Com mais de 6 milhões de casos prováveis de dengue, Ministério da Saúde intensifica campanha nacional contra arboviroses

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Foto: Neuzeee/Pixabay

Em Pernambuco já foram registrados 30.267 casos prováveis de dengue

O Ministério da Saúde lançou a segunda fase da campanha nacional de conscientização e mobilização para o controle da dengue, zika e chikungunya. Nesta etapa, o foco está na identificação dos sintomas dessas doenças. O objetivo é incentivar a população a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao perceber sinais como manchas vermelhas no corpo, febre, dores de cabeça e dores atrás dos olhos.

Segundo o Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), já foram registrados 30.267 casos prováveis de dengue (casos em investigação e confirmados) em Pernambuco. Em âmbito nacional, são 6,5 milhões de casos prováveis de arboviroses.

A nova fase da campanha se estenderá até o dia 28 de dezembro.

A iniciativa reforça a vigilância e a prevenção das arboviroses, especialmente durante o período chuvoso, considerado o mais crítico para a disseminação dessas doenças.

De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o governo está intensificando esforços para reduzir casos e óbitos. “Estamos unindo esforços para proteger a população durante o período mais crítico. Diagnóstico precoce, prevenção e assistência médica são nossas prioridades”, destacou a ministra.

A primeira etapa da campanha, lançada em 18 de outubro, enfatizou a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Além das ações de conscientização, o Ministério da Saúde também destaca a vacinação contra a dengue como uma estratégia preventiva. Contudo, a ampliação da oferta de doses ainda depende do fornecimento pelos fabricantes.

Plano Nacional

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Covid-19: já são mais de 5,4 mil mortes em 2024

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 2024, foram notificados 5.489 óbitos por Covid-19, segundo o mais recente informe da Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde. Sendo assim, os dados da doença seguem em patamar baixo na semana epidemiológica (SE) 46, inseridos no sistema até 16 de outubro.

O informe aponta, ainda, que a Covid-19 segue com valores relativamente baixos em comparação com o histórico. Porém, como nos anos anteriores foi observado aumento de casos no período próximo à virada do ano, o Ministério ressalta a importância de ter a vacinação em dia.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que apesar da melhoria no cenário epidemiológico da Covid-19 é importante manter as medidas de prevenção, especialmente a vacinação.

“A Covid-19 não tem uma tendência sazonal clara, como outros vírus respiratórios. Então a gente não sabe exatamente quando que vai surgir uma nova onda do vírus, é importante que todas as pessoas dos grupos de risco estejam preparadas para quando isso acontecer. É importante que todas as pessoas do grupo elegível verifiquem suas carteiras de vacinação e vejam se estão em dia com a vacina contra a Covid-19. Se não estiver em dia, é importante buscar um posto de saúde para se vacinar contra o vírus”, pontua Portella.

O levantamento do Ministério da Saúde sobre a Covid-19 tem como base os dados inseridos no sistema até 16 de outubro. Os dados apontam que na última semana epidemiológica (SE 46) foram registrados 13 óbitos no país, uma redução de 16,66% na média móvel de óbitos em comparação com a SE 45.

Segundo o Informe, houve instabilidade no sistema nas últimas semanas e há casos represados que estão sendo informados com atraso na semana atual. Para a semana de referência, os estados BA, GO, MS, PI, RO, RR e SP não atualizaram os dados.

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

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Saúde anuncia acordo para garantir abastecimento de insulina no SUS

Canetas para aplicação de insulina,exame da curva glicêmica
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
Acordo define entrega de 93% do volume contratado até dezembro

O Ministério da Saúde anunciou um acordo para antecipar a entrega de uma remessa de 1,8 milhão de unidades de insulina até o fim dezembro. Em nota, a pasta informou que a estratégia garante o abastecimento no Sistema único de Saúde (SUS). “O reforço dos estoques permite a continuidade do tratamento de todos os pacientes atendidos pela rede pública de saúde”.

Segundo o comunicado, o acordo com a Novo Nordisk, fabricante de canetas de insulina, define a entrega de 93% do volume contratado até dezembro – a previsão inicial era disponibilizar apenas 50% ainda este ano. Segundo o ministério, a produção da empresa no Brasil é responsável por 15% de todo o fornecimento mundial do insumo.

“A insulina a ser entregue pela Novo Nordisk é produzida em planta localizada em Montes Claros (MG), reconhecida como a maior fábrica de insulinas do Brasil e da América Latina, com cerca de dois mil funcionários”, destacou a pasta.

Oferta ininterrupta

No comunicado, o Ministério da Saúde informa manter aquisições regulares para oferta de insulina no SUS, “garantindo o abastecimento ininterrupto do medicamento”.

Até outubro deste ano, foram distribuídas 49,9 milhões de unidades de insulinas NPH e 10,7 milhões de insulina regular (frascos e canetas) para todo o país, atendendo a demanda de estados e municípios.

“Atualmente, há uma situação mundial de restrição da oferta de insulina. O Ministério da Saúde atuou para que essa situação fosse superada”, concluiu.

A orientação é que qualquer pessoa com indicação de uso de insulina e dificuldade para acessar o medicamento em farmácias privadas, inclusive por meio do programa Farmácia Popular, procure uma unidade básica de saúde (UBS) para solicitar a medicação.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Inovação em saúde: especialistas apontam caminhos durante evento no Real Hospital Português.

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

Em seu primeiro ano, Inova Real debateu as tendências e os desafios da inovação no setor de saúde.

O Real Hospital Português foi palco, neste sábado (23), do Inova Real, evento que promoveu debates sobre inovação nos setores da saúde e tecnologia. Com dois espaços simultâneos — um palco principal e uma arena silenciosa —, o encontro trouxe grandes nomes para compartilhar experiências e ideias transformadoras, reafirmando o papel de Pernambuco como polo de desenvolvimento no Brasil.

Quem deu as boas-vindas ao público foi o CEO do RHP, Vaninho Antônio, que destacou a visão do hospital para o futuro da saúde na região. “Queremos que o Real Hospital Português se torne um hub de inovação de todo o norte/nordeste para a saúde”. É desta forma que o hospital busca se posicionar como um centro de referência, promovendo parcerias e iniciativas que impactem diretamente o setor da saúde e a tecnologia.

O Secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Daniel Almeida Filho, destacou o potencial brasileiro em inovação na saúde: “Nós somos o maior país do mundo com sistema universal de saúde (o SUS) e temos uma capacidade enorme de desenvolver tecnologia na área da saúde. Por isso, precisamos ser o exemplo para o mundo. Afinal, a tendência do mundo é ter sistema de saúde universal e nós já começamos na frente”, ressaltou.

A relevância da inovação para manter empresas centenárias na liderança de seus setores foi o ponto central da fala de Fabrício Campolina, presidente da Johnson & Johnson Medtech. Ele trouxe um dado revelador: “Há 30 anos, as maiores empresas dos EUA tinham em média 32 anos. Nos dias de hoje, essa idade média caiu para 21 anos. Isso mostra a velocidade que a disrupção tem mudado quais são as empresas mais relevantes do mercado.” Campolina destacou que a inovação é o principal fator que permite a instituições como o Real Hospital Português, com 169 anos, e a Johnson & Johnson, com 136 anos, continuarem relevantes: “A inovação é o elixir da juventude das empresas. Por isso, um momento como esse é tão importante.”

Representando o prefeito João Campos na abertura do evento, a secretária de saúde do Recife, Luciana Albuquerque, destacou como a pandemia forçou a reinvenção dos serviços de saúde na capital. Ela mencionou o lançamento do Conecta Recife, aplicativo com mais de 1,4 milhão de downloads, que hoje oferece mais de 800 serviços, sendo uma referência nacional em tecnologia aplicada à saúde.

Ainda sobre o cenário local, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, Rafael Figueiredo, enfatizou a força do turismo médico na cidade: “Hoje, em Recife, o segundo maior turismo é o turismo médico.” Ele também destacou a moeda Capiba, inovação que incentiva ações positivas na cidade, trazendo resultados surpreendentes, como o aumento de doações de sangue e maior acesso ao programa Academia da Cidade.

Quem também palestrou no evento foi a diretora de Avanço Tecnológico da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Teresa Maciel, que destacou as oportunidades governamentais em inovação e tecnologia para um futuro digital. Durante sua fala, Teresa destacou o papel crescente do governo em fomentar o setor. “Cada dia aparecem mais oportunidades em termos de avanço tecnológico”.

Com discussões que cruzaram as fronteiras entre saúde, tecnologia e empreendedorismo, o Inova Real foi uma demonstração prática de como a inovação é a chave para transformar desafios em oportunidades. O evento reafirma o compromisso do Real Hospital Português em liderar mudanças que impactem positivamente a sociedade, sempre com um olhar no futuro.

Além das palestras, o evento contou com uma feira de negócios, que apresentou soluções tecnológicas e oportunidades de parcerias. Entre os destaques, o Sebrae trouxe oito startups voltadas para o mercado de saúde, enquanto o Centro de Informática (CIN) da UFPE apresentou seu projeto CIN Softex, com iniciativas em robótica e inteligência artificial. Também marcaram presença empresas inovadoras como a Pickcells, a Primal e a FLK, ampliando as possibilidades de colaboração e inovação.

Por: Diario de Pernambuco

Governo de Pernambuco inicia mutirão para realização de mil procedimentos cirúrgicos.

Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE
Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE – SES/Divulgação

Iniciativa tem o objetivo de reduzir as filas e o tempo de espera por cirurgias eletivas de média e alta complexidade em Pernambuco.

Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE, com abrangência em várias regiões do Estado. A iniciativa acontece através da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e vai oferecer mil procedimentos cirúrgicos em diversas especialidades.

O mutirão tem o objetivo de reduzir as filas e o tempo de espera por cirurgias eletivas de média e alta complexidade no Estado e vai realizar procedimentos como o de vesícula, hérnias, laqueadura, vasectomia, cirurgias de joelho e intervenções para retirada de útero e miomas e cirurgias dermatológicas.

As cirurgias serão realizadas nos hospitais credenciados da Rede Complementar, hospitais geridos por Organizações Sociais de Saúde (OSS) e em alguns hospitais regionais, presentes em todas as Gerências Regionais de Saúde (Geres) do Estado.

A marcação dos procedimentos será feita por meio da Secretaria de Regulação, através da Central de Marcação de Consultas e Exames (CMCE), que organiza a distribuição das cirurgias conforme a necessidade de cada paciente e a disponibilidade de recursos.

“Estamos trabalhando para alcançar uma maior redução no tempo de espera por cirurgias no nosso Estado, uma das demandas mais necessitadas da população. Vamos conseguir realizar mil procedimentos neste mutirão, um passo importante para a saúde das pessoas que estão precisando”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Perspectiva de procedimentos

Para 2024, a SES-PE prevê a realização de mais de 19 mil procedimentos cirúrgicos, em 26 unidades geridas pelo Estado, além de mais de 27 mil em 58 municípios que aderiram ao Programa Nacional de Redução de Filas.

Por: JC

Jogos de azar são problema de saúde para jovens e adultos no mundo

Os jogos de azar são um problema de saúde pública, alerta um artigo recém-publicado pela comissão de saúde pública do Lancet Public Health, integrada por cientistas de vários países e instituições. O artigo chama a atenção para a rápida expansão desses jogos, ressaltando que eles causam mais prejuízos do que se pensava e que pouco tem sido feito para mitigar seus danos.

Jogos de azar, incluindo cassinos e apostas online, estão associados a uma série de prejuízos não só para o indivíduo, mas também para as famílias e a sociedade. Além das perdas financeiras, eles podem prejudicar o trabalho, as relações interpessoais, ter efeitos na saúde e até levar a crimes. Para piorar, os jogos online são cada vez mais acessíveis por meio de aplicativos de celulares ou sites no computador, sem a necessidade do deslocamento físico a uma casa de jogos ou apostas.

“Quando se instala um padrão de dependência, há diversos impactos no funcionamento psicossocial e na saúde física e mental. Indivíduos com o transtorno de jogo [jogo patológico] podem colocar em risco relacionamentos importantes com familiares ou amigos, levando até a violência doméstica ou a ruptura familiar em alguns casos”, diz o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo a revisão publicada no Lancet, conduzida por pesquisadores de vários países, 46,2% dos adultos e 17,9% dos adolescentes no mundo participaram de algum tipo de jogo de aposta no ano anterior, sendo que 10,3% dos adolescentes jogaram online. Estima-se que esses jogos cheguem a 15,8% dos adultos e a um em cada quatro (26,4%) adolescentes que jogam na internet.

A análise também aponta que 8,9% adultos e 16,3% adolescentes fazem apostas esportivas. Esses números equivalem a 448,7 milhões de adultos jogando. Desses, 80 milhões apresentam problemas.

Pernambuco confirma morte de criança de 4 anos por chikungunya.

As mortes ocorreram em abril e agosto deste ano, mas só foram confirmadas pela SES-PE no boletim desta semana (Foto: Rafael Vieira/DP foto)
As mortes ocorreram em abril e agosto deste ano, mas só foram confirmadas pela SES-PE no boletim desta semana (Foto: Rafael Vieira/DP foto)

Novo boletim de arboviroses também traz a confirmação da morte de homem de 40 anos por dengue. Os óbitos ocorreram em abril e agosto.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou, nesta quarta-feira (13), a morte de uma menina de 4 anos por chikungunya e de um homem de 40 anos em decorrência da dengue.
O boletim de Nº 45 confirma as duas mortes, subindo para 17 o total de mortes no Estado em decorrência das arboviroses.
As mortes ocorreram em abril e agosto deste ano, mas só foram confirmadas pela SES-PE no boletim desta semana.
De acordo com a SES-PE, a menina era moradora de Nazaré da Mata e morreu no Recife no dia 12/04, com os sintomas da chikungunya como: vômitos, prostração, sonolência, dificuldade de coordenação motora, insuficiência hepática. Apresentou convulsão, ataxia, hiporreflexia, redução do débito urinário. Apresentou insuficiência renal aguda. Anasarca, insuficiência respiratória com acidose metabólica.
Já o homem de 40 anos era morador de Moreno e também faleceu no Recife, no dia 25/08 em decorrência da dengue.
Ele apresentou sintomas como: febre, cefaleia, diarreia, calafrios, prostração, tosse produtiva, dor articular intensa, mialgia, edema de membros, escarro com sangue.
A investigação é realizada, inicialmente, pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do óbito. Após isso, o caso vai para um comitê técnico de discussão de óbito, em que diversos profissionais avaliam a causa da morte.

Doença rara faz jovem mudar cor de pele.

Sabrina teve alterações na cor de pele devido à Síndrome de Cushing e a um tumor raro no tórax (foto: Reprodução/Instagram)
Sabrina teve alterações na cor de pele devido à Síndrome de Cushing e a um tumor raro no tórax (foto: Reprodução/Instagram)

Sabrina Gomes, de 24 anos, tem um câncer raro no tórax, que levou à mudança; ela luta na Justiça por um medicamento que custa R$ 32 mil cada dose.

A jovem cearense Sabrina Gomes, de 24 anos, chamou atenção na web ao contar como mudou seu tom de pele por causa de uma doença. Ela foi diagnosticada com Síndrome de Cushing e com um tumor raro no tórax, que causaram a alteração. Desde o primeiro diagnóstico até que Sabrina percebesse a mudança na pele levaram cinco anos.

tumor, chamado timoma, produz um hormônio chamado ACTH. Ele é produzido pelo corpo humano e é necessário para regular diversas funções do corpo, como estresse, inflamação, ciclo de sono e vigília. No entanto, quando produzido em excesso, causa a Síndrome de Cushing.

Isso faz com que as glândulas adrenais produzam o cortisol, outro hormônio, que regula os níveis de açúcar no sangue e fortalece o sistema imunológico. Por si só, isso já causa alterações na pigmentação da pele. Mas a situação se agravou após 2022, quando Sabrina retirou as glândulas adrenais em uma cirurgia.

“Essa cirurgia deixou a minha pele muito mais escura, junto com o tumor, que produz um hormônio chamado ACTH. Então, esse hormônio mexeu com a cor da minha pele. Junto com o tumor, como ele está bem grande, a cada vez eu vou ficando mais escura”, explicou em um vídeo publicado nas redes sociais.

Sabrina sentiu os primeiros sintomas em 2015, com inchaço e manchas pretas pelo corpo. O diagnóstico veio após muitas consultas. A combinação com timoma e Síndrome de Cushing causam diversos problemas, como dificuldades respiratórias, insuficiência renal, pressão alta, distúrbios metabólicos e mudança na tonalidade da pele.

Ela passou por duas cirurgias, ainda adolescente, para retirada do nódulo. A primeira vez que Sabrina notou o escurecimento da pele foi em 2020, mas o processo acelerou em no ano seguinte. Em 2022, ela passou por uma nova cirurgia, para a retirada das glândulas adrenais, o que acelerou o processo de escurecimento da pele.

Atualmente, Sabrina resolveu os problemas do excesso de cortisol, mas ainda tem que lidar com o tumor que atualmente mede 17 centímetros. A cirurgia também acelerou o processo de escurecimento da pele.

Neste ano, ela fez dois procedimentos cirúrgicos: um para drenar a água da membrana que envolve o coração e outro para alargar a traqueia, que está sendo comprimida pelo tumor.

Segundo a jovem, o câncer também está prejudicando o esôfago, a veia cava e o coração, além de invadir os vasos da região do tórax. Por isso, uma cirurgia de remoção do tumor é considerada de alto risco e não é recomendada.

No ano passado, a equipe médica que acompanha a jovem propôs um tratamento não convencional, que utiliza o medicamento lutécio. Essa substância tem uma radiação que ataca as células cancerígenas. O tratamento é feito com quatro sessões, com custo de R$ 32 mil por dose, segundo levantamento que consta na decisão judicial. Ao todo, o tratamento custaria cerca de R$ 130 mil.

No final de 2023, ela acionou a Justiça para que a Secretaria Estadual de Saúde do Ceará (Sesa) fornecesse o remédio para o tratamento. Em março de 2024, a Justiça determinou que a pasta providenciasse o medicamento. No entanto, ela alega que, desde março, não conseguiu ter acesso ao medicamento.

 

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Em agosto, uma nova decisão judicial mandou a Secretaria privilegiar a compra da substância, mas ainda não concluiu o procedimento. A pasta informou que, como o tratamento que Sabrina precisa não está no rol dos disponíveis no SUS,  foi aberto um procedimento específico para a compra, respeitando a legislação.

“A gente abriu um processo de dispensa de licitação para atender de forma célere e segura a Sabrina. No primeiro processo que foi aberto, nenhuma unidade habilitada se cadastrou para a execução desse serviço. Nós fizemos nova comunicação com os serviços habilitados aqui do estado”, explicou  o representante ao G1.

“Já está aberto outro processo para que nós consigamos fazer a contratualização de forma célebre para o tratamento da Sabrina. Por tratar-se de um serviço, de uma medicação que não consta no rol do SUS, a Secretaria está seguindo todos os trâmites legais para a contratualização segura desse serviço, desse tratamento que a Sabrina tanto precisa”, completou.

Confira as informações no Estado de Minas.

O que é linfoma não-Hodgkin? Saiba mais sobre o tipo de câncer que Suplicy foi diagnosticado.

Imagem do Deputado Estadual Eduardo Suplicy (PT-SP), que revelou, nesta segunda-feira (28), ter sido diagnosticado com o linfoma não-Hodgkin.
Imagem do Deputado Estadual Eduardo Suplicy (PT-SP), que revelou, nesta segunda-feira (28), ter sido diagnosticado com o linfoma não-Hodgkin. – Reprodução/Agência Senado

O câncer afeta as células do sistema linfático, apresenta sintomas variados e exige diagnóstico precoce para que o tratamento seja eficaz.

O linfoma não-Hodgkin (LNH) é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático e se desenvolve de forma desordenada, com diferentes tipos e graus de agressividade.

Nesta segunda-feira (28), o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) tornou pública sua experiência com o LNH, revelando ter recebido o diagnóstico em julho e que vem realizando tratamento imunoquimioterápico

 A doença, que afeta os linfócitos (células de defesa do organismo), acomete o sistema imunológico e exige cuidados contínuos e mudanças nas atividades diárias para evitar a exposição devido à baixa imunidade.

Segundo Suplicy, a doença já está controlada. “Felizmente meus exames já apresentam bons resultados”, afirmou o deputado na publicação.

Confira abaixo mais detalhes sobre este tipo de câncer.

O que é o linfoma não-Hodgkin?

O linfoma não-Hodgkin (LNH) é um câncer que se origina nas células linfáticas, parte fundamental do sistema imunológico

Esse câncer pode aparecer em qualquer parte do corpo, pois o tecido linfático está desde o pescoço até o abdômen e membros superiores e inferiores.

Existem mais de 20 tipos de linfoma não-Hodgkin, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), que variam quanto ao comportamento e ao prognóstico.

A doença afeta principalmente pessoas acima de 60 anos, embora possa ocorrer em todas as faixas etárias.

Como o LNH afeta o organismo?

O sistema linfático é uma rede de vasos e órgãos, como linfonodos e o baço, que atua na defesa contra infecções e doenças.

O LNH interfere nesse sistema ao transformar células saudáveis em células cancerosas, as quais se multiplicam e podem se espalhar rapidamente.

De modo geral, essa doença torna-se mais comum com o avançar da idade e é mais incidente em homens.

De acordo com estimativas recentes do INCA, em 2022 surgiram cerca de 12 mil novos casos, sendo os homens mais afetados.

Sintomas

Reconhecer os sinais iniciais do linfoma é essencial para buscar diagnóstico e tratamento rapidamente. De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas do LNH podem incluir:

  • Aumento dos linfonodos (gânglios): caroços indolores no pescoço, axilas ou virilha;
  • Suor noturno: episódios de suor excessivo, especialmente à noite;
  • Febre e coceira na pele: sem causas aparentes, que pode persistir por dias;
  • Perda de peso: emagrecimento maior que 10% do peso, sem motivo aparente.

Esses sintomas não indicam necessariamente o LNH, mas persistindo por dias, devem ser investigados.

Fatores de risco

Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver o linfoma não-Hodgkin:

  • Comprometimento do sistema imunológico: doenças hereditárias, imunossupressão, como em pacientes transplantados, e infecções por vírus, como HIV;
  • Exposição a agentes infecciosos: o vírus Epstein-Barr e a bactéria Helicobacter pylori estão relacionados a alguns tipos de LNH;
  • Substâncias químicas: trabalhadores expostos a produtos químicos como benzeno, agrotóxicos e solventes têm risco elevado.
  • A detecção precoce de linfoma não-Hodgkin contribui para melhores chances de tratamento e recuperação.
  • Como é feito o diagnóstico e o tratamento

  • A confirmação do LNH exige exames específicos para determinar o tipo e o estágio da doença, entre eles:

    • Biópsias;
    • Exames de imagem;
    • Punções lombares para verificar a presença de células cancerosas no sistema nervoso central.

    O tratamento pode envolver quimioterapia, imunoterapia e, em casos específicos, radioterapia.

     Após o tratamento inicial, o acompanhamento médico com exames regulares e monitoramento dos efeitos colaterais é fundamental para evitar recidivas e tratar eventuais complicações.

    Por:JC

Pernambuco registra mais três casos da Febre do Oropouche e contabiliza nove registros da doença, diz Lacen-PE

 (Foto: Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz)
Foto: Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz

Segundo o laboratório, o vírus Oropouche isolado foi identificado em um homem e duas mulheres, que não tiveram as idades divulgadas.

Pernambuco registrou mais três novos casos confirmados da Febre Oropouche e, agora, o Estado registrou nove casos confirmados laboratorialmente da doença.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (27), pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE), vinculado à Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Segundo o laboratório, o vírus Oropouche isolado foi identificado em um homem e duas mulheres, que não tiveram as idades divulgadas.
A pasta informou que os pacientes residem nos municípios de Camaragibe (Grande Recife), Timbaúba (Mata Norte do Estado) e Jaqueira (Mata Sul do Estado).
“Com os exames positivos, até o momento, o Estado registrou nove casos da febre. As confirmações são realizadas através do exame de PCR em tempo real. Após resultado negativo de amostras testadas para Dengue, Zika e Chikungunya, é realizada a análise para Oropouche. Todo o procedimento segue as orientações do Ministério da Saúde”, disse a SES, por meio de nota.
De acordo com a diretora do Lacen, Keilla Paz, é muito importante realizar os testes.
“O resultado traz um alerta sobre a importância da vigilância laboratorial que deve funcionar de forma rotineira para identificação de arbovírus circulantes na região, que muitas vezes são subnotificados nos sistemas de vigilância em saúde pública”, ressaltou a diretora.
Sobre a doença 
A febre Oropouche pode ser provocada por dois vetores bem conhecidos da população local: o maruim e a muriçoca. “Diferente da Dengue, Zika e Chikungunya, cujo vetor é o Aedes aegypti e o ciclo se dá prioritariamente em água limpa, o maruim e a muriçoca possuem preferência por água com muito material orgânico, seja de mangues, córregos, alagados e até de despejo sanitário. O enfrentamento químico com larvicidas e outros produtos não é efetivo neste caso”, explicou o diretor geral de Vigilância Ambiental, Eduardo Bezerra.
Prevenção
Segundo a SES, a atividade desses insetos se dá com maior intensidade na penumbra, isto é, no amanhecer e no anoitecer. Desta maneira, a adoção de proteção como telas e mosquiteiros, uso de roupas que protejam pernas e braços, além do uso orientado de repelentes, são necessários para evitar a investida dos vetores.