Câncer infantil: saiba quais sinais observar e os tipos mais comuns.

Dia 15 de fevereiro marca o dia de combate ao câncer infantil. A fita amarela representa a data, que promove consicientização sobre os sinais da doença nos pequenos
Dia 15 de fevereiro marca o dia de combate ao câncer infantil. A fita amarela representa a data, que promove consicientização sobre os sinais da doença nos pequenos – Reprodução/Freepik

O Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil alerta para a importância do diagnóstico precoce, com chances de cura que podem alcançar 80%.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) projeta uma média de 7.930 novos casos anuais entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

O dia internacional de luta contra o câncer infantil é celebrado neste sábado (15), a data foi instituída em 2002, pela organização internacional que trata sobre o problema, para aumentar a conscientização sobre o câncer nas crianças.

Os tipos mais frequentes são:

  • Leucemia;
  • Tumores do sistema nervoso central;
  • Linfomas (sistema linfático);
  • Neuroblastomas (glândulas adrenais, localizadas na parte superior do rim);
  • Retinoblastomas (atinge células da retina, que é a parte do olho responsável pela visão);
  • Tumores de Wilms (se origina no rim);
  • Osteossarcomas (tumor ósseo).

Sintomas de câncer infantil

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais que os pais e responsáveis devem observar são:

  • Febre por mais de sete dias sem causa aparente;
  • Dor óssea, com aumento progressivo e duração por mais de um mês;
  • Petéquias, equimose (manchas arroxeadas na pele) e palidez;
  • Leucocoria (reflexo branco na pupila do olho quando exposta à luz), estrabismo e protusão ocular;
  • Distúrbios visuais;
  • Linfonodos aumentados;
  • Dor de cabeça persistente e progressiva, primariamente noturna, que acorda a criança ou aparece quando ela se levanta de manhã, acompanhada de vômito ou de sinais neurológicos.

“As pistas de que um câncer está se desenvolvendo podem aparecer de várias formas. Por isso a importância de o profissional de saúde estar atento e conhecer os principais tipos de câncer infantil e seus sintomas”, explica a pediatra Ana Caroline Falcão, professora da Afya Faculdade de Ciências Médicas.

Causas e fatores de risco

Embora a origem do câncer infantil possa ter diversas causas, sabe-se que a doença afeta células em fase de crescimento

Diferente de muitos cânceres que acometem adultos, os hábitos de vida (como o tabagismo) não aumentam a chance de uma criança desenvolver a doença.

É raro que uma criança apresnete alterações genéticas que a deixam mais suscetível adoença.

Tratamento

Os últimos dados, colhidos em 2021 pelo Atlas de Mortalidade por Câncer, registraram 2.425 mortes por câncer infantojuvenil, sendo 1.357 meninos e 1.067 meninas.

O tratamento é baseado em protocolos que variam conforme o tipo e o estágio da doença:

  • Quimioterapia: uso sistemático de medicamentos para reduzir ou eliminar as células cancerígenas.
  • Cirurgia: remoção do tumor quando clinicamente viável.
  • Radioterapia e terapias hormonais: utilizadas como coadjuvantes em casos específicos;
  • Transplante de medula óssea: quando afeta as células sanguíneas, o transplante de medula óssea é fundamental.

Tratamentos complementares

O suporte psicológico, a fisioterapia e a terapia ocupacional auxiliam na reabilitação física e emocional das crianças durante e após o tratamento.

No caso da fisioterapia, por exemplo, a atuação ocorre nas sequelas motoras causadas pelo câncer, como fraqueza muscular, perda de mobilidade e impactos no crescimento ósseo.

“No tratamento de tumores que surgem nos ossos a fisioterapia entra para restabelecer a função do paciente, pós amputação ou comprometimento do membro”, explica Tiago Bessa, fisioterapeuta e diretor da clínica Ortopedia Boa Viagem.

“São vários aspectos que são trabalhados para que essa criança volte às suas atividades cotidiana, como ir à escola e brincar”, completa o especialista.

Já o acompanhamento psicológico ajuda na adaptação à rotina de tratamento e no enfrentamento dos desafios emocionais decorrentes da doença.

Assista ao Videocast Saúde e Bem-Estar sobre câncer

Por: JC

Covid-19 lidera mortes em casos de doenças respiratórias, em Pernambuco, em 2025.

Pessoas idosas e pessoas com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabetes) estão mais suscetíveis a desenvolver casos mais severos de covid-19
Pessoas idosas e pessoas com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabetes) estão mais suscetíveis a desenvolver casos mais severos de covid-19 – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Do total de pacientes que evoluíram para forma respiratória grave, 15 pessoas foram a óbito. Entre eles, 12 tiveram confirmação para covid-19.

O boletim epidemiológico dos vírus respiratórios referente às seis primeiras semanas de 2025 em Pernambuco traz o balanço de casos de síndrome respiratória aguda grave (srag) do período. De acordo com o levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), em 2025, já foram feitas 272 notificações de srag até o dia 8 de fevereiro. O número representa um aumento de 52%, em comparação com os 15 dias anteriores.

Desse total de pacientes que evoluíram para a forma respiratória grave (srag), 15 pessoas foram a óbito. Entre eles, 12 tiveram confirmação para covid-19, segundo a SES-PE. Os demais estão como srag não especificado (ou seja, sem identificação do agente etiológico).

Os números mostram que, de todas as mortes por srag, 80% estão associadas à infecção pelo coronavírus.

A reportagem do JC solicitou à SES-PE o perfil clínico e fatores associados aos óbitos desses pacientes. Abaixo, estão os perfis de 12 dos 15 casos. Confira:

Mortes por srag associadas à covid-19 em Pernambuco, em 2025:

  1. 41 anos, sem comorbidade, morador de São José de Belmonte, com esquema vacinal básico completo;
  2. 47 anos, sem comorbidade, morador de Gravatá, com esquema vacinal básico completo;
  3. 48 anos, tinha diabetes, morador de São Joaquim do Monte, com esquema vacinal básico completo;
  4. 63 anos, tinha cardiopatia, morador do município de Aliança, com esquema vacinal básico completo;
  5. 63 anos, tinha diabetes, morador do Recife, com esquema vacinal básico completo;
  6. 78 anos, tinha cardiopatia, morador do Recife, com esquema vacinal básico completo;
  7. 84 anos, tinha cardiopatia, morador de Nazaré da Mata, com esquema vacinal básico completo;
  8. 93 anos, diabetes, morador de Macaparana, com esquema vacinal básico completo;
  9. 97 anos, sem comorbidade, morador de Bom Conselho, com esquema vacinal básico completo.

*Reportagem do JC solicitou à SES-PE os outros três perfis e aguarda retorno

Mortes por srag não identificado em Pernambuco, em 2025:

  1. 83 anos, sem comorbidade, morador de Glória do Goitá, com esquema vacinal básico completo;
  2. 86 anos, sem comorbidade, morador de Limoeiro, com esquema vacinal básico completo;
  3. 87 anos, sem comorbidade, morador de Surubim, com esquema vacinal básico completo.

A reportagem do JC questionou a SES-PE sobre a data da última vacina tomada por cada paciente. Mas a pasta só se referiu à “esquema vacinal básico completo”, que representa, “no mínimo, a duas doses de vacina contra a covid que a pessoa tomou, desde o início da campanha”.

“Evidências científicas mostram que idosos devem receber uma aplicação contra a doença a cada seis meses, independentemente da quantidade de doses tomadas previamente. O mesmo vale para pessoas imunocomprometidas. Já quem tem alguma comorbidade toma uma dose por ano, e isso independe também de quantas doses tomou antes”, orienta o médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima, conselheiro efetivo do Conselho Federal de Medicina.

Ele destaca que, no Brasil, já circula a variante JN.1, mas o País ainda não tem a versão atualizada do imunizante.

O Ministério da Saúde utiliza a vacina XBB – que, por ser também uma subvariante da ômicron, oferece proteção cruzada para JN.1. A expectativa é que a dose atualizada chegue ao País para se ampliar a resposta imune.

Nos Estados Unidos, o aumento no número de casos causados por JN.1 corresponde a um crescimento geral nos casos de covid-19.

Doses da JN.1 precisam chegar ao Brasil para fazer parte da campanha de imunização como reforços para os grupos prioritários, além do esquema primário de vacinação para bebês e aqueles que nunca tomaram sequer uma dose de vacina contra covid-19.

A dose utilizada na campanha de vacinação brasileira é direcionada para a XBB. “Por quatro ou cinco meses, ela oferece 60% de proteção contra formas graves da covid-19 causadas pela variante JN.1. Por isso, é tão importante os grupos de idosos e imunocomprometidos se protegerem a cada seis meses“, ressalta Eduardo Jorge.

Por: JC

Casos de câncer estão aumentando? Cerca de 30% deles podem ser evitados; saiba como prevenir.

Check-ups anuais com médicos especialistas e exames de arstreio são fundamentais para identificar tumores ainda em estágios iniciais
Check-ups anuais com médicos especialistas e exames de arstreio são fundamentais para identificar tumores ainda em estágios iniciais – Reprodução/Pexels

Especialistas alertam que o aumento no número de casos de câncer está frequentemente ligado a hábitos nocivos do dia a dia do paciente.

Nos últimos anos, os casos de câncer no Brasil têm mostrado uma tendência crescente: o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, entre 2023 e 2025, cerca de 704 mil novos casos serão diagnosticados anualmente.

O câncer é uma doença complexa, com diversos tipos e causas possíveis, desde herança genética, até o avanço da idade. No Brasil, os mais comuns são:

  • Pele não melanoma: responsável por 31,3% dos casos
  • Mama feminina: 10,5% dos casos
  • Próstata: 10,2% dos casos
  • Colorretal: 6,5% dos casos
  • Pulmão: 4,6% dos casos
  • Estômago: 3,1% dos casos

A prevalência de certos tipos de câncer varia de acordo com a região do País, com as regiões Sul e Sudeste concentrando aproximadamente 70% dos novos diagnósticos.

Dia 04 de fevereiro é o Dia Mundial do Câncer, e para prevenir o surgimento de tumores, é necessário tomar algumas atitudes no dia a dia.

Estilo de vida

Apesar das causas da doença serem múltiplas, o oncologista clínico Heberton Medeiros, em entrevista ao videocast Saúde e Bem-Estar, do JC, ressalta que o aumento do número de casos de câncer está frequentemente relacionado ao estilo de vida da população.

“Hoje se come muito ultraprocessados e menos comida natural. A vida é cada vez mais estressada, sem qualidade de sono, sem atividade física. É multifatorial esse aumento”, explica.

De acordo com Medeiros, a combinação de uma dieta pobre em alimentos naturais, o estresse excessivo e a falta de atividades físicas contribui para o surgimento de várias condições crônicas, as quais favorecem o desenvolvimento de cânceres.

O que fazer?

O Inca alerta que cerca de 30% dos casos de câncer podem ser evitados.

Em casos de histórico familiar, o paciente deve procurar o médico especialista e realizar os exames de rastreio periodicamente, especialmente durante os check-ups anuais.

O cirurgião oncológico Mário Rino, também entrevistado no videocast Saúde e Bem-Estar, explica que o acesso aos exames tem facilitado a detecção precoce de diversos tipos de câncer.

A colonoscopia, por exemplo, tem sido fundamental para identificar tumores colorretais antes que se tornem mais difíceis de tratar.

Já o exame de colpocitologia oncótica, conhecido como “preventivo”, é fundamental para investigar possíveis casos de câncer do colo do útero, que causa mais de 6 mil mortes anuais.

Hábitos 

Implementar hábitos saudáveis pode reduzir significativamente os riscos de desenvolver tumores, tais como:

  • Manter o peso corporal saudável;
  • Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Evitar a ingestão de ultraprocessados;
  • Praticar atividades físicas regularmente.

Por: JC

 

Dia Mundial do Câncer: 704 mil novos casos da doença são previstos para 2025 no Brasil.

O diagnóstico precoce do câncer pode ser feito por meio de exames de rastreamento, que são indicados pelo médico de acordo com a idade e necessidade do paciente
O diagnóstico precoce do câncer pode ser feito por meio de exames de rastreamento, que são indicados pelo médico de acordo com a idade e necessidade do paciente – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Estimativa do Inca aponta aumento dos casos de câncer no País, com destaque para pele, mama, próstata, colorretal, pulmão e de estômago.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer estimou 35 milhões de novos casos de câncer são estimados até 2050 no mundo.

Esta terça-feira (4) é marcada pelo Dia Mundial do Câncer, uma iniciativa global da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que propõe ações de conscientização sobre a doença.

Os casos de câncer estão aumentando?

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelam que são esperados 704 mil casos novos de câncerpara cada ano, no triênio de 2023 até 2025.

As regiões Sul e Sudeste devem concentrar aproximadamente 70% dos novos casos.

Confira os tipos de câncer mais comuns no País:

  • Pele não melanoma: 31,3% dos casos
  • Mama feminina: 10,5%
  • Próstata: 10,2%
  • Colorretal: 6,5%
  • Pulmão: 4,6%
  • Estômago: 3,1%

    Estilo de vida

    Em entrevista ao videocast Saúde e Bem-Estar, do JC, o oncologista clínico Heberton Medeiros destaca que o aumento dos casos de tumores malignos está frequentemente ligado ao estilo de vida da população.

    “Hoje se come muito ultraprocessados e menos comida natural. A vida é cada vez mais estressada, sem qualidade de sono, sem atividade física. É multifatorial esse aumento”, exemplifica.

    A falta de atividade física, a má alimentação e a alta produção de cortisol (hormônio ligado ao estresse) estão associadas a uma série de condições crônicas que favorecem o aparecimento da doença.

    Jovens estão tendo mais câncerTambém em entrevista ao videocast Saúde e Bem-Estar, o cirurgião oncológico Mário Rino explica que o acesso a exames de rastreio, como a colonoscopia, usada para identificar possíveis tumores colorretais, tem facilitado os diagnósticos.

    No entanto, os maus hábitos citados são realidade inclusive para as crianças – que, ao crescerem, têm muito mais chance de desenvolver tumores do que gerações anteriores, que eram mais saudáveis.

    O médico alerta para a popularidade dos cigarros eletrônicos, conhecidos por atrair o público jovem. “A discussão não chega ao nível que merece diante da toxicidade que possui e que vai levar essa geração a ter um prejuízo muito grande”, destaca.

    Mortalidade

    Mais de 230 mil mortes por câncer foram registradas em 2021, quando houve a última atualização de dados do Inca.

    Para as mulheres, o câncer de mama é o mais mortal, sendo a causa de 18.139 óbitos, seguido pelo de traqueia, brônquios e pulmões, com 12.977, de colorretal, com 10.5989 e colo do útero, com 6.606.

    Enquanto nos homens, os tumores mais comuns são o de próstata, que causou 16.300 óbitos, também o de traqueia, brônquios e pulmões, com 15.987, cólon e reto, com 10.662 e estômago com 9.007.

    Metástase

  • Um tumor maligno possui quatro estágios:

    • Estágio I: tumor localizado em um único tecido, geralmente com boas chances de cura.
    • Estágio II: câncer localizado, sem espalhamento para tecidos próximos.
    • Estágio III: tumor maior, pode se espalhar para áreas próximas como pele ou músculos, com possível metástase local.
    • Estágio IV: tumor com metástase a distância, atingindo outras partes do corpo. O tratamento ainda é possível, mas as chances de cura são menores.

    A metástase é uma das principais causas de complicações graves e dificuldades no tratamento. “Todo e qualquer câncer pode metastizar”, alerta o oncologista clínico, Heberton Medeiros.

    As opções de tratamento para metástases incluem terapias mais agressivas, como a quimioterapia e a imunoterapia, mas essas opções podem ser limitadas dependendo do tipo de câncer e da extensão da disseminação.

    “Quanto mais agressiva a célula inicial do tumor, maior o risco de causar metástase”, completa o médico. Segundo ele, alguns cânceres como o de pâncreas, pulmão e não melanoma são mais propensos ao espalhamento.

  • Como prevenir o câncer?

    Embora não seja possível prever com precisão quem desenvolverá câncer, adotar hábitos saudáveis e realizar rastreios regulares podem aumentar significativamente as chances de diagnóstico precoce e prevenção.

    • Manter uma alimentação equilibrada;
    • Praticar exercícios físicos regularmente;
    • Evitar o consumo de tabaco e álcool.

    São algumas medidas para reduzir o risco de muitos tipos de câncer.

    Para aqueles com histórico familiar da doença, o monitoramento precoce de casos, como o de mama, próstata e cólon, por exemplo, pode permitir a detecção em estágios iniciais, quando as opções de tratamento são mais eficazes.

  • Por: JC

Câncer de pênis leva a 2,2 mil internações por ano e gera 600 amputações no Brasil.

Urologistas alertam que higiene, cirurgia de postectomia (remoção do prepúcio) e vacinação contra HPV são medidas para combater o tumor
Urologistas alertam que higiene, cirurgia de postectomia (remoção do prepúcio) e vacinação contra HPV são medidas para combater o tumor – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Doença pode começar com alteração na pele do pênis, como mudança de cor e textura. Assim, pode evoluir para ferida que sangra e secreção com mau odor.

Neste mês marcado pelo Dia Mundial do Câncer (4/2), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realiza a quinta edição da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pênis para conscientizar sobre a prevenção e tratamento precoce desse tumor.

Durante todo o mês de fevereiro, médicos esclarecerão dúvidas sobre a doença nas redes sociais da entidade no Instagram, Facebook e Tik Tok (@portaldaurologia). E ao longo do mês, a SBU e suas seccionais realizam um grande mutirão de postectomias (retirada da pele que recobre a cabeça do pênis) em vários Estados brasileiros.

Tipo de tumor raro, mas que no Brasil ainda atinge estatísticas alarmantes, o câncer de pênis está associado à má higiene íntima, à infecção pelo papilomavírus humano (HPV) e a homens que não se submeteram à circuncisão (remoção do prepúcio, pele que reveste a glande – a ‘cabeça’ do pênis).

No Brasil, o câncer de pênis é mais comum nas regiões Norte e Nordeste, onde representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem os homens.

A doença pode começar com alterações na pele do pênis, como mudança de cor e na textura. Assim, pode evoluir para presença de nódulo e ferida que sangra e secreção com mau odor.

Segundo dados obtidos com exclusividade pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com o Ministério da Saúde, nos últimos dez anos, o Brasil registrou mais de 22,2 mil internações devido ao câncer de pênis. Nesse mesmo período, a média ultrapassou 580 amputações de pênis por ano. E de 2014 a 2023, foram contabilizadas mais de 4,5 mil mortes em decorrência dessa neoplasia.

“Apesar de ser um dos poucos tipos de câncer que podem ser prevenidos, o Brasil ainda apresenta preocupantes índices relativos ao câncer de pênis, especialmente nas regiões Norte e Nordeste”, alerta o presidente da SBU, Luiz Otavio Torres.

“Nosso maior objetivo com a campanha é informar os homens que é possível prevenir e, caso ele surja, que seja diagnosticado e tratado de forma precoce, a fim de evitar a amputação do órgão”, acrescenta.

Fimose e câncer de pênis

Há uma relação estreita entre o câncer de pênis e a fimose, principalmente quando se trata do diagnóstico precoce da doença.

Entre os fatores que podem levar ao aparecimento do câncer de pênis, está a dificuldade do homem em expor a cabeça do pênis (glande) para higienizá-la, condição conhecida como fimose.

Assim, quando a postectomia (cirurgia para correção da fimose) não é feita, pode acarretar acúmulo de esmegma (secreção), o que dificulta a higiene correta e propicia o desenvolvimento da neoplasia maligna.

“A presença de fimose (excesso de pele que cobre a glande e que impede que ela seja exteriorizada) pode ocultar uma lesão em fase inicial que poderia ser tratada de forma menos agressiva e mutilante, além de prevenir uma possível disseminação da doença em forma de metástase”, explica o urologista  José Calixto, membro da Disciplina de Câncer de Pênis da SBU e um dos organizadores do mutirão de postectomias.

“O estímulo à realização de postectomias tem como objetivo educar os homens sobre a importância de uma higiene adequada do pênis, reduzir as chances de perda do órgão e possibilitar o diagnóstico precoce de lesões pré-malignas ou até já malignas.”

Neste ano, a SBU chega ao segundo mutirão de postectomias, e a expectativa é realizar cerca de 100 procedimentos.

Na primeira edição do mutirão, em 2022, a expectativa também era de 100 cirurgias, mas foi possível superar a margem e contemplar 187 homens das regiões Norte e Nordeste.

Como o câncer de pênis se manifesta?

A maior incidência do câncer de pênis costuma ocorrer em homens a partir dos 50 anos, mas ele também pode acometer os mais jovens.

Os sinais comuns de câncer de pênis geralmente são: 

  • Ferida que não cicatriza;
  • Sangramento sob o prepúcio;
  • Secreção com forte odor;
  • Espessamento ou mudança de cor na pele da glande (cabeça do pênis);
  • Presença de nódulos na virilha.

E entre os fatores de risco do câncer de pênis, estão:

  • Baixas condições socioeconômicas;
  • Higiene inadequada da região íntima;
  • Fimose;
  • Infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano);
  • Tabagismo.

O câncer de pênis, apesar de ser amplamente evitável, ainda causa mutilações e mortes no Brasil. “Não podemos ignorar os sinais de alerta, pois são eles que nos auxiliam a fazer o diagnóstico o mais precoce possível, evitando suas consequências mais sérias. E se houver fimose, deve-se procurar logo corrigir”, destaca a urologista Karin Jaeger Anzolch, diretora de Comunicação e coordenadora das campanhas de awareness da SBU.

Muitos casos de câncer de pênis poderiam ser evitados ou tratados de maneira menos agressiva com atenção à higiene íntima e intervenções precoces. “Essas medidas não apenas contribuem para a qualidade de vida dos pacientes, mas também evitam a necessidade de amputação do pênis e reduzem o risco de morte pela doença”, ressalta o urologista Roni de Carvalho Fernandes, diretor da Escola Superior de Urologia da SBU.

O tratamento do câncer de pênis, que depende do estágio do tumor, pode contemplar a remoção da lesão por meio de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e até mesmo amputação de parte ou de todo o pênis.

“O tratamento cirúrgico (penectomia), que se constitui em retirada do pênis, pode ser feito parcialmente, para casos iniciais, ou uma retirada completa do órgão, em casos avançados. Na remoção parcial, o paciente permanece com um coto peniano possibilitando urinar em pé e, dependendo do tamanho do coto, atividade sexual”, esclarece o urologista Maurício Cordeiro, coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da SBU.

Ele acrescenta que, nos casos de remoção completa do pênis, a uretra é colocada na região de períneo (entre o escroto e o ânus), e o paciente precisa se sentar para urinar. “A atividade sexual com penetração já fica impossibilitada. Em casos avançados, o principal local de disseminação da doença é para os gânglios da região inguinal e a realização de uma linfadenectomia inguinal bilateral se faz necessária.”

O urologista acrescenta que atualmente é possível realizar a linfadenectomia inguinal por via laparoscópica ou robótica, o que permite uma recuperação mais rápida e taxas menores de complicação da ferida operatória.

Por: JC

Pernambuco registra mais de 1.500 casos de hanseníase em 2024.

 (Foto: Reprodução/ iStock)
Foto: Reprodução/ iStock

De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, a taxa de detecção foi de 16,3 casos por 100 mil habitantes, indicando uma alta da doença no Estado.

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) registrou 1.577 casos de hanseníase em 2024, um aumento significativo em relação aos 1.172 casos do ano anterior. A taxa de detecção foi de 16,3 casos por 100 mil habitantes, indicando uma alta da doença no Estado.
O Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia. A doença continua sendo um problema importante de saúde pública no país, sendo monitorada e controlada por meio de ações específicas, como o tratamento gratuito e a conscientização sobre a importância da detecção precoce.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, uma bactéria que se multiplica lentamente no corpo humano, afetando principalmente a pele, os nervos periféricos, as vias respiratórias superiores e os olhos. O tratamento adequado pode curar a doença, mas a falta de diagnóstico precoce pode levar a complicações graves e permanentes, como deficiências físicas.
Para que ocorra a infecção, é necessário um longo período de exposição à bactéria, e apenas uma pequena parcela da população infectada desenvolve a doença. A transmissão ocorre principalmente por vias respiratórias, quando uma pessoa com a forma infectante da doença elimina o bacilo no ar, por meio de tosse, espirro ou fala. No entanto, o contágio requer contato próximo e prolongado, e não é transmitido por meio de objetos de uso comum, como roupas, talheres ou abraços.
Os pacientes com hanseníase paucibacilar (PB), que têm poucos bacilos na pele, não são fontes importantes de transmissão. Já os pacientes com hanseníase multibacilar (MB), que têm uma grande carga bacilar, representam risco de contágio enquanto não iniciam o tratamento.
Sintomas  
Segundo informações do Ministério da Saúde, os sinais clínicos mais comuns da hanseníase incluem:
  • Manchas na pele: as lesões podem ser de várias cores, como brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas.
  • Alterações na sensibilidade: a pele nas áreas afetadas pode apresentar perda de sensação ao calor, frio, dor e/ou toque.
  • Espessamento da pele e nervos periféricos: esse é um sintoma característico da hanseníase, podendo ser acompanhado de alterações motoras (dificuldade de movimento) e autonômicas (diminuição do suor, por exemplo).
  • Diminuição dos pelos e do suor: áreas afetadas podem ter diminuição da pilosidade e da produção de suor.
  • Sensação de formigamento ou cãibras: principalmente nas extremidades, como mãos e pés.
  • Caroços ou nódulos na pele: em alguns casos, surgem nódulos avermelhados, que podem ser dolorosos.
Esses sintomas podem variar dependendo do tipo de hanseníase e da fase em que a doença se encontra. A hanseníase multibacilar (MB) pode ter sintomas mais graves, com maior risco de complicações.
 (Foto: Reprodução/ Agência Brasil)
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por meio de um exame clínico detalhado, que inclui a análise de lesões na pele e alterações de sensibilidade, além da avaliação neurológica.
Em casos suspeitos de comprometimento neural, os pacientes são encaminhados para unidades de saúde mais complexas, onde exames complementares são realizados. Isso pode incluir baciloscopia (análise de secreções da pele para identificar o bacilo), exames histopatológicos e eletrofisiológicos, para avaliar o grau de comprometimento dos nervos periféricos.
Tratamento 
A SES-PE, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), disponibiliza tratamento gratuito e acompanhamento dos pacientes diagnosticados com hanseníase.
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento consiste na Poliquimioterapia Única (PQT-U), que combina três antimicrobianos: rifampicina, dapsona e clofazimina. Para os pacientes com hanseníase paucibacilar (PB), durando seis meses; já para os com hanseníase multibacilar (MB), dura 12 meses.
O tratamento é gratuito e está disponível nas unidades de saúde estaduais, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAEs) e hospitais de referência, como o Hospital Geral da Mirueira, em Paulista, e o Hospital Otávio de Freitas, em Recife.
Além disso, a Secretaria de Saúde realiza campanhas de conscientização e intensifica o monitoramento de casos, principalmente nas áreas mais afetadas, com a meta de reduzir a transmissão e as complicações da doença.
Acompanhamento 
O tratamento da hanseníase com a Poliquimioterapia Única (PQT-U) é eficaz e leva à cura da doença. No entanto, é fundamental que o paciente siga o regime de medicamentos de forma regular e completa, para garantir a erradicação dos bacilos e evitar recaídas. Além disso, o paciente passa a não ser mais transmissor da doença após o início do tratamento.
O Ministério da Saúde informou que as Secretarias de Saúde dos Estado também oferece uma ferramenta importante para o acompanhamento do tratamento: a Caderneta de Saúde da Pessoa Acometida pela Hanseníase, que serve para registrar o progresso do tratamento e fornecer orientações sobre autocuidado, direitos e controle da doença.
A caderneta é entregue ao paciente no momento do diagnóstico e é uma importante ferramenta de gestão de saúde para os profissionais.

Covid-19: Pernambuco confirma primeira morte pelo vírus em 2025.

 (Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF)
Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

O paciente era um idoso de 84 anos que desenvolveu Síndrome Respiratória Aguda Grave causada pela covid.

Pernambuco registrou a primeira morte por covid-19 de 2025. O paciente infectado pelo vírus foi um idoso 84 anos, cardiopata, residente em Nazaré da Mata, que desenvolveu Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por conta do coronavírus. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) nesta sexta-feira (31).

Entre o período de 29 de dezembro de 2025 e 25 de janeiro de 2025 foram registrados  2.568 casos leves e 20 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causadas por covid-19. De acordo com a pasta, no mesmo período de 2024, foram registrados 9.985 casos leves e 83 casos graves de SRAG.

Além disso, no mesmo período do ano anterior foram contabilizados 33 óbitos pela mesma síndrome.

A secretaria destaca que “apesar de não haver números expressivos de casos graves de COVID-19 no estado até o momento, as medidas de prevenção e controle continuam essenciais, especialmente considerando a maior circulação do vírus nesta época do ano no país”.

O Brasil registrou em janeiro de 2025 o maior número de casos de covid dos últimos dez meses, segundo dados do Ministério da Saúde. Foram contabilizadas 23.512 infecções pelo vírus. O pico foi registrado nas últimas semanas de 2024 e se intensificou nas primeiras semanas de 2025.

Nas primeiras quatro semanas deste ano houve um aumento de 68% no número de diagnósticos em comparação a dezembro, totalizando 72.846 casos.

Prevenção e cuidados

Ao iniciar sintomas suspeitos, como febre, tosse, dor de garganta e outros sintomas relacionados, recomenda-se aguardar entre 48 e 72 horas para realizar a testagem em serviços de saúde. Os testes estão disponíveis em unidades básicas de saúde, UPAs, policlínicas e outros locais definidos pelos municípios.

Caso o resultado seja positivo, é necessário cumprir o isolamento por sete dias. Para aqueles que optarem por realizar um novo teste no 5º dia e o resultado for negativo, o isolamento pode ser encerrado antes.

É fundamental manter o uso de máscaras, a higienização das mãos e garantir que o cartão de vacinação esteja atualizado, especialmente para a população pediátrica, idosos e grupos prioritários.

Em relação à vacinação, é importante destacar que as estratégias de imunização são conduzidas pelos municípios, que têm autonomia para adotar as ações de vacinação e oportunizar o acesso ao imunizante para seus munícipes.

Por: Adelmo Lucena

Colostomia definitiva: entenda o procedimento feito por Preta Gil.

%u201CA bolsa de colostomia serve para desviar o trânsito intestinal", explica Omar Jacobina, cirurgião-geral do Hospital Jayme da Fonte (Marina Torres / DP)
%u201CA bolsa de colostomia serve para desviar o trânsito intestinal”, explica Omar Jacobina, cirurgião-geral do Hospital Jayme da Fonte (Marina Torres / DP)

A cantora revelou que usará a bolsa de colostomia de forma definitiva.

No último domingo (26), a cantora Preta Gil utilizou as redes sociais para atualizar os fãs sobre as etapas do seu tratamento contra o câncer no intestino, que retornou em agosto de 2024. Ela informou que precisou colocar uma bolsa de colostomia definitiva, diferente da bolsa provisória que utilizou no ano passado. Além do câncer, o procedimento é indicado em alguns quadros clínicos, como na Doença de Crohn, bloqueios no intestino, diverticulite, traumas no cólon ou no reto, entre outros.

A colostomia é uma cirurgia responsável pela criação de uma abertura artificial (ostomia) no abdômen para possibilitar a eliminação de fezes e gases diretamente na bolsa de colostomia quando o intestino grosso do paciente não está funcionando de maneira correta. O tratamento é realizado quando parte do intestino foi removido ou quando não pode ser utilizado adequadamente de forma temporária ou definitiva. “A bolsa de colostomia serve para desviar o trânsito intestinal. Pode ser porque o paciente sofreu algum trauma ou alguma inflamação em que é preciso evitar que as fezes passem pelo canal do intestino. Ou quando foi necessária a retirada de uma parte do órgão. A ideia é garantir que o conteúdo intestinal não caia na cavidade abdominal e saia pela colostomia”, explica o cirurgião-geral do Hospital Jayme da Fonte, Omar Jacobina.

Em 2023, a cantora foi diagnosticada com câncer no intestino e precisou passar por uma cirurgia para a retirada de parte do intestino grosso. Durante o período, ela utilizou a bolsa de colostomia temporária. Logo depois, Preta informou que estava em remissão. Porém, o câncer retornou em 2024 e um procedimento para amputar o reto foi realizado. Outra intervenção cirúrgica para remover novos tumores do intestino grosso também foi realizada.

Na maioria dos casos, a colostomia e o uso da bolsa de colostomia é temporário. Mas assim como Preta Gil, existem quadros em que o procedimento é definitivo. Apesar do impacto social na vida do paciente, o cirurgião garante que é possível ter uma rotina normal mesmo com o uso definitivo da bolsa de colostomia.

“Não existe nenhuma limitação para o paciente ostomizado. As principais recomendações para evitar complicações são: asseio adequado, trocar a bolsa a cada quatro ou cinco dias, e o fortalecimento da parede abdominal, para evitar o prolapso”, finaliza Omar Jacobina.

Consolidado no Polo Médico do Recife, o Jayme da Fonte é um moderno complexo hospitalar, com serviços de urgência e emergência 24h em traumato-ortopedia, bem como clínica médica, cirurgia geral e cardiologia.

Por: Marina Costa

Com 1.669 casos de esquistossomose em 2024, Secretaria de Saúde investe no combate a doenças ”negligenciadas”

 (Foto: Gutemberg Brito/Fiocruz)
Foto: Gutemberg Brito/Fiocruz

A pasta destaca ações para enfrentar doenças como hagas, esquistossomose, leishmaniose, chikungunya, raiva, filariose linfática, tracoma e hepatites.

Nesta quinta-feira (30), é o Dia Mundial de Conscientização sobre Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) e entre elas está a esquistossomose. Em 2024, foram registrados 1.669 casos confirmados desta doença em Pernambuco, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE).
No Brasil, mais de 20 doenças são classificadas como negligenciadas, entre elas a hanseníase, doença de Chagas, esquistossomose, leishmaniose, chikungunya, raiva, filariose linfática, tracoma e hepatites.
Algumas possuem alto número de notificações, enquanto outras, como a raiva humana, apresentam raros registros, mas de grande relevância.
Caracterizadas por atingirem populações em situação de vulnerabilidade social, essas doenças persistem devido a fatores como saneamento básico precário, condições de habitação inadequadas e acesso limitado a serviços de saúde.
O diretor geral de Vigilância Ambiental, Eduardo Bezerra, destaca que a sensibilização da população é fundamental para o sucesso das estratégias de enfrentamento.
“Como essas doenças têm determinantes sociais muito fortes, uma população sensível e conhecedora de suas condições é um passo vital para intervir nessas situações. Quando a população sabe o que causa o adoecimento, ela se torna mais apta a buscar soluções para essas vulnerabilidades. Isso não elimina ou diminui a responsabilidade das gestões, mas ajuda a que a população seja mais parceira”, afirma.
Pernambuco alcançou a  interrupção da transmissão da filariose linfática, que teve seu último caso brasileiro registrado no estado em 2017. Com isso o estado alcançou o Certificado de Quebra da Transmissão em 2024.
Além disso, Pernambuco conta com a Casa de Chagas, vinculada ao Procape/UPE, um centro de acolhimento e acompanhamento para pessoas afetadas pela Doença de Chagas.
O Instituto Aggeu Magalhães, da Fiocruz Pernambuco, mantém um ambulatório para pacientes com sequelas da filariose linfática. Também há ações voltadas para combater a hanseníase;
O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), vinculado à Universidade de Pernambuco, e o Hospital Correia Picanço, sob gestão da SES-PE, ambos especializados em atender doenças infecto-parasitárias.
A SES também destaca que investe no combate ao tracoma, doença ocular provocada por uma bactéria que afeta particularmente crianças em idade escolar. Por isso, a Vigilância Ambiental do estado promove mutirões de diagnóstico em escolas nos diversos municípios do estado.
Para quem apresenta sintomas ou suspeita de alguma dessas doenças, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima. O combate às doenças tropicais negligenciadas vai além da assistência médica, envolvendo melhorias nas condições sociais e ambientais.

Menina de 12 anos morre após tomar milkshake feito em liquidificador sujo.

Revelou-se que a pré-adolescente sofreu uma reação alérgica a nozes (foto: Reprodução/Redes Sociais)
Revelou-se que a pré-adolescente sofreu uma reação alérgica a nozes (foto: Reprodução/Redes Sociais)

O dono da cafeteria foi multado em 18 mil libras (cerca de R$ 131 mil) e recebeu uma ordem de trabalho comunitário de 100 horas.

Uma menina de 12 anos, chamada Mia-Shay Hilaire, morreu cinco dias após tomar um milkshake na lanchonete Pop Inn Cafe, em Londres, em 2023. Recentemente, as investigações do caso foram concluídas e apontaram que a garota morreu porque a bebida foi preparada em um liquidificador que não foi lavado corretamente.

A pré-adolescente sofreu uma reação alérgica a nozes. A bebida que ela pediu não tinha as sementes na composição, mas o liquidificador em que ela foi preparada tinha resquícios de nozes, utilizadas em preparos anteriores.

O dono da cafeteria admitiu seis acusações criminais pela morte da jovem. Ele foi multado em 18 mil libras (cerca de R mil) e recebeu uma ordem de trabalho comunitário de 100 horas.

Ao jornal britânico Daily Mail, os pais da menina disseram que a dor da família aumentou ao saber que a morte da filha poderia ter sido evitada. “Esperamos que esta condenação e multa enviem uma mensagem clara às empresas que servem alimentos e bebidas em todo o país sobre as consequências devastadoras de não levar a segurança alimentar a sério”, afirmaram.

Após a família declarar que a menina tinha alergia a nozes, foram resgatadas imagens de câmeras de segurança, que revelaram que o dono do estabelecimento não tinha limpado o liquidificador antes de preparar a bebida dela.

Entre as acusações respondidas pelo empreendedor estão: servir alimentos com ingrediente alergênico, falta de sinalização ou informações sobre alérgenos visíveis aos clientes e falha em identificar riscos de contaminação cruzada de ingredientes alergênicos.

Por: Isabela Stanga – Correio Braziliense