Beatriz foi morta em dezembro de 2015 com 42 golpes de faca (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
A menina Beatriz foi morta em dezembro de 2015 com 42 golpes de faca (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

O assassinato da menina Beatriz completou dez anos em dezembro de 2023.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) refutou o recurso da defesa de Marcelo da Silva, acusado da morte da menina Beatriz Angélica Ferreira Mota em 2015. O órgão apresentou argumentos para que o júri popular seja mantido e o acusado se sente no banco dos réus para que o Judiciário decida pela condenação.

A menina Beatriz foi morta em dezembro de 2015 com 42 golpes de faca durante uma cerimônia de formatura da irmã dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. A medida do MPPE foi expedida pela 7ª Promotoria de Justiça Criminal de Petrolina.
Na pronúncia, o Judiciário afirma que há prova da existência material do crime e indícios suficientes para responsabilizar Marcelo da Silva pelo assasinato da menina Beatriz. Por isso, o acusado deve ser julgado pelo Tribunal do Júri pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel e emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, com aumento de pena por se tratar de vítima menor de 14 anos.
“Em síntese, o recurso da defesa suscita questões processuais que, a seu sentir, comprometem a validade das provas e, no mérito, traz a tese de inexistência de base probatória para sustentar essa decisão de pronúncia. Porém, com o devido respeito à Defesa Técnica, entendemos que os fundamentos defensivos não merecem guarida, visto que a produção probatória obedeceu aos ditames legais de regência, a materialidade delitiva está cabalmente evidenciada pela prova pericial e a autoria do homicídio foi comprovada mediante laudo de coincidência genética, análise de câmeras de segurança, depoimento de inúmeras testemunhas, dentre outros elementos de convicção trazidos aos autos”, destaca a  Promotora de Justiça Jamile Figueirôa Silveira Paes.
Ainda segundo a promotora, “constata-se a presença de indícios sólidos de autoria em desfavor do réu, cabendo ao Conselho de Sentença o julgamento do caso e a última palavra sobre a responsabilidade penal de Marcelo da Silva”.
Outras medidas
A defesa de Marcelo da Silva também pediu a representação ao Ministério Público Federal de instauração de um incidente de deslocamento de competência, ou seja, que o julgamento fosse transferido da Justiça Estadual para a Justiça Federal.
Porém, nas contrarrazões, a promotora de Justiça Jamile Figueirôa Silveira Paes alega que em momento algum o acusado demonstrou a existência de ameaças ou violações aos seus direitos e garantias.
A menina Beatriz Angélica Ferreira Mota, de 7 anos, foi morta com 42 golpes de faca em uma escola em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, em dezembro de 2015. O corpo da menina foi encontrado com diversos ferimentos de faca dentro de um depósito de materiais esportivos ao lado da quadra onde acontecia a formatura. Beatriz desapareceu tempos depois de se afastar da mãe após ter ido até o bebedouro do colégio que ficava na parte inferior da quadra.
Em 2022, o  Ministério Público de Pernambuco denunciou, à Jústiça, Marcelo da Silva pelo assassinato da menina. O homem foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, com qualificadoras de motivo torpe, com emprego meio cruel e mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, causando um aumento de pena de um terço, pois o crime foi praticado contra uma pessoa menor de 14 anos.
O caso da menina ganhou grande notoriedade, mas só foi começar a ser solucionado em janeiro de 2022, seis anos após o crime. O suspeito foi identificado pela Polícia Científica a partir de exames de DNA encontrados na faca utilizada no assassinato da criança. O material genético foi comparado com 124 pessoas suspeitas, até chegar a Marcelo que já estava preso por outros crimes e chegou a confessar o assassinato.