Senadores do EUA se unem para derrubar tarifa contra o Brasil

Classificando a tarifa de 50% contra o Brasil como “ultrajante”, um “flagrante abuso de poder” e fruto de “mesquinhas vinganças pessoais”, um grupo bipartidário de senadores americanos apresentou, nesta quinta-feira (18), um projeto de lei para derrubar a medida do presidente Donald Trump.

A proposta busca anular a “declaração de emergência nacional” que serviu de base para a taxação, com os senadores usando discursos duros para criticar tanto a legalidade quanto a motivação do presidente.

O senador democrata Tim Kaine, um dos autores, acusou Trump de usar a economia para fins particulares. “As tarifas do presidente Trump sobre produtos brasileiros, que ele impôs para tentar impedir que o Brasil processe um de seus amigos, são ultrajantes”, disse, defendendo que a política econômica deve visar os interesses americanos, e “não mesquinhas vinganças pessoais”.

A crítica não se restringiu aos democratas. O senador republicano Rand Paul, que também assina o projeto, argumentou que a ação de Trump viola a Constituição americana, mesmo que ele também se diga “alarmado” com a situação política no Brasil.

“O presidente dos Estados Unidos não tem autoridade, sob a IEEPA, para impor tarifas unilateralmente. A política comercial pertence ao Congresso, não à Casa Branca”, declarou Paul, focando na separação de Poderes.

O líder da minoria no Senado, o democrata Chuck Schumer, classificou a medida como um “flagrante abuso de poder” e disse que “os americanos não merecem que Trump faça política com seu sustento e seus bolsos”. Na mesma linha, a senadora Jeanne Shaheen foi direta: “As tarifas do presidente Trump são um imposto sobre o bolso do americano comum”.

Em um comunicado conjunto, o grupo de senadores ainda alertou para o risco geopolítico da medida: “Uma guerra comercial com o Brasil […] aproximaria o Brasil da China”. O projeto agora inicia sua tramitação no Senado dos Estados-unidos.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Trump sanciona Ministro Moraes e reacende tensão entre Brasil e EUA.

Tensão aumenta entre Brasil e EUA/Fotos:  Marcelo Camargo/Agência Brasil/Gustavo Moreno/Brendan Smialowski/AFP
Tensão aumenta entre Brasil e EUA (Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Gustavo Moreno/Brendan Smialowski/AFP)

Sanção dos EUA ao ministro do STF ocorre às vésperas do tarifaço contra o Brasil, levanta questionamentos sobre soberania e direitos humanos e intensifica a polarização no cenário político nacional.

Às vésperas da entrada em vigor do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra o Brasil, o governo norte-americano impôs uma sanção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sob a justificativa de violações à liberdade de expressão e autoritarismo em decisões relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A medida, segundo o cientista político e professor Hely Ferreira, tem forte valor simbólico e insere mais combustível na já acirrada polarização política do país.

“A sanção é contraditória, sobretudo por partir de um país que ainda adota a pena de morte em vários estados. Não se pode tomar os EUA como referência em direitos humanos”, afirma Hely.

Segundo ele, é preciso lembrar que essas medidas diplomáticas não podem significar submissão do Brasil. “Nossa Constituição, no artigo 4º, deixa claro o papel da diplomacia brasileira, que é baseada na autonomia e na cooperação entre os povos — e não na subserviência a interesses estrangeiros”, reitera.

Liberdade em disputa
A decisão do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA, acusa Moraes de promover censura, autorizar prisões arbitrárias e perseguir críticos do governo brasileiro, inclusive cidadãos norte-americanos, por meio de decisões que afetaram redes sociais como a Rumble e o X (antigo Twitter). A sanção se baseia na chamada Lei Magnitsky, usada para punir supostos violadores de direitos humanos ao redor do mundo.

O governo Trump, que reassumiu recentemente, ecoa o discurso de perseguição adotado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado no Brasil por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. “O mais curioso é que agora, os que se dizem defensores da liberdade e da soberania estão aplaudindo uma intervenção estrangeira que atinge diretamente as instituições brasileiras”, pontua Hely Ferreira.

STF
STF (Foto: Gustavo Moreno/STF)

STF (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

Efeitos políticos internos

O professor acredita que a sanção terá repercussões mais simbólicas do que práticas, mas destaca o impacto direto na retórica política. “Oposição e governo vão explorar essa medida em discursos cada vez mais polarizados. De um lado, a oposição dirá que é reflexo da falta de habilidade diplomática do governo Lula. De outro, o governo vai usar o episódio para reforçar a narrativa de que os ‘patriotas’ na verdade estão traindo a pátria ao se alinhar a sanções externas”, analisa.

Para Hely, a situação se insere em um “maniqueísmo tóxico”, onde não há espaço para debate racional ou nuances. “Não existe uma luta entre o bem e o mal, como muitos tentam pintar. O que está em jogo são disputas de narrativa que agravam a crise institucional e fragilizam a posição do Brasil em negociações internacionais”.

Diplomacia e soberania

Apesar da tensão, o professor reafirma que o Brasil historicamente tem se posicionado como um ator diplomático de peso nas relações internacionais, com destaque para a capacidade de negociação independente. “O Brasil sempre buscou o equilíbrio. Não somos aliados incondicionais nem inimigos declarados. É uma postura que precisa ser mantida para garantir o respeito à nossa soberania”, defende Ferreira.

Ele encerra lembrando que a política externa brasileira deve seguir orientações constitucionais, inclusive no enfrentamento de tensões com potências como os EUA. “A diplomacia brasileira tem que continuar sendo firme, mas jamais subserviente. A soberania e a democracia não podem ser relativizadas por conveniências políticas”, conclui.

Alexandre de Moraes , EUA , ministro , Ministro do stf , moraes , sanções

Cecilia Belo

Em carta a Trump, senadores democratas condenam tarifaço ao Brasil

Os senadores democratas norte-americanos Jeanne Shaheen e Tim Kaine lideraram um grupo de congressistas que enviaram, nesta sexta-feira (25/7), uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressando “sérias preocupações com suas ameaças de iniciar uma guerra comercial com o Brasil”. Trump impôs tarifas de 50% a todos os produtos brasileiros.

Segundo os congressistas de oposição, uma guerra comercial com o Brasil “aumentaria os custos para as famílias americanas”. O grupo destaca, ainda, que discorda da imposição de Trump que, para iniciar uma negociação com o Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria encerrar o processo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Bolsonaro enfrenta acusações criminais por tentar liderar um golpe violento, semelhante ao de 6 de janeiro (invasão do Capitólio, nos EUA)”, afirmam os senadores.

Do Metrópoles

‘Estou disposto a ir às últimas consequências’, diz Eduardo Bolsonaro sobre tarifas dos EUA.

Eduardo Bolsonaro se licenciou do mandato na Câmara e está nos Estados Unidos desde fevereiro/Mario Agra / Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro se licenciou do mandato na Câmara e está nos Estados Unidos desde fevereiro (Mario Agra / Câmara dos Deputados)

A declaração ocorreu durante participação no podcast Inteligência Ltda.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não “haverá recuo” na decisão dos Estados Unidos em taxar todos os produtos brasileiros em 50%. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a única forma de haver uma mesa de negociação é se o Brasil der “um primeiro passo naqueles pontos da carta do Trump”.

No início do mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciando o tarifaço, que entrará em vigor a partir de 1º de agosto, e criticou o “tratamento” contra Bolsonaro, réu por tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo o encerramento do processo penal contra ele.

“Me desculpe, até colegas de partido estão fazendo uma delegação para vir aqui junto com parlamentares do PT. Não vão conseguir resolver nada, a nossa embaixadora não é recebida aqui, o (vice-presidente Geraldo) Alckmin não tem interlocução aqui, e eu adianto para vocês, não haverá recuo, porque para que ocorra uma mesa de negociação, o Brasil tem que dar um primeiro passo naqueles pontos da carta do Trump. E aí a minha sugestão é: deixem o Congresso votar a anistia. Se quiserem sacrificar o País inteiro, achando que vale a pena”, disse o deputado.

Na mesma declaração, Eduardo voltou a afirmar que a comissão de senadores que viajará aos Estados Unidos em missão para tentar negociar a tarifa “não vai conseguir resolver nada”. Nesta terça-feira, 22, o parlamentar escreveu em seu perfil do X (antigo Twitter) que missão “está fadada ao fracasso”.

A declaração ocorreu durante participação no podcast Inteligência Ltda, transmitido na noite desta segunda-feira, 21. Na mesma entrevista, o deputado afirmou que teve conhecimento das medidas aplicadas pelo presidente norte-americano antes de serem anunciadas.

Eduardo comentou ainda sobre uma possível prisão do pai. Bolsonaro teve medidas cautelares decretadas contra ele na última sexta-feira, 18, pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito que investiga a atuação de pai e filho em articulações estrangeiras contra autoridades brasileiras.

“Eu estou disposto a ir às últimas consequências. Pode prender o meu pai, eu não vou mudar a minha conduta”, disse.

Bolsonaro , Donald Trump , Eduardo Bolsonaro , tarifa

Estadão Conteúdo

Casamento de dois irmãos com a mesma mulher choca redes sociais.

Casamento de dois irmãos com a mesma mulher choca redes sociais/Foto: Reprodução/Redes Sociais
Casamento de dois irmãos com a mesma mulher choca redes sociais (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

As fotos do evento, com os irmãos aparecem ao lado da esposa, viralizaram na internet.

Dois irmãos indianos se casaram recentemente com a mesma mulher, seguindo uma tradição religiosa considerada extinta, o que provocou uma turbulência nas redes sociais.

Os irmãos Pradeep e Kapil Negi se casaram com sua esposa, cujo nome foi preservado, no último fim de semana na localidade de Shillai, no estado himalaio de Himachal Pradesh, na presença de centenas de convidados.

Como muitas outras cerimônias, esta foi aprovada por ambas as famílias.

As fotos do evento, nas quais os irmãos aparecem ao lado da esposa, viralizaram nas redes sociais.

“Não fizemos mais do que seguir uma tradição da qual estamos orgulhosos”, afirmou Pradeep Negi, citado pela agência Press Trust of India.

“Daremos apoio, estabilidade e amor à nossa esposa”, prometeu Kapil.

Casamento de dois irmãos com a mesma mulher choca redes sociais
Casamento de dois irmãos com a mesma mulher choca redes sociais (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

 

A All India Democratic Women’s Association (AIDWA), uma associação de defesa dos direitos das mulheres, denunciou a união.

“Nossa organização condena veementemente estes atos de exploração das mulheres, que vão contra os direitos fundamentais da mulher”, declarou Mariam Dhawale, secretária-geral da AIDWA, a um meio de comunicação local.

A poliandria, condição da mulher casada simultaneamente com dois ou mais homens, é ilegal na maioria dos países do mundo, incluindo a Índia.

Contudo, continua sendo tolerada em determinadas regiões do extremo norte do país, incluindo a comunidade Hatti, com certa de 300.000 pessoas.

“A poliandria era comum em gerações anteriores. Tornou-se incomum, mas continua sendo praticada pelos Hatti”, sendo protegida por “leis consuetudinárias”, afirmou o funcionário local Harshwardhan Singh Chauhan à AFP.

Cinco casamentos unindo uma mulher a vários homens foram realizados no ano passado na região de Shillai, de acordo com a imprensa local.

Índia

AFP

 

Saiba o que é “Lua do veado”, fenômeno que ocorrerá na noite desta quinta

A Lua do veado recebe este nome por ter relação com o mês de julho/Foto: Igo Estrela/Divulgação
A Lua do veado recebe este nome por ter relação com o mês de julho (Foto: Igo Estrela/Divulgação)

O apelido informal vem de tradições norte-americanas, que dão um nome para cada fase da Lua cheia

Conhecida como “Lua do veado”, a lua cheia do mês de julho proporcionará um espetáculo celeste nesta quinta-feira (10/7), das 18h até as 6h. Este fenômeno ocorre quando a Lua se posiciona de maneira oposta ao Sol, expondo uma nova face, em que aparece totalmente iluminada.

Mas por que “do veado”? O apelido informal vem de tradições norte-americanas, que dão um nome para cada fase da Lua cheia.

A Lua do veado recebe este nome por ter relação com o mês de julho. Nos Estados Unidos, este período marca a época em que os veados e cervos começam a desenvolver seus chifres, entrando na fase adulta.

Leia a matéria completa no portal Metrópoles.

Corpo de brasileira será resgatado de vulcão na Indonésia e trasladado para o Brasil

Equipes de resgate do governo da Indonésia vão içar o corpo de Juliana Marins a partir das 6h de quarta-feira no horário local. Juliana caiu de uma trilha do monte Rinjani na sexta-feira, 20, e nesta terça-feira, quando socorristas finalmente chegaram ao local onde a brasileira estava, foi constatada a morte dela. O corpo está a 600 metros do ponto de onde ela caiu. As informações são do governo da Indonésia.

Integrantes da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia afirmaram nesta terça-feira (24) que a retirada do corpo será feita apenas na manhã de quarta-feira (no horário local) devido às condições climáticas desfavoráveis, com visibilidade muito limitada.

O corpo de Juliana será levado primeiro até um acampamento onde estão socorristas, ao longo da própria trilha no monte Rinjani. Dali será conduzido em uma maca até a cidade de Sembalun, que fica na ilha de Lombok e é o principal ponto de partida para as trilhas no monte Rinjani.

Por fim, o corpo será transportado de avião de Sembalun até o Hospital Bayangkara. As autoridades da Indonésia não deram previsão sobre o horário em que o corpo de Juliana deve chegar ao hospital.

O acidente

Juliana Marins caiu enquanto fazia uma trilha próxima de um vulcão. O local é conhecido por sua beleza, mas também por seus desafios e riscos naturais. Sete socorristas conseguiram chegar ao local nesta terça.

Ela foi encontrada morta nesta terça-feira, 24. O acidente ocorreu no sábado, 21, pelo horário local, ainda noite de sexta-feira, 20, no Brasil. Ela ficou quase quatro dias à espera de um resgate.

A tentativa de resgate da brasileira foi dificultada por condições meteorológicas e de visibilidade adversas e mobilizou alpinistas experientes e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Durante as tentativas de resgate, familiares e amigos relataram desencontro de informações, inclusive sobre a veracidade de que Juliana teria recebido alimentos e bebidas, como chegou a ser divulgado ainda no último sábado, dia do acidente.

Pelas redes sociais, políticos e famosos também entraram na mobilização para cobrar ajuda. Familiares também questionaram a demora para ser feito o resgate, assim como falta de planejamento.

Juliana morava em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, e em dezembro de 2021 concluiu a graduação em Publicidade e Propaganda na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela chegou a trabalhar no canal Off (com produção e conteúdo) e no Multishow (com produção de conteúdo digital), segundo registrou em seu perfil no LinkedIn, onde acumulava elogios profissionais.

Família embarca para Bali

Por meio do seu perfil no Instagram, na manhã desta terça-feira, o pai de Juliana, Manoel Marins, informou que estava embarcando para Bali.

Ele decidiu viajar rumo à Indonésia para acompanhar a operação no local. Na segunda-feira, 23, enfrentou dificuldades em Lisboa em Portugal. Isso porque para chegar até a Indonésia o voo precisa passar por Doha, no Catar, mas o aeroporto de lá estava fechado por causa dos ataques do Irã.

Do Estadão

Israel e Irã mantêm ataques, mesmo com cessar-fogo anunciado por Trump

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Após 12 dias de conflitos, iniciados por Israel contra o programa nuclear do Irã, ambos os países concordaram com cessar-fogo anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que teria entrado em vigor na madrugada desta terça-feira (24). As informações são do Metrópoles.

Mas apesar do acordo, os ataques continuam, com acusações de lado a lado de violação da trégua.

“O cessar-fogo está em vigor. Por favor, não o violem”, afirmou Trump, também nesta manhã na rede Truth Social.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23/6) um acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã, colocando um ponto final no conflito que durou quase duas semanas de confrontos militares diretos entre as duas potências rivais do Oriente Médio.

Porém, pouco tempo depois do início do cessar-fogo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que o exército israelense responda energicamente a uma violação do acordo por parte do Irã, com ataques intensos contra alvos do regime no coração de Teerã, segundo relatos da mídia local. Confira a matéria completa no portal Metrópoles.

Israel volta a atacar o Irã, que ameaça responder aos bombardeios dos Estados Unidos

Ataque israelense à capital iraniana/ATTA KENARE / AFP
Ataque israelense à capital iraniana (ATTA KENARE / AFP)

A guerra já deixou mais de 400 mortos e 3.000 feridos no Irã, a maioria civis, segundo um balanço oficial

Israel lançou nesta segunda-feira (23) uma nova série de ataques aéreos contra o Irã, que, por sua vez, ameaçou os Estados Unidos com “graves consequências” após os bombardeios contra suas instalações nucleares e alertou para uma possível “propagação da guerra” no Oriente Médio.

O conflito entre Israel e Irã, desencadeado em 13 de junho por um ataque israelense sem precedentes contra seu grande rival regional, entrou nesta segunda-feira no 11º dia.

O governo dos Estados Unidos entrou no conflito no domingo, com bombardeios contra as instalações nucleares de Isfahan e Natanz, assim como contra a central subterrânea de enriquecimento de urânio de Fordo.

O Pentágono afirmou ter “devastado o programa nuclear iraniano”, mas o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, declarou que, por enquanto, não é possível avaliar a dimensão dos danos.

Grossi também pediu acesso às instalações nucleares iranianas para avaliar as reservas de urânio altamente enriquecido, próximas ao nível que permitiria a produção de uma bomba atômica.

Nesta segunda-feira, o Exército israelense anunciou novos bombardeios contra “alvos do regime” iraniano. Em Teerã, a imprensa estatal informou novos ataques contra Fordo e contra o quartel-general da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime iraniano, em Teerã.

Em Israel, sirenes de alerta voltaram a ser acionadas devido ao lançamento de mísseis iranianos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que Estados Unidos e Israel “cruzaram uma grande linha vermelha” e anunciou uma reunião em Moscou com o presidente russo Vladimir Putin, que lamentou a “agressão” contra o Irã e assegurou que a Rússia ajudará o povo iraniano.

Por sua vez, um porta-voz das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari, alertou que “o ato hostil (dos Estados Unidos) ampliará o alcance de alvos legítimos das forças iranianas e abrirá caminho para a expansão da guerra na região”.

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A humanidade ‘apela por paz’, diz o papa após ataque dos EUA ao Irã

Papa Leão 14/ANDREAS SOLARO/AFP
Papa Leão 14 (ANDREAS SOLARO/AFP)

Declaração do papa Leão XIV ocorreu no fim de sua oração semanal do Angelus, no Vaticano

“A humanidade apela por paz” diante das “notícias alarmantes vindas do Oriente Médio”, declarou o papa Leão XIV neste domingo, após os ataques dos Estados Unidos a instalações do programa nuclear iraniano.

“Cada membro da comunidade internacional tem a responsabilidade moral de pôr fim à tragédia da guerra antes que ela se torne um abismo irreparável”, declarou o papa ao final de sua oração semanal do Angelus, no Vaticano.

Escalada perigosa

O presidente dos Estados Unidos, Donaldo Trump, informou, por meio das redes sociais oficiais da Casa Branca, que o país conclui com sucesso ataque a três instalações nucleares no Irã, na noite de sábado (21/6). Imprensa iraniana confirmou que instalações nucleares de Fordow foram ‘atacadas por bombardeios inimigos’.

No comunido norte-americano, Trump afirma que um ataque “bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan”, foi concluído, informando ainda que todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano e que uma carga completa de bombas foi lançada na instalação principal, Fordow.

“Todos os aviões estão em segurança a caminho de casa. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. AGORA É A HORA DA PAZ!”, continuou o presidente norte-americano no comunicado oficial.

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Correio Braziliense