Patente do Ozempic cai nesta sexta (20); entenda impacto no preço

Caneta emagrecedora Ozempic/Armend Nimani/AFP
Caneta emagrecedora Ozempic (Armend Nimani/AFP)

Há expectativa também para redução de preço no mercado, que deve chegar a 20% do valor nas farmácias

A patente do Ozempic no Brasil se encerra nesta sexta-feira, 20, abrindo mercado para mais de uma dezena de farmacêuticas produzirem concorrentes para o medicamento que tem sido usado para controle da diabetes e emagrecimento. Há expectativa também para redução de preço no mercado, que deve chegar a 20% do valor nas farmácias.

De acordo com a dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic o encerramento de uma patente é etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. “A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto”.

Em nota, a empresa disse também que a inovação é um de seus pilares centrais há mais de um século, e que segue orientando sua estratégia de longo prazo, traduzida em um portfólio de medicamentos transformadores e em um pipeline robusto, com potencial para gerar novos avanços relevantes no cuidado das doenças crônicas graves e contribuir para sistemas de saúde mais fortes, resilientes e sustentáveis.

A empresa disse também que Brasil continua sendo um dos mercados mais estratégicos para a Novo Nordisk globalmente, e que seu plano permanece inalterado.

Entre as empresas que já pediram registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir seus próprios remédios a base de GLP-1, estão a EMS, Hypera, Biomm, Cimed e Eli Lilly.

Estadão Conteúdo

Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal

Alerta sobre cobertura vacinal contra sarampo
Alerta sobre cobertura vacinal contra sarampo – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Proteção coletiva previne doença em quem não pode se vacinar

A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado.

A bebê ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, o que garante a proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma dose da tetra viral, que reforça a imunidade contra essas três doenças e acrescenta a catapora na lista.

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou.

“A vacina do sarampo também impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de esterilizante. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela também evita que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus”, explica Kfouri.

A bebê diagnosticada com sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro. O país vizinho vive um surto de sarampo desde o ano passado, e a alta cobertura também é essencial para impedir que casos importados como esse iniciem surtos dentro do Brasil.

“O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na circulação do vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário que alguém viaje e contraia o vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há surto, que o risco é o mesmo”, alerta o vice-presidente da Sbim.

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Brasil supera 60 casos de mpox e acende alerta do MS

O Brasil registrou mais de 60 casos confirmados de mpox, de acordo com informações oficiais divulgadas pelo Ministério da Saúde. Os registros estão distribuídos em diferentes estados, com maior concentração em São Paulo, que lidera o número de notificações confirmadas.

Até o momento, não há registro de mortes associadas à doença no país no período analisado. Os casos identificados apresentam, em sua maioria, evolução clínica leve a moderada, com acompanhamento pelas redes estadual e municipal de saúde.

A mpox é uma doença viral transmitida principalmente por contato próximo, incluindo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, secreções respiratórias em interações prolongadas ou por meio de objetos contaminados. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos gânglios linfáticos e o surgimento de lesões cutâneas.

O Sistema Único de Saúde (SUS) mantém ações de vigilância epidemiológica, monitoramento e testagem de casos suspeitos, além de orientar a população a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas compatíveis com a doença. A recomendação é evitar contato próximo com outras pessoas até a avaliação clínica.

Segundo o Ministério da Saúde, os dados seguem em atualização contínua, conforme a consolidação das informações enviadas por estados e municípios, e a situação permanece sob acompanhamento das autoridades sanitárias.

AfogadosFM

Canetas emagrecedoras: governo indica oposição a projeto que facilita quebra de patente

Após a Câmara aprovar dar celeridade a um projeto que facilita a quebra de patente de substâncias cohecidas como “canetas emagrecedoras”, parlamentares a favor da medida ainda buscam apoio para conseguir levá-lo adiante. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, indicou nesta quarta-feira que o governo deve se posicionar contra a proposta.

O projeto torna duas marcas do produto — Mounjaro e Zepbound —, originalmente receitado para tratamento de diabetes, mas usado também por quem quer perder peso, como de “interesse público”.

Ao justificar a proposição, o deputado Mario Heringer (PDT-MG), autor do texto, diz que as canetas emagrecedoras “constituem uma forma segura, rápida e muito menos invasiva que as cirurgias bariátricas para o combate à obesidade, ao sobrepeso de risco e às doenças lipídicas, cardiovasculares e metabólicas deles decorrentes”.

O parlamentar ressalta que não incluiu o Ozempic, marca mais popular entre brasileiros, porque a patente do medicamento já está expirada e novos laboratórios já entraram na corrida para produzi-lo.

O projeto teve a urgência aprovada por um placar amplo, com 337 votos favoráveis e 19 contra, mas enfrenta resistência, em especial de empresas farmacêuticas.

— Vamos nos posicionar de acordo com o que diz a OMS (Organização Mundial da Saúde), e, nesse momento, não existe esse debate lá — afirmou Padilha. — Se a OMS recomendar que haja o licenciamento compulsório, nos vamos apoiar. O Brasil já teve situações de licenciamento compulsório, por exemplo, com medicamentos para HIV. Naquele momento, a OMS chamava a atenção da importância de medidas como essa — completou o ministro, após participar de um evento de empresas farmacêuticas nesta quarta-feira.

Apesar da declaração de Padilha, a aprovação de urgência contou com o apoio de governistas, incluindo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e o líder do PT, Pedro Uczai (SC).

Com a urgência, o projeto pode ser pautado direto em plenário, sem precisar passar por comissões. Apesar disso, os próximos passos da tramitação ainda dependem de conversas entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e as bancadas da Casa.

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Vacina contra a dengue estará disponível para crianças e adolescentes nesta semana, diz Secretaria de Saúde

Vacina contra a dengue /Paulo Pinto/Agência Brasil
Vacina contra a dengue (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), as primeiras 30 mil doses da vacina contra a dengue foram encaminhas para os municípios de Pernambuco

As crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, residentes em Pernambuco, poderão ser vacinadas contra a dengue a partir desta semana.

É o que informa a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, que direcionou a ampliação da estratégia para todos os municípios do país.

As primeiras 30 mil doses do imunizante, contra os quatro sorotipos da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), já foram encaminhadas, por meio do Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE), aos gestores municipais.

Assim que estejam de posse das vacinas já podem iniciar suas ações.

A estimativa populacional para esta faixa etária no estado é de 656.399 pessoas e a proteção completa acontece após a aplicação em duas doses (D1 e D2), com intervalo de três meses entre elas.

Diario de Pernambuco

Metade da população diabética sofre com a neuropatia

“O excesso de açúcar no sangue leva a inflamação crônica, degeneração nervosa e isquemia neural”, afirma Nathan Lacerda, anestesiologista do Hospital Jayme da Fonte (Francisco Silva/DP Foto)

Os sintomas podem ser tratados e incluem fraqueza muscular, formigamento, queimação e dormência nos membros

Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 20 milhões de pessoas vivem com a diabetes no país, das quais cerca de 50% sofrem com a neuropatia distal simétrica, uma complicação da exposição prolongada à hiperglicemia. Essa condição afeta principalmente os nervos periféricos, causando alterações sensoriais e motoras nas mãos e nos pés.

O médico anestesiologista do Hospital Jayme da Fonte, Nathan Lacerda, explica como a doença mexe com o funcionamento dos nervos. “O excesso de açúcar no sangue altera diversos processos e sobrecarrega a metabolização da glicose. Se não for monitorada por longos períodos de tempo, leva a inflamação crônica, degeneração nervosa e isquemia neural, inicialmente, nas fibras mais longas do corpo, como as dos pés”, afirma.

Entre os principais sintomas da neuropatia estão a fraqueza muscular, formigamento, queimação e dormência nos pés ou mãos, dependendo do nervo acometido, cãibras e pontadas. Outros tipos de neuropatia, como a autonômica, focal e proximal também podem afetar o funcionamento básico do coração, bexiga, estômago e órgãos sexuais, acarretando arritmias cardíacas, alteração da pressão arterial, náuseas, diarreia, disfunção urinária e disfunção sexual.

Diversos tratamentos para a neuropatia diabética vêm se consolidando ao reduzir as queixas de queimação e formigamento. O procedimento de bloqueio da cadeia simpática, por exemplo, envolve a aplicação de anestésico local próximo aos nervos localizados ao lado da coluna vertebral, aliviando a dor, melhorando a circulação e reduzindo a inflamação nos membros acometidos.

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‘SUS já absorve impactos’ de ataques à Venezuela, diz ministro da Saúde

Belém - Alexandre Padilha, Ministro da Saúde do Brasil discursa no painel
Belém – Alexandre Padilha, Ministro da Saúde do Brasil discursa no painel “Acelerando a Implementação do Plano de Ação de Saúde de Belém” durante da 30ª Conferência das Partes (COP30). Foto de Rafa Pereira/COP30 (Foto de Rafa Pereira/COP30)

Equipes de saúde do Brasil atuam em Roraima, na fronteira entre os dois países

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, usou as redes sociais para afirmar que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi preparado para lidar com possíveis desdobramentos do conflito militar na Venezuela, que faz fronteira com a Região Norte do Brasil.

A manifestação indica que há uma atenção especial do governo brasileiro com um potencial movimento de imigração em massa de venezuelanos, sobrecarregando os serviços públicos do lado de cá da fronteira.

“Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, afirmou Padilha, em postagem nas redes sociais.

“O Ministério da Saúde e o SUS de Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela”, acrescentou Padilha. “Os investimentos ficaram ainda maiores depois que os EUA suspenderam financiamentos que apoiavam a Operação Acolhida”, disse, referindo-se à operação de atendimento humanitário aos refugiados venezuelanos em Roraima. Segundo Padilha, a pasta ampliou investimentos e profissionais na cidade e na área indígena.

Padilha foi o primeiro representante do governo brasileiro a se pronunciar após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças armadas dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump. Sem citar nomes das partes, Padilha condenou indiretamente o ataque militar dos EUA. “Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas”, afirmou.

Estadão Conteúdo

Cirurgia de alta complexidade realizado com sucesso na Casa de Saúde Dr. José Evóide de Moura

ressecção de tumoração abdomino-pélvica, conduzida pelo profissional Dr. João Karimai cirurgião geral e oncológico juntamente com sua equipe

Para apoio dessa e demais cirurgia de grande porte a casa de saúde conta com unidade de semi-intensiva, garantindo mais segurança, suporte médico e cuidado especializado para o paciente.

📞 Telefones:
87 99947-0105 | 87 99956-0085
📞 0800: 191 2428

📍 Endereço:
Rua Aparício Veras, 411 – Centro
Afogados da Ingazeira – PE

(O blog De Frente com Ana Maria e o canal De Frente com Ana Maria parabenizam toda equipe da casa de saúde através de sua gerente administrativa Doutora Márcia Moura e o oncologista doutor João Karimai que está prestando um excelente serviço a saúde da região. Feliz ano novo para a administração da Casa de Saúde Doutor José Evóide de Moura.)

Calor aumenta risco de AVC alerta médico

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia.

Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico.

Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC.

Pressão arterial

Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico.

Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro.

Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação.

As informações são da Agência Brasil

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Caneta emagrecedora/Joel Saget/AFP
Caneta emagrecedora (Joel Saget/AFP)

Agência emitiu alerta sobre compra e consumo desses medicamentos após procura desenfreada e sem orientação médica

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.

Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.

A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa.

“Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”

A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:

“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”

Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

Agência Brasil