Ronco: sinal de alerta para a saúde bucal e geral.

Imagem de homem deitado roncando e mulher incomodada ao seu lado
Imagem de homem deitado roncando e mulher incomodada ao seu lado – Kampus Production/Pexels

Descubra como o ronco pode estar relacionado a distúrbios do sono, como a apneia, e causar problemas nos dentes. Saiba como o tratar corretamente.

Você ronca e não sabe por quê? Esse hábito aparentemente inofensivo pode ser um sinal de alerta para problemas mais sérios de saúde.

O ronco está frequentemente ligado a distúrbios do sono, como a apneia, que podem ter um impacto significativo na qualidade de vida e na saúde bucal.

Ronco e distúrbios do sono: qual a conexão?

O ronco ocorre quando o fluxo de ar pelas vias aéreas superiores é obstruído, fazendo com que os tecidos moles vibrem.

Uma das causas mais comuns do ronco é a apneia obstrutiva do sono, caracterizada por interrupções repetidas da respiração durante o sono. Essa condição pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo:

  • Cansaço excessivo: a falta de sono profundo e reparador deixa a pessoa com sensação de cansaço mesmo após uma noite de sono;
  • Bruxismo: o ranger ou apertar dos dentes durante o sono é uma resposta comum do organismo à falta de oxigênio e à má qualidade do sono;
  • Doenças cardiovasculares: a apneia do sono está associada a um maior risco de hipertensão, arritmias cardíacas e infarto.

O impacto do ronco na saúde bucal

O bruxismo, frequentemente associado ao ronco e à apneia do sono, pode causar diversos problemas bucais, como:

  • Desgaste do esmalte dental: o atrito constante entre os dentes desgasta o esmalte, expondo a dentina e aumentando a sensibilidade dental;
  • Retração gengival: o apertamento dos dentes pode causar a retração da gengiva, expondo a raiz do dente e aumentando o risco de cáries e sensibilidade;
  • Dores musculares na face e mandíbula: a tensão muscular causada pelo bruxismo pode levar a dores de cabeça e dores na articulação temporomandibular.

De acordo com o endodontista José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental e membro da International Federation of Esthetic Dentistry (IFED), o ronco em si não causa problemas dentários, mas é um sinal de que a qualidade do sono pode estar comprometida.

“Quando o paciente dorme mal, ele tende a apertar os dentes durante o dia seguinte. Esse hábito repetitivo é o que provoca desgaste nos dentes e até retrações gengivais. Por isso, o foco deve ser no tratamento da qualidade do sono, e não no ronco isoladamente”, explica.

Como distúrbios do sono afetam a saúde bucal

A apneia e a hipopneia, caracterizadas pela parada total ou parcial da respiração durante o sono, estão diretamente ligadas a uma série de consequências para o corpo.

Quem sofre com essas condições não alcança as fases mais profundas do sono, o que resulta em cansaço, aumento do estresse e tensão muscular, incluindo na região da mandíbula.

“Os distúrbios do sono, como a apneia, levam a um sono superficial e a alterações nos níveis de cortisol, o que intensifica o bruxismo em muitos pacientes. Esse hábito afeta a saúde bucal ao longo do tempo, gerando desgaste nos dentes e problemas articulares”, afirma Todescan.

Além disso, a má qualidade do sono pode agravar outras condições bucais. A respiração bucal, comum em quem ronca, reduz a produção de saliva, o que favorece cáries e inflamações gengivais.

Opções de tratamento para melhorar o sono e proteger os dentes

O tratamento do ronco e da apneia deve focar na melhora da passagem de ar e na redução dos efeitos dos distúrbios do sono. O uso de laser, por exemplo, é uma das opções disponíveis para tratar a flacidez do palato mole, reduzindo o ronco e facilitando a respiração.

“O laser de Erbium fortalece os tecidos do palato e melhora a qualidade do sono ao diminuir a vibração que provoca o ronco. Esse tratamento é indolor, rápido e não exige anestesia, sendo uma alternativa eficiente para muitos pacientes”, explica.

A importância de prevenir e tratar o bruxismo

Para quem já apresenta sinais de desgaste dentário devido ao bruxismo, medidas preventivas e corretivas podem ser adotadas em conjunto com o tratamento dos distúrbios do sono.

Consultar um dentista regularmente permite identificar o problema precocemente e minimizar os danos.

O dentista reforça que o ronco não deve ser ignorado, já que está associado a condições mais graves. “Tratar o ronco e os distúrbios do sono é investir em qualidade de vida. Isso reduz os impactos no corpo como um todo, preservando a saúde bucal e geral do paciente”, conclui.

Por: JC

Sem vacina em 2025, Estado investe em medidas de prevenção para Dengue

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Foto: Freepik

Conscientização para erradicar foco é a grande arma contra a Dengue, projeta Secretaria Estadual de Saúde

Pernambuco se prepara para enfrentar as arboviroses em 2025. Após registrar 4.530 casos e 17 mortes por arboviroses em 2024, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) lançou o  Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2025/2026. Se tratando de arboviroses (dengue, zika,  febre do oropouche e chikungunya), o principal ponto a ser coordenado nas ações de combate é a prevenção.

O Diario conversou com Ana Márcia Drechsler, gerente das Arboviroses e Zoonoses da SES-PE, para entender como foi a elaboração desse plano após as conclusões do panorama do ano passado, especialmente com o desafio da Febre Oropouche, uma doença nova até então nunca identificada em território pernambucano.

“Em 2024, a gente teve um ano de muitos casos, muitas notificações, inclusive, pela questão do Oropouche, que não é transmitido pelo Aedes Aegypti, é transmitido pelo Culicoides paraensis, o maruim. Então tivemos misturados esses números”, explicou.

A gerente das Arboviroses e Zoonoses destacou que conforme as necessidades específicas observadas no decorrer de 2024, cada região terá os respectivos cuidados, buscando evitar, sobretudo, mortes.

“Hoje não estamos falando só de áreas urbanas, porque no ano passado a maioria dos nossos óbitos não foi daqui da região metropolitana. Então o que a gente visualizou casos em área rural, em população indígena, a gente teve um número de óbitos a mais que é exatamente o que a gente não quer”, comentou.

Prevenção é a chave

O planejamento deste ano tem como prioridade a articulação entre os setores da saúde, e busca engajar a população, que tem papel fundamental nesse contexto, segundo Ana.

“Esse plano ele perpassa por todas as áreas e ele não é construído só pela vigilância das arboviroses, ele passa por várias diretorias. O que a gente quer hoje com esse plano é que todo mundo trabalhe integrado. A gente da vigilância não consegue trabalhar sozinho, a gente trabalha junto com a urgência, com a especializada, com os grandes hospitais, com atenção primária, principalmente com a prevenção”, desenvolveu.

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Com estoque baixo, Hemope pede doações de qualquer tipo sanguíneo

Imagem de pessoa doando sangue

A doação de sangue é um ato de solidariedade que pode salvar até quatro vidas.

“Em uma doação de sangue, a hemácia pode ir para o Hospital do Câncer, o plasma pode ir para o Hospital da Restauração, as plaquetas podem ir para o Hospital Pelópidas Silveira. São várias pessoas em lugares diferentes, em situações diferentes, que podem estar sendo atendidas com uma única doação”, exemplifica Josinete.

Quem pode doar?

Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita aos 60 anos, com peso acima de 50 kg, pode doar sangue.

É importante estar bem alimentado e descansado, com pelo menos cinco horas de sono na noite anterior.

Onde doar?

O Hemope possui unidades em diversas cidades de Pernambuco.

  • Recife: Rua Joaquim Nabuco, 171 – Graças – Recife; Fone/PABX: (81) 3182.4600
  • Caruaru: Av. Oswaldo Cruz s/nº – Maurício de Nassau; Fone: (81) 3719.9565
  • Garanhuns: Rua Gonçalves Maia, s/nº Heliópolis; Fone: (87) 3761.2910
  • Serra Talhada: Rua Joaquim Godoy s/nº Centro; Fone / Fax: (87) 3831-9321
  • Petrolina: Rua Pacífico da Luz, s/nº – Centro; Fone: (87) 3866.6601
  • Ouricuri: Rua Ulisses Guimarães s/nº – Centro
  • Arcoverde: Av. Joaquim Nabuco, s/nº – São Cristovão; Fone: (87) 3821.8550
  • Salgueiro: Rua Joaquim Gondim, 65 – Stº Antônio; Fone: (87) 3871.8569
  • Limoeiro: Rua Santa Terezinha, 174 – José Fernandes Salsa; Fone/Fax: (81) 3628.8806

doação pode ser feita sem agendamento, basta comparecer à unidade com um documento com foto original, como carteira de identidade. Para maior comodidade dos doadores, o Hemope também realiza coletas via agendamento, basta ligar para o 0800 081 1535.

O que é PMMA e por que o CFM pede seu banimento no Brasil?

Imagem de preenchimento sendo realizado com agulha num rosto feminino
Imagem de preenchimento sendo realizado com agulha num rosto feminino – Pixabay

Material sintético é atrativo em procedimentos estéticos por seu caráter permanente e baixo custo, entretanto, o uso apresenta riscos à saúde.

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um material sintético utilizado em diferentes áreas da medicina, principalmente em procedimentos estéticos e odontológicos.

Trata-se de uma substância composta por microesferas de um tipo de plástico biocompatível, que é injetado no corpo para preencher tecidos e corrigir imperfeições.

“O PMMA é um gel preenchedor de baixo custo e caráter permanente, o que atrai muitos pacientes. Mas possui alta taxa de complicação a longo prazo, podendo manifestar reações mesmo após anos da aplicação, como nódulos e inflamação”, explica a dermatologista Mônica Aribi, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia

“Além disso, é uma substância que não conseguimos remover de maneira isolada. Então, se necessária devido a complicações, essa remoção pode danificar os tecidos preenchidos, causando deformação”, completa.

Apesar de sua utilização aprovada em casos específicos, como no tratamento de deformidades faciais ou para correções ósseas, o uso inadequado ou fora das normas tem causado graves riscos à saúde.

Principais usos do PMMA

O PMMA é usado em procedimentos estéticos para aumento de volume em regiões como glúteos, panturrilhas, lábios e face.

Na medicina, pode ser indicado para pacientes com perda de tecido em consequência de doenças ou traumas, além de ser aplicado em algumas intervenções odontológicas e ortopédicas.

substância é registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essas finalidades, desde que utilizada por profissionais devidamente habilitados.

Apesar de ser aprovado pela Anvisa para fins estéticos e reparadores, o PMMA é pouco utilizado em preenchimentos por dermatologistas e cirurgiões plásticos e não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Dermatologista e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Mas, ainda assim, é usado principalmente por não médicos devido ao baixo custo. “Hoje existem opções mais seguras para a realização de preenchimento, como o ácido hialurônico, substância padrão atualmente para esse fim”, afirma a dermatologista Mônica Aribi, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Perigos associados ao PMMA

Apesar de ser considerado seguro em situações específicas, o PMMA apresenta sérios riscos à saúde quando utilizado de forma inadequada. Entre as complicações mais comuns estão:

  • Processos inflamatórios crônicos: o organismo pode reagir à presença do material, desencadeando inflamações e formação de granulomas;
  • Necrose tecidual: se o produto for injetado em áreas indevidas ou em quantidade excessiva, pode comprometer a circulação local, causando a morte do tecido;
  • Embolia pulmonar: em casos graves, as microesferas do PMMA podem migrar para a corrente sanguínea, atingindo os pulmões e levando ao óbito;
  • Dificuldade de remoção: uma vez aplicado, o PMMA não pode ser completamente removido, tornando irreversíveis algumas complicações.
  • A Anvisa alerta que o uso do PMMA deve ser restrito a indicações médicas bem estabelecidas e realizado exclusivamente por profissionais capacitados, como médicos e dentistas.

No entanto, a popularização de procedimentos estéticos com a substância, muitas vezes realizados por pessoas sem qualificação, tem elevado significativamente o número de complicações graves e fatais.

Pedido de proibição pelo CFM

Diante dos riscos crescentes, o Conselho Federal de Medicina (CFM) solicita à Anvisa, em reunião nesta terça-feira (21), o banimento do PMMA em todo o território nacional.

Segundo a entidade, a proibição deve incluir desde a fabricação até a comercialização e o uso da substância.

O CFM argumenta que os riscos associados ao PMMA superam os benefícios e que há alternativas mais seguras e eficazes para os procedimentos nos quais o material é empregado.

Além disso, destaca a necessidade de maior fiscalização e conscientização da população sobre os perigos de realizar procedimentos com profissionais não habilitados.

Influenciadora morre após procedimento com PMMA

O debate em torno da segurança do PMMA ganhou ainda mais relevância após a morte de uma influenciadora digital em Brasília, em julho de 2024.

A jovem de 33 anos faleceu após realizar um procedimento estético para aumento de glúteos com a substância. Segundo a família, o procedimento foi feito em uma clínica de estética. A influenciadora apresentou complicações graves e não resistiu.

 

 

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um material sintético utilizado em diferentes áreas da medicina, principalmente em procedimentos estéticos e odontológicos.

Trata-se de uma substância composta por microesferas de um tipo de plástico biocompatível, que é injetado no corpo para preencher tecidos e corrigir imperfeições.

“O PMMA é um gel preenchedor de baixo custo e caráter permanente, o que atrai muitos pacientes. Mas possui alta taxa de complicação a longo prazo, podendo manifestar reações mesmo após anos da aplicação, como nódulos e inflamação”, explica a dermatologista Mônica Aribi, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia

“Além disso, é uma substância que não conseguimos remover de maneira isolada. Então, se necessária devido a complicações, essa remoção pode danificar os tecidos preenchidos, causando deformação”, completa.

Apesar de sua utilização aprovada em casos específicos, como no tratamento de deformidades faciais ou para correções ósseas, o uso inadequado ou fora das normas tem causado graves riscos à saúde.

 

Perigos associados ao PMMA

Apesar de ser considerado seguro em situações específicas, o PMMA apresenta sérios riscos à saúde quando utilizado de forma inadequada. Entre as complicações mais comuns estão:

  • Processos inflamatórios crônicos: o organismo pode reagir à presença do material, desencadeando inflamações e formação de granulomas;
  • Necrose tecidual: se o produto for injetado em áreas indevidas ou em quantidade excessiva, pode comprometer a circulação local, causando a morte do tecido;
  • Embolia pulmonar: em casos graves, as microesferas do PMMA podem migrar para a corrente sanguínea, atingindo os pulmões e levando ao óbito;
  • Dificuldade de remoção: uma vez aplicado, o PMMA não pode ser completamente removido, tornando irreversíveis algumas complicações.

A Anvisa alerta que o uso do PMMA deve ser restrito a indicações médicas bem estabelecidas e realizado exclusivamente por profissionais capacitados, como médicos e dentistas.

No entanto, a popularização de procedimentos estéticos com a substância, muitas vezes realizados por pessoas sem qualificação, tem elevado significativamente o número de complicações graves e fatais.

 

Com casos confirmados em Pernambuco, Brasil registra ao menos uma morte e 23 diagnósticos por metapneumovírus em 2025

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo Ministério da Saúde, responsável por compilar os dados no país, situação ainda é considerada dentro da normalidade e não demanda ações específicas

Dados do Ministério da Saúde, obtidos pelo Diario de Pernambuco, mostram que o Brasil já registrou 21 casos confirmados e uma morte por metapneumovírus humano (HMPV) em 2025 – sem contar os casos de Pernambuco. No Estado, houve mais duas ocorrências identificadas na quarta-feira (25).

Com comportamento sazonal, o vírus é responsável por provocar um surto na China. O Ministério da Saúde, no entanto, afirma que a situação no Brasil está dentro da normalidade e não há necessidade de ações específicas para combater a sua circulação neste momento.

Os dados foram informados pelo governo federal no domingo (19). Até o momento, o estado que registrou mais casos foi Minas Gerais, com oito diagnósticos confirmados. Em seguida, aparece o Paraná, que soma seis ocorrências, onde o óbito foi registrado.

O Mato Grosso do Sul já computou dois casos de HMPV neste ano. Já Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Rondônia e Rio Grande do Sul têm um diagnóstico, cada, de acordo com o levantamento.

A tabela fornecida pelo Ministério da Saúde ainda não inclui as duas ocorrências de Pernambuco, que foram confirmadas na semana passada. Os registros são atualizados ao fim de cada semana epidemiológica.

Pernambuco

No Estado, a Secretaria de Saúde (SES-PE) informou que duas crianças do sexo feminino, de 1 ano e 7 meses e de 3 anos e 11 meses, testaram positivo. Moradoras do Grande Recife, elas já tiveram alta hospitalar.

Em nota, o pasta federal diz que “pesquisa e monitora o metapneumovírus humano (HMPV) no Brasil como diagnóstico diferencial na rede de vigilância de vírus respiratórios, por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”.

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Caso de raiva em Pernambuco: infectologista explica que animais mortos também podem transmitir a doença

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Fto: Divulgação/Governo do Estado de Santa Catarina

Maioria dos pacientes infectados não conseguem sobreviver e, segundo dados do Ministério da Saúde, a doença tem letalidade de quase 100%

Pernambuco registrou pela primeira vez em oito anos um caso de raiva, doença causada por um vírus e que tem letalidade de quase 100%, segundo o Ministério da Saúde. O Diario de Pernambuco entrevistou o médico infectologista João Paulo França, do Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, para esclarecer dúvidas sobre o tema e explicar como se prevenir.
De acordo com o profissional da saúde, a raiva pode ser transmitida até mesmo por um animal já morto e se trata de uma doença infecciosa grave e que ocorre nos mamíferos, a exemplo de cães, gatos, morcegos e macacos. Este último foi o animal que infectou a mulher de 56 anos que está internada na capital pernambucana.
“A transmissão acontece de mamífero para mamífero para mamífero através de animais que a gente já conhece bem como cachorro, gato e morcego. A única exceção é o rato, que morre antes de transmitir a doença. A transmissão ocorre quando o humano entra em contato com a saliva do animal e isso acontece quando somos mordidos ou quando o animal lambe a mucosa da gente”, explica o infectologista.
João Paulo França pontua que raramente morcegos que se alimentam de frutas irão atacar e morder os seres humanos, ao menos que estejam infectados com o vírus da raiva, que altera o comportamento destes animais.
O médico ainda explica que após ser infectado pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae, o ser humano pode demorar cerca de até duas semanas para apresentar os sintomas. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado, bem como a proximidade do local infectado com o cérebro e troncos nervosos.

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Municípios receberão R$ 30 milhões para ações com plantas medicinais e fitoterápicos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

1.304 municípios brasileiros receberão R$ 30 milhões do Ministério da Saúde para ações com plantas medicinais e fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O repasse será realizado em parcela única. A iniciativa busca promover o uso sustentável da biodiversidade, fortalecer a cadeia produtiva e ampliar o acesso da população a alternativas terapêuticas.

De acordo com a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), os municípios poderão aplicar os recursos em:

  • Compra de fitoterápicos industrializados ou manipulados;
  • Manipulação/preparação de fitoterápicos;
  • Cultivo de espécies de plantas medicinais;
  • Promoção de formações e divulgações relacionadas às plantas medicinais e fitoterápicos;
  • Realização de capacitações e oficinas (profissionais e comunidade);
  • Pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de plantas medicinais e fitoterápicos;
  • Entre outras ações.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que, dos 5.570 municípios brasileiros, 1.375 foram considerados elegíveis, representando 24,7% do total. Devido à limitação orçamentária, 1.304 cidades foram priorizadas, seguindo os critérios estabelecidos na Portaria GM/MS nº 5.619/2024. Foram selecionados os municípios que enviaram informações sobre a movimentação de fitoterápicos ao Ministério da Saúde por meio da Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Assistência Farmacêutica (Bnafar).

Entre as Unidades da Federação (UFs) contempladas estão Santo Antônio do Içá (AM), Mata Grande (AL), Lagoa do Ouro (PE), Japorã (MS), São João das Missões (MG), Bom Jardim (MA), Alto Alegre (RR), Presidente Jânio Quadros (BA) e Campos Lindos (TO). A lista completa está disponível no portal da Pasta.

A publicação da Portaria de Habilitação dos Municípios selecionados deve ser divulgada nos próximos dias.

Os valores repassados serão definidos com base no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), seguindo as classificações:

  • IDHM muito baixo: R$ 1,00 por habitante;
  • IDHM baixo: R$ 0,80 por habitante;
  • IDHM médio: R$ 0,60 por habitante;
  • IDHM alto: R$ 0,50 por habitante;
  • IDHM muito alto: R$ 0,20 por habitante.

O cálculo dos recursos será feito com base na população de cada UF, conforme os dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE.

Ainda há previsão de novos investimentos no setor por meio do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.

As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde.

Boletim da Fiocruz indica alta de casos de covid-19 no país

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Foto: Bertrand Guay/AFP

Doença atinge especialmente pacientes idosos

A nova edição do boletim semanal Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela uma tendência alta de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao covid-19 em alguns estados do país. É o caso do Ceará, onde um cenário de crescimento dessas ocorrências já havia sido indicado na edição anterior da publicação.

Há indícios de que Minas Gerais, Sergipe e Rondônia também iniciam um movimento parecido. O mesmo ocorre no Distrito Federal. Os casos envolvem especialmente pacientes idosos, que são mais suscetíveis aos efeitos mais adversos da infecção pelo coronavírus causador da covid-19.

O boletim registra aumento de ocorrências de SRAG entre crianças e adolescentes de até 14 anos, associados principalmente ao rinovírus, em quatro unidades federativas: Acre, Distrito Federal, Minas Gerais e Sergipe. Os dados do novo boletim são referentes à semana epidemiológica que vai de 8 a 14 de dezembro.

A SRAG é uma complicação respiratória que demanda hospitalização e está associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. O paciente pode apresentar desconforto respiratório e queda no nível de saturação de oxigênio, entre outros sintomas.

De acordo com a nova edição, considerando as últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, a covid-19 esteve relacionada a 31,1% dos casos de SRAG com resultado positivo para alguma infecção viral. Já o rinovírus representou 38,6%. Além disso, 7,9% estiveram associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), 7,6% à influenza A e 7,3% à influenza B.

Quando se observa apenas os quadros de SRAG que resultaram em mortes nessas quatro semanas, 63,6% estão associados à covid-19. A maioria desses casos que tiveram a morte como desfecho envolveram idosos.

Ao todo, o Brasil já registrou em 2024 um total de 78.739 casos de SRAG com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Destes, 16,8% são referentes à influenza A; 2% à influenza B; 19,6% à covid-19; 27,1% ao rinovírus e 33,8% ao VSR. Outras 8.280 ocorrências estão em fase de análise.

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A cada 100 pessoas que têm tétano, cerca de 30 morrem

São Paulo 11/04/2024 Prefeitura amplia a vacinação contra a Dengue, serão 471 UBS e AMAs, para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Fotos da vacinaçao na UBS do Cambuci. Foto Paulo Pinto/Agência Brasil
Paulo Pinto/Agência Brasil
Alerta é do Ministério da Saúde

A cada 100 pessoas que adoecem de tétano, cerca de 30 morrem. A informação é do Ministério da Saúde. Em nota, ele reforça que a principal forma de prevenção contra a doença é a vacinação, gratuita e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

A imunização deve ser realizada conforme recomendações do Calendário Nacional de Vacinação em serviços da atenção primária ou em centros de referência para imunobiológicos especiais (CRIEs), no caso de pessoas que apresentam condições clínicas especiais.

Confira, a seguir, os esquemas vacinais recomendados para o tétano:

– crianças menores de 7 anos: três doses da vacina penta, administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida, além de reforços aos 15 meses e aos quatro anos com a vacina tríplice bacteriana (DTP);

– pessoas com sete anos ou mais (crianças, adolescentes, adultos e idosos): a vacinação desses grupos deve considerar o histórico vacinal contra o tétano. Para quem tem esquema vacinal completo, doses de reforços estão indicadas a cada dez anos. Em casos onde há ferimentos graves, o intervalo deverá ser reduzido para cinco anos;

– gestantes: uma dose da vacina tríplice bacteriana acelular – tipo adulto (dTpa), a cada gestação, a partir da 20ª semana. Se necessário, a gestante também deverá completar o esquema vacinal contra o tétano, com a administração da vacina dupla bacteriana – tipo adulto (dT), que pode ser administrada a qualquer momento da gestação.

“A atualização da vacinação contra o tétano em gestantes, a cada gestação, além de proteger a mãe contra a doença, tem como meta prevenir o tétano neonatal que pode acometer recém-nascidos, até os primeiros 28 dias de vida”, destacou o ministério. “Gestantes, trabalhadores rurais e da construção civil, idosos e pessoas que sofreram ferimentos recentes, devem manter a proteção em dia.”

Viajantes

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Cirurgia por videolaparoscopia é incorporada ao SUS para tratamento de câncer; entenda

videolaparoscopia
videolaparoscopia – Foto: Freepik

Procedimento é a principal modalidade de cirurgia minimamente invasiva e poderá beneficiar, em especial, pacientes com câncer de útero, pâncreas, esôfago e estômago

O Ministério da Saúde incluiu a videolaparoscopia, principal modalidade de cirurgia minimamente invasiva, para o tratamento de pacientes com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão de seis procedimentos foi publicada na última quinta (5) no Diário Oficial da União.

— Sem dúvida, essa incorporação é um dos maiores avanços nos últimos 15 anos no SUS. O tratamento do câncer reúne várias modalidades. Mas quando falamos em tratamento curativo, a cirurgia é responsável por 60% das chances de cura. Além disso, 80 a 90% dos pacientes com câncer vão precisar de algum tipo de cirurgia para sua jornada. Se entendemos que essa é a principal modalidade de tratamento, entendemos o impacto histórico que essa incorporação vai ter — afirma o cirurgião oncológico Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).

Os procedimentos laparoscópicos são cirurgias feitas trocando incisões grandes – de 40, 50 ou 60 cm – por incisões de 1 a 2 cm – na parece abdominal. Através delas, usando ferramentas específicas e uma câmera, é possível realizar a retirada dos cânceres sem a necessidade de grandes incisões.

— Conseguimos fazer a maioria das cirurgias oncológicas de forma minimamente invasiva — afirma Pinheiro.

Ainda de acordo com o especialista, esse tipo de cirurgia reduz o risco de sangramento, infecções, dores, e cicatrizes, o que contribui para e melhora a qualidade de vida do paciente. Outra diferença importante em relação às cirurgias abertas é em relação ao tempo de internação.

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