
O Governo do Estado que enfrentou o ano de 2025 e este primeiro trimestre de 2026 com grandes dificuldades na Alepe depois que a oposição, em manobra de bastidores, conquistou maioria nas três principais comissões da casa (Justiça, Finanças e Administração) poderá readquirir a tranquilidade no embate com o poder legislativo a partir da próxima semana quando termina a janela partidária. Levantamentos realizados por parlamentares que entendem da matemática política a pedido deste blog revelam que as legendas governistas – PSD, Federação União Progressista, Podemos e a Federação do PT/PV e PCdoB – vão ganhar peso suficiente para mudar o modus operandi criado há um ano e três meses, fazendo maioria folgada nos três colegiados que hoje tiram o sono do Poder Executivo.
Pelo que se coloca esta quarta-feira no tabuleiro das mudanças legislativas a partir deste dia 04, quando a janela estará encerrada, o PSD da governadora Raquel Lyra terá 8 deputados, a Federação União Progressista terá 12 parlamentares, a Federação do PT/PV e PCdoB terá 8 e o Podemos 6 deputados. O Governo contará ainda com o Novo que tem um parlamentar. Isso soma 35 dos 49 deputados, uma ampla maioria, portanto. O Executivo poderá contar ainda, dependendo das negociações dentro da casa com a bancada do PL que terá três deputados e com o deputado Jarbas Filho que ainda não definiu se permanece no MDB ou migra para o PSD.
Uma nova decisão da mesa diretora criada na mesma época em que a oposição passou a dominar as comissões citadas determina que os presidentes e vices dessas comissões têm mandato de dois anos e, portanto, vão continuar em seus postos, mas nada poderão fazer diante de uma maioria governista. Além disso, a mesma janela partidária levou o Executivo a conquistar a presidência da Comissão de Finanças com o deputado Antonio Coelho, agora governista, e a vice-presidência das comissões de Justiça e Administração. A primeira nas mãos do deputado Edson Vieira, que agora faz parte da bancada da situação, e a segunda sob o comando do mesmo Antonio Coelho.
Mandado de Segurança
Embora esteja certo do direito de conquista das comissões o Poder Executivo através da bancada governista na Assembléia estuda juidicializar os processos legislativos para assegurar a votação do projeto da governadora Raquel Lyra que estabelece o direito do Executivo de remanejar o percentual de 20% do orçamento. O argumento é que sem isso Pernambuco vai continuar sem autorização para utilizar mais de R$ 1 bilhão de recursos do Fundef – grande parte a ser ressarcida aos professores – que foram postos à disposição no final do ano e não constam do Orçamento de 2026 mais R$ 300 milhões para reforma das escolas e R$ 300 milhões o para a área de saúde. O Governo também está impossibilitado de assistir ao setor canavieiro que atravessa grande crise por conta do tarifaço do presidente Trump.
Os dois João Paulo







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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, esteve em São José do Egito nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, para cumprir uma agenda de importantes entregas e anúncios ao lado do prefeito Fredson Brito. A programação reuniu autoridades, lideranças e uma grande multidão que aguardou a chegada da governadora na Avenida Antônio Borja, principal via do bairro São Borja.