Filha de Junior é diagnosticada com síndrome rara: ‘Muito séria se não tratada’.

Lara é a filha caçula do casal /Reprodução/Redes sociais
Lara é a filha caçula do casal (Reprodução/Redes sociais )

Lara é a filha caçula do cantor com a modelo e designer de joias Monica Benini.

Lara, filha caçula de Junior Lima e Monica Benini, foi diagnosticada com Síndrome Nefrótica, uma condição rara que afeta os rins e que ainda é pouco conhecida. Geralmente discreto sobre os filhos, o casal resolveu se pronunciar sobre o problema “para alertar todas as famílias sobre as síndromes raras e a importância do diagnóstico precoce.”

No pronunciamento, o cantor e a modelo também aproveitaram para alertar os fãs que, enquanto a filha está em tratamento, ambos devem circular de máscara, já que Lara está com a imunidade muito baixa e eles não podem correr o risco de levar vírus ou bactérias para casa.

“Há pouco tempo a gente começou a suspeitar que a Lara estava com uma alergia. O olho dela inchava, a gente levou em médico, em alergologista, pediatra, ela chegou a tomar medicação para alergia”, explicou Monica. “Com o tempo a gente conseguiu o diagnóstico de que na verdade a Lara estava com uma Síndrome Nefrótica, que afeta os rins. É muito sério se não tratado”, completou Junior. Segundo o casal, é comum que a síndrome seja confundida com quadros alérgicos.

“O tratamento é muito intenso, com remédio bem forte. Nem toda criança responde a esse tratamento, mas graças a Deus a Lara respondeu muito bem ao tratamento. Ela tá super bem, está se recuperando, tá em remissão. Então estamos falando de um lugar já um pouco mais tranquilo”, explicou o cantor.

Junior ainda esclareceu que continuará com os shows de sua turnê solo “seguindo todos os protocolos médicos recomendados”. O cantor, irmão de Sandy e filho de Xororó, tem shows solo agendados em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo nas próximas semana.

Nascida em outubro de 2021, Lara é a filha caçula do casal. Eles também são pais de Otto, de 7 anos, nascido em outubro de 2017.

diagnóstico , Junior , Monica Benini

Estadão Conteúdo

 

Câncer colorretal: Preta Gil fez alerta sobre formato de fezes.

Preta Gil/foto: Instagram/Reprodução
Preta Gil (foto: Instagram/Reprodução)

O alerta foi feito durante uma conversa com Ana Maria Braga, no programa Mais Você, em 2023.

Durante uma conversa com Ana Maria Braga, no programa Mais Você, em 2023, Preta Gil detalhou alguns dos sintomas que a acometeram antes da descoberta de um câncer colorretal, mais cedo naquele mesmo ano.

A cantora, que morreu no último domingo (20), destacou prisão de ventre e fezes em “formato de fita” como alguns dos principais sinais de que algo estava errado. “No meu caso, já estava há uns seis meses com uma prisão de ventre absolutamente exagerada, 10 dias sem ir ao banheiro. Quando eu fazia, as fezes [vinham] com sangue, com muco, tinham um formato diferente. Ela saía achatada e eu olhava aquilo e achava normal”, contou.

De acordo com Preta, o formato das fezes se devia ao fato de que seu câncer, localizado no reto, as pressionava, resultando em uma aparência achatada. “Também comecei a ter picos de pressão alta, muita dor de cabeça. Tanto que na primeira internação que eu tive, o diagnóstico foi uma cefaleia e me indicaram procurar um neurologista”, relatou.

Na manhã seguinte, Preta disse ter sentido sangue escorrendo pelas pernas quando foi ao banheiro: “Não era pouco, era muito sangue. Comecei a me sentir mal, tive um desmaio, me levaram às pressas para o hospital e quando cheguei na emergência, os médicos já pediram exames como tomografia e ressonância e na primeira tomografia já apareceu o tumor”.

Além dos sintomas relatados por Preta Gil, pacientes com câncer no intestino também experimentam a sensação de esvaziamento incompleto do intestino. Perda de peso, anemia, dor abdominal e massa (tumor) no abdômen também podem ser observados.

Um dos exames mais comuns para identificar a doença é o de sangue oculto nas fezes. Utilizado como primeiro teste de triagem de suspeita do tumor, o teste, em caso de confirmação de sangue oculto, exige outros exames confirmatórios, e costuma ser indicado como rotina para indivíduos com idades entre 50 a 75 anos.

Já a colonoscopia, um exame onde é possível visualizar o interior do intestino grosso (cólon) e da porção final do intestino delgado (íleo terminal), ajuda a confirmar o diagnóstico do câncer e permite realizar a biópsia e retirar lesões benignas, que podem virar câncer.

“É um exame muito importante, indicado para todo mundo a partir dos 45 anos e se você tem algum caso na família de câncer no intestino. Na colonoscopia, que não é um exame muito acessível, você descobre os pólipos e tira na hora, no próprio exame, porque ele pode virar um câncer”, comentou Preta Gil.

Preta Gil
Preta Gil (Reprodução/Instagram)
Preta Gil
Preta Gil (foto: Reprodução)

Diario de Pernambuco

 

Câncer que matou Preta Gil é o 3º mais comum no país.

Preta Gil descobriu câncer em 2023 /@pretagil via Instagram
Preta Gil descobriu câncer em 2023 (@pretagil via Instagram)

Os cânceres de cólon e reto, que atingem o intestino, têm cerca de 45 mil novos registros por ano, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025.

Casos de câncer no intestino, como o que vitimou a cantora e empresária Preta Gil, geralmente só manifestam sintomas em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura. Por isso, pessoas com fatores de risco devem começar os exames de rastreamento antes dos 50 anos, que é a idade recomendada para a população em geral.

“Quando o paciente tem algum familiar com câncer diagnosticado, essa idade vai diminuindo cada vez mais, e sendo mais específico e individualizado para cada pessoa. O rastreio é feito com a análise da história de vida, com exame físico e os dois principais exames de triagem, são o exame de fezes, para ver se tem sangramento oculto, e a colonoscopia, que a gente vê dentro do intestino e procura nódulos, pólipos e câncer”, explica o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva.

Número

Os cânceres de cólon e reto, que atingem o intestino, são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos registros por ano, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025. A incidência é maior na Região Sudeste – onde ele sobe para a segunda posição de novos casos – e entre as mulheres.

Nacif explica que o câncer geralmente se desenvolve a partir de lesões benignas, como pólipos, o que aumenta o alerta para pessoas com essa condição, e quadros como Doença de Crohn e outras inflamações intestinais crônicas. Além disso, o sedentarismo, a obesidade, o consumo regular de álcool, tabaco, superprocessados e a alimentação desequilibrada também são fatores de risco.

Infelizmente, de acordo com o especialista, ainda há um fator cultural que atrapalha o diagnóstico precoce.

“As pessoas têm receio de procurar um médico para fazer essa triagem, porque o exame começa com a avaliação física, e o médico normalmente tem que fazer um toque retal. Mas, com uma pequena avaliação, o médico já pode ser muito específico nessa prevenção. E ele não está avaliando se é bonito, feio, grande, pequeno… ele está fazendo um exame técnico”, explica Lucas Nacif.

Veja também:

Alerta

O cirurgião gastrointestinal alerta, ainda, para os riscos de só procurar aconselhamento médico após o surgimento de sintomas.

“Os sinais de alerta normalmente são a alteração no trânsito intestinal, seja muita diarreia ou intestino preso, perda de peso, sangramento nas evacuações, alguma dor abdominal também pode ser presente. Mas essas situações geralmente acontecem quando o câncer já está maior, por isso é tão importante o rastreio”, finaliza.

Agência Brasil

Gripe ou resfriado? Saiba diferenciar e tratar corretamente.

Resfriado comum pode ser confundido com gripe
Resfriado comum pode ser confundido com gripe – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Otorrinolaringologista explica como identificar cada infecção e alerta sobre os perigos da automedicação nas estações frias.

Com a chegada do outono e inverno, as doenças respiratórias se tornam mais frequentes – e com elas, a dúvida: será gripe ou apenas um resfriado?

O otorrinolaringologista Marcelo Barretto, médico do Hospital Paulista, esclarece que, embora ambas sejam infecções virais, apresentam características distintas.

“A gripe é provocada pelo vírus Influenza e tende a ter um início súbito, com um quadro mais intenso. Os sintomas incluem febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e uma prostração significativa”, explica o médico.

“Já o resfriado pode ser causado por diversos vírus, como o rinovírus, e apresenta sintomas mais brandos, como congestão nasal, coriza e dor de garganta”, exemplifica.

O principal diferencial, segundo ele, é a febre: “Na gripe, pode ultrapassar 39°C. No resfriado, se ocorrer, geralmente é baixa e passageira”.

Grupos de risco exigem atenção redobrada

Enquanto adultos saudáveis podem se recuperar com repouso e hidratação, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas precisam de cuidados especiais.

“Uma infecção viral simples pode evoluir para pneumonia ou SRAG (síndrome respiratória aguda grave) nesses pacientes. Por isso, exames complementares podem ser necessários para identificar o vírus exato”, alerta Barretto.

Medidas preventivas essenciais:

  • Lavagem frequente das mãos
  • Evitar aglomerações em espaços fechados
  • Manter ambientes ventilados
  • Manter carteira de vacinação em dia

Tratamentos diferentes para cada caso

A abordagem médica varia conforme o diagnóstico.

  • Gripe: pode requerer antivirais como Oseltamivir (Tamiflu), especialmente se identificada precocemente em grupos vulneráveis;
  • Resfriado: tratamento sintomático com hidratação e repouso.

“Ambos são autolimitados, durando geralmente de 7 a 10 dias. Porém, se os sintomas piorarem ou persistirem, é crucial procurar ajuda médica”, reforça o especialista.

Alerta contra a automedicação

O médico faz um alerta sério sobre o uso indiscriminado de medicamentos: “Descongestionantes tópicos usados por tempo prolongado podem causar arritmia e hipertensão. Sempre consulte um profissional antes de tomar qualquer remédio”.

A gripe, se negligenciada, pode evoluir para complicações mais sérias como rinossinusite, otite média e pneumonia.

Por Maria Clara Trajano

Mpox: moradora da Grande SP é o 1º caso de nova cepa da doença no país.

A paciente informou que os sintomas iniciaram no dia 16 de fevereiro (foto: Freepik)
A paciente informou que os sintomas iniciaram no dia 16 de fevereiro (foto: Freepik)

Informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde nesta sexta (7)

Uma mulher, de 29 anos, moradora de uma cidade da região metropolitana de São Paulo, é a primeira infectada pelo Clado Ib do vírus Mpox no Estado, conforme confirmou, nesta sexta-feira (7/2), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

A paciente informou que os sintomas iniciaram no dia 16 de fevereiro. Ela relatou que manteve contato com familiar vindo da República Democrática do Congo, país africano onde a cepa circula endemicamente.

Em nota, a SES-SP informou que a mulher está internada em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, apresentando boa evolução do quadro clínico.

Confira as informações completas no Metrópoles.

 

 

Neurite vestibular: entenda a causa de internação de Dilma Rousseff.

Ex-presidente Dilma Rousseff está internada em um hospital de Xangai, na China, onde ela mora
Ex-presidente Dilma Rousseff está internada em um hospital de Xangai, na China, onde ela mora – ROBERTO STUCKERT FILHO/PR

A ex-presidente do Brasil e atual presidente do banco do Brics está internada em um hospital de Xangai, na China, onde mora atualmente.

Uma doença que não oferece risco à vida, mas causa extremo desconforto. Assim é a neurite vestibular, ou a inflamação do nervo do labirinto, doença que levou a ex-presidente do Brasil e atual presidente do banco do Brics, Dilma Rousseff, a ser internada em um hospital de Xangai, na China, onde ela mora.

O labirinto é uma pequena estrutura que fica dentro dos nossos ouvidos, mas tem uma grande importância, como explica a otoneurologista do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia, Lisandra Megumi: “Hoje a gente fala que o labirinto é um sexto sentido, porque ele é um sensor de movimento, ele percebe a aceleração da cabeça. Associado à visão e ao tato, ele faz parte de um sistema maior, que é o equilíbrio”.

A médica conta que as pessoas têm um labirinto direito e um esquerdo e cada um tem dois nervos. “Qualquer um desses dois nervos pode ficar inflamado e perder sua função”.

De acordo com o otoneurologista Márcio Salmito, geralmente o paciente com neurite vestibular precisa de cuidados emergenciais porque fica temporariamente incapacitado pelos sintomas.

“Ele tem, de uma hora para outra, uma crise de vertigem, aquela sensação de que está tudo girando, como se estivesse no liquidificador, de forma bem intensa. E isso vem junto com muito mal-estar. A maioria das pessoas que tem neurite vestibular fala que foi a pior coisa que já sentiu na vida”, relata o médico, que é presidente da Academia Brasileira de Otoneurologia da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.

Causas e tratamento

Márcio Salmito explica que o diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas, já que somente em alguns casos é possível verificar a inflamação em exames de ressonância magnética. A vertigem também é acompanhada de aceleração dos batimentos cardíacos, palidez, suor frio e vômitos frequentes, que podem causar desidratação.

A inflamação geralmente ocorre por infecção viral, inclusive influenza e covid-19. Por isso, o tratamento tradicional é feito com o controle dos sintomas e a administração de anti-inflamatórios a base de corticóides.

Apesar de não oferecer risco à vida, a doença pode deixar sequelas, de acordo com otoneurologia Márcio Salmito: “Tem três possibilidades: o labirinto pode voltar ao normal, como se nada tivesse acontecido; a segunda possibilidade, que é a mais comum, é o labirinto não voltar mais ao normal, e no entanto, a pessoa conseguir, pelo mecanismo de compensação vestibular, ficar totalmente sem sintomas; e a terceira possibilidade é a pessoa não conseguir compensar e desenvolver um quadro de tontura crônica”.

Por causa da idade – 77 anos – Dilma tem mais chances de ficar com a função do labirinto prejudicada. Isso porque, de acordo com Salmito, o mecanismo de compensação – que faz com que a estrutura do ouvido saudável assuma a função do ouvido atingido – piora com o passar dos anos.

Mas, quando o paciente demora ou não consegue se recuperar, é possível intervir com exercícios de reabilitação vestibular ou medicamentos. Além disso, a otoneurologista Lisandra Megumi lembra que a vertigem pode ter consequências secundárias, especialmente em idosos: “a habilidade de se movimentar pode cair um pouco, o que aumenta o risco de acidentes, quedas e fraturas”

Outras doenças

A médica do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia destaca ainda que a neurite vestibular causa sintomas tão intensos que dificilmente a pessoa deixará de procurar atendimento médico, mas todas as tonturas e vertigens devem ser investigadas:

“Muitos pacientes acabam tomando remédio para o labirinto, sem saber exatamente qual é a doença que está por trás. Pode ser um AVC, que a gente tem que investigar a parte vascular, ou uma crise de migrânea vestibular, que é uma tontura associada com a enxaqueca.”

“Algumas doenças são mais arrastadas, aí o paciente consegue entender que aquele movimento não é confortável, e passa a evitar o movimento que dá tontura. Então, no dia a dia, ele vai convivendo com a tontura, porque ele cria mecanismos para não ter aquele desconforto. Mas em alguns casos, quando a gente examina, consegue flagrar que existe uma tontura muito importante e que precisa de um tratamento específico.”, aconselha a especialista.

Por: JC

 

 

 

Coqueluche em adultos ressurge em Pernambuco e acende alerta; veja como se proteger.

Casos de coqueluche em adultos certamente são subestimados e subnotificados, já que o diagnóstico da coqueluche em estágios iniciais é difícil
Casos de coqueluche em adultos certamente são subestimados e subnotificados, já que o diagnóstico da coqueluche em estágios iniciais é difícil – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

SES-PE diz que já são 11 notificações da doença em adultos neste ano. No mesmo período de 2023 e 2024, não houve registro para a mesma faixa etária.

Historicamente associada a crianças, a coqueluche tem se tornado mais frequente em várias partes do mundo, com um incidência preocupante em adultos. Popularmente conhecida como tosse comprida, a doença é uma infecção respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis.

À coluna Saúde e Bem-Estar, do JC, o médico pneumologista Alfredo Leite informou que tem acompanhado, no dia a dia de consultório, pacientes adultos com quadros de coqueluche.

“Nas últimas três semanas, testei seis pessoas. Todas com resultados laboratoriais positivos. São adultos entre 45 e 60 anos, com muita tosse e sufocação durante os acessos (crises). Não me parecem casos isolados“, alerta o pneumologista, que atende na rede privada de saúde e é chefe da Pneumologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife.

O médico explica que esse cenário é reflexo da queda da imunidade do adulto que se vacinou contra coqueluche na infância. “A imunidade não é para sempre.” Assim, pessoas que tiveram coqueluche ou que foram vacinadas quando criança podem apresentar reinfecção pela Bordetella pertussis.

JC PLAY/REPRODUÇÃO
“Nas últimas três semanas, testei seis pessoas. Todas com resultados positivos. São adultos entre 45 e 60 anos, com muita tosse e sufocação durante os acessos (crises). Não me parecem casos isolados”, alerta Alfredo Leite – JC PLAY/REPRODUÇÃO

 

Para compreender como estão as notificações de coqueluche em Pernambuco, o JC entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Segundo os dados da pasta, até o dia 15 de fevereiro, foram notificados 11 casos suspeitos de coqueluche em adultos (20 anos ou mais) neste ano de 2025. Desse total, dois foram confirmados.

Um detalhe importante é que, no mesmo período de 2023 e 2024, não houve notificação de casos para a mesma faixa etária.

“No início do segundo semestre de 2024, com o aumento de casos no País, foi realizado um webinar para atualização dos profissionais da rede de todo o Estado sobre a doença, imunização e vigilância epidemiológica da coqueluche, com o objetivo de maior sensibilização para um olhar mais atento à necessidade de notificar casos suspeitos”, diz, em nota, a SES-PE.

A pasta assegura que, “até o presente momento, apesar de mais casos serem notificados, não houve um número de registros que superasse expressivamente o total de casos esperados”.

A questão é que os casos em adultos certamente são subestimados e subnotificados, já que o diagnóstico da coqueluche em estágios iniciais é difícil. Os sintomas podem parecer como resfriado ou até mesmo outras doenças respiratórias. A tosse seca é um forte indicativo da coqueluche.

Diagnosticar nessa faixa etária é necessário. Os adultos são vetores silenciosos e podem transmitir a bactéria da coqueluche para grupos mais suscetíveis a complicações da doença, como bebês com menos de 1 ano, gestantes, pessoas imunocomprometidas e indivíduos com asma moderada ou grave.

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode pedir os seguintes exames: coleta de material de nasofaringe para cultura e PCR em tempo real.

É preciso ainda ficar atento ao tempo adequado para se fazer o diagnóstico laboratorial. A coleta da secreção da nasofaringe deve ser realizada antes do início do tratamento com antibióticos ou, no máximo, até três dias após seu início, de acordo com o Ministério da Saúde. Como exames complementares, podem ser realizados hemograma e raio-x de tórax.

“A pessoa com coqueluche apresenta, a partir da segunda semana de doença, o que chamamos de tosse ladrante – ou ‘tosse de cachorro’. Há presença de um ataque de tosse, e não se consegue respirar entre as tossidas. Por isso, o doente faz um guincho (ruído durante a inspiração) para recuperar o fôlego”, explica Alfredo Leite.

O pneumologista acrescenta que esses casos vêm com paroxismos de tosse – ou seja, crises de tosse súbita, incontroláveis e rápidas que podem causar vômitos. Durante essas crises a pessoa pode ter dificuldade para inspirar, apresenta rosto vermelho ou azulado (cianose).

“O paciente com coqueluche precisa tomar antibiótico para diminuir a duração dos sintomas e a transmissão. É importante iniciar esse tratamento até o fim da primeira semana (de doença). Se a doença não for identificada e nem tratada, são dois meses de tosse. É um quadro bem desgastante.”

“O paciente com coqueluche precisa tomar antibiótico para diminuir a duração dos sintomas e a transmissão. É importante iniciar esse tratamento até o fim da primeira semana (de doença). Se a doença não for identificada e nem tratada, são dois meses de tosse. É um quadro bem desgastante.”

A maioria das pessoas consegue se recuperar da coqueluche sem sequelas e maiores complicações. No entanto, nas formas mais graves podem ocorrer quadros mais severos. Em crianças, especialmente as menores de seis meses, as complicações são mais graves e podem incluir infecções de ouvido, pneumonia e convulsão.

O pneumologista orienta sobre o momento de procurar um médico. “Em casos de tosse que demora mais de cinco dias, especialmente se esse sintoma só piora, é preciso procurar atendimento. Outro alerta é para o fato de os demais sintomas (febre, coriza e mal-estar geral) irem embora e a tosse só agravar. O tratamento se faz essencial”, orienta Alfredo.

vacinação é o principal meio de prevenção da coqueluche. Crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas contra a coqueluche. O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferta a vacina recomendada a mulheres gestantes (a cada gravidez), todos os profissionais da saúde e parteiras tradicionais.

A imunização ainda está disponível para estagiários da área da saúde que atendem recém-nascidos em berçários, maternidades e unidades de internação neonatal.

Dados gerais de coqueluche em Pernambuco

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informa que, até o dia 15 de fevereiro, foram notificados 50 casos suspeitos de coqueluche em 2025. Entre eles, 16 casos em menores de 1 ano, oito casos de 1 a 4 anos, três casos de 5 a 9 anos, 14 casos de 10 a 19 anos e nove casos em maiores de 20 anos.

Até o momento, foram confirmados sete casos: dois em menores de 1 ano, um entre 1 e 4 anos, dois casos de 10 a 19 anos e dois em maiores de 20 anos.

Por: JC

 

 

 

Historicamente associada a crianças, a coqueluche tem se tornado mais frequente em várias partes do mundo, com um incidência preocupante em adultos. Popularmente conhecida como tosse comprida, a doença é uma infecção respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis.

À coluna Saúde e Bem-Estar, do JC, o médico pneumologista Alfredo Leite informou que tem acompanhado, no dia a dia de consultório, pacientes adultos com quadros de coqueluche.

“Nas últimas três semanas, testei seis pessoas. Todas com resultados laboratoriais positivos. São adultos entre 45 e 60 anos, com muita tosse e sufocação durante os acessos (crises). Não me parecem casos isolados“, alerta o pneumologista, que atende na rede privada de saúde e é chefe da Pneumologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife.

 

Campanha vai estimular vacinação de adolescentes contra o HPV.

A causa mais comum do câncer de colo de útero é a infecção resistente por HPV.
A causa mais comum do câncer de colo de útero é a infecção resistente por HPV. – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

O HPV é o vírus responsável por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres brasileiras.

No Brasil há pelo menos 7 milhões de adolescentes entre 15 a 19 anos que não estão vacinados contra o HPV, apesar de já terem saído da faixa etária adequada para receber o imunizante, que é de 9 a 14 anos. Por isso, o Ministério da Saúde vai realizar ao longo deste ano uma campanha de resgate, para identificar e vacinar esses adolescentes.

O HPV é o vírus responsável por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. Ele também pode causar câncer no ânus, pênis, vagina e garganta. A vacina disponível atualmente no Sistema Único de Saúde protege contra os quatro subtipos que mais provocam câncer e também verrugas e feridas nos órgãos genitais.

Maior eficácia da vacina

A vacina tem maior eficácia se for aplicada antes do início da vida sexual, porque isso diminui muito as chances de uma infecção prévia, já que a via sexual é a principal forma de transmissão do HPV. Por isso, a faixa etária da vacinação de rotina vai de 9 a 14 anos.

A consultora médica da Fundação do Câncer Flavia Correa ressalta que é fundamental resgatar quem não foi vacinado, para que o Brasil avance rumo à meta de eliminar o câncer de colo do útero. Segundo ela, quando o país começou a vacinação contra o HPV, em 2014, houve uma cobertura excelente na primeira dose, chegando a quase 100%. Já na segunda dose, teve uma queda muito grande, porque houve muito terrorismo contra a vacina.

“Depois disso, a gente teve a pandemia de covid-19, quando despencou a cobertura de todas as vacinas e agora a gente está num momento de recuperar essas coberturas vacinais. E a vacina protege contra quatro tipos de vírus. Então, mesmo que a pessoa tenha tido contato com um desses tipos, pode não ter tido contato com os outros. Então, ainda existe um benefício”, explica a médica.

Estratégias

Inicialmente, a ação é voltada para 121 municípios com as piores coberturas vacinais. Neles, vivem quase 3 milhões de adolescentes de ambos os gêneros não vacinados contra o HPV. A meta é que pelo menos 90% deles receba o imunizante. Quem não tiver certeza se tomou a vacina também deverá ser imunizado por precaução.

Para garantir a campanha de resgate, todos os estados contemplados devem solicitar doses extras da vacina contra o HPV ao Ministério da Saúde, que vai se encarregar da compra e distribuição. Em uma cartilha lançada essa semana com orientações aos municípios, a pasta recomenda que também seja feita a vacinação fora das unidades de saúde, em locais como escolas e shoppings.

Vacinação de rotina

A cartilha destaca que a vacinação de rotina, para meninas e meninos de 9 a 14 anos, deve continuar normalmente. Desde abril do ano passado, o esquema vacinal é de apenas uma dose. A vacina contra o HPV é contraindicada apenas para gestantes e pessoas com hipersensibilidade grave ou alergia a levedura.

é bastante seguro: “Já foram mais de 500 milhões de doses aplicadas no mundo todo. Ela tem um perfil de segurança ótimo. Os países que introduziram a vacinação há mais tempo já tiveram uma diminuição na prevalência de infecção de HPV e até na incidência de câncer de colo do útero. Ela é muito eficaz. Sempre que você tem prevenção primária, essa é a melhor maneira de evitar as doenças”, alerta a especialista.

Por: JC

Papa Francisco: pneumologista explica o que é infecção respiratória polimicrobiana.

O papa Francisco está comovido com as numerosas mensagens de afeto e proximidade que continua a receber
O papa Francisco está comovido com as numerosas mensagens de afeto e proximidade que continua a receber – Alberto Pizzoli/AFP

Pontífice continua sem febre e prossegue com a terapia prescrita. A condição clínica é estável, segundo informa a sala de imprensa da Santa Sé.

Um quadro de infecção respiratória polimicrobiana exigiu, nesta segunda-feira (17), uma mudança adicional no tratamento seguido pelo papa Francisco, de 88 anos.

Segundo o Vaticano, o pontífice argentino apresenta um “quadro clínico complexo”, que exige mais cuidados especializados. Ele foi internado no Hospital Gemelli, em Roma, na última sexta-feira (14), com sintomas sugestivos de bronquite.

O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que os resultados dos exames realizados nos últimos dias indicam que o papa está com uma infecção respiratória polimicrobiana.

Na tarde desta segunda-feira (17), a sala de imprensa da Santa Sé comunicou que “o Santo Padre continua apirético (sem febre) e prossegue com a terapia prescrita. Sua condição clínica é estável. Esta manhã, ele recebeu a Eucaristia e depois se dedicou a algumas atividades de trabalho e à leitura de textos”.

O que é infecção polimicrobiana?

Ao JC, o pneumologista Alfredo Leite explica que a infecção respiratória polimicrobiana é um quadro causado por mais de um agente, como bactérias e/ou vírus. “A maior parte das pneumonias é atribuída a um patógeno só. Cerca de 70% das vezes, há o envolvimento de bactérias; em 30%, de vírus. Eventualmente, é possível ter um conjunto de bactérias ou bactérias e vírus”, diz Alfredo, que é chefe da Pneumologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife.

JC PLAY/REPRODUÇÃO
Pneumologista Alfredo Leite explica o que é infecção respiratória polimicrobiana, que acomete o papa Francisco – JC PLAY/REPRODUÇÃO

O médico ressalta que, entre os pneumologistas, quando se fala sobre infecção respiratória polimicrobiana, logo se pensa em infecção por mais de uma bactéria. Não se sabe, contudo, se seriam exatamente esses os agentes envolvidos no quadro de saúde do papa Francisco.

“A infecção respiratória polimicrobiana é mais frequente em pessoas que sofreram algum tipo de aspiração (uma infecção bacteriana nos pulmões causada pela inalação de conteúdo do estômago ou da boca). São situações em que entra uma série de bactérias da cavidade oral para o pulmão. É uma pneumonia por vários patógenos ao mesmo tempo”, destaca Alfredo.

O pneumologista frisa que as pessoas muito idosas (a partir dos 80 anos) e as que têm doenças de base, especialmente as neurológicas, são mais susceptíveis a ter quadros mais intensos de aspiração. Nos casos de infecção respiratória polimicrobiana, segundo o médico, prescreve-se um perfil de antibióticos diferente daqueles indicados para quadros habituais de pneumonias bacterianas.

“Isso não quer dizer, contudo, que o quadro de infecção respiratória polimicrobiana seja mais grave. Uma vez iniciada a medicação (em tempo oportuno), é possível ter a chance de controlar o estado de saúde”, acrescenta Alfredo Leite.

“Papa está comovido com mensagens de afeto”

Em comunicado, a sala de imprensa da Santa Sé informa que o papa Francisco “está comovido com as numerosas mensagens de afeto e proximidade que continua recebendo nestas horas; em particular, deseja agradecer àqueles que estão atualmente hospitalizados pelo carinho e amor que expressam através de desenhos e mensagens de pronta recuperação; reza pelos doentes e pede orações por ele”.

No domingo (16), o papa deixou de presidir a oração semanal do Angelus pela primeira vez. A Santa Sé confirmou o cancelamento apenas de compromissos desta segunda-feira (17). O papa deveria ter ido aos estúdios de cinema de Cinecitta, em Roma, para se encontrar com artistas como parte das celebrações do Ano Santo da Igreja Católica.

papa teve parte de um pulmão removida após infecção pulmonar quando jovem. Quando teve um grave caso de pneumonia em 2023, ele saiu depois de três dias e só disse depois que havia sido internado urgentemente por se sentir fraco e com dor no peito.

Neste recente episódio, Francisco insistiu em terminar suas audiências matinais de sexta-feira (14), antes de deixar o Vaticano, mesmo com dificuldades para falar devido à falta de ar.

‘Hospital dos papas’

Hospital Policlínico Universitário Agostino Gemelli, em Roma, onde está internado o papa Francisco desde a última sexta-feira (14), é considerado o maior da capital italiana.

Criado em 1964, o nome do hospital é uma homenagem ao teólogo franciscano Agostino Gemelli, que fundou a Universidade Católica na década de 1920.

O terreno para o hospital foi doado pelo papa Pio 11 no início do século 20 para a Faculdade de Medicina da Universidade Sagrado Coração.

No 10º andar do prédio, está o apartamento privado dos papas. O espaço tem 200 metros quadrados, quartos para acompanhantes e assistentes, além de uma capela.

O papa Francisco já esteve no Hospital Gemelli em julho de 2021, quando foi submetido a uma intervenção cirúrgica devido a uma diverticulite. A segunda vez foi em março de 2023, quando ficou hospitalizado para tratar uma bronquite infecciosa. A terceira, em junho de 2023, ocorreu quando ele foi operado em decorrência do risco de obstrução intestinal.

Por: JC

 

Câncer infantil: IMIP tem taxa de cura acima de 80%, acima da média nacional.

Diagnóstico precoce aumenta chances de cura (Foto: Ivan Melo//IMIP)
Diagnóstico precoce aumenta chances de cura (Foto: Ivan Melo//IMIP)

A Instituição atribuiu o número ao o protocolo para Leucemia Linfoide Aguda (LLA)

No Dia Internacional do Câncer Infantil, celebrado em 15 de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado para garantir maiores chances de cura. Um balanço do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) mostra que a unidade tem alcançado taxas de cura acima de 80%, podendo chegar a 96% em crianças com baixo risco.
Enquanto nos países de alta renda mais de 80% das crianças diagnosticadas conseguem vencer a doença, em nações de baixa e média renda, como o Brasil, a realidade ainda é desafiadora.
O IMIP é referência no tratamento do câncer infantil e teve um de seus maiores avanços terapêuticos reconhecidos em todo o país: o protocolo para Leucemia Linfoide Aguda (LLA), desenvolvido em parceria com o St Jude Children’s Research Hospital, nos Estados Unidos.
A adoção nacional deste protocolo está permitindo que o Brasil alcance resultados semelhantes aos de países desenvolvidos.
“Com isso, é esperada uma melhora significativa na sobrevida das crianças com LLA no Brasil”, afirma Mecneide Mendes, coordenadora da Oncologia Pediátrica do IMIP.
Atualmente, a média nacional ainda é inferior a 70%. Pernambuco registra cerca de 450 novos casos de câncer infantil por ano, sendo a leucemia a mais comum em crianças, e o IMIP atende cerca de 50% dessa população.
Com cerca de 1.500 consultas mensais para pacientes com suspeita ou diagnóstico de câncer infantojuvenil, o IMIP não apenas oferece atendimento médico de ponta, mas também um suporte essencial para crianças e famílias que enfrentam essa batalha.
A instituição conta com 31 leitos de enfermaria e seis de UTI, além de serviços que incluem apoio psicossocial, odontológico e educacional.
Criado para aumentar a conscientização e mobilizar apoio, o Dia Internacional do Câncer Infantil lembra que a luta contra a doença exige compromisso, investimento e, acima de tudo, solidariedade.