MEU AMOR POR AFOGADOS

113 milhões de razões para amar a cidade que nasceu do amor
 
Minha declaração de amor por Afogados da Ingazeira é constante, é diária…
 
Sou apaixonada pelo Pajeú das flores e por todas as cidades que fazem parte da minha história e que também faço parte delas, mas, Afogados sempre esteve em primeiro lugar no meu coração por ser uma fonte inesgotável de inspiração, que revela poetas, sonhadores, apaixonados pelo desejo coletivo de torná-la cada vez mais desenvolvida e bela, honrando o seu título de princesa do Pajeú.
 
Ser filha natural da minha Afogados da Ingazeira é um dos maiores orgulhos que carrego comigo, despertando uma sensibilidade que nasce no âmago do coração e quando falo dessa felicidade, fica impossível não lembrar dos escritos de Clarice Lispector que diz que “quando falo dessas pequenas/grandes felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que são coisas que não existem, outros que só existem dentro das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim”…
 
Vejo minha Afogados com um olhar sempre sensível, com um olhar que ama, cuide e protege…. Com um olhar de quem sempre deixou as janelas abertas para visualizar seus jardins perfumados de uma existência transbordante, mesmo sendo tão pacata, bucólica, campesina.
 
Visto Afogados da Ingazeira como se pudesse transformá-la em um recorte de tecidos de alma, em um encantamento tão profundo que se personifica em um ser que incorpora completamente as palavras de Mia Couto quando afirma que “a cidade não é um lugar, é a moldura de uma vida. A moldura a procura de retrato, é isso que eu vejo quando revisito o meu lugar de nascimento. Não são as ruas, não são as casas. O que revejo é um tempo, o que escuto é a fala desse tempo. Um dialeto chamado memória, numa nação chamada infância”…
 
Consigo me encontrar nessa reflexão, porque a condição adulta não conseguiu roubar os flashes da memória afetiva de tudo que construí aqui, desde a infância até os dias atuais.
 
Peço licença mais uma vez ao epitáfio de um afogadense que uma vez declarou que se pudesse escolher, nasceria e morreria mil vezes em Afogados da Ingazeira.
 
Obrigada ao destino por ser de uma cidade que no seu próprio luar nos oferece um aspecto de paz, tranquilidade e muito amor… um amor para sempre!
 

 

UM POUCO DA HISTORIA DOS SANTOS DO CICLO JUNINO

São João, são Pedro e santo Antonio. Os três santos responsáveis pelas festas juninas de todo o mês de junho. São João é o Santo do carneirinho, Santo pedro é o Santo que segundo as histórias bíblicas, ele é quem comanda a abertura das portas do céu, pois as chaves ficam sob os seus cuidados. Santo Antônio, esse é o Santo casamenteiro, muitas lendas rezam que se você roubar um santo Antonio na véspera do seu dia, logo vai arranjar um marido. Se enterrar ele de cabeça pra baixo e fizer o pedido de casamento, também vai aparecer o príncipe encantado. Ou colocar o santo Antonio embaixo do travesseiro desde o dia primeiro de junho sem que ninguém saiba, até o final do mês você poderá casar. E assim… São tantas crendices populares do mês junino e todas são válidas, custa nada tentar né mesmo? Então com tantas festividades do mês dos Santos… ontem dia vinte e oito se comemora a véspera de São Pedro com direito a fogueira acesa no terreiro, milho assado na brasa, pamonha, canjica, mugunzá, bolo pé de moleque, quadrilha matuta e muito forró no pé até rasgar o solado da chinela. Sanfona, triângulo, zabumba e pandeiro para fazer a festa de São João, que é responsável por a bacia d’água na beira da fogueira, a faca fincada no tronco da bananeira, Santo Antônio que libera os casamentos; e finalmente… alegrar bastante o coração de são Pedro para que ele se embriague de emoção com tanto forró e esqueça as chaves em um canto qualquer e libere a porta de entrada do céu, para todos os forrozeiro, do mês de junho. VIVA SÃO JOÃO, SÃO PEDRO, SANTO ANTONIO E TODOS OS SANTOS DO PARAÍSO. Para que passe de geração para geração, que fique Salva todas as tradições juninas do nosso sertão nordestino.

 

 

 

ISRAEL FILHO, MINHA HISTORIA COM LUIZ GONZAGA

Minha história com Luiz Gonzaga

 
Nascido no “País de Caruaru”, ISRAEL FILHO, já aos 3 anos de idade foi mascote da banda de músicos em Surubim-PE, mostrando sua tendência artística já na infância. Em 1979 recebeu um convite para cantar ao lado de Luiz Lua Gonzaga, no primeiro forró existente em Recife, o “Forró Cheiro do Povo”, mais especificamente na cidade de Olinda, por onde cantou por aproximadamente um ano. Em 1980 foi para São Paulo e continuou trilhando o caminho da música nos show e pelos muitos festivais do Brasil. Em 1984 após tornar-se campeão do 1º FEMÚSICA na cidade de Apucarana-PR, partiu definitivamente para o caminho da música e entrou na gravadora Copacabana, onde gravou seu primeiro LP “Origens”, em 1985 gravou pela PolyGram “Sabor de Framboesa” e em 1987 ainda pela PolyGram gravou “Gosto Bom”, um disco com muito xote, baião e arrasta-pé. Mas, foi em 1990 que ISRAEL FILHO começou a mudar sua carreira, gravando seu 4º LP ”Sonho Vadio”, pela gravadora Continental, o qual trazia uma música que seria o seu grande sucesso “Ai Que Saudade D’ocê” e daí em diante começou a despontar para o Brasil como uma das grandes revelações da Musica Regional. Ganhou o Prêmio Sharp de Música/90, em 1991, ganhou o Festival “Canta Nordeste” promovido pela Rede Globo, em 1992 ganhou dois prêmios no Novo Festival da Record, como revelação e melhor letrista. Em 1992 lançou seu primeiro CD em homenagem ao eterno Rei do Baião, “Saudades de Gonzagão” e novamente foi classificado para o mais um Prêmio Sharp de Música como melhor cantor regional. De lá pra cá ISRAEL FILHO foi aperfeiçoando o seu trabalho e mostrando um estilo bem peculiar, misturando o som da sanfona com a viola, a zabumba com os violinos, o triângulo com o violão, e fazendo o seu trabalho bem diferenciado do que normalmente é feito em sua região, mostrando assim um leque mais aberto dentro de seu estilo musical, para que pudesse através de sua versatilidade cantar em outras regiões do Brasil. Em 1996 teve uma linda canção de sua autoria gravada por Roberta Miranda, “O Sol da Manhã” e em 1999 lançou seu CD “Pose de Valente”, onde foi cantar em New York, num grande show em homenagem a Luiz Lua Gonzaga, fazendo brasileiros e americanos cantarem juntos as coisas regionais de nosso Brasil. Em 2000 lançou uma coletânea “Canto Regional Brasileiro”, onde trouxe um xote arretado que compôs quando esteve em New York “Forró em Nova York” homenageando este ritmo bem pernambucano. Em 2004 lançou um cd especial em homenagem a Caruaru, chamado de “Caruaru Festança” e em seguida lança sua segunda coletânea “Muitos Brasis”, reeditando musicas que marcaram em sua carreira e também com a participação do saudoso Luiz Lua Gonzaga, o eterno Rei do Baião, quando apresentou ISRAEL FILHO ao povo brasileiro como um de seus seguidores, e ainda faz uma linda homenagem aos eternos ídolos brasileiros Ayton Senna, Pelé e Gonzagão na faixa título “Muitos Brasis”. Em 2009 ISRAEL FILHO lançou o CD “Atalhos do Coração” e mesmo dentro de sua regionalidade brasileiríssima, trouxe neste trabalho uma linguagem muito romântica em forma de xote, baião e toada, abrindo o leque de possibilidades para continuação do trabalho além de épocas e fronteiras, onde destacam-se as faixas “Atalhos do coração”,“Solidão nunca mais” e “Casinha ao pé da serra” de sua autoria, além de composições de autores consagrados como Accioly Neto nas faixas “A natureza das coisas” e “Saudade da Boa”, e também Flávio Leandro, o poeta do sertão assinando as faixas “Fuxico”, “Tempo” e “Feliz da vida”, trazendo porém uma grande surpresa no romantismo exótico da faixa “Ponto G” de autoria dos Nonatos, os poetas da Paraíba. ISRAEL FILHO tem percorrido diversas regiões do Brasil mostrando a verdadeira MBQ (Música Brasileira de Qualidade). Em 2012, ISRAEL FILHO fez uma homenagem a Luiz Lua Gonzaga e compôs “Saudades de Gonzagão”, que abre o seu CD em homenagem ao saudoso Rei do Baião, para ser divulgado em todo Brasil, tendo inclusive participado de uma grande homenagem ao Rei do Baião no programa Sr. Brasil em 08/12/2012, apresentado pelo seu amigo Rolando Boldrin. Em 2019 ISRAEL FILHO comemora 35 anos de carreira e prepara o lançamento do CD “ISRAEL FILHO & FORRÓ BEATLES”, numa homenagem nordestina ao maior grupo de rock mundial de todos os tempos, enfatizando Caruaru na criação deste projeto pioneiro, valorizando a arte do Alto do Moura onde se deu a concepção da capa do CD pelas mãos dos ceramistas e que está correndo o mundo através de um vídeo clipe gravado no Morro do Bom Jesus onde exibe toda grandeza da Caruaru, exportando a sua cultura para o Brasil e o mundo através do toque da sanfona, da zabumba e do triângulo, mostrando o verdadeiro forró Gonzagueano, literalmente “De Caruaru Para o Mundo”. ISRAEL FILHO tem percorrido diversas regiões do Brasil e no exterior mostrando a verdadeira MBQ (Música Brasileira de Qualidade).
 

 

Contatos: (81) 9.9764.2428 / 9.9227.2772
Email: jaboticanaproducoes@hotmail.com
 

 

 

JOÃO PESSOA UMA DAS CIDADES MAIS LINDAS

 

João Pessoa, uma das cidades mais bonitas de se ver. Seu verde é encantador, suas praias belíssimas, o seu por do sol é inconfundível e romântico. A feirinha do artesanato em Tambaú você encontra boas lembranças para presentear quem você ama. Passeios de barco, ou mesmo de bicicleta, triciclo no calçadão da praia, a noite então… esse passeio de bayke torna-se mais românticos e divertidos. Vamos conhecer a nossa beleza brasileira. Seja patriota.

RECORDANDO NATAL NO RIO GRANDE DO NORTE

 

Falar sobre o Rio Grande do Norte em especial da cidade de Natal, é uma tentação a não me calar. Eu que lá morei no auge da minha adolescência, pude desfrutar de tantas belezas existentes na época a exemplo do hotel dos Reis magos na praia do forte, a feira livre do bairro do alecrim, as ondas das praias de Maiame, areia preta, praia dos artistas, praia do meio e praia do forte. Saindo pra mais distante, as praias da ridinha, pirangi, pipa, ponta negra entre outras. As noites de Natal no clube Atlântico da avenida Alexandrino de Alencar, a paçoca do bairro de Lagoa seca. Os motéis da época eram o corujão, panelão, é o joia no bairro da Ribeira. Ainda tinha a casa noturna de Maria boa, frequentada só por grandões da sociedade local e visitantes ilustres. O futebol no castelão transmitido por Assis de Paula grande narrador. O Palácio dos esportes no bairro de Tirol, o bairro chique da elite, onde se apresentavam os artistas e foi lá que vi giliarde pela primeira vez. O morro do careca uma verdadeira floresta naquela época. O bairro das rocas, simples e considerado um dos mais perigosos, lá morei e Deus sempre nos guardou de todo o perigo. Basta saber viver, entrar e sair sem ofender a quem quer que seja, assim se vive em paz. Das roças para o alecrim, o bairro vermelho, bairro Nordeste, rua rio branco e princesa Isabel no centro. Me divertia ouvindo o locutor e deputado Carlos Alberto de Oliveira na rádio cabugi de Natal, localizada no bairro da Ribeira. Eita! Assim fizemos um giro por natal. Vale a pena conhecer o Brasil.

 

QUEM LEMBRA DA PRAINHA DO RIO PAJEÚ EM AFOGADOS DA INGAZEIRA?

 

Quem lembra da Prainha que o nosso Rio Pajeú nos presenteou no ano de 1967? Quanta saudade das águas límpidas claras e pronta para o consumo. Assim nós vivemos no passado que se foi e não volta mais. A natureza continua pedindo socorro aos nossos governantes e a nós mesmo, matamos as margens do lindo Rio Pajeú cantado e encantado por grandes artistas como o rei do baião Luiz Gonzaga e tantos outros. As areias do Pajeú deixou saudades pra molecada, para os jovens, para os adultos que gostam do esporte batendo assim belas peladas. Quanto encanto! Quando as moças lá no passado, se arrumavam com roupas novas e batons na boca, só pra ir buscar água nas cacimbas do belo Rio Pajeú e com as latas d’água na cabeça, aproveitavam para paquerar os rapazes que lá nas lindas areias jogavam bola, ou até mesmo os que também iriam buscar água em um galão, muitas vezes distribuindo chame, exibindo um belo peitoral, (nu da cintura pra cima. Ou seja; sem camisa) e as lavadeiras? Que ganhavam o seu sustento, lavando roupas das pessoas ricas da cidade, enquanto elas lavavam roupas, seus filhos se divertiam tomando banho e corre do descalços nas limpas areias do Rio. As lágrimas tomam conta do meu rosto ao escrever esse texto de saudade. Desculpa algumas falhas, depois voltaremos a falar do assunto. Agora só choro pelas lembranças da minha infância e adolescência. Não sei se digo que sou do PAJEÚ DAS FLORES… OU DAS LAMAS QUE COBREM O MEU RIO PAJEÚ DAS FLOES.