Trump toma posse como presidente dos EUA pela segunda vez

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Foto: KENNY HOLSTON/THE NEW YORK TIMES/AFP

Em seu discurso, republicano afirmou que ”declínio dos Estados Unidos terminou”

Donald J. Trump tomou posse no período da tarde desta segunda-feira, 20, como o 47º presidente dos Estados Unidos, durante cerimônia na Rotunda do Capitólio. Com as mãos sob uma bíblia, o republicano se comprometeu a defender a Constituição norte-americana, em um juramento feito ao juiz-chefe da Suprema Corte, JohnRobert.

“Juro solenemente que executarei fielmente o cargo de presidente dos Estados Unidos e, da melhor maneira possível, preservarei, protegerei e defenderei a Constituição dos Estados Unidos”, afirmou Trump.

O que Donald Trump disse em seu discurso? 

  • “A era de ouro dos Estados Unidos começa agora. A partir de hoje nosso país florescerá e voltará a ser respeitado em todo o mundo”, declarou.
  • Trump promete arremeter contra administração ‘radical e corrupta’ de Biden
  • “Fui salvo por Deus para tornar os Estados Unidos grandes novamente”, diz Trump
  • ”O declínio dos Estados Unidos terminou”, afirma Trump em seu discurso de posse
  • Trump afirma que vai deportar ‘milhões’ de imigrantes em situação irregular
  • Trump diz que vai decretar ‘emergência energética nacional’ para ampliar perfurações
  • Trump promete instaurar impostos para outros países
  • Trump diz que EUA vão reconhecer ‘apenas dois gêneros’
  • ‘Vamos recuperá-lo’, afirma Trump sobre Canal do Panamá
  • Trump diz que EUA vão fincar sua bandeira em Marte

Por: AFP
Por: Estadão Conteúdo

Biden faz discurso de despedida alertando sobre oligarquia de ultra-ricos e riscos à democracia

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O presidente dos EUA, Joe Biden, depois de fazer seu discurso de despedida à nação no Salão Oval da Casa Branca (Foto: MANDEL NGAN/POOL/AFP )

Biden, que deixará o cargo na segunda-feira (20) ao meio-dia, rotulou o círculo do presidente eleito Donald Trump como uma oligarquia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um discurso de despedida na noite da quarta-feira, 15, focado na defesa da democracia e no alerta à sociedade norte-americana sobre os perigos de poderes não controlados, mencionando uma “oligarquia” de ultra-ricos que está se enraizando no país e um “complexo tecnológico-industrial” que está infringindo os direitos dos norte-americanos e o futuro.

Biden, que deixará o cargo na segunda-feira, 20, ao meio-dia, rotulou o círculo do presidente eleito Donald Trump como uma oligarquia, alarmando sobre o acúmulo de poder e riqueza entre um pequeno grupo.

“Hoje, uma oligarquia está tomando forma na América de extrema riqueza, poder e influência que literalmente ameaça toda a nossa democracia, nossos direitos e liberdades básicos, e uma chance justa para todos progredirem”, disse Biden, chamando a atenção para “uma perigosa concentração de poder nas mãos de algumas pessoas ultra-ricas. Consequências perigosas se seu abuso de poder não for controlado”.

Invocando os avisos do presidente Dwight Eisenhower sobre o complexo militar-industrial quando ele deixou o cargo, ele acrescentou: “Estou igualmente preocupado com o potencial surgimento de um complexo tecnológico-industrial que pode representar perigos reais para o nosso país também.”

O democrata evitou focar-se em exaltar seu legado presidencial e em vez disso, enraizou sua própria experiência na vida pública no contexto da democracia norte-americana.

Ele não está deixando a Casa Branca da maneira que esperava, depois de uma desistência na tentativa de reeleição e preocupações generalizadas nos Estados Unidos sobre seu estado de saúde para governar.

“Depois de 50 anos no centro de tudo isso, sei que acreditar na ideia da América significa respeitar as instituições que governam uma sociedade livre”, disse ele, antes de citar algumas delas – incluindo a presidência, a imprensa e os tribunais – que Trump passou anos atacando. “Os americanos estão sendo soterrados por uma avalanche de desinformação”, o que permite “o abuso de poder”, afirmou.

Biden também pediu uma emenda constitucional para acabar com a imunidade de presidentes em exercício, depois que a Suprema Corte concedeu a Trump amplas proteções contra responsabilidade criminal no ano passado por seu papel na tentativa de minar sua derrota para Biden em 2020.

(COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Por: Estadão Conteúdo

Papa Francisco nomeia primeira mulher prefeita do Vaticano

Imagem da Irmã Simona Brambilla, primeira mulher prefeita no Vaticano
Imagem da Irmã Simona Brambilla, primeira mulher prefeita no Vaticano – Vatican Media

Freira irá substituir o cardeal brasileiro Dom João Braz de Aviz, que completará 78 anos em 2025, e deveria ter se aposentado aos 75 anos.

Com informações do Vatican News

papa Francisco nomeou, nesta segunda-feira (6), a irmã Simona Brambilla para o cargo de prefeita do Dicastério para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Ela irá substituir o cardeal brasileiro Dom João Braz de Aviz, que completará 78 anos em 2025.

O Dicastério é responsável pela gerência de todas as congregações religiosas do mundo, cujos membros passam de 1 milhão. Irmã Simona Brambilla é a primeira mulher prefeita no Vaticano.

A trajetória dela inclui uma experiência missionária em Moçambique depois de se formar como enfermeira profissional e ingressar nas Irmãs Missionárias do Instituto da Consolata, o qual guiou de 2011 a 2023.

Ex-superiora geral das Missionárias da Consolata, Simona Brambilla vai completar 60 anos no próximo dia 27 de março. Ela foi secretária do Dicastério a partir de 7 de outubro de 2023; a segunda mulher a ocupar esse cargo na Cúria Romana, após a nomeação em 2021 da irmã Alessandra Smerilli para o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O pró-prefeito do Dicastério escolhido pelo papa Francisco foi Ángel Fernández Artime, 65 anos, criado cardeal no Consistório de 30 de setembro de 2023.

Mulheres no Vaticano

O papa Francisco nomeou sete mulheres membros do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica pela primeira vez em 8 de julho de 2019. Na sequência, a irmã Brambilla foi escolhida primeiro como secretária do Dicastério e, agora, nomeada prefeita.

Os números da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano apontam que o percentual de mulheres aumentou de quase 19,2% para 23,4% num período de 10 anos (2013 a 2023).

Mudança feita por Francisco em 2022

A partir da Constituição Apostólica Praedicate Evangelium de 2022, o papa Francisco tornou possível que os leigos, incluindo as mulheres, pudessem chefiar um dicastério e se tornar prefeitos, uma posição anteriormente reservada a cardeais e arcebispos.

No Estado da Cidade do Vaticano, duas mulheres foram nomeadas para cargos importantes durante o pontificado de Francisco. Barbara Jatta foi escolhida em 2016 para o cargo de diretora dos Museus Vaticanos (que sempre foram dirigidos por leigos).

Já em 2022, Francisco nomeou a irmã Raffaella Petrini para o cargo de secretária-geral do Governatorato, uma função normalmente atribuída a um bispo.

Além disso, mulheres foram nomeadas para subsecretarias, como: Gabriella Gambino e Lina Ghisoni no Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, enquanto no Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a irmã Carmen Ros Nortes, das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, é subsecretária. Emilce Cuda é secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina; Nataa Govekar conduz a direção teológico-pastoral do Dicastério para a Comunicação; Cristiane Murray é vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, e Charlotte Kreuter-Kirchof é vice-coordenadora do Conselho para a Economia. A Secretaria Geral do Sínodo também tem uma subsecretária, a religiosa francesa Nathalie Becquart.

Por: JC

“Nunca fazer bullying”, reforça Papa Francisco com líderes da educação.

Papa Francisco, afetado por vários problemas de saúde, diz não ter "motivos sérios" para renunciar (Foto: Andreas SOLARO/AFP)
Papa Francisco, afetado por vários problemas de saúde, diz não ter “motivos sérios” para renunciar (Foto: Andreas SOLARO/AFP)
O Papa Francisco recebeu no Vaticano, neste sábado (4/1) membros de três associações ligadas à educação: a Associação Italiana de Professores Católicos; a União Católica Italiana de Professores, Dirigentes, Educadores e Formadores; e a Associação de Pais das Escolas Católicas.
Durante o encontro, o Pontífice falou sobre a “pedagogia” de Deus, destacando o método educacional baseado em proximidade, compaixão e ternura. Ressaltou Deus como um verdadeiro professor, que escolheu viver entre os homens, ensinando por meio da linguagem da vida e do amor. “É o Senhor que, como um professor, entra no mundo de seus alunos”, afirmou Francisco.
O Papa também lembrou que Jesus nasceu em uma condição de pobreza e simplicidade, dando inspiração a uma pedagogia que valoriza o essencial, centrada na humildade, na gratuidade e na aceitação. Essa abordagem educacional, segundo ele, deve ser um guia para os professores e pais no papel de formar as novas gerações.
“Um bom professor é um homem ou uma mulher de esperança, porque se dedica com confiança e paciência a um projeto de crescimento humano”, declarou. Sobre o bullying, o Papa destacou valores essenciais como inclusão, responsabilidade e o desafio da paz. Ao enfatizar o problema, Francisco fez um alerta: “Se na escola vocês praticam bullying contra meninas e meninos que têm algum problema, isso é se preparar para a guerra, não para a paz”.
Confira a matéria no site do Correio Braziliense.

Brasil mandará representante para a posse de Maduro

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Autoridades eleitorais proclamaram Nicolás Maduro reeleito, sem divulgação de detalhes da votação – (crédito: AFP)

Mesmo com afastamento entre o presidente Lula e o líder venezuelano, governo decide enviar embaixadora para a cerimônia em Caracas

O governo brasileiro decidiu enviar um representante de fora do primeiro escalão para a posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas. O papel caberá à embaixadora Gilvânia Maria de Oliveira, que chefia a representação diplomática brasileira no país vizinho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se afastou de Maduro após as eleições do ano passado, permeadas por indícios de fraude, e resolveu não comparecer à cerimônia nem mandar um de seus ministros.

A posse ocorrerá na sexta-feira da semana que vem, na capital venezuelana. O governo brasileiro não reconheceu a vitória de Maduro nas urnas, o que causou uma crise diplomática entre os países vizinhos. Apesar do distanciamento, o Planalto não rompeu a relação e mantém um canal de diálogo aberto.

Nesta quinta-feira, a Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a Venezuela — ligada ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) — emitiu um alerta para que o governo Maduro permita protestos pacíficos e manifestações contrárias durante a posse “sem medo de represálias”. A entidade também reforçou o pedido para que todos os opositores presos sejam libertados.

Maduro foi reconduzido para o seu terceiro mandato em 28 de julho, após ter firmado compromisso com a comunidade internacional para realizar eleições livres. Os Acordos de Barbados foram assinados com mediação do Brasil. Porém, semanas antes do pleito, o regime Maduro voltou a perseguir opositores e impedir os principais líderes de participar das eleições.

O chavista disputou contra Edmundo González e foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O órgão, porém, é comandado por seus aliados e foi acusado de fraude no resultado, pela oposição e por observadores internacionais.

 A vitória de Maduro foi reconhecida imediatamente por nações, como a Rússia e a China, mas grande parte dos países demonstrou preocupação com as acusações de irregularidades e pediu a divulgação das atas eleitorais, que comprovariam o triunfo do chavista. Os documentos nunca foram divulgados.

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Autor de ataque em Nova Orleans agiu sozinho, afirma FBI

Nova Orleans, Estados Unidos (foto: Matthew Hinton/AFP)
Nova Orleans, Estados Unidos (foto: Matthew Hinton/AFP)

O ataque deixou 14 mortos e 30 feridos.

O veterano do exército americano suspeito de lançar uma caminhonete contra uma multidão que comemorava a chegada do Ano Novo em Nova Orleans aparentemente agiu sozinho, afirmou o FBI nesta quinta-feira (2).

O ataque deixou 14 mortos e mais de 30 feridos, e o suspeito, identificado como Shamsud Din Jabbar, um americano de 42 anos que vivia no Texas, morreu em uma troca de tiros com a polícia.

“Houve 14 mortos, além do próprio autor; ou seja, 15 pessoas no total”, esclareceu Christopher Raia, vice-diretor adjunto do FBI, em uma coletiva de imprensa nesta quinta.

Apesar das preocupações iniciais de que Jabbar pudesse ter cúmplices ainda foragidos, as investigações preliminares mostram que ele aparentemente agiu sozinho, informou Raia.

“Não acreditamos, neste momento, que alguém mais tenha se envolvido neste ataque, além de Shamsud Din Jabbar”, indicou o funcionário.

Raia também informou que foram coletadas imagens de câmeras de segurança mostrando Jabbar posicionando duas bombas caseiras na Bourbon Street, local do ataque, e em uma rua adjacente.

Ao mesmo tempo, descartou qualquer ligação entre o atentado em Nova Orleans e a explosão de um carro elétrico da Tesla no mesmo dia, em Las Vegas.

“Neste momento, não há uma conexão conclusiva entre o ataque de Nova Orleans e o de Las Vegas”, disse.

“Inspirado pelo EI”

As autoridades destacaram o surgimento de provas indicando que o suspeito professava lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

O presidente Joe Biden afirmou na quarta-feira que, horas antes do ataque, Jabbar publicou vídeos dizendo agir “inspirado” pelo EI.

Anne Kirkpatrick, superintendente da polícia, descreveu Jabbar como um “terrorista”, enquanto o FBI afirmou que “uma bandeira do EI foi encontrada no veículo”.

O grupo jihadista EI sobrevive no Iraque e na Síria, apesar da destruição de seu “califado”, que controlou vastas áreas em ambos os países entre 2014 e 2019.

“Aterrorizante”

O ataque ocorreu no famoso Bairro Francês de Nova Orleans, no sul dos Estados Unidos, às 3h15 locais (6h15 de Brasília) de 1º de janeiro.

“Foi aterrorizante. Chorei muito”, disse à AFP Ethan Ayersman, um turista de 20 anos que ouviu o estrondo e viu corpos na rua da janela de seu quarto.

Nesta quinta-feira, o Vaticano expressou pesar. “O papa Francisco ficou profundamente entristecido ao saber das mortes e feridos no ataque ocorrido em Nova Orleans”, afirmou o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, em mensagem ao arcebispado da cidade.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também declarou estar “profundamente entristecida pelo horrível atentado”.

“Estamos chocados com este incidente violento”, declarou uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, destacando que seu país se opõe “firmemente” a qualquer ato “terrorista contra civis”.

Entre os mortos está Nikyra Cheyenne Dedeaux, uma estudante de 18 anos que foi a Nova Orleans comemorar o Ano Novo com um amigo e um primo, segundo a imprensa.

Também morreram Reggie Hunter, um administrador de 37 anos de Baton Rouge, pai de dois filhos, e Tiger Bech, um ex-jogador de futebol americano da Universidade de Princeton, informou o The New York Times.
Crimes menores
O Pentágono confirmou que Jabbar serviu no Exército como especialista em recursos humanos e informática entre 2007 e 2015, sendo reservista até 2020.

Ele foi destacado para o Afeganistão de fevereiro de 2009 a janeiro de 2010, informou um porta-voz militar, acrescentando que o homem ocupava o posto de sargento ao final de seu serviço.

Segundo antecedentes criminais publicados pelo New York Times, Jabbar foi acusado de dois delitos menores: um em 2002, por roubo, e outro em 2005, por dirigir com uma habilitação inválida.

Foi casado duas vezes, de acordo com o jornal, e seu segundo casamento terminou em divórcio em 2022, quando detalhou problemas financeiros em um e-mail ao advogado de sua esposa.

Nova Orleans é um dos destinos turísticos mais visitados dos Estados Unidos e receberá o popular Super Bowl no próximo mês.

O ataque aconteceu horas antes de uma partida de futebol americano da liga universitária, o Sugar Bowl, que foi adiada por 24 horas e será disputada nesta quinta-feira.

Por: AFP

Papa pede respeito à vida de cada ser “nascido de uma mulher” e perdão de dívidas

Papa celebra missa pelo Dia da Paz - (crédito: Reprodução Youtube Vatican News)

Em celebração pelo Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco clamou que a população proteja a vida e cuide das feridas de cada ser nascido de uma mulher.

Neste primeiro dia de 2025, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa na Basílica de São Pedro e conduziu a Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, dia em que a Igreja celebra o Dia Mundial da Paz.

Durante a Celebração o Papa rogou que a população mundial faça um forte compromisso pela promoção e proteção da vida. O Pontífice afirmou que atuar para restituir a dignidade à vida de cada ser “nascido de uma mulher” é a base fundamental para construir uma civilização de paz.

“Faço apelo a um firme compromisso de promover o respeito pela dignidade da vida humana, desde a concepção até à morte natural, para que cada pessoa possa amar a sua vida e olhar para o futuro com esperança”, exortou o Pontífice, citando sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano de 2025.

Depois de celebrar a Santa Missa e a oração do Angelus com os fiéis na Praça São Pedro, o Papa recordou o Dia Mundial da Paz, instituído pelo Papa São Paulo VI e celebrado em primeiro de janeiro. Este ano, o tema da mensagem de Francisco é o perdão das dívidas. Deste modo, o Papa ‘encorajou’ os governadores dos países cristãos a cancelar ou reduzir as dívidas de países pobres.

“O primeiro a perdoar as ofensas é Deus, como sempre Lhe pedimos rezando o ‘Pai-Nosso’, em referência aos nossos pecados e comprometendo-nos a perdoar quem nos ofendeu. E o Jubileu pede para traduzir esta remissão no âmbito social, para que nenhuma pessoa, nenhuma família, nenhum povo seja sufocado pelas dívidas. Portanto, encorajo os governantes dos países de tradição cristã a darem o bom exemplo, cancelando ou reduzindo o mais possível as dívidas dos países mais pobres”, declarou o Papa Francisco.

O Papa também reforçou o pedido pelo fim da guerra na Ucrânia e no Oriente Médio e manifestou grande apreço pelos voluntários que atuam em zonas de conflito.

Por: Jaqueline Fonseca – Correio Braziliense

 

Nascidos a partir de 2025 farão parte da Geração Beta

A geração será composta por nascidos entre 2025 e 2039 (foto: Freepik)

Demográfico prevê que bebês nascidos em 2025 crescerão profundamente integrados à IA. Muitos deles viverão para ver o século 22

A Geração Alpha, formada por crianças nascidas entre 2010 e 2024, está prestes a dar lugar à chamada Geração Beta, composta por pessoas que nascerão entre 2025 e 2039. Essa transição marca o início de uma era em que a tecnologia desempenhará papéis centrais na formação de valores e comportamentos.

O termo Geração Beta foi cunhado pelo demógrafo, pesquisador social e futurista Mark McCrindle, conhecido por sua contribuição na definição dos rótulos geracionais. De acordo com o especialista, a nova geração de crianças “herdará um mundo lutando com grandes desafios sociais”.

“Com as mudanças climáticas, as mudanças populacionais globais e a rápida urbanização em primeiro plano, a sustentabilidade não será apenas uma preferência, mas uma expectativa”, escreveu McCrindle em uma postagem no seu blog.

Confira as informações completas no Metrópoles.

Morre, aos 100 anos, Jimmy Carter, ex-presidente dos EUAJimmy Carter assumiu a Casa Branca em janeiro de 1977 como o 39º presidente dos Estados Unidos

Imagem colorida de Jimmy Carter - Metrópoles

Jimmy Carter assumiu a Casa Branca em janeiro de 1977 como o 39º presidente dos Estados Unidos

Morreu, neste domingo (29/12), aos 100 anos, Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo filho ao jornal americano The Washington Post.

Carter governou o país entre 1977 e 1981, em um período turbulento de crise econômica e energética e conflitos diplomáticos, mas consolidou o nome na história pelo compromisso com a paz, os direitos humanos e as ações humanitárias ao redor do mundo.

James Earl “Jimmy” Carter Jr. nasceu em 1º de outubro de 1924 em Plains, uma pequena cidade rural na Geórgia. Filho de um fazendeiro e uma enfermeira, ele teve uma infância simples, mas destacou-se nos estudos.

Formou-se em ciência pela Academia Naval dos EUA em 1946, onde começou a carreira militar como oficial de submarinos. Carter trabalhou no desenvolvimento de submarinos nucleares, mas deixou a Marinha em 1953, após a morte do pai, para assumir os negócios da família.

De volta à Geórgia, Carter transformou as fazendas familiares e se envolveu na política local. Foi eleito senador estadual em 1962 e reeleito em 1964. Em 1970, tornou-se governador da Geórgia, apresentando uma agenda progressista ao abordar o racismo sistêmico, ainda muito presente no estado.

Carter promoveu reformas administrativas e defendeu a igualdade racial, embora inicialmente tenha buscado votos de setores conservadores.

Em 1976, lançou-se como candidato à presidência dos Estados Unidos em meio a uma crise de confiança nacional, causada pelo escândalo do Watergate.

Carter conquistou os eleitores com uma plataforma que pregava honestidade e transparência. Ele derrotou o republicano Gerald Ford, assumindo a Casa Branca em janeiro de 1977 como o 39º presidente do país.

Mandato presidencial

O mandato dele, porém, foi marcado por desafios. No âmbito doméstico, enfrentou uma grave crise econômica, com inflação e desemprego elevados, além de uma crise energética desencadeada pelo embargo do petróleo em 1973.

A gestão priorizou a conservação de energia e o desenvolvimento de fontes renováveis, mas a insatisfação popular com a situação econômica enfraqueceu a liderança do então presidente.

Na política externa, Carter obteve conquistas históricas, como a mediação do Acordo de Camp David, em 1978, que selou a paz entre Israel e Egito. Ele também transferiu o controle do Canal do Panamá para o governo panamenho, numa medida controversa à época.

No entanto, enfrentou críticas por sua abordagem em outras áreas, como o boicote dos EUA às Olimpíadas de Moscou, em 1980, em resposta à invasão soviética no Afeganistão.

O episódio mais marcante da presidência dele foi o sequestro de 52 americanos na embaixada dos EUA em Teerã, em 1979, durante a Revolução Islâmica no Irã.

Os reféns permaneceram em cativeiro por 444 dias e só foram libertados no dia em que Carter deixou o cargo, em 20 de janeiro de 1981, já sob a administração de Ronald Reagan.

O caso manchou a reputação política dele e contribuiu para a derrota na tentativa de reeleição.

Pós-presidência

Após deixar a presidência, Carter dedicou-se a causas humanitárias e diplomáticas por meio do Centro Carter, fundado em 1982. A organização promoveu eleições livres em mais de 100 países, combateu doenças negligenciadas, como a oncocercose e a dracunculíase, e mediou conflitos internacionais.

A atuação global rendeu a ele o Prêmio Nobel da Paz em 2002, sendo reconhecido pela “incansável dedicação à promoção da democracia e dos direitos humanos”.

Além da atuação política, Carter era conhecido pela fé e simplicidade. Ele ensinou em uma escola dominical até os 90 anos e ajudou em projetos como o Habitat for Humanity, que constrói moradias para famílias de baixa renda.

Carter era batista e frequentemente citava a fé como guia para decisões políticas e pessoais.

Jimmy Carter foi casado com Rosalynn Smith, parceira de vida e ativismo, por 78 anos. Juntos, tiveram quatro filhos: Jack, James III, Donnel e Amy, além de vários netos e bisnetos.

Um dos netos, Jason Carter, seguiu os passos do avô na política e foi eleito senador estadual pela Geórgia em 2010.

Metrópoles

Papa Francisco faz 88 anos e vira o líder mais longevo da igreja em sete séculos

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O pontífice nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1936 (Crédito: Reprodução/Instagram/@vaticannews)

Francisco é o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja Católica e também o primeiro pontífice sul-americano

O Papa Francisco completa 88 anos de idade nesta terça-feira (17/12). O pontífice nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1936. Ele tornou-se um dos papas mais velhos a permanecer no cargo. Francisco ultrapassou, na lista dos últimos oito séculos, Clemente XII, que morreu a dois meses de completar 88 anos; e o antecessor Bento XVI, que renunciou ao pontificado em 2013, com 85 anos de idade.
Em termos de idade, o pontífice fica atrás apenas de Celestino III (c. 1106-1198), Gregório XVII (c. 1325-1417), Leão XIII (1810-1903) e Bento XVI (1927-2022).
Filho de emigrantes italianos, Jorge Mario Bergoglio (nome de batismo) trabalhou como técnico químico antes de decidir se dedicar ao sacerdócio. Depois, ele se licenciou em filosofia e teologia. Ordenado padre a 13 de dezembro de 1969, foi responsável pela formação dos novos jesuítas e depois provincial dos religiosos na Argentina (1973-1979).
O cardeal Jorge Mario Bergoglio foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, assumindo o nome de Francisco. Ele é o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja e também o primeiro pontífice sul-americano.
Papa Francisco se destaca pela preocupação com os mais pobres. Na segunda-feira (16/12), diante de representantes de bancos italianos, o pontífice criticou os excessos de um sistema financeiro que “esmaga as pessoas”.
“Quando o sistema financeiro esmaga as pessoas, fomenta as desigualdades e se afasta da vida dos territórios, trai seu propósito”, disse o religioso, em um discurso no Vaticano diante de delegações de três instituições bancárias italianas.

As informações são do Correio Braziliense.