Professores realizam ato na Avenida Conde da Boa Vista, no Centro/Foto: Filipe Gondim
Manifestação faz parte de uma agenda dos professores da rede municipal de ensino do Recife.
Professores da rede municipal do Recife realizam uma manifestação com projeção luminosa na Avenida Conde da Boa Vista, um dos principais corredores de ônibus da cidade, na noite desta segunda-feira (12).
A ação visa chamar a atenção da população sobre a greve diante da falta de acordo com a Prefeitura do Recife. Os professores também estão distribuindo panfletos e explicando por que a greve foi deflagrada.
A classe entrou oficialmente em greve na sexta-feira (9) por não aceitar o reajuste de 2,45% oferecido pela prefeitura. A proposta está abaixo dos 6,27% definidos pelo Piso Nacional do Magistério.
“A gente está nas ruas porque a sala de aula está insustentável. Sem reajuste, sem condições dignas de trabalho, sem valorização. Lutar pelo Piso é lutar por respeito à profissão e por uma educação pública de qualidade”, afirma Anna Davi, coordenadora geral do SIMPERE.
““A educação do Recife não pode continuar sendo tratada com descaso. Enquanto o prefeito investe pesado em publicidade, quem está nas escolas lida com salas abafadas, falta de recursos e salários desvalorizados. Nossa greve é justa e necessária”, destaca Jaqueline Dornelas, também coordenadora do sindicato.”.
As mobilizações continuam ao longo da semana. Na terça-feira (13), a categoria ocupa a Câmara Municipal do Recife em busca de apoio dos vereadores à pauta do Piso. Já na quarta-feira (14), uma nova assembleia acontece pela manhã, no Pátio da Prefeitura, para deliberar os próximos passos da greve.
Na sexta, a Prefeitura do Recife emitiu uma nota lamentando a greve dos professores e ressaltando que “todos os profissionais de educação da rede municipal do Recife recebem o piso salarial ou acima do piso salarial da categoria, conforme determinado pela lei federal 11.738/08”.
Em protesto na terça (6), a categoria decidiu em assembleia geral pela paralisação das atividades durante o Carnaval (Foto: Wilson Maranhão/DP)
Segundo o sindicato, a decisão de realizar a paralisação em assembleia geral da última terça (6) será mantida e, que, se for preciso, o sindicato irá realizar uma nova assembleia com a categoria nesta sexta (9)
Um dia após o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinar que os policiais civis do Estado se abstenha de iniciar a paralisação das atividades durante o Carnaval, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) irá recorrer da decisão da corte.
A afirmação foi feita pelo presidente da entidade sindical, Áureo Cisneiros, em entrevista ao Diario de Pernambuco, nesta quinta (8).
Segundo o sindicalista, a decisão de realizar a paralisação em assembleia geral da última terça (6) será mantida e, que, se for preciso, o sindicato irá realizar um novo plebiscito com a categoria nesta sexta (9), para definir os rumos do movimento paradista.
“Vamos recorrer. Neste momento, não queremos aumento salarial, e sim a abertura de um canal de negociação com o Governo. Porém, não há sinalização nenhuma e não podemos ficar nessa situação. A Polícia Civil de Pernambuco pede socorro”, disse Áureo Cisneiros.
Na decisão do TJPE da quarta (7), assinada pelo desembargador Cândido Saraiva, que estabeleceu que em caso de descumprimento, está prevista a aplicação de multa diária de R$ 300 mil em desfavor do sindicato.
De acordo com Áureo, se for preciso, a categoria irá se mobilizar para realizar uma “vaquinha” para bancar os custos da decisão de paralisação.
Também na quarta (7), o Sinpol solicitou por meio da assessoria jurídica,ingressou com um requerimento no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do TJPE, requerendo que a corte instaure uma mediação entre a entidade sindical e o Poder Executivo.
Segundo diz o texto assinado pelo presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, diz que: “Requerer a mediação no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) em face da decretação de de greve na data de ontem (06/02/24) pela categoria a qual esta entidade classista representa”.
O que diz o TJPE
No despacho do TJPE, de número 0005069-91.2024.8.17.9000, o magistrado Cândido Saraiva diz que: “Defiro a tutela provisória de urgência requerida para determinar ao sindicato réu que se abstenha de iniciar o movimento grevista anunciado para a meia-noite (0h) do dia 09.02.2024 e, na hipótese de já haver sido iniciado, que seja imediatamente encerrado, a fim de que os servidores policiais civis sejam compelidos a voltar a exercer o munus público decorrente da sua condição, ficando vedada qualquer forma de mobilização que acarrete paralisação, suspensão ou prejuízo das suas atividades essenciais, independentemente da denominação atribuída ao movimento. Deve a entidade ré, ainda, comprovar imediatamente o efetivo cumprimento da decisão judicial, proibindo-se a prática de quaisquer atos que tragam embaraço ou perturbem de qualquer forma o regular funcionamento do serviço de segurança pública”.
O que diz o Governo
O Diario de Pernambuco procurou a assessoria de imprensa do Governo do Estado na quarta (7) para saber se o Executivo Estadual iria se pronunciar sobre a decisão do TJPE e se tomaria outras medidas sobre a paralisação.
No entanto, não houve respostas por parte da gestão estadual.
A equipe do Diario também procurou a assessoria do Palácio do Campo das Princesas nesta quinta (8), mas também não houve retorno.
A categoria alega falta de estrutura para trabalhar, equipe reduzida e salário não compatível com a profissão (Foto: Adelmo Lucena/DP)
Os agentes alegaram falta de negociações com o Governo do Estado durante o encontro realizado no Palácio do Campo das Princesas.
Os policiais civis de Pernambuco anunciaram que irão paralisar as atividades a partir da próxima sexta-feira (9), véspera da data oficial do carnaval. O comunicado foi feito após uma reunião entre o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) e representantes do Governo do Estado no final da tarde desta terça-feira (6), no Palácio do Campo das Princesas, no Recife.
Cerca de 3 mil policiais civis realizaram um protesto, saindo da sede do sindicato, localizada na Rua Frei Cassimiro, no bairro de Santo Amaro, até o Palácio do Campo das Princesas. O ato reuniu policiais legistas, papiloscopistas, delegados, comissários e escrivães. Este protesto já estava previsto desde o dia 23 de janeiro, quando foi anunciada uma paralisação de 24h por parte dos agentes da polícia.
A categoria alega falta de estrutura para trabalhar, equipe reduzida e salário não compatível com a profissão.
“Não houve sinalização de melhorias na estrutura da Polícia Civil para a gente investigar os crimes e diminuir a violência e nem na questão do efetivo. Nós temos um efetivo hoje menor do que 30 anos atrás. Temos policiais sobrecarregados e muitos adoecendo. O salário que nós recebemos hoje em Pernambuco é o pior salário do Brasil, não dá mais para continuar trabalhando em péssimas condições e ganhando o que a gente está ganhando”, disse o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros.
De acordo com o Sinpol, por conta da paralisação, as atividades do Instituto de Medicina Legal (IML) também serão afetadas. No IML, o trabalho é prestado por peritos e médicos legistas.
A população deverá registrar os Boletins de Ocorrência (BOs) através da Delegacia Virtual. “Desde o ano passado que a gente vem pedindo uma audiência com a governadora e solicitando a abertura da negociação para a gente reestruturar para a Polícia Civil. Em janeiro tivemos 359 homicídios. Isso é um absurdo, isso é número de guerra civil”, afirmou o presidente do Sinpol.
De acordo com o presidente do sindicato, Pernambuco deveria contar com 11 mil policiais civis, mas possui apenas 5.300, sendo que destes, 1.400 estão prestes a se aposentar.
“Pernambuco está um caos, a insegurança, roubos, homicídios estão batendo recordes. Já começamos janeiro batendo recorde. Então não podemos normalizar essa onda de violência que está aqui em Pernambuco. Pernambuco voltou a ser um dos estados mais violentos do país. Até agora não houve sinalização para que a gente melhorasse”, afirmou Áureo.
Por meio de nota, o Governo de Pernambuco informou que “uma comissão do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) foi recebida, nesta terça-feira (6), no Palácio do Campo das Princesas, por representantes da Casa Civil e da Secretaria de Administração (SAD). Mais uma vez, foi ressaltado que o Governo já abriu diálogo e que um cronograma para reabertura das mesas de negociações será apresentado ainda neste mês de fevereiro com o objetivo de discutir as pautas pleiteadas pela categoria”.
Policiais civis cruzaram os braços por 24h em janeiro
Paralisação de janeiro afetou as atividades do IML (Foto: Adelmo Lucena/DP)
Os policiais civis do estado fizeram uma paralisação de 24h e cruzaram os braços no dia 24 de janeiro após o resultado de uma reunião com representantes do Governo não agradar a classe. A paralisação foi intitulada de “Operação Padrão” e atingiu todas as atividades compreendidas ao exercício da função dos policiais civis.
Neste protesto, as atividades do ILM foram afetadas e ficaram mais lenta, pois os agentes da polícia impediram a saída dos corpos e colocaram um caixão em frente ao instituto. Nesta paralisação, a categoria saiu da reunião do Palácio do Campo das Princesas insatisfeita e prometeu continuar se mobilizando para cobrar do Poder Executivo melhorias à categoria.
Pernambuco registra 359 assassinatos em janeiro de 2024
Somente no mês de janeiro, Pernambuco contabilizou 359 casos de Mortes Violentas Intencionais (MVIs), ou seja, 11 mortes por dia. O número supera a série de ocorrências de 2023, quando em 365 dias foram contabilizados 3.623 casos, o que compreende a uma média de 9.9 assassinatos por dia no Estado.
Se comparado com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 24,2%, quando em janeiro de 2023 foram contabilizados 289 casos.
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