R$ 100 milhões: Ministério Público investiga a compra de veículos blindados pela PRF

O Ministério Público Federal está investigando a compra de veículos blindados pela Polícia Rodoviária Federal. O custo pode passar dos R$ 100 milhões e alguns nunca foram usados.

A empresa que vendeu a maioria dos blindados para a Polícia Rodoviária Federal fez a apresentação de um dos veículos na sede da PRF de Santa Catarina em 2022. O então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, e o ministro da Justiça na época, Anderson Torres, participaram da solenidade, como anuncia o narrador do vídeo. Os dois chegaram à cerimônia dentro do blindado da Combat Armor.

O nome de Silvinei Vasques aparece como o responsável pela aprovação de contratos com a Combat Armor no período em que ele era superintendente regional na PRF do Rio.

Dos 29 veículos blindados que a empresa forneceu para essa superintendência, como consta nos processos, nove estão parados no pátio da sede da PRF, que fica na Zona Norte da cidade. Cinco blindados são de operações especiais, conhecidos como caveirões – que chegaram a custar quase R$ 1 milhão cada um. Todos têm o símbolo da empresa fornecedora: a Combat Armor.

A Combat é uma empresa com sede nos Estados Unidos; pertence a Daniel Beck, apoiador do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Ele esteve em Washington durante a invasão ao Congresso americano em janeiro de 2021.

No Brasil, a empresa é administrada pelo empresário Maurício Junot de Maria, que já atuava no setor de blindagem. A Combat Armor entregou veículos para a Polícia Rodoviária Federal em quatro estados e no Distrito Federal nos anos de 2020 e 2021.

Pelo que consta nos processos de licitação, foram 69 unidades: 12 caveirões e 51 chamados de “caveirinhas”. A própria PRF diz que até 2018 não tinha blindados na frota.

O Ministério Público Federal abriu um inquérito para investigar a compra de blindados pela Polícia Rodoviária Federal. O núcleo de controle externo da atividade policial do MPF suspeita que houve fraudes nos processos de licitação e questiona a necessidade da compra desse tipo de veículo. A investigação também quer saber se há algum tipo de relação entre o ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, e a empresa Combat Armor.

Silvinei se aposentou da Polícia Rodoviária Federal em dezembro de 2022, quando já tinha se tornado réu por improbidade administrativa por uso indevido do cargo ao pedir votos para Jair Bolsonaro. Ele também é investigado por operações da PRF que atrapalharam o deslocamento de eleitores no segundo turno da eleição.

O MPF acredita que as negociações entre a Polícia Rodoviária Federal e a Combat Armor podem ter passado dos R$ 100 milhões. Pelo Portal da Transparência do Governo Federal é possível ver que a empresa recebeu mais de R$ 30 milhões em 2020 e 2021.

Em uma vistoria no pátio da PRF no Rio, o procurador Eduardo Benones não encontrou todos os blindados que foram comprados pela superintendência. O procurador estranhou que veículos considerados de operações especiais – os caveirões que estavam lá – nunca tenham sido usados.

“Já não pareceria de muito bom senso ver a Polícia Rodoviária Federal municiada com tantos blindados chamados caveirões, no jargão policial. A gente achou um arsenal condizente com o de uma unidade militar das Forças Armadas. Não necessita”, afirmou o procurador do MPF Eduardo Benones.

Por: A|fogados fm

PF faz buscas em endereços do senador Marcos do Val

A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (15), três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Marcos do Val (Podemos-ES).

Agentes estiveram no gabinete do senador e em duas casas dele, em Vitória, no Espírito Santo, e em Brasília. O celular de Marcos do Val foi apreendido e suas redes sociais foram bloqueadas.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A OPERAÇÃO CONTRA MARCOS DO VAL

Marcos do Val é investigado pelos crimes de divulgação de documento confidencial, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa

Em fevereiro, Marcos do Val alegou ter sofrido coação do ex-presidente Jair Bolsonaro para se aliar a ele em um golpe de Estado – mas deu versões diferentes sobre o caso. Em razão das divergências, Alexandre de Moraes mandou abrir inquérito para verificar se o senador mentiu no depoimento à PF sobre o tal do plano golpista.

O ministro definiu a suposta tentativa de golpe como um episódio ‘ridículo’, tentativa de ‘operação Tabajara’.

Em um primeiro momento, Marcos do Val afirmou que teria sido recebido por Bolsonaro numa reunião no Palácio da Alvorada e o então chefe do Executivo teria sugerido que o parlamentar gravasse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes.

Segundo essa versão, Bolsonaro chamou Do Val à residência presidencial para dar a ele essa missão.

“O que ficou claro para mim foi o Daniel achando uma forma de não ser preso de novo, porque toda hora ele descumpria as ordens do ministro (Moraes). Ficou muito claro que ele estava num movimento de manipular e ter o presidente (Bolsonaro) comprando a ideia dele”, afirmou em entrevista coletiva em seu gabinete no Senado.

À Polícia Federal, Do Val afirmou que Silveira teria proposto uma ‘missão importantíssima’ que ‘entraria para a história’: que ele fizesse uma gravação clandestina do ministro Alexandre de Moraes e ‘conduzisse a conversa’ na tentativa de induzi-lo a falar ‘algo no sentido de ultrapassar as quatro linhas da Constituição’.

O objetivo seria anular o resultado da eleição e prender o presidente do TSE.

Do Val chegou a alegar que alertou sobre a ilegalidade do grampo e que Daniel Silveira teria respondido que ‘daria um jeito para tornar a gravação legal’, sem especificar como. De acordo com o senador, Bolsonaro ficou calado durante toda a conversa, mas em nenhum momento ‘negou o plano ou mostrou contrariedade’.

“A sensação era que o ex-presidente não sabia do assunto e que Daniel Silveira buscava obter o consentimento”, narrou.

Após a citação, em março, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a abertura de inquérito para investigar suposto envolvimento de Silveira com os atos golpistas de 8 de janeiro.

Marcos do Val disse que a operação feita pela Polícia Federal em seu gabinete é uma “tentativa de intimidação” capitaneada por Moraes. O parlamentar também desafiou o magistrado.

“Se eu fui incluído como um possível suspeito de um ato antidemocrático, o ministro precisa ser incluído também, porque ele que me pediu para ir a essa reunião”, disse em entrevista à GloboNews.

A reunião à qual o senador se refere é um suposto encontro, convocado por Bolsonaro e Daniel Silveira, no qual eles pretendiam organizar um golpe de Estado. Do Val diz que foi aconselhado por Moraes a comparecer, com o objetivo de obter informações.

O senador comparou a situação que está passando com uma “emboscada” arquitetada pelo ministro. “É como se eu dissesse para você: ‘Olha, vai lá onde está vendendo droga, me diz o que está acontecendo’. E depois você volta, e eu te incluo no inquérito dizendo que você é traficante”, disse durante a entrevista.

Em fevereiro, Moraes confirmou que de fato ouviu a trama relatada pelo senador, mas que o parlamentar teria se recusado a formalizar denúncia. O episódio foi classificado pelo ministro de “ridículo” e comparado a uma “operação Tabajara”. Do Val é investigado pelos crimes de divulgação de documento confidencial, associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa

Nesta quinta, Do Val admitiu ter mentido para a imprensa, usando de uma estratégia que ele chamou de “persuasão”.

“Desde a Segunda Guerra Mundial isso é usado, para ter engajamento da imprensa para mandar as mensagens que eu precisava mandar, que era para os ministros”, disse o senador.

Durante a operação desta quinta, Do Val teria se negado a prestar depoimento. Ele disse que a equipe jurídica do Senado vai cuidar de seu caso, porque “houve uma invasão, uma irregularidade”.

De acordo com o senador, no depoimento que ele já havia prestado no bojo das investigações a que responde na Polícia Federal, é que está “a versão verdadeira, com detalhes até da roupa que todo mundo estava usando. O que foi dito para a imprensa não era nada oficial. Eu usei a estratégia da persuasão”.

Nas redes sociais, Do Val vinha acumulando publicações nas quais acusa Moraes, Lula e Flávio Dino de terem prevaricado de propósito, em conluio, para armar uma “emboscada” para os manifestantes dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro em Brasília.

Na entrevista desta quinta, o senador reiterou suas publicações e disse que tinha em seu gabinete “documentos que colocam o STF e o TSE na lista da Abin”, aos quais Moraes queria ter acesso.

“Estou enfrentando um sistema enorme sozinho, porque os outros senadores recuaram”, disse o senador.

Do Estadão

Ex-presidente da UVP foi preso em Timbaúba

A Polícia Civil prendeu na manhã da quinta-feira (15) o vereador do município de Timbaúba, na Zona da Mata Norte e ex- presidente da União de Vereadores de Pernambuco (UVP), Josivaldo Barbosa (PTB). Ele é acusado de desvios de recursos públicos da Câmara.

O parlamentar está afastando das atividades desde 2022. A prisão foi decretada após operação de busca e apreensão realizada na sede da UVP no dia 2 de junho.

Em nota a Polícia Civil informou que o acusado  encontra-se no Centro de Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel).

Confira na íntegra:

“A Polícia Civil de Pernambuco informa que deu cumprimento ao mandado de prisão em desfavor de um homem de 62 anos. OA prisão foi realizada hoje (15), no município de Timbaúba. Após os procedimento de praxe, ele deverá ser conduzido para o Centro de Triagem Professor Everaldo Luna – Cotel.”

Por Afogados fm

Transfobia: Ministério Público pede abertura de inquérito policial contra Bruno

O Ministério Público de São Paulo requisitou à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) que instaure inquérito policial para apurar se o cantor Bruno, da dupla com Marrone, foi transfóbico com a repórter trans Lisa Gomes, da RedeTV!.

Em evento em maio, em São Paulo, o sertanejo questionou a jornalista: “Você tem pau?”. Dias depois, após a grande repercussão do caso na mídia, ele se desculpou pelo episódio.

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) apresentou uma representação ao MP-SP acusando Bruno de transfobia. A entidade pedia a prisão do cantor ou a suspensão de suas atividades profissionais.

À imprensa, o órgão disse que o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi), do MP, “requisitou instauração de inquérito policial à Decradi”.

Bruno contratou o escritório do advogado criminalista Fernando José da Costa, ex-secretário da Justiça de São Paulo, para defendê-lo no caso.

Por Afogados fm

Saiba quem é o futuro esposo de Flordelis, condenada a 50 anos de prisão

Produtor artístico, executivo de uma empresa de produções do seguimento gospel e apaixonado pela ex-deputada federal Flordelis. É assim que Allan Soares, noivo da ex-parlamentar, que está presa pelo assassinato do então marido e pastor Anderson do Carmo de Souza, se define em uma rede social.

Allan e Flordelis assumiram o namoro em 2021, antes de ela ser condenada a 50 anos e 28 dias de prisão, em novembro de 2022.

Numa publicação feita no dia 5 de fevereiro último, o produtor parabenizou Flordelis pelo seu aniversário de 62 anos. “Hoje é aniversário dessa mulher que transformou a minha vida. Uma mulher forte, guerreira, incrível e por quem eu me apaixono todos os dias. Estamos há praticamente 1 ano e 6 meses sem o convívio, mas como é bom poder, depois de Deus, cuidar de você mesmo de longe. Essa luta não vai nos fazer parar, vai passar! Eu te desejo vida, saúde, muita saúde e que Deus continue te abençoando e te sustentando”, escreveu Allan em parte do texto que foi publicado em sua rede social.

A ex-deputada quer se casar com o noivo e solicitou à direção do Presídio Talavera Bruce, onde está presa, autorização para celebração de um casamento religioso. Flordelis informou à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que não deseja iniciar a visita íntima sem ter se casado. A pastora comunicou ainda que, a pedido da direção do presídio, registrou a união estável para comprovar o relacionamento e pedir a visita íntima.

Evangélico, Allan conheceu a namorada na época em que trabalhava como produtor musical. O casal assumiu o namoro pouco antes da prisão da pastora, em 2021. Ele acompanhou todo o julgamento. Atualmente, consta como visitante ativo, frequentando o pátio do Talavera Bruce, onde as internas recebem familiares e amigos. Allan não falta às visitas. Na Justiça itinerante no presídio, em 24 abril, Flordelis solicitou a retirada do sobrenome Souza, que pertencia ao pastor Anderson, de seus documentos.

O romance de Flordelis com o produtor foi revelado pelo jornal Extra em fevereiro de 2021. Os dois apareceram juntos pela primeira vez no aniversário de 60 anos dela, posando para uma foto, abraçados, na mesa do bolo. O relacionamento chegou a ser negado por eles na época, e só foi assumido publicamente algumas semanas depois.

Allan Soares e Flordelis se conhecem pessoalmente há pelo menos quatro anos. Em agosto de 2018, Allan postou uma foto do encontro com a pastora e Anderson, durante uma visita do então casal a Macaé, sua cidade natal.

Em novembro de 2022, a ex-deputada foi condenada pela morte de Anderson do Carmo de Souza, ocorrida em 2019. O julgamento, um dos mais longos da história fluminense, durou sete dias.

Na sentença, a magistrada que julgou a ex-parlamentar frisou que Flordelis planejou a execução brutal e fria da vítima com diversos disparos. Em trecho do despacho da condenação, a juíza escreveu ainda que o crime foi “uma vingança vil e abjeta” em razão de a vítima manter rigoroso controle das finanças do grupo familiar e de administrar os conflitos da casa de forma rígida, não permitindo que houvesse tratamento privilegiado das pessoas mais próximas à acusada, em detrimento dos outros membros da numerosa família. O noivo de Flordelis estava assistindo ao julgamento e chorou ao ouvir a sentença.

Da Agência O Globo

Vereador de Santa Cruz da Baixa Verde é assassinado em Serra Talhada

No início da noite dessa terça-feira (13) Serra Talhada registrou o 11º caso de homicídio. De acordo com informações preliminares, o serra-talhadense José Arnaldo do Nascimento Gaia, 60 anos, mais conhecido como Danda Gaia, foi alvejado a tiros dentro de seu veículo em frente a um estabelecimento comercial na região central da cidade.

Danda Gaia é vereador de mandato e presidente da Câmara Municipal em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão do Pajeú. De acordo com informações apuradas, o crime ocorreu em frente a um espetinho no cruzamento entre a Rua Jacinto Alves de Carvalho e Avenida Isidoro Conrado.

Rapidamente o local ficou repleto de curiosos e viaturas da Polícia Militar. A Delegacia de Polícia Civil de Serra Talhada,  ainda não se pronunciou sobre o caso. Com este caso, sobe para 11 homicídios registrados em Serra Talhada em 2023.

Do Cauê Rodrigues

Homem atira no próprio filho após ser chamado de ‘velho safado’ por desligar roteador de internet

Um homem de 53 anos foi preso em flagrante na manhã de domingo (11) após atirar no próprio filho no Bairro Pontal, em Uberaba-MG.

A esposa do suspeito e mãe do rapaz contou para a Polícia Militar (PM) que estavam dormindo quando o filho entrou no quarto de forma agressiva, xingando o pai de “velho safado” e reclamando porque ele havia desligado o roteador de internet da casa.

Com isso, pai e filho começaram a brigar. Em determinado momento, o jovem foi até um quartos nos fundos do imóvel, onde ele mora. Em seguida, o pai pegou um revólver e atirou para cima, mandando ele sair da casa.

O filho, porém, permaneceu no local. Foi quando o homem atirou duas vezes contra o jovem, fugindo de carro em seguida.

Após receber os primeiros socorros, o rapaz foi encaminhado para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), onde passou por cirurgia. Conforme a PM, o quadro dele era estável.

Pai preso

Horas depois do crime, o pai do jovem foi encontrado no Bairro Univerdecidade. À PM, o homem contou que era ameaçado e agredido pelo filho com frequência e que, no momento da briga, pegou o revólver para se defender.

Dentro do veículo, foi encontrada a arma usada no crime. O homem foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil.

Fonte: G1

De PM a líder religioso: prisões da PF por pedofilia triplicam no país

As prisões por crimes cibernéticos de abuso sexual infantojuvenil triplicaram no país, nos primeiros quatro meses deste ano, segundo dados da Polícia Federal (PF) obtidos com exclusividade pelo Metrópoles. Foram 94 criminosos detidos.

Este ano registra o maior volume de prisões de pedófilos, desde 2021, quando ocorreram 32 detenções. A alta é de 193,7%. A quantidade de operações de combate à produção e comércio de pornografia infantil, na internet, também aumentou durante o período de 66 para 157.

Janeiro deste ano foi o mês com o maior número de prisões de pedófilos, desde 2021, com 50 casos. Um deles ocorreu no dia 22 em Itapevi, região metropolitana de São Paulo, durante a Operação Finito da PF.

Um homem, identidade não informada, foi preso após policiais constatarem que ele usava o Telegram para obter e trocar imagens de pornografia infantil. O uso do aplicativo de mensagens por pedófilos, sem nenhum tipo de controle, foi revelado pelo Metrópoles.

Valendo-se da segurança do anonimato possível no aplicativo, os criminosos comercializam pornografia infantil e agem livremente, oferecendo fotos e vídeos cujos preços partem de R$ 4 e chegam a R$ 500. Para ler a reportagem completa clique aqui.

Um pastor evangélico foi preso pela PF, em 17 de outubro do ano passado, após agentes encontrarem no celular do religioso, em Porto Velho (RO), imagens de abusos sexuais de crianças. As investigações mostram que o conteúdo foi adquirido por meio do Telegram.

Em março do ano passado, um oficial da Polícia Militar de Castanhal, no Pará, foi preso com material de pornografia infantil em seu notebook. A identidade dele não foi informada.

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A prisão do PM ocorreu na residência dele, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Castanhal, para combater a pedofilia na cidade. A Corregedoria Geral da PM acompanha o caso. O oficial será julgado pela Justiça comum.

A PF enviou uma nota ao Metrópoles, na qual afirma que combate a pedofilia mantendo parceria com a Polícia Civil dos 26 estados e do Distrito Federal, além dos Ministérios Públicos, judiciários e Secretaria Nacional da Segurança Pública.

Prisões feitas pela Civil

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo mantém parceria com a PF, no combate ao abuso sexual infantojuvenil, por meio da 4ª Delegacia de Combate à Pedofilia.

Em 19 de maio deste ano, a delegacia especializada prendeu (assista abaixo) o comerciante Edson Shigueyoshi Muratade, 45 anos, após a Polícia Civil encontrar mais de 20 mil arquivos de pornografia infantil na casa dele, na zona leste da capital paulista. Ele foi solto no dia seguinte, após audiência de custódia.

Ele afirmou aos policiais da 4ª Delegacia do DHPP que começou a baixar arquivos de sexo explícito com crianças e adolescentes quando morava no Japão, para onde se mudou com 15 anos de idade. O comerciante permaneceu no país asiático até 2011, quando retornou para a capital paulista, na qual mantém um comércio de frutas e verduras há 9 anos. A defesa dele não foi encontrada.

Na última quarta-feira (7/6), o pastor evangélico Joilson da Silva de Freitas Santos, de 39 anos, foi preso pela Polícia Civil de Guarulhos, na Grande São Paulo, sob suspeita de abusar sexualmente de crianças e adolescentes da Igreja Batista da Lagoinha.

De acordo com as investigações do 5º DP de Guarulhos, o pastor liderava uma célula de crianças e adolescentes há cerca de 12 anos. Ele se autointitulava “discípulo” e ministrava “lições” de costumes aos jovens do grupo, com orientações, por exemplo, sobre como evitar a promiscuidade.

Para isso, segundo o levantamento da Polícia Civil, o líder religioso forçava as vítimas a pesquisarem na internet vídeos e fotos de pornografia. Posteriormente, ele chantageava os jovens.

Uma das vítimas afirmou, em depoimento, que o religioso afirmou que o “diabo pegaria a alma” do menino, caso ele não fizesse sexo com o acusado. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

líder religioso Joilson da Silva de Freitas Santos, de 39 anos, foi preso sob a suspeita de abusar sexualmente de crianças e adolescentes da Igreja Batista da Lagoinha Divulgação/Polícia Civil

O líder religioso Joilson da Silva de Freitas Santos, de 39 anos, algemado no sofá de seu apartamento, na Grande SP Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Guarulhos, na Grande SP, apreendeu itens eletrônicos no apartamento do pastor Divulgação/Polícia Civil

O líder religioso Joilson da Silva de Freitas Santos, de 39 anos, é conduzido por policial civil, após ser preso suspeito de abusar sexualmente de crianças e adolescentes Divulgação/Polícia Civil

líder religioso Joilson da Silva de Freitas Santos, de 39 anos, foi preso sob a suspeita de abusar sexualmente de crianças e adolescentes da Igreja Batista da Lagoinha Divulgação/Polícia Civil

O líder religioso Joilson da Silva de Freitas Santos, de 39 anos, algemado no sofá de seu apartamento, na Grande SP Divulgação/Polícia Civil

No mês passado, o frei da Igreja Católica Elvécio de Jesus Carrara, de 54 anos, foi preso na capital paulista em uma operação contra pedofilia deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo as investigações, ele abusava sexualmente de adolescentes dentro de uma instituição não governamental que ele mantinha de fachada. A entidade supostamente oferecia serviços educacionais aos jovens.

A Ordem dos Pregadores afirmou na ocasião, por meio de nota, que as obras sociais que o frei presidia eram uma iniciativa pessoal do religioso.

“Ele nunca teve permissão de nenhum de seus legítimos superiores para tais obras, que eram realizadas à revelia das orientações das autoridades da Ordem no Brasil”

Em São Paulo, a PF realizou 13 operações contra crimes cibernéticos de abuso sexual infantojuvenil, entre janeiro e abril deste ano, resultando em três prisões. No mesmo período do ano passado, foram 17 criminosos detidos, durante 23 ações de combate à pedofilia.

Adquirir, vender, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente é crime previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena vai de quatro a oito anos de prisão.

Do Metrópoles

Homem morto neste domingo (11) em Serra Talhada

O homem que foi morto no domingo (11) no bairro São Cristóvão, nas proximidades do Terminal Rodoviário, em Serra Talhada, teve a sua identidade confirmada pela polícia. Trata-se de Alcimar Batista da Silva, 37 anos. Ele foi o autor da agressão e morte do advogado Domingos Sávio de Lima e Silva, em outubro de 2017.

Com um caibro de madeira, Alcimar deu vários golpes na cabeça e em outras partes do corpo do advogado, enquanto ele fazia compras no entorno do Pátio da Feira, no Centro de Serra Talhada.

Segundo testemunhas, Alcimar Batista estava sentado numa cadeira em um ponto de moto-táxi quando dois homens se aproximaram e efetuaram os disparos. Ele morreu na hora. O corpo ficou exposto por mais de três horas a espera da polícia científica.

Esse é o 10° homicídio do ano na Capital do Xaxado. Neste momento a polícia isolou o local e aguarda a chegada do IML.

Por Giovanni Sá Filho

Mulheres vão poder solicitar medida protetiva pela internet em Pernambuco

As mulheres vítimas de violência doméstica poderão, em breve, solicitar medida protetiva de urgência de forma mais rápida em Pernambuco. A Secretaria de Defesa Social (SDS) vai permitir que os pedidos sejam feitos pela internet – sem a necessidade de que as mulheres se dirijam até uma delegacia.

Desde maio de 2020, quando a pandemia da covid-19 mudou protocolos e exigiu que as pessoas passassem mais tempo em casa para evitar o contágio, a SDS permitiu que as vítimas registrassem boletins de ocorrência de violência doméstica e familiar por meio da Delegacia pela Internet (sds.pe.gov.br), o que contribuiu para o aumento dos pedidos de ajuda.

Por Afogados fm