Homem que matou apoiadores de Lula é condenado a 51 anos de prisão.

Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão
Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão – Foto: Reprodução/Internet

Crime foi no Paraná após anúncio do resultado do pleito de 2022.

Tribunal do Júri de Iporã, no Paraná, condenou um homem acusado de matar duas pessoas durante uma discussão provocada pelo anúncio do resultado das eleições presidenciais de 2022.

Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado na terça-feira (16).

O crime ocorreu no município paranaense de Cafezal do Sul, na noite de 30 de outubro de 2022, após a Justiça Eleitoral anunciar a vitória do então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Apoiadoras de Lula, as duas vítimas foram atingidas por tiros disparados por Eric, que estava descontente com a derrota de Jair Bolsonaro, que disputava a reeleição. Segundo o Ministério Público, o crime teve motivação política. O acusado tinha certificado de colecionador, atiradores e caçadores (CAC).

Eric Hiromi foi condenado por dois crimes de homicídio qualificado. Ele já está preso e não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Pedido de perdão
Durante o julgamento, o acusado confessou os crimes e pediu perdão aos familiares das vítimas.

“Eu sei que errei e que mereço ser condenado. Me lembro de pouquíssimas coisas daquele dia. Há um tempo atrás, eu me arrependi de não ter conseguido tirar minha vida naquele dia. Eu aceito, por conta de todo o meu arrependimento, passar por toda cadeia que tenho que passar”, afirmou.

Por Agência Brasil

PGR vê “elo relevante” entre Roberto Jefferson e 8 de janeiro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet
O procurador-geral da República, Paulo Gonet – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Conclusão está em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta sexta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação envolvendo o ex-deputado Roberto Jefferson pode ter “elo relevante” com os atos golpistas de 8 de janeiro.

A conclusão está no parecer enviado ao ministro Alexandre de Moraes em que o procurador se manifesta contrariamente ao pedido da defesa de Jefferson para retirar do Supremo o processo a que o ex-parlamentar responde por ataques às instituições.

Ao defender que o processo continue em tramitação na Corte, Gonet disse que as acusações contra Jefferson estão relacionadas com os crimes cometidos durante o 8 de janeiro, que também estão em andamento na Corte.

Em 2022, Jefferson virou réu no STF sob a acusação de incentivar a invasão do Senado e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Os fatos imputados ao réu Roberto Jefferson podem ser vistos como elo relevante nessa engrenagem que resultou nos atos violentos de 8 de janeiro de 2023. Essa perspectiva se fortalece na consideração de que se atribui ao réu, além de haver utilizado parte da estrutura partidária financiada pelo erário para fragilizar as instituições da República, ter formulado publicamente túrpidos ataques verbais contra instituições centrais da República democrática, num esforço que a visão deste momento permite situar como estratégia dirigida a fomentar movimento de rompimento condenável da ordem política”, escreveu o procurador.

No ano passado, às vésperas das eleições, Roberto Jefferson foi preso após publicar um vídeo na internet no qual ofendeu a ministra Cármen Lúcia com palavras de baixo calão.

Durante o cumprimento do mandado de prisão pela Polícia Federal, o ex-deputado deu tiros de fuzil e lançou granadas contra os policiais que foram ao local. Em função do episódio, ele foi indiciado por quatro tentativas de homicídio e virou réu na Justiça Federal.

Por Agência Brasil.

Web resgata vídeo com boneco de Alexandre de Moraes enforcado.

O momento foi flagrado em uma cidade no Paraná, em 2021. Nesta semana, ministro do STF revelou que havia um plano para executá-lo.
Vídeo com representação de Alexandre de Moraes sendo enforcado foi publicado em 2021 (fotos: Reprodução/X e José Cruz/Agência Brasil )
Vídeo com representação de Alexandre de Moraes sendo enforcado foi publicado em 2021 (fotos: Reprodução/X e José Cruz/Agência Brasil )

Um vídeo que mostra um boneco representando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes enforcado viralizou nas redes sociais. As imagens, feitas pelo fotógrafo Eduardo Matysiak em 7 de setembro de 2021, durante manifestações, voltaram à tona após o magistrado revelar que as investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro indicam que alguns bolsonaristas planejavam levá-lo à força.

No vídeo, o boneco careca veste trajes semelhantes à toga usada pelos ministros do STF, pendurado na garupa de um caminhão. O registro foi feito na cidade de Guarapuava, no Paraná. A cena ainda continha uma placa com os dizeres “Aqui jaz a Justiça”.

A imagem também permite visualizar a placa do veículo, AXY 1760, e a inscrição “Fazenda Santa Cruz”. A página do Instagram do local revela que a propriedade é de criação de cavalos. O resgate das imagens levou diversos internautas ao perfil, que manifestaram sua insatisfação. “Em breve Xandão vai aí fazer uma visita! Agora é só aguardar”, escreveu um homem. “Como diz aquele velho ditado da língua portuguesa: O CASTIGO VEM A CAVALO”, ironizou outro. A última publicação foi feita em junho de 2023.

Na quinta-feira (04), o ministro Alexandre de Moraes contou, em entrevista ao jornal “O Globo”, que existiam planos para enforcá-lo após os atos golpistas de 8 de janeiro.

“Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais (do Exército) me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição”, afirmou o ministro.

Confira as informações no Estado de Minas.