Tribunal de Justiça de Pernambuco homenageia o desembargador Márcio Aguiar.

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

O magistrado se despediu do TJPE na última segunda-feira (24)

Após quatro décadas de inestimável dedicação à magistratura, o desembargador Márcio Fernando de Aguiar despediu-se, na última segunda-feira (24), do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Ao atingir a idade limite para o exercício da judicatura, aos 75 anos, o magistrado foi agraciado com uma cerimônia solene no Palácio da Justiça, conduzida pelo presidente da corte, desembargador Ricardo Paes Barreto, em reconhecimento à sua trajetória exemplar.

Na ocasião, Paes Barreto enalteceu a integridade, a competência e o elevado espírito público de Aguiar, destacando o legado que deixa à Justiça pernambucana.

“Trata-se de um magistrado cuja atuação sempre foi pautada pelo compromisso inabalável com a ética, a dedicação incansável ao jurisdicionado e a busca incessante pela equidade. Seu nome será lembrado com profundo respeito e admiração por todos que tiveram a honra de com ele conviver. A sua trajetória permanecerá como referência para as futuras gerações da magistratura”, declarou o presidente do TJPE ao entregar ao homenageado uma placa de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à Justiça ao longo de sua carreira.

Em sua manifestação, o desembargador Márcio Aguiar expressou sua gratidão pelo percurso trilhado e ressaltou o papel essencial da família como alicerce em sua trajetória. Demonstrando serenidade e entusiasmo pelo porvir, enfatizou que a aposentadoria não representa um desfecho, mas o início de uma nova etapa repleta de possibilidades.

“Levo comigo uma bagagem imensurável de aprendizado, amizade e experiência. Deixo esta corte não com a sensação de despedida, mas com o sentimento de continuidade, pois acompanharei, com o mesmo zelo e interesse, o trabalho desta instituição que tanto me orgulha. Que o Tribunal de Justiça de Pernambuco siga firme na sua missão de ser um farol de equidade e justiça para todos”, afirmou o magistrado.

A solenidade foi marcada por momentos de reconhecimento e emoção, refletindo o apreço e a admiração da comunidade jurídica pelo desembargador Márcio Aguiar, cuja trajetória se perpetuará na história do Judiciário pernambucano como um exemplo de honradez e comprometimento com a Justiça.

Por: Diario de Pernambuco

Elizabeth Teixeira, histórica líder camponesa paraibana, completa 100 anos.

 (Foto: Divulgação/Carambola Filme)
Foto: Divulgação/Carambola Filme

Festival que celebra centenário vai até este sábado (15)

Elizabeth Teixeira, histórica líder camponesa paraibana, celebra 100 anos de vida nesta quinta-feira (13) e será homenageada no Festival da Memória Camponesa. O evento está marcado para começar hoje e segue até o próximo sábado (15) no município de Sapé, na Paraíba. Ela foi companheira de João Pedro Teixeira, símbolo de resistência da luta no campo e fundador da Primeira Liga Camponesa da Paraíba, organização criada nos anos 1950 para defender os direitos dos trabalhadores do campo.
O diretor de cinema Eduardo Coutinho, já falecido, um dos mais renomados do Brasil e conhecido por filmes como Edifício Master e Jogo de Cena, mostrou a história da família Teixeira, no filme Cabra marcado para morrer, de 1984.
João Pedro era jurado de morte por latifundiários da região, situação que se consumou em Sapé (PB), em 1962, e o diretor de cinema desejava retratar. Agentes da repressão, contudo, cercaram a locação e ordenaram a interrupção das filmagens, que foram reiniciadas somente 17 anos depois.
O ano era 1964, quando os militares deram um golpe de Estado, instalando a ditadura que duraria 21 anos, e o set de filmagem era a violenta zona rural do Brasil, que até hoje ostenta índices assustadores, como denuncia anualmente a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Coutinho tinha começado a captar imagens em Engenho Galileia (PE), município a 50 quilômetros do Recife, dois anos depois do assassinato de João Pedro Teixeira, quando foi proibido de continuar.
No período da retomada, já em 1981, Elizabeth vivia com outra identidade, para se proteger, em uma cidade no interior da Bahia, longe de nove de seus dez filhos. Cada um deles se escondeu em um canto do país. Elizabeth tinha se tornado Marta Maria da Costa e dava aulas. Descobrir seu paradeiro, inclusive, não foi tarefa fácil para Coutinho.
A segunda parte do longa-metragem abre mais o microfone para Elizabeth, que narra como foi passar os dias na clandestinidade. Cabra marcado para morrer já figurou em diversas listas especializadas da área. Em 2015, ocupou o 4º lugar da relação dos 100 filmes mais importantes da cinematografia nacional, da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).
Eduardo Coutinho também prolongou o contato com a história dos Teixeira e, em 2013, gravou o média-metragem A família de Elizabeth Teixeira.

Pé de jambo é plantado na praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara.

O secretário de cultura Augusto Martins, marcou a data desta quarta feira (6) com a plantação de um pé de jambo na praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara. A árvore foi doada pela famiia de seu joão Zeca que foi morador hitorico de referida praça.

Era um sonho do seu neto Magno que era filho de seu chico zeca, Magno nos deixou agora recentemente.

Viva a natureza, viva o verde da vida.

Viva a nossa belíssima praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara.

Parabéns ao secretário de Cultura Augusto Martins pela iniciativa e pela homenagem feita aos familiares de seu joão Zeca.

UPE fará homenagem e entrega de diploma a estudantes e servidores perseguidos pela Ditadura Militar.

 (Reprodução)
Reprodução

Resolução foi aprovada nesta quinta-feira (31) pelo Conselho Universitário da Universidade de Pernambuco.

Estudantes, professores e servidores da Universidade de Pernambuco (UPE) perseguidos pela Ditadura Militar no Brasil serão homenageados e receberão diplomas da instituição.
A reparação histórica foi aprovada nesta quinta-feira (31) pelo Conselho Universitário da Universidade de Pernambuco (COSUN-UPE).
O levantamento chegou a 12 membros da UPE atingidos pelo Ato Institucional n.º 05 (AI-05), de 13 de dezembro de 1968, ou o Decreto-Lei n.º 477, de 26 de fevereiro de 1969.
Os diplomas serão entregues no dia 25 de novembro, a partir das 9h, em solenidade realizada no Auditório Clélio Lemos da Faculdade de Administração e Direito da UPE.
Na ocasião, também será inaugurada uma placa com o nome dos homenageados, que será fixada na Reitoria da UPE.
Homenageados
A militante do movimento estudantil Rosane Alves Rodrigues receberá Diploma de Bacharel em Medicina In Memoriam.
A estudante da Faculdade de Ciências Médicas da UPE precisou entrar na clandestinidade e se exilar no Chile e na Dinamarca.
Devido à luta pela democracia, não conseguiu concluir o curso de Medicina.
Também serão concedidos o Diploma da Resistência aos servidores e estudantes:
  • Enildo Galvão Carneiro Pessoa (In memoriam), docente da POLI;
  • Francisco de Sales Gadelha de Oliveira (In memoriam), estudante da FCM;
  • Ilmar Pontual Peres (In memoriam), estudante da FCAP;
  • Javan Seixas de Paiva (In memoriam), docente da FOP;
  • José Almino Arraes de Alencar Pinheiro, estudante da POLI;
  • José Luiz de Oliveira (In memoriam), estudante FCM;
  • José Romualdo Filho, estudante da FCM;
  • Maria Zélia de Sousa Levy, estudante da FOP;
  • Paulo Santos Carneiro, estudante da FCM;
  • Rildege de Acioli Cavalcanti (In memoriam), estudante da FOP;
  • Severino Vitorino de Lima, servidor técnico-administrativo da FOP.
  • Levantamento
  • A pesquisa foi realizada pelo professor Carlos André Moura, docente do curso de História da UPE – Campus Mata Norte, com apoio dos movimentos sociais, a exemplo do Tortura Nunca Mais de Pernambuco.
  • A pesquisa foi realizada pelo professor Carlos André Moura, docente do curso de História da UPE – Campus Mata Norte, com apoio dos movimentos sociais, a exemplo do Tortura Nunca Mais de Pernambuco.
    Para a identificação dos nomes, realizou-se pesquisas no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e no espólio da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara.
    Também foram identificadas pessoas que não estavam registradas em documentos da Comissão da Verdade.
    “Com a concessão dos diplomas, buscamos fazer uma reparação histórica aos estudantes e servidores que lutaram pela democracia. Se hoje estamos debatendo em um Conselho Universitário democrático, muito devemos aqueles que tombaram em um dos períodos históricos mais difíceis no Brasil republicano”, destacou o professor Moura.
    “A UPE é uma instituição comprometida com a democracia e a liberdade. Agradecemos aos estudantes e servidores que se empenharam nos movimentos sociais para garantir que hoje possamos viver em um país livre”, pontuou a professora Socorro Cavalcanti, Reitora da UPE.
  • Por: Ricardo Dantas Barreto, do Blog Dantas Barreto

A crônica domingueira .

Ao acordar hoje pela manhã me debucei nessa essa linda crônica do Grande jornalista Magno Martins. Pajeujeiro e amante do sertão. Magno está sempre a nos presentear com suas maravilhosas palavras sobre o nosso sertão. Seco, porém cheio de maravilhas. Sou uma amante dos trabalhos desse grande jornalista, meu amigo e meu conterrâneo Magno Martins. me vejo sempre em suas falas sobre o nosso sertão. Estou repostando essa linda e maravilhosa crônica para presentear também os leitores do Blog de Frente com Ana Maria.

Vou Deixar aqui um trechinho do que eu senti ao ler essa crônica.

Lendo aqui sua crônica Magno, eu dei uma volta ao passado.

Se Raquel de Queiroz, disse que a fome tira o juizo…

Será que por isso o meu é tão pouco?

Acho que está certa.

Passei por muitos dias e noites sem ter o que comer, junto com minha mãe e meus irmãos.

Me vi ai nesse trecho onde você fala nas batatas brancas e lembrei-me das muitas vezes que para matar a fome comíamos a batata do umbu ou “imbu” como chamamos por aqui em nosso sertão.

Mas com tudo, eu sinto saudades do sertão lá de trás, onde a felicidade existia de verdade com o pouco que tínhamos.

Eita Sertão que eu amo mesmo assim… tendo que atravessar tantas barreiras ainda hoje.

As bareiras do preconceito, da discriminação e dos valores que hoje estão muito invertidos.

Ana Maria Santos

Veja essa crônica do jornalista Magno Martins.

O Sertão que nasci, vivi e nele minha alma ficou impregnada tem muito do mundo imaginário traçado pela pena de Guimarães Rosa. Tem também as dores manifestas de Graciliano Ramos em Vidas Secas, sobretudo na cachorra Baleia, da família do retirante Fabiano, apresentada de forma mais humanizada do que os próprios humanos da história. 

Meu Sertão que vivi está também e, principalmente, no O Quinze, de Rachel de Queiroz, cujo mundo transportado para nós foi rabiscado à sombra do Juazeiro, sob os acordes da Asa Branca, no encosto do carro de boi. Meu Sertão também está presente em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, considerado um dos mais importantes textos da literatura brasileira.

Um Sertão recriado entre vaqueiros no transporte de uma boiada. Guimarães sentiu o que senti garoto no mundo todo próprio de terras e vidas secas, que nos ensina que o correr da vida embrulha tudo. Lá, ele descobriu o sentido de viver: “A vida é assim, esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

O Sertão foi povoado pelos portugueses. Firmaram cidades e vilas, plantaram canaviais, extraíram metais preciosos, criaram gado.  Chegaram impunhando a autoridade do rei, difundiram a fé cristã e transformaram índios e negros africanos em escravos.

Meu Sertão é ainda o Sertão das escritas e vivências de Euclides da Cunha. Em Os sertões, ele criou uma imagem de Canudos como cidade iletrada, dominada por fanatismos e superstições transmitidos de forma oral. Gustavo Barroso, imortal da Academia Brasileira de Letras, foi fundo na nossa história.

Descobriu que a palavra portuguesa ‘sertão’ nada mais é do que a abreviatura de “desertão”, um deserto grande, apelativo dado pelos portugueses às regiões despovoadas e híspides da África Equatorial. Vidas Secas, sempre o velho Graça de volta, é um profundo retrato da sociedade brasileira, sobretudo de seus problemas sociais.

Graciliano traça uma crítica social retratando as dificuldades encontradas por uma família pobre de retirantes, convivendo com a miséria e a seca. Na forçosa travessia em busca de uma vida sem seca, Graciliano imaginou a família retirante chegando a uma Canaã, uma terra prometida, uma terra distante, para passar a borracha no que deixaram para trás, a caatinga, com seus montes baixos, cascalho, rios secos, espinho, urubus, bichos morrendo, gente morrendo.

Eu viajo nos textos que falam das minhas origens para conseguir ter a exata compreensão de tudo ao meu redor. O velho Graça dizia que quem escreve deve ter todo o cuidado para a coisa não sair molhada. “Da página que foi escrita não deve pingar nenhuma palavra, a não ser as desnecessárias. É como pano lavado que se estira no varal”, nos ensinou. Que sabedoria!

Como falar de Sertão sem viajar também nos escritos de José de Alencar. “Quem pela primeira vez percorre o sertão nessa quadra, depois de longa seca, sente confranger-se-lhe a alma até os últimos refolhos em face dessa inanição da vida, desse imenso holocausto da terra”, escreveu na obra O Sertanejo.

Não há nada mais triste do que toda a obra dos famosos sobre o Sertão, porque a fome está presente em todas como a nos dar um soco no estômago. Em O Quinze, retrato doloroso dessa situação, Rachel de Queiroz diz que fome demais tira o juízo.

“E se não fosse uma raiz de mucunã arrancada aqui e além, ou alguma batata-branca que a seca ensina a comer, teriam ficado todos pelo caminho, nessas estradas de barro ruivo, semeado de pedras, por onde eles trotavam trôpegos se arrastando e gemendo”, narra ela em sua comovente obra-prima.

Em Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto também fala de dores, das minhas, de Rachel, Graciliano, Euclides, José de  Alencar, cujo trecho reservei para o fim:

Morte que se morre

de velhice antes dos trinta,

de emboscada antes dos vinte

de fome um pouco por dia

(de fraqueza e de doença

é que a morte severina

ataca em qualquer idade,

e até gente não nascida).

Blog do Jornalista Magno Martins.

Parabéns a todos os médicos.

Hoje é o seu dia, bem como, seu dia, são todos os dias cuidando da saúde da gente.

Com essa homenagem dos alunos da escola D. Elder o Blog De Frente com Ana Maria parabeniza todos os médicos que cuidam da saúde de nosso povo brasileiro.

Através da foto do neto desta blogueira, Pedro Gabriel e futuro médico parabenizo a todos os médicos que cuidam da nossa gente.

 

 

 

Como é bom ser nordestino e pernambucano!

Poder começar o dia mostrando nossas belezas pernmabucanas, é bom demais.

Tipicidade do povo Pernambucano.

– Ser acusado justamente de que somos os mais megalomaníacos dos brasileiros e de estarmos no topo de um tal de IGPM (Índice Geral de Pouca Modéstia);

– Ter a mania de dizer que tudo daqui é melhor!(e não é mermo???);
– Dizer de boca cheia que o Shopping Center Recife é o maior da América Latina;

Falar também que o Chevrolet Hall é a maior casa de show da América Latina;

– Ter a maior avenida em linha reta do mundo – a Caxangá, no Recife;

– Ter a maior feira ao ar livre do mundo- a de Caruaru;

– Ter também o maior teatro ao ar livre do mundo – Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, onde é encenada na Semana Santa o espetáculo “A Paixão de Cristo”;

– Ter a mais antiga sinagoga da América Latina – fica no Bairro do Recife, situado na ilha de Santo Antônio. Sem falar que foram judeus recém-saídos do Recife que migraram para os Estados Unidos e ali fundaram Nova York;

Achar a Torre de Cristal do Brennand a obra de arte mais bonita do mundo;

– Ter o maior paraíso do mundo e poder dizer com todas as letras: Fernando de Noronha é NOSSA!

– Saber que Recife é um dos grandes pólos de informática e de medicina do Brasil;

– Saber que O Galo da Madrugada é o maior bloco carnavalesco do mundo (conduz mais de 1,5 milhão de pessoas nas ruas do Recife), de acordo com o Livro dos Recordes;

Ter orgulho do nosso São João que é o maior e melhor do universo;

– Ter O Diário de Pernambuco como o jornal mais antigo da América
Latina;

Saber que a primeira emissora de rádio da América Latina é a Rádio Clube de Pernambuco;

– Dizer que Olinda se transformou recentemente na Capital Cultural do
Brasil;

– Estudos da Fundação Getúlio Vargas, que aponta as características econômicas de cada região, mostra que somos mais eficientes no comércio (influência dos holandeses?);

– Passar um tempo fora, chegar na capital e cantar: “Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço, quero ver novamente Vassouras na rua passando, tomar umas e outras e cair no passo…”;

Ah… Fazer a maior festa de forma bem calorosa, ao encontrar um conterrâneo em outro estado ou país;

– Morar em outro estado ou país e não perder o sotaque pernambuquês;

– É encher o peito pra cantar: “.. eu sou mameluco, sou de Casa Forte, sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte…”;

– É ser original, alegre, receptivo e solidário. É você perguntar onde fica o local tal e ser bem orientado por qualquer pernambucano;

– É valorizar a cultura popular, apreciar suas belas praias, é ser um cabra da peste!!!!!;

– É ser muito sortudo por nascer numa terra tão linda como essa;

– E fazer qualquer coisa por um taquinho de rapadura e/ou queijo coalho quando reside fora de Pernambuco;

– Se você reside fora do estado, é recomendar aos filhos omitirem o fato de serem Pernambucanos para não humilhar os colegas;

– É se arrepiar com o nosso hino como se fosse o hino nacional, é usar nossa bandeira com todo orgulho, é saber a riqueza de nossa história…;

Usar camiseta, boné, botton com a bandeira do estado (que aliás, é a mais linda do país);

– Saber cantar o Hino de Pernambuco em todos os ritmos: forró, frevo, maracatu. Enfim… é amar a nossa terra e defendê-la acima de qualquer coisa!;

– Poder dançar um frevo em Olinda e se orgulhar em dizer que é nosso;

– Encher os olhos d’água com aquele sorriso no rosto e até se tremer de emoção só de falar do carnaval de Olinda…;

– Saber distinguir entre o Maracatu do Baque Solto do Maracatu do Baque Virado;

– Ir ao Recife antigo e pode constatar todo aquele patrimônio arquitetônico;

– Acreditar que Recife é mesmo a “Veneza Brasileira”;

– Amar as pontes e Rio Capibaribe do Recife;

E as praias de Pernambuco? Boa Viagem, Piedade, Candeias, Gaibu, Paraíso;

– Jantar olhando para a lua incrivelmente cheia e linda nos bares e restaurantes na beira do rio Capibaribe ou da praia de Boa Viagem.;

– Achar que Recife seria melhor se os holandeses tivessem permanecido e admirar Maurício de Nassau mesmo sabendo pouco sobre ele;

– É sabermos da nossa importância na construção da história desse país, da nossa identidade cultural Do nosso passado fundiário, dos nossos engenhos de açúcar;

– Ir ao monte das Tabocas perto de Vitória de Santo Antão e passar horas imaginando como uma batalha naquele lugar “deu origem” a um lugar tão maravilhoso quanto Pernambuco;

– Dar mais importância ao Campeonato Pernambucano de Futebol do que qualquer Campeonato Nacional, pois futebol se restringe a rivalidades entre Náutico, Sport e Santa Cruz; – Ir ao Alto da Sé em Olinda apenas para ver Recife ao longe e comer tapioca;

– Ir prá Gravatá, Garanhuns… e se encher de casacos, luvas…independente do frio que esteja fazendo;

– Ficar sempre dividido entre as belezas das Praias de Porto de Galinhas e de Calhetas;

– Ouvir Alceu, Geraldinho Azevedo,mestre Dominguinhos,Chico Science, Luiz Gonzaga, Lenine e outros tantos e poder dizer “São meus conterrâneos”;

– Nos orgulharmos dos nossos grandes literatos: de João Cabral de Melo Neto, de Manuel Bandeira, de Carlos Penna Filho, de Osman Lins, de Gilvan Lemos, Raimundo Carrero, Luzilá Gonçalves, Nélson Rodrigues, Josué de Castro, Paulo Freire, Gilberto Freyre, além de Ariano Suassuna (que só fez nascer na Paraíba)…Entre tantos outros;

Considerar Reginaldo Rossi o nosso Rei;

– Achar que José Pimentel é a cara do Cristo;

– Ir pra o teatro assistir “Cinderela” com Jason Wallace e se identificar com o sotaque e as gírias usadas no espetáculo;

– Vibrar com a chegada de Joana Maranhão na final das olimpíadas, pois desde 54 que nenhuma nadadora brasileira consegue tal feito;

Freqüentar a praia de Boa Viagem em frente ao Acaiaca;

– Tomar um banho no mar de Boa Viagem mesmo com placas de advertência de tubarão em todos os lugares;

– E ir à Praia de Boa Viagem e tomar um “Caldinho Ele e Ela” p/ curar ressaca, gripe e dor de corno;

– Adorar bolo-de-rolo, sucos de pitanga, mangaba, cajá, tamarindo, graviola, manga, chupar pitomba e jaboticaba;

Saber a delícia que é um bolo de bacia com caldo de cana;

– Correr no Parque da Jaqueira e depois se empanturrar de caldo de cana na saída;

– Tomar um caldo de cana no centro da cidade;

– Tomar café da manhã (macaxeira com charque) nos Mercados da Madalena e Casa Amarela depois da noitada;

– Adorar o tempero da comida pernambucana: Buchada, Chambaril, Mão-de-Vaca, Rabada, Vaca atolada, Sururu, Caranguejo, Carne de Bode, Carne-de-Sol, Feijoada, Dobradinha, Fava…etc.

Nunca usar artigo na frente de nome próprio: nada de A Maria, ou O Recife…

– Saber o significado das palavras “pirangueiro”, “pantim”, “mangar” e “lascou”;

– Chamar Paínho e Maínha p/ visitar Voínho e Voínha;

– Falar visse no final de cada frase;

– Dizer: “É rocha !” , “É porque não dá mermo”, “Di cum força”, “digaí”, “tá ligado!?”, “oxe”, entre outras…

PENSE NUMA TERRA ARRETADA DE BOA

OBS: Se você possui o orgulho de pertencer a esta maravilhosa terra, repasse este email para outros pernambucanos!

PERNAMBUCO IMORTAL ! IMORTAL !

Prefeitura de Afogados promoveu solenidade de entrega da medalha Dom Francisco .

Dentro da programação de emancipação de Afogados da Ingazeira, a Prefeitura promoveu nesta quarta, a solenidade de entrega da medalha Dom Francisco de mérito municipal, concedida a pessoas ou instituições que tenham relevantes serviços prestados ao município.

Na relação de agraciados deste ano, o promotor Lúcio Luiz de Almeida, a defensora pública Cristina Apolinário, o coco de roda negros e negras do leitão da carapuça, a rádio Afogados FM, o agricultor e líder sindical Severino Carneiro, e o professor da antiga escola Cenecista, Severino Marques Carneiro, esses dois últimos como homenagem póstuma. A medalha foi entregue a familiares dos mesmos.

A solenidade aconteceu na câmara de vereadores do município e contou com a presença de diversas autoridades, como o Prefeito Alessandro Palmeira, vice-prefeito Daniel Valadares, Presidente da Câmara, Rubinho do São João, vereadores Raimundo Lima, Douglas eletricista, Gal Mariano, Reinaldo Lima, César Tenório e Erickson Torres. Representando a diocese de Afogados, o Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antônio e o Padre Gilvan Bezerra.

“Pra mim é muito importante estar aqui com vocês, nessa cerimônia de concessão de medalhas, honrando o nome de uma figura tão importante como Dom Francisco, que nos deixou um legado permanente de trabalho pastoral e de preocupação com os menos favorecidos,” destacou Dom Limacêdo Antônio.

O Prefeito Alessandro Palmeira destacou em sua falou sobre o simbolismo de entregar a medalha Dom Francisco no ano em que a Diocese celebra o centenário do Bispo.
“Este ano celebramos o centenário do nosso profeta do sertão, que tantos ensinamentos nos deixou, um legado de lutas e preocupações sociais que formou toda uma geração de Afogadenses, e que ainda hoje dá seus frutos. Quero parabenizar todos os homenageados desse ano, que trazem, em sua história, um legado de contribuições importantes para a história social, jurídica e cultural de Afogados,” destacou o Prefeito Sandrinho Palmeira.

Confira um breve resumo das pessoas e instituições homenageadas com a medalha Dom Francisco:

Coco de Roda Negros e Negras do Leitão da Carapuça – surgiu na década de 1920, em uma comunidade de remanescentes de quilombo, repleta de riquezas culturais e arqueológicas. Em 2023, recebeu o importante registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Rádio Afogados FM – fundada em 2015, é uma das duas emissoras de rádio existentes em Afogados, conhecida por sua forte conexão com a comunidade, tendo um papel importante na divulgação de notícias, entretenimento e cultura local.

Promotor Lúcio Luiz de Almeida – nascido em 1975, é promotor público desde 1997, tendo iniciado suas funções públicas na comarca de Tabira. Tem reconhecida atuação no MP na defesa dos interesses coletivos e difusos, com um trabalho destacado na luta pela garantia de direitos. É sócio-fundador do Rotary Club de Afogados da Ingazeira.

Defensora Pública Cristina Apolinário – bacharela em direito pela UFPE, exerceu o cargo de assessora jurídica das câmaras de vereadores de Afogados e Carnaíba, é atualmente a gerente do núcleo regional da defensoria pública em Afogados da Ingazeira e diretora, no sertão, da associação dos defensores públicos de Pernambuco.

Severino Carneiro – foi agricultor e importante liderança sindical rural, tendo sido membro fundador e diretor do Sindicato dos trabalhadores rurais de Afogados da Ingazeira, entre as décadas de 1970 e 1980

Severino Marques Carneiro – professor da antiga escola Cenecista, foi também professor da Escola Monsenhor Antônio de Pádua Santos. Foi professor e também diretor da antiga escola de artes, onde ensinou marcenaria, tornearia mecânica e solta, sempre com enorme habilidade.