Vacina contra a dengue estará disponível para crianças e adolescentes nesta semana, diz Secretaria de Saúde

Vacina contra a dengue /Paulo Pinto/Agência Brasil
Vacina contra a dengue (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), as primeiras 30 mil doses da vacina contra a dengue foram encaminhas para os municípios de Pernambuco

As crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, residentes em Pernambuco, poderão ser vacinadas contra a dengue a partir desta semana.

É o que informa a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, que direcionou a ampliação da estratégia para todos os municípios do país.

As primeiras 30 mil doses do imunizante, contra os quatro sorotipos da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), já foram encaminhadas, por meio do Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE), aos gestores municipais.

Assim que estejam de posse das vacinas já podem iniciar suas ações.

A estimativa populacional para esta faixa etária no estado é de 656.399 pessoas e a proteção completa acontece após a aplicação em duas doses (D1 e D2), com intervalo de três meses entre elas.

Diario de Pernambuco

Metade da população diabética sofre com a neuropatia

“O excesso de açúcar no sangue leva a inflamação crônica, degeneração nervosa e isquemia neural”, afirma Nathan Lacerda, anestesiologista do Hospital Jayme da Fonte (Francisco Silva/DP Foto)

Os sintomas podem ser tratados e incluem fraqueza muscular, formigamento, queimação e dormência nos membros

Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 20 milhões de pessoas vivem com a diabetes no país, das quais cerca de 50% sofrem com a neuropatia distal simétrica, uma complicação da exposição prolongada à hiperglicemia. Essa condição afeta principalmente os nervos periféricos, causando alterações sensoriais e motoras nas mãos e nos pés.

O médico anestesiologista do Hospital Jayme da Fonte, Nathan Lacerda, explica como a doença mexe com o funcionamento dos nervos. “O excesso de açúcar no sangue altera diversos processos e sobrecarrega a metabolização da glicose. Se não for monitorada por longos períodos de tempo, leva a inflamação crônica, degeneração nervosa e isquemia neural, inicialmente, nas fibras mais longas do corpo, como as dos pés”, afirma.

Entre os principais sintomas da neuropatia estão a fraqueza muscular, formigamento, queimação e dormência nos pés ou mãos, dependendo do nervo acometido, cãibras e pontadas. Outros tipos de neuropatia, como a autonômica, focal e proximal também podem afetar o funcionamento básico do coração, bexiga, estômago e órgãos sexuais, acarretando arritmias cardíacas, alteração da pressão arterial, náuseas, diarreia, disfunção urinária e disfunção sexual.

Diversos tratamentos para a neuropatia diabética vêm se consolidando ao reduzir as queixas de queimação e formigamento. O procedimento de bloqueio da cadeia simpática, por exemplo, envolve a aplicação de anestésico local próximo aos nervos localizados ao lado da coluna vertebral, aliviando a dor, melhorando a circulação e reduzindo a inflamação nos membros acometidos.

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‘SUS já absorve impactos’ de ataques à Venezuela, diz ministro da Saúde

Belém - Alexandre Padilha, Ministro da Saúde do Brasil discursa no painel
Belém – Alexandre Padilha, Ministro da Saúde do Brasil discursa no painel “Acelerando a Implementação do Plano de Ação de Saúde de Belém” durante da 30ª Conferência das Partes (COP30). Foto de Rafa Pereira/COP30 (Foto de Rafa Pereira/COP30)

Equipes de saúde do Brasil atuam em Roraima, na fronteira entre os dois países

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, usou as redes sociais para afirmar que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi preparado para lidar com possíveis desdobramentos do conflito militar na Venezuela, que faz fronteira com a Região Norte do Brasil.

A manifestação indica que há uma atenção especial do governo brasileiro com um potencial movimento de imigração em massa de venezuelanos, sobrecarregando os serviços públicos do lado de cá da fronteira.

“Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, afirmou Padilha, em postagem nas redes sociais.

“O Ministério da Saúde e o SUS de Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela”, acrescentou Padilha. “Os investimentos ficaram ainda maiores depois que os EUA suspenderam financiamentos que apoiavam a Operação Acolhida”, disse, referindo-se à operação de atendimento humanitário aos refugiados venezuelanos em Roraima. Segundo Padilha, a pasta ampliou investimentos e profissionais na cidade e na área indígena.

Padilha foi o primeiro representante do governo brasileiro a se pronunciar após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças armadas dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump. Sem citar nomes das partes, Padilha condenou indiretamente o ataque militar dos EUA. “Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas”, afirmou.

Estadão Conteúdo

Cirurgia de alta complexidade realizado com sucesso na Casa de Saúde Dr. José Evóide de Moura

ressecção de tumoração abdomino-pélvica, conduzida pelo profissional Dr. João Karimai cirurgião geral e oncológico juntamente com sua equipe

Para apoio dessa e demais cirurgia de grande porte a casa de saúde conta com unidade de semi-intensiva, garantindo mais segurança, suporte médico e cuidado especializado para o paciente.

📞 Telefones:
87 99947-0105 | 87 99956-0085
📞 0800: 191 2428

📍 Endereço:
Rua Aparício Veras, 411 – Centro
Afogados da Ingazeira – PE

(O blog De Frente com Ana Maria e o canal De Frente com Ana Maria parabenizam toda equipe da casa de saúde através de sua gerente administrativa Doutora Márcia Moura e o oncologista doutor João Karimai que está prestando um excelente serviço a saúde da região. Feliz ano novo para a administração da Casa de Saúde Doutor José Evóide de Moura.)

Calor aumenta risco de AVC alerta médico

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia.

Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico.

Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC.

Pressão arterial

Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico.

Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro.

Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação.

As informações são da Agência Brasil

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Caneta emagrecedora/Joel Saget/AFP
Caneta emagrecedora (Joel Saget/AFP)

Agência emitiu alerta sobre compra e consumo desses medicamentos após procura desenfreada e sem orientação médica

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.

Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.

A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa.

“Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”

A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:

“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”

Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

Agência Brasil 

OMS alerta para aumento dos casos de ‘gripe K’

Gripe./Freepik.

A gripe sazonal é uma infecção respiratória aguda causada pelos vírus influenza, que circulam globalmente ao longo de todo o ano

Os casos de gripe sazonal vêm aumentando globalmente desde outubro e a maior proporção das infecções é causada pelo vírus influenza A de subtipo H3N2, também conhecido como “gripe K”, informa a Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a OMS, o avanço desse tipo de gripe coincide com o início do inverno no Hemisfério Norte e com o aumento das infecções respiratórias agudas provocadas por outros vírus, como o sincicial (VSR).

Embora a situação global ainda esteja dentro dos padrões sazonais esperados, algumas regiões têm registrado aumentos precoces e níveis de circulação acima do habitual para o período segundo a organização.

Na região das Américas, o sul do continente ultrapassou o limiar sazonal de transmissão do vírus influenza por volta de março, mantendo posteriormente níveis baixos a moderados. A circulação foi impulsionada principalmente pelo vírus influenza A, subtipo H1N1, variante pdm09.

Os vírus passam por mudanças contínuas ao longo do tempo. Desde agosto de 2025, a OMS diz identificar também um crescimento da variante J.2.4.1 do vírus influenza em diversos países. No entanto, até o momento, os dados epidemiológicos não indicam aumento da gravidade da doença.

Vacinação

A gripe sazonal é uma infecção respiratória aguda causada pelos vírus influenza, que circulam globalmente ao longo de todo o ano. Em regiões temperadas, a doença costuma atingir seu pico nos meses de inverno, enquanto em áreas tropicais os vírus podem circular continuamente, com variações de sazonalidade e intensidade entre os países.

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Profissionais do SUS receberão treinamento em cuidados paliativos

Nova sala de cuidados paliativos do Inca. Foto: Divulgação/Inca
Foto: Divulgação/Inca
Objetivo é oferecer mais qualidade de vida a quem tem doença grave

Profissionais de serviços de atenção primária à saúde serão treinados para atuar em cuidados paliativos, com o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida às pessoas com doenças graves. O novo ciclo do Projeto Cuidados Paliativos começa em 2026 em 20 estados. O projeto é uma parceria do Ministério da Saúde e do Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). 

Em entrevista à Agência Brasil, a paliativista e coordenadora médica do projeto no Sírio-Libanês, Maria Perez, informou que o primeiro encontro com as 20 secretarias estaduais de Saúde já foi realizado. Ela explicou que a compreensão mais frequente sobre os cuidados paliativos é que eles são utilizados apenas em pacientes terminais, sem chance de cura. Mas isso não é correto. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa é uma abordagem que foca a questão de qualidade de vida, olhando não só os sintomas físicos, mas também questões emocionais, sociais, espirituais dos pacientes e seus familiares, benéfica a todos os portadores de doenças graves. Esses cuidados devem ser oferecidos junto com o tratamento específico para a doença de base que o paciente tiver

“Quando a gente fala em abordagem de cuidados paliativos, não necessita necessariamente que seja um especialista em cuidados paliativos atuando. Mas que tenha esse olhar, pensando na qualidade de vida, trazendo a pessoa para o centro do cuidado, ter sempre uma atenção na comunicação e no manejo de sintomas”, afirmou Maria Perez.

Para ela, isso deveria acontecer desde o diagnóstico de uma doença ameaçadora da vida. “Os pacientes precisam muito dessa abordagem de cuidados paliativos. Que ela seja ofertada no momento da terminalidade, mas não só”, acrescentou.

O projeto Cuidados Paliativos, via Proadi-SUS, começou a ser desenvolvido no Hospital Sírio-Libanês em 2020, envolvendo profissionais de hospitais, ambulatórios de especialidades e serviços de atendimento domiciliar. Mais de 10 mil profissionais de saúde do SUS participaram de capacitações ofertadas por meio do projeto e mais de 12 mil pacientes com demandas de cuidados paliativos foram identificados por esses serviços de saúde.

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Hemope inicia Semana nacional do Doador nesta terça (25)

A Semana Nacional do Doador de Sangue será aberta às 8h30 desta terça-feira (25), na sede do Hemope, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. Na ocasião, 120 doadores serão homenageados com placas em reconhecimento às marcas de 25, 50 e 100 doações.

O evento também integra as celebrações pelo aniversário do Hemope, que completa 48 anos, e contará com um bolo comemorativo, além de apresentações musicais do Coral da Chesf e do artista Vaggy Rossi, cover de Reginaldo Rossi. Durante toda a semana, os oito hemocentros da Hemorrede promoverão ações de valorização dos doadores e de incentivo à participação de novos voluntários, reforçando a importância de manter os estoques de sangue abastecidos. No Recife, o atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h15 às 18h30. Ainda na terça (25), Dia Nacional do Doador de Sangue, o Hemope realiza a iniciativa “Doe Sangue, Ganhe uma História”, em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

A ação prevê a distribuição gratuita de livros do catálogo da Cepe e de edições das revistas “Continente” e “Pernambuco” para quem comparecer ao hemocentro para doar.

Mais de 250 livros e revistas serão entregues à instituição, dentro do projeto Caixa de Leitura da Cepe, que incentiva a leitura em instituições públicas. A iniciativa presta homenagem aos doadores e contribui para reforçar o estoque de sangue do hemocentro. Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 69 anos (para quem tem mais de 60, a primeira doação no Hemope deve ter sido realizada antes dessa idade), pesar mais de 50 kg, estar descansado — com pelo menos 6 horas de sono nas últimas 24 horas —, bem alimentado e não ter consumido álcool nas 12 horas anteriores.

Também é obrigatório apresentar um documento oficial com foto. Para esclarecer dúvidas ou agendar a doação, o contato é o Disk Doação: 0800-081-1535.

Da CBN

Câncer de próstata: Laerte amplia debate sobre riscos para mulheres trans

No documentário, Laerte aborda questões sobre 'o que é ser mulher'. Foto: Netflix/Divulgação/
No documentário, Laerte aborda questões sobre ‘o que é ser mulher’. Foto: Netflix/Divulgação ()

Diagnosticada há cerca de 20 anos com uma condição prostática benigna, Laerte só descobriu o câncer mais tarde e defende maior acesso à informação

Após ser diagnosticada com câncer de próstata e passar pela cirurgia de remoção do órgão em setembro de 2023, a cartunista Laerte Coutinho usou uma entrevista à Folha de S. Paulo para fazer um alerta importante sobre a importância de incluir mulheres trans na conscientização da doença, que também pode afetá-las.

O risco existe porque a próstata não é removida durante a transição de gênero e, portanto, continua suscetível ao câncer. “Mulheres trans precisam entender que possuem próstata e possuem um organismo que precisa ser cuidado de forma adequada”, afirmou Laerte.

Há cerca de 20 anos, ela foi diagnosticada com hiperplasia prostática benigna, uma condição não cancerosa caracterizada pelo aumento da próstata. Esse crescimento comprime a uretra, dificultando o fluxo urinário e causando dores intensas.

O Diario de Pernambuco procurou o médico urologista Antônio Douglas, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia, para detalhar os aspectos clínicos do caso. “A prostatectomia foi indicada por se tratar de doença localizada, com altíssima chance de cura”, explica.

Quanto à presença do órgão nessas pacientes, o médico detalha que, durante a cirurgia de redesignação sexual, são removidos os testículos e construída uma neovagina, mas a próstata geralmente é preservada. “O órgão continua existente no corpo da mulher trans e, com o decorrer da idade, os fatores genéticos e a imunossenescência – que é o declínio da imunidade com a idade – permitem que algumas células neoplásicas possam se desenvolver”, comenta o médico.

Entre os principais fatores de risco para a doença, estão a idade (principalmente a partir dos 50 anos), histórico familiar, etnia (com maior incidência em pessoas negras), obesidade, sedentarismo e tabagismo. Esses elementos são universais e, portanto, também se aplicam às mulheres trans.

No entanto, o especialista chama a atenção para o acesso à informação e ao acolhimento no sistema de saúde. “Muitas mulheres trans podem ter medo ou não se sentir acolhidas para procurar um urologista e realizar o rastreamento para o câncer de próstata”, afirma. Sem a realização do rastreamento preventivo, existe o risco de a doença ser diagnosticada em estágios mais avançados, quando o tratamento se torna mais complexo.

A boa notícia, segundo o urologista, é que o tratamento é igualmente eficaz para todas as pessoas. “Na doença localizada, pode-se fazer cirurgia ou radioterapia. Nos casos de doença metastática, as opções incluem bloqueio hormonal, quimioterapia, radioterapia ou mesmo cirurgia, além dos tratamentos mais recentes, como imunoterapia”, afirma.

Por Allan Lopes