COP30 começa em Belém com negociações difíceis sobre energias fósseis e financiamento

Grupo formatou uma nova Agenda de Ação no evento Pré-COP/Marcelo Camargo/Agência Brasil
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Lideranças de centenas de países são recebidas em Belém (PA) a partir desta segunda-feira (10) com foco em financiamento climático

A COP30, reunião do clima da ONU, começa nesta segunda-feira (10) na cidade de Belém, no estado do Pará, com uma tentativa de salvar os esforços globais de luta contra o aquecimento global.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resistiu a todas as objeções e a cidade de Belém receberá quase 50.000 pessoas durante o evento, apesar da falta de hotéis e do aumento dos preços.

A ambição do evento: que o mundo abra os olhos para a Amazônia e que os participantes da COP30 tenham a experiência da vida tropical em Belém, uma cidade onde os habitantes levam guarda-chuvas para se proteger do sol pela manhã e da chuva à tarde.

“Queremos que o mundo veja a real situação das florestas, da maior bacia hidrográfica do planeta e dos milhões de habitantes da região”.

A Amazônia, cujas árvores desempenham um papel essencial contra as mudanças climáticas pela absorção de gases do efeito estufa, sofre com os impactos do desmatamento, da mineração ilegal, da poluição dos rios e da violência contra suas populações indígenas.

Diplomaticamente, o Brasil prepara a COP30 há um ano. Mas na área logística está atrasado. Vários pavilhões ainda estavam em construção no domingo no centro de conferências.

“Há uma grande preocupação sobre se tudo estará pronto a tempo”, declarou à AFP uma fonte próxima à ONU. “Conexões, ônibus, tememos até uma falta de comida para os participantes”, acrescentou.

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Papa Leão XIV se reúne pela primeira vez com presidente palestino Abbas

Papa Leão XIV se reúne pela primeira vez com presidente palestino Abbas
Foto: HANDOUT / VATICAN MEDIA / AFP

O líder palestino chegou ao Vaticano no final da manhã para uma audiência privada no palácio apostólico

O papa Leão XIV se encontrou pela primeira vez nesta quinta-feira (6) com o presidente palestino, Mahmud Abbas, em um contexto humanitário ainda precário em Gaza, quase um mês após o início de uma trégua nesse território devastado pela guerra.

O líder palestino chegou ao Vaticano no final da manhã para uma audiência privada no palácio apostólico, a primeira presencial desde a eleição do pontífice americano-peruano em maio. Ambos haviam mantido uma conversa telefônica em julho.

A visita ocorre quase um mês após o início de um frágil cessar-fogo na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas, após dois anos de conflito desencadeado pelo ataque desse movimento islamista em 7 de outubro de 2023.

A ONU continua pedindo a Israel que abra as passagens fronteiriças para o território, onde os habitantes enfrentam uma grave escassez de água e alimentos.

Abbas é o presidente da Autoridade Palestina, que exerce controle limitado sobre a Cisjordânia ocupada. Seu movimento político, Fatah, é rival do Hamas, que controla Gaza desde 2007.

Na quarta-feira, pouco depois de sua chegada à capital italiana, o líder palestino dirigiu-se à basílica de Santa Maria Maior para rezar diante do túmulo do papa Francisco, falecido em abril, e depositar flores.

“Vim vê-lo porque não posso esquecer o que ele fez pelo povo palestino”, disse aos jornalistas, em referência ao pontífice argentino.

Durante os últimos meses de seu pontificado, Jorge Mario Bergoglio endureceu suas declarações contra a ofensiva israelense, o que provocou tensões diplomáticas.

Seu sucessor tem mostrado até agora posições mais moderadas: expressou solidariedade com a “terra martirizada” de Gaza e denunciou o deslocamento forçado dos palestinos, ao mesmo tempo que afirmou que a Santa Sé não pode se pronunciar sobre se está sendo cometido um “genocídio” no território palestino.

Por AFP

Brasil está disposto a ajudar na crise entre EUA e Venezuela, afirma Lula

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Entrevista Coletiva concedida à Imprensa brasileira e internacional em Kuala Lampur, Malásia./Fotos: Ricardo Stuckert / PR
(Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Lula disse que o tema foi mencionado durante a conversa com Donald Trump, na Malásia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira, 27, que o Brasil está disposto a contribuir para uma solução pacífica na crise da Venezuela e defendeu que o problema deve ser resolvido “na mesa de negociação, e não na base da bala”.

Lula disse que o tema foi mencionado durante a conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. “Eu que entrei no assunto, porque no material que entreguei a ele estava colocada a questão da Venezuela. Conheço a situação e acho que é importante ser resolvida em mesa de negociação”, disse o presidente, em entrevista coletiva na capital da Malásia.

Os Estados Unidos vêm realizando ataques a embarcações supostamente a serviço do narcotráfico e posicionaram embarcações militares no Mar do Caribe, o que despertou a preocupação de Lula.

Lula reforçou a Trump que o Brasil tem experiência na mediação de crises políticas e citou o Grupo de Amigos da Venezuela, criado em 2003, como exemplo de diálogo bem-sucedido. “O Brasil já ajudou uma vez a fortalecer a democracia venezuelana. Acho que é possível encontrar uma solução, se houver disposição de negociação”, afirmou.

Estadão Conteúdo

Trump diz que utiliza tarifas como forma de parar guerras

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/JIM WATSON / AFP
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (JIM WATSON / AFP)

O presidente americano também afirmou que os EUA estão “ganhando muito dinheiro” com as tarifas

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que usa tarifas como uma maneira de parar guerras, ao discursar em jantar na Casa Branca, nesta quarta-feira, 14. O republicano não forneceu mais detalhes, mas disse que os EUA estão “ganhando muito dinheiro” com as tarifas.

“Estamos indo bem no comércio”, acrescentou. Na ocasião, Trump voltou a lamentar o fato de não ter vencido o Prêmio Nobel da Paz. “Parei guerras, mas ganhei o Nobel? Não, eu não ganhei.”

Estadão Conteúdo

Lula encontra com papa Leão XIV e fala de “imensos desafios para o mundo”

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante audiência com Sua Santidade o Papa Leão XIV. Biblioteca do Palácio Apostólico, Vaticano./Foto: Ricardo Stuckert / PR
(Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontrou, nesta segunda-feira (13), com o papa Leão XIV.

Lula afirmou que, durante o encontro com o papa, eles conversaram sobre “religião, fé, o Brasil e os imensos desafios que temos que enfrentar no mundo”.

O papa foi convidado por Lula para participar da COP30, a ser realizada entre os dias 11 e 21 de novembro, em Belém (PA). Apesar de não poder participar, o papa “garantiu a representação do Vaticano” no evento.

O presidente relatou, ainda, que é intenção de Leão XIV visitar o Brasil em breve.

“Ficamos muito felizes em saber que sua Santidade pretende visitar o Brasil no momento oportuno. Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro”, disse Lula, em post nas redes sociais.

Também participaram do encontro Janja, os ministros Mauro Vieira, Wellington Dias e Paulo Teixeira, a senadora Ana Paula Lobato, a presidenta da Embrapa Silvia Massruhá e o embaixador do Brasil junto ao Vaticano, Everton Veira.

Por Igor Fonseca

China reage a ameaça de tarifa de 100% de Trump e diz que poderá tomar medidas

China reage a ameaça de tarifa de 100% de Trump e diz que poderá tomar medidas./Fotos: Lintao Zhang / POOL / AFP - Jim WATSON / AFPFotos: Lintao Zhang / POOL / AFP - Jim WATSON / AFP
. (Fotos: Lintao Zhang / POOL / AFP – Jim WATSON / AFPFotos: Lintao Zhang / POOL / AFP – Jim WATSON / AFP)

A China sinalizou que não vai recuar diante da ameaça do presidente Donald Trump

A China sinalizou neste domingo, 12, que não vai recuar diante da ameaça do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% ao país e pediu aos Estados Unidos que resolvam as diferenças por meio de negociações, e não de ameaças.

“A posição da China é consistente”, disse o Ministério do Comércio em comunicado. “Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma.”

Foi o primeiro comentário oficial da China sobre a ameaça de Trump de elevar o imposto sobre importações chinesas até 1º de novembro, em resposta às novas restrições impostas por Pequim à exportação de terras raras, que são vitais para uma ampla gama de produtos de consumo e militares.

A troca de acusações ameaça atrapalhar um possível encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping e acabar com a trégua de uma guerra comercial que, em abril, chegou a ter tarifas acima de 100% dos dois lados.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou os impostos sobre as importações de muitos parceiros comerciais dos EUA, buscando obter concessões. A China tem sido um dos poucos países que não recuaram, contando com sua influência econômica.

“Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China”, disse o Ministério do Comércio em sua publicação, que foi apresentada como uma série de respostas de um porta-voz não identificado a quatro perguntas de veículos de comunicação. A declaração pediu que quaisquer preocupações fossem abordadas por meio do diálogo.

“Se o lado americano insistir obstinadamente em sua prática, a China certamente tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”, afirmou a publicação.

Além da tarifa de 100%, Trump ameaçou impor controles de exportação sobre o que chamou de “software crítico”, sem especificar o que isso significa. Ambos os lados acusam o outro de violar o espírito da trégua ao impor novas restrições comerciais. Trump disse em uma postagem nas redes sociais que a China está “se tornando muito hostil” e que estaria mantendo o mundo refém ao restringir o acesso a metais e ímãs de terras raras.

O Ministério do Comércio chinês disse que os EUA introduziram várias novas restrições nas últimas semanas, incluindo a expansão do número de empresas chinesas sujeitas aos controles de exportação dos EUA. Sobre as terras raras, o ministério disse que as licenças de exportação seriam concedidas para usos civis legítimos, destacando que os minerais também têm aplicações militares. As novas regras incluem a exigência de que empresas estrangeiras obtenham aprovação do governo chinês para exportar itens que contenham terras raras originárias da China, independentemente de onde os produtos sejam fabricados.

A China responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras e controla cerca de 90% de seu processamento global. O acesso ao material é um dos principais pontos de disputa nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Os minerais críticos estão presentes em diversos produtos, desde motores a jato, sistemas de radar e veículos elétricos até eletrônicos de consumo, como laptops e telefones. As restrições chinesas de exportação têm afetado fabricantes europeus, americanos e de outras regiões.

O comunicado do Ministério do Comércio afirmou que os EUA também estão ignorando as preocupações chinesas ao avançar com novas taxas portuárias para navios chineses, que entram em vigor nesta terça-feira. Em resposta, a China anunciou na sexta-feira que iria impor taxas portuárias aos navios americanos.

Estadão Conteúdo

Governo dos EUA declara Chicago ‘zona de guerra’

Agente da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) monta guarda enquanto centenas de manifestantes se reúnem perto de uma instalação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) se opõem à detenção de imigrantes indocumentados após a ordem do presidente Donald Trump de aumentar a presença federal e intensificar a fiscalização da imigração por meio do Departamento de Segurança Interna em Broadview, Illinois, em 3 de outubro de 2025. O presidente dos EUA, Donald Trump, que fez campanha prometendo deportar um grande número de migrantes, encorajou as autoridades a serem mais agressivas enquanto busca atingir sua meta amplamente divulgada de um milhão de deportações anualmente. (Foto de OCTAVIO JONES / AFP)/ AFP
(Foto de OCTAVIO JONES / AFP)

Na noite de ontem, Trump autorizou o envio de 300 soldados da Guarda Nacional para Chicago

O governo dos Estados Unidos classificou neste domingo Chicago como “zona de guerra”, para justificar o envio de soldados contra a vontade da administração democrata da cidade. Ao mesmo tempo, tropas do estado da Califórnia foram enviadas para o Oregon, apesar do bloqueio dessa medida pela Justiça.

A oposição acusa o presidente republicano, que lançou uma ofensiva contra o crime e a imigração, de exercer o poder de forma autoritária.

Na noite de ontem, Donald Trump autorizou o envio de 300 soldados da Guarda Nacional para Chicago, terceira maior cidade dos Estados Unidos, apesar da oposição de autoridades locais, incluindo o governador do estado de Illinois, cuja capital é Chicago, J.B. Pritzker.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu a medida neste domingo, afirmando à Fox News que Chicago é “uma zona de guerra”.

No programa “State of the Union” da CNN, Pritzker acusou os republicanos de tentar semear o caos. “Eles querem criar uma zona de guerra para poder enviar ainda mais tropas. Eles precisam sair daqui o mais rápido possível”, disse.

Uma pesquisa da CBS publicada neste domingo revelou que uma minoria de americanos, 42%, apoia o envio da Guarda Nacional para as cidades, enquanto 58% se opõem.

Trump, que na última terça-feira falou sobre usar o exército para uma “guerra interna”, não dá sinais de recuar em sua campanha de linha dura.

“Portland está em chamas. Há insurgentes por toda parte”, disse ele neste domingo, sem apresentar provas.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, reproduziu a retórica do presidente ao declarar no programa “Meet the Press”, da NBC, também neste domingo, que as tropas enviadas a Washington, capital dos Estados Unidos, haviam se deslocado para uma “zona de guerra literal”.

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Trump se diz ‘muito confiante’ em acordo sobre Gaza ao receber Netanyahu

Donald Trump e Benjamin Netanyahu / AFP
Donald Trump e Benjamin Netanyahu ( AFP)

Trata-se de uma reunião crucial para encerrar um conflito que dura quase dois anos, deixou mais de 66.000 mortos e devastou a Faixa de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se disse “muito confiante” sobre o êxito de seu plano de paz para acabar com a guerra em Gaza, ao receber o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (29), na Casa Branca.

Trump recepcionou pessoalmente Netanyahu na entrada da Casa Branca para esta quarta visita do premiê israelense a Washington desde o início do ano.

Trata-se de uma reunião crucial para encerrar um conflito que dura quase dois anos, deixou mais de 66.000 mortos e devastou a Faixa de Gaza.

“Muito confiante”, respondeu Trump a jornalistas ao dar as boas-vindas ao aliado, que por sua vez se declarou muito reservado sobre o sucesso da negociação.

Netanyahu considera que ainda falta concluir “o trabalho” em Gaza, isto é, eliminar a ameaça que representa o movimento islamista palestino Hamas, e conseguir resgatar todos os reféns, vivos ou mortos.

“Temos uma oportunidade real de alcançar algo grandioso no Oriente Médio”, publicou Trump no domingo em sua plataforma Truth Social.

O plano de Trump tem 21 pontos e, segundo o jornal The Times of Israel e o portal Axios, propõe um cessar-fogo imediato, a libertação de todos os reféns vivos ou mortos em 48 horas e uma retirada gradual das forças israelenses.

Em troca, Israel libertaria mais de 1.000 prisioneiros palestinos, incluindo alguns que foram condenados à prisão perpétua.

Netanyahu, no entanto, apresentou poucas razões para otimismo nos últimos dias.

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Diferentemente de 2024, Brasil deixa EUA de fora de evento sobre democracia em NY

Donald Trump, presidente dos EUA/Mandel NGAN/AFP
Donald Trump, presidente dos EUA (Mandel NGAN/AFP)

A ausência do convite aos Estados Unidos é uma novidade

Os Estados Unidos não foram convidados para a cúpula que debaterá a democracia, promovida pelo governo do Brasil em Nova York na próxima semana, apurou o Estadão/Broadcast. A ausência do convite aos Estados Unidos é uma novidade em relação ao ano passado, quando os americanos foram chamados.

Segundo interlocutores ouvidos pela reportagem, o convite aos Estados Unidos neste ano não faria sentido por causa da volta ao poder de Donald Trump e das posições adotadas pelo americano em seu mandato.

O evento serve como forma de debater ameaças à democracia a nível global e ao cerceamento a liberdades promovido por líderes extremistas em todas as partes do mundo.

A cúpula para debater a democracia acontecerá pela segunda vez de forma paralela à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. De acordo com comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto no ano passado, na primeira edição estiveram presentes, além de Lula e do presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, os anfitriões do evento, representantes de Barbados, Cabo Verde, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México, Noruega, Quênia, Senegal, Timor Leste, além do presidente do Conselho Europeu à época, Charles Michel, e do secretário-geral adjunto das Nações Unidas, Guy Rider.

Fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast afirmam que todos os países que participaram no ano passado, seja por meio de seus líderes ou de representantes, foram convidados neste ano, exceção feita àqueles que tiveram mudanças no governo à direita. Dentre os países que estiveram presentes, os únicos três que tiveram mudança no governo foram Canadá, México e Estados Unidos mas os dois primeiros continuam governados por líderes progressistas.

O Estadão/Broadcast apurou que o governo brasileiro entendeu que não faria sentido convidar os Estados Unidos para a reunião porque o evento tem o objetivo de discutir formas de debater como enfrentar o extremismo. Ao mesmo tempo, há o entendimento de que o governo Trump representa justamente o que esse grupo tenta combater.

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Papa Leão XIV expressa solidariedade com a ‘terra martirizada’ de Gaza

Papa Leão XIV declarou solidariedade à população de Gaza em oração dominical do Angelus na Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma/Foto: HANDOUT/VATICAN MEDIA/AFP
(Foto: HANDOUT/VATICAN MEDIA/AFP)

Leão XIV fez declaração em oração dominical do Angelus na Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma

O papa Leão XIV expressou neste domingo (21) a solidariedade da Igreja com a população da ‘terra martirizada’ de Gaza e declarou que “não há futuro baseado na violência, no exílio forçado, na vingança”, ao final da oração dominical do Angelus na Praça de São Pedro.

“Toda a Igreja expressa sua solidariedade com os irmãos e irmãs que sofrem nesta terra martirizada”, declarou o pontífice, no momento em que Israel intensifica novamente as operações militares no território palestino devastado por quase dois anos de guerra.

“Os povos precisam de paz”, acrescentou Leão XIV para os representantes de associações católicas reunidos na Praça de São Pedro, atrás de um cartaz que dizia “Paz para Gaza”.

Israel iniciou na terça-feira uma grande ofensiva na Cidade de Gaza com o objetivo declarado de aniquilar o movimento islamista palestino Hamas, cujo ataque em 7 de outubro de 2023 contra o território israelense desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

A ofensiva, criticada pela comunidade internacional, provocou a fuga de centenas de milhares de habitantes em direção ao sul do território.

AFP