Médicos reafirmam eficácia da mamografia para rastrear câncer de mama.

Segundo o CBR, a mamografia figura atualmente como um dos exames mais eficazes para detecção do câncer de mama em fase inicial  (foto: José Cruz/Agência Brasil)
Segundo o CBR, a mamografia figura atualmente como um dos exames mais eficazes para detecção do câncer de mama em fase inicial (foto: José Cruz/Agência Brasil)

 

Em meio à repercussão de depoimentos médicos, divulgados em redes sociais, que questionam a eficácia da mamografia no rastreamento do câncer de mama, o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) divulgou nota nesta quinta-feira (31) em que reafirma a segurança e a eficácia do exame na prevenção da doença.

Os vídeos que circulam na internet chegam a associar a mamografia ao surgimento de câncer não apenas de mama, mas em outras partes do corpo e também como causa de inflamação e de transtornos de saúde. Na nota, o CBR orienta pacientes e familiares com dúvidas sobre o assunto a buscarem informação adequada junto a fontes confiáveis.

“O CBR reitera que a realização de exames de mamografia é fundamental para a detecção precoce de alterações mamárias, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido e reduzindo a necessidade de intervenções invasivas”, destaca o comunicado, ao citar que o acesso ao exame pode salvar vidas e evitar tratamento onerosos em estágios avançados de câncer.

A entidade classifica a mamografia como um exame seguro e eficaz, que deve ser realizado segundo protocolos definidos pelas maiores entidades médicas do mundo e sob a supervisão de profissionais da saúde, sobretudo especialistas em radiologia e diagnóstico por imagem.

Prevenção

De acordo com o CBR, a mamografia figura atualmente como um dos exames mais eficazes para detecção do câncer de mama em fase inicial – o exame é capaz de identificar lesões suspeitas antes mesmo que elas se tornem palpáveis. Quando o tumor é identificado precocemente, a chance de cura pode chegar a 98% dos casos.

A entidade destaca, entretanto, que a mamografia pode não detectar nódulos pequenos, principalmente em mamas classificadas como densas (com maior quantidade de tecido glandular). “Nestas situações, pode ser necessário realizar um segundo exame, como ultrassom ou ressonância magnética”.

Na nota, o colégio lembra que o êxito do rastreamento da mama na detecção precoce do câncer foi confirmado por meio de grandes estudos populacionais realizados há mais de quatro décadas e que foi observada queda de até 30% na mortalidade de pacientes. A recomendação é que a mamografia seja realizada anualmente em todas as mulheres com mais de 40 anos.

“O CBR reitera seu compromisso com a defesa da saúde da população, em especial da população feminina, e com o combate à desinformação e às fake news que tanto mal causam à prevenção e ao tratamento de doenças.”

Fila de espera

Nesta quinta-feira, o CBR divulgou dados que revelam uma fila de espera de cerca de 77 mil brasileiras e um tempo de espera que pode ultrapassar 80 dias no Sistema Único de Saúde (SUS) para a realização de mamografias. A entidade alerta que a fila pode ser ainda mais longa do que o indicado oficialmente em razão de subnotificações.

Por: Agência Brasil

 

Tireoide desajustada: conheça doença que faz os olhos saltarem do rosto.

Entre os sintomas da doença ocular da tireoide, estão hiperemia (vermelhidão) e edema (acúmulo anormal de líquido), dor nos olhos, visão dupla, e protusão ocular (olhos são empurrados para frente)
Entre os sintomas da doença ocular da tireoide, estão hiperemia (vermelhidão) e edema (acúmulo anormal de líquido), dor nos olhos, visão dupla, e protusão ocular (olhos são empurrados para frente) – REPRODUÇÃO/INTERNET

Doença ocular da tireoide é condição autoimune pouco conhecida pelas pessoas. Evento no HC-UFPE orienta sobre o assunto e tira dúvidas de pacientes.

A tireoide é uma glândula importante para o bom funcionamento do nosso organismo. Quando ocorre alguma alteração, ela muda o comportamento, o que leva a disfunções. Entre elas, está a doença ocular da tireoide, que é pouco conhecida. Trata-se de uma condição autoimune, caracterizada por uma inflamação e inchaço dos músculos e tecidos ao redor dos olhos.

As pessoas que convivem com a doença ocular da tireoide apresenta olhos e pálpebras vermelhos, inchados e arregalados. Sem acompanhamento, a condição pode causar a cegueira. Também conhecida como oftalmopatia de Graves, a doença ocular da tireoide será tema de um evento educativo: o DOT Day, na próxima sexta-feira (25), das 8h às 13h, no anfiteatro 1 do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife.

Essa mesma condição afeta também a glândula tireoide, o que causa a doença de Graves, marcada pelo hipertireoidismo.

O evento é uma realização do ambulatório de plástica ocular do HC, em parceria com a associação Crônicos do Dia a Dia (CDD), e será composto por café da manhã e boas-vindas, palestras e roda de conversa.

A tireoide é uma glândula importante para o bom funcionamento do nosso organismo. Quando ocorre alguma alteração, ela muda o comportamento, o que leva a disfunções. Entre elas, está a doença ocular da tireoide, que é pouco conhecida. Trata-se de uma condição autoimune, caracterizada por uma inflamação e inchaço dos músculos e tecidos ao redor dos olhos.

As pessoas que convivem com a doença ocular da tireoide apresenta olhos e pálpebras vermelhos, inchados e arregalados. Sem acompanhamento, a condição pode causar a cegueira. Também conhecida como oftalmopatia de Graves, a doença ocular da tireoide será tema de um evento educativo: o DOT Day, na próxima sexta-feira (25), das 8h às 13h, no anfiteatro 1 do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife.

Essa mesma condição afeta também a glândula tireoide, o que causa a doença de Graves, marcada pelo hipertireoidismo.

O evento é uma realização do ambulatório de plástica ocular do HC, em parceria com a associação Crônicos do Dia a Dia (CDD), e será composto por café da manhã e boas-vindas, palestras e roda de conversa.

“O HC é referência no acolhimento e tratamento dos pacientes em Pernambuco e até de outros Estados do Nordeste. Acompanhamos as pessoas com essa condição debilitante do ponto de vista funcional e psicológico”, explica a oftalmologista do HC Ana Karina Teles, especialista em órbita.

O DOT Day no HC terá como temas de palestras sobre o panorama atual da doença ocular da tireoide, com a gerente de comunicação da CDD, Giulia Gamba, e sobre a orbitopatia de Graves, com Ana Karina Teles. Também está prevista uma roda de conversa com a psicóloga Patrícia Gasques, que convive com a doença.

“A doença ocular da tireoide é uma condição rara na qual os músculos extraoculares, a gordura orbitária, a glândula lacrimal e os tecidos moles perioculares ficam inflamados. Isso pode fazer com que os olhos sejam projetados, ficando ‘arregalados’ ou ‘esbugalhados’. Pode haver também o ressecamento e a movimentação ocular ficar prejudicada, causando diplopia (visão dupla)”, explica Ana Karina.

Além disso, a compressão do nervo óptico pelos músculos aumentados de tamanho pode levar à cegueira”, complementa a oftalmologista.

A médica do HC explica ainda que o diagnóstico é feito por um oftalmologista especializado em doenças da órbita em colaboração com um endocrinologista.

“O oftalmologista avalia os sinais e sintomas oculares, como edema (inchaço), retração palpebral, medida da pressão intraocular, proptose (olhos salientes), lubrificação ocular, visão de cores, acuidade visual, reflexos pupilares e presença de visão dupla”, diz Ana Karina.

Já o endocrinologista avalia a função da tireoide, por meio de exames de sangue (TSH, T3, T4) e outros testes.

Exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) orbitária podem ser necessários para avaliar o comprometimento dos tecidos ao redor dos olhos.

O tratamento da doença ocular da tireoide, que depende da gravidade e do estágio da doença, inclui o uso de lubrificantes oculares, óculos de sol e compressas frias para o alívio de sintomas leves.

“Em casos moderados a graves, corticosteroides e imunossupressores são usados para reduzir a inflamação, e terapias com radiação ou anticorpos monoclonais podem ser indicadas”, destaca Ana Karina.

Ela acrescenta que cirurgias como descompressão orbitária, correção de retração palpebral, correção de estrabismo e blefaroplastia são opções para casos avançados ou com comprometimento da visão.

“O acompanhamento psicológico também é fundamental aos indivíduos que vivem com a doença”, conclui a médica.

 

Menopausa: terapia de reposição hormonal é segura para o coração? Veja o que diz nova diretriz.

Terapia hormonal pode ser recomendada para mulher com sintomas que afetem a qualidade de vida, como os vasomotores, que levam aos famosos "fogachos"
Terapia hormonal pode ser recomendada para mulher com sintomas que afetem a qualidade de vida, como os vasomotores, que levam aos famosos “fogachos” – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Documento sobre saúde do coração na menopausa diz que terapia não serve para prevenir eventos cardiovasculares; veja indicações e contraindicações.

A terapia de reposição hormonal é segura, mesmo para mulheres que vivem com alguns fatores de risco, mas não serve para prevenir eventos cardiovasculares. Essas são algumas das recomendações da nova diretriz sobre saúde do coração na menopausa, que acaba de ser atualizada.

O documento, assinado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (DCM/SBC), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedad Interamericana de Cardiología (SIAC), foi elaborado a partir de uma revisão minuciosa dos últimos estudos sobre o tema e traz também as contraindicações.

“Sabe-se que o risco cardiovascular da mulher aumenta muito após a menopausa, ficando igual ou até maior que o dos homens”, diz a cardiologista Glaucia Moraes, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e uma das autoras da nova diretriz.

Isso acontece devido às mudanças na fisiologia do sistema cardiovascular que afetam a vascularização, como alterações no perfil lipídico, na rigidez vascular, entre outros. Segundo Glaucia Moraes, nos últimos 13 anos, surgiram muitos estudos que justificam uma atualização das recomendações.

O documento enfatiza que a terapia hormonal pode ser recomendada para mulher que tenha sintomas que afetem a qualidade de vida, como os vasomotores (que levam aos famosos fogachos), geniturinários (como secura vaginal e infecções urinárias) ou em casos de perda de massa óssea, alterações no sono e perda cognitiva.

“A mulher vai viver muitos anos após a menopausa, trabalhando, tendo uma vida ativa, e não precisa sofrer, tem que ter qualidade de vida”, destaca a cardiologista.

Por outro lado, a reposição não serve para prevenir doenças cardiovasculares, nem para proteger quem já teve algum evento.

“Embora contribua tanto para a melhora dos sintomas quanto para um efeito protetor associado aos problemas decorrentes da queda do estrogênio, como acúmulo de gordura visceral, aumento dos níveis de colesterol, resistência insulínica e hipertensão arterial, não há evidências científicas que suportem seu uso como estratégia para prevenção de problemas cardiovasculares”, reforça a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Mulheres com hipertensão, diabetes, obesidade e síndrome metabólica podem fazer terapia hormonal, desde que essas doenças estejam bem controladas. Ainda assim, nesses casos, as melhores vias de reposição seriam a transdérmica ou a transvaginal.

“Durante uma consulta no climatério e menopausa, recomenda-se a avaliação individual do risco cardiovascular antes de implementar a terapia”, diz Juliana Soares. Se a paciente tiver um risco alto ou muito alto, há contraindicação de reposição hormonal.

A terapia hormonal deve ser iniciada nos primeiros dez anos após a menopausa, marcada pela última menstruação, ou até os 60 anos de idade.

“Após essa janela, há um aumento do risco de mortalidade por eventos cardiovasculares”, diz a cardiologista do Einstein. “Isso ocorre provavelmente porque as pacientes já tinham disfunção vascular antes do início do tratamento.

A via de administração, a dosagem e a duração do tratamento devem ser personalizadas de acordo com cada caso.

O novo documento também recomenda não usar os chamados medicamentos bioidênticos, aqueles manipulados em farmácia. “Existe a preocupação de que as terapias hormonais manipuladas possam apresentar inconsistência de dosagens, controle de qualidade e absorção”, afirma a diretriz.

Além disso, é essencial adotar um estilo de vida saudável, com atividade física, dieta equilibrada, não fumar e não beber, para controle dos fatores de risco cardiovascular e prevenção das doenças associadas à aterosclerose, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Quando a reposição de reposição hormonal é contraindicada?

Embora a terapia seja segura e traga benefícios quando bem indicada, há alguns riscos associados ao câncer de mama e à formação de coágulos no sangue, principalmente para aquelas feitas exclusivamente via oral e por tempo prolongado.

Por isso é contraindicada para mulheres com histórico de câncer de mama ou neoplasias hormônio dependentes, trombofilias (condições que favorecem a formação de coágulos) ou eventos tromboembólicos prévios, ou ainda naquelas com história familiar para essas condições.

Quem já teve infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e vive com algumas doenças hepáticas, porfirias, lúpus e meningiomas, entre outras, tampouco podem fazer a reposição. Essas mulheres devem receber medicamentos não hormonais para alívio dos sintomas na menopausa.

Cadastrado por

Agência Einstein

 

 

Recife se destaca como um dos maiores polos médicos do Brasil.

 (Foto: Júlio Jacobina/DP D. A PRESS)
Foto: Júlio Jacobina/DP D. A PRESS

Capital arrecadou, no ano passado, R$ 421 milhões em atividades médicas.

Segundo a Pesquisa do Turismo Receptivo do Recife, em 2023, 7,36% dos turistas que desembarcaram na capital pelo Aeroporto Internacional do Recife/Gilberto Freyre, vieram para tratamento médico. Segundo a Secretaria de Finanças do Recife, todo o ISS arrecadado no Recife em atividades do setor de Saúde em 2023, foi de R$ 421 milhões.
Os dados mostram que a capital se destaca não apenas como um destino para tratamento médico, mas também como polo de eventos e negócios voltados aos profissionais do setor, recebendo eventos de grande porte ano após ano. Além disso, a região mantém hospitais de com diversas especialidades.
“Recife ficou considerado o segundo polo médico do Brasil em virtude de ter um desenvolvimento muito grande, tanto na área tecnológica como também no surgimento de hospitais de primeira linha. Além de ser um polo de assistência médica, nós somos um polo de educação e formação de profissionais”, destaca o presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe) e presidente da Escola Nacional de Ensino em Serviços de Saúde (Enaess), Dr. George Trigueiro.
HospitalMed 2024
O presidente de um dos eventos de destaque no setor que acontecem em Pernambuco, HospitalMed, Rodrigo da Fonte, destaca que a capital tem potencial para se destacar ainda mais na área médica, em relação às outras capitais do país. “Fizemos um estudo em 2011 sobre a possibilidade de realização de uma feira na área de saúde aqui em Pernambuco, e descobrimos a vontade da região Norte e Nordeste em ter um evento de negócios voltado a esse segmento, haja vista que Pernambuco é o segundo maior polo médico do Brasil”, afirma.
Em sua 12ª edição, a HospitalMed 2024, feira de saúde, bem-estar e negócios do Norte e Nordeste, acontecerá entre os dias 23 e 25 de outubro de 2024, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda. De acordo com o presidente do evento, a expectativa é de gerar mais de R$ 1 bilhão no período da feira, nas regiões Norte e Nordeste.
Organizada pela Insight Feiras e Negócios, o evento contará com mais de 300 expositores e 400 marcas, atraindo um público de 26 mil visitantes, entre profissionais da área, gestores e autoridades da área de saúde. Entre os principais tópicos da programação, a feira traz destaques em inovações e tendências tecnológicas na Engenharia Clínica.
A HospitalMed 2024 tem patrocínio da Fresenius Kabi, Unicred e Advanced Sterilization Products (ASP), e o apoio institucional do Sindhospe e da Abimo, além da  Adepe, Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e Governo do Estado de Pernambuco, Labor Health Suply, Medclub, Tudo Brisa, Mais Vida, Supera, ABECLIN, M.R. Tech e CTH ABINT.
Dentro da grade de programação do evento, a HospitalMed, e a M.R Tech, empresa nordestina especializada em equipamentos de diagnóstico por imagem, promovem o 1º Simpósio Brasileiro de Engenharia Clínica (SIMBEC), nos dias 24 e 25 de outubro de 2024. O evento promete ser um marco para a Engenharia Clínica no Brasil, permitindo um espaço inédito de troca de conhecimentos entre os hubs da saúde do Norte e Nordeste com as demais regiões, e impulsionando o crescimento do setor.
Segundo Nogueira Neto, diretor da M.R. Tech, a iniciativa representa um avanço significativo para o desenvolvimento científico da Engenharia Clínica na região Nordeste. “A realização do 1º SIMBEC dentro da HospitalMed é um marco histórico. Estamos animados em trazer esse evento para uma área que, até então, não havia recebido a devida atenção na nossa região. O simpósio fortalece o papel da HospitalMed como um catalisador de inovação e conhecimento científico, gerando impactos positivos que vão muito além do evento”, destaca.
Os interessados em participar da feira, podem obter mais informações no site.
Serviço:
HOSPITALMED 2024 | @hospitalmedbr
Data: 23, 24 e 25 de outubro de 2024
Horário: 14h às 20h.
Local: Pernambuco Centro de Convenções
Informações: www.hospitalmed.com.br

Mais Médicos alcança quase 80% dos municípios de até 52 mil pessoas

Brasília (DF), 17/08/2023 - A médica Ana Caroline Feitosa, que participa do 28° ciclo do Programa Mais Médicos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
No Dia do Médico, ministério destaca avanço do Mais Médicos pelo país

Nesta sexta-feira (18), quando é celebrado o Dia dos Médicos, o Ministério da Saúde destaca os números alcançados pelo Programa Mais Médicos, reestabelecido em 2023. Os dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) indicam que o programa alcança atualmente 80% dos 3,9 mil municípios com população entre 700 e 52 mil habitantes, com estimativa de cobertura populacional de 26,9 milhões de pessoas. O número representa 40,9% da população desses municípios.

 “É uma grande conquista ver o crescimento desse programa essencial para o SUS chegar a todo o país. O Mais Médicos é uma realidade e faz a diferença. Quando assumimos o governo, havia 13 mil profissionais. Até o final da gestão, alcançaremos a meta dos 28 mil”, diz a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Os municípios de maior vulnerabilidade social também tiveram avanços na cobertura do programa: 60% dos médicos estão nessas regiões. Na Amazônia Legal, nove municípios de alta vulnerabilidade passaram a ter médicos: Amapá do Maranhão, no Maranhão; Anori, Nhamunda, Quaticuru e Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas; Calcoene, no Amapá; Lizarda,    e Paranã, no Tocantins; e Santa Luiza do Pará, no Pará.

Também foi registrado crescimento do Mais Médicos na assistência à saúde indígena. Em dezembro de 2022, eram 224. Em setembro deste ano, esse número saltou para 570 profissionais ativos.

Desde o ano passado, os profissionais da área podem fazer especialização e mestrado por meio da Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde, que integra os programas de formação, provimento e educação pelo trabalho no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma novidade presente no 38º edital do programa foi a oferta de vagas afirmativas, no regime de cotas, para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas.

Na última semana, o Ministério da Saúde promoveu, em parceria com o Ministério da Educação, o 3° Módulo de Acolhimento e Avaliação de 2024 do Programa Mais Médicos. Participaram 364 médicos intercambistas, todos brasileiros formados no exterior. Trinta desses profissionais atuarão na Saúde Indígena, dez no Consultório na Rua e 15 na Saúde Prisional.

Por Agência Brasil

Covid causa lesões cerebrais, segundo pesquisa

Pesquisadores analisaram imagens de alta resolução do tronco cerebral de 31 pacientes (Crédito: Pexels)
Pesquisadores analisaram imagens de alta resolução do tronco cerebral de 31 pacientes (Crédito: Pexels)

Estudo trouxe novas evidências de que os sintomas persistentes relacionados à Covid são resultado de lesões cerebrais provocadas pelo vírus

A Covid longa continua como um problema sério para parte da população mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 20% dos pacientes que tiveram a doença convivem com fadiga, dor de cabeça, nevoeiro cerebral e ansiedade meses após a infecção ter acabado.
Um estudo feito nas Universidades de Cambridge e Oxford, ambas na Inglaterra, trouxe novas evidências de que os sintomas persistentes são resultado de lesões cerebrais provocadas pelo coronavírus. A pesquisa foi publicada na revista Brain, em 7 de outubro.
Os pesquisadores analisaram imagens de alta resolução do tronco cerebral de 31 pacientes que foram hospitalizados com Covid durante a pandemia. Todos pegaram a infecção nas primeiras ondas da pandemia, antes da distribuição das vacinas.
Confira a matéria completa no Metrópoles.

Dia Nacional da Vacinação alerta para importância de prevenir doenças.

Programa Nacional de Imunizações oferece 31 vacinas (foto: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL)
Programa Nacional de Imunizações oferece 31 vacinas (foto: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL)
Data é comemorada nesta quinta-feira (17)

Brasil tem um dos maiores sistemas de vacinação pública do mundo. Mas seria impossível aplicar mais de 300 milhões de doses de vacina por ano sem um batalhão treinado para esse trabalho. São cerca de 193 mil enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam em mais de 38 mil salas de vacina em todo o país. E muitas vezes fora delas, indo até onde a população está. Nesta quinta-feira (17), quando se celebra o Dia Nacional da Vacinação, profissionais alertam que toda oportunidade de orientar a população tem que ser aproveitada.

Um desses profissionais é a enfermeira Viviane de Almeida, que trabalha aplicando vacinas há 16 anos e hoje atua no Super Centro Carioca de Vacinação, no Rio de Janeiro. Quando ainda era técnica de enfermagem, ela trabalhou em uma campanha de vacinação contra a gripe e nunca mais quis saber de outra coisa.

“Um olhar completamente diferenciado, de evitar que a gente adoeça por doenças que são passíveis de prevenção através da vacinação. É isso que me fez apaixonar na verdade”, conta Viviane.

Calendário de Vacinação

O Programa Nacional de Imunizações oferece 31 vacinas e constantemente esse rol é atualizado. Só este ano, por exemplo, a vacina contra a covid-19 se tornou parte do calendário básico, a vacina contra a dengue começou a ser aplicada nos adolescentes, e a gotinha contra a pólio foi aposentada, dando lugar ao reforço injetável e o esquema contra o HPV se tornou de dose única. Ou seja, para trabalhar em sala de vacina é preciso entender de imunização, e se atualizar constantemente. Inclusive para informar a população.

“A oportunidade de visita [ao posto de saúde] tem que ser vista como oportunidade única. A gente não sabe se aquele usuário vai voltar, aproveitar aquele momento pra avaliar ele como todo, o que está pendente, o que pode ser feito naquele momento. Entrou na sala, é uma oportunidade, seja como acompanhante, mãe que levou o filho”, defende Viviane.

Agentes

A enfermeira e diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mayra Moura, também chama atenção para a importância do trabalho de outro profissional: o agente comunitário de saúde. São quase 300 mil pessoas no Brasil com a atribuição de acompanhar as famílias atendidas pelo serviço de atenção básica à saúde de cada comunidade.

“Quando você estabelece esse vínculo de confiança consegue ter esse poder de convencimento, mas isso também passa pelo preparo desses profissionais, de entenderem o papel deles nesse sistema. O papel da vacinação, de estar confortável de responder às dúvidas, que ele pudesse dar uma olhada: ´’olha com essa idade você teria que ter tomado tais vacinas’, um idoso, uma grávida, uma pessoa que está passando por um tratamento oncológico, e que existem vacinas que são importantes naquela situação”, explica Mayra.

A enfermeira avalia também que o aumento das equipes de saúde da família, e o treinamento e engajamento desses profissionais são ações essenciais para reverter as quedas vacinais.

“Dentro da enfermagem, a imunização está dentro da atenção primária, mas na prática é a sala de vacina lá e as equipes de saúde na familia fazendo outros trabalhos. Então, quando a equipe vai até a casa de alguém teria que estar lá no checklist deles também a imunização”, defende Mayra.

Desde o ano passado, o Brasil vem aumentando as coberturas das vacinas do calendário básico, mas ainda está longe do ideal. Até setembro, apenas a vacina meningocócica C tinha superado o índice recomendado de 95%. E alguns imunizantes ainda estão com cobertura muito baixa, a dTpa, indicada principalmente para grávidas, por exemplo, foi aplicada em apenas 53% do público-alvo. E menos de 30% dos bebês tomaram o imunizante contra a covid-19.

Por: Agência Brasil

 

 

Outubro Rosa: 6 em cada 10 brasileiras dizem saber como prevenir câncer de mama, diz pesquisa

Foto: Freepik

O tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil — o de mama — têm em outubro diversas ações para promover e estimular o diagnóstico precoce e o autocuidado para prevenir a doença. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), até 2025 devem ser diagnosticados cerca de 73 mil novos casos de câncer de mama no país, com uma taxa de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. A doença causa mais de 18 mil mortes por ano, no país.

Apesar da grande força que a campanha Outubro Rosa vem ganhando ao longo dos anos, uma pesquisa revela que seis em cada dez brasileiras dizem conhecer formas de prevenção contra o câncer de mama, mas o levantamento também mostrou que essas mulheres têm dificuldades em diferenciar o que é mito do que é verdadeiro acerca da doença. As conclusões são da pesquisa feita pela AC Camargo em parceria com a Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados.

Sobre o levantamento

Foram ouvidas 1.036 mulheres, entre 16 e  60 anos, de todas as unidades da federação, entre 18 e 24 de setembro. 59% delas disseram já ter feito o autoexame de toque e 53% das entrevistadas já fizeram uma mamografia. Mas a pesquisa revela que 28% nunca fizeram nenhum dos dois, sendo que 25% delas têm mais de 40 anos — justamente a faixa etária com maior incidência de risco da doença.

Para a vice-líder do Centro de Referência em Tumores da Mama, Solange Sanches, problemas relacionados à informação ainda precisam ser resolvidos.

“As pessoas estão informadas mas existem muitos gaps ainda, muitas informações e muitas necessidades ainda não atendidas que chegaram de uma forma não tão correta ou parcialmente correta.”

Verdade ou mito?

Leia mais

Perigo das arboviroses: Pernambuco ultrapassa 11 mil casos de dengue em 2024.

Até o dia 12 de outubro, 11.307 casos de dengue foram confirmados em Pernambuco, sendo que 189 são considerados graves (Foto: Neuzeee/Pixabay)
Até o dia 12 de outubro, 11.307 casos de dengue foram confirmados em Pernambuco, sendo que 189 são considerados graves (Foto: Neuzeee/Pixabay)

No boletim desta semana, a SES-PE confirmou que o Estado continua com 15 mortes no total. 11 óbitos provocados por dengue e quatro, por chikungunya.

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou, nesta quarta-feira (16), que o Estado teve um aumento de 360,1% nos casos prováveis de dengue, se comparado com o mesmo período de 2023.
A informação consta no Boletim Epidemiológico das Arboviroses nº 41, que traz os dados das semanas epidemiológicas de 31 de dezembro de 2023 a 12 de outubro deste ano.
Até o dia 12 de outubro, 11.307 casos de dengue foram confirmados em Pernambuco, sendo que 189 são considerados graves.
Ainda conforme o monitoramento epidemiológico, 48 mortes foram descartadas para arboviroses e outras 30 seguem em investigação.
A investigação é realizada, inicialmente, pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do óbito.
Após isso, o caso vai para um comitê técnico de discussão de óbito, em que diversos profissionais avaliam a causa da morte.
Incidência
No boletim desta semana, os dados apontam 53 municípios pernambucanos com baixa incidência para casos de dengue, 68 localidades apresentam incidência média e 64 municípios aparecem com alta incidência de casos.
Outras arboviroses
O boletim também consta de 4.764 casos prováveis de Chikungunya, com 1.470 casos confirmados.
Já para Zika foram notificados 264 casos prováveis, mas sem nenhuma confirmação até o momento.
A principal maneira para combater estas doenças é a prevenção, eliminando todos os possíveis criadouros de mosquitos ao redor de casa (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)
A principal maneira para combater estas doenças é a prevenção, eliminando todos os possíveis criadouros de mosquitos ao redor de casa (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)
A principal maneira para combater estas doenças é a prevenção, eliminando todos os possíveis criadouros de mosquitos ao redor de casa. Isso inclui vasos de plantas, pneus, garrafas vazias, caixas d’água mal vedadas e qualquer recipiente que possa acumular água parada.

Afogados é destaque nacional com Projeto Farmácia Viva

O projeto Farmácia Viva, desenvolvido pela Prefeitura de Afogados da Ingazeira, é, mais uma vez, destaque nacional, tendo sua cartilha publicada pelo principal portal de fitoterápicos e plantas medicinais do Brasil, o Fitoterapia Brasil (link no final da matéria).

Além da publicação, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira foi uma das doze gestões, em todo o Brasil, convidadas a participar do curso de capacitação avançada para trabalhadores de farmácias vivas.

O curso aconteceu na cidade paulista de Jardinópolis, e foi realizado em uma parceria do Ministério da Saúde com uma universidade de Ribeirão Preto. Afogados foi representada pela bióloga Aline Alves, coordenadora da vigilância em saúde da gestão. O curso aconteceu entre os dias 7 e 10 de Outubro.

Outra notícia importante divulgada durante o evento, foi a abertura de um novo edital, pelo Ministério da Saúde, para custeio das farmácias vivas.

“Foi uma experiência muito enriquecedora, onde pudemos levar a experiência de Afogados, e ver o nosso trabalho reconhecido por profissionais e instituições de todo o Brasil,” avaliou Aline Alves.

Confira o site com a cartilha produzida pela Prefeitura de Afogados da Ingazeira:

https://www.fitoterapiabrasil.com.br/biblioteca-virtual/plantas-medicinais