Brasil e Japão se reencontram na Copa do Mundo 20 anos depois

Japão empatou jogo de estreia contra a Holanda e venceu a Tunísia por 2-0. Está em segundo lugar no grupo F -  (crédito: Getty Images)
Japão empatou jogo de estreia contra a Holanda e venceu a Tunísia por 2-0. Está em segundo lugar no grupo F – (crédito: Getty Images)

Seleções duelam às 14h (de Brasília) desta segunda-feira (29/6), em Houston, no Texas, Estados Unidos

Quinta-feira, 22 de junho de 2006. O relógio marca 36 minutos da segunda etapa quando Ronaldo Nazário, o Fenômeno, domina a bola na entrada da área japonesa e acerta o canto esquerdo para sacramentar a vitória brasileira por 4 x 1, no encerramento daquela fase de grupos. 7.312 mil dias depois, Brasil e Japão se reencontram em Mundiais pela primeira vez em cenário distinto. Às 14h desta segunda-feira (29/6), se enfrentam pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. A CazéTV (YouTube), TV Globo e SBT (TV aberta) e SporTV (TV fechada) transmitem.

As realidades das equipes envolvidas são diferentes se comparadas às daquela edição do torneio, disputada na Alemanha. Há 20 anos, o Brasil chegava para o embate como o atual campeão do mundo. Com elenco estrelado, havia mantido atletas importantes presentes na conquista do penta. O setor de destaque era o de ataque. Apelidado como “quadrado mágico”, o quarteto formado por Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano tomava para si os holofotes. Aquela goleada no Signal Iduna Park, em Dortmund, colocaria ponto final numa fase de grupos com 100% de aproveitamento para o Brasil.

O Japão ainda dava os primeiros passos no processo da evolução já demonstrada em 2026. Duas décadas atrás, participava da Copa do Mundo apenas pela terceira vez. A estreia foi em 1998. Quatro anos depois, foi às oitavas. Em 2006, no entanto, sob o comando de Arthur Antunes Coimbra, o Zico, acabou, mais uma vez, eliminado na fase de grupos.

Apesar disso, os nipônicos, desde então, colhem os frutos. Desde 1998, a equipe asiática jamais ficou de fora do torneio. Nas sete participações até 2022, chegou às oitavas em quatro. Na oitava vez, buscará chegar ao roll das oito melhores em meio a resultados expressivos.

Na Copa do Catar, venceu ambas Alemanha e Espanha, ainda na fase de grupos. Apesar de ter caído para a Croácia nos pênaltis, somou mais performances chamativas. Venceu a Alemanha mais uma vez, por 4 x 1, em amistoso disputado em 2023. Derrotou ainda Brasil e Inglaterra, também em amistosos, em outubro de 2025 e março deste ano, respectivamente.

O Japão reconhece o bom momento. Em entrevista concedida nesse sábado (27/6), o atacante Kento Shiogai, atleta do Wolfsburg, causou polêmica ao afirmar que o Brasil não é mais uma potência mundial, e que, dos jogadores da Seleção, só conhece Neymar, que “não é mais o mesmo de antigamente”.

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Vini Júnior brilha, e Brasil vence e convence; Neymar entrou bem

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Scotland v Brazil - Miami Stadium, Miami Gardens, Florida, U.S. - June 24, 2026 Brazil's Neymar Jr. and Vinicius Junior celebrate after the match REUTERS/Amanda Perobelli
© REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Vitória por 3 x 0 sobre a Escócia garante primeiro lugar do Grupo C

Enfim, a redenção. Nesta quarta-feira (24), o povo brasileiro voltou a sorrir ao assistir à vitória de um Brasil recheado de craques, mas que até então não inspirava tanta confiança na Copa do Mundo. Contra a equipe da Escócia, no entanto, a Seleção Brasileira, com a participação de Neymar nos minutos finais da partida, venceu e convenceu, explodindo o país em festa.

O Brasil não deu chances ao time escocês. Apesar de um susto aqui outro ali, a superioridade da equipe Canarinho foi evidente. Com a vitória por 3 a 0, a Seleção Brasileira garantiu o primeiro lugar do Grupo C do mundial. No outro jogo, Marrocos venceu o Haiti por 4 a 2 e ficou com a segunda colocação.

Vini Júnior brilha

Mais uma vez, a estrela de Vini Júnior brilhou. O jogador marcou duas vezes e ainda teve um gol anulado pelo juiz. O craque vem se destacando nesta Copa do Mundo e segue comandando a Seleção na luta pelo hexacampeonato. O terceiro gol foi marcado por Matheus Cunha.

Neymar

A cereja do bolo foi a entrada de Neymar na partida, aos 30 minutos do segundo tempo. A torcida, que gritava nome do craque e pedia o camisa 10 em campo, foi atendida pelo técnico Carlo Ancelotti e foi à loucura quando o jogador foi chamado. E Neymar entrou bem. Correu, pediu a bola, deu passes, chutou a gol e até ajudou na marcação. O caminho é longo, mas os sinais dados pelo craque na partida dão real esperança.

Próxima partida

O adversário do Brasil na próxima fase da Copa do Mundo sai nesta quinta-feira (25). Os jogos entre Holanda e Tunísia e Japão e Suécia definirão o segundo colocado do Grupo F, que enfrentará a Seleção Brasileira. O Brasil volta a campo na próxima segunda-feira (29), às 14h, no horário de Brasília, em Houston, nos Estados Unidos.

Por Rafael Guimarães – Radioagência Nacional

Daqui a um ano, Brasil sediará décima edição da Copa do Mundo Feminina

São Paulo (SP), 24/06/2026 - Mural para a Copa do Mundo feminina é inaugurado em São Paulo. Foto: Leandro Paiva/Divulgação
© Leandro Paiva/Divulgação

Cidades-sede inauguraram murais criados por artistas mulheres

Foi dada a largada. Daqui a exatamente um ano, o Brasil será a sede da décima edição da Copa do Mundo Feminina. A competição passará por oito cidades brasileiras, que, para marcar a contagem regressiva, inauguraram murais criados por artistas mulheres.

Esta é a primeira vez que o torneio acontece em um país da América do Sul. O mundial contará com 32 seleções, 14 já foram confirmadas. Além do Brasil, que garantiu a vaga por ser o país-sede, estão: Austrália, Filipinas, Japão, Coreia do Norte, China, Coreia do Sul, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Alemanha, França, Espanha e Dinamarca. Entre outubro e o começo de 2027, as demais seleções serão definidas em jogos eliminatórios.

A Copa do Mundo Feminina tem início no dia 24 de junho de 2027 e segue até o dia 25 de julho do ano que vem.

Na contagem regressiva para o torneio, a Fifa lançou uma ação simultânea nas oito cidades-sede do mundial, com a inauguração de murais criados por artistas locais. Em São Paulo, a multiartista visual Aline Bispo foi a responsável pela arte na rua Mário de Alencar, perto do Beco do Batman, reduto de arte urbana da capital paulista. O trabalho traz elementos como a espada de São Jorge e pássaros. Aline conta que se inspirou na força feminina:

“Trago ali a relação dessas mulheres, essas mulheres celebrando, vibrando, se abraçando e comemorando, mas não somente comemorando o que acontece em campo… Fui muito inspirada também pela presença feminina dentro e fora. A possibilidade de que nós possamos sonhar, acreditar em quem nós somos, a possibilidade de as mulheres se verem fazendo o que elas desejam fazer em todos os lugares.”

Estádios

Os estádios que receberão os jogos no Brasil são: Mineirão, em Belo Horizonte; Mané Garrincha em Brasília; Arena Castelão, em Fortaleza; Beira-Rio, em Porto Alegre; Fonte Nova, em Salvador; Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata; Maracanã, no Rio de Janeiro; e Arena Corinthians, em São Paulo.

A jornalista esportiva da TV Brasil e da Rádio Nacional, emissoras da EBC, a empresa Brasil de Comunicação, Luciana Zogaib, comenta a importância do evento para a modalidade do futebol feminino e também para toda a geração de jovens e meninas torcedoras.

“Eu acho que pode ser um momento de virada de chave para que a modalidade passe a ter mais investimentos, mais atenção para toda essa geração de meninas. Eu falo por mim que cresci, sou de uma geração do não, onde não era permitido jogar, nem permitido ter esse sonho. Isso vai trazer muitas coisas positivas e que de fato isso fique como um legado mesmo, e que isso possa realmente ser também uma realidade para a gente aqui, como sociedade.”

A primeira Copa do Mundo Feminina aconteceu em 1991, na China, e, nas nove competições até então, cinco países conquistaram a taça: Estados Unidos, que venceu quatro vezes; Alemanha, com duas vitórias; e Noruega, Japão e Espanha, com uma taça cada.

A Seleção Brasileira Feminina de futebol disputou todas as copas, mas ainda busca o título do mundial. Entre as jogadoras com mais partidas na competição está a brasileira Formiga, em segundo lugar, com 27 participações em campo. Já a rainha do futebol, a artilheira Marta, lidera o ranking, com 17 gols marcados em Copas do Mundo.

Por Sarah Quines – Repórter da Rádio Nacional

Nova geração: Endrick e Rayan pedem espaço em um Brasil que aguarda Neymar

 Endrick, atacante da Seleção Brasileira/Jewel SAMAD / AFP
Endrick, atacante da Seleção Brasileira (Jewel SAMAD / AFP)

Endrick e Rayan representam o futuro da Seleção Brasileira

Há alguns anos, a possível estreia de Neymar em uma Copa do Mundo teria chamado toda a atenção. Mas os tempos mudam e, desta vez, são os aspirantes a sucessores do camisa 10 que pedem espaço em uma Seleção Brasileira que buscará garantir oficialmente sua classificação para a segunda fase nesta quarta-feira (24).

Endrick e Rayan, a dupla de 19 anos, estão nos planos de Carlo Ancelotti para substituir o lesionado Raphinha na ponta direita na partida contra a Escócia, em Miami.

Mas os jovens não brigam apenas pela titularidade, também lutam para abrir espaço no torneio, em razão da incerteza sobre o tempo de recuperação do ponta do Barcelona, que sofre com um problema muscular na coxa direita.

A dupla de atacantes, os mais jovens do elenco brasileiro, teve pouca participação em sua primeira Copa do Mundo: 76 minutos somados, nenhuma titularidade, assistência ou gol. No entanto, ambos já mostraram lampejos de bom futebol que empolgaram a torcida.

– Aclamado –
Nem Vinícius Júnior foi tão aclamado quanto Endrick em sua estreia na Copa do Mundo na última sexta-feira na Filadélfia, na vitória da Seleção sobre o Haiti por 3 a 0.

O triunfo levou a equipe à liderança do Grupo C, com quatro pontos, um a mais que a Escócia, e praticamente garantiu a classificação para os 16-avos de final.

Marrocos, que encerrará a primeira fase contra o eliminado Haiti, é o segundo colocado, também com quatro pontos, mas com saldo de gols pior que o do Brasil.

Para Ancelotti, Endrick é um “talento extraordinário” que precisa de mais tempo para se firmar na Seleção, embora conte com a vantagem de ser “paciente” e “muito maduro” para a idade.

“Temos que colocar Endrick no momento correto. Vamos esperar um pouco. Vai ser importante”, disse o italiano, que também foi técnico do jovem atacante no Real Madrid.

Capaz de atuar pelas pontas e como centroavante, sua função de origem, Endrick ressurgiu neste semestre durante seu empréstimo ao Lyon.

Revelado pelo Palmeiras, o atacante marcou oito gols e deu o mesmo número de assistências em 21 partidas pelo clube francês, números que garantiram sua passagem de volta ao Santiago Bernabéu após empréstimo.

– “Muito o que aprender” –
Rayan teve números inferiores em sua primeira temporada no Campeonato Inglês, mas foi quem substituiu Raphinha quando ele se machucou contra o Haiti.

O ex-jogador do Vasco marcou cinco gols e deu duas assistências em 15 partidas pelo Bournemouth, que surpreendeu ao terminar em sexto lugar na última Premier League.

Os números e seu futebol, além de um físico imponente, o levaram à Copa do Mundo apesar de ele ter disputado apenas dois amistosos com o Brasil, ambos em março.

Assim como Endrick, que tem mais experiência na Seleção (quatro gols em 18 partidas), ele briga para ocupar o espaço deixado por Raphinha com outros dois jogadores de 25 anos, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique.

“O Casemiro e o Danilo conversam sempre com a gente, comigo e com o Endrick. Somos os mais jovens do grupo. Temos 19 anos e muito a trabalhar ainda, muito o que aprender”, afirmou Rayan antes de embarcar para os Estados Unidos.

Independentemente de quem convencer Ancelotti, esta dupla já tem ao menos um motivo para comemorar: superou Neymar ao estrearem em uma Copa do Mundo com menos idade do que o camisa 10.

O maior artilheiro da Seleção (79 gols) estreou no torneio na edição no Brasil, em 2014, aos 22 anos. Doze anos depois, e após um mês afastado dos gramados devido a uma lesão na panturrilha direita, Neymar está pronto para começar, contra a Escócia, a aventura em seu quarto e, segundo ele, último Mundial.

AFP

Se o Brasil passar em primeiro ou segundo, joga quando? Veja a tabela da Copa 2026

A Seleção Brasileira disputa, na próxima quarta-feira (24), a sua última partida na fase de grupos da Copa do Mundo 2026. Pelo Grupo C, o Brasil enfrenta a Escócia, às 19h (horário de Brasília), para definir a posição final na tabela.

Com um empate diante do Marrocos na estreia e uma vitória contra o Haiti, o time comandado por Carlo Ancelotti soma quatro pontos e é o líder momentâneo devido ao saldo de gols (três, contra um dos marroquinos).

Em partida simultânea ao de brasileiros e escoceses, o Marrocos enfrenta o Haiti e pode ultrapassar o Brasil na classificação, a depender dos placares.

O caminho, as datas e os horários dos jogos da Seleção Brasileira até a final mudam caso a equipe avance em primeiro ou em segundo lugar do grupo. Confira a tabela da Copa do Mundo 2026 com os possíveis cenários para o Brasil nas fases eliminatórias:

Se o Brasil passar em 1º lugar, joga quando:

2ª fase: 29/06 (segunda-feira), às 14h – Houston
Oitavas de final: 05/07 (domingo), às 17h – Nova York / Nova Jersey
Quartas de final: 11/07 (sábado), às 18h – Miami
Semifinal: 15/07 (quarta-feira), às 16h – Atlanta
Final: 18/07 (sábado), às 18h – Nova York / Nova Jersey
Se o Brasil passar em 2º lugar, joga quando e que horas:

2ª fase: 29/06 (segunda-feira), às 22h – Monterrey
Oitavas de final: 04/07 (sábado), às 14h – Houston
Quartas de final: 09/07 (quinta-feira), às 17h – Boston
Semifinal: 14/07 (terça-feira), às 16h – Dallas
Final: 18/07 (sábado), às 18h – Nova York / Nova Jersey
Quem é o adversário do Brasil na próxima fase?

O chaveamento da Copa do Mundo 2026 prevê um cruzamento direto com o Grupo F na 2ª fase (16-avos de final).

Neste momento, o cenário da chave adversária aponta para um provável confronto contra Holanda ou Japão. As duas seleções dividem o topo do Grupo F com quatro pontos cada (com os holandeses levando vantagem no saldo de gols).

Dessa forma, caso confirme a liderança e avance em primeiro lugar do Grupo C, a Seleção Brasileira enfrentará o segundo colocado do Grupo F. Por outro lado, se o Brasil passar em segundo lugar da sua chave, terá o desafio de encarar o líder do Grupo F.

A Holanda enfrenta a Tunísia, adversário mais fácil da chave na última rodada, enquanto o Japão enfrenta a Suécia. Ambas partidas são disputadas na quinta-feira (25), às 20h00 (horário de Brasília).

Do DP

Seleção Brasileira: Neymar treina com o grupo e vive expectativa de retorno contra a Escócia

Neymar, camisa 10 da Seleção Brasileira/Nelson Terme / CBF
Neymar, camisa 10 da Seleção Brasileira (Nelson Terme / CBF)

O camisa 10 participou normalmente de atividades com o elenco neste domingo (21)

O retorno de Neymar à Seleção Brasileira está cada vez mais próximo de se concretizar. Em treinamento neste domingo (21), no CT de Columbia Park, o camisa 10 participou normalmente das atividades com o restante do elenco. Esta foi a primeira vez que o jogador realizou trabalhos sem restrição com o grupo.

A expectativa é de que o jogador siga participando dos treinos durante a semana, que terão maior grau de intensidade nos próximos dias. Caso evolua fisicamente e tecnicamente, Neymar deve ser relacionado para o jogo contra a Escócia, que acontece na quarta-feira (24), em Miami, válido pela 3ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.

Ainda em entrevista coletiva após a vitória contra o Haiti, o técnico Carlo Ancelotti já havia confirmado a expectativa pelo retorno do camisa 10. O comandante da Amarelinha garantiu que Neymar “vai estar preparado” para enfrentar os escoceses.

Ainda no treino deste domingo, a principal ausência ficou por conta de Raphinha. O jogador do Barcelona sofreu uma lesão muscular na posterior da coxa no duelo de sexta-feira (19) contra o Haiti e iniciou tratamento intensivo junto à equipe médica da Seleção Brasileira.

Novela Neymar

Neymar vem se recuperando há mais de um mês de uma lesão na panturrilha sofrida no jogo do Santos contra o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro.

Logo após a apresentação do camisa 10 à comissão da Amarelinha, em 27 de maio, o médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, informou que uma ressonância magnética “identificou uma lesão muscular de grau dois”, uma ruptura parcial de fibras.

Lasmar destacou que a lesão deveria afastar o atacante por um período de duas a três semanas. À época, o médico afirmou que o jogador estava em “tratamento intensivo” e que sua evolução seria avaliada diariamente.

A previsão inicial era de que Neymar pudesse ganhar os primeiros minutos contra o Haiti, o que não se concretizou na prática. A CBF vem utilizando cautela durante toda a recuperação do atacante, devido ao seu histórico físico e à sua importância técnica para a sequência da Copa do Mundo.

Por Caio Antunes

Fernanda Gentil ‘compara’ empate com derrota e Romário rebate: ‘Quem não conhece futebol vai pensar como você’

Fernanda Gentil e Romário

Fernanda Gentil e Romário protagonizaram um verdadeiro momento de climão após o empate da Seleção Brasileira por 1 a 1 contra o Marrocos, pela estreia do Grupo C da Copa do Mundo, neste sábado, 13. A jornalista conversava ao vivo com o ex-jogador quando perguntou se o empate do Brasil poderia ser considerado uma derrota. “Quem não conhece muito futebol vai ter esse pensamento que você tem”, disse Romário.

O trecho da entrevista feita para a CazéTV viralizou nas redes sociais. No vídeo, Fernanda pergunta: “Antes do jogo, em off, a gente estava comentando justamente isso, empate seria derrota. Saí com esse gosto de derrota depois do 1 a 1?”

Romário responde, mas sem concordar com a jornalista e apresentadora. “Fernanda, é o seguinte, empatar no primeiro jogo de uma Copa do Mundo, contra uma seleção de Marrocos, quem não conhece muito de futebol, vai ter esse pensamento que você tem, e nós somos brasileiros, e a Seleção dos Marrocos apresentou na minha opinião um futebol melhor, mais técnico, mais bem posicionado, e é claro que a gente tem melhores jogadores que o Marrocos”.

Fernanda, então, interrompeu a explicação de Romário e passou a vez para Beltrão, que estava entrevistando um dos jogadores.

Veja o momento!

Ancelotti e Vini Jr. projetam Brasil na Copa 2026: “A gente chega para ser campeão”

O técnico Carlo Ancelotti e o atacante Vini Jr. em coletiva de imprensa da Seleção Brasileira/Rafael Ribeiro/CBF
 (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Técnico italiano fala sobre responsabilidade de comandar a Seleção em seu primeiro Mundial, enquanto atacante demonstra confiança na luta pelo hexa

Restando um dia para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026Carlo Ancelotti e Vinicius Júnior adotaram um discurso de confiança. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), no MetLife Stadium, palco do duelo contra Marrocos, em Nova Jersey, treinador e atacante da equipe deixaram claro que o objetivo do Brasil é voltar ao topo do futebol mundial.

A partida deste sábado (13), às 19h (de Brasília), marca o início da caminhada brasileira no Grupo C e também a estreia de Ancelotti em Copas do Mundo como treinador. Apesar da experiência acumulada em clubes e da galeria repleta de títulos, o italiano admitiu sentir a pressão natural do torneio.

“Medo é fundamental na nossa vida. São momentos que você tem preocupação para fazer o melhor jogo possível. Também temos que ter confiança. Estamos preparados para o jogo de amanhã e também para a Copa do Mundo”, afirmou o comandante.

Mesmo evitando cravar um favoritismo absoluto, Ancelotti garantiu acreditar no potencial do elenco para disputar o título.

“Ganhar é difícil dizer, mas podemos competir. E podemos competir para ganhar. Para vencer são necessários pequenos detalhes, mas eu acredito que o nosso sentimento atual é positivo. Estamos confiantes nessa Copa do Mundo”, destacou.

Vini Jr. mira o título e fala em mudar a história

Se o técnico adotou um discurso cauteloso, Vinicius Júnior foi mais direto. Principal referência ofensiva da Seleção e vivendo uma das melhores fases da carreira, o atacante afirmou que o Brasil chega ao Mundial com status de candidato ao título.

“A gente chega para ser campeão. Estamos no nível das grandes seleções, das grandes equipes. Temos grandes jogadores. Estamos evoluindo nos últimos meses. Na Copa, zera tudo. Não importa quem chegou na última final, quem ganhou a Copa América. O que importa é o que vai acontecer a partir de amanhã. Estamos aqui para mudar a história e fazer uma excelente competição”, declarou.

O camisa 7 também destacou o momento que vive tanto fisicamente quanto tecnicamente. Aos 26 anos, Vini considera estar no auge da carreira justamente na competição mais importante do futebol.

“É o momento mais especial e importante na minha carreira. Estou no meu auge técnico e físico, do jeito que sonhei. Jogar com o Ancelotti me dá muita tranquilidade, ele me dá liberdade e confiança para fazer aquilo que eu faço pelo Real Madrid aqui na Seleção Brasileira”, disse.

Respeito ao Marrocos, mas confiança no Brasil

Apesar da confiança, tanto Ancelotti quanto Vinicius fizeram questão de ressaltar a força do Marrocos, semifinalista da Copa do Mundo de 2022 e apontado como um dos adversários mais complicados da primeira fase.

Para Vini Jr., a evolução dos marroquinos simboliza o crescimento do futebol mundial nos últimos anos.

“Sem dúvidas o Marrocos melhorou muito. É uma equipe que planeja bem os jogos e consegue competir contra qualquer um. Eles têm jogadores que atuam em grandes clubes. Mas o Brasil está preparado para mudar essa história e voltar ao topo”, afirmou.

Ancelotti seguiu a mesma linha e reforçou a confiança na capacidade da equipe brasileira de enfrentar qualquer seleção da competição.

Neymar segue recuperação

Outro tema abordado pelo treinador foi a situação de Neymar. O camisa 10 ainda se recupera de uma lesão na panturrilha e está fora da estreia contra o Marrocos. A expectativa da comissão técnica, porém, é contar com o atacante já na próxima semana.

“Neymar está trabalhando muito forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que ele se recupere e se integre ao grupo na próxima semana. Quando convocamos o Neymar, não foi apenas pela qualidade técnica, que é indiscutível, mas também pela experiência e pelo exemplo que ele pode representar para os jovens do grupo”, explicou Ancelotti.

Com discurso otimista, confiança no elenco e o sonho de encerrar um jejum que já dura 24 anos, a Seleção Brasileira inicia neste sábado sua trajetória na Copa do Mundo de 2026.

Por Gabriel Farias

Superstições marcam torcida pelo Brasil durante a Copa do Mundo

Brasília (DF), 06/06/2026 - Moradores da quadra 415 norte, em Brasília, decoram a rua para a Copa do Mundo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Psicólogo relaciona comportamento à ansiedade e à incerteza

Quando se trata de superstições em jogos da Seleção na Copa, tem quem não lave a camisa da sorte durante todo o torneio; há quem assista aos jogos sempre no mesmo lugar; e até quem faça promessas para ver o Brasil levantar a taça. Muitos torcedores garantem que mantêm um ritual especial para acompanhar a seleção.

Mesmo sem qualquer efeito real sobre o placar, as superstições seguem fortes no universo do futebol. Segundo o psicólogo Alessandro Marimpietri, esses comportamentos estão relacionados à forma como as pessoas lidam com a ansiedade e a incerteza.

“É uma maneira que a gente toma de empréstimo da cultura para dar uma certa previsibilidade para o nosso cérebro daquilo que vai acontecer. Então, a gente passa a acreditar que, se a gente fizer isso ou aquilo, as coisas vão acontecer dessa ou daquela maneira”, destaca.

A Copa também mobiliza emoções intensas. Expectativa, medo da derrota e esperança de conquistar o título acabam se misturando. Para o psicólogo, o envolvimento com o evento é natural, desde que não prejudique a rotina e o bem-estar das pessoas.

“Um quadro onde essas pessoas são invadidas por pensamentos ou sensações muito desagradáveis, de sofrimento, que nem sempre têm uma conexão com a realidade, mas que causam um sofrimento significativo”, explica Marimpietri.

Se para a psicologia as superstições ajudam a reduzir a ansiedade, para o futebol, elas não mudam o que acontece dentro de campo. O comentarista esportivo da TVE Rodrigo Araújo lembra que os resultados não são definidos pela fama de favorito ou azarão:

“Por exemplo, 24 anos atrás, quando o Brasil ganhou a sua última Copa do Mundo, em 2002, o Brasil não era apontado como grande favorito, e na Coreia e no Japão conseguiu o pentacampeonato.”

A superstição pode não ganhar o jogo, mas, pelo visto, faz parte da festa.

Rádio Educadora da Bahia

Abertura da Copa sob tensão: protestos e crise diplomática ofuscam clima de festa

Protestos no México/ Yuri CORTEZ / AFP
Protestos no México ( Yuri CORTEZ / AFP)

Geopolítica e protestos sufocam clima de festa a dois dias da abertura da Copa do Mundo

Faltando apenas 48 horas para o início da Copa do Mundo de 2026, os holofotes globais dividem-se à força entre o brilho do futebol e as tensões políticas que cercam os países-sedes. Longe do clima de celebração esperado para o maior torneio do planeta, a contagem regressiva é marcada por avenidas bloqueadas na Cidade do México, uma rotina de confinamento logístico para a seleção do Irã e o veto severo de vistos por parte das autoridades dos Estados Unidos.

Caos na capital mexicana põe abertura em xeque
No México, o palco da grande partida de abertura, o histórico Estádio Azteca, virou o epicentro de uma crise de mobilidade. Desde a última segunda-feira (1), uma forte onda de protestos liderada por profissionais da educação tomou as principais artérias da capital. Os professores reivindicam reajustes salariais e mudanças nas regras de aposentadoria da categoria.

Com acampamentos montados em pontos estratégicos e bloqueios em corredores viários fundamentais, o trânsito na Cidade do México vive um caos. O governo local corre contra o tempo para desenhar rotas alternativas de segurança para delegações da Fifa, chefes de Estado e torcedores, temendo que os protestos impactem diretamente o acesso ao estádio na quinta-feira (11).

O vaivém do Irã e o bloqueio de ingressos
Se no México o problema é o deslocamento terrestre, nos Estados Unidos a barreira é diplomática. Em meio às tensões com o governo de Teerã, a seleção do Irã enfrentará uma logística inédita e desgastante. Os 26 jogadores convocados receberam autorização de entrada temporária em solo americano apenas para jogar, os pernoites foram expressamente proibidos.

Na prática, a delegação iraniana será obrigada a cruzar a fronteira após cada compromisso, utilizando a cidade mexicana de Tijuana como base operacional de repouso. Para agravar o isolamento da equipe, a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) denunciou que a cota de 8% de ingressos destinada aos seus torcedores foi sumariamente confiscada pelas autoridades americanas.

Interrogatório e deportação nos aeroportos americanos
O rigor das fronteiras dos EUA também deixou marcas em um dos grandes personagens asiáticos do torneio. O atacante Aymen Hussein, considerado herói nacional no Iraque após marcar o gol que encerrou um jejum de 40 anos do país longe dos Mundiais, foi retido na imigração ao desembarcar em Chicago. Hussein foi submetido a um exaustivo interrogatório de sete horas pelas autoridades de segurança antes de ter sua liberação concedida para se juntar aos companheiros de equipe.

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