Covid-19: já são mais de 5,4 mil mortes em 2024

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 2024, foram notificados 5.489 óbitos por Covid-19, segundo o mais recente informe da Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde. Sendo assim, os dados da doença seguem em patamar baixo na semana epidemiológica (SE) 46, inseridos no sistema até 16 de outubro.

O informe aponta, ainda, que a Covid-19 segue com valores relativamente baixos em comparação com o histórico. Porém, como nos anos anteriores foi observado aumento de casos no período próximo à virada do ano, o Ministério ressalta a importância de ter a vacinação em dia.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que apesar da melhoria no cenário epidemiológico da Covid-19 é importante manter as medidas de prevenção, especialmente a vacinação.

“A Covid-19 não tem uma tendência sazonal clara, como outros vírus respiratórios. Então a gente não sabe exatamente quando que vai surgir uma nova onda do vírus, é importante que todas as pessoas dos grupos de risco estejam preparadas para quando isso acontecer. É importante que todas as pessoas do grupo elegível verifiquem suas carteiras de vacinação e vejam se estão em dia com a vacina contra a Covid-19. Se não estiver em dia, é importante buscar um posto de saúde para se vacinar contra o vírus”, pontua Portella.

O levantamento do Ministério da Saúde sobre a Covid-19 tem como base os dados inseridos no sistema até 16 de outubro. Os dados apontam que na última semana epidemiológica (SE 46) foram registrados 13 óbitos no país, uma redução de 16,66% na média móvel de óbitos em comparação com a SE 45.

Segundo o Informe, houve instabilidade no sistema nas últimas semanas e há casos represados que estão sendo informados com atraso na semana atual. Para a semana de referência, os estados BA, GO, MS, PI, RO, RR e SP não atualizaram os dados.

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

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Saúde anuncia acordo para garantir abastecimento de insulina no SUS

Canetas para aplicação de insulina,exame da curva glicêmica
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
Acordo define entrega de 93% do volume contratado até dezembro

O Ministério da Saúde anunciou um acordo para antecipar a entrega de uma remessa de 1,8 milhão de unidades de insulina até o fim dezembro. Em nota, a pasta informou que a estratégia garante o abastecimento no Sistema único de Saúde (SUS). “O reforço dos estoques permite a continuidade do tratamento de todos os pacientes atendidos pela rede pública de saúde”.

Segundo o comunicado, o acordo com a Novo Nordisk, fabricante de canetas de insulina, define a entrega de 93% do volume contratado até dezembro – a previsão inicial era disponibilizar apenas 50% ainda este ano. Segundo o ministério, a produção da empresa no Brasil é responsável por 15% de todo o fornecimento mundial do insumo.

“A insulina a ser entregue pela Novo Nordisk é produzida em planta localizada em Montes Claros (MG), reconhecida como a maior fábrica de insulinas do Brasil e da América Latina, com cerca de dois mil funcionários”, destacou a pasta.

Oferta ininterrupta

No comunicado, o Ministério da Saúde informa manter aquisições regulares para oferta de insulina no SUS, “garantindo o abastecimento ininterrupto do medicamento”.

Até outubro deste ano, foram distribuídas 49,9 milhões de unidades de insulinas NPH e 10,7 milhões de insulina regular (frascos e canetas) para todo o país, atendendo a demanda de estados e municípios.

“Atualmente, há uma situação mundial de restrição da oferta de insulina. O Ministério da Saúde atuou para que essa situação fosse superada”, concluiu.

A orientação é que qualquer pessoa com indicação de uso de insulina e dificuldade para acessar o medicamento em farmácias privadas, inclusive por meio do programa Farmácia Popular, procure uma unidade básica de saúde (UBS) para solicitar a medicação.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

STF julgará ações sobre responsabilização das redes sociais por conteúdos de terceiros; entenda.

Fachada do Supremo Tribunal Federal
Fachada do Supremo Tribunal Federal – © Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Ministros da Corte defendem regulamentação das plataformas digitais para combater a disseminação de notícias falsas e de discursos de ódio.

Supremo Tribunal Federal (STF) colocou na pauta desta quarta-feira (27) três ações sobre a responsabilização das redes sociais no Brasil.

Ministros da Corte, como o presidente Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, defendem publicamente a regulamentação das plataformas digitais para combater a disseminação de notícias falsas e de discursos de ódio e restaurar a normalidade democrática no País.

A data dos julgamentos foi marcada por Barroso em outubro, antes do indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outras 36 pessoas pela Polícia Federal por tentativa de golpe de Estado.

Segundo as investigações, os envolvidos na trama golpista usaram aplicativo de mensagem para planejar o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes.

Responsabilização

No principal dos casos em julgamento, a Corte analisará se websites e gestores de aplicativos podem ser responsabilizados por conteúdos publicados por terceiros. Essa disputa judicial envolve o Facebook.

Uma mulher foi à Justiça ao descobrir que havia um perfil falso usando o nome e a imagem ela. Ela conseguiu a exclusão da página em primeira instância e uma indenização na segunda. Agora, a rede social foi ao STF para reverter a punição.

Marco Civil da Internet

DIVULGAÇÃO
A decisão de Toffoli não afeta o acordo de delação, que continua válido – DIVULGAÇÃO

Trata-se da análise de um artigo do Marco Civil da Internet, que diz que a plataforma só poderá ser responsabilizada civilmente por conteúdos por publicados por terceiros se não cumprir decisão judicial.

O relator é o ministro Dias Toffoli. Esse julgamento é acompanhado com atenção pelas plataformas, tanto que a Wikimedia, que gere o Wikipédia; o ByteDance, dona do TikTok, e o Google se habilitaram para participar do julgamento.

A Suprema Corte ainda analisará outros trechos do Marco Civil em outro recurso. O STF julgará se uma empresa hospedeira de um site na internet tem a obrigação de fiscalizar conteúdos publicados e retirar do ar esse material se considerado ofensivo, sem a intervenção do Poder Judiciário.

Caso na Justiça

Esse caso, relatado pelo ministro Luiz Fux, chegou à Corte após uma professora ir à Justiça em 2010 pedindo que o Google removesse uma comunidade do Orkut – rede social extinta comprada pela empresa americana – criada por ex-alunos para fazer comentários pejorativos sobre ela.

Na outra ação em julgamento, relatada pelo ministro Edson Fachin, o STF discutirá se o bloqueio de aplicativos de mensagem como o WhatsApp constitui violação da liberdade de expressão.

O partido Cidadania foi quem moveu a ação em 2016, contestando decisão de um juiz da comarca de Lagarto (SE), que determinou a suspensão por 72 horas dos serviços do mensageiro após a empresa se recusar em ceder o conteúdo de mensagens trocadas por alvos de uma investigação.

Congresso

© Antônio Cruz/Agência Brasil
Encontra-se em tramitação no Congresso Nacional, proposta de emenda constitucional (PEC) que trata do aumento de competências – © Antônio Cruz/Agência Brasil

Congresso também acompanha com atenção os julgamentos. Duas dessas ações já estiveram na pauta do STF no ano passado e acabaram postergadas em razão da discussão em torno do projeto de lei das fake news.

Esse texto chegou ao plenário da Câmara dos Deputados em 2023 e teve a urgência aprovada em uma votação parelha, mas o projeto acabou engavetado após pressão de parlamentares apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Fachada do Supremo Tribunal Federal

Por: JC

Governo de Pernambuco inicia mutirão para realização de mil procedimentos cirúrgicos.

Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE
Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE – SES/Divulgação

Iniciativa tem o objetivo de reduzir as filas e o tempo de espera por cirurgias eletivas de média e alta complexidade em Pernambuco.

Governo de Pernambuco vai promover, de 25 de novembro a 8 de dezembro, o Mutirão de Cirurgias do Cuida PE, com abrangência em várias regiões do Estado. A iniciativa acontece através da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e vai oferecer mil procedimentos cirúrgicos em diversas especialidades.

O mutirão tem o objetivo de reduzir as filas e o tempo de espera por cirurgias eletivas de média e alta complexidade no Estado e vai realizar procedimentos como o de vesícula, hérnias, laqueadura, vasectomia, cirurgias de joelho e intervenções para retirada de útero e miomas e cirurgias dermatológicas.

As cirurgias serão realizadas nos hospitais credenciados da Rede Complementar, hospitais geridos por Organizações Sociais de Saúde (OSS) e em alguns hospitais regionais, presentes em todas as Gerências Regionais de Saúde (Geres) do Estado.

A marcação dos procedimentos será feita por meio da Secretaria de Regulação, através da Central de Marcação de Consultas e Exames (CMCE), que organiza a distribuição das cirurgias conforme a necessidade de cada paciente e a disponibilidade de recursos.

“Estamos trabalhando para alcançar uma maior redução no tempo de espera por cirurgias no nosso Estado, uma das demandas mais necessitadas da população. Vamos conseguir realizar mil procedimentos neste mutirão, um passo importante para a saúde das pessoas que estão precisando”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Perspectiva de procedimentos

Para 2024, a SES-PE prevê a realização de mais de 19 mil procedimentos cirúrgicos, em 26 unidades geridas pelo Estado, além de mais de 27 mil em 58 municípios que aderiram ao Programa Nacional de Redução de Filas.

Por: JC

Jogos de azar são problema de saúde para jovens e adultos no mundo

Os jogos de azar são um problema de saúde pública, alerta um artigo recém-publicado pela comissão de saúde pública do Lancet Public Health, integrada por cientistas de vários países e instituições. O artigo chama a atenção para a rápida expansão desses jogos, ressaltando que eles causam mais prejuízos do que se pensava e que pouco tem sido feito para mitigar seus danos.

Jogos de azar, incluindo cassinos e apostas online, estão associados a uma série de prejuízos não só para o indivíduo, mas também para as famílias e a sociedade. Além das perdas financeiras, eles podem prejudicar o trabalho, as relações interpessoais, ter efeitos na saúde e até levar a crimes. Para piorar, os jogos online são cada vez mais acessíveis por meio de aplicativos de celulares ou sites no computador, sem a necessidade do deslocamento físico a uma casa de jogos ou apostas.

“Quando se instala um padrão de dependência, há diversos impactos no funcionamento psicossocial e na saúde física e mental. Indivíduos com o transtorno de jogo [jogo patológico] podem colocar em risco relacionamentos importantes com familiares ou amigos, levando até a violência doméstica ou a ruptura familiar em alguns casos”, diz o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo a revisão publicada no Lancet, conduzida por pesquisadores de vários países, 46,2% dos adultos e 17,9% dos adolescentes no mundo participaram de algum tipo de jogo de aposta no ano anterior, sendo que 10,3% dos adolescentes jogaram online. Estima-se que esses jogos cheguem a 15,8% dos adultos e a um em cada quatro (26,4%) adolescentes que jogam na internet.

A análise também aponta que 8,9% adultos e 16,3% adolescentes fazem apostas esportivas. Esses números equivalem a 448,7 milhões de adultos jogando. Desses, 80 milhões apresentam problemas.

Vídeo: cotado para A Fazenda, Laéllyo Mesquita critica Lucas Souza em live.

Laéllyo Mesquita (à esquerda) e Lucas Souza (à direita) (foto: Reprodução/Instagram)
Laéllyo Mesquita (à esquerda) e Lucas Souza (à direita) (foto: Reprodução/Instagram)

O ex-affair de Lucas Souza se revoltou nas redes sociais após ser acusado de vazar vídeos pessoais do influenciador.

Laéllyo Mesquita abriu uma live no Instagram para falar sobre o fim do relacionamento com Lucas Souza. Ele viveu um affair com o ex-A Fazenda e se revoltou ao ser acusado de ter vazado vídeos íntimos da época em que eles eram um casal.

“Não fui eu que vazei não. Olha o meu trabalho, olha a minha história, e as pessoas vêm me acusar de querer fama? Fama de quem? […]. Sempre tive carinho e respeito pelo Lucas e nunca vazaria. Recebi proposta de R$ 200 mil para vazar um vídeo com ele quando ele estava em A Fazenda e não soltei. Devia ter vazado, pelo menos pobre eu não ficava”, afirmou.

Em seguida, Laéllyo falou sobre os boatos de que estaria se promovendo para ir ao reality show rural: “Para que que eu quero ser diabo de ex de Lucas para ir para A Fazenda? Nunca quis ir para A Fazenda por conta disso. Que porra é Lucas Souza? Antes de falarem de mim, lavem a boca. Vejam minha história, o tanto que eu corri atrás e que eu trabalho”.

Confira as informações completas no Metrópoles.

CCJ do Senado aprova projeto que protege crianças em ambiente virtual.

CCJ do Senado aprova projeto que protege crianças em ambiente virtual
CCJ do Senado aprova projeto que protege crianças em ambiente virtual – © Arquivo/EBC

Se aprovado e sancionado, o projeto, que foi criado com o objetivo de dar mais proteção a crianças e adolescentes nos ambientes virtuais, apresentará regras que valerão para aplicativos, plataformas, produtos e serviços virtuais.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o substitutivo do projeto de lei que estabelece normas para que empresas possibilitem, a pais e responsáveis, acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes. O Projeto de Lei (PL) 2.628/2022 seguirá agora para análise da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).

Se aprovado e sancionado, o projeto, que foi criado com o objetivo de dar mais proteção a crianças e adolescentes nos ambientes virtuais, apresentará regras que valerão para aplicativos, plataformas, produtos e serviços virtuais.

Além de prever mecanismos de controle parental, o PL pretende dificultar práticas de bullying virtual e de abuso sexual.

Conheça a versão aprovada pela CCJ

A versão aprovada pela comissão contém alterações feitas pelo relator da matéria, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), no texto original apresentado pelo autor, Alessandro Vieira (MDB-SE).

Kajuru destacou que, com a nova legislação, pretende-se coibir também direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica ao público infantil.

O relator do projeto considerou “pertinentes e meritórios” os esforços contra determinadas espécies de discursos publicitários, por causa dos danos que podem causar a pessoas em fase de desenvolvimento.

Publicidade infantil

No entanto, acrescentou Kajuru, algumas das regras previstas no texto original se mostravam desproporcionais, uma vez que, na prática, proibiriam qualquer tipo de publicidade destinada a esse público.

“O projeto propõe que as restrições a publicidade e a comunicação mercadológica destinada a adolescentes sejam aplicáveis também àquelas dirigidas a crianças. De forma adicional, foi proposto acréscimo de dispositivo para esclarecer, aos provedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação, que devem adotar medidas para garantir a proteção da criança e do adolescente contra a publicidade abusiva, nos termos do Código de Defesa do Consumidor”, argumentou o senador.

O relator apresentou um levantamento que, segundo ele, confirma a necessidade de alteração do texto original que proibia a criação de perfis em redes sociais por crianças com idade inferior a 12 anos.

“O uso da internet entre crianças brasileiras é amplamente disseminado. De acordo com a referida pesquisa, 75% dos usuários com idade entre 9 e 17 anos tiveram seu primeiro acesso à internet antes dos 12 anos de idade. Outro dado relevante indica que 87% da população entre 9 e 10 anos de idade já acessou a internet, percentual que sobe para 96% no segmento de 11 a 12 anos.”

 

WhatsApp libera novos recursos para os canais de transmissão; entenda.

Os Canais do WhatsApp foram lançados em 2023 e permitem que pessoas e empresas criem uma via de comunicação com um público  (foto: DENIS CHARLET)
Os Canais do WhatsApp foram lançados em 2023 e permitem que pessoas e empresas criem uma via de comunicação com um público (foto: DENIS CHARLET)
O Canais do aplicativo ganhou quatro recursos que visam melhorar a experiência dos usuários e administradores. As novas ferramentas serão liberadas gradualmente aos usuários a partir desta quarta-feira (17)

O aplicativo de troca de mensagens WhatsApp liberou, nesta quarta-feira (17), quatro novos recursos para os canais de transmissão. A novidade é a liberação de compartilhamento de mensagens de voz, enquetes e status, além de poder incluir mais pessoas como administradoras dos canais.

Os Canais do WhatsApp foram lançados em 2023 e permitem que pessoas e empresas criem uma via de comunicação com um público. Por exemplo, fãs de futebol podem criar um canal para enviar notícias do esporte ou uma empresa pode usar o recurso para passar informações sobre seus serviços.

As novas funções serão liberadas gradualmente aos usuários. Agora, os administradores podem compartilhar mensagens de voz nos canais, enquetes para os seguidores responderem e compartilhar atualizações de um canal no seu status. Basta manter a atualização que quer pressionada, selecionar “encaminhar” e depois, “meu status”.

O dono do canal também poderá convidar qualquer um de seus contatos ou seguidores para se tornar administrador. Será possível ter até 16 administradores para ajudar a gerenciar as informações do Canal, criar, editar e excluir atualizações.

Confira as informações no Correio Braziliense