O caso ficou conhecido como “Papangu Assassino” por conta da fantasia usada pelo criminoso que cometeu o assassinato a tiros.
Um homem de 38 anos foi preso, nesta sexta-feira (14), suspeito de ser o mandante da morte do empresário Rafael Gonçalves Lima, de 34. O crime ocorreu dentro da loja de conveniência de um posto de gasolina, em Olinda, no Grande Recife, no dia 11 de fevereiro, Domingo de Carnaval.
O caso ficou conhecido como “Papangu Assassino” por conta da fantasia usada pelo criminoso que cometeu o assassinato a tiros.
Com a nova prisão, sobe para seis o número de capturados pela Polícia Civil por suspeita de participação no homicídio.
A prisão foi confirmada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Pernambuco (FICCO), sob coordenação da Polícia Federal pernambucana.
Segundo a polícia, o homem foi localizado no bairro de Vargem Pequena, na cidade do Rio de Janeiro, capital fluminense. Ele é pernambucano, mas estava morando na cidade em que foi preso desde o dia do homicídio.
Realizada pela FICCO, a ação policial contou com o apoio de agentes da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil-PE (Dintel), Divisão de Homicídios Metropolitana Norte (DHMN) e Delepat-RJ, que deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado expedido pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Olinda.
Entenda o caso
No dia 11 de fevereiro deste ano, o empresário Rafael Gonçalves Lima, de 34 anos, foi morto a tiros por um homem que estava fantasiado de papangu, em sua loja de conveniência, na Avenida Joaquim Nabuco, no bairro do Varadouro.
Antes disso, no dia 14 de março, a polícia apresentou detalhes da prisão de um jovem de 19 anos, que também é apontado no envolvimento do homicídio. Morador da comunidade V-8, no Varadouro, ele teria dito aos policiais que a moto já havia sido repassada a um homem, em janeiro deste ano, antes do carnaval.
Além dele, no dia 1º de março, a polícia prendeu outro homem também por suspeita de envolvimento no caso.
Na época, ele foi alvo da Operação de Intervenção Tática Quatro Cantos, que cumpriu mandados de prisão e oito de busca e apreensão domiciliar.
A ação foi da 9ª Delegacia de Polícia de Homicídios (DPH), em parceria com a 7ª Delegacia Seccional de Olinda, e o Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco.
Sobre a FICCO
A Seção Pernambuco da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco – FICCO/PE – composta pelas Polícias Federal (PF), Polícia Civil (PC), Polícia Militar (PM), Polícia Penal (PP), e Polícia Rodoviária Federal (PRF). A FICCO-PE foi criada por meio de um acordo de cooperação técnica para atuar na repressão à criminalidade violenta.
Homem foi preso na Operação Emboscada (Foto: Polícia Civil )
Operação cumpre 13 mandados, sendo sete de prisão e seis de busca e apreensão domiciliar, nesta quarta (12)
Uma operação deflagrada nesta quarta (12) pela Polícia Civil cumpre sete mandados de prisão contra suspeitos de matar um torcedor do Santa Cruz, arrastado de um ônibus, no Recife, este ano.
A Operação Emboscada também cumpre seis mandados e busca e apreensão domiciliar.
Todos os mandados foram expedidos pela 3ª vara do Tribunal do Júri da Capital.
A ação de repressão qualificada é da Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva.
A investigação começou logo depois do crime, em 19 de fevereiro de 2024.
Naquele dia, um homem se deslocava em um ônibus para assistir a um jogo no estádio do Arruda, sede do Santa Cruz, na Zona Norte do Recife.
Segundo a Polícia Civil, ele foi retirado à força do coletivo e agredido por outros homens de uma torcida rival.
“Em decorrência das lesões sofridas, a vítima veio a óbito em 23 de fevereiro deste ano”, afirmou.
Ação
Participam da operação 40 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.
Ela é comandada pelos delegados Raul Junges e Paulo Moraes.
A ação desarticulou uma associação criminosa envolvida em provocação de tumulto, lesão corporal e homicídio.
As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco.
Rodrigo Carvalheira está em uma cela isolada do Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, desde quinta-feira – REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS
MPPE pediu prisão com base em uma ligação feita por Carvalheira para o tio de uma suposta vítima, em dezembro do ano passado.
O empresário Rodrigo Carvalheira, de 34 anos, voltou a ser preso na manhã desta quinta-feira (6), na Zona Sul do Recife. Em abril, ele já havia ficado seis dias após ser indiciado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável em quatro processos – dos quais um prescreveu.
Desta vez, a prisão ocorre por solicitação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), com base em uma ligação feita por Carvalheira para o tio de uma suposta vítima, em dezembro do ano passado. O MPPE entendeu que o empresário está interferindo nas investigações do caso.
Assim, Rodrigo foi preso por policiais da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, localizada no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. Em seguida, passou por corpo de delito e foi encaminhado para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. As informações são da TV Jornal.
Primeira prisão
A primeira prisão preventiva de Rodrigo Carvalheira ocorreu em 11 de abril de 2024, por determinação da Justiça.
As queixas de estupro de vulnerável foram feitas por três mulheres, todas do círculo social e de amizade do empresário, que afirmaram terem sido dopadas e, quando acordaram, apresentavam sinais de abuso sexual. Os casos ocorreram entre os anos de 2009 e 2019
Após pedidos da defesa, a liberdade provisória foi concedida pela Justiça, mas o suspeito de estupro permaneceu usando uma tornozeleira eletrônica.
Novo indiciamento
No último dia 30 de maio, a Polícia Civil confirmou a conclusão de mais dois inquéritos que apuram denúncias de estupro envolvendo o empresário. Em um dos inquéritos, houve o indiciamento pelo crime de estupro de vulnerável. No outro, o crime prescreveu, extinguindo a punibilidade do fato.
Essas duas investigações são referentes a possíveis crimes sexuais praticados pelo empresário em 2005 e em 2019, no Recife, mas que só foram denunciados à Polícia em abril deste ano.
Em meio às investigações, a delegada Natasha Dolci foi flagrada numa interceptação telefônica conversando com ele. Na época, ela esclareceu que é amiga pessoal do empresário e que não tentou interferir no andamento dos inquéritos.
Mesmo assim, em 25 de abril, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, determinou que ela fosse afastada das atividades por 120 dias, sob o argumento de que está em curso um processo administrativo disciplinar especial em desfavor da delegada.
Quem é Rodrigo Carvalheira
Rodrigo Carvalheira é empresário do ramo imobiliário, atua com produções de eventos e foi eleito presidente do PTB em Pernambuco, em outubro de 2023. O partido se fundiu ao Patriota e se tornou o PRD.
Ele foi secretário de Turismo do município de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul do Estado, por um ano, e deixou o cargo em dezembro de 2023 por “fins políticos”, de acordo com a gestão municipal.
A Executiva Nacional do PRD decidiu expulsá-lo do quadro de filiados após o anúncio da primeira prisão
Homem conhecido como “rei da maconha” foi preso (Foto: Polícia Federal/PE)
Foragido desde 2022, o pernambucano de 53 anos foi achado no sábado (25), em Puerto Quijarro em Santa Cruz de La Sierra
A Polícia federal (PF) anunciou, nesta quarta (29), a captura de um dos criminosos mais procurados de Pernambuco: é o “rei da maconha”.
Segundo a PF, Luiz Antonio Alves de Souza foi preso na Bolívia, em uma ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-PE), com apoio da polícia daquele país.
O pernambucano de 53 anos foi achado no sábado (25), em Puerto Quijarro em Santa Cruz de La Sierra.
Ele é do recife e teve como último endereço uma residência em Cajueiro, na Zona Norte.
Criada por Acordo de Cooperação Técnica, a Ficco/PE é composta por servidores mobilizados da Polícia Federal, Polícia Civil do Estado de Pernambuco, Polícia Penal, Polícia Militar do Estado de Pernambuco e Policia Rodoviária Federal.
A ação
A captura do “rei da maconha” teve apoio da Força Especial de Combate ao Narcotráfico (FELCN) da Bolívia.
A entrega dele ocorreu numa área de fronteira da Ponte Internacional Bolívia-Brasil.
Os da FELCN transferiram a custódia do criminoso para os policiais brasileiros.
Integrantes da Ficco/PE saíram do Recife e foram até Corumbá (MS) para buscá-lo.
O preso chegou ao Recife na noite de terça (28). Ele seguiu para o sistema penitenciário pernambucano, ficando à disposição da 2ª Vara Regional de Execução Penal do Tribunal de Justiça (TJPE).
O idoso foi foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável (Foto: Reprodução/Google Street View)
Uma denúncia enviada à Polícia Militar continha vídeos dos atos criminosos do idoso.
Um idoso de 79 anos foi preso na noite desta quinta-feira (9), em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, após uma denúncia de que ele havia estuprado duas crianças de 4 e 6 anos de idade. Um vídeo gravado por uma testemunha mostra o idoso cometendo o crime contra as crianças.
A denúncia foi enviada para a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e ao Conselho Tutelar do município. Os policiais militares prenderam o idoso, que foi levado para a delegacia de plantão, em Belo Jardim, também no Agreste. O idoso foi foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável.
Segundo do Art. 213 do Código Penal, o crime de estupro é caracterizado por constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinos. A pena é de reclusão de seis a dez anos.
Ainda há o agravante por ter relações sexuais com vítimas com idades menores que 14 anos, fazendo com que a pena suba para 8 a 15 anos de reclusão.
De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), 2.754 casos de estupro de vulnerável foram identificados em 2023, o que representa um aumento de 2,7% se comparado ao ano de 2022, que teve 2.647 casos.
Rodrigo Carvalheira recebeu alvará de soltura e saiu da prisão com tornozeleira eletrônica, na tarde desta quarta-feira (16). (Foto: Reprodução/Instagram)
O empresário é suspeito de crimes sexuais. MPPE ofereceu denúncia em um dos casos.
O empresário Rodrigo Carvalheira, suspeito de ter estuprado 3 mulheres, foi liberado do Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), na Região Metropolitana do Recife, onde estava preso desde o dia 11 de abril. Ele recebeu alvará de soltura na tarde desta quarta-feira (16), e saiu da prisão com tornozeleira eletrônica.
Próximos passos
Até o momento, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou Rodrigo por um dos casos, os outros dois continuam em análise. Cabe ao Ministério Público denunciar o acusado, mas é de responsabilidade da Justiça de Pernambuco torná-lo réu ou não.
Segundo informações extraoficiais, não confirmadas pela Polícia Civil, investigadora do caso, há mais dois casos novos de queixas contra o empresário.
Procurada pelo Diario de Pernambuco, a Polícia Civil afirmou que não poderia repassar informações.
Relembre o caso
Rodrigo Carvalheira é empresário do ramo imobiliário do Recife, e já foi secretário de turismo do município de São José da Coroa Grande, no sul de Pernambuco.
Três mulheres relataram terem sido estupradas por ele nos anos de 2009, 2011 e 2019. De acordo com a advogada de Rodrigo, Graciele Queiroz, a primeira vítima relata que em 2004, 2006 e 2009 se relacionou com Rodrigo Carvalheira, e que ele a estuprou em uma festa. Ela tinha 18 anos e teria sido dopada com algum tipo de droga entregue pelo empresário.
Outras duas mulheres denunciaram o empresário pelo mesmo crime. Uma delas alegou que Rodrigo “enfiou um comprimido” na boca dela, de característica entorpecente, como ecstasy. A vítima afirmou não se lembrar de nada, e que acordou com o empresário em cima dela, e posteriormente encontrou manchas de sangue pela casa.
Por fim, o último dos 3 casos denunciados teria acontecido em 2011, quando a vítima em questão tinha entre 16 e 17 anos, e teria sido levada por Rodrigo para um motel contra a própria vontade após sair de uma festa.
A ação criminosa foi enquadrada no artigo 217-A do Código Penal, ou seja estupro de vúlnerável.
De acordo com a equipe de defesa de Rodrigo, o acusado não foi preso pelos crimes, e sim pela atitude de manter conversas por telefone com uma amiga delegada. Segundo a advogada do empresário, essa ação foi mal interpretada como uma tentativa de Rodrigo de obstruir a justiça.
Rodrigo se alega inocente e sua defesa afirma que sua prisão é exclusivamente de cunho político.
O empresário Rodrigo Carvalheira, investigado por estupros, deixou o Cotel nesta quarta-feira (17) – REPRODUÇÃO/TV GLOBO
Justiça concedeu a liberdade provisória, nesta quarta-feira (17), mas suspeito está usando tornozeleira eletrônica.
Após ficar seis dias preso, o empresário pernambucano Rodrigo Dib Carvalheira deixou o Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, no final da tarde desta quarta-feira (17). A liberdade provisória foi concedida pela Justiça, mas o suspeito de estupro permanecerá usando uma tornozeleira eletrônica.
No início da noite, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) confirmou que ofereceu a primeira denúncia à Justiça contra o empresário. Outras duas investigações, concluídas pela Polícia Civil, ainda estão sob análise de promotores. Os crimes atribuídos ao suspeito na denúncia não foram revelados.
A 18ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vai decidir se aceita ou não a denúncia. Por enquanto, além do monitoramento eletrônico, o empresário não poderá deixar o País. Ele teve o passaporte retido.
As queixas foram feitas por três mulheres (todas do círculo social e de amizade do empresário), que afirmaram que foram dopadas e, quando acordaram, apresentavam sinais de abuso sexual – os casos ocorreram entre os anos de 2009 e 2019.
De acordo com a TV Globo, duas novas vítimas procuraram a Polícia Civil para denunciar o suspeito. Os casos estão sob apuração.
O QUE DIZ A DEFESA?
Em nota à imprensa, a advogada Graciele Queiroz, que representa Carvalheira, informou que recebeu “com naturalidade a decisão da Justiça Pernambucana, que acolheu o pedido da defesa e restabeleceu a liberdade do Rodrigo Carvalheira”.
“Reforçamos que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários”, informou o texto.
Quem é Rodrigo Carvalheira?
Além de empresário do ramo imobiliário e também atuar com produções de eventos, Rodrigo Carvalheira foi eleito presidente do PTB em Pernambuco, em outubro de 2023.
O partido se fundiu ao Patriota e se tornou o PRD. Ele foi secretário de Turismo do município de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul do Estado, por um ano, e deixou o cargo em dezembro de 2023 por “fins políticos”, de acordo com a gestão municipal.
A Executiva Nacional do PRD decidiu que expulsá-lo do quadro de filiados, após o anúncio da prisão.
Delegacia da Boa Vista, na área central do Recife, fechada à noite – ARTUR BORBA/JC IMAGEM
Vítima de 27 anos foi levada por criminosos na tarde da sexta-feira (12), mas buscas só começaram três dias depois. Adeppe denuncia baixo número de delegacias 24h.
Alisson seguia de moto, por uma área de mata, quando foi abordado pelos bandidos, na última sexta-feira (12). O pai dele, também no veículo, foi liberado. Mas o jovem foi levado. Na tarde do mesmo dia, familiares estiveram na Delegacia do Cabo de Santo Agostinho para registrar a queixa. Em entrevista à imprensa, eles contaram ter passado cerca de três horas esperando atendimento. Logo depois, a unidade policial encerrou o expediente, só reiniciado na manhã dessa segunda-feira (15) – quando as buscas passaram a ser realizadas.
A Polícia Civil de Pernambuco foi questionada sobre a demora de três dias para o início das investigações, mas a assessoria não comentou o assunto. Confirmou apenas que estava em apuração a ocorrência de sequestro/cárcere privado.
Alisson segue desaparecido. Informações podem ser repassadas à Ouvidoria da Secretaria de Defesa Social (SDS), que funciona de segunda a sexta, das 7h às 19h, nos números: 0800-0815001 e (81) 9.9488-3455.
Alisson da Rocha Alves, de 27 anos, foi levado por criminosos durante uma abordagem – ACERVO PESSOAL.
Em comunicado à coluna Segurança, a entidade afirmou que a falta de delegacias abertas 24h atinge todo o Estado, sobretudo no interior. Na capital, por exemplo, há apenas duas unidades funcionando ininterruptamente: a Delegacia de Boa Viagem e a Central de Plantões da Capital.
“Com quase um milhão e meio de pessoas vivendo no Recife, temos apenas duas delegacias que trabalham em regime de 24 horas, como se a bandidagem trabalhasse em regime comercial. É imprescindível que a gente volte ao ano de 2012, quando existiam as delegacias de plantão em cada AIS (Área Integrada de Segurança). Recife compõe 5 Áreas Integradas de Segurança e o ideal é que todas as 5 AIS tenham sua delegacia de plantão”, disse o presidente da Adeppe, delegado Diogo Melo Victor.
Em 2012, quatro delegacias localizadas na capital funcionavam 24h: Boa Viagem, Várzea, Casa Amarela e Santo Amaro.
MAIOR PARTE DOS CRIMES OCORRE À NOITE
“A concentração de delegacias de plantão é ruim para Polícia Militar, que tem que se deslocar para outro território, deixando sua base e perímetro ostensivo. É péssimo também para a vítima, em virtude do deslocamento para uma unidade distante do local do fato. É terrível para Polícia Civil, que perde informações precisas para investigação e elucidação do caso, até porque vai ser apurada por outra equipe que não tem conhecimento dos fatos da localidade e das investigações em andamento”, pontuou a entidade, no comunicado.
“É preciso que tenhamos mais delegacias abertas e bem equipadas, com quantidade de pessoas suficiente para atender com presteza a população. Inadmissível a maioria das delegacias fecharem às 18h, logo no período de maior incidência criminal” reforçou Diogo Melo Victor.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), 40% das mortes violentas intencionais registradas em 2023 aconteceram no horário noturno.
Na tarde da terça (16/04/2024), uma ação integrada entre Policiais Civis da Delegacia de Polícia da 167ª Circunscrição de Afogados da Ingazeira, juntamente com Policiais Militares do 23º BPM, culminou na prisão em flagrante de cinco pessoas, na Rua São Judas Tadeu, conhecido como Beco da Rua Nova, em Afogados da Ingazeira. Segundo denúncia anônima, alguns homens estavam no interior de uma residência, no local acima referenciado, comercializando entorpecentes.
Utilizando-se de técnicas de investigação, os Policiais Civis e Militares se aproximaram do local, realizaram uma rápida vigilância, e logo em seguida, conseguiram ingressar no imóvel, onde encontrados cinco homens, e apreendidas 85 (oitenta e cinco) pedras de entorpecentes, provavelmente crack, além de uma pedra maior, de aproximadamente cinco gramas, além de dinheiro em espécie. Os homens lá capturas ficaram se acusando reciprocamente.
Ato contínuo, através de informações decorrentes de investigação da Polícia Civil, no Inquérito Policial que investiga o crime de Homicídio ocorrido no último dia 03 de abril de 2024, foi verificado que um dos suspeitos do crime estava lá na residência onde ocorreu a abordagem, e que este estava residindo em outro imóvel há pouco tempo, e que teria servido de local de esconderijo dos executores do delito referenciado (Homicídio do dia 03 de abril de 2024), na Rua Antonio José de Lemos, no Bairro São Sebastião.
Assim, logo após verificação in loco, subsidiados pelos elementos colhidos na investigação do Homicídio, bem como das apreensões atuais dos entorpecentes, os Policiais Civis e Militares ingressaram no local, e lá encontraram escondidos em uma mala, uma pedra pesando aproximadamente 178 gramas de substância semelhante à crack, e uma outra pedra pesando 103 gramas de possível pasta base de cocaína, e mais cinco invólucros de substância entorpecente semelhante à cocaína, pesando aproximadamente cinco gramas, além de um Revólver MARCA TAURUS, CAL .38, OXIDADO, NUMERAÇÃO 55343, MUNICIADO COM 6 MUNIÇÕES DO MESMO CALIBRE, INTACTAS, MARCA CBC. Os presos foram interrogados sobre a prática de delitos de Tráfico de drogas, Organização criminosa, e Homicídio.
Rodrigo Carvalheira é proprietário de um bar no Bairro do Recife e possui empreendimentos imobiliários (Foto: Reprodução/Instagram)
O empresário está preso desde a última quinta-feira (11) no Cotel.
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) indiciou o empresário Rodrigo Carvalheira, investigado por estupro, em três inquéritos. Segundo a Polícia Civil, os procedimentos foram encerrados na segunda-feira (15), quando o foram enviados ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
O empresário está preso desde a última quinta-feira (11) no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.
De acordo com o mandado de prisão, Rodrigo Carvalheira é investigado pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal. De acordo com o artigo, a condição de vulnerável é entendida para as pessoas que não têm o necessário discernimento para a prática do ato, devido a enfermidade ou deficiência mental, ou que por algum motivo não possam se defender.
A Polícia Civil de Pernambuco informou que “três inquéritos foram concluídos e remetidos na data de ontem (15.04) ao Ministério Público de Pernambuco, com indiciamento do investigado. Mais informações não podem ser repassadas no momento, pois os casos correm em segredo de justiça”.
A defesa do empresário também foi procurada e informou que até o momento não recebeu “nenhuma movimentação no processo”.
Entenda o caso
Rodrigo Carvalheira é proprietário de um bar no Bairro do Recife e possui empreendimentos imobiliários. Ele também foi sócio de uma boate que fechou em 2015, na Zona Sul da cidade.
Três mulheres relataram terem sido estupradas pelo empresário nos anos de 2009, 2011 e 2019. De acordo com a advogada, a primeira vítima relata que em 2004, 2006 e 2009 teve um relacionamento com Rodrigo Carvalheira e que teria sido estuprada em uma das festas promovidas pelo empresário. Na época, a vítima tinha 18 anos e teria sido dopada com algum tipo de droga entregue pelo empresário.
Além desta mulher, outras duas denunciaram o empresário pelo mesmo crime. Uma delas alegou que Rodrigo “enfiou um comprimido” na boca dela, comprimido este que seria um ecstasy. A vítima disse não se lembrar de nada e que acordou com o empresário em cima dela e que viu manchas de sangue pela casa.
O outro caso relatado teria acontecido em 2011, quando a vítima em questão tinha entre 16 e 17 anos e teria sido levada por Rodrigo para um motel contra a própria vontade após sair de uma festa.
A ação criminosa foi enquadrada no artigo 217-A do Código Penal, ou seja estupro de vúlnerável.
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