Autor de ataque em Nova Orleans agiu sozinho, afirma FBI

Nova Orleans, Estados Unidos (foto: Matthew Hinton/AFP)
Nova Orleans, Estados Unidos (foto: Matthew Hinton/AFP)

O ataque deixou 14 mortos e 30 feridos.

O veterano do exército americano suspeito de lançar uma caminhonete contra uma multidão que comemorava a chegada do Ano Novo em Nova Orleans aparentemente agiu sozinho, afirmou o FBI nesta quinta-feira (2).

O ataque deixou 14 mortos e mais de 30 feridos, e o suspeito, identificado como Shamsud Din Jabbar, um americano de 42 anos que vivia no Texas, morreu em uma troca de tiros com a polícia.

“Houve 14 mortos, além do próprio autor; ou seja, 15 pessoas no total”, esclareceu Christopher Raia, vice-diretor adjunto do FBI, em uma coletiva de imprensa nesta quinta.

Apesar das preocupações iniciais de que Jabbar pudesse ter cúmplices ainda foragidos, as investigações preliminares mostram que ele aparentemente agiu sozinho, informou Raia.

“Não acreditamos, neste momento, que alguém mais tenha se envolvido neste ataque, além de Shamsud Din Jabbar”, indicou o funcionário.

Raia também informou que foram coletadas imagens de câmeras de segurança mostrando Jabbar posicionando duas bombas caseiras na Bourbon Street, local do ataque, e em uma rua adjacente.

Ao mesmo tempo, descartou qualquer ligação entre o atentado em Nova Orleans e a explosão de um carro elétrico da Tesla no mesmo dia, em Las Vegas.

“Neste momento, não há uma conexão conclusiva entre o ataque de Nova Orleans e o de Las Vegas”, disse.

“Inspirado pelo EI”

As autoridades destacaram o surgimento de provas indicando que o suspeito professava lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

O presidente Joe Biden afirmou na quarta-feira que, horas antes do ataque, Jabbar publicou vídeos dizendo agir “inspirado” pelo EI.

Anne Kirkpatrick, superintendente da polícia, descreveu Jabbar como um “terrorista”, enquanto o FBI afirmou que “uma bandeira do EI foi encontrada no veículo”.

O grupo jihadista EI sobrevive no Iraque e na Síria, apesar da destruição de seu “califado”, que controlou vastas áreas em ambos os países entre 2014 e 2019.

“Aterrorizante”

O ataque ocorreu no famoso Bairro Francês de Nova Orleans, no sul dos Estados Unidos, às 3h15 locais (6h15 de Brasília) de 1º de janeiro.

“Foi aterrorizante. Chorei muito”, disse à AFP Ethan Ayersman, um turista de 20 anos que ouviu o estrondo e viu corpos na rua da janela de seu quarto.

Nesta quinta-feira, o Vaticano expressou pesar. “O papa Francisco ficou profundamente entristecido ao saber das mortes e feridos no ataque ocorrido em Nova Orleans”, afirmou o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, em mensagem ao arcebispado da cidade.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também declarou estar “profundamente entristecida pelo horrível atentado”.

“Estamos chocados com este incidente violento”, declarou uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, destacando que seu país se opõe “firmemente” a qualquer ato “terrorista contra civis”.

Entre os mortos está Nikyra Cheyenne Dedeaux, uma estudante de 18 anos que foi a Nova Orleans comemorar o Ano Novo com um amigo e um primo, segundo a imprensa.

Também morreram Reggie Hunter, um administrador de 37 anos de Baton Rouge, pai de dois filhos, e Tiger Bech, um ex-jogador de futebol americano da Universidade de Princeton, informou o The New York Times.
Crimes menores
O Pentágono confirmou que Jabbar serviu no Exército como especialista em recursos humanos e informática entre 2007 e 2015, sendo reservista até 2020.

Ele foi destacado para o Afeganistão de fevereiro de 2009 a janeiro de 2010, informou um porta-voz militar, acrescentando que o homem ocupava o posto de sargento ao final de seu serviço.

Segundo antecedentes criminais publicados pelo New York Times, Jabbar foi acusado de dois delitos menores: um em 2002, por roubo, e outro em 2005, por dirigir com uma habilitação inválida.

Foi casado duas vezes, de acordo com o jornal, e seu segundo casamento terminou em divórcio em 2022, quando detalhou problemas financeiros em um e-mail ao advogado de sua esposa.

Nova Orleans é um dos destinos turísticos mais visitados dos Estados Unidos e receberá o popular Super Bowl no próximo mês.

O ataque aconteceu horas antes de uma partida de futebol americano da liga universitária, o Sugar Bowl, que foi adiada por 24 horas e será disputada nesta quinta-feira.

Por: AFP

Papa pede respeito à vida de cada ser “nascido de uma mulher” e perdão de dívidas

Papa celebra missa pelo Dia da Paz - (crédito: Reprodução Youtube Vatican News)

Em celebração pelo Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco clamou que a população proteja a vida e cuide das feridas de cada ser nascido de uma mulher.

Neste primeiro dia de 2025, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa na Basílica de São Pedro e conduziu a Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, dia em que a Igreja celebra o Dia Mundial da Paz.

Durante a Celebração o Papa rogou que a população mundial faça um forte compromisso pela promoção e proteção da vida. O Pontífice afirmou que atuar para restituir a dignidade à vida de cada ser “nascido de uma mulher” é a base fundamental para construir uma civilização de paz.

“Faço apelo a um firme compromisso de promover o respeito pela dignidade da vida humana, desde a concepção até à morte natural, para que cada pessoa possa amar a sua vida e olhar para o futuro com esperança”, exortou o Pontífice, citando sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano de 2025.

Depois de celebrar a Santa Missa e a oração do Angelus com os fiéis na Praça São Pedro, o Papa recordou o Dia Mundial da Paz, instituído pelo Papa São Paulo VI e celebrado em primeiro de janeiro. Este ano, o tema da mensagem de Francisco é o perdão das dívidas. Deste modo, o Papa ‘encorajou’ os governadores dos países cristãos a cancelar ou reduzir as dívidas de países pobres.

“O primeiro a perdoar as ofensas é Deus, como sempre Lhe pedimos rezando o ‘Pai-Nosso’, em referência aos nossos pecados e comprometendo-nos a perdoar quem nos ofendeu. E o Jubileu pede para traduzir esta remissão no âmbito social, para que nenhuma pessoa, nenhuma família, nenhum povo seja sufocado pelas dívidas. Portanto, encorajo os governantes dos países de tradição cristã a darem o bom exemplo, cancelando ou reduzindo o mais possível as dívidas dos países mais pobres”, declarou o Papa Francisco.

O Papa também reforçou o pedido pelo fim da guerra na Ucrânia e no Oriente Médio e manifestou grande apreço pelos voluntários que atuam em zonas de conflito.

Por: Jaqueline Fonseca – Correio Braziliense

 

Nascidos a partir de 2025 farão parte da Geração Beta

A geração será composta por nascidos entre 2025 e 2039 (foto: Freepik)

Demográfico prevê que bebês nascidos em 2025 crescerão profundamente integrados à IA. Muitos deles viverão para ver o século 22

A Geração Alpha, formada por crianças nascidas entre 2010 e 2024, está prestes a dar lugar à chamada Geração Beta, composta por pessoas que nascerão entre 2025 e 2039. Essa transição marca o início de uma era em que a tecnologia desempenhará papéis centrais na formação de valores e comportamentos.

O termo Geração Beta foi cunhado pelo demógrafo, pesquisador social e futurista Mark McCrindle, conhecido por sua contribuição na definição dos rótulos geracionais. De acordo com o especialista, a nova geração de crianças “herdará um mundo lutando com grandes desafios sociais”.

“Com as mudanças climáticas, as mudanças populacionais globais e a rápida urbanização em primeiro plano, a sustentabilidade não será apenas uma preferência, mas uma expectativa”, escreveu McCrindle em uma postagem no seu blog.

Confira as informações completas no Metrópoles.

Morre, aos 100 anos, Jimmy Carter, ex-presidente dos EUAJimmy Carter assumiu a Casa Branca em janeiro de 1977 como o 39º presidente dos Estados Unidos

Imagem colorida de Jimmy Carter - Metrópoles

Jimmy Carter assumiu a Casa Branca em janeiro de 1977 como o 39º presidente dos Estados Unidos

Morreu, neste domingo (29/12), aos 100 anos, Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo filho ao jornal americano The Washington Post.

Carter governou o país entre 1977 e 1981, em um período turbulento de crise econômica e energética e conflitos diplomáticos, mas consolidou o nome na história pelo compromisso com a paz, os direitos humanos e as ações humanitárias ao redor do mundo.

James Earl “Jimmy” Carter Jr. nasceu em 1º de outubro de 1924 em Plains, uma pequena cidade rural na Geórgia. Filho de um fazendeiro e uma enfermeira, ele teve uma infância simples, mas destacou-se nos estudos.

Formou-se em ciência pela Academia Naval dos EUA em 1946, onde começou a carreira militar como oficial de submarinos. Carter trabalhou no desenvolvimento de submarinos nucleares, mas deixou a Marinha em 1953, após a morte do pai, para assumir os negócios da família.

De volta à Geórgia, Carter transformou as fazendas familiares e se envolveu na política local. Foi eleito senador estadual em 1962 e reeleito em 1964. Em 1970, tornou-se governador da Geórgia, apresentando uma agenda progressista ao abordar o racismo sistêmico, ainda muito presente no estado.

Carter promoveu reformas administrativas e defendeu a igualdade racial, embora inicialmente tenha buscado votos de setores conservadores.

Em 1976, lançou-se como candidato à presidência dos Estados Unidos em meio a uma crise de confiança nacional, causada pelo escândalo do Watergate.

Carter conquistou os eleitores com uma plataforma que pregava honestidade e transparência. Ele derrotou o republicano Gerald Ford, assumindo a Casa Branca em janeiro de 1977 como o 39º presidente do país.

Mandato presidencial

O mandato dele, porém, foi marcado por desafios. No âmbito doméstico, enfrentou uma grave crise econômica, com inflação e desemprego elevados, além de uma crise energética desencadeada pelo embargo do petróleo em 1973.

A gestão priorizou a conservação de energia e o desenvolvimento de fontes renováveis, mas a insatisfação popular com a situação econômica enfraqueceu a liderança do então presidente.

Na política externa, Carter obteve conquistas históricas, como a mediação do Acordo de Camp David, em 1978, que selou a paz entre Israel e Egito. Ele também transferiu o controle do Canal do Panamá para o governo panamenho, numa medida controversa à época.

No entanto, enfrentou críticas por sua abordagem em outras áreas, como o boicote dos EUA às Olimpíadas de Moscou, em 1980, em resposta à invasão soviética no Afeganistão.

O episódio mais marcante da presidência dele foi o sequestro de 52 americanos na embaixada dos EUA em Teerã, em 1979, durante a Revolução Islâmica no Irã.

Os reféns permaneceram em cativeiro por 444 dias e só foram libertados no dia em que Carter deixou o cargo, em 20 de janeiro de 1981, já sob a administração de Ronald Reagan.

O caso manchou a reputação política dele e contribuiu para a derrota na tentativa de reeleição.

Pós-presidência

Após deixar a presidência, Carter dedicou-se a causas humanitárias e diplomáticas por meio do Centro Carter, fundado em 1982. A organização promoveu eleições livres em mais de 100 países, combateu doenças negligenciadas, como a oncocercose e a dracunculíase, e mediou conflitos internacionais.

A atuação global rendeu a ele o Prêmio Nobel da Paz em 2002, sendo reconhecido pela “incansável dedicação à promoção da democracia e dos direitos humanos”.

Além da atuação política, Carter era conhecido pela fé e simplicidade. Ele ensinou em uma escola dominical até os 90 anos e ajudou em projetos como o Habitat for Humanity, que constrói moradias para famílias de baixa renda.

Carter era batista e frequentemente citava a fé como guia para decisões políticas e pessoais.

Jimmy Carter foi casado com Rosalynn Smith, parceira de vida e ativismo, por 78 anos. Juntos, tiveram quatro filhos: Jack, James III, Donnel e Amy, além de vários netos e bisnetos.

Um dos netos, Jason Carter, seguiu os passos do avô na política e foi eleito senador estadual pela Geórgia em 2010.

Metrópoles

Papa Francisco faz 88 anos e vira o líder mais longevo da igreja em sete séculos

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O pontífice nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1936 (Crédito: Reprodução/Instagram/@vaticannews)

Francisco é o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja Católica e também o primeiro pontífice sul-americano

O Papa Francisco completa 88 anos de idade nesta terça-feira (17/12). O pontífice nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1936. Ele tornou-se um dos papas mais velhos a permanecer no cargo. Francisco ultrapassou, na lista dos últimos oito séculos, Clemente XII, que morreu a dois meses de completar 88 anos; e o antecessor Bento XVI, que renunciou ao pontificado em 2013, com 85 anos de idade.
Em termos de idade, o pontífice fica atrás apenas de Celestino III (c. 1106-1198), Gregório XVII (c. 1325-1417), Leão XIII (1810-1903) e Bento XVI (1927-2022).
Filho de emigrantes italianos, Jorge Mario Bergoglio (nome de batismo) trabalhou como técnico químico antes de decidir se dedicar ao sacerdócio. Depois, ele se licenciou em filosofia e teologia. Ordenado padre a 13 de dezembro de 1969, foi responsável pela formação dos novos jesuítas e depois provincial dos religiosos na Argentina (1973-1979).
O cardeal Jorge Mario Bergoglio foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, assumindo o nome de Francisco. Ele é o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja e também o primeiro pontífice sul-americano.
Papa Francisco se destaca pela preocupação com os mais pobres. Na segunda-feira (16/12), diante de representantes de bancos italianos, o pontífice criticou os excessos de um sistema financeiro que “esmaga as pessoas”.
“Quando o sistema financeiro esmaga as pessoas, fomenta as desigualdades e se afasta da vida dos territórios, trai seu propósito”, disse o religioso, em um discurso no Vaticano diante de delegações de três instituições bancárias italianas.

As informações são do Correio Braziliense.

Alemanha prepara abrigos em caso de ataque russo.

 (JOE KLAMAR/AFP)
JOE KLAMAR/AFP

A Alemanha possui atualmente 579 bunkers, a maioria da época da Segunda Guerra Mundial e do período da Guerra Fria, que podem abrigar 480 mil pessoas.

Num cenário de tensão crescente com a Rússia, a Alemanha decidiu aumentar a lista de locais onde à população civil possa se abrigar em caso de um ataque.O porta-voz do Ministério do Interior alemão declarou hoje que no país todos os edifícios, incluindo propriedades privadas, que poderiam ser usadas como abrigos, como porões, garagens e estações de metrô estão sendo inventariadas.

A lista deverá incluir ainda parques de estacionamento e edifícios governamentais e os cidadãos também serão incentivados a criar abrigos em suas casas, nos porões ou garagens. “Vai ser estabelecido no futuro um diretório digital de todos os bunkers para que as pessoas possam encontrá-los rapidamente usando um aplicativo no celular.”, acrescentou o porta-voz.

A Alemanha possui atualmente 579 bunkers, a maioria da época da Segunda Guerra Mundial e do período da Guerra Fria, que podem abrigar 480 mil pessoas. A população atual da Alemanha é estimada em 83 milhões de pessoas. Desde o início da guerra na Ucrânia, as autoridades alemãs interromperam a venda dos bunkers detidos pelo Estado. Mais de 300 foram vendidos desde 2005.

O Ministério contou que o projeto já havia sido acertado em junho e envolve os Serviços de Emergência e Proteção Civil, entre outras entidades.“O

levantamento está em curso, mas vai demorar”, reconheceu o porta-voz.

Enquanto isso, o ministro da Defesa alemã, Boris Pistorius, revelou na segunda-feira (25) que os europeus vão intensificar o apoio militar a Ucrânia, sobretudo com a possibilidade da nova administração dos EUA, atualmente o maior fornecedor, diminuir a ajuda.

Os cinco países europeus com maior investimento no setor da defesa, que incluí a Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Polônia, decidiram juntos reforçar o apoio a Kiev e criaram um novo grupo chamado E5. “A Europa deve coordenar mais esforços, deve harmonizar suas ações e deve visar mais alto para também ser um bom parceiro para os EUA. Hoje, somos obrigados a dizer claramente, a Europa precisa aumentar seu esforços no que diz respeito a ajudar a Ucrânia, mas acima de tudo no que diz respeito à sua própria segurança”, afirmou Pistorius.

Além disso, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o bloco de defesa do Ocidente, vai realizar em janeiro do ano que vem uma missão na cidade alemã de Wiesbaden, onde assumirá a coordenação militar ocidental para a Ucrânia, uma medida que era aguardada há meses e é avaliada como uma proteção ao mecanismo de ajuda contra alguma interferência do próximo governo dos EUA.

Por: Isabel Alvarez

Filho da princesa da Noruega detido por suspeita de estupro

Hoiby foi preso outras duas vezes (Crédito: Reprodução / Redes Sociais)
Hoiby foi preso outras duas vezes (Crédito: Reprodução / Redes Sociais)

Marius Hoiby é filho do primeiro casamento de Mette Marit, logo não é da linhagem real da Noruega

O filho da princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, foi detido por suspeita de estupro, informou a polícia nesta terça-feira.

A polícia afirma em um comunicado que Marius Borg Hoiby, 27 anos, fruto de um relacionamento anterior ao casamento de Mette-Marit com o príncipe herdeiro Haakon em 2001, foi detido na noite de segunda-feira.

Hoiby é considerado suspeito de violar o código penal “que se refere à relação sexual com alguém que está inconsciente ou incapaz, por outro motivo, de resistir ao ato”.

“O que a polícia pode dizer sobre o estupro é que se refere a um ato sexual sem coito. A vítima teria sido incapaz de resistir ao ato”, afirma o comunicado.

Borg Hoiby já havia sido detido em 4 de agosto após uma briga no apartamento de uma mulher em Oslo e foi acusado de causar lesões corporais à mulher, com quem mantinha um relacionamento.

A imprensa norueguesa informou que a polícia encontrou uma faca cravada em uma das paredes do quarto da mulher.

Ele foi detido novamente em setembro por violar uma ordem de restrição.

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Austrália proibirá acesso a redes sociais a menores de 16 anos

O projeto conta com o apoio dos dois principais partidos australianos (Crédito: Freepik)
O projeto conta com o apoio dos dois principais partidos australianos (Crédito: Freepik)

Plataformas como Facebook, TikTok e Instagram serão responsáveis por implementar essa restrição

A Austrália proibirá por lei o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, anunciou nesta quinta-feira (7) o primeiro-ministro Anthony Albanese, prometendo agir contra empresas de tecnologia que não protejam adequadamente os jovens usuários.
Plataformas como Facebook, TikTok e Instagram serão responsáveis por implementar essa restrição de idade e enfrentarão multas significativas caso não adotem a medida, advertiu o líder de centro-esquerda.
O governo australiano já havia manifestado neste ano sua intenção de restringir o acesso de menores às redes sociais, mas ainda não tinha estabelecido uma idade específica.
A futura lei “é para mães e pais. As redes sociais estão realmente prejudicando as crianças, e eu vou acabar com isso”, declarou Albanese à imprensa.
“A responsabilidade não será dos pais ou dos jovens. Não haverá sanções para os usuários”, esclareceu.
O projeto, que conta com o apoio dos dois principais partidos australianos, será apresentado esta semana aos líderes regionais e territoriais e será submetido ao Parlamento no final de novembro.
Uma vez aprovada, as plataformas tecnológicas terão um ano para estudar como implementar a restrição.
Albanese argumentou que os algoritmos dessas redes oferecem conteúdos perturbadores a crianças e adolescentes, que são altamente influenciáveis.
“Recebo conteúdos no sistema que não quero ver. Imagine um jovem vulnerável de 14 anos”, afirmou. “As meninas veem imagens de certos tipos de corpos que têm um impacto real”, acrescentou.
O primeiro-ministro explicou que estabeleceram a idade em 16 anos após uma série de verificações durante testes conduzidos pelo governo.
Batalha contra as redes sociais

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Biden parabeniza Trump e o convida para ir à Casa Branca.

Convite tem o objetivo de abordar os resultados das eleições e o período de transição (foto: Brendan Smialowski e Angela Weiss/AFP)
Convite tem o objetivo de abordar os resultados das eleições e o período de transição (foto: Brendan Smialowski e Angela Weiss/AFP)

Donald Trump retornará à Casa Branca após uma vitória eleitoral esmagadora sobre Kamala Harris.

presidente americanoJoe Biden, “parabenizou” Donald Trump e o “convidou” para ir à Casa Branca, informou o governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (6).

O dirigente democrata, de 81 anos, “discursará à nação” na quinta-feira para abordar os resultados das eleições e o período de transição, acrescentou a Casa Branca.

Kamala também conversou com Trump por telefone e “concordaram com a importância de unir o país”, informou o porta-voz do presidente republicano eleito.

“O presidente Trump reconheceu à vice-presidente [Kamala] Harris sua determinação, profissionalismo e perseverança ao longo da campanha”, acrescentou Steven Cheung sobre a candidata democrata.

Donald Trump retornará à Casa Branca após uma vitória eleitoral esmagadora sobre Kamala Harris e com um programa anti-imigração, protecionista e politicamente incorreto que estremece o mundo.

Com a contagem ainda pendente em quatro estados, o candidato republicano soma 292 votos no colégio eleitoral contra 224 da sua rival, a vice-presidente democrata Kamala Harris, que discursará às 21h locais (18h de Brasília) e já cumprimentou seu adversário em uma ligação telefônica. Trump precisava de 270 para vencer.

Uma vitória extraordinária após uma campanha na qual foi alvo de duas tentativas de assassinato, quatro acusações e uma condenação criminal.

Os americanos esperavam que o resultado demorasse talvez dias e temiam uma explosão de violência caso o republicano perdesse, mas estavam enganados.

Como em 2016, sua vitória foi rápida. Trump venceu em dois dos sete estados-pêndulo, Geórgia e Carolina do Norte, seguidos pela Pensilvânia. Wisconsin encerrou a disputa e acabou com as esperanças de Harris. Horas mais tarde, também foi anunciado o triunfo do magnata em Michigan.

Por: AFP

Alterações do clima estimularam e aceleraram os dez eventos mais mortais nos últimos 20 anos

Carros capotados estavam entre outros destroços causados pelas inundações repentinas em Derna, no leste da Líbia, em 2023 (Foto: AFP)
Carros capotados estavam entre outros destroços causados pelas inundações repentinas em Derna, no leste da Líbia, em 2023 (Foto: AFP)

Investigação mostra como cientistas detectaram “impressão digital das alterações climáticas” em diversas tragédias climáticas

O grupo World Weather Attribution (WWA), do Imperial College London, divulgou uma análise de especialistas mundiais sobre as alterações climáticas das últimas duas décadas. A conclusão é que as mudanças no clima causadas pelos seres humanos alimentaram todos os dez eventos climáticos mais mortíferos do planeta (abaixo segue a relação).
“As alterações climáticas não são uma ameaça distante”, afirmou Friederike Otto, co-fundadora e líder da World Weather Attribution,. “Este estudo deve abrir os olhos dos líderes políticos que se agarram aos combustíveis fósseis que aquecem o planeta e destroem vidas. Se continuarmos a queimar petróleo, gás e carvão, o sofrimento vai continuar e aumentar”, destacou.
A investigação do WWA mostra como os cientistas detectaram “impressão digital das alterações climáticas” em tragédias climáticas como as recentes inundações em Espanha. Os investigadores referem que as descobertas comprovaram como as alterações climáticas já são incrivelmente perigosas com 1,3°C de aquecimento.
Os ciclones ferozes, furacões, as ondas de calor, as secas e as inundações mataram mais de 570 mil pessoas em todo o mundo e se tornaram mais intensos e prováveis à medida que a atmosfera vai ficando cada vez mais quente. As alterações climáticas tornaram a escassez de chuva mais provável e intensa e agravaram a seca devido ao aumento das temperaturas que extraiu mais águas da terra, diz a WWA. Entre 2010 e 2012, 258 mil pessoas morreram devido à seca na Somália.
Na semana passada, o Programa das Nações Unidas para o Ambiente alertou que o mundo está no caminho para um aquecimento global entre 2,6º e 3,1º C acima dos níveis pré-industriais.
O relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a agência para o ambiente da ONU, apontou que as concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera atingiram novos recordes no ano passado, o que determina que o planeta terá muitos anos de elevação das temperaturas. “Em 2023, as temperaturas globais na terra e no mar já foram as mais altas de que se tem registro, com os níveis de dióxido de carbono a registrarem um aumento de 151% em relação aos níveis pré-industriais, ou seja, antes de 1750”, indica o documento da OMM.

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