João Campos recebe apoio da Fetaepe

O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), recebeu, nesta sexta-feira (24), o apoio da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais do Estado de Pernambuco (Fetaepe). A parceria foi reafirmada durante encontro com trabalhadores rurais em Sirinhaém, na Mata Sul, onde João destacou o compromisso de construir políticas públicas para o campo em diálogo com as entidades representativas da categoria.

A agenda contou ainda com a presença da presidente da Fetaepe, Cristiana Maria de Andrade, e do futuro presidente da Fetape, Paulo Roberto Rodrigues Santos (Beto), que representam os trabalhadores rurais e assalariados do campo em Pernambuco.

Durante o encontro, João Campos destacou a importância do apoio dos representantes dos trabalhadores rurais e reafirmou o compromisso de construir políticas para fortalecer o campo pernambucano.

“É muito importante caminhar ao lado de quem representa os trabalhadores e conhece de perto os desafios do campo. Quero agradecer a confiança e reafirmar o nosso compromisso com a agricultura familiar, com os trabalhadores rurais, com os sindicatos e com o fortalecimento de programas que fazem diferença na vida das pessoas, como o Chapéu de Palha. Pernambuco precisa voltar a cuidar de quem vive e trabalha no campo”, afirmou o líder da Frente Popular.

Entre os compromissos assumidos pelo pré-candidato está a ampliação do Programa Chapéu de Palha, com a elevação do benefício para, no mínimo, meio salário mínimo, além da desvinculação do programa estadual do Bolsa Família.

A proposta busca garantir que os trabalhadores possam receber integralmente os dois benefícios e ampliar a proteção de renda durante os períodos de entressafra e de menor atividade no campo.

Por Blog da Folha*

João Campos propõe elevar Chapéu de Palha para meio salário mínimo

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Pré-candidato ao Governo de Pernambuco também defende a desvinculação do programa do Bolsa Família para assegurar o pagamento integral dos dois benefícios

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), anunciou nesta sexta-feira (24), durante encontro com trabalhadores rurais em Sirinhaém, na Mata Sul, uma proposta para ampliar o Programa Chapéu de Palha caso seja eleito governador. O plano prevê elevar o benefício para, no mínimo, meio salário mínimo e desvincular o programa estadual do Bolsa Família, permitindo que os trabalhadores possam receber os dois benefícios de forma integral, sem redução no valor do auxílio estadual.

O anúncio foi feito durante um evento que reuniu trabalhadores rurais, representantes de sindicatos e lideranças políticas da região.

Na ocasião,João afirmou que a proposta foi construída a partir das demandas apresentadas pelas entidades representativas do setor e reafirmou o compromisso de fortalecer a agricultura familiar, os assalariados rurais e as políticas de proteção social voltadas ao campo.

“A partir do próximo ano, Pernambuco vai ter um governador amigo do trabalhador e da trabalhadora do campo. Alguém que vai escutar e fazer pela agricultura familiar, pelo cuidado com os assalariados e pelo fortalecimento dos sindicatos. Nós vamos aumentar o Chapéu de Palha de Pernambuco. O nosso compromisso é garantir, no mínimo, meio salário mínimo para o programa e desvinculá-lo do Bolsa Família, para que quem recebe os dois benefícios possa ganhar mais e tenha mais proteção”, afirmou.

Na prática, a proposta apresentada por João prevê duas mudanças no programa estadual. A primeira é elevar o valor do benefício, que atualmente varia entre R$ 373,08 e R$ 387,94, para, no mínimo, meio salário mínimo. A segunda é desvincular o Chapéu de Palha do Bolsa Família, impedindo que trabalhadores beneficiários do programa federal tenham redução no valor recebido pelo auxílio estadual. Segundo o pré-candidato, a medida busca ampliar a proteção à renda das famílias durante os períodos em que ficam temporariamente sem atividade.

Programa Chapéu de Palha

Criado em 1988 pelo então governador Miguel Arraes, o Programa Chapéu de Palha surgiu para garantir apoio financeiro aos trabalhadores da cana-de-açúcar durante o período da entressafra, quando milhares de famílias ficavam temporariamente sem renda. Em 2007, a iniciativa foi reestruturada e transformada em política pública permanente pelo então governador Eduardo Campos, por meio da Lei Estadual nº 13.244/2007, ampliando seu alcance e garantindo sua continuidade.

Atualmente, o programa atende trabalhadores da cana-de-açúcar, da fruticultura irrigada e da pesca artesanal nas 12 Regiões de Desenvolvimento de Pernambuco. O benefício funciona como um complemento de renda durante os períodos de entressafra e de defeso, contribuindo para reduzir os impactos da interrupção temporária das atividades e oferecer maior segurança econômica às famílias beneficiadas.

Encontro reuniu trabalhadores rurais e lideranças da Mata Sul

Durante o encontro, que reuniu trabalhadores rurais, representantes de sindicatos e lideranças políticas da Mata Sul, João Campos também defendeu que o desenvolvimento econômico da região deve estar aliado à geração de emprego, ao fortalecimento da agricultura familiar e à ampliação das políticas públicas voltadas aos trabalhadores do campo.

“Sirinhaém tem potencial para crescer, atrair novos empreendimentos e gerar mais oportunidades. Mas esse desenvolvimento precisa chegar a quem mais precisa. Com o apoio do presidente Lula, vamos garantir investimentos para Pernambuco e fortalecer programas importantes como o Chapéu de Palha, fazendo com que ele cresça e ofereça ainda mais proteção aos trabalhadores rurais”, declarou.

Participaram do encontro o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos); o deputado federal e pré-candidato à reeleição presidente estadual do PT, Carlos Veras; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sirinhaém, Manoel Coco; o presidente eleito da Fetape, Paulo Roberto Rodrigues Santos (Beto); a presidente da Fetaepe, Cristiana Maria de Andrade; o vice-prefeito de Sirinhaém, Fernando Urquiza Filho (Republicanos); a ex-prefeita de Sirinhaém, Camila Machado (PP); além de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas e sindicais da Mata Sul.

João Campos afirma que Lula deve vir para Pernambuco neste primeiro turno

João Campos (PSB)/Sandy James/DP Foto
João Campos (PSB) (Sandy James/DP Foto)

Em entrevista exclusiva ao Diario de Pernambuco, João Campos comentou que o presidente terá uma agenda extensa no Nordeste

Presente na convenção partidária do MDB neste sábado (25), o pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), em entrevista exclusiva ao Diario de Pernambuco, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve vir para Pernambuco ainda neste primeiro turno.

“Ele deve vir, sim, a Pernambuco no primeiro turno. Ele deve ter uma agenda extensa no Nordeste”, disse. Contudo, Campos salienta que o presidente e pré-candidato à reeleição deve se dedicar aos colégios eleitorais onde a eleição está mais acirrada.

“Acredito que São Paulo vai ser um ponto onde ele [Lula] vai botar mais energia, Minas Gerais e Rio de Janeiro também. Então, acredito que o presidente vai ter uma agenda espalhada pelo Brasil”.

Ao Diario, João Campos comentou que, no dia 29 de julho, estará em Brasília, presidindo a convenção do PSB. O evento marcará a homologação do nome de Geraldo Alckmin como candidato à vice-presidência.

Além disso, Campos confirmou que marcará presença, no dia 2 de agosto, na reunião partidária que vai oficializar a candidatura de Lula à presidência.“Essa semana, a gente tem três convenções. Tem o dia 29, do PSB nacional, no dia 1 a da Frente Popular aqui em Pernambuco e, em seguida, a do presidente em São Paulo”.

Elaine Guimarães

Pernambuco reduz assassinatos, mas é o 5º estado mais violento do Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública

Em 2025, Pernambuco registrou 33 mortes violentas intencionais a cada 100 mil habitantes./Foto: Rafael Vieira/DP Foto
Em 2025, Pernambuco registrou 33 mortes violentas intencionais a cada 100 mil habitantes. (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)

Apesar da posição ocupada, a taxa de mortes violentas intencionais em Pernambuco é a menor da série histórica, iniciada em 2012

Pernambuco ocupa a quinta posição entre os estados com maior taxa de mortes violentas intencionais (MVI) em 2025. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Em 2025, Pernambuco registrou 33 MVIs a cada 100 mil habitantes, contra 36,4 em 2024. À frente de Pernambuco entre as maiores taxas estão Alagoas (33,1), Ceará (34,7), Bahia (36,8) e, na primeira posição, Amapá (42,5).

Para calcular as MVIs, o Fórum considera a soma do número de vítimas de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), latrocínios (o roubo seguido de morte), feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.

Apesar de Pernambuco figurar entre os piores estados, o Anuário apresenta um cenário de melhora em comparação com a edição anterior. Em 2025, o estado teve uma redução de 9,3% nas taxas de MVI em comparação com o ano anterior, quando contabilizou 36,4 mortes por 100 mil habitantes. A variação coloca Pernambuco na décima posição entre os estados que mais reduziram.

A taxa de 33 MVIs também é a menor da série histórica, iniciada em 2012.

Brasil

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública destaca que o país, pela primeira vez, alcançou a meta nacional de redução dos homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027, antecipando seu cumprimento em dois anos.

Foram 32.914 casos de homicídios dolosos, com uma taxa nacional de 15,4 e uma redução de 10% em relação aos dados de 2024.

A Política Nacional, revisada em 2021 e que é a norma orientadora para implementação do Sistema Único de Segurança Pública vigente, havia definido uma meta de 16 homicídios por 100 mil habitantes até 2027.

Dentro da categoria de homicídios dolosos estão inclusos os feminicídios, que até outubro de 2024 eram uma qualificadora. Com a lei 14.994, de 9 de outubro de 2024, virou um tipo penal autônomo.

Considerando todos os MVIs, o Brasil contabilizou 40.775 ocorrências. A quantidade de casos equivale a uma taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes, uma queda de 8,2% em relação ao ano de 2024 e de 31% comparando a 2012, primeiro ano da série histórica. “Essa expressiva redução é puxada, sobretudo, pela diminuição dos homicídios dolosos”, assinala o FBSP.

Com exceção das mortes por intervenção policial e feminicídios, todas as demais categorias das MVIs caíram, reforçando uma tendência iniciada em 2018.

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Saiba quanto os candidatos em Pernambuco podem gastar na campanha eleitoral de 2026

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a tabela com os limites de gastos de campanha para as Eleições Gerais de 2026. Os valores, que variam por estado, são definidos com base na Lei nº 9.504/1997 e na Resolução TSE nº 23.607/2019. De acordo com o tribunal, o teto de gastos de cada candidatura engloba contratos, transferências financeiras feitas a outros partidos ou candidatos; e doações estimáveis em dinheiro, ou seja, bens e serviços com valor econômico.

Em Pernambuco, os postulantes ao governo do estado têm um limite de gastos fixado em R$ 11,5 milhões, com acréscimo de R$ 5,7 milhões em um eventual segundo turno. Para os demais cargos, os valores máximos são:

  • Senado: R$ 4.447.201,54;
  • Deputado Federal: R$ 3.176.572,53;
  • Deputado Estadual: R$ 1.270.629,01.

Para a Presidência da República, o limite de gastos estabelecido é de R$ 88,9 milhões no primeiro turno, podendo ser acrescido de R$ 44,4 milhões em caso de segundo turno.

Entre os estados, São Paulo lidera com o maior teto para o governo estadual (R$ 26,6 milhões) e para o Senado (R$ 7,1 milhões). Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, onde o limite para o governo é de R$ 17,7 milhões.

O teto para os postulantes a deputado estadual/distrital e federal é o mesmo para todos os estados e Distrito Federal: R$ 1,2 milhão e R$ 3,1 milhões, respectivamente.

Penalidades

Quem ultrapassar o limite de despesas estará sujeito a multa equivalente a 100% do valor excedente, que deverá ser recolhida em até cinco dias úteis após a intimação da decisão judicial, segundo a resolução. Além da penalidade financeira, o excesso de gastos pode caracterizar abuso do poder econômico, conforme a Lei da Inelegibilidade, sem prejuízo da aplicação de outras sanções previstas na legislação eleitoral.

Segundo o TSE, a fiscalização ocorre, em regra, durante a análise da prestação de contas apresentada por candidatos e partidos. A Corte ressalta, entretanto, que a conclusão obtida nessa fase não impede a apuração do mesmo fato em outras ações judiciais, como as que investigam abuso do poder econômico ou arrecadação e gastos ilícitos de recursos eleitorais.

Caso o excesso seja comprovado em outro processo, com base em provas distintas, o valor de eventual multa já aplicada será descontado para evitar dupla punição.

O teto foi calculado a partir do quantitativo de eleitores aptos a votar em cada município. Esse número também serve como base para definir o número máximo de pessoas que poderão ser contratadas para atividades de militância e mobilização de rua durante o período eleitoral.

João Campos e Raquel Lyra poderão gastar até R$ 17,3 milhões na campanha em Pernambuco

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Os candidatos ao Governo de Pernambuco nas Eleições 2026, entre eles a governadora Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição, e o ex-prefeito do Recife e pré-candidato João Campos (PSB), poderão gastar até R$ 11.562.724 durante a campanha no primeiro turno. Em caso de segundo turno, o limite adicional será de R$ 5.781.362. Os valores foram divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que publicou os tetos de despesas para todos os cargos em disputa no país.

Os limites variam de estado para estado, conforme critérios definidos pela Justiça Eleitoral com base na legislação e no tamanho do eleitorado de cada unidade da federação. Em Pernambuco, os valores levam em consideração o número de 7.225.744 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, divulgado pelo TSE nesta semana.

Além da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, o Tribunal fixou em R$ 4.447.201,54 o limite de gastos para cada candidatura ao Senado em Pernambuco. Para os candidatos à Câmara dos Deputados, o teto será de R$ 3.176.572,53, enquanto os concorrentes à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) poderão gastar até R$ 1.270.629,01 durante a campanha.

No caso da eleição presidencial, o limite nacional de gastos permanece em R$ 88.944.030,80 para o primeiro turno e R$ 44.472.015,40 para uma eventual segunda etapa da disputa.

Os valores foram mantidos nos mesmos patamares das eleições de 2022. A decisão foi tomada pelo plenário do TSE no início deste mês e considerou a ausência de mudanças na legislação eleitoral e a manutenção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) em R$ 4,9 bilhões. Segundo a Corte, a medida busca preservar o equilíbrio financeiro das campanhas e garantir estabilidade na disputa eleitoral.

De acordo com a legislação, o limite de gastos abrange não apenas as despesas contratadas diretamente pelas candidaturas, mas também transferências financeiras destinadas a partidos e outros candidatos, além de doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços utilizados durante a campanha.

O candidato ou partido que ultrapassar o teto estabelecido estará sujeito ao pagamento de multa equivalente a 100% do valor excedente. Dependendo das circunstâncias, o excesso de gastos também poderá configurar abuso do poder econômico, podendo resultar em outras sanções previstas na legislação eleitoral.

Por Larissa Aguiar

Raquel pode ir à convenção com apenas um candidato ao Senado

Por TEREZINHA NUNES

A decisão da Federação União Progressista de marcar para o dia 5 de agosto sua convenção pode obrigar a governadora Raquel Lyra a registrar em sua convenção no dia 2 de agosto apenas um candidato ao Senado que, pelo andar da carruagem, seria o deputado federal Túlio Gadelha. Mas se ela desejar lutar pelo tempo de Rádio e TV da União Progressista pode deixar em aberto a outra vaga para ser preenchida no próprio dia 5 – isso é permitido pela Justiça Eleitoral – ou, se for o caso, registrar no dia 2 o próprio Túlio e o senador Fernando Dueire, que busca a reeleição e tem o apoio de mais de 100 prefeitos.

Essa providência, comentada esta terça-feira no meio político, contrariaria Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, mas poria fim à queda de braço entre os dois, agora transferida para o final do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral e abriria uma chance da governadora tentar ficar com o tempo da Federação uma vez que Eduardo e Miguel já declararam que apoiam a sua reeleição.

Isso não acontecendo há enormes chances da guerra por esta vaga ficar ainda maior. Em Brasília, para onde viajou esta segunda-feira, Eduardo da Fonte teve seguidas reuniões com advogados eleitorais da Federação levantando todas as possibilidades de reação às investidas de Miguel, que não aceitou a decisão da executiva estadual que, por 5 votos a 2, o escolheu como nome para o Senado. A principal hipótese, apurou este blog, é de que no dia 5 a convenção, onde o PP tem maioria, ratifique Eduardo como o nome a ser apresentado à governadora, não restando a Miguel outra solução que não seja o apelo à via judicial.

Nesse caso, ele solicitaria ao TRE autorização para concorrer como candidato avulso, alegando, como já informou, que um partido não pode se sobrepor ao outro em uma Federação. Terá sucesso? É impossível prever até porque uma decisão do TRE poderia, em caso de contestação, subir para o TSE, alongando o prazo, prejudicando a própria campanha, e, por óbvio, ajudando os candidatos adversários. A ver.

A senha dada por Humberto

O senador Humberto Costa aproveitou a sua fala na convenção da Federação Brasil da Esperança, integrada pelo PT/PV e PCdoB para informar que o presidente Lula deseja ajudar a eleger o maior número possível de senadores no Nordeste, onde é franco favorito, para se contrapor aos senadores que a direita vai eleger no sul e sudeste. Este blog apurou que estão no rol das lideranças políticas que serão procuradas pelos petistas para ajudar nessa equação, governadores como Raquel Lyra, que está tentando evitar que Lula venha ao estado no primeiro turno. Candidatos ao Senado de cunho bolsonarista e chances de se eleger poderiam, segundo uma graduada fonte do PT, levar Lula a estar presente na campanha do estado para tentar eleger apenas os seus preferidos.

As indiretas do PT sobre Túlio Gadelha

Sem citar o nome do deputado federal Túlio Gadelha lideranças estaduais do PT como os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão se encarregaram, na Convenção do partido, de soltar indiretas em relação a Túlio que tem elogiado o presidente Lula em todos os eventos aos quais comparece com ou sem a companhia da governadora Raquel Lyra e é citado como representante do presidente no palanque raquelista. Os dois falaram que o time de Lula tem João Campos governador e Humberto e Marília como senadores e que ninguém mais pode falar em nome do presidente.

PERGUNTA QUE NÃO CALAR

Mendonça Filho ainda admite a possibilidade de ser candidato ao Senado pelo PL, de forma

“Caruaru é do povo. Não tem dono”, diz João Campos em evento de pré-campanha no Agreste

A movimentação que alterou a rotina do bairro Indianópolis, em Caruaru, em pleno domingo trouxe contornos de enfrentamento à corrida pelo governo de Pernambuco. Ao levar a oitava plenária do projeto de escuta popular “Chega Junto Pernambuco” para a cidade do Agreste, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), ignorou que o território, administrado pela governadora Raquel Lyra entre 2017 e 2022, é a principal base política da sua adversária na disputa eleitoral de outubro “Caruaru é do povo. Não tem dono”, sustentou.

Diante de um público estimado em 20 mil pessoas dentro e fora de uma casa de recepções, o pré-candidato reforçou a crítica ao personalismo político. “Isso aqui não é uma fazenda, um sítio, uma propriedade privada.

Não existem donos de cidades – pequena, média ou grande. As cidades e o estado são do povo”, afirmou João Campos em entrevista no local. O discurso abriu caminho para uma sequência de questionamentos direcionados às promessas e aos gargalos da atual administração estadual, focando em duas demandas sensíveis para a população do interior: o saneamento e a educação infantil.

No palanque, o pré-candidato criticou o ritmo das entregas do estado, apontando o descompasso entre os anúncios oficiais e a realidade das torneiras e das salas de aula, especialmente das creches.

“Não adianta anunciar, prometer, dar ordem de serviço, assinar contrato, licitar obra… Nada disso importa para as pessoas se não estiver funcionando. Não importa ter um discurso maravilhoso de água se abre a torneira e não chega água. Não adianta ver um compromisso de 250 creches e não fazer cinco ou seis creches”, disparou.

Na avaliação do pré-candidato, o ritmo atual das políticas públicas ameaça o desenvolvimento de Pernambuco frente ao crescimento de estados vizinhos como Bahia, Ceará, Alagoas e Paraíba, citando áreas como atração de indústrias, infraestrutura e expansão do ensino técnico e superior.

Para além do embate discursivo, o ato de ontem serviu para apresentar uma agenda de propostas estruturais destinadas à região. O principal anúncio foi o compromisso de construir o Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru.

O projeto prevê um equipamento de grande porte com mais de 100 leitos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), especialidades odontológicas infantis, centro para Transtorno do Espectro Autista (TEA) e um núcleo de desenvolvimento integral infantil.

A estrutura terá capacidade para realizar 500 mil exames e procedimentos anuais, com o objetivo de evitar o deslocamento de pacientes de mais de 25 municípios da região para a Região Metropolitana do Recife em busca de alta complexidade.

Ainda na área de saúde, o plano de governo da Frente Popular incluiu a promessa de reabertura do Hospital Jesus Nazareno. A unidade de Caruaru teve as atividades encerradas pela gestão estadual no ano passado, integrando uma lista de descontinuidades de leitos e UTIs pediátricas que a oposição vem utilizando como vidraça contra o governo.

Os compromissos também avançaram pelo setor de infraestrutura, com o anúncio da construção de um anel viário nos arredores de Caruaru e a proposta de duplicação do trecho da rodovia BR-232 compreendido entre as cidades de São Caetano e Serra Talhada, com foco na melhoria da logística local.

Para a economia regional, foi apresentado o projeto Polo Agreste Global da Moda, uma iniciativa desenhada para articular a formação de mão de obra técnica com a demanda produtiva escoada pela indústria têxtil de Santa Cruz do Capibaribe e municípios vizinhos.

O peso político do evento se traduziu na composição do palco, que costurou antigos antagonismos da política de Caruaru e consolidou a sustentação da Frente Popular. O ato conseguiu reunir no mesmo espaço os ex-prefeitos Zé Queiroz e Tony Gel (que está com uma virose e apenas passou no evento), líderes que historicamente polarizaram as eleições municipais.

A comitiva contou também com a presença do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, da senadora Teresa Leitão, do ex-senador Douglas Cintra e da ex-deputada Laura Gomes. Pré-candidatos locais como o vereador Erick Lessa, Vitinho Maia e Dilson Oliveira também integraram a mobilização. A chapa majoritária – Carlos Costa, Humberto Costa e Marília Arraes – estava na íntegra.

De Caruaru, o projeto de escuta popular – que disponibiliza o canal digital chegajuntope.com.br para receber sugestões ao plano de governo – segue o cronograma de plenárias regionais após já ter passado por municípios como Gravatá, Palmares, Petrolina e por quatro áreas do Recife.

Nível de endividamento de Pernambuco cai pela metade em dez anos

Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco/Foto: Janaína Pepeu/Secom
Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco (Foto: Janaína Pepeu/Secom)

Dívida pública de Pernambuco cresceu 22,7% nos últimos anos enquanto receita praticamente dobrou. Desempenho das contas públicas fez relação entre dívida e receita recuar de 62,17% para 31,75% durante o período, reduzindo o nível de endividamento do estado pela metade

A dívida pública e a situação fiscal de Pernambuco sempre foram objeto de profundos debates entre governo e oposição no cenário político do estado. Principalmente em anos eleitorais, como o atual. Se a nota de crédito da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) está baixa e o governo não tem acesso a crédito na praça, a situação vira tema de críticas ferrenhas. Se está liberado para contratar novos financiamentos, o endividamento também vira mote para debates ferrenhos.

Mas como o endividamento pernambucano vem se comportando afinal? Segundo os dados da STN, nos últimos dez anos a dívida do estado teve uma evolução de 22,7%, passando de R$ 12,21 bilhões para R$ 14,98 bilhões. No mesmo período, a receita saiu de R$ 22,42 bilhões para R$ 43,64 bilhões, um incremento de 94,6%. Ou seja, o crescimento da dívida foi inferior a um quarto enquanto a receita quase dobrou.

Na prática, isso significou uma queda da relação entre dívida e receita de 62,17% em 2015 para 31,75% em 2025. Esse desempenho ampliou o teto para contratação de novos empréstimos do estado, que de acordo com o limite de 200% definido pela STN, pode chegar a R$ 94,4 bilhões. Como tudo é questão de narrativa, em relação aos demais estados do Nordeste a situação pernambucana é de “copo meio cheio” ou “copo meio vazio”. Pernambuco tem o 5º maior endividamento ou o 5º menor comprometimento, depende de como se olha.

Recife antecipa operação com CNPJs alfanuméricos

A Prefeitura do Recife saiu na frente e já está pronta para operar com os novos CNPJs alfanuméricos, que começam a ser emitidos pela Receita Federal a partir de 31 de julho. A Secretaria de Finanças do município concluiu a atualização de seus sistemas e está preparada para receber tanto os CNPJs atuais quanto os novos, que combinam letras e números.

Novo negócio une sustentabilidade e conveniência no varejo

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Foco compartilhado na missa da Festa do Carmo

A última missa campal da 330ª Festa de Nossa Senhora do Carmo, ontem, no centro do Recife, manteve muito mais que a tradição religiosa. A participação de políticos se repetiu mais uma vez, mas, neste ano, com nuances diferentes. Foi a primeira vez que a governadora Raquel Lyra (PSD) esteve em um mesmo evento com o pré-candidato pela oposição ao governo do estado, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), desde o início da pré-campanha.

Há pouco menos de três meses para as eleições os oponentes dividiram o mesmo palco e participaram ao lado de aliados políticos estratégicos para a disputa pelo comando do estado.

A governadora Raquel Lyra (PSD) chegou ao lado da irmã Paula Lyra e esteve acompanhada da vice-governadora, Priscila Krause (PSD), e de pré-candidatos ao Senado, como o presidente do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD). O também pré-candidato e deputado federal Eduardo da Fonte (PP) fez parte da comitiva, que incluiu ainda o deputado federal Mendonça Filho (PL) e os deputados estaduais Henrique Queiroz Filho (PP) e Edson Vieira (Pode).

Para reforçar o grupo da gestora, também marcaram presença os prefeitos de Toritama, Sérgio Colin (PP), e de Macaparana, Paquinha (PP). À imprensa, a governadora afirmou que o momento era de busca por proteção e de agradecimento por bênçãos. A gestora destacou o trecho da homilia em que o bispo de Mossoró, Dom Francisco de Sales, falou em união.

“Esse é um momento de a gente poder compreender e refletir de quanto é importante que possamos nos unir pelo amor em tempos de guerra, em que as pessoas buscam trabalhar em contraste. A homilia trouxe de maneira muito clara: deixar de lado aquilo que nos separa, deixar de lado mentiras, largar no chão o lixo que está no coração, para a gente poder seguir em frente com humanidade”, declarou.

Já o pré-candidato do PSB ao governo estadual, João Campos, participou na companhia da mãe, Renata Campos e ao lado do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), e do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos). A pré-candidata ao Senado na chapa da Frente Popular de Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e a senadora Teresa Leitão (PT) também acompanharam o socialista na cerimônia. O deputado federal Pedro Campos (PSB), o estadual Mário Ricardo (Pode) e a vereadora do Recife, Liana Cirne (PT), também marcaram presença na celebração.

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