Lula reforça promessa de isenção de IR até R$ 5 mil, mas reconhece ser difícil.

O presidente disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, "sabe que tem que fazer esses ajustes"
O presidente disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “sabe que tem que fazer esses ajustes” – RICARDO STUCKERT/PR

O chefe do Executivo voltou a falar que o ano de 2023 foi para “arar a terra” e adubar para colher em 202

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a promessa de isenção de Imposto de Renda (IR) a salários de até R$ 5 mil até 2026 e voltou a defender a cobrança sobre dividendos. De acordo com o presidente, contudo, tal compromisso é difícil, pois o governo terá que abrir mão de dinheiro e rearranjar seus gastos.

“Tenho compromisso de chegar até o final do meu mandato isentando pessoas que ganham até R$ 5 mil do IR. É um compromisso de campanha, mas sobretudo, de muita sinceridade”, disse em entrevista ao programa “Bom Dia com Mário Kertész”, da Rádio Metrópole de Salvador, nesta terça-feira (23). “Neste país, quem vive de dividendo não paga Imposto de Renda, e quem vive de salário, paga.”

AJUSTES NA ISENÇÃO

O presidente disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “sabe que tem que fazer esses ajustes”. “Eles são difíceis porque precisamos saber que, na hora que a gente abre mão de um dinheiro, temos que saber onde pegar outro dinheiro”, comentou. No curto prazo, ele disse que o governo fará as mudanças para que quem ganha até dois salários mínimos por mês fique isento do IR.

“É possível fazer esse país crescer se tiver um governo que cria oportunidade, e não um governo que queira só vender ativos, ativos da Petrobras, privatizar Eletrobras”, disse, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Quer dizer, você desmonta o Estado brasileiro para arrecadar dinheiro para gastar em coisas que não têm muita utilidade.”

O chefe do Executivo voltou a falar que o ano de 2023 foi para “arar a terra” e adubar para colher em 2024. Segundo Lula, neste ano, o Brasil irá colher mais desenvolvimento e emprego.

O QUE DIZ HADDAD

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas que até o fim do mês de janeiro haverá uma definição sobre o reajuste no Imposto de Renda. “Até o final do mês, vamos ter uma conta. Este mês ainda vamos ter a conta”, disse.

Ele se referia à promessa do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de reajustar a tabela de isenção do IR para acomodar o ganho real no salário mínimo.

Perguntado sobre o veto de R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares na Lei Orçamentária Anual (LOA), sancionada na segunda-feira, Haddad disse não ter participado das negociações. “Eu não acompanhei esse processo, tem a ver com o acordo que foi feito. Eu não posso comentar porque não participei das negociações.”

O ministro da Fazenda afirmou ainda não ter novidades relativas à discussão sobre a reoneração gradual da folha de pagamentos.

Por: JC

 

Entenda veto de Lula aos centros de que acolhem autistas.

Veto à proposta de distribuição de recursos para "centros de referência" para pessoas com TEA, de acordo com o governo, ocorreu por falta de clareza no dispositivo  (foto: Ed Alves/CB/DA.Press)
Veto à proposta de distribuição de recursos para “centros de referência” para pessoas com TEA, de acordo com o governo, ocorreu por falta de clareza no dispositivo (foto: Ed Alves/CB/DA.Press)

Presidente vetou na LDO medida que delegaria ao Executivo a manutenção de centros de “referência” para pessoas com transtorno do espectro autista.

A expressão “Lula é contra os autistas” está entre os termos mais pesquisados no Google na manhã desta terça-feira (23). A pesquisa é impulsionada por um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lei de Orçamento Anual (LOA) de 2024 — que foi sancionada nesta segunda-feira (22). A LOA é uma medida que prevê receitas e despesas fixas do governo para o ano.

A LOA é elaborada com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) — principal instrumento de planejamento orçamentário do governo federal. A LDO foi aprovada com veto do presidente, no dia 2 de janeiro. Na ocasião, um dos vetos se refere ao dispositivo que previa distribuição de recursos para centros de referência para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esses locais têm o objetivo de atender e acompanhar paciente com TEA.

O trecho vetado pelo presidente foi o parágrafo 4º do artigo 1 da LDO. De acordo com publicação feita no site oficial do governo federal, o veto do Executivo a essa medida foi justificada pela ideia de que a destinação de verbas para “centros de referência” para pessoas com TEA abriria margem para que verbas públicas fossem destinadas a locais que não fossem especializados no atendimento ao público TEA.

Houve, na avaliação do governo, falta de clareza neste dispositivo. “Não há, no dispositivo, delimitação sobre a natureza desses centros ou se são vinculados ou não à estrutura da União”, justificou o governo, em publicação no site oficial.

Caso esse trecho fosse sancionado, o governo argumenta que a medida abriria brechas para que a União financiasse também instituições privadas que tratam de pessoas com TEA. Isso traria, ainda conforme a explicação do governo, “insegurança para a gestão orçamentária”.

Segundo o governo, o fato de haver o veto ao dispositivo da LDO que abordava recursos a centros terapêuticos referência em TEA não elimina as garantias deste público na LDO. Como exemplo, a publicação oficial no site do governo cita o  artigo que garante repasses de recursos a “centros especializados” no atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista (Art. 12 e inciso XXVI da lei).

Oposição

O veto do governo à proposta de que o Executivo deveria prestar apoio a centros de referência no atendimento de pessoas autistas foi criticado por políticos da oposição. O relator da LDO na Câmara, o deputado federal Danielo Forte (União-DF) afirmou que a conduta do presidente da república vai de encontro ao discurso de preocupação com causas sociais e a defesa de minorias. Ele classificou tal atitude como “contraditória”.

“A decisão do Governo Federal de vetar a nossa proposta de criar centros integrados para as crianças com transtorno do espectro autista é um desrespeito com elas e suas famílias. O governo diz que tem compromisso com quem mais precisa, mas não mostra isso na prática”, disse o parlamentar pelas redes sociais.

Confira as informações no Correio Braziliense.

Lula assina nomeação de Lewandowski no Ministério da Justiça.

Lewandowski foi anunciado ao novo cargo no dia 11 de janeiro (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Lewandowski foi anunciado ao novo cargo no dia 11 de janeiro (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ex-magistrado substitui Flávio Dino, que assumirá vaga no STF.

Edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada nesta segunda-feira (22), oficializou a nomeação de Ricardo Lewandowski para o cargo de ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública. O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, deixa a nomeação válida a partir do dia 1º de fevereiro.

Lewandowski havia sido anunciado ao novo cargo no último dia 11 de janeiro. Ele substitui Flávio Dino, que assumirá uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), também por indicação de Lula, aprovada pelo Senado em dezembro do ano passado.

Trajetória

Ex-magistrado de carreira que chegou ao topo do Poder Judiciário, Lewandowski deixou o cargo de ministro do STF em 11 de abril de 2023, após ter antecipado em um mês sua aposentadoria. Ele completou 75 anos em 11 de maio do ano passado, data em que seria aposentado compulsoriamente.

Indicado à Suprema Corte em 2006 pelo próprio presidente Lula, sua passagem ficou marcada pelo chamado garantismo, corrente que tende a dar maior peso aos direitos e garantias dos réus em processos. Presidiu o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre 2014 e 2016, quando conduziu o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Foi também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2010 e 2012. No cargo, esteve à frente da aplicação da Lei da Ficha Limpa, que havia sido aprovada em 2010.

Com a saída do Supremo, Lewandowski voltou a advogar e focar na carreira acadêmica. Nascido no Rio de Janeiro, o ex-ministro é formado pela Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição pela qual se tornou mestre e doutor e na qual leciona desde 1978.

Para o lugar de Lewandowski, ainda em 2023, Lula indicou o advogado Cristiano Zanin.

Já o novo ministro do STF, Flávio Dino, deverá tomar posse na corte no mês que vem, a partir da retomada dos trabalhos do Poder Judiciário.

Por: Agência Brasil.

Lula planta mudas de sumaúma no jardim do Palácio da Alvorada.

A sumaúma é uma planta nativa da Amazônia e pode chegar a 70 metros de comprimento (Foto: Reprodução/X)
A sumaúma é uma planta nativa da Amazônia e pode chegar a 70 metros de comprimento (Foto: Reprodução/X )

O presidente Lula está de folga neste sábado (20/1), após retornar de agenda política no Nordeste na última semana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) plantou mudas de sumaúma no gramado do Palácio da Alvorada na manhã deste sábado (20/1). O petista estava acompanhado da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e de um jardineiro da residência oficial do Executivo.

A sumaúma é uma planta nativa da Amazônia e pode chegar a 70 metros de comprimento, o equivalente a um prédio de 24 andares.
O presidente Lula desembarcou nessa sexta-feira (19/1) em Brasília depois de realizar uma série de viagens ao Nordeste. O petista cumpriu agenda em Pernambuco, Bahia e Ceará, nove meses antes das eleições municipais.
Confira a matéria completa no site do Portal Metrópoles

Presidente Lula se refere a Bolsonaro como “psicopata” em discurso na Refinaria Abreu e Lima.

Presidente Lula no anúncio dos investimentos da ampliação e conclusão das obras da Refinaria Abreu e Lima
Presidente Lula no anúncio dos investimentos da ampliação e conclusão das obras da Refinaria Abreu e Lima – Jailton/ JC Imagem

A menção foi realizada durante o discurso do presidente no evento de anúncio dos investimentos da ampliação e conclusão das obras da Refinaria Abreu e Lima.

Em discurso durante o evento de anúncio dos investimentos da ampliação e conclusão de parte das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se referiu ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) como “psicopata”.

“É preciso saber quanto dinheiro esse país perdeu nesses 10 anos de atraso nessa empresa, quanto salário deixou de ser pago, quantas pessoas não têm benefícios nesse país, quanto que esse país perdeu da sua competitividade internacional até chegar ao ponto de eleger um psicopata para ser presidente desse País”, disse Lula.

LULA MENCIONA FAMÍLIA BOLSONARO

Além disso o petista não perdeu a oportunidade de alfinetar a família Bolsonaro inteira ao declarar que eles ‘não são modelo’.

“Ele é alguém que vive da mentira, da maldade e de ofender os outros. Para ele todo mundo aqui é ladrão, comunista e defende aborto como se e ele e os seus filhos fossem exemplo de família nesse país”, frisou o chefe do Palácio do Planalto.

Por:JC

Lula visita Pernambuco nesta semana; veja agenda.

O petista estará no estado na quinta (18) e na sexta (19).
Lula em evento no Recife em junho de 2023 (Ricardo Stuckert/PR)
Lula em evento no Recife em junho de 2023 (Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda em Pernambuco na quinta-feira (18) e sexta-feira (19) desta semana. Entre os compromissos da primeira visita do presidente ao Estado neste ano, estão o anúncio de investimentos para a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, na quinta, e a Cerimônia de Troca do Comando Militar do Nordeste (CMNE), no Recife, na sexta. Também está prevista uma visita ao Palácio do Campo das Princesas, mas ainda não foi confirmada.
Pernambuco será o segundo estado do Nordeste na rota do presidente. Na quinta, o petista participa de inauguração da pedra fundamental das obras do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em Fortaleza e, em seguida, cumpre sua agenda em solo pernambucano. Na sexta, Lula segue para a Bahia, onde lança obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
De olho nas articulações para as eleições municipais, que acontecem em outubro deste ano, a previsão é de que o presidente Lula dedique boa parte do tempo de sua agenda, neste primeiro semestre, a visitas em todos os estados do Brasil.
Em 2023, o petista recebeu críticas por priorizar a agenda Internacional, da qual o Brasil ficou praticamente de fora na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. No ano passado, o País ganhou destaque lá fora em espaços importantes como assumir, por exemplo, a presidência do G20, do MercoSul, e ainda a possibilidade de sediar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), em 2025.