
Hoje é comemorado o aniversário de nascimento e no no próximo dia 14 de Janeiro o de morte de um dos Afogadenses mais ilustres, Manoel Arão de Oliveira Campos. Não se sabe ao certo o ano de nascimento de Arão, mas segundo o seu obituário ele nasceu a 11 de Janeiro de 1880.
O nome da primeira praça onde hoje está localizada a praça Arruda Câmara chamava-se Manoel Arão sendo substituida ainda em 1930 para o nome de Praça “Irmãos Pessoa de Queiroz”.
Tal mudança causou várias críticas em jornais do Estado, inclusive pelo seu amigo Mario Mello que anos depois repeliu a ideia de que a Estação Ferroviária de Afogados da Ingazeira levasse o seu nome. Arão junto ao Mestre Nelson Ferreira compuseram juntos o hino do Recife, foi membro da Academia Pernambucana de Letras, escritor, poeta, diretor de teatro, grande orador e dentre tantos atributos ainda quando vivia em Afogados era considerado um dos grandes “RÁBULAS” da nossa região.
Em 1889 em Alagôa de Baixo, atual Sertânia ele atuou na defesa de Praxedes José Romeu que anos antes havia assassinado Pacifico Fernandes, irmão do cangaceiro Adolpho Rosa Meia-Noite. Para a maioria dos afogadenses, Arão é desconhecido, mas na capital pernambucana a sua história permanece.
Arão era filho do juiz de orfãos e capitão José Matheus Coimbra de Oliveira Campos e da professora Francisca Joaquina de Oliveira Campos e de quebra era sogro de outro grande intelectual afogadense, Oscar de Campos Góes que foi casado com a sua filha Zalina. Arão também foi um dos grandes membros da maçonaria pernambucana onde desenvolveu vários trabalhos filantrópicos em socorro dos mais necessitados.
Fica aqui uma singela homenagem ao homem que foi Manoel Arão de Oliveira Campos.
Por Alexsandro Acioly (historiador)