Presidente do Irã faz três exigências para fim da guerra com EUA e Israel

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian • Reuters

Isso inclui o pagamento de reparações devido aos ataques; Masoud Pezeshkian também afirmou que conversou com Rússia e Paquistão

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apresentou três exigências para o fim da guerra, incluindo o “reconhecimento dos direitos legítimos do Irã, o pagamento de reparações e firmes garantias internacionais contra futuras agressões”.

Foi a primeira vez que o presidente delineou publicamente condições para o fim do conflito.

“A única maneira de acabar com esta guerra — iniciada pelo regime sionista e pelos Estados Unidos — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e obter firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, disse ele em uma publicação no X.

Enquanto o Irã continua retaliando contra alvos econômicos e militares no Oriente Médio, o presidente do país afirmou ter conversado com os líderes da Rússia e do Paquistão para reafirmar o “compromisso do Irã com a paz”.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, viajou para a Arábia Saudita para uma breve visita nesta quinta-feira (12), informou seu gabinete.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

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Macaquinho rejeitado aparece sendo acolhido por ‘colega’ no zoológico

Macaquinho Punch/Foto: Reprodução/Redes sociais
Macaquinho Punch (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Vídeo compartilhado nas redes sociais aliviou os internautas que têm acompanhado o macaco Punch

Centro das atenções das redes sociais nos últimos dias, o macaquinho japonês Punch apareceu em um registro feliz no fim de semana. Ao lado de um companheiro de recinto, ele parecia confortável, sendo abraçado e acolhido. O vídeo compartilhado nas redes sociais aliviou os internautas que têm acompanhado o filhote.

A história do animalzinho tem comovido pessoas ao redor do mundo, que acompanham sua trajetória através das redes sociais e até sentem curiosidade suficiente para visitá-lo no zoológico Ichikawa, onde habita. Ele foi abandonado pela mãe no seu nascimento, e para suprir a companhia materna, o zoológico deu a ele um bichinho de pelúcia, que é sua companhia favorita.

Ultimamente, apesar de ainda ser apegado à pelúcia, ele tem demonstrado evolução em socializar com os outros macacos, que também parecem mais inclinados a acolhê-lo.

Em uma atualização recente no X, nesta segunda-feira (23), o zoológico trouxe notícias boas sobre Punch: “Ele não foi repreendido em nenhum momento e foi visto brincando com os outros filhotes de macaco. Na hora da refeição, ele até saiu do colo do tratador e começou a comer sozinho. Ele continua se saindo muito bem!”, diz a publicação.

Por Ester Marques

Suprema Corte dos EUA considera ilegal aumento de tarifas imposto por Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump/MANDEL NGAN / AFP
Presidente dos EUA, Donald Trump (MANDEL NGAN / AFP)

O julgamento impõe um freio à atuação unilateral de Trump na política comercial externa

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump excedeu sua autoridade ao elevar tarifas sobre produtos importados de diversos países com base em uma legislação destinada a situações de emergência.

O entendimento da Corte foi firmado ao julgar um recurso apresentado pelo Departamento de Justiça contra decisão de instância inferior que já havia apontado excesso de poder na adoção das medidas. Para os magistrados, o uso da lei federal como fundamento para a maior parte das tarifas globais não se sustentou juridicamente.

Na prática, o julgamento impõe um freio à atuação unilateral do presidente na política comercial externa e reforça a necessidade de participação do Congresso dos Estados Unidos em decisões dessa natureza. A definição também pode ter repercussões sobre medidas tarifárias direcionadas ao Brasil e a outros parceiros comerciais.

A disputa judicial se estendia desde meados de 2025 e vinha sendo acompanhada com atenção por setores da indústria e do comércio internacional, diante do potencial impacto sobre fluxos globais de importação e exportação.

A Suprema Corte, de maioria conservadora, decidiu por 6 votos a 3 que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional “não autoriza o presidente a impor tarifas”. Com informações da AFP.

Diario de Perambuco e AFP

O que se sabe sobre a suposta ligação entre Jeffrey Epstein e Luciana Gimenez

Luciana Gimenez/lucianagimenez
Luciana Gimenez (lucianagimenez)

Luciana Gimenez publicou um comunicado no Instagram negando qualquer ligação com Jeffrey Epstein

O nome de Luciana Gimenez entrou nos assuntos mais comentados nas redes sociais nessa segunda-feira, 9, após aparecer em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos ligados ao caso Jeffrey Epstein. Os arquivos citam transferências financeiras de até US$ 12 milhões, cerca de R$ 62 milhões, em que a apresentadora aparece como destinatária.

Os registros apontam movimentações datadas de 2014, 2018 e 2019. Além disso, também aparecem nos documentos os nomes de dois filhos da apresentadora.

Apesar da repercussão, o material não detalha a origem dos valores nem informa de qual conta partiram as transações. Os documentos também não trazem qualquer indicação direta de que as movimentações tenham relação com Epstein ou com crimes atribuídos ao bilionário.

Até o momento, não há informação de que Luciana Gimenez seja investigada formalmente no caso.

O que diz a apresentadora

Diante da associação do nome ao caso, Luciana Gimenez publicou um comunicado no Instagram negando qualquer ligação com Jeffrey Epstein. Segundo a nota, ela afirma que nunca conheceu o bilionário e que não teve contato pessoal, profissional ou financeiro com ele.

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Chefe de comunicação britânico se demite após polêmica envolvendo Epstein

O líder do Partido Trabalhista Escocês, Anas Sarwar, discursa durante uma coletiva de imprensa em Glasgow, em 9 de fevereiro de 2026, na qual pediu a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. A posição de Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido parecia cada vez mais frágil na segunda-feira, depois que o líder trabalhista na Escócia pediu sua renúncia por nomear Peter Mandelson como embaixador nos EUA, apesar de suas ligações com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein./ AFP
O líder do Partido Trabalhista Escocês, Anas Sarwar, discursa durante uma coletiva de imprensa em Glasgow, em 9 de fevereiro de 2026, na qual pediu a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. A posição de Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido parecia cada vez mais frágil na segunda-feira, depois que o líder trabalhista na Escócia pediu sua renúncia por nomear Peter Mandelson como embaixador nos EUA, apesar de suas ligações com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. ( AFP)

Tim Allan, que estava no cargo há apenas cinco meses, foi acusado de ter recomendado a nomeação como embaixador em Washington de Mandelson no final de 2024

O diretor de comunicação do primeiro-ministro do Reino Unido renunciou ao cargo no domingo (08) devido à crise que tomou conta do governo britânico envolvendo as conexões do ex-embaixador Peter Mandelson com o criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein.

Tim Allan, que estava no cargo há apenas cinco meses, foi acusado de ter recomendado a nomeação como embaixador em Washington de Mandelson no final de 2024, mesmo sabendo da sua ligação com Epstein, acusado de tráfico sexual e pedofilia. “Decidi renunciar para permitir que uma nova equipe seja formada. Desejo ao primeiro-ministro e à sua equipe muito sucesso”, disse Allan em nota.

Esta é a segunda grande baixa do alto escalão do governo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, uma vez que o seu chefe de gabinete, Morgan McSweeney, também se demitiu ontem. Em um comunicado, McSweeney reconheceu que a indicação foi um erro de julgamento e admitiu que a decisão causou danos políticos ao governo. A renúncia ocorre em meio à forte pressão da oposição e de parlamentares do próprio Partido Trabalhista, que cobram esclarecimentos sobre os critérios adotados na escolha do diplomata.

Ambas as renúncias estão relacionadas com a nomeação de Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, apesar da sua ligação com Epstein. O ex-ministro britânico é um dos nomes mencionados no controverso caso. Mandelson foi demitido do cargo de embaixador em setembro de 2025, após a publicação de documentos e fotos do Departamento de Justiça do EUA que detalhavam a extensão dos laços que mantinham. Além disso, documentos recentemente divulgados sugerem que Mandelson passou informações confidenciais a Epstein que podem ter influenciado os mercados, entre 2008 e 2010.

Enquanto isso, Starmer enfrenta uma grave crise e apesar da pressão para que renuncie, afirmou que seguirá em frente no governo. “Precisamos provar que a política pode ser uma força para o bem. Acredito que pode. Acredito que é. Seguimos em frente a partir daqui. Seguimos com confiança enquanto continuamos a mudar o país. Deixei absolutamente claro que me arrependo da decisão que tomei de nomear Peter Mandelson. E pedi desculpas às vítimas, o que é a coisa certa a fazer”, disse.

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Caso Master: operação da PF mira diretores do Rioprevidência e aplicações de quase R$ 1 bilhão

Polícia Federal/Polícia Federal/divulgação
Polícia Federal (Polícia Federal/divulgação)

Alvos são diretores do fundo que realiza o pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores inativos do RJ

Foi iniciada pela Polícia Federal, nesta sexta-feira (23), a Operação Barco de Papel, dentro das investigações sobre o Banco Master.

Os alvos, conforme informações divulgadas pela GloboNews, são diretores do Rioprevidência, o fundo que realiza o pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores inativos do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, o fundo aplicou quase R$ 1 bilhão no Master. “A investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a corporação.

Foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal quatro mandados de busca e apreensão que serão cumpridos no Rio de Janeiro.

São alvos dos mandados:

Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente do Rioprevidência;
Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos;
Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimento interino; e
Rioprevidência (agentes cumprem mandados na sede da instituição).

O objetivo, de acordo com a Polícia Federal, é “apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia (…) a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

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Donald Trump lança Conselho de Paz em Davos

Presidente dos EUA, Donald Trump/  Mandel NGAN / AFP
Presidente dos EUA, Donald Trump ( Mandel NGAN / AFP)

De acordo com veículos de imprensa internacionais, dos mais de 50 convites enviados, 35 países concordaram em participar do Conselho de Paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou, nesta quinta-feira (22), o Conselho da Paz, em Davos, na Suíça, onde também acontece o Fórum Econômico. A iniciativa busca a resolução de conflitos internacionais.

Participaram da assinatura do Conselho de Paz de Trump representantes dos seguintes países: Argentina; Armênia; Azerbaijão; Bulgária; Hungria; Indonésia; Jordânia; Cazaquistão; Kosovo; Paquistão; Paraguai; Catar; Arábia Saudita; Turquia; Uzbequistão; Emirados Árabes Unidos; e Mongólia.

Estatutos

Os países candidatos a uma vaga permanente no Conselho da Paz de Donald Trump terão que pagar “mais de um bilhão de dólares em dinheiro” (5,37 bilhões de reais), de acordo com os “estatutos” obtidos na última segunda-feira (19) pela AFP.

“O Conselho da Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos”, afirma o preâmbulo desses estatutos, que foram enviados a diversos países convidados.

O documento de oito páginas critica, em seu preâmbulo, “as muitas abordagens para a paz” que “institucionalizam as crises em vez de permitir que as pessoas avancem”, em uma clara alusão às Nações Unidas.

Também enfatiza a necessidade de “uma organização internacional de paz mais ágil e eficaz”.

Donald Trump será “o presidente inaugural do Conselho da Paz”, com amplos poderes, já que será o único autorizado a convidar qualquer país a participar, a seu critério, e terá a palavra final nas votações.

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Parlamento Europeu encaminha acordo com Mercosul à Justiça da UE

Parlamento europeu/FREDERICK FLORIN/AFP
Parlamento europeu (FREDERICK FLORIN/AFP)

Decisão adia a implementação formal do tratado por vários meses, embora a Comissão Europeia ainda possa implementá-lo de forma provisória

O Parlamento Europeu encaminhou o acordo de livre comércio assinado pela União Europeia com o Mercosul ao Tribunal de Justiça do bloco nesta quarta-feira (21), após votação em Estrasburgo.

A decisão, aprovada por 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções, significa que o Tribunal de Justiça da UE (TJUE), com sede em Luxemburgo, terá de analisar se o acordo recém-assinado no Paraguai respeita os tratados do bloco europeu.

“Segundo a nossa análise, as questões levantadas pelo Parlamento nesta moção não se justificam”, criticou o porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill.

Esta decisão adia a implementação formal do tratado por vários meses, embora a Comissão Europeia ainda possa implementá-lo de forma provisória.

Em frente à sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, centenas de agricultores — com seus tratores — reuniram-se antes da votação e comemoraram com júbilo.

“Podemos nos orgulhar (…). Estamos entusiasmados, temos trabalhado nessa questão há meses e meses, anos”, disse Quentin Le Guillous, secretário-geral da organização francesa Jovens Agricultores.

Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, comemorou a decisão dos eurodeputados e considerou que o Parlamento Europeu “se manifestou de acordo com a posição da França”.

“A França está disposta a dizer ‘não’ quando necessário, e a história muitas vezes lhe dá razão”, comentou.

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Trump publica imagens de IA sugerindo Groenlândia, Canadá e Venezuela como territórios dos EUA

Imagem de IA comaprtilhada por Donald Trump/Reprodução/Truth Social
Imagem de IA comaprtilhada por Donald Trump (Reprodução/Truth Social)

As publicações foram feitas em meio a uma ofensiva de Trump para ampliar o controle estratégico dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou, nesta terça-feira (20), imagens geradas por inteligência artificial nas quais Canadá, Groenlândia e Venezuela são retratados como parte do território estadunidense, intensificando um atrito diplomático com aliados e rivais internacionais.

Uma das montagens compartilhadas por Trump em sua plataforma, Truth Social, mostra um mapa no qual a bandeira dos Estados Unidos cobre toda a extensão do país e se estende sobre o Canadá, a Groenlândia – território autônomo que pertence à Dinamarca – e a Venezuela.

Outra imagem mostra o presidente hasteando a bandeira americana no solo groenlandês ao lado do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, com a inscrição “Groelândia, território dos EUA estabelecido em 2026”.

As publicações foram feitas em meio a uma ofensiva de Trump para ampliar o controle estratégico dos EUA no Ártico, em particular sobre a Groenlândia, que ele tem tratado como crucial para a segurança nacional.

Trump também já declarou a intenção de incorporar o Canadá ao território americano e, no início de janeiro, anunciou que os Estados Unidos assumiriam o controle político da Venezuela após a derrubada de Nicolás Maduro em uma ação militar em Caracas.

Presidente do Conselho Europeu anuncia reunião de líderes da UE sobre a Groenlândia

 /Mandel NGAN e Vano SHLAMOV/AFP
(Mandel NGAN e Vano SHLAMOV/AFP)

Líderes da União Europeia vão se reunir “nos próximos dias” para coordenar sua resposta às ameaças tarifárias de Donald Trump

Os líderes da União Europeia (UE) vão se reunir “nos próximos dias” para coordenar sua resposta às ameaças tarifárias de Donald Trump motivadas pela disputa envolvendo a Groenlândia, anunciou neste domingo o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

“Devido à importância dos últimos acontecimentos e a fim de melhorar a coordenação, decidi convocar uma reunião extraordinária do Conselho Europeu para os próximos dias”, anunciou Costa, nas redes sociais.

Segundo fontes da UE, o encontro deve acontecer na próxima quinta-feira, em Bruxelas.

AFP