
Novembro Quilombola: Celebrando a cultura e a resistência das comunidades quilombolas em Carnaíba.



Acabei de ver “Mussum, o filmis”, filme dirigido por Silvio Guindane, sobre a vida do comediante e sambista Mussum. Muito bom e emocionante. Retrata com maestria e sem sensacionalismo a carreira musical de Mussum ao lado dos Originais do Samba, a relação dele com a família, a carreira na Aeronáutica e o trabalho em “Os Trapalhões”.
O filme foi premiado sete vezes durante a 51ª edição do tradicional Festival de Gramado, com seis Kikitos e uma menção honrosa. Reúne momentos menos conhecidos e explorados da vida de Antônio Carlos, que teve um capítulo especial na história da TV Brasileira. Ele foi batizado de Mussum (peixe preto sem escamas) por Grande Otelo, porque se apresentava sempre barbeado e com a cabeça raspada.
Mussum encantou Renato Aragão ao participar, tocando reco-reco com Os Originais do Samba, de um programa de Chico Anysio. Segundo o site “Memória Globo”, em 1971, após estrear “Os Insociáveis”, na Record, Renato queria um integrante para somar à dupla Didi e Dedé, e havia ficado impressionado com aquele homem que definiu como sendo “alegria viva”.
Mussum era o malandro dos Trapalhões. Carioca nascido no morro da Mangueira, era orgulhoso de ser negro e doido por cachaça, que chamava singelamente de “mé”. Antes de integrar a turma capitaneada por Didi, ainda nos tempos dos Originais do Samba, ele havia participado do programa de humor “Bairro Feliz”, da Globo, em 1965.
Na época, ainda servia ao Exército e tinha que se apresentar escondido dos superiores que não aprovavam sua carreira de comediante. Depois, em 1967, Mussum foi um dos alunos da Escolinha do Professor Raimundo, na TV Tupi. Foi lá que criou o jeito de falar que se tornaria sua marca registrada ao pronunciar todas as palavras com a sílaba “is”.
Alguns bordões do artista eram as expressões “Ai, Cacildis!”, pronunciada quando alguma coisa dava errado, e “Eu quero morrer pretis!”, seu juramento. Além do troféu principal de Melhor Filme, o festival também reconheceu o trabalho dos atores Ailton Graça e Yuri Marçal, que interpretam Mussum em diferentes épocas. A veterana Neusa Borges foi premiada como melhor atriz coadjuvante por interpretar Dona Malvina, mãe de Mussum, uma heroína na criação do filho.
Quando o forçou a se dedicar aos estudos, largar o futebol para “ser gente na vida”, dona Malvina criou um bordão que o filho repetiu em grandes momentos da sua vida lembrando-se da lição da mãe: “Meu filho, burro preto tem um monte por aí, mas preto burro não dá, né?”
O longa recebeu também os prêmios de Melhor Trilha Musical, Júri Popular e uma menção honrosa para a caracterização. O filme foi rodado entre fevereiro e março de 2022, concluindo um processo iniciado em 2014, quando o produtor mineiro André Carreira, numa conversa com um dos filhos do eterno Trapalhão, idealizou o projeto.
Por Magno Martins
Edição de Jameson Ramos

Começa nesta sexta(17) o Aforock 2023, maior festival de Rock e Música Alternativa do Interior de Pernambuco, com atrações da região, agreste do estado e valorizando as novas bandas do cenário musical da cidade.
Os shows terão inicio às 19h na Rua Professor Vera Cruz e contará com uma grade diversificada que vai do pop rock nacional ao heavy metal.
O Aforock existe desde 2006, ao longo dos anos vem construindo uma história no Sertão do Pajeú e em Pernambuco. O festival é independente e conta com a organização do Fotógrafo e Produtor Cultural, Cláudio Gomes, do Artista Plástico, Luciano Pires, e a colaboração do músico e Produtor Musical, Vinícius Silva.
Confira a programação completa:
Dia 17 sexta
Rock In Sky – Carnaiba
Garagem Blues – Itapetim
The Students – Afogados da Ingazeira
No sábado dia 18
Boreal – Caruaru
Hellfire – Afogados da Ingazeira
Rising – São José do Egito
Vitruvian – Afogados da Ingazeira

Em mais um dia municipal do bacamarteiro, Afogados da Ingazeira se tornou a capital estadual do bacamarte.
Bacamarteiros de várias cidade de Pernambuco – Caruaru, Moreno, Palmares, Cabo, Carnaíba, Salgueiro, Quixaba, Serra Talhada, Verdejante, Triunfo, Bezerros, São Joaquim do Monte, Sta Cruz da Baixa Verde, Solidão, Cupira, Calumbi, Custodia, Flores, Gravatá, Lagoa dos Gatos, Amaraji, Chã Grande, São João e Belém de Maria – estiveram presentes em Afogados, além de delegações de outros estados, a exemplo de grupos de Juazeiro do Norte (CE) e Princesa Isabel (PB).
Após um café da manhã no campo do nascente, os grupos desceram em cortejo pelas ruas de Afogados em direção ao centro desportivo, onde foi celebrada uma missa pelo padre Luiz Marques. Após a missa, a Prefeitura distribuiu homenagens aos grupos e bacamarteiros presentes.
Presenças do Prefeito Alessandro Palmeira, vice-prefeito Daniel Valadares e Vereadores César Tenório, Gal Mariano, Douglas eletricista e Rubinho do São João, autor do projeto de lei que institucionalizou o dia municipal do bacamarteiro.
O evento homenageou o bacamarteiro Afogadense Zé de Zulmira, com 98 anos, sendo o mais antigo em atividade. A associação Afogadense de bacamarteiros recebeu o certificado de regularidade e a guia de tráfego emitidas pelo exército, com validade até 07/11/2025. Presente ao evento Ivan Marinho, Presidente da Federação dos Bacamarteiros de Pernambuco.
Apresentação cultural do grupo bacamarteiros da paz, de Juazeiro do Norte. Pelo terceiro ano consecutivo participando do evento. O dia do bacamarteiro foi organizado pela secretaria municipal de cultura em parceria com a associação de bacamarteiros de Afogados da Ingazeira.

Nesta quarta-feira, 15 de novembro, Afogados comemora o dia municipal do Bacamarteiro. A data foi institucionalizada pela lei nº 765, de Dezembro de 2018.
E para comemorar a data, a Prefeitura de Afogados, em parceria com a associação dos bacamarteiros do município, promove mais um encontro regional de Bacamarteiros.
A tradição do Bacamarte no Nordeste começou ainda no século XIX, com o início da guerra do Paraguai. Mais do que centenária, a tradição permanece, não para fazer a guerra, mas como um instrumento de festa, de celebração das colheitas, da chegada das chuvas, dos festejos juninos.
Confira a programação desse ano divulgada pela Secretaria Municipal de Cultura e Esportes:
*Campo do nascente *
05h – início do acolhimento dos bacamarteiros visitantes
06h – Café da manhã com apresentação dos bacamarteiros
07h – Desfile pelas ruas de Afogados em direção ao centro desportivo municipal
Centro Desportivo Municipal
8h – Missa celebrada pelo Padre Luizinho
9h – Falas das autoridades presentes e entregas de certificados e homenagens
10h – Apresentação dos bacamarteiros
11h – Almoço e forró pé-de-serra
14h – Encerramento e despedida dos bacamarteiros


Mais uma festa para relembrar os bons tempos musicais. Organização do DJ Welinton Rocha. Simbora curtir essa festa top.

O artista plástico Afogadense, Luciano Pires, atual secretário executivo de cultura e esportes de Afogados, foi o artista selecionado para criar o mascote dos jogos escolares do Recife. O mascote, uma capivara (em alusão a grande quantidade de rios e áreas de mangue da nossa capital), recebeu o nome de “Capirec”.
Encerrado nesse último final de semana, os Jogos Escolares do Recife contaram com a participação de mais de dois mil alunos, competindo em 10 modalidades.
Os jogos escolares do Recife tiveram a coordenação da medalhista olímpica Afogadense Yane Marques, atual secretária executiva de Esportes Educacionais da Prefeitura do Recife.
“Foi uma emoção muito grande ter sido escolhido para levar o meu trabalho para um evento tão grande, que mobilizou tantos jovens em nossa capital. É o reconhecimento do meu trabalho, o reconhecimento ao talento sertanejo,” afirmou Luciano Pires.

Por Romero Moraes