Movimento em prol de pessoas autistas se mobiliza contra votação do STJ no Recife.

A manifestação aconteceu no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na rua do Imperador, no Recife
A manifestação aconteceu no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na rua do Imperador, no Recife – Cortesia

Decisão marcada para o dia 5 de junho pode impactar diretamente o acesso a terapias para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Autistas, familiares e profissionais de saúde se reuniram na manhã desta sexta-feira (30) em frente à sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na rua do Imperador, no Recife, em protesto contra a possibilidade de restrição no acesso a terapias e tratamentos para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O ato faz parte de uma mobilização nacional que busca impedir que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprove o tema 1.295, que trata da cobertura de tratamentos pelos planos de saúde.

Entre os manifestantes estava Polly Fittipaldi, idealizadora, fundadora e coordenadora geral do Mobiliza-TEAPE — movimento que organizou a manifestação. Segundo ela, cerca de 200 pessoas participaram do ato ao longo da manhã.

O que será julgado no tema 1.295 do STJ

O tema 1.295 do STJ discute se os planos de saúde são obrigados ou não a custear tratamentos que não estejam previstos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mesmo que haja prescrição médica.

A mobilização nacional chama essa discussão de “rol taxativo do TEA”, por entender que a decisão pode impactar diretamente a cobertura de terapias para pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

“O que ficar decidido pelo Superior Tribunal de Justiça vai valer para todos os tribunais do Brasil, ou seja, os processos que estão em trâmite passarão a ter que ter o entendimento do que for decidido pelo STJ. Portanto, a validade sim vai ser imediata”, explica o advogado Franklin Façanha, membro fundador da Liga TEA — Advogados que Defendem Autistas.

Atendimentos fora das clínicas

Entre os principais receios das famílias está a possibilidade de que terapias realizadas fora dos ambientes clínicos — como nas escolas — sejam as primeiras a serem prejudicadas.

“Eu posso dizer tranquilamente que o primeiro ambiente onde vai ser cortada a terapia é o ambiente escolar. A escola é um ambiente onde dá para se fazer a terapia. Porque o AT escolar, que é o atendente terapêutico vinculado ao processo terapêutico, ele vai para a escola para ajudar na questão dos comportamentos, para mediar as questões de relacionamento, sabe?”, explica Polly Fittipaldi.

A importância das terapias em ambientes naturais, como a escola, também é defendida pela comunidade científica, que destaca o impacto direto desse tipo de intervenção no desenvolvimento de habilidades sociais, cognitivas e de autonomia das pessoas com TEA.

Manifesto nacional

Com o objetivo de pressionar as autoridades e alertar a sociedade, famílias, profissionais da saúde, da educação e representantes da sociedade civil elaboraram um abaixo-assinado nacional.

O documento inclui um manifesto que afirma: “Restringir o atendimento ao consultório clínico é desconsiderar onde a vida realmente acontece. Pessoas com TEA precisam de suporte qualificado nos espaços em que vivem, estudam e interagem. A escola é um território fundamental de socialização e inclusão”.

Por Maria Letícia Menezes

Moradores protestam por mais segurança após morte de delegado na Zona Sul de SP.

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução

Manifestantes usavam roupas pretas e carregavam cartazes que cobravam uma ação mais efetiva contra a violência no local.

Moradores do bairro Chácara Santo Antônio, na Zona Sul de São Paulo, protestaram neste sábado, 18, por mais segurança na região. A população cobrou a resolução do assassinato do delegado Josenildo Belarmino de Moura Júnior, 32 anos, morto a tiros no bairro na última terça-feira, 14.
Os manifestantes usavam roupas pretas e carregavam cartazes que cobravam uma ação mais efetiva contra a violência no local. “A violência rouba nossa liberdade”, dizia uma das faixas carregadas pelo grupo.
Na quarta-feira, 15, moradores do bairro Chácara Santo Antônio relataram ao Estadão que assaltos praticados por criminosos disfarçados de entregadores são comuns no local.
“Todo dia tem assalto aqui. A gente fica até nervosa quando passa moto, com medo. Porque eles (os assaltantes) fingem que são de entrega”, afirmou Marcia Ribeiro, funcionária de uma lanchonete da Rua Amaro Guerra, onde o delegado foi morto.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo negou que a violência tenha aumentado no local. Segundo a pasta, houve redução de 18,4% nos roubos e de 4,4% nos furtos entre janeiro e novembro de 2024, comparado a 2023.
A morte de Josenildo Júnior causou comoção na última semana. O delegado caminhava pela rua, quando foi abordado pelo assaltante. O criminoso revista a vítima, quando vê que Josenildo estava armado. A partir daí, o assaltante dispara contra o agente, que foi atingido por quatro tiros. A dinâmica do crime foi gravada por câmeras de segurança nos arredores.
Josenildo estava na Polícia Civil há sete meses e atuava como delegado há apenas dois. No dia do assassinato, ele estava de folga.
O caso foi registrado como latrocínio consumado. De acordo com a polícia, o criminoso faz parte de um grupo que atua praticando alguns roubos na região. Eles levaram a arma e o celular do delegado. A hipótese de execução foi descartada.

Ato no Recife pede mais valorização de sanfoneiros e trios pé de serra.

SÃO JOÃO DO RECIFE 2022 Caminhada dos Sanfoneiros na Rua da Moeda e Arsenal, em 2013
SÃO JOÃO DO RECIFE 2022 Caminhada dos Sanfoneiros na Rua da Moeda e Arsenal, em 2013 – ANDRÉA REGO BARROS/PCR

“Movimento em Defesa dos Sanfoneiros e Trios Pé de Serra” fará manifestação escadaria de acesso ao plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Um grupo de produtores culturais, sanfoneiros, músicos e cantores, com o apoio de jornalistas, fará um ato para defender e valorizar as tradições culturais dos festejos juninos nesta terça-feira (4), a partir das 14h.

A manifestação será realizada na escadaria de acesso ao plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, para sensibilizar os parlamentares em torno do tema.

Os idealizadores do “Movimento em Defesa dos Sanfoneiros e Trios Pé de Serra” entendem que esses grupos musicais conhecidos não estão sendo valorizados como merecem. A ideia é que os parlamentares cobrem dos prefeitos e do Governo do Estado.

“Os trios pé de serra criados por Luiz Gonzaga são a essência da cultura musical do período junino”, afirmou o jornalista Idelfonso Fonseca. O produtor cultural Manoel Felipe diz que o ato irá mostrar a força da “autêntica música junina”: “Vamos mostrar o verdadeiro forró criado pelo rei Luiz Gonzaga, além de entregar aos deputados e deputadas uma Carta Compromisso pedindo esse apoio.”

Músicos desprestigiados

Para Ruy Sarinho, os autênticos músicos nordestinos estão sendo preteridos pelos gestores públicos e empresários de eventos. “Daqui a pouco, nosso São João não terá mais nem a pamonha, nem a canjica, até as comidas típicas serão globalizadas”, alfinetou o jornalista.

“Há muito tempo que a gente vem sentido que o forró pé deserra corre o risco de sumir, pois os grupos são desprestigiados, esquecidos e quando são lembrados é para fazer de conta. Eles recebem cachês irrisórios e quando vão para apresentações, não têm direito a camarim, ficam no corredor esperando e o máximo que recebem é uma água mineral”, diz Sarinho.

Ele comenta que o Mestre Gennaro foi até a internet lamentar e protestar pelo esquecimento do pé de serra e sanfoneiro. “No Recife, serão mais de 1200 apresentações. Será que a gente conta 20 sanfoneiros contratados pela Prefeitura? Então é contra isso, contra esse sistema que escanceia o trio pé de serra, para que ele não desapareça”.

A coordenação geral é de Ildefonso Fonseca, Márcio Maia e Ruy Sarinho.

Por: JC.