
O empresário está preso desde a última quinta-feira (11) no Cotel.
Assuntos policiais

O empresário está preso desde a última quinta-feira (11) no Cotel.

Uma mulher identificada como Luiza Marcelino da Silva, de 79 anos, mais conhecida como “Viúva Negra”, foi presa na ultima quinta-feira (4), em São Benedito do Sul, na Mata Sul de Pernambuco, suspeita de ter matado dois homens com quem foi casada.
A prisão foi executada por policiais civis da 87ª Delegacia de São Benedito do Sul, com o apoio da equipe da 77ª Delegacia de Quipapá.
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que “registrou no dia 04.04, através da 87ª Delegacia de São Benedito do Sul, a ocorrência de cumprimento de mandado de prisão, expedido pela 1ª Vara Regional de Execução Penal da Capital, em desfavor de uma mulher de 79 anos pelo crime de homicídio. Após a aplicação dos procedimentos administrativos, ela foi encaminhada para a audiência de custódia, ficando à disposição da justiça”.
Do Diário de Pernambuco.

O Sertão pernambucano apresentou aumento da criminalidade em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023. Os dados foram aferidos pela Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística da Secretaria de Defesa Social (GGAE) e divulgados pelo Governo do Estado nesse fim de semana.
De acordo com o levantamento, o Sertão registrou aumento no número de Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs), que compreende roubos, indo de 162 em fevereiro de 2023 para 199 em 2024. Em relação aos homicídios, foram 33 ocorrências no segundo mês de 2023 e 37 na mesma época de 2024.
Apesar da elevação de roubos e homicídios no Sertão, o governo afirma que, no geral, o Estado fechou fevereiro deste ano com uma redução de 12,4% nos CVPs e de 1% nos homicídios.
Afogados FM

Caso aconteceu em Cupira, no Agreste pernambucano, e foi registrado pelo sistema de segurança do distrito policial.


Crime aconteceu em Camaragibe, no Grande Recife. No sábado (9), dois irmãos também foram mortos no Recife e dois idosos foram assassinados em Paulista.

As buscas por Lázaro contaram com a participação de 270 agentes. Na força-tarefa para recapturar Rogério e Deibson, 500 policiais estão envolvidos.
As buscas pelos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Gande do Norte, entraram para o 23º dia nesta quinta-feira (7/3). As autoridades policiais ainda não têm pistas concretas do paradeiro de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral. O número de dias de buscas dos dois criminosos ultrapassa a caçada do assassino em série Lázaro Barbosa — que ficou 20 dias foragido em Cocalzinho de Goiás, em 2021, com busca que ganhou repercussão nacional.
As buscas por Lázaro contaram com a participação de 270 agentes. No 20º dia de buscas, ele entrou em confronto com a polícia, foi baleado e morreu em Águas Lindas de Goiás. Lázaro Barbosa matou quatro pessoas da mesma família em Ceilândia Norte (DF), em 9 de junho de 2021. No período em que ficou foragido, o criminoso invadiu chácaras, fez pessoas reféns e trocou tiros com a polícia.
Fuga em Mossoró
A fuga de Rogério e Deibson foi a primeira registrada em uma prisão de segurança máxima desde a criação do sistema penitenciário federal, em 2006. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cerca de 500 policiais estão envolvidos nas buscas pelos foragidos. Esses agentes são da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais, e atuam durante dia e noite. A Força Nacional também está envolvida. O trabalho de recaptura dos criminosos é considerado complexo por estar sendo feito em terreno formado por matas, zonas rurais e com grutas.
Os agentes que participam das buscas utilizam drones, aeronaves e equipamentos que medem a temperatura corporal. O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que nenhuma hipótese foi descartada, mas que só a conclusão da investigação poderá indicar se houve conivência de agentes penitenciários na fuga dos criminosos.
A Polícia Federal anunciou recompensas na busca dos dois fugitivos de R$ 15 mil para qualquer pessoa que tenha informações sobre Rogério da Silva Mendonça, conhecido como Querubin, e mais R$ 15 mil para denúncias que ajudem a captura de Deibson Cabral Nascimento, conhecido como Tatu ou Desinho.
As informações são do Correio Braziliense.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou procedimento preparatório para apurar as circunstâncias da morte de um homem após intervenção policial em Escada, na Zona da Mata Sul.

A Polícia Militar de Pernambuco informou, neste sábado (24), que prendeu dois suspeitos de envolvimento no assassinato de um bebê de 10 meses, ocorrido no dia 17 de fevereiro, em Itamaracá, no Grande Recife.


Um homem identificado como José Maria, de 35 anos, matou a própria sobrinha de 17 anos com um tiro de espingarda após uma briga por conta de um celular. Grazielle Oliveira de Carvalho morava no município de Itaíba, no Agreste de Pernambuco, e morreu nesta quinta-feira (22) após não resistir ao ferimento.

Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (SIFUSPESP) diz que apostar tudo no fim das “saidinhas” é erro tático sem garantia de resultados.
Por Fábio Jabá, em artigo enviado ao blog
O plenário do Senado acaba de aprovar, em regime de urgência e sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça, o fim das saídas temporárias dos presos do regime semiaberto, direito concedido pela Lei de Execuções Penais desde 1984. Mais uma vez o Congresso Nacional se move na esteira de um caso de grande repercussão, a morte do sargento Roger Dias da Cunha, em Minas Gerais, para tentar resolver um problema de segurança pública sem que haja estudos que comprovem a eficácia da medida.
Para variar, os policiais penais foram deixados de fora da discussão. Se tivessem sido ouvidos teriam dito o óbvio: há medidas mais urgentes e necessárias para garantir a ressocialização de presos, algo que trará benefícios para a sociedade brasileira. A principal delas, a reestruturação do sistema prisional, hoje convertido numa fábrica de criminosos, exercendo o contrário de seu papel constitucional.
Útil seria discutir formas mais eficientes de monitoramento por tornozeleira eletrônica, análises criminológicas e repasses de recursos para a reestruturação de um sistema que desmancha diante dos olhos da sociedade. Não à toa, o STF declarou, no final do ano passado, o estado de coisas inconstitucional do sistema penitenciário brasileiro, algo que define uma situação generalizada de violação de direitos.
Em diversas partes do Brasil presídios do regime semiaberto não possuem muralhas, nem policiais armados. Falta o básico para conter a indisciplina e as fugas. Não há o mínimo necessário para proteger a vida dos policiais penais.
Também foram ignoradas as consequências da nova lei sobre a segurança e disciplina nas unidades prisionais. Hoje, com um sistema prisional sucateado e superlotado, um dos únicos instrumentos de controle sobre a população carcerária são as anotações disciplinares na ficha do preso. Se ele acata a disciplina, consegue progredir de regime, caso contrário tem o benefício negado.
Sem este instrumento de controle, os riscos de agressões, motins e indisciplina se agravam. O legislador que votou não considerou o reflexo da medida num país cujo sistema penitenciário é dominado por facções criminosas e que essas facções reagem à perda de direitos da pior forma possível: vingando-se da própria sociedade e dos representantes do Estado nos presídios, os policiais penais.
O problema da baixa ressocialização não é a saidinha, mas sim o que acontece dentro da unidade prisional, uma máquina de moer pessoas, indistintamente, que destrói presos, policiais penais, servidores em geral e toda a comunidade envolvida.
Quando um preso despreparado recebe autorização para sair, quem falhou foi o Estado, que na prática não cumpre a lei, não se estruturou para verificar o estágio de ressocialização em que ele se encontrava. Não há, em nenhum lugar do Brasil, funcionários suficientes para cuidar, avaliar e agir durante o cumprimento da pena.
Não há a mínima estrutura física para dar conta da demanda. Falta de tudo: médicos, psicólogos, policiais penais, servidores administrativos, materiais de higiene, remédios, alimentação, sem falar da já batida falta de vagas para suprir a crescente superlotação num país que prende cada vez mais.
É preciso melhorar a estrutura e reforçar a segurança dos presídios destinados ao regime semiaberto. É urgente preparar o sistema penitenciário para a reação que certamente virá caso se efetive o fim das saidinhas. É imperativo proteger os policiais penais, vítimas constantes da vingança de criminosos descontentes com o tratamento que recebem do Estado.
A proposta aprovada pelo Senado não passa nem perto da solução para o problema. É mais uma medida populista, que deve render votos aos seus autores, mas sem garantir melhoria alguma na segurança pública para a sociedade. É mais uma jogada ilusionista que pode, ao contrário, custar caro a cidadão brasileiro, caso haja reação das facções criminosas.
Analisar a saidinha é válido, aperfeiçoar o modelo é necessário, apertar o cerco aos criminosos é essencial, mas é preciso haver discussão com quem realmente conhece e vive a realidade do sistema penitenciário. E isso, mais uma vez, não foi feito.
Fábio Jabá é presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (SIFUSPESP)
Por: Jamildo Melo/ JC.