Advogado de Amisadai nega relação com João ou Raquel e diz que ex-servidor sofreu “armação”

Amisadai Andrade/Foto: Reprodução/Redes Sociais

A defesa de Amisadai Andrade, apontado como coordenador de um suposto esquema de perseguição digital contra adversários do governo de Pernambuco, nega que ele tenha relação com a governadora Raquel Lyra (PSD) ou com o candidato João Campos (PSB). Para o advogado Luiz Rocha, que representa o ex-servidor, o caso é uma “armação.

Diante das contestações de Amisadai, uma notícia-crime foi protocolada na Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (1°), para investigar a origem e suposta manipulação de áudios vazados. No mesmo dia, a defesa concedeu uma coletiva de imprensa.

“É um relacionamento eminentemente profissional, que eu tenha conhecimento”, comentou o advogado sobre a possibilidade de relação com Raquel ou João, que vem sendo especulada desde a repercussão do caso do suposto “gabinete do ódio”.

A defesa afirma que Amisadai seria, ainda, vítima de uma armação prévia para que tudo viesse à tona neste período eleitoral.

A defesa diz que Amisadai admite que cometeu “excessos” para simular influência governamental e seguir negociando com esse executivo, que não foi identificado, mas que nenhuma reunião com a governadora aconteceu para tratar da organização de postagens contra adversários.

“Queremos definir quem tem responsabilidade e qual a real intenção de alguém vir ao Recife, fazer contato com uma pessoa de marketing, com o portal, pedir métricas, pedir publicação, e não mais aparecer por uma ‘mudança de estratégia’. Isso foi guardado para que, em 2026, viesse à tona dentro de um processo político”, argumentou o advogado.

Com o registro da notícia-crime, a PF tem até 30 dias para decidir se instaura um inquérito, ou seja, uma investigação formal.

Relembre

Uma reportagem veiculada pela TV Record no dia 25 de agosto trouxe à tona a existência de um suposto “gabinete do ódio” arquitetado pelo governo de Pernambuco para atacar adversários políticos.

A matéria aponta que um servidor da Caixa Econômica Federal, cedido ao Governo de Pernambuco, identificado como Amisadai Andrade da Silva, seria coordenador da produção de conteúdos. Ele teve a exoneração publicada um dia depois.

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João Campos critica atuação do governo na educação e propõe ampliação dos ensinos integral e técnico

Campos: “A gente vai ampliar a educação integral que, infelizmente, reduziu."

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou a atuação do governo estadual na educação e propôs a ampliação dos ensinos integral e técnico. Em sabatina promovida pela Rádio Folha 96,78 FM, na manhã desta terça-feira (1º), o socialista apresentou o plano que pretende implementar na área, caso eleito.

“A gente vai ampliar a educação integral que, infelizmente, reduziu. No último censo escolar, Pernambuco perdeu mais de 20 mil matrículas de educação integral. IsAso está no censo escolar consolidado pelo Todos pela Educação. Vamos expandir a rede de ensino técnico”, disse.

Ainda segundo o candidato, o governo atual é o único em 30 anos que não construiu uma escola técnica sequer. “Vamos lançar o Embarque Digital Pernambuco. Serão 10 mil vagas em tecnologia para todo estado, para a gente formar os jovens que vieram da escola pública para trabalhar no mercado de tecnologia”, prometeu.

Campos ainda afirmou que a gestão atual da governadora Raquel Lyra (PSD) não possui um roteiro estratégico para a educação.

“Hoje, o governo do estado não tem um roteiro estratégico de investimento na educação. O maior investimento feito foi nos ônibus escolares. Isso é importante, agora é preciso calibrar esse gasto para ele ser feito na medida necessária e não ser algo exagerado e tirar de outra área”, pontuou.

Por Yuri Costa

BTG/Nexus: Lula lidera no Nordeste e Sudeste, enquanto outros quatro candidatos testados têm vantagem nas demais regiões, no 2° turno

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 31 de agosto.

O levantamento também mostra que, no 1° turno, Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que recuou 4 pontos em comparação com o levantamento anterior. Já Augusto Cury (Avante) cresceu nove pontos, em relação à semana passada, e tem 11%, na terceira colocação.

A pesquisa também identificou que entre os grupos ideologicamente mais identificados – sendo lulistas  e bolsonaristas – o eleitorado segue convicto de que o voto não deve mudar ao longo do período eleitoral. A decisão segue consolidada para 86% dos lulistas e 86% dos bolsonaristas.

Os dados também identificaram que a consolidação das preferências eleitorais permanece alta. No entanto, houve uma pequena redução na atual rodada da pesquisa. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 78% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até o dia do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026.

Já outros 21% dizem que ainda podem mudar de escolha, enquanto 1% não soube responder. O percentual de decisão consolidada havia chegado a 80% na pesquisa anterior.

Recorte regional: cenários de 2° turno analisados
A pesquisa também testou quatro cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul.

Na divisão regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro no 2° turno, o petista lidera com 59% das intenções de voto no Nordeste e 47% no Sudeste. Já o senador atingiu 35% entre o eleitorado nordestino e 43% dos moradores do Sudeste.

No entanto, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 62% das intenções de voto, ante 32% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 52% e Lula 38% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.

Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 56% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 36% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário.

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“Quem fez isso é um criminoso”, diz João Campos sobre autoria dos cartazes com agressão a Raquel Lyra

O candidato a governador João Campos (PSB) voltou a comentar, na manhã desta segunda-feira (31), o episódio dos cartazes apócrifos com agressões à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), que aparecerem afixados em alguns locais no Centro do Recife na manhã de ontem.

Foi a primeira vez que o ex-prefeito falou sobre o assunto com a imprensa. Antes, havia feito um vídeo para as redes sociais. Depois de participar de um compromisso de campanha, em Areias, João Campos afirmou que, assim como disse no vídeo, qualquer tipo de ataque a qualquer candidatura é absurdo e não pode ser tolerado.

“De forma imediata, a Frente Popular de Pernambuco entrou na Justiça Eleitoral, pedindo uma investigação para saber quem fez a colagem deste panfleto no Centro do Recife. Da mesma forma, entramos contra os adversários políticos que queriam fazer ilações, dizendo que isso teria relação comigo ou com aliados meus”, disse o candidato.

“Só tenho a certeza de que quem fez isso é um criminoso. Algum criminoso fez isso, e a Justiça tem que descobrir quem é. Urgente, urgente. A Justiça, a polícia, o Ministério Público precisam urgentemente esclarecer o que é isso. Quem fez isso praticou um crime. Não tem conversa. E eu jamais, jamais faria ou autorizaria qualquer tipo de prática como essa. Isso é inadmissível”, comentou João Campos.

João também comentou a decisão da Justiça Eleitoral, que ontem mesmo determinou a retirada de qualquer postagem que atribua ao PSB a autoria dos cartazes. “Vamos atrás da justiça criminal para responsabilizar criminalmente quem está fazendo isso”, acrescentou.

João Campos também voltou a lembrar da gravidade das agressões que foram dirigidas à governadora, principalmente a que envolve o marido dela, que faleceu no dia do segundo turno da eleição de 2022. “Perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel Lyra perdeu o esposo dela durante uma eleição. A dor de ninguém deve ser objeto de discussão política e muito menos de calúnia, de difamação ou de discurso de ódio”, afirmou.

Para João Campos, as agressões são inaceitáveis. “É inaceitável contra mim, contra qualquer candidatura. Não se pode passar por isso. É preciso uma investigação rigorosa e dizer quem fez isso, porque quem fez isso não tem outro nome, é um criminoso. Crime”, cravou.

Por Blog da Folha

TSE começa a julgar registros de Lula, Flávio Bolsonaro e outros candidatos à Presidência

O TSE irá conferir os documentos, condições de elegibilidade e eventuais situações que possam levar à inelegibilidade/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O TSE irá conferir os documentos, condições de elegibilidade e eventuais situações que possam levar à inelegibilidade (MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL)

Processos verificam se os partidos ou coligações cumpriram as exigências legais para participar da disputa eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a analisar nesta segunda-feira (31) os primeiros pedidos de registro de candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República para as eleições de 2026. Os processos serão julgados pelo plenário virtual da Corte até 2 de setembro.

A primeira pauta, no entanto, não reúne todos os candidatos que solicitaram registro. Estão previstos para julgamento os pedidos das chapas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB); Romeu Zema (Novo) e Eduardo Girão (Novo); Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL); Samara Martins (UP) e Raquel Brício (UP); Hertz Dias (PSTU) e Vanessa Portugal (PSTU); além de Edmilson Costa (PCB) e Cleusa Santos (PCB).

Os processos que envolvem Lula, Zema, Flávio Bolsonaro, Samara Martins e Hertz Dias têm como relator o ministro André Mendonça. O pedido de registro de Edmilson Costa é relatado pela ministra Estela Aranha.

Além dos requerimentos individuais de registro de candidatura, identificados como RCC, os ministros também analisam os Demonstrativos de Regularidade dos Atos Partidários (Drap). Esses processos verificam se os partidos ou coligações cumpriram as exigências legais para participar da disputa eleitoral.

O que o TSE analisa no registro

O registro de candidatura é o procedimento pelo qual cada candidato solicita formalmente à Justiça Eleitoral autorização para disputar a eleição. Nessa etapa, são conferidos documentos, condições de elegibilidade e eventuais situações que possam levar à inelegibilidade.

Já o Drap está relacionado ao partido, federação ou coligação. A Justiça Eleitoral verifica, entre outros pontos, se a convenção foi realizada regularmente, se os candidatos foram escolhidos de acordo com as regras e se a formação da chapa respeitou a legislação.

Depois que os pedidos são apresentados, os processos são registrados no sistema eletrônico da Justiça Eleitoral e os editais são publicados. A partir daí, abre-se prazo para eventuais impugnações e para que cidadãos apresentem notícia de inelegibilidade.

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Justiça manda aliados de Raquel apagarem conteúdos que ligam João Campos a panfletos apócrifos

Desembargador do TRE-PE aponta acusação “direta e categórica” contra grupo político do candidato sem autoria conhecida dos materiais; Mendonça Filho, Ni do Badoque e Ricardo Antunes estão sujeitos a multa de R$ 25 mil em caso de descumprimento_

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, na noite deste domingo (30), a retirada de publicações que associam o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e seu grupo político à produção e distribuição de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). A decisão, assinada pelo desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, alcança o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o candidato a deputado estadual Ni do Badoque (PSD) e o blogueiro Ricardo Antunes.

A liminar foi concedida após ação apresentada pela Frente Popular de Pernambuco, que apontou que os conteúdos responsabilizavam João Campos e o PSB pelo episódio mesmo sem qualquer comprovação sobre a autoria dos materiais. Segundo a coligação, embora não se saiba quem produziu ou distribuiu os panfletos, os representados passaram a atribuir publicamente a responsabilidade ao grupo político do candidato.

Em uma das publicações questionadas, Ricardo Antunes afirmou no próprio título que o “grupo de João Campos” teria espalhado os panfletos e classificou o episódio como “O novo jogo sujo do PSB”. Ao analisar o conteúdo, o desembargador destacou que a postagem ultrapassou os limites da mera informação ou manifestação de opinião ao imputar diretamente a responsabilidade pelo material.

“Verifica-se que a publicação não se limita a noticiar a existência dos cartazes ou a manifestar opinião acerca de seu conteúdo. Há atribuição direta e categórica ao ‘Grupo de João Campos’ da conduta de espalhar os panfletos, além da vinculação do episódio ao PSB mediante a expressão ‘O novo jogo sujo do PSB’”, registrou o magistrado na decisão.

Diante disso, o desembargador concedeu a liminar requerida pela Frente Popular e determinou que a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, retire as publicações indicadas no processo no prazo de até duas horas após a notificação. Mendonça Filho, Ni do Badoque e Ricardo Antunes também deverão excluir os respectivos conteúdos, sob pena de multa individual de R$ 25 mil em caso de descumprimento.

Blog do Júnior Cavalcanti

Eleições de 2026: E-Título fica fora do ar neste sábado (29) para manutenção

e-Título /Foto: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
e-Título (Foto: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL)

Eleições de 2026: E-Título fica fora do ar neste sábado (29) para manutenção

O aplicativo e-Título, de obtenção da via digital do título de eleitor, passará por uma manutenção neste sábado (29). O aplicativo ficará fora do ar das 8h30 às 18h, para uma preparação para as eleições, conforme divulgou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ação prevê a migração do e-Título para uma nuvem e a realização de testes que simulam situações reais em componentes tecnológicos “essenciais”, de acordo com o órgão.

Com o procedimento, será possível validar os processos de recuperação dos serviços e treinar equipes técnicas e operacionais para atuar com segurança em eventuais cenários de indisponibilidade durante o período eleitoral, afirma o TSE.

Outros sistemas

Também podem passar por instabilidade outros sistemas da Justiça Eleitoral, especialmente nos serviços que utilizam o mecanismo de autenticação em dois fatores (2FA) por meio de aplicativos geradores de códigos.

Diante disso, a Justiça Eleitoral orienta os eleitores a se planejarem previamente para evitar transtornos durante a janela de indisponibilidade.

Por Nicolle Gomes

Raquel, João e Ivan: veja como foi o primeiro guia eleitoral de cada candidato

Com tempos e estratégias diferentes, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) escolheram caminhos distintos para se apresentar ao eleitorado/Fotos: Rafael Vieira/DP Foto, Edson Holanda e Karol Rodrigues/DP Foto
Com tempos e estratégias diferentes, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) escolheram caminhos distintos para se apresentar ao eleitorado (Fotos: Rafael Vieira/DP Foto, Edson Holanda e Karol Rodrigues/DP Foto )

Programas exibidos nesta sexta-feira (28) marcaram a estreia da propaganda eleitoral para o Governo de Pernambuco no rádio e na televisão; enquanto Raquel apostou no balanço da gestão, João destacou parceria com Lula e Ivan apresentou sua trajetória

Os candidatos ao Governo de Pernambuco estrearam, nesta sexta-feira (28), seus primeiros programas no guia eleitoral de televisão. Com tempos e estratégias diferentes, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) escolheram caminhos distintos para se apresentar ao eleitorado e dar o pontapé inicial na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

A governadora e candidata à reeleição apostou em uma mensagem de continuidade, com balanço de realizações do primeiro mandato e um tom pessoal. João Campos priorizou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentou novas promessas para o estado, especialmente na área da saúde. Já Ivan Moraes utilizou o espaço para resgatar sua trajetória profissional, atuação em movimentos sociais e passagem pela Câmara do Recife.

Raquel Lyra aposta em balanço da gestão e discurso pessoal

No primeiro guia, Raquel Lyra buscou apresentar ao eleitor um balanço dos resultados de sua gestão e reforçar a ideia de que o estado avançou durante seu primeiro mandato. Em uma peça de cerca de quatro minutos, a governadora também adotou um tom pessoal ao falar sobre o período em que assumiu o comando de Pernambuco.

Raquel afirmou que se tornou governadora “no momento mais difícil da minha vida”, em referência à morte do marido, o empresário Fernando Lucena. Segundo ela, estar à frente do estado permitiu “seguir em frente, cuidar dos meus e cuidar de Pernambuco”.

A candidata também afirmou que não encontrou “a casa arrumada” ao assumir o governo e destacou a passagem por diferentes regiões de Pernambuco. Entre as ações citadas no programa estão a geração de empregos com carteira assinada, o crescimento da economia, a recuperação de estradas, reformas de hospitais e a construção de creches.

Ao final, Raquel pediu o voto do eleitor para permanecer no cargo e associou a continuidade da gestão à entrega de obras e serviços. “Eu quero ser governadora de Pernambuco para continuar liderando esse estado pelos próximos anos”, afirmou.

João Campos coloca Lula no centro do primeiro programa

A estratégia de João Campos foi marcada pela presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao lado do petista, o candidato do PSB apresentou a aliança entre os dois como um dos pilares de sua campanha ao Governo de Pernambuco.

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Flávio evita contas de Dark Horse, admite erro em tarifaço e diz que respeitará urnas

• Reprodução/TV Globo

Na sabatina da TV Globo, candidato comparou investimento no filme a aportes feitos pelo Grupo Globo

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (28) que o patrocínio de R$ 61 milhões que pediu ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), foi feito de “boa-fé”.

Durante a sabatina da TV Globo, o senador comparou o investimento no filme a outros aportes feitos por Vorcaro.

“É importante separar o tipo de relação privada que envolve esse tipo de patrocínio para o filme, que é o mesmo tipo de relação privada de um banqueiro que investiu R$ 160 milhões para um programa do Luciano Huck aqui da Globo. É a mesma pessoa que fez um investimento de R$ 50 milhões para uma palestra em Nova York. O patrocínio do Grupo Globo foi patrocínio de boa-fé”, disse o senador.

Segundo o candidato, a relação com Vorcaro era apenas “privada”. “A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme, mais nada. Não queria que essa obra de arte fosse perdida. (…) Foi uma forma de garantir que esse filme acontecesse”, disse.

Flávio foi questionado insistentemente se divulgaria o contrato feito com o ex-dono do Banco Master, uma vez que as investigações não conseguiram identificar o caminho do dinheiro, e o próprio havia prometido divulgá-lo, mas afirmou apenas que as informações foram divulgadas pela imprensa.

“Tudo já veio à tona pela imprensa. (…) O que a perícia conclui? Não há um centavo de dinheiro público nesse filme. O contrato também veio à tona quando vazaram as conversas. Já está apresentada. O que a produtora usou para fazer esse filme foi mais do que o valor dado.”

Flávio diz que irmão errou no tarifaço

Durante a sabatina, o senador disse reconhecer o erro do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ao agradecer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas tarifas impostas aos produtos brasileiros.

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Na Bahia, Lula promete anunciar fila do INSS zerada em setembro

Lula comício MG
Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (28), durante agenda de campanha em Salvador (BA), que o governo pretende anunciar na próxima semana o fim da fila de espera do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Eu vou anunciar o zeramento da fila do INSS. Vocês estão lembrando que quando eu peguei tinha 3 milhões, na semana que vem eu vou anunciar que nós chegamos ao mínimo: 251 mil pessoas na fila”, disse Lula.

Durante entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta (27), Lula também mencionou a fila do INSS e disse que as cerca de 251 mil pessoas ainda estarão esperando por até 45 dias, patamar que classificou como “normal”. Ele disse que o anúncio será feito em Brasília.

A meta de zerar a fila havia sido anunciada por Lula na campanha de 2022. O tema foi retomado em junho, quando Lula afirmou que a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, havia se comprometido a eliminar a espera por benefícios até setembro.

Ana Cristina assumiu o cargo em substituição de Gilberto Waller, que foi demitido em 13 de abril deste ano. O tamanho da fila e a demora para analisar pedidos de benefício foi um dos motivos para que ele deixasse o comando do órgão.

Logo que iniciou os trabalhos à frente da presidência do INSS, Ana Cristina disse que sua principal função seria recuperar a confiança da população e que o volume de processos em atraso era de menos de um milhão.

De acordo com ela, a fila do INSS – de 2,7 milhões de pessoas – não condiz com a realidade dos processos em atraso. Para ela é preciso subtrair desse total 1,3 milhão de pedidos novos que entram mensalmente e mais 500 mil processos que dependem de ação dos segurados.

Nesta semana, o INSS divulgou que a fila estava em 1,28 milhão de requerimentos.

A chamada “fila zerada” não significa que o INSS deixará de receber novos pedidos, mas que não haverá requerimentos pendentes de análise além do prazo considerado regular pelo órgão.

Da CNN