Conheça os principais sinais de alerta para problemas cardíacos em jovens

Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco

Cardiologista do Hospital Jayme da Fonte explica quais os perigos dos problemas cardíacos em jovens

Problemas cardíacos em jovens, embora menos comuns do que em adultos, têm ganhado destaque, principalmente em casos recentes envolvendo atletas de alta performance.

De acordo com o cardiologista Tomás Mesquita, do Hospital Jayme da Fonte, as doenças cardíacas em jovens geralmente diferem das mais frequentes em pessoas mais velhas.

“Nos jovens, é raro encontrar a cardiopatia coronariana, que envolve a obstrução das artérias coronárias. Essas condições são mais prevalentes em pessoas com mais de 45 anos. Entre os mais novos, as doenças comuns são as congênitas e as que afetam as válvulas cardíacas”, explica o médico.

Hipertrofia

No caso dos atletas, a morte súbita é uma preocupação importante.

Mesquita destaca que a principal causa desse tipo de evento em atletas com menos de 30 anos é a hipertrofia cardíaca, uma condição em que o músculo do coração se torna mais espesso, dificultando sua capacidade de contração e podendo causar arritmias ou até levar à morte súbita.

Ele salienta que a prática de esportes intensos pode aumentar o risco, especialmente em atividades como o futebol, que registra uma maior prevalência desse tipo de problema.

Prevenção

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FDA aprova 1ª vacina contra a gripe que pode ser autoadministrada em casa; entenda

Spray nasal
Spray nasal – Foto: Freepik

Imunizante é um spray nasal que contém uma forma enfraquecida do vírus influenza vivo

A FDA, agência regulatória americana, aprovou a primeira vacina contra a gripe que pode ser autoadministrada em casa. Trata-se do spray nasal FluMist, produzida pelo grupo AstraZeneca.

É uma “nova opção para receber uma vacina contra a gripe sazonal segura e eficaz, potencialmente com maior conveniência, flexibilidade e acessibilidade para indivíduos e famílias”, disse Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa de Produtos Biológicos da FDA.

O FluMist já havia sido aprovado há muitos anos. Pela primeira vez em 2003 para pessoas de 5 a 49 anos para prevenir a gripe, e depois a aprovação foi estendida para crianças de 2 a 5 anos em 2007. Porém, ela só era administrada por um profissional de saúde. Ele é um spray nasal que contém uma forma enfraquecida do vírus influenza vivo.

De acordo com a FDA, ainda será necessária uma receita para obter o spray e somente pessoas com 18 anos ou mais estão autorizadas a administrá-la a si mesmas ou a uma criança sob seus cuidados.

“Para aqueles interessados em autoadministração ou administração por cuidador, o fabricante da vacina planeja disponibilizar a vacina por meio de uma farmácia on-line terceirizada”, disse o FDA. “Aqueles que escolherem esta opção concluirão uma triagem e avaliação de elegibilidade quando solicitarem a FluMist.”

Qualquer pessoa que receber a prescrição da FluMist receberá a vacina, bem como instruções detalhadas sobre como administrar, armazenar e descartar o produto.

A gripe é uma doença respiratória comum e contagiosa causada por vírus influenza. Ela pode causar doenças leves a graves com uma série de sintomas que geralmente aparecem repentinamente, como dores no corpo, febre, tosse, dor de garganta, cansaço e nariz entupido ou escorrendo.

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Folha de São Paulo divulga ranking de eficiência dos municípios: em saúde, Afogados é a 1ª colocada no Pajeú

Fortaleza (CE)

A Folha de São Paulo e o portal UOL de notícias, divulgaram ontem (03), o Ranking de eficiência dos municípios 2024, levando em conta diversos indicadores, dentre eles o de saúde pública, relacionando esses indicadores com a receita de cada município. O objetivo segundo a Folha é mostrar os municípios que fazem mais com menos recursos.

Rio de Janeiro (RJ)

Em saúde, Afogados da Ingazeira é o melhor município do Pajeú, em primeiro lugar. Em nível nacional, está entre os 171 melhores municípios do País. Para se ter uma ideia da importância desse dado, vale ressaltar que o Brasil tem 5.570 municípios. Em Pernambuco, Afogados está entre os 15 melhores municípios, a frente de cidades do porte de Arcoverde e Serra Talhada. Alguns dos Indicadores levados em consideração são a cobertura de 100% da atenção básica e a qualidade na oferta de serviços.

São Paulo (SP)

Na área da saúde, os indicadores de Afogados são melhores do que o de algumas capitais de Estados, com receita infinitamente maior, a exemplo de São Paulo, que ocupa apenas a 2.570ª posição no ranking, Rio de Janejro (4.712ª), Salvador (4.337ª) e Fortaleza (3.943ª).

Salvador (BA)

Outro fator importante a ser levado em consideração é que quanto à arrecadação, Afogados ocupa apenas a 4.851ª posição no Brasil, estando muito abaixo das arrecadações de milhares de outros municípios, e ainda assim fazendo mais do que eles.

“Essa pesquisa mostra como é importante otimizar os recursos públicos, fazer mais com menos. E é esse o exemplo que estamos dando aqui em Afogados da Ingazeira,” destacou o Secretário de Saúde, Artur Amorim, comemorando os resultados da pesquisa.

Mpox: entenda qual é a doença que tem preocupado a Organização Mundial de Saúde

 (Foto: AFP)
Foto: AFP

Doença infectocontagiosa voltou ao status de emergência de saúde pública de importância internacional devido aos altos índices de diagnóstico em diversos países

Alvo dos alertas das organizações de saúde, a Mpox voltou no último dia 14 de agosto a ser classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o status de emergência de saúde pública de importância internacional, tendo em vista os altos índices de diagnóstico da infecção em diversos países do mundo.
Em 2022, a doença já havia adquirido este status mais elevado de alerta em função da propagação de uma linhagem do vírus que ultrapassou os limites do continente Africano, muito em consequência de um contágio a partir de contato sexual.
Atualmente, uma nova variante do vírus tem causado o aumento de casos, especialmente na República Democrática do Congo, também tendo casos confirmados na Suécia. O Ministério da Saúde (MS) instalou um Centro de Operações de Emergência em Saúde para ações de resposta ao Mpox.
O Diario de Pernambuco conversou com o médico infectologista da Universidade de Pernambuco, Felipe Prohaska, e reuniu informações a respeito da Mpox, seu contágio, sintomas, prevenção e tratamento.
“Hoje quando uma doença deixa de ser restrita a uma região, então ela deixa de ser uma doença endêmica e passa a ser uma doença epidêmica, mas como ela vai começando a ganhar estados e vencendo os países e até mesmo continentes e começa a ter características que possam levar a uma pandemia, não é a pandemia declarada, mas que pode chegar a uma pandemia, esse status é elevado para poder trazer situações de prevenção para impedir que a doença se propague”, disse Felipe, sobre os procedimentos tomados para lidar com a disseminação do vírus.
O que é a Mpox?

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Hospital de Câncer de Pernambuco alerta sobre o Câncer Infanto-Juvenil no Setembro Dourado

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lança uma campanha de sensibilização durante o Setembro Dourado, mês dedicado à conscientização sobre o câncer infanto-juvenil. “A Informação Salva Vidas” tem o objetivo de alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e os sinais de alerta da doença. Durante todo o mês de setembro, o HCP disponibilizará uma série de conteúdos informativos em seu site hcp.org.br e redes sociais @sigahcp, para ampliar o conhecimento sobre o câncer infanto-juvenil e a importância do diagnóstico precoce.

Segundo dados parciais do Registro Hospitalar de Câncer do HCP (RHC), 53 novos pacientes de 0 a 19 anos foram atendidos na instituição em 2022.
“Os principais sintomas do câncer infanto-juvenil podem se confundir com doenças comuns da infância, o que torna o reconhecimento imediato um desafio. Os sinais incluem febre persistente, perda de peso, palidez, dor óssea, hematomas e caroços pelo corpo. Dessa maneira, as visitas regulares ao pediatra são indispensáveis para identificar qualquer sinal suspeito para câncer”, destaca Virginia Fonseca, oncologista pediátrica e coordenadora do serviço de pediatria oncológica do HCP. Entre os tipos de câncer mais frequentes estão leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Diferentemente dos cânceres dos adultos que podem ser prevenidos, as causas da maioria dos cânceres infantis ainda são desconhecidas. Daí a importância do diagnóstico precoce, quando os sinais e sintomas da doença são detectados na sua fase inicial, em estádios mais localizados, permitindo a redução das complicações agudas e tardias do tratamento. Isso reforça a necessidade de que famílias e profissionais de saúde conheçam os principais sintomas que podem surgir e que busquem atendimento especializado.

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Nova variando do HIV é encontrada em três estados do Brasil

Partícula do HIV (em amarelo e vermelho) e uma célula infectada (em azul).
Partícula do HIV (em amarelo e vermelho) e uma célula infectada (em azul). — Foto: Divulgação/NIAID

Nova cepa é uma versão combina genes de dois subtipos do HIV predominantes no Brasil e já foi encontrada na Bahia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul

Um estudo liderado por pesquisadores do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, ligado à Universidade Federal da Bahia e vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Hupes-UFBA/Ebserh) descobriu uma nova variante do vírus HIV (vírus causador da Aids) em circulação do Brasil. A nova cepa combina genes de dois subtipos do HIV, predominantes no Brasil, foi encontrada na Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

A descoberta é resultado de uma coleta de 200 amostras de sangue de pacientes com HIV que estão em acompanhamento no ambulatório de infectologia do Hupes-UFBA/Ebserh. Os resultados encontraram a nova variante, que combina genes dos subtipos B e C do HIV, predominantes no país.

“Estudamos as características genéticas do HIV em um grupo de pacientes de nosso ambulatório (Hupes-UFBA/Ebserh) e detectamos um vírus recombinante, mistura de dois vírus diferentes, em um paciente. Este recombinante já havia sido detectado em três outros pacientes em outros estudos e nosso achado demonstra que ele já circula na Bahia”, afirma Carlos Brites, professor da UFBA e coordenador do Laboratório de Infectologia do Hupes-UFBA/Ebserh, que colaborou com o estudo, em comunicado.

Os vírus recombinantes podem ser únicos, quando são encontrados em um único indivíduo que passou por uma reinfecção, ou recombinantes viáveis ou circulantes, quando se tornam versões transmissíveis. É o caso da nova variante descoberta, batizada de CRF146_BC.

A pesquisadora da UFBA, bióloga e co-autora do estudo, Joana Paixão, explica que é possível que o vírus também esteja presente em outras partes do país, mas ainda sem identificação.

“Vale ressaltar que nem sempre é possível a identificação de genomas recombinantes, porque eles são vírus que têm partes de um subtipo numa região do genoma e partes de outros subtipo em outra região. Para dizer com certeza se é um recombinante, em geral, é preciso ter a sequência completa do genoma viral. Então, é possível que não só essa, como muitas outras formas recombinantes, estejam circulando nas várias regiões do Brasil”, explica.

Por O Gl0bo — São Paulo

OMS pede aumento da produção de vacinas contra mpox

A agência sanitária da ONU pediu aos países com estoques de vacinas que as doem aos países com surtos de mpox (foto: Patrick T. FALLON / AFP)
A agência sanitária da ONU pediu aos países com estoques de vacinas que as doem aos países com surtos de mpox (foto: Patrick T. FALLON / AFP)

Na quarta-feira (14), a OMS declarou o mpox como uma emergência de saúde pública de importância internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu, nesta sexta-feira (16), o aumento da produção de vacinas contra o vírus mpox, também conhecido como “varíola dos macacos”, para deter a propagação crescente de uma nova cepa mais perigosa.

Na quarta-feira, a OMS declarou o mpox como uma emergência de saúde pública de importância internacional, seu maior nível de alerta, pelo recrudescimento de casos na República Democrática do Congo e em outros países africanos.

A cepa do vírus que se manifesta atualmente é o clado 1, a mais perigosa e contagiosa das identificadas até agora.

“Precisamos que os fabricantes aumentem sua produção para que tenhamos acesso a muito mais vacinas”, declarou à imprensa Margaret Harris, porta-voz da OMS.

A agência sanitária da ONU pediu aos países com estoques de vacinas que as doem aos países com surtos de mpox.

Os especialistas em imunização da OMS recomendam duas vacinas contra a “varíola símia”: a MVA-BN, produzida pelo laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, e a japonesa LC16.

A porta-voz assinalou que existem 500 mil doses de MVA-BN em estoque, enquanto outros 2,4 milhões de doses poderiam ser produzidas rapidamente, se houver um compromisso por parte dos compradores.

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Mpox: Ministério da Saúde avalia criar comitê após OMS decretar emergência internacional

Decisão será avaliada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade
Decisão será avaliada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade – Foto: Matheus Damascena/Ministério da Saúde

Ministra da Saúde, Nísia Trindade, vai se reunir ainda na tarde desta quarta-feira com toda a equipe de secretariado para definir os próximos passos da pasta

Após a Organização Mundial da Saúde declarar que o avanço da mpox constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII), o nível mais alto de alerta da organização, o Ministério da Saúde avalia instalar um Comitê de Emergência para acompanhar a situação da doença no Brasil.

Ministra da Saúde, Nísia Trindade, vai se reunir ainda na tarde desta quarta-feira com toda a equipe de secretariado do Ministério da Saúde para definir os próximos passos da pasta.

Esta não seria a primeira vez que a estrutura seria montada pela Saúde. O COE já foi instalado em emergências como a Yanomami e em meio a tragédia climática do Rio Grande do Sul. O COE tem reuniões diárias envolvendo todas as scretarias para cuidar da emegência em questão.

O que é uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII)?
Segundo a OMS, a ESPII é “um evento extraordinário que é determinado como um risco à saúde pública de outros países por meio da disseminação internacional de doenças e que potencialmente exige uma resposta internacional coordenada”.

De acordo com a organização, isso implica que a situação é grave, repentina, incomum ou inesperada; traz implicações para a saúde pública além da fronteira nacional do país inicialmente afetado e pode exigir ação internacional imediata.

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Hospital Regional de Serra Talhada recebe 61 computadores para informatizar a unidade

Com objetivo de informatizar o Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), de Serra Talhada, a Secretaria de Saúde de Pernambuco destinou 61 computadores para a unidade. O reforço na estrutura visa descentralizar ainda mais a saúde no interior.

Após ser instalada, a rede de computadores agilizará os atendimentos aos pacientes da XI Gerência Regional de Saúde (XI Geres), permitindo que as informações dos usuários sejam acessadas em todos os setores da unidade. Possibilitará a adesão ao prontuário eletrônico do paciente, o que torna o atendimento rápido, eficiente e assertivo.

A modernização beneficia todas as pessoas atendidas no hospital, das cidades de Serra Talhada, Betânia, Calumbi, Carnaubeira da Penha, Floresta, Flores, Itacuruba, Santa Cruz da Baixa Verde, Triunfo e São José do Belmonte.

Norte e Nordeste são as regiões com maior carência de médicos no Brasil, aponta associação

Estados como o Maranhão, na região Nordeste, e o Pará, na região Norte, contam com os menores índices de médicos por mil habitantes: 1,13 e 1,22, respectivamente. Outros estados também se destacam negativamente pela falta de profissionais, como o Piauí, com 1,40 médico por mil habitantes, Acre com 1,46 médico, Bahia com 1,90 médico e Ceará com 1,95 médico.

Somando as regiões Norte e Nordeste, são mais de 71 milhões de habitantes e apenas 130 mil médicos, números que reforçam a carência de profissionais. Para atenuar esse cenário, há diversas faculdades que estão com processos em tramitação no MEC (Ministério da Educação) para abertura de novos cursos de medicina e também para aumentar as vagas nos cursos já existentes em ambas as regiões.

No Nordeste, são 50 pedidos de criação de novos cursos e 32 pedidos de ampliação das vagas, como na Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, e na Faculdade de Medicina de Olinda, em Pernambuco.

Já no Norte, são 24 pedidos de criação de novos cursos e cinco pedidos de ampliação das vagas, como na Faculdade de Ciências Médicas de Palmas, no Tocantins, e no Centro Universitário de Manaus, no Amazonas.

“Em abril de 2018, o MEC publicou a Portaria MEC nº 328/2018 suspendendo por cinco anos a criação de novos cursos de medicina e o aumento de vagas em cursos já existentes”, explicou o advogado Esmeraldo Malheiros. “Nesse sentido, diversas instituições de ensino, fundada no direito de petição e na livre iniciativa no campo do ensino, assegurada no art. 209, II da CF, pleitearam ao MEC autorização para a implantação de curso de medicina, tendo em vista a demonstração da demanda e da necessidade social do curso na região, bem como a carência de profissionais médicos e a existência de equipamentos públicos de saúde e de infraestrutura preparada exclusivamente para a oferta do referido curso, tais como laboratórios, corpo docente, biblioteca”, afirmou.