Com mais de 6 milhões de casos prováveis de dengue, Ministério da Saúde intensifica campanha nacional contra arboviroses

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Foto: Neuzeee/Pixabay

Em Pernambuco já foram registrados 30.267 casos prováveis de dengue

O Ministério da Saúde lançou a segunda fase da campanha nacional de conscientização e mobilização para o controle da dengue, zika e chikungunya. Nesta etapa, o foco está na identificação dos sintomas dessas doenças. O objetivo é incentivar a população a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao perceber sinais como manchas vermelhas no corpo, febre, dores de cabeça e dores atrás dos olhos.

Segundo o Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), já foram registrados 30.267 casos prováveis de dengue (casos em investigação e confirmados) em Pernambuco. Em âmbito nacional, são 6,5 milhões de casos prováveis de arboviroses.

A nova fase da campanha se estenderá até o dia 28 de dezembro.

A iniciativa reforça a vigilância e a prevenção das arboviroses, especialmente durante o período chuvoso, considerado o mais crítico para a disseminação dessas doenças.

De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o governo está intensificando esforços para reduzir casos e óbitos. “Estamos unindo esforços para proteger a população durante o período mais crítico. Diagnóstico precoce, prevenção e assistência médica são nossas prioridades”, destacou a ministra.

A primeira etapa da campanha, lançada em 18 de outubro, enfatizou a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Além das ações de conscientização, o Ministério da Saúde também destaca a vacinação contra a dengue como uma estratégia preventiva. Contudo, a ampliação da oferta de doses ainda depende do fornecimento pelos fabricantes.

Plano Nacional

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Covid-19: já são mais de 5,4 mil mortes em 2024

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 2024, foram notificados 5.489 óbitos por Covid-19, segundo o mais recente informe da Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde. Sendo assim, os dados da doença seguem em patamar baixo na semana epidemiológica (SE) 46, inseridos no sistema até 16 de outubro.

O informe aponta, ainda, que a Covid-19 segue com valores relativamente baixos em comparação com o histórico. Porém, como nos anos anteriores foi observado aumento de casos no período próximo à virada do ano, o Ministério ressalta a importância de ter a vacinação em dia.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que apesar da melhoria no cenário epidemiológico da Covid-19 é importante manter as medidas de prevenção, especialmente a vacinação.

“A Covid-19 não tem uma tendência sazonal clara, como outros vírus respiratórios. Então a gente não sabe exatamente quando que vai surgir uma nova onda do vírus, é importante que todas as pessoas dos grupos de risco estejam preparadas para quando isso acontecer. É importante que todas as pessoas do grupo elegível verifiquem suas carteiras de vacinação e vejam se estão em dia com a vacina contra a Covid-19. Se não estiver em dia, é importante buscar um posto de saúde para se vacinar contra o vírus”, pontua Portella.

O levantamento do Ministério da Saúde sobre a Covid-19 tem como base os dados inseridos no sistema até 16 de outubro. Os dados apontam que na última semana epidemiológica (SE 46) foram registrados 13 óbitos no país, uma redução de 16,66% na média móvel de óbitos em comparação com a SE 45.

Segundo o Informe, houve instabilidade no sistema nas últimas semanas e há casos represados que estão sendo informados com atraso na semana atual. Para a semana de referência, os estados BA, GO, MS, PI, RO, RR e SP não atualizaram os dados.

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

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Saúde anuncia acordo para garantir abastecimento de insulina no SUS

Canetas para aplicação de insulina,exame da curva glicêmica
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
Acordo define entrega de 93% do volume contratado até dezembro

O Ministério da Saúde anunciou um acordo para antecipar a entrega de uma remessa de 1,8 milhão de unidades de insulina até o fim dezembro. Em nota, a pasta informou que a estratégia garante o abastecimento no Sistema único de Saúde (SUS). “O reforço dos estoques permite a continuidade do tratamento de todos os pacientes atendidos pela rede pública de saúde”.

Segundo o comunicado, o acordo com a Novo Nordisk, fabricante de canetas de insulina, define a entrega de 93% do volume contratado até dezembro – a previsão inicial era disponibilizar apenas 50% ainda este ano. Segundo o ministério, a produção da empresa no Brasil é responsável por 15% de todo o fornecimento mundial do insumo.

“A insulina a ser entregue pela Novo Nordisk é produzida em planta localizada em Montes Claros (MG), reconhecida como a maior fábrica de insulinas do Brasil e da América Latina, com cerca de dois mil funcionários”, destacou a pasta.

Oferta ininterrupta

No comunicado, o Ministério da Saúde informa manter aquisições regulares para oferta de insulina no SUS, “garantindo o abastecimento ininterrupto do medicamento”.

Até outubro deste ano, foram distribuídas 49,9 milhões de unidades de insulinas NPH e 10,7 milhões de insulina regular (frascos e canetas) para todo o país, atendendo a demanda de estados e municípios.

“Atualmente, há uma situação mundial de restrição da oferta de insulina. O Ministério da Saúde atuou para que essa situação fosse superada”, concluiu.

A orientação é que qualquer pessoa com indicação de uso de insulina e dificuldade para acessar o medicamento em farmácias privadas, inclusive por meio do programa Farmácia Popular, procure uma unidade básica de saúde (UBS) para solicitar a medicação.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Inovação em saúde: especialistas apontam caminhos durante evento no Real Hospital Português.

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

Em seu primeiro ano, Inova Real debateu as tendências e os desafios da inovação no setor de saúde.

O Real Hospital Português foi palco, neste sábado (23), do Inova Real, evento que promoveu debates sobre inovação nos setores da saúde e tecnologia. Com dois espaços simultâneos — um palco principal e uma arena silenciosa —, o encontro trouxe grandes nomes para compartilhar experiências e ideias transformadoras, reafirmando o papel de Pernambuco como polo de desenvolvimento no Brasil.

Quem deu as boas-vindas ao público foi o CEO do RHP, Vaninho Antônio, que destacou a visão do hospital para o futuro da saúde na região. “Queremos que o Real Hospital Português se torne um hub de inovação de todo o norte/nordeste para a saúde”. É desta forma que o hospital busca se posicionar como um centro de referência, promovendo parcerias e iniciativas que impactem diretamente o setor da saúde e a tecnologia.

O Secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Daniel Almeida Filho, destacou o potencial brasileiro em inovação na saúde: “Nós somos o maior país do mundo com sistema universal de saúde (o SUS) e temos uma capacidade enorme de desenvolver tecnologia na área da saúde. Por isso, precisamos ser o exemplo para o mundo. Afinal, a tendência do mundo é ter sistema de saúde universal e nós já começamos na frente”, ressaltou.

A relevância da inovação para manter empresas centenárias na liderança de seus setores foi o ponto central da fala de Fabrício Campolina, presidente da Johnson & Johnson Medtech. Ele trouxe um dado revelador: “Há 30 anos, as maiores empresas dos EUA tinham em média 32 anos. Nos dias de hoje, essa idade média caiu para 21 anos. Isso mostra a velocidade que a disrupção tem mudado quais são as empresas mais relevantes do mercado.” Campolina destacou que a inovação é o principal fator que permite a instituições como o Real Hospital Português, com 169 anos, e a Johnson & Johnson, com 136 anos, continuarem relevantes: “A inovação é o elixir da juventude das empresas. Por isso, um momento como esse é tão importante.”

Representando o prefeito João Campos na abertura do evento, a secretária de saúde do Recife, Luciana Albuquerque, destacou como a pandemia forçou a reinvenção dos serviços de saúde na capital. Ela mencionou o lançamento do Conecta Recife, aplicativo com mais de 1,4 milhão de downloads, que hoje oferece mais de 800 serviços, sendo uma referência nacional em tecnologia aplicada à saúde.

Ainda sobre o cenário local, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, Rafael Figueiredo, enfatizou a força do turismo médico na cidade: “Hoje, em Recife, o segundo maior turismo é o turismo médico.” Ele também destacou a moeda Capiba, inovação que incentiva ações positivas na cidade, trazendo resultados surpreendentes, como o aumento de doações de sangue e maior acesso ao programa Academia da Cidade.

Quem também palestrou no evento foi a diretora de Avanço Tecnológico da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Teresa Maciel, que destacou as oportunidades governamentais em inovação e tecnologia para um futuro digital. Durante sua fala, Teresa destacou o papel crescente do governo em fomentar o setor. “Cada dia aparecem mais oportunidades em termos de avanço tecnológico”.

Com discussões que cruzaram as fronteiras entre saúde, tecnologia e empreendedorismo, o Inova Real foi uma demonstração prática de como a inovação é a chave para transformar desafios em oportunidades. O evento reafirma o compromisso do Real Hospital Português em liderar mudanças que impactem positivamente a sociedade, sempre com um olhar no futuro.

Além das palestras, o evento contou com uma feira de negócios, que apresentou soluções tecnológicas e oportunidades de parcerias. Entre os destaques, o Sebrae trouxe oito startups voltadas para o mercado de saúde, enquanto o Centro de Informática (CIN) da UFPE apresentou seu projeto CIN Softex, com iniciativas em robótica e inteligência artificial. Também marcaram presença empresas inovadoras como a Pickcells, a Primal e a FLK, ampliando as possibilidades de colaboração e inovação.

Por: Diario de Pernambuco

Governo de Pernambuco inicia mutirão para realização de mil procedimentos cirúrgicos.

Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE
Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE – SES/Divulgação

Iniciativa tem o objetivo de reduzir as filas e o tempo de espera por cirurgias eletivas de média e alta complexidade em Pernambuco.

Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE, com abrangência em várias regiões do Estado. A iniciativa acontece através da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e vai oferecer mil procedimentos cirúrgicos em diversas especialidades.

O mutirão tem o objetivo de reduzir as filas e o tempo de espera por cirurgias eletivas de média e alta complexidade no Estado e vai realizar procedimentos como o de vesícula, hérnias, laqueadura, vasectomia, cirurgias de joelho e intervenções para retirada de útero e miomas e cirurgias dermatológicas.

As cirurgias serão realizadas nos hospitais credenciados da Rede Complementar, hospitais geridos por Organizações Sociais de Saúde (OSS) e em alguns hospitais regionais, presentes em todas as Gerências Regionais de Saúde (Geres) do Estado.

A marcação dos procedimentos será feita por meio da Secretaria de Regulação, através da Central de Marcação de Consultas e Exames (CMCE), que organiza a distribuição das cirurgias conforme a necessidade de cada paciente e a disponibilidade de recursos.

“Estamos trabalhando para alcançar uma maior redução no tempo de espera por cirurgias no nosso Estado, uma das demandas mais necessitadas da população. Vamos conseguir realizar mil procedimentos neste mutirão, um passo importante para a saúde das pessoas que estão precisando”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Perspectiva de procedimentos

Para 2024, a SES-PE prevê a realização de mais de 19 mil procedimentos cirúrgicos, em 26 unidades geridas pelo Estado, além de mais de 27 mil em 58 municípios que aderiram ao Programa Nacional de Redução de Filas.

Por: JC

Jogos de azar são problema de saúde para jovens e adultos no mundo

Os jogos de azar são um problema de saúde pública, alerta um artigo recém-publicado pela comissão de saúde pública do Lancet Public Health, integrada por cientistas de vários países e instituições. O artigo chama a atenção para a rápida expansão desses jogos, ressaltando que eles causam mais prejuízos do que se pensava e que pouco tem sido feito para mitigar seus danos.

Jogos de azar, incluindo cassinos e apostas online, estão associados a uma série de prejuízos não só para o indivíduo, mas também para as famílias e a sociedade. Além das perdas financeiras, eles podem prejudicar o trabalho, as relações interpessoais, ter efeitos na saúde e até levar a crimes. Para piorar, os jogos online são cada vez mais acessíveis por meio de aplicativos de celulares ou sites no computador, sem a necessidade do deslocamento físico a uma casa de jogos ou apostas.

“Quando se instala um padrão de dependência, há diversos impactos no funcionamento psicossocial e na saúde física e mental. Indivíduos com o transtorno de jogo [jogo patológico] podem colocar em risco relacionamentos importantes com familiares ou amigos, levando até a violência doméstica ou a ruptura familiar em alguns casos”, diz o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo a revisão publicada no Lancet, conduzida por pesquisadores de vários países, 46,2% dos adultos e 17,9% dos adolescentes no mundo participaram de algum tipo de jogo de aposta no ano anterior, sendo que 10,3% dos adolescentes jogaram online. Estima-se que esses jogos cheguem a 15,8% dos adultos e a um em cada quatro (26,4%) adolescentes que jogam na internet.

A análise também aponta que 8,9% adultos e 16,3% adolescentes fazem apostas esportivas. Esses números equivalem a 448,7 milhões de adultos jogando. Desses, 80 milhões apresentam problemas.

Abril Azul é o mês de conscientização sobre o autismo.

O autismo é uma causa que todos nós devemos ter conhecimento.

A lei de número 14/626/23 estende o direito ao atendimento prioritário para pessoas com transtorno do espetro autista ou mobilidade reduzida e para doadores de sangue. Só precisa que os profissionais da saúde tenham conhecimento dessa lei e de fato dê prioridades a essas pessoas.

Infelizmente ainda nos deparamos com funcionários que desconhecem as leis e não tratam as pessoas com autismo como de fato elas merecem e devem serem tratadas. Por isso todas as mães atípicas tem toda razão de reclamar quando são tratadas como pessoas diferentes.

São mães iguais a qualquer uma outra mãe, sendo que são acobertadas por a lei 14/626/ De 19/07/2023 que dá o direito prioritário no atendimento de seus filhos.

Em se tratando da cidade de Afogados da Ingazeira, existe uma lei municipal aprovada pela câmara de vereadores, projeto de lei apresentado pelo vereador Edson Henrique, que junto com a lei federal fica mais forte esse direito prioritário aos atendimentos as pessoas com autismo. Vale salientar que ainda deixa a desejar tais atendimentos nos orgãos públicos.

Fica aqui o alerta e o pedido para que as leis sejam cumpridas, sem que seja preciso a justiça ser acionada para que as leis sejam de fato aplicadas.

Lembre-se que hoje você trata mal uma mãe atípica, amanhã pode acontecer bem perto de você. Então, você profissional da saúde, dê, a todas as pessoas, o mesmo tratamento que você gostaria de receber. E saiba também diferenciar o que é prioridade e o que é preferencial.

Façam valer a Lei 14/626/De 19/07/2023.

Vamos todos abraçar essa causa. É sábado na frente da nossa catedral do senhor Bom Jesus dos remédios.

 

Nova lei que protege crianças também é forma de combater violência contra mulher, avalia especialista.

Mais de 69% das vítimas de abuso sexual em Pernambuco, em 2023, tinham menos de 18 anos de idade
Mais de 69% das vítimas de abuso sexual em Pernambuco, em 2023, tinham menos de 18 anos de idade – ELZA FIUZA/EBC

Alterações, sancionadas na última semana, preveem olhar mais atento e punição rígida aos crimes sexuais contra menores de 18 anos.

A nova legislação que torna mais rígidas as punições para quem pratica violência contra crianças e adolescentes, sancionada pelo presidente Lula na última semana, também é uma forma de combater a violência contra a mulher. A avaliação é da advogada e professora de direito Isabela Lessa.

A Lei 14.811/2024, que inclui no Código Penal os delitos de bullying e cyberbullying, também considera como hediondos vários crimes contra menores de 18 anos, como o agenciamento, recrutamento, intermediação ou coação para registros ou gravações pornográficas; exibição ou transmissão digital de pornografia infantil; tráfico de pessoas e sequestro e cárcere privado.

Isabela Lessa afirma que a nova lei trará gerações mais conscientes sobre seus direitos.

A gente pode ter uma nova geração que saiba que o corpo não é algo público, não é objeto, que não pode ser tocado de maneira inadequada. Isso é importante demais porque esse tipo de crime, muitas vezes, é cometido por quem tem a confiança da família ou faz parte dela”, disse a especialista, que também é coordenadora do curso de direito da Faculdade Nova Roma.

COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Na opinião de Isabela Lessa, a nova legislação é uma forma também de combater a violência contra a mulher.

“As estatísticas demonstram que, quando a gente trata sobre abuso sexual, temos um recorte claro de gênero, e as vítimas preferencialmente são as meninas”, comentou.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), 2.777 casos de abuso sexual foram registrados em Pernambuco no ano de 2023. Mais de 87% das vítimas foram do sexo feminino.

Além disso, do total de casos registrados no Estado, 69,32% das vítimas tinham menos de 18 anos. Importante reforçar que esse tipo de crime ainda tem forte subnotificação.

Para a advogada, a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente, prevista na nova lei, será essencial para o enfrentamento dessa realidade.

“Com a nova política, estamos trazendo mais educação, uma necessidade de articulação das comunidades, da família. A necessidade efetiva de que as organizações da sociedade civil e os poderes públicos comecem a debater e sensibilizar”, ressaltou.

CERTIDÃO DE ANTECEDENTES CRIMINAIS É OUTRO PONTO POSITIVO.

A professora de direito salientou outro ponto importante da nova legislação: o novo texto inserido no Estatuto da Criança e do Adolescente traz a exigência da certidão de antecedentes criminais (atualizada a cada seis meses) de todos os colaboradores de instituições sociais públicas ou privadas que trabalhem com crianças e adolescentes e que recebam recursos públicos.

As escolas públicas ou privadas também deverão ter fichas cadastrais e certidões de antecedentes criminais atualizadas de seus colaboradores, independente de receberem ou não recursos públicos. “É uma forma de proteger ainda mais as crianças e adolescentes. Mas para que isso seja efetivo, precisamos estimular a notificação desses crimes.”

De acordo com Isabela, a exigência de certidão de antecedentes criminais também pede uma nova postura do poder público.

“Muitas vezes a vítima e a família têm vergonha de expor o ocorrido, não se sentem acolhidas ao fazer a denúncia, no processo de escuta. Essa mudança na lei vai exigir uma preparação do poder público. Quando a gente tiver um estímulo social às denúncias e uma melhor educação sexual, fazendo com que as crianças e adolescentes tenham mais consciência sobre limites do corpo e consentimento, estaremos, de fato, progredindo no combate à violência contra os seres humanos mais vulneráveis.”

Por: JC

Homem que matou apoiadores de Lula é condenado a 51 anos de prisão.

Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão
Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão – Foto: Reprodução/Internet

Crime foi no Paraná após anúncio do resultado do pleito de 2022.

Tribunal do Júri de Iporã, no Paraná, condenou um homem acusado de matar duas pessoas durante uma discussão provocada pelo anúncio do resultado das eleições presidenciais de 2022.

Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado na terça-feira (16).

O crime ocorreu no município paranaense de Cafezal do Sul, na noite de 30 de outubro de 2022, após a Justiça Eleitoral anunciar a vitória do então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Apoiadoras de Lula, as duas vítimas foram atingidas por tiros disparados por Eric, que estava descontente com a derrota de Jair Bolsonaro, que disputava a reeleição. Segundo o Ministério Público, o crime teve motivação política. O acusado tinha certificado de colecionador, atiradores e caçadores (CAC).

Eric Hiromi foi condenado por dois crimes de homicídio qualificado. Ele já está preso e não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Pedido de perdão
Durante o julgamento, o acusado confessou os crimes e pediu perdão aos familiares das vítimas.

“Eu sei que errei e que mereço ser condenado. Me lembro de pouquíssimas coisas daquele dia. Há um tempo atrás, eu me arrependi de não ter conseguido tirar minha vida naquele dia. Eu aceito, por conta de todo o meu arrependimento, passar por toda cadeia que tenho que passar”, afirmou.

Por Agência Brasil

Pacheco defende reforma no Código Penal: “Medidas mais rígidas”

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que vai buscar chamar para si a responsabilidade de fazer uma reforma no Código Penal brasileiro (foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que vai buscar chamar para si a responsabilidade de fazer uma reforma no Código Penal brasileiro (foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Presidente do Senado afirmou que vai chamar para si a responsabilidade de trabalhar por uma reestruturação da legislação penal do país, em busca de leis mais seguras, claras e que diminuam a impunidade.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou, nesta sexta-feira (19), que vai chamar para si a responsabilidade de fazer uma reforma no Código Penal brasileiro, com o objetivo de modificar a legislação, de forma que diminua os índices de criminalidade no país. O senador declarou, durante O Brazil Economic Forum, realizado pelo Grupo Lide — Líderes Empresariais —, em Zurique, na Suíça, que essa discussão será pautada ao longo deste ano.

“No Congresso Nacional, o que vamos buscar fazer ao longo deste ano, é a avocação para a presidência do Senado, da reforma do Código Penal. Nós vamos cuidar de ter uma legislação mais clara, mais segura, mais óbvia, mais fácil de ser aplicada. Nós não podemos ter legislações frágeis”, disse Pacheco.

Segundo a avaliação do presidente da Casa Alta, o problema da insegurança no país não está na falta de legislação, mas sim na dificuldade de fazer cumprir o que diz a lei, o que acaba desencadeando a impunidade. “Há pena, mas há também, por vezes, uma dificuldade que advém da própria lei e da aplicação dela no Poder Judiciário, que gera aquilo que é a base de uma sociedade desorganizada, que é a impunidade”, ressaltou.

“Para além da discussão puramente técnica, filosófica, estrutural e empírica dessas questões relativas ao Direito Penal e à segurança pública, temos que reconhecer que estamos vivendo um estado de excepcionalidade, absoluta insegurança, e precisamos ter medidas mais duras, mais rígidas em relação a isso”, completou o senador.

O presidente do Congresso Nacional voltou a falar sobre as “saidinhas” temporárias — benefício previsto na Lei de Execução Penal concedido aos presos em regime semiaberto, que não tenham cometido crime hediondo, visando a ressocialização —, relembrando o caso do policial militar de Minas Gerais Roger Dias da Cunha, 29 anos, morto após ser baleado na cabeça por um preso que estava no chamado saidão de Natal. Pacheco defendeu que esse direito não pode ser aplicado a todos e precisa ser “melhor disciplinado”.

“Parte desses que estão de saída temporária, um benefício que era para ressocializar, estão cometendo novos crimes e crimes como esse que tiram a vida de um pai de família. Então essa lógica nós temos que ter muita responsabilidade de ter e de equilibrar as coisas. Eu acredito muito que a gente é capaz de equilibrar em um esforço coletivo do Executivo, do Judiciário e do Legislativo”, reforçou. “A segurança pública no Brasil tornou-se um tema muito sensível e que é muito importante nós enfrentarmos com qualidade”, avaliou Pacheco.

Confira as informações no Correio Braziliense.