Estudantes da Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Paulo Freire desenvolveram o Filtropinha, um filtro sustentável para casas de farinha, com o objetivo de reduzir a poluição causada pela manipueira, o resíduo tóxico gerado na produção de farinha de mandioca. O projeto é finalista do prêmio Solve For Tomorrow Brasil 2024, da Samsung, iniciativa que incentiva a produção científica e tecnológica de estudantes de escolas públicas.
A ideia surgiu da preocupação de solucionar problemas enfrentados nas casas de farinha do Quilombo do Caroá, em Carnaíba, no Sertão do Pajeú pernambucano. A manipueira, um líquido amarelado que contém ácido cianídrico, contamina o ecossistema e pode causar problemas de saúde, como dores de cabeça, tonturas e falta de ar. Os estudantes identificaram que os trabalhadores das casas de farinha muitas vezes desconhecem os riscos da manipueira e trabalham sem equipamentos de proteção.
O Filtropinha visa reduzir o descarte inadequado da manipueira e a poluição tóxica, promovendo a sustentabilidade e a reutilização da água utilizada na lavagem da mandioca. Segundo pesquisas da equipe, as farinheiras chegam a gastar de 15 a 20 mil litros de água por produção. Os estudantes visitaram a comunidade quilombola, explicaram a problemática do descarte da manipueira e apresentaram o filtro como uma solução, despertando o interesse dos moradores.
O filtro é composto por um modelo impresso em 3D, com camadas de algodão, papel filtro, farinha de cascas de pinha e carvão ativado, produzido a partir da queima dessas cascas. O protótipo possui uma rosca para facilitar sua implementação nas caixas d’água que armazenam a manipueira. O custo inicial do projeto é de R$ 5.
Testes realizados com o Filtropinha mostraram que a taxa de germinação de sementes chega a 80% com a manipueira tratada, enquanto a taxa cai para 20% com o líquido em seu estado natural. A manipueira tratada pode ser reutilizada para lavar as raízes da mandioca, evitando a contaminação do solo.
A terceira fase do Sistema Seriado de Avaliação (SSA 3), promovida pela Universidade de Pernambuco (UPE), encerrou-se neste domingo (24). A aplicação das provas para os 15.068 estudantes inscritos terminou com um índice de abstenção de 17,75%, o que equivale a 2.675 faltosos nos dois dias do processo seletivo.
Dois candidatos foram eliminados por descumprirem as regras do certame após seus celulares tocarem durante a realização das provas, como informou a Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos (CPCA/UPE).
Regime especial e recursos
Além das aplicações regulares, quatro candidatos realizaram as provas em regime especial: Três em hospitais no Recife e um em residência na cidade de Nazaré da Mata.
Os estudantes têm até as 23h59 da próxima terça-feira (26) para entrar com recursos contra quaisquer questões do exame. O procedimento deve ser feito por meio de formulário disponível no site oficial do processo de ingresso da UPE.
Gabaritos e classificados
Os gabaritos definitivos e os cadernos de provas do SSA 3 já estão disponíveis para consulta no site.
O listão com os classificados será divulgado até o dia 22 de janeiro de 2025. A lista dos remanejáveis, por sua vez, será publicada até o dia 29 do mesmo mês.
Processo seletivo
No segundo dia de provas, os candidatos responderam a 50 questões, distribuídas entre Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. A UPE oferta 3.620 vagas em 58 cursos de graduação, distribuídas entre 12 campi.
Do total, 1.810 vagas estão disponíveis pelo SSA e 1.810 pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação. As vagas são divididas entre o sistema universal (60%) e o sistema de ações afirmativas (40%), reservado a estudantes oriundos de escolas públicas.
De acordo com a Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos (CPCA), o curso de Terapia Ocupacional do Campus Santo Amaro é o mais concorrido do SSA, no sistema universal, com 53 candidatos por vaga.
Informações adicionais
Para mais informações, os candidatos podem entrar em contato pelos telefones (81) 3183-3660 ou 3183-3791, pelo e-mail processodeingresso@upe.br ou pelo site.
A Lei Professor Seguro busca garantir que educadores possam exercer sua função em um ambiente de respeito e proteção – FILIPE JORDÃO/SEE
Nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado deste sábado. Profissionais atuarão em GREs de diferentes regiões de Pernambuco.
O governo de Pernambuco nomeou 122 profissionais aprovados no último concurso realizado pela Secretaria de Educação e Esportes (SEE) para atuar nos cargos de analista em gestão educacional e assistente administrativo educacional. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado deste sábado (23).
Os profissionais vão atuar nas Gerências Regionais de Educação da Região Metropolitana, Caruaru, Garanhuns, Vitória, Nazaré da Mata, Palmares, Salgueiro, Afogados da Ingazeira, Araripina, Petrolina, Arcoverde, Floresta e Limoeiro.
Com as novas contratações, a gestão Raquel Lyra alcança o número de 1.382 contratações de analistas e assistentes. Desde 2023, já foram nomeados mais de 9.600 novos profissionais para diferentes setores da educação, sendo 3.565 professores.
O governo afirma que novos docentes serão nomeados no próximo dia 30 de novembro, seguido cronograma já divulgado, totalizando 4.601 professores aprovados no cadastro de reserva convocados.
“Sabemos da importância e necessidade de reforçar a Rede Pública de Ensino no nosso estado com mais profissionais qualificados. Entendemos a importância do investimento na educação para que os estudantes tenham um ambiente adequado de ensino e os profissionais encontrem um espaço digno de trabalho”, reforçou a governadora Raquel Lyra.
Deolane e Gusttavo Lima foram alvo de investigação (Foto: Arquivo)
Nesse prazo, o Ministério Público de Pernambuco deve oferecer a denúncia, arquivar o caso ou pedir novas diligências.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) tem cinco dias para decidir o futuro dos envolvidos na Operação Integrartion.
Entre eles, estão a influencer Deolane Bezerra, a mãe dela, Solange, e o cantor Gusttavo Lima.
É o que determinou a juíza Andrea C alado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife.
Nese prazo, o MPPE, segundo a magistrada, deve oferecer a denúncia, arquivar o caso ou pedir novas diligências.
A Integration investiga lavagem de dinheiro de jogos.
Deolane chegou a ser presa e Gusttavo Lima teve pedido de prisão analisado pela Justiça pernambucana.
A decisão está na área de acompanhamento processual, no site do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desde terça (19)..
A magistrada também reforçou a competência da Justiça de Pernambuco para julgar a parte do inquérito que envolve Gusttavo Lima e sua empresa Balada Eventos; assim como as empresas Vai de Bet (PIX 365 Soluções Tecnológicas) e Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos e seus sócios.
É que o MPPE tinha recomendado que o inquérito fosse encaminhado para a Comarca de Campina Grande, na Paraíba.
Lá, fica a sede da empresa de apostas Vai de Bet.
Os promotores de Justiça também disseram que faltavam indícios de que o avião vendido por Gusttavo Lima para donos de casas de apostas tenha sido utilizado para lavagem de dinheiro.
No texto da decisão, a juíza aponta que o Ministério Público protocolou um pedido para novas diligências no dia 20 de setembro e que a solicitação foi cumprida pela Polícia Civil desde 18 de outubro.
O prazo de cinco dias estipulado na decisão é “improrrogável”.
“Transcorrido o prazo in albis. Volte-me concluso para Decisão dos pedidos pendentes. Cumpra-se imediatamente”, escreveu a juíza.
O Diario de Pernambuco aguarda posicionamento do MPPE.
O conselho de sentença reconheceu as qualificadoras do motivo fútil e da impossibilidade de defesa da vítima, além da causa de aumento de pena decorrente de a vítima possuir menos de 14 anos (Foto: Reprodução/Google Street View)
O bebê Davi Lucas da Silva foi morto em junho de 2022 após ser agredido pelo companheiro da mãe.
Um homem foi condenado a 30 anos de prisão pela morte do bebê da companheira dele. O julgamento de José Fabiano dos Santos foi realizado nesta quinta-feira (7) e o Tribunal do Júri da Comarca de Ipojuca o condenou pelo homicídio qualificado de Davi Lucas da Silva, de apenas seis meses de idade.
A condenação foi feita após o Tribunal do Júri acatar a tese do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). As investigações também demonstraram que José Fabiano agrediu o bebê por desaprovar a atenção que a mãe dava ao filho e que ele esperou a mulher sair de casa para realizar as agressões.
“A vulnerabilidade da vítima amplificou ainda mais a gravidade deste crime. Um bebê é, por natureza, totalmente dependente dos adultos que o cercam. Incapaz de falar, de se defender ou de entender o que acontece ao seu redor, a criança é absolutamente indefesa. Ao assassinar essa criança, o réu não apenas cometeu um ato de violência, mas violou o mais sagrado dos deveres de quem cuida de uma vida: o dever de proteger”, ressaltou o Promotor de Justiça Rodrigo Altobello.
Entenda o caso
O bebê Davi Lucas da Silva foi morto no dia 9 de junho de 2022 após ser atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Camela, em Ipojuca, e transferido para o Hospital da Restauração, no Recife. Ele apresentava sinais de violência, como sangramento e lesões neurológicas.
A perícia do Instituto de Criminalística atestou a presença de hematomas típicos de traumas nas regiões frontal e traseira da cabeça de Davi.
As suspeitas recaíram sobre José Fabiano dos Santos, companheiro da mãe da criança. Nessa data, a mulher deixou o filho aos cuidados dele durante cerca de três horas, período em que saiu de casa com a irmã para comprar um bolo.
“Quando sua companheira retornou para casa, o réu ainda postergou o socorro da criança, falando que ela estava dormindo. Por isso, apenas depois de um tempo a mãe percebeu que o filho não reagia aos estímulos, levando-o ao hospital, sem a companhia do réu, que se negou a acompanhá-los”, complementou Rodrigo Altobello.
Assim, o conselho de sentença reconheceu as qualificadoras do motivo fútil e da impossibilidade de defesa da vítima, além da causa de aumento de pena decorrente de a vítima possuir menos de 14 anos.
O habeas corpus em favor de Gusttavo Lima impediu que ele fosse preso por decisão da 12ª Vara Criminal do Recife.
A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco, por unanimidade, manteve o habeas corpus em favor de Gusttavo Lima. Em sessão realizada nesta terça-feira (5/11), o colegiado manteve a decisão liminar que revogou mandado de prisão contra o cantor.
Em nota, a defesa de Gusttavo Lima afirmou que a decisão do tribunal “confirma que todos os contratos do artista e de suas empresas estão em conformidade com a legislação vigente”.
“Ao final deste processo, não restará nenhuma dúvida da idoneidade de Gusttavo Lima e de suas empresas em todas as negociações feitas para venda de imagem e de bens”, completa.
A prisão preventiva do cantor havia sido determinada em 23 de setembro pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife. A decisão foi tomada em meio às investigações da Operação Integrations, que apura um esquema de lavagem de dinheiro e que prendeu a influencer Deolane Bezerra.
No dia seguinte, entretanto, o desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, da 4ª Câmara Criminal do Recife, revogou o mandado de prisão por considerar que “a decretação da prisão preventiva do paciente e a imposição das demais medidas cautelares constituem meras ilações impróprias e considerações genéricas”.
Na decisão, o magistrado ainda anulou a suspensão do passaporte e do certificado de registro de arma de fogo, bem como de eventual porte de arma de fogo, e demais medidas cautelares impostas pela juíza Andrea Calado, da 12ª Vara Criminal do Recife, na decisão anterior, que fica revogada.
Ronnie Lessa (à esq.) e Élcio Queiroz (à dir.) (foto: MP/Reprodução)
O julgamento foi iniciado na quarta-feira (30/10). O Ministério Público havia pedido 84 anos de pena.
Assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados nesta quinta-feira (31), pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Ronnie Lessa foi condenado a 78 anos, 9 meses e 30 dias. Élcio, a 59 anos, 8 meses e 10 dias.
O júri entendeu que eles são culpados de três crimes: duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima), tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves (assessora de Marielle) e receptação do veículo usado no crime. Marielle e Anderson foram assassinados em 14 de março de 2018.
Ronnie e Élcio estão presos desde 12 de março de 2019. Eles fecharam acordo de delação premiada. Os acusados de serem mandantes dos crimes são os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, respectivamente, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e deputado federal. O delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro na época do crime, é acusado de ter prejudicado as investigações. Os três estão presos desde 24 de março deste ano.
Por causa do foro, há um processo paralelo no Supremo Tribunal Federal (STF) que julga os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa. Também são réus no processo o ex-policial militar Robson Calixto, ex-assessor de Domingos Brazão, que teria ajudado a se livrar da arma do crime, e o major Ronald Paulo Alves Pereira, que teria monitorado a rotina de Marielle.
A motivação do assassinato de Marielle Franco, segundo os investigadores, envolve questões fundiárias e grupos de milícia. Havia divergência entre Marielle e o grupo político do então vereador Chiquinho Brazão sobre o Projeto de Lei (PL) 174/2016, que buscava formalizar um condomínio na Zona Oeste da capital fluminense.
Segundo dia de julgamento
Antes da decisão, os promotores de Justiça e os advogados dos réus fizeram a sustentacão oral perante o júri.
Os promotores defenderam que Ronnie e Élcio mataram Marielle por dinheiro e que quiseram assassinar também Anderson e Fernanda Chaves para não deixar testemunhas. Eles sustentaram que Élcio, motorista do carro usado no crime, teve a mesma culpa nos homicídios que Ronnie, que efetuou os disparos. De acordo com os promotores, ambos sabiam que a morte de Marielle tinha sido encomendada por ela ser vereadora e em razão de suas causas políticas.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) disse que eles não se arrependeram e só fecharam acordo de delação premiada porque sabiam que seriam condenados. E que a condenação dos dois não foi pedida apenas por causa da delação, mas porque há provas contundentes contra eles.
Na apresentação, o MPRJ mostrou que Ronnie Lessa começou a se preparar desde o ano anterior, ao fazer buscas sobre a arma usada no crime, sobre como não ter sua movimentação rastreada e sobre a vida de Marielle. Segundo as investigações, Élcio também teria feito buscas sobre políticos aliados da vereadora.
Os promotores afirmaram que, apesar do acordo de delação, eles passarão bastante tempo na cadeia. A defensora pública Daniele Silva, que atuou como assistente de acusação, destacou o lado racial do crime, uma vez que Marielle era uma mulher negra que incomodou e “mexeu com as estruturas”. Já o MPRJ salientou que, apesar de o júri ser formado por sete homens brancos, e não ter nenhuma mulher negra, bastava o jurado ser uma “pessoa com valores dentro de si”.
Defesas
A defesa de Ronnie Lessa disse que, sem a confissão e a colaboração de seu cliente, seria difícil condená-lo apenas com as outras provas. Segundo o advogado Saulo Carvalho, ele colaborou porque quis e não por se sentir “encurralado”. Ele pediu a condenação de seu cliente, “mas que fosse justa, no limite da culpabilidade dele”, negando a qualificação de motivo torpe e por motivos políticos. Tampouco que o crime tenha sido um assassinato que dificultou a defesa das vítimas, apesar de reconhecer que foi uma emboscada. Além disso, disse que a intenção de Lessa era apenas matar a vereadora e não outros passageiros do carro dela.
A defesa de Élcio Queiroz também pediu uma condenação dentro dos limites da culpabilidade e disse que ele participou do crime, mas não conhecia Marielle nem tinha motivos para matá-la. A advogada Ana Paula Cordeiro afirmou que Élcio participou de uma emboscada, mas que a defesa da vítima não foi dificultada. Além disso, Élcio não sabia que Lessa mataria Anderson nem que acertaria Fernanda, porque acreditava que seu parceiro era um “exímio atirador”.
No período da tarde, o Ministério Público fez uso do direito à réplica e reforçou os argumentos para a condenação dos réus por cerca de duas horas. A defesa de Ronnie e de Élcio teve direito à tréplica e usou cerca de 10 minutos das duas horas a que tinha direito.
Paulo Cupertino é acusado de matar ator Rafael Miguel (Reprodução/Polícia Civil)
Primeiro julgamento do réu, que é acusado de matar o ator Rafael Miguel e os pais dele, foi anulado após demissão de advogado no plenário.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) remarcou para o dia 20 de março de 2025 o júri de Paulo Cupertino, que é acusado pelo assassinato do ator Rafael Miguel e dos pais deles. O crime aconteceu em junho de 2019.
O réu, que está preso preventivamente desde 2022, deveria ter sido submetido a júri popular no início deste mês. Algumas testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário, mas o julgamento acabou anulado após Paulo Cupertino demitir seu advogado de defesa.
Nesta quarta-feira (30), o juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da Comarca de São Paulo, estabeleceu a data do novo júri popular. A decisão foi obtida pelo Diario de Pernambuco.
Para a ocasião, o magistrado reservou o plenário número 10, o maior do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista. O local já foi palco de julgamento de outros casos de repercussão, como Gil Rugai, Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga.
O caso
Conhecido por atuar na novela Chiquititas e por estrelar comerciais de TV, Rafael Miguel tinha 22 anos, namorava com a filha de Paulo Cupertino e foi assassinado a tiros na frente da casa do réu, em Pedreira, Zona Sul de São Paulo.
Pais do ator, João Alcisio Miguel, de 52, e Miriam Selma Miguel, de 50, também foram mortos na ocasião. Segundo a investigações, eles teriam ido ao local para conversar com Paulo Cupertino, que era contrário ao namoro da filha.
Na denúncia, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirma que Cupertino disparou 13 vezes contra as vítimas. Ele foi acusado de triplo homicídio qualificado.
O acusado ficou mais de dois anos foragido até ser capturado em um hotel na mesma região do crime. Ele alega inocência.
Ministério Público pedirá 84 anos de prisão para ex-sargento da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-policial Élcio Queiroz, assassinos de Marielle Franco – MP / reprodução
Ex-policiais serão julgados pela morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro.
O ex-sargento da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-policial Élcio Queiroz, que foi expulso da corporação, vão a julgamento, a partir das 9h desta quarta-feira (30), pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro. Pelos crimes de morte, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual, vai atuará na acusação, vai pedir ao Conselho de Sentença do IV Tribunal do Júri a condenação máxima, que pode chegar a 84 anos de prisão.
Os dois foram denunciados à Justiça pelos crimes de duplo homicídio triplamente qualificado, um homicídio tentado, e receptação do carro Cobalt usado no dia do crime. Ronnie e Élcio foram presos na Operação Lume, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, um ano após o crime, em março de 2019.
Para o Tribunal do Júri, foram selecionadas 21 pessoas comuns da sociedade. Deste grupo, sete serão sorteadas na hora para compor, de fato, o júri popular.
Durante os dias de julgamento, os jurados ficam incomunicáveis e dormem em dependências restritas do Tribunal de Justiça do Rio. Para o julgamento, o Ministério Público do Rio de Janeiro pretende ouvir sete testemunhas. A acusação contará com depoimento da única sobrevivente do atentado, a jornalista Fernanda Chaves, que estava no carro com a vereadora e o motorista, além de parentes das vítimas e dois policiais civis.
O processo que levou à prisão de Lessa e Queiroz tem 13.680 folhas, 68 volumes e 58 anexos. Os denunciados serão ouvidos por videoconferência. Ronnie está preso no Complexo Penitenciário de Tremembé, em São Paulo, e Élcio, no Complexo da Papuda, presídio federal em Brasília.
Depoimentos
O gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou nesta terça-feira (29) a fase de depoimentos dos cinco réus na ação penal que trata do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.
Com o encerramento das oitivas, que foram conduzidas pelo desembargador Airton Vieira, auxiliar de Moraes, a fase de instrução oral foi encerrada. A partir de agora, as defesas e a acusação terão prazo de cinco dias para requererem as diligências que acharem pertinentes para o andamento do processo.
Os depoimentos dos réus começaram no dia 21 deste mês. Em setembro, foram ouvidas as testemunhas arroladas pelas defesas dos acusados e pela acusação, que foi feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Major Ronald
O último depoimento no processo foi realizado nesta terça-feira (29). O major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula negou ter realizado trabalho de monitoramento da rotina de Marielle Franco antes do assassinato da vereadora.
O militar está preso no presídio federal de Brasília e prestou depoimento na condição de réu na ação penal.
Perguntado pelo juiz que conduziu a audiência sobre sua participação no crime, Ronald disse que não conhecia a vereadora, nem realizou o monitoramento da rotina dela.
“Com todo respeito à família, eu nunca tinha ouvido falar o nome de Marielle”, afirmou.
Ele também negou ter ligação com o crime e afirmou que passou o dia do assassinato em um curso de formação da PM.
“Sou inocente de todas as acusações que me foram impostas”, completou.
Acusados
Além de Ronald, são réus no processo o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, irmão de Chiquinho, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa e Robson Calixto, ex-assessor de Domingos.
Todos respondem pelos crimes de homicídio e organização criminosa e estão presos por determinação de Alexandre de Moraes, relator do caso.
Nos depoimentos prestados durante a instrução, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa negaram participação no assassinato.
De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.
Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão atuaram como os mandantes do crime.
Maria Helena de Souza também afirmou que não receberá o filho, apelidado de Maníaco do Parque, em sua casa caso ele seja solto em 2028.
Aos 77 anos, Maria Helena de Souza Pereira, mãe de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, não acredita que o filho esteja preparado para a liberdade. Tanto que ela não o receberá em casa caso ele seja solto em 2028.
“Ele vai completar 30 anos na cadeia. Faz dez que não o visito. Nem sei se está pronto para sair. Acho que não. O ideal seria que ele fosse morar em Portugal, onde há uma mulher interessada nele”, disse Maria Helena, em entrevista publicada pelo O Globo em agosto deste ano.
Apesar de ter sido condenado a 280 anos de prisão, Francisco de Assis Pereira deverá ser libertado daqui a quatro anos devido à legislação da época, que limitava o tempo de cumprimento de pena a 30 anos. Atualmente, o tempo máximo que uma pessoa pode ficar presa é 40 anos.
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