Yalorixá Mãe Elda de Oxóssi morre aos 76 anos.

Yalorixá Mãe Elda de Oxóssi morreu aos 76 anos, no Recife/Foto: Arquivo pessoal
Yalorixá Mãe Elda de Oxóssi morreu aos 76 anos, no Recife/Foto: Arquivo pessoal

Yalorixá Mãe Elda de Oxóssi morreu na tarde desta segunda-feira (12)

Morreu na tarde desta segunda-feira (12), aos 76 anos, a Yalorixá Mãe Elda de Oxóssi. Conhecida carinhosamente como Dona Elda, ela era uma das mais respeitadas figuras do candomblé no estado. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Mãe Elda iniciou sua caminhada religiosa aos 14 anos. Mais tarde, seguiu para o candomblé nas tradições Nagô e Jeje, consolidando-se como importante liderança espiritual. Uma de suas principais lutas foi o apoio à Nação do Maracatu Porto Rico, um dos mais tradicionais grupos de maracatu de baque virado de Pernambuco. Ela ajudou a manter viva a tradição africana através das danças e cortejos.

Em seu terreiro, não apenas ensinava os fundamentos do candomblé, mas também promovia ações educativas, rodas de diálogo e articulações para fortalecer a presença negra nos espaços públicos e culturais da cidade.

Em 8 de outubro de 1980, foi coroada como rainha em uma cerimônia conduzida pelo Cônego Miguel Cavalcante, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no bairro de São José, no Recife. Com o feito, ela quebrou barreiras de preconceito e deu ainda mais visibilidade para a tolerância religiosa.

Mãe Elda foi a última a receber esse título dentro de uma igreja católica. Após esse evento, a Arquidiocese de Olinda e Recife proibiu a realização de coroações semelhantes em templos católicos.

Além de sua atuação religiosa, Dona Elda também deixou sua marca como educadora. Mãe de quatro filhos, ela foi uma referência de sabedoria, resistência e ancestralidade para muitas mulheres de terreiro, jovens periféricos e militantes da cultura popular.

O velório está sendo realizado nesta segunda, na sede da Nação Porto Rico, onde ela foi matriarca e líder espiritual. Já o sepultamento será na terça-feira (13), no final da tarde, no Cemitério de Santo Amaro.

luto , Yalorixá Mãe Elda de Oxóssi

 

Tradicional missa de Páscoa é celebrada em basílica no Recife.

Missa Solene da Ressurreição do Senhor. (Foto: Francisco Silva/DP Foto)
Missa Solene da Ressurreição do Senhor. (Foto: Francisco Silva/DP Foto)

Fiéis lotaram a Basílica Nossa Senhora do Carmo na manhã deste domingo (20)

Foi celebrada neste domingo (20) a tradicional Missa de Páscoa na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Santo Antônio, na área central do Recife. Chamada oficialmente de Missa Solene de Ressurreição do Senhor, a cerimônia foi conduzida por Frei Dárcio, reitor da Basílica.
A basílica ficou lotada de fiéis que prestigiaram a celebração. “A ressurreição não foi só feita para Cristo. Tem que ser feita em cada um de nós. Eu comemoro a ressurreição todos os dias, mas no domingo principalmente”, disse a microempreendedora Júlia Carolina, que prestigiou a missa.
Missa Solene da Ressurreição do Senhor. (Foto: Francisco Silva/DP Foto)
 Missa Solene da Ressurreição do Senhor. (Foto: Francisco Silva/DP Foto)

 

Missa Solene da Ressurreição do Senhor. (Foto: Francisco Silva/DP Foto)
Missa Solene da Ressurreição do Senhor. (Foto: Francisco Silva/DP Foto)
Por: DP

O que é o Sábado de Aleluia? Saiba o que pode ou não pode fazer neste dia.

 

Para a Quaresma de 2025, o papa Francisco propôs o lema Peregrinos da Esperança, para que os fiéis façam uma reflexão sobre a fé, arrependimento, renovação espiritual, além de preparação para a Páscoa
Para a Quaresma de 2025, o papa Francisco propôs o lema Peregrinos da Esperança, para que os fiéis façam uma reflexão sobre a fé, arrependimento, renovação espiritual, além de preparação para a Páscoa – PAULO PINTO / AGÊNCIA BRASIL

Após a Quinta Santa, teve início um novo período, o tríduo pascal, que compreende a sexta-feira santa, o sábado de aleluia e o domingo de Páscoa

Sábado de Aleluia é o dia que antecede o Domingo de Páscoa no calendário cristão. Ele marca o momento de silêncio e espera pela ressurreição de Jesus Cristo, após sua morte na cruz na Sexta-feira Santa. É um dia de reflexão, recolhimento e preparação espiritual para a celebração da Páscoa.

De acordo com a tradição católica, não há celebração de missas durante o dia, apenas à noite, com a Vigília Pascal, considerada a mais importante liturgia do ano. Essa celebração marca oficialmente o início da Páscoa, com a bênção do fogo, da água e o anúncio da ressurreição.

Em 2025, a Quaresma teve fim no dia 17 de abril. Já após a Quinta-feira Santa, teve início um novo período, chamado tríduo pascal, que compreende a sexta-feira santa, o sábado de aleluia e o domingo de Páscoa.

O que pode fazer no Sábado de Aleluia:

  • Participar da Vigília Pascal à noite
  • Fazer orações e leituras bíblicas em casa
  • Preparar o ambiente para a celebração da Páscoa
  • Praticar gestos de caridade e reflexão

O que não pode fazer:

  • Realizar festas ou comemorações antes da Vigília Pascal
  • Comer carne (para quem segue a tradição de jejum e abstinência)
  • Tratar o dia com indiferença religiosa, já que é parte do Tríduo Pascal

Sábado de Aleluia também é um convite ao silêncio interior. É um tempo de pausa, em que a Igreja permanece em vigília, como os discípulos que esperavam, entre o luto e a esperança, a vitória da vida sobre a morte. Esse silêncio litúrgico reforça a importância da ressurreição como centro da fé cristã

Ainda que em algumas comunidades ocorram expressões culturais como a “malhação de Judas”, a Igreja orienta que o espírito do dia seja respeitado, com foco na espiritualidade e na preparação para a alegria pascal. A recomendação é que a celebração verdadeira venha com a luz do Domingo de Páscoa.

Por Cássio Oliveira

Saiba mais sobre o simbolismo da Sexta-Feira Santa.

 (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Data retoma últimos passos de Jesus até a sua morte.

A Sexta-Feira Santa é parte do tríduo pascal, celebração da Igreja Católica que retoma a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A data varia a cada ano porque tem como referência o período da Festa de Pessach (páscoa judaica), citado nos evangelhos cristãos.
“Quando a gente vislumbra o período de preparação para a páscoa, isso vai acontecer por uma tradição que vem desde antes do período cristão, e já era praticada pelo judaísmo”, explica Ana Beatriz Dias Pinto, doutora em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
Segundo a especialista, os escritos relatam que, para os judeus, a festividade ocorria no sábado e domingo de lua cheia após o início da primavera no hemisfério norte (outono no hemisfério sul).
“Quando Jesus foi sentenciado à morte, eles precisaram antecipar o momento de crucificação dele – que foi o castigo imposto na época – para que não atrapalhasse as festividades dos judeus. Então, acabou sendo numa sexta-feira”, diz.
Na celebração judaica, a data em que Jesus Cristo foi morto coincidiu com os preparativos da Festa de Pessach. Tradicionalmente um cordeiro é morto em sacrifício para a proteção das moradias sujeitas à décima praga no Egito, que previa a descida do anjo da morte, quando todos os primogênitos seriam mortos em razão da escravização do povo judeu.
Evangelhos
“A interpretação teológica desse evento é fundamentada nos evangelhos, principalmente o Evangelho de João e também nas Cartas de São Paulo, quando ele vai falar que Cristo era a verdadeira Páscoa e que foi imolado [morto em sacrifício]”, explica Ana Beatriz.
A ruptura histórica e cultural promovida pelo sofrimento de Jesus Cristo, posto em sacrifício, impulsionou a criação de uma nova religião, destaca a teóloga.
“Um homem de carne e osso, que acaba sendo morto e, pela espiritualidade, se compreende que ele veio para cumprir as escrituras. Então, ele vai demonstrar que não existe mais só a necessidade de se sair da escravidão para a liberdade, mas que havia a necessidade desse povo sair do contexto de pecado para um contexto de amor”, reforça Ana Beatriz.
A sexta-feira retoma exatamente os últimos passos de Jesus até a sua morte, no dia em que foi sentenciado e penitenciado a carregar a cruz na qual viria a ser pregado até perder a vida. Para católicos, na liturgia da Sexta-Feira Santa não acontece o momento da eucaristia, que é uma ação que dá graças à presença de Jesus Cristo. “Dentro dessa dinâmica do simbolismo, a ausência da celebração eucarística está ligada a um caráter de luto. Os católicos entram em luto na quinta-feira à noite”, frisa Ana Beatriz.
A missa celebrada na data também reserva um momento de adoração da cruz para destacar o sacrifício de Jesus Cristo para redimir o mundo dos pecados, detalha a teóloga.
“Aqui no Brasil, por termos uma tradição latina, a gente é muito passional. Muita gente beija a cruz, se ajoelha diante dela. Na Europa, por exemplo, as pessoas se aproximam da cruz e fazem uma reverência com a cabeça. Em alguns lugares, fazem uma genuflexão [dobram os joelhos], mas não tem essa coisa de tocar e beijar. Cada povo vai ter um costume”, afirma.
Também é na Sexta-feira Santa que tradicionalmente algumas cidades encenam a Via Sacra, para relembrar a trajetória de Jesus até a morte e o significado da Paixão de Cristo, que se pôs em sacrifício pela humanidade.
“O tom que pela tradição da igreja se pede é de austeridade, silêncio, contemplação e luto. É realmente um momento de se lembrar que uma pessoa morreu, que é o líder máximo do cristianismo”, enfatiza.
Feriado
No Brasil, desde a chegada dos portugueses, o cristianismo foi adotado como religião oficial do Império e a tradição foi mantida após a Independência em relação a Portugal. Como um país com grande população cristã, a Sexta-Feira Santa é considerada um feriado religioso pela Lei 9.093/1995.
“Apesar do Brasil ser um estado laico, acabou sendo convencionado que se manteria esse calendário como feriado, porque se faz parte da cultura do povo, da tradição e dos costumes. Se isso faz sentido para o povo, não tem por que retirar do calendário”, reforça.
Sincretismo
Além das religiões cristãs, muitas outras celebram a Páscoa com liturgias que trazem um simbolismo próprio.
“A umbanda e o candomblé, que são algumas das maiores religiosidades de matriz africana no país, a Quimbanda e o Batuque vão celebrar a Páscoa como uma festa de renascimento espiritual. Vão fazer festas para Oxalá, que seria o orixá associado à figura de Jesus Cristo, porque a gente tem um sincretismo muito grande entre as matrizes africanas e o catolicismo”, salienta Ana Beatriz.
No próprio cristianismo, as práticas e interpretações também variam, afirma a teóloga. “Na doutrina espírita, a ressurreição de Jesus é vista como uma evolução, uma sobrevivência do espírito. Eles não vão ter rituais, mas eles respeitam como um símbolo de renovação interior. E eles, evidentemente, têm também a figura de Jesus Cristo como um profeta, como alguém muito evoluído.”
Para a pesquisadora, a Semana Santa é um período para reflexões independentes de uma religião e que pode motivar até mudanças sociais.
“Hoje, a gente pode reinterpretar também o sentido da Páscoa como uma oportunidade de a gente olhar para nós mesmos, para a nossa realidade social, para a nossa realidade econômica, política e pensar, a partir daí, o que a gente quer para a nossa sociedade?”, conclui.

Domingo de Ramos: qual é o significado da data?

 (Foto: Francisco Silva/DP)
Foto: Francisco Silva/DP

Na procissão de Ramos, os fiéis saem em comunidade, com os ramos nas mãos, para manifestar o desejo de acolher Jesus em suas vidas.

O Domingo de Ramos, também conhecido como Domingo da Paixão, marca o início da Semana Santa, e é justamente o momento da entrada de Jesus em Jerusalém, quando ele foi ovacionado pelas pessoas com mantos no chão e ramos nas mãos. Neste domingo, 13, fiéis cristãos, em especial os católicos, celebram a tradição, neste período que antecede a Páscoa, que este ano será celebrada no próximo domingo, 20.

“É muito mais do que uma simples tradição de levar ramos abençoados para casa. Marca o início da Semana Santa, o tempo mais importante do ano para nós, cristãos. Neste dia, celebramos a entrada de Jesus em Jerusalém, a cidade onde ele entregaria a vida por amor a todos nós”, diz Dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS), por meio de artigo divulgado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

É uma celebração que reúne alegria e dor, vitória e sofrimento. De um lado, a multidão que acolhe Jesus com festa; de outro, já se faz presente a sombra da cruz que se aproxima.

“O interessante desse momento para os cristãos é que ele dá início a uma reflexão marcada pela humildade, porque ele entra nessa cidade montado em um jumento, enquanto o símbolo do poder é justamente o cavalo. Então, o fato de ele estar nesse animal muito mais simples, humilde, revela justamente que ele está se entregando para a humanidade com o grande momento da ressurreição, que será justamente na Páscoa”, explica Oscar D’Ambrosio, crítico e curador de arte.

Segundo ele, não se pode esquecer que o conceito da entrada de Jesus em Jerusalém é o início de uma jornada, um dos momentos mais importantes para a fé cristã, porque a morte dele simboliza a redenção do pecado original cometido por Adão e por Eva. “No momento que ele morre por nós, pela humanidade, ele nos redime desse pecado original”, afirma D’Ambrósio

Na procissão de Ramos, os fiéis saem em comunidade, com os ramos nas mãos, para manifestar o desejo de acolher Jesus em suas vidas.
“Esse ramo geralmente é guardado em algum local importante da residência, porque ele simboliza justamente a sua fé, a sua comunhão com Jesus”, completa o especialista em história da cultura.
No Brasil, a missa de Domingo de Ramos, mais uma vez, trouxe muitos devotos ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo. A celebração, que marca o início da Semana Santa, foi presidida pelo, aniversariante do dia, arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes.
Domingo de Ramos: papa Francisco faz nova aparição e surpreende fiéis
Um papa Francisco convalescente saudou a multidão na Praça de São Pedro neste Domingo de Ramos, 13, desejando a mais de 20 mil fiéis um “bom Domingo de Ramos, uma boa Semana Santa”, em outra sinalização pública tranquilizadora de sua recuperação depois de uma pneumonia bilateral que colocou em risco sua vida.
Em homilia preparada para o Domingo de Ramos e lida por um alto cardeal do Vaticano, Francisco instou os fiéis a carregarem a cruz “daqueles que sofrem ao nosso redor” para marcar o início da solene Semana Santa, tradição cristã que relembra a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Celebração dos 35 anos da Obra de Maria reúne milhares de fiéis em dia de adoração na Arena de Pernambuco.

35 anos da Obra de Maria
35 anos da Obra de Maria – Beto DLC/JC Imagem

Evento realizado neste domingo (19) teve shows, oração e momentos de fé e testemunho. Os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo ministraram o louvor.

O último dia de celebração dos 35 anos da Obra de Maria foi repleto de emoção e demonstração de fé. Neste domingo (19), o evento realizado na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, recebeu mais de 40 mil pessoas, entre o público e as centenas de lideranças eclesiásticas e delegações de 61 países, onde a comunidade está presente. Cerca de 300 padres e 200 bispos participaram da celebração que teve shows, oração, adoração e momentos transformadores de fé e testemunho.

“Os anos estão passando e a admiração vai crescendo também com a Obra de Maria. A comunidade está presente em vários países, com mais de 5.000 representantes missionários servindo à igreja e estando disponíveis para atuarem onde a igreja precisa mais. Presente nas áreas que nós temos mais necessidades, onde a igreja está enfrentando dificuldades para realizar o trabalho. E, nesse momento, os missionários são convocados e se apresentam para servir à Obra de Maria”, destacou o padre João Carlos, em entrevista à reportagem da Rádio Jornal.

Pela manhã, a celebração no Centro de Convenções começou com a Adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pela própria Obra de Maria, reforçando a centralidade de Cristo vivo na Eucaristia como fonte e sustento da missão e a Adoração aos fundantes. O ponto alto foi a Santa Missa Solene com o Arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson, que simbolizou o envio missionário e a universalidade da fé.

“Nós nos alegramos imensamente e parabenizamos a Obra de Maria, seus fundadores Maria Salomé e Gilberto Barbosa, e todos aqueles rapazes e moças que fazem parte desta obra e que estão como missionários espalhados pelo mundo servindo o evangelho”, parabenizou dom Paulo Jackson.

Beto DLC/JC Imagem
35 anos da Obra de Maria – Beto DLC/JC Imagem

 

Quem também elogiou a Obra de Maria e a participação dos fiéis no evento foi o padre Marcelo Rossi, que presidiu, à tarde, a Santa Missa. “É maravilhoso ver o pessoal participando desse evento grandioso, que é os 35 anos da Obra de Maria. O trabalho precisa continuar porque leva esse amor e o evangelho. A obra de Maria vai em todos os lugares levando a esperança. Vem novidades por aí… Teremos algumas surpresas para a honra e glória de Jesus”, disse o padre, mantendo o mistério. “O carinho do povo pernambucano, do nordestino em geral, é muito especial”, complementou.

Também participaram da programação eclesiástica Frei Gilson – conduzindo a entrada do Santíssimo -, Padre Fábio de Melo e Irmã Kelly Patrícia (do Instituto Hesed). O encerramento da celebração dos 35 anos da Obra de Maria foi marcado pelas apresentações de Dunga, Eliana Ribeiro e Eros Biondini.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, fez questão de prestigiar o evento. “Alegria e emoção poder celebrar os 35 anos da Obra de Maria, que é uma missão tão importante e que surgiu aqui no nosso Estado e que toca dezenas de nações no mundo inteiro. Aqui é a celebração da própria referência de Maria, de humildade, de entrega e de servidão à população mais carente… Então, é muito bom reunir milhares de pessoas aqui na nossa Arena de Pernambuco para celebrar a fé”, disse Raquel.

Obra de Maria

A Obra de Maria nasceu é uma comunidade que conta com mais de 5.000 missionários e voluntários espalhados pelo mundo, sendo um expoente da Renovação Carismática em Pernambuco. Presente na África, Europa, Ásia, América do Norte e América Latina, a Obra de Maria atua em 61 países, incluindo 33 na África, como: Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau, além de Estados Unidos, Argentina, Itália e França. No Brasil, está presente em 25 estados e no Distrito Federal.

Por: JC

 

 

De frente com Jesus? Igreja troca padre por IA de Cristo em confessionário.

Novidade parece ter agradado a fiéis, mas relação entre tecnologia e fé ainda causa polêmica (Reprodução/Midjourney)
Novidade parece ter agradado a fiéis, mas relação entre tecnologia e fé ainda causa polêmica (Reprodução/Midjourney)

Inteligência artificial de Jesus foi treinada com base em textos bíblicos e teológicos. A IA de Cristo responde as dúvidas de fieis, em tempo real, e em mais de 100 idiomas.

paróquia St. Peter’s Chapel, em Lucerna, na Suíça, inovou ao desenvolver uma figura de Jesus, feito com inteligência artificial (IA), para ouvir confissões e até dar conselhos aos fiéis. A implementação do “Cristo IA” teve o auxílio de pesquisadores da Universidade de Ciência Aplicada e Artes da Universidade de Lucerna.

Estudiosos da IA e teólogos da igreja fazem parte de um projeto de arte denominado “Deus in Machina”. Na prática, quando um fiel entra no confessionário da paróquia St. Peter’s Chapel, é recebido por uma imagem digital de Jesus. As pessoas podem conversar livremente com a IA, confessar ou pedir conselhos.

Um fiel que utilizou o confessionário disse a um jornal local que a experiência foi muito positiva. “Fiquei muito surpreso, e tudo foi muito fácil. Mesmo sendo uma máquina, fui muito aconselhado”, comentou. A instalação da IA não vai ficar permanentemente em capela.

Experimento, fé e tecnologia

A IA de Jesus foi treinada com base em textos bíblicos e teológicos. Com a inteligência artificial de Cristo responde as dúvidas de fieis, em tempo real, e em mais de 100 idiomas. Teólogo da igreja, Marco Schmid disse que a implantação dessa tecnologia na paróquia atenderia uma demanda de fieis em “conversar com Jesus”.

“Talvez você possa fazer as seguintes perguntas ao seu ente querido: O que sua fé significa para você neste momento difícil? Existe mais alguma coisa na vida que possa lhe trazer paz ou alegria? Como posso apoiá-lo e confortá-lo? Sua tarefa não é julgar, mas acompanhar com amor”, afirmou o teólogo, em entrevista ao jornal The Guardian.

Por: Francisco Artur de Lima – Correio Braziliense.

Festa dos Romeiros do município Solidão inclusa no Calendário Oficial de Pernambuco.

Projeto foi proposto pelo deputado José Patriota, e reconhece essa celebração de fé e cultura do Pajeú

Através de projeto do deputado estadual José Patriota, a Lei n° 18.504, promulgada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), acrescenta a Festa dos Romeiros de Solidão como um evento oficial no terceiro domingo do mês de outubro. Essa inclusão reconhece a importância histórica e cultural dessa festividade para a região e para todo o estado.

“Estamos muito satisfeitos com a inclusão da Festa dos Romeiros de Solidão no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas de Pernambuco. Esta é uma celebração que reflete a rica cultura e a profunda fé do povo sertanejo”, afirmou Patriota, natural do Sertão do Pajeú.

Com essa inclusão no calendário oficial, a Festa dos Romeiros de Solidão ganha ainda mais visibilidade e reconhecimento, fortalecendo a identidade cultural e religiosa da região.

Atuação em Solidão – José Patriota tem atuado lado a lado com o prefeito Djalma Alves em busca da melhoria das estradas do município de Solidão. Essa parceria tem como objetivo promover o desenvolvimento local e proporcionar mais qualidade de vida para os moradores da região.

A inclusão da Festa dos Romeiros de Solidão no calendário oficial de eventos e datas comemorativas de Pernambuco é um marco significativo para a comunidade local e para todo o estado, reafirmando o compromisso com a valorização de nossa cultura e tradições.

 

 

Igreja das Fonteiras terá festa pelos 60 anos da chegada de Dom Helder na Arquidiocese de Olinda e Recife .

Arquidiocese de Olinda e Recife recebeu Dom Helder, no dia 11 de abril de 1964, para escrevendo, a partir de então, uma nova história para os mais humildes dessa Arquidiocese
Arquidiocese de Olinda e Recife recebeu Dom Helder, no dia 11 de abril de 1964, para escrevendo, a partir de então, uma nova história para os mais humildes dessa Arquidiocese – Internet

Foi dormir Bispo do Maranhão e acordou Arcerbispo em Pernambuco, da Arquidiocese de Olinda e Recife.

Para comemorar os 60 anos de Dom Helder na Arquidiocese de Olinda e Recife, o IDHeC – Instituto Dom Helder Camara promoverá mais um encontro Helderiano, na próxima quinta-feira, 4 de abril, às 19h, na Igreja das Fronteiras.

O padre Helder Camara chegou ao Rio de Janeiro em 1936, com 27 anos de idade. Em 1952 foi sagrado bispo auxiliar. Quando saiu de lá em 1964, já contava com mais anos vivendo no Rio, 28, do que a idade com a qual ali chegara. Entretanto jamais esqueceu de suas raízes nordestinas.

De janeiro a março de 1964 o Vaticano transferiu Dom Helder do Rio de Janeiro para Salvador onde ele exerceria a função de Administrador Apostólico, mas antes de sequer ser enviado a Salvador, outra transferência foi anunciada: Maranhão, para arcebispo de São Luís.

Totalmente consagrado ao Evangelho, o padre tinha decidido ir para onde fosse enviado. No entanto sentia antecipadamente a saudade de tudo que construíra na chamada “Cidade Maravilhosa”, das obras sociais às boas e queridas amizades que tanto prezava.

Padre leiloa bolo por R$ 100 mil em festa religiosa na Paraíba.

O bolo foi disputado por dois grupos políticos da cidade, por isso os lances foram aumentando tanto  (foto: Reprodução/Redes sociais)
O bolo foi disputado por dois grupos políticos da cidade, por isso os lances foram aumentando tanto (foto: Reprodução/Redes sociais)

A proposta inicial era de R$ 5 mil. O bolo foi disputado por dois grupos políticos da cidade.

Um bolo foi arrematado por R$ 100 mil durante um leilão que ocorreu em festa religiosa realizada pelo padre Gleiber Dantas, na cidade de São Bento, na Paraíba, na sexta-feira (19). Segundo o pároco, o bolo é o item mais disputado nos leilões que realiza, mas o lance de R$ 100 mil foi o mais alto que ele já viu. A proposta inicial era de R$ 5 mil.

“A prenda mais cara que eu tinha visto na minha vida tinha sido no leilão de madrinha Santa Luzia em Mossoró, no Rio Grande do Norte, que toda vida eu sou chamado para fazer. Um oratório saiu por R$ 34 mil. Foi a prenda mais cara que eu já tinha visto”, contou o padre ao g1.

O religioso também destacou que o bolo foi disputado por dois grupos políticos da cidade, por isso os lances foram aumentando tanto. “Teve uma hora que me deu medo, porque eram dois grupos muito fortes, e ali o que mais estava em cena era mostrar que quem tirasse o bolo tinha mais força política”, cita Gleiber.

O bolo foi arrematado pelo empresário conhecido como Rafinha Banana e consumido pela população do bairro de Colinas do Sul, considerado um dos mais carentes da cidade paraibana.

Por: Correio Braziliense.

 

 

Confira as informações no Correio Braziliense.