Caso Master: operação da PF mira diretores do Rioprevidência e aplicações de quase R$ 1 bilhão

Polícia Federal/Polícia Federal/divulgação
Polícia Federal (Polícia Federal/divulgação)

Alvos são diretores do fundo que realiza o pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores inativos do RJ

Foi iniciada pela Polícia Federal, nesta sexta-feira (23), a Operação Barco de Papel, dentro das investigações sobre o Banco Master.

Os alvos, conforme informações divulgadas pela GloboNews, são diretores do Rioprevidência, o fundo que realiza o pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores inativos do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, o fundo aplicou quase R$ 1 bilhão no Master. “A investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a corporação.

Foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal quatro mandados de busca e apreensão que serão cumpridos no Rio de Janeiro.

São alvos dos mandados:

Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente do Rioprevidência;
Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos;
Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimento interino; e
Rioprevidência (agentes cumprem mandados na sede da instituição).

O objetivo, de acordo com a Polícia Federal, é “apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia (…) a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

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Donald Trump lança Conselho de Paz em Davos

Presidente dos EUA, Donald Trump/  Mandel NGAN / AFP
Presidente dos EUA, Donald Trump ( Mandel NGAN / AFP)

De acordo com veículos de imprensa internacionais, dos mais de 50 convites enviados, 35 países concordaram em participar do Conselho de Paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou, nesta quinta-feira (22), o Conselho da Paz, em Davos, na Suíça, onde também acontece o Fórum Econômico. A iniciativa busca a resolução de conflitos internacionais.

Participaram da assinatura do Conselho de Paz de Trump representantes dos seguintes países: Argentina; Armênia; Azerbaijão; Bulgária; Hungria; Indonésia; Jordânia; Cazaquistão; Kosovo; Paquistão; Paraguai; Catar; Arábia Saudita; Turquia; Uzbequistão; Emirados Árabes Unidos; e Mongólia.

Estatutos

Os países candidatos a uma vaga permanente no Conselho da Paz de Donald Trump terão que pagar “mais de um bilhão de dólares em dinheiro” (5,37 bilhões de reais), de acordo com os “estatutos” obtidos na última segunda-feira (19) pela AFP.

“O Conselho da Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos”, afirma o preâmbulo desses estatutos, que foram enviados a diversos países convidados.

O documento de oito páginas critica, em seu preâmbulo, “as muitas abordagens para a paz” que “institucionalizam as crises em vez de permitir que as pessoas avancem”, em uma clara alusão às Nações Unidas.

Também enfatiza a necessidade de “uma organização internacional de paz mais ágil e eficaz”.

Donald Trump será “o presidente inaugural do Conselho da Paz”, com amplos poderes, já que será o único autorizado a convidar qualquer país a participar, a seu critério, e terá a palavra final nas votações.

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Parlamento Europeu encaminha acordo com Mercosul à Justiça da UE

Parlamento europeu/FREDERICK FLORIN/AFP
Parlamento europeu (FREDERICK FLORIN/AFP)

Decisão adia a implementação formal do tratado por vários meses, embora a Comissão Europeia ainda possa implementá-lo de forma provisória

O Parlamento Europeu encaminhou o acordo de livre comércio assinado pela União Europeia com o Mercosul ao Tribunal de Justiça do bloco nesta quarta-feira (21), após votação em Estrasburgo.

A decisão, aprovada por 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções, significa que o Tribunal de Justiça da UE (TJUE), com sede em Luxemburgo, terá de analisar se o acordo recém-assinado no Paraguai respeita os tratados do bloco europeu.

“Segundo a nossa análise, as questões levantadas pelo Parlamento nesta moção não se justificam”, criticou o porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill.

Esta decisão adia a implementação formal do tratado por vários meses, embora a Comissão Europeia ainda possa implementá-lo de forma provisória.

Em frente à sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, centenas de agricultores — com seus tratores — reuniram-se antes da votação e comemoraram com júbilo.

“Podemos nos orgulhar (…). Estamos entusiasmados, temos trabalhado nessa questão há meses e meses, anos”, disse Quentin Le Guillous, secretário-geral da organização francesa Jovens Agricultores.

Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, comemorou a decisão dos eurodeputados e considerou que o Parlamento Europeu “se manifestou de acordo com a posição da França”.

“A França está disposta a dizer ‘não’ quando necessário, e a história muitas vezes lhe dá razão”, comentou.

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Trump publica imagens de IA sugerindo Groenlândia, Canadá e Venezuela como territórios dos EUA

Imagem de IA comaprtilhada por Donald Trump/Reprodução/Truth Social
Imagem de IA comaprtilhada por Donald Trump (Reprodução/Truth Social)

As publicações foram feitas em meio a uma ofensiva de Trump para ampliar o controle estratégico dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou, nesta terça-feira (20), imagens geradas por inteligência artificial nas quais Canadá, Groenlândia e Venezuela são retratados como parte do território estadunidense, intensificando um atrito diplomático com aliados e rivais internacionais.

Uma das montagens compartilhadas por Trump em sua plataforma, Truth Social, mostra um mapa no qual a bandeira dos Estados Unidos cobre toda a extensão do país e se estende sobre o Canadá, a Groenlândia – território autônomo que pertence à Dinamarca – e a Venezuela.

Outra imagem mostra o presidente hasteando a bandeira americana no solo groenlandês ao lado do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, com a inscrição “Groelândia, território dos EUA estabelecido em 2026”.

As publicações foram feitas em meio a uma ofensiva de Trump para ampliar o controle estratégico dos EUA no Ártico, em particular sobre a Groenlândia, que ele tem tratado como crucial para a segurança nacional.

Trump também já declarou a intenção de incorporar o Canadá ao território americano e, no início de janeiro, anunciou que os Estados Unidos assumiriam o controle político da Venezuela após a derrubada de Nicolás Maduro em uma ação militar em Caracas.

Presidente do Conselho Europeu anuncia reunião de líderes da UE sobre a Groenlândia

 /Mandel NGAN e Vano SHLAMOV/AFP
(Mandel NGAN e Vano SHLAMOV/AFP)

Líderes da União Europeia vão se reunir “nos próximos dias” para coordenar sua resposta às ameaças tarifárias de Donald Trump

Os líderes da União Europeia (UE) vão se reunir “nos próximos dias” para coordenar sua resposta às ameaças tarifárias de Donald Trump motivadas pela disputa envolvendo a Groenlândia, anunciou neste domingo o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

“Devido à importância dos últimos acontecimentos e a fim de melhorar a coordenação, decidi convocar uma reunião extraordinária do Conselho Europeu para os próximos dias”, anunciou Costa, nas redes sociais.

Segundo fontes da UE, o encontro deve acontecer na próxima quinta-feira, em Bruxelas.

AFP

Veja a lista de países afetados com a suspensão de vistos de imigração nos Estados Unidos

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump /MANDEL NGAN / AFP
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (MANDEL NGAN / AFP)

Decisão afeta vistos de residência para 75 países, incluindo Brasil, Colômbia e Uruguai

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (14), a suspensão da concessão de vistos para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil. A medida, que começará a valer a partir do dia 21 de janeiro, atinge estrangeiros que pretendem se estabelecer de forma permanente no país norte-americano.

De acordo com o governo norte-americano, a restrição não se aplica a turistas, estudantes de intercâmbio nem a profissionais com contratos temporários, que continuam autorizados a solicitar vistos dentro dessas categorias.

Em publicação nas redes sociais, o governo do então presidente Donald Trump afirmou que a decisão tem como alvo países “cujos migrantes utilizam os sistemas de assistência e bem-estar social dos americanos em níveis considerados inaceitáveis”.

No entanto, não foram divulgados os critérios objetivos utilizados para definir a suposta exploração indevida dos serviços públicos por parte dessas nações.

Até o momento, o governo americano também não informou por quanto tempo a suspensão permanecerá em vigor, nem se há possibilidade de revisão da medida.

Veja lista de países afetados

Além do Brasil, a lista inclui outros países da América Latina, como Colômbia, Cuba e Uruguai, entre diversas nações de outras regiões do mundo. A relação completa foi divulgada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

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Países da União Europeia aprovam acordo com Mercosul

UE aprovou, nesta sexta-feira (9), o acordo de livre comércio com o Mercosul/Nicolas TUCAT / AFP
UE aprovou, nesta sexta-feira (9), o acordo de livre comércio com o Mercosul (Nicolas TUCAT / AFP)

Os representantes dos 27 Estados-membros da União Europeia votaram nesta sexta-feira em Bruxelas

Após mais de 25 anos de negociações, os países da União Europeia aprovaram nesta sexta-feira (9) o acordo com o Mercosul, abrindo caminho para a criação da maior zona de livre comércio do mundo.

O acordo, que ainda depende do aval do Parlamento Europeu, inclui diversas cláusulas destinadas a conter a oposição dos agricultores do bloco.

Em uma reunião de embaixadores em Bruxelas, os 27 Estados-membros da União Europeia alcançaram nesta sexta-feira uma maioria qualificada, apesar da oposição de países como França, Polônia, Irlanda e Hungria.

Trata-se de um “passo importante na política comercial europeia e um forte sinal de nossa soberania estratégica”, comemorou o chefe do governo alemão, Friedrich Merz, um dos principais defensores do acordo.

Com esse resultado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai e assinar o acordo com o Mercosul na segunda-feira.

Mesmo com a assinatura prevista em Assunção, o acordo não entrará em vigor de imediato, já que, do lado europeu, também será necessário o aval do Parlamento Europeu, que deve se pronunciar em um prazo de várias semanas.

O desfecho na Eurocâmara é incerto, já que cerca de 150 eurodeputados, de um total de 720, ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do acordo.

A Comissão Europeia negocia desde 1999 esse amplo acordo com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores, e a eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral.

O setor agropecuário europeu teme o impacto de uma entrada maciça de carne, arroz, mel e soja sul-americanos, em troca da exportação de veículos, máquinas, queijos e vinhos europeus para o Mercosul.

Países críticos do pacto, como a França, avaliam que o mercado europeu pode ser seriamente afetado pela entrada de produtos sul-americanos mais competitivos, devido a normas de produção consideradas menos rigorosas.

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EUA anunciam que tomaram controle do petroleiro russo no Atlântico

EUA anunciam apreensão de petroleiro no Caribe
/Reprodução de vídeo
EUA anunciam apreensão de petroleiro no Caribe (Reprodução de vídeo)

O navio vem sendo seguido por forças dos EUA há cerca de duas semanas e é alvo de sanções

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (7), a apreensão de um petroleiro de bandeira russa no Atlântico Norte, que estava sancionado, após vários dias de perseguição desde que zarpou da Venezuela.

A apreensão da embarcação foi uma operação conjunta entre o Departamento de Segurança Interna e militares dos EUA, informou o Comando Europeu dos Estados Unidos, responsável pela região, em uma publicação no X.

“O bloqueio do petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em PLENO VIGOR — em qualquer lugar do mundo”, declarou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, no X.

Na semana passada, Moscou pediu oficialmente que Washington interrompesse a perseguição ao petroleiro, mas até o momento nem a Casa Branca, nem o Departamento de Estado americano, nem o governo russo se manifestaram.

De acordo com o New York Times, o Bella 1 saiu do Irã em direção à Venezuela e foi abordado no Mar do Caribe. Os EUA alegam que o navio navegava sem bandeira válida, o que permitiria a interceptação com base no direito internacional.

Após se recusar a obedecer às ordens americanas, a tripulação alterou a rota e seguiu em direção ao Atlântico. Em seguida, o navio tentou obter proteção russa, passou a ostentar uma bandeira no casco e informou por rádio que operava sob autoridade de Moscou.

Ainda segundo o jornal, a embarcação foi registrada recentemente na Rússia com o nome Marinera, tendo o porto de Sochi, no mar Negro, como origem oficial.

Diario de Pernambuco e AFP

Maduro e esposa se declaram inocentes em tribunal; próxima audiência já tem data marcada

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sendo conduzido ao helicóptero que o levou ao tribunal/Foto: Reprodução/Youtube/DRM News
(Foto: Reprodução/Youtube/DRM News)

Juiz deve decidir sobre prisão preventiva e fiança; a próxima audiência de Maduro está marcada para o dia 17 de março, também no tribunal federal de Nova York.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi transferido de helicóptero para o tribunal federal do sul de Nova York, em Manhattan, onde teve início o julgamento nesta segunda-feira (5). A audiência começou às 12h02 no horário local (14h02, pelo horário de Brasília) e ainda está em andamento.

Maduro e a esposa, Cilia Flores, comparecem à audiência vestindo uniformes do sistema prisional dos Estados Unidos e algemados. O presidente venezuelano utiliza um fone de ouvido, possivelmente para tradução simultânea entre inglês e espanhol.

Segundo informações da GloboNews, o magistrado cumprimentou Maduro, solicitou a confirmação de sua identidade e perguntou se ele se considera culpado ou inocente. O presidente respondeu que se declara inocente, assim como sua esposa Cilia Flores.

Próxima audiência

O juiz ainda deverá decidir se o casal permanecerá em prisão preventiva, com ou sem direito ao pagamento de fiança, até a data do julgamento. A próxima audiência está marcada para o dia 17 de março, também no tribunal federal de Nova York.

Diario de Pernambuco

Trump insiste que EUA está ‘no comando’ da Venezuela

Donald Trump, presidente dos EUA/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Donald Trump, presidente dos EUA (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

Presidente interina da Venezuela disse estar pronta para trabalhar com o governo Trump e defendeu relação equilibrada e respeitosa com os EUA

O presidente Donald Trump insistiu no domingo (4) que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro e no momento em que negocia com as novas autoridades do governo venezuelano.

Trump tem enfrentado críticas por suas reiteradas afirmações de que Washington está agora no comando da Venezuela após a retirada de Maduro e de sua esposa do país na madrugada de sábado.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que estava pronta para trabalhar com o governo Trump e defendeu neste domingo uma relação equilibrada e respeitosa com os Estados Unidos.

O presidente deposto é acusado de narcotráfico e terrorismo nos Estados Unidos e encontra-se em uma prisão em Nova York aguardando ser apresentado a um juiz ao meio-dia desta segunda-feira(5).

“Estamos lidando com as pessoas que acabam de tomar posse. Não me perguntem quem está no comando porque vou dar uma resposta muito polêmica”, declarou Trump a jornalistas no Air Force One quando questionado se havia conversado com Rodríguez.

Ao pedirem que esclarecesse o que queria dizer, respondeu: “significa que nós estamos no comando”.

O governo Trump diz que está disposto a trabalhar com o restante do governo Maduro desde que os objetivos de Washington sejam cumpridos, em particular abrir o acesso ao investimento americano nas enormes reservas de petróleo da Venezuela.

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