Bacalhau da Noruega grelhado com legumes e batatas esmagadas. O prato oferece diversos benefícios para a saúde, o que inclui a prevenção de doenças cardiovasculares – CONSELHO NORUEGUÊS DA PESCA/DIVULGAÇÃO
Para consumir o bacalhau, primeiramente a pressão arterial precisa estar bem controlada com as medicações prescritas pelo médico.
Prato típico da Semana Santa, o bacalhau é um peixe rico em nutrientes e com baixo teor de gordura.
O prato oferece diversos benefícios para a saúde, o que inclui a prevenção de doenças cardiovasculares.
No entanto, devido ao processo de preparação do pescado, que envolve salgá-lo para desidratar a carne e preservar o produto por um longo período, o consumo pode ser um risco para quem tem hipertensão.
“Mesmo após dessalgá-lo, o bacalhau ainda concentra uma grande quantidade de sal. A cada 200 gramas do peixe, pode haver até 5 gramas (de sal), dependendo do método de preparação e do tempo de salga, valor esse que excede a recomendação diária para os pacientes com hipertensão”, explica o cardiologista Celso Amodeo, especialista em hipertensão arterial do Hcor.
O alto consumo de sal é um problema de saúde pública em diversos países. No Brasil, a população consome cerca de 12 gramas por dia – mais que o dobro do recomendado.
Como consequência desse e de outros maus hábitos, o número de pessoas com hipertensão aumenta a cada ano.
“Atualmente, a pressão alta atinge mais de 30 milhões de brasileiros. A doença é preocupante porque é silenciosa e causa danos ao coração, aos rins e ao cérebro, sem apresentar sintomas em estágios iniciais”, alerta Celso Amodeo.
O que fazer?
Para consumir o bacalhau, primeiramente a pressão arterial precisa estar bem controlada com as medicações prescritas pelo médico.
Em seguida, é importante entender que não se deve consumir mais de 5 gramas de sal por dia.
“Isso implica comer somente uma porção de até 100 gramas de bacalhau (2,5 gramas de sal), visto que no preparo do mesmo e dos acompanhamentos, como arroz (carboidratos), vegetais e legumes, deverão conter as outras 2,5 gramas recomendadas pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão”, ressalta o cardiologista.
Além disso, o azeite também traz benefícios para a saúde, mas é preciso utilizá-lo com parcimônia devido à alta quantidade de calorias. Enquanto 1 grama de açúcar tem 4 calorias, 1 grama de azeite contém cerca de 9.
“É preciso conscientização e responsabilidade da pessoa com hipertensão no preparo do prato, visto o alto teor de sal utilizado nos alimentos dessa refeição”, reforça o Celso Amodeo.
“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”
A Secretaria de Saúde anuncia a programação especial para a semana de combate à tuberculose, que acontece de 24 a 31/03, com o objetivo de conscientizar a população e reduzir a incidência da doença. As atividades incluem:
• Busca Ativa de Casos: Agentes de saúde realizarão visitas domiciliares para identificar casos suspeitos de tuberculose.
• Consultas Médicas e de Enfermagem: Público-alvo terá acesso a consultas especializadas para diagnóstico e orientação.
• Palestras Educativas: Serão realizadas palestras em associações, escolas e salas de espera das unidades de saúde para informar sobre prevenção e tratamento.
• Divulgação na Mídia: Ações de combate à tuberculose serão amplamente divulgadas nos meios de comunicação para alcançar toda a comunidade.
Sobre a Tuberculose: A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. Embora afete principalmente os pulmões, pode se manifestar em outros órgãos.
Transmissão: A transmissão ocorre pelo ar, quando pessoas com a forma ativa da doença (pulmonar ou laríngea) falam, espirram ou tossem.
Fatores de Risco: Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo e uso de drogas ilícitas são fatores que podem diminuir a resistência do organismo e facilitar o estabelecimento da doença.
Sintomas:
• Tosse seca ou produtiva por mais de três semanas.
• Febre vespertina.
• Sudorese noturna.
• Emagrecimento.
• Cansaço/fadiga.
Tratamento: O tratamento é realizado com medicamentos por, no mínimo, seis meses e é oferecido gratuitamente pelo SUS. Seguindo o tratamento corretamente, a cura é garantida.
Prevenção e Controle: A vacina BCG é a principal forma de prevenção, protegendo contra as formas mais graves da doença. Disponível no SUS, deve ser administrada em crianças recém-nascidas ou até os 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
O novo coronavírus saiu dos holofotes após a chegada de diversos imunizantes, mas continua vitimando milhares de pessoas no país por mês (Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil)
Nos três primeiros meses do ano, a covid-19 já vitimou 2.066 pessoas no Brasil
A alta de casos de doenças como dengue e gripe em Pernambuco tem assustado a população e chamado a atenção de órgãos de saúde de todo o estado. O foco nos cuidados contra estas doenças faz com que muitas pessoas ignorem a covid-19, que ainda mata mais pessoas no Brasil do que a dengue e segue sendo um inimigo invisível a olhos nus.
O novo coronavírus saiu dos holofotes após a chegada de diversos imunizantes, mas continua vitimando milhares de pessoas no país por mês. Somente em 2024, já foram registradas 2.066 mortes pela doença, uma média de quase 30 pessoas por dia. Já as arboviroses, doenças transmitidas por mosquitos, foram responsáveis pela morte de 656 brasileiros neste ano. No entanto, estas últimas têm ganhado mais atenção das autoridades e da mídia.
No final de 2023, os pernambucanos viram os casos de covid-19 dispararem com a chegada das festas de fim de ano, causando angústia e a dúvida sobre um possível retorno da pandemia e do uso de máscaras e álcool em gel. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), entre os dias 1º de janeiro e 16 de março de 2024, foram 11.963 casos confirmados da doença. Neste mesmo período, o País registrou 48.038 novos casos.
Desde o início da pandemia, Pernambuco contabilizou 1.230.871 casos de covid-19 e, com isso, o Brasil já acumula 38.694.211 casos. Além disso, há um crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do país, em todas as faixas etárias analisadas pelo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O cenário se dá pela variação de vírus que circulam no Brasil, como o Sars-CoV-2 (covid-19), influenza (gripe), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. O boletim divulgado pela Fiocruz mostra que Pernambuco é um dos estados que apresenta indícios de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimos seis meses).
A pesquisa revela que o País já registra 1.218 óbitos somente este ano em decorrência da síndrome e, deste total, 90,9% foram causadas pelas complicações da covid-19. Há algumas semanas, a Fiocruz emitiu um alerta para os brasileiros ficarem atentos por conta do cenário atual, em que há a circulação simultânea dos vírus da covid-19 e da dengue, causando dúvidas na população pela semelhança entre os sintomas.
Como diferenciar dengue e covid-19?
Por conta da explosão de casos de dengue nos últimos meses e a continuação dos casos silenciosos de covid-19, sintomas como dor de cabeça, febre, dor no corpo e mal-estar deixam as pessoas incertas sobre qual o diagnóstico.
A infecção por estas duas doenças ocorre de maneira diferente. Enquanto a covid-19 é transmitida por via aérea, a dengue ocorre por conta da picada do mosquito Aedes aegypti.
“A transmissão da covid-19 acontece de pessoa para pessoa. É uma transmissão respiratória por tosse, expectoração, gotículas, contato de mão. Muitas vezes, a pessoa assoa o nariz, não higieniza as mãos e passa para outra pessoa”, explicou à Agência Brasil o infectologista do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Albert Einstein, Moacyr Silva Junior.
“A dengue não, está relacionada ao mosquito mesmo. O mosquito pica uma pessoa infectada e, posteriormente, vai picar outra pessoa sã e transmitir o vírus de uma pessoa para outra, mas você tem o vetor”, completou.
Entre os principais sintomas da covid-19 estão dor de cabeça, coriza, tosse, febre e dores musculares. Já as pessoas com dengue desenvolvem mal-estar, dores no corpo, febre alta e dores atrás dos olhos.
Covid-19 ainda mais forte, mas com mesma roupagem
Foto: Peter llicciev/Fiocruz
Desde que a pandemia começou, em março de 2020, o novo coronavírus apresentou diversas modificações para se fortalecer, gerando ondas, picos e momentos de relaxamento e tranquilidade.
Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a monitorar uma nova variante do novo coronavírus chamada de BA.2.86 por conta da quantidade de mutações. Além desta variante, outras duas são monitoradas pela OMS. “A organização continua pedindo melhor vigilância, sequenciamento e notificação de covid-19 porque esse vírus continua a circular e evoluir”, informou a organização.
A variante com mais mutações foi identificada em um paciente na Indonésia, com 113 alterações genéticas. Mesmo com os potenciais das variantes do vírus, os cuidados para evitar a contaminação continuam os mesmos.
Entre as principais medidas para prevenir da covid-19 estão:
Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos;
Utilizar álcool em gel para higienizar as mãos e punhos;
Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos sujas;
Evitar contato com pessoas doentes;
Usar máscara em locais lotados;
Limpar diariamente as superfícies tocadas com frequência;
Cumprir o calendário vacinal.
Onde tomar a vacina da covid-19
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A vacinação continua sendo a maneira mais eficaz de prevenir a covid-19. Uma pesquisa feita pela Fiocruz mostra que a efetividade das vacinas contra covid-19 usadas em crianças e adolescentes é de quase 90%.
Apesar disso, apenas 11,4% dos jovens com menos de 14 anos receberam as três doses do imunizante no Brasil. A vacina para prevenção da covid-19 está disponível para crianças a partir de 6 meses de idade desde 2023. Os idosos e pessoas com comorbidades também fazem parte do grupo de risco e, por este motivo, são os primeiros na fila para receber as doses do imunizante.
No Recife, há cinco centros de vacinação que funcionam de domingo a domingo, são eles: Unidade Básica Tradicional (UBT) José Dustan (Rua Maurício de Nassau, s/n, Iputinga, próxima ao Terminal de Ônibus de Monsenhor Fabrício), de 8h às 12h e de 13h às 17h. Além disso, há um centro no Parque Dona Lindu, na Avenida Boa Viagem, que atende das 8h às 12h.
Em Jaboatão dos Guararapes, o imunizante está disponível em todas as unidades de saúde da atenção básica e especializada do município. Confira a lista clicando aqui.
Já em Olinda, a vacinação ocorre nas unidades de saúde e policlínicas, que estão abertas de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Os moradores ainda podem receber a dose da vacina no Shopping Patteo, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Nesta quarta-feira (20), o Hospital Dr. José Dantas Filho em Carnaíba, no Sertão do Estado, teve mais um dia dedicado à saúde e ao bem-estar, com a realização de 09 procedimentos cirúrgicos variados. As intervenções realizadas incluíram cirurgias de hérnia, laqueaduras, exérese de lipoma, colecistectomias e parto cesáreo, demonstrando a ampla gama de cuidados que o hospital está equipado para oferecer.
Convidamos a todos para conhecerem a diversidade de procedimentos cirúrgicos disponíveis em nosso hospital. A informação detalhada está disponível nos cards informativos – não deixe de conferir e compartilhar com seus amigos e familiares. O acesso a esses serviços é facilitado: basta apresentar o encaminhamento médico na Secretaria de Saúde, emitido pela UBS onde você está registrado, para agendar sua cirurgia.
A paciente Robelia Cirino, que se beneficiou de um dos procedimentos ontem, compartilhou seu apreço pelo profissionalismo e pela infraestrutura do hospital. Em suas palavras: “Expresso minha gratidão à equipe do hospital, que se destacam pela responsabilidade, humildade, conforto e excelência no atendimento. Minha experiência foi excepcional!” Este depoimento é um reflexo do compromisso do hospital com a qualidade e a humanização do atendimento.
O enfrentamento à maior epidemia de dengue já registrada no Brasil até hoje vem de todos os lados: sociedade civil e poder público. A vacina é um importante aliado, mas por conta da pequena capacidade de produção do fabricante, está acessível apenas a um pequeno público: de 10 a 14 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, todo estoque disponível de vacinas contra a dengue em 2024 e 2025 foi comprado. Ainda este ano serão entregues 5,2 milhões de doses, além de uma doação de 1,3 milhão de doses. O que deve permitir que 3,2 milhões de pessoas fiquem imunizadas com as duas doses que completam o esquema vacinal.
Até segunda-feira, 18 de março, 1.235.236 doses haviam sido distribuídas e, dessas, 436.149 aplicadas no público-alvo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que corresponde a 35,3%. Mas o combate ao mosquito ainda é o maior desafio e precisa continuar.
MG e DF na liderança dos casos de dengue
O estado de Minas Gerais lidera a lista com o maior número de registros da doença: 662.952 e 107 mortes confirmadas, mas a maior incidência está no DF, com 5.678 casos por 100 mil habitantes e 159.957 registros da doença.
Quem já pegou, não esquece. Como a brasiliense Ana Beatriz de Oliveira, de 22 anos. Ela já pegou dengue três vezes — as duas últimas, este ano, foram hemorrágicas. Ela conta que os sintomas foram piorando a cada reinfecção..
“As dores no corpo nas duas primeiras vezes não foram tão fortes como foram agora. Eu estava debilitada para andar, para comer, eu estava com uma dor no olho que mal conseguia abrir. Não conseguia movimentar a cabeça rápido porque ficava muito tonta. Não conseguia fazer praticamente nada.”
Com medo de mais uma infecção pela doença, ela conta que todos em casa mudaram os hábitos. “Hoje a gente usa tela de proteção nas janelas, olha cada cantinho da casa para ver se não tem criadouros do mosquito.”
Cuidados precisam ser mantidos
Evitar o agravamento da dengue só é possível com o diagnóstico precoce e correto — o que precisa ser feito por um médico, como explica o infectologista Marcelo Daher.
“O momento de hidratação, o momento de parar a hidratação. Medicamentos que podem e que não podem ser feitos. Então diagnóstico correto, procurando uma unidade de saúde para que seja notificado o caso e seja buscado o diagnóstico correto é muito importante. Não existe medicamento específico para a dengue, mas existem condutas corretas e a conduta correta salva vidas.”
O médico ainda complementa que crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades e doenças crônicas precisam estar atentos a qualquer sintoma e procurar imediatamente ajuda médica
Tem início nesta quarta (20), em Afogados da Ingazeira, a campanha de vacinação contra a gripe influenza.
A vacinação ocorrerá em todas as unidades básicas de saúde, nos horários de 7h30 ao meio-dia e de duas às cinco da tarde.
O público prioritário dessa campanha é composto por:
– Crianças de 06 meses a menores de 06 anos.
– Trabalhadores(as) da saúde
– Gestantes e puérperas
– Professores(as)
– Idosos acima de 60 anos
– Pessoas em situação de rua
– Pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente
– Caminhoneiros
– Trabalhadores de transportes coletivos
– População privada de liberdade
Tendo em vista a diminuição dos índices de cobertura vacinal e da baixa procura, a secretaria de saúde vai promover, nas redes sociais, uma campanha de sensibilização para a importância das vacinas para a saúde e o bem estar da população. A campanha contará com personalidades públicas de Afogados, a exemplo do Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antônio, prefeito Sandrinho Palmeira, pastores de igrejas evangélicas, dentre outros, trazendo depoimentos sobre a importância da vacina.
A coleta e a análise das amostras ocorreram de janeiro de 2020 a dezembro de 2021 (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
Entre as categorias consideradas críticas estão bolos prontos sem recheio, pães de forma e requeijão.
Relatório divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que 28% dos produtos industrializados monitorados por autoridades brasileiras em 2020 e 2021 não atingiram as metas estabelecidas para redução de sódio. De acordo com a Anvisa, as categorias classificadas como críticas são biscoito salgado, bolos prontos sem recheio, hambúrgueres, misturas para bolo aerado, mortadela conservada em refrigeração, pães de forma, queijo muçarela e requeijão.
O relatório cita, entretanto, “alentador progresso” observado em algumas categorias, como o caso de biscoitos doces tipo maria e maisena, indicando “uma tendência positiva”. “Ao ponderarmos sobre a oscilação nas amostras de batatas fritas e palhas industrializadas e a conformidade consistente dos cereais matinais, torna-se evidente que diferentes categorias demandam abordagens específicas”, pontuou a Anvisa.
Já a análise das categorias caldos em pó e em cubo, temperos em pasta, temperos para arroz e demais temperos, segundo o relatório, aponta dificuldades e avanços no monitoramento do teor de sódio em alimentos industrializados, com algumas categorias mantendo a conformidade e outras exigindo esforços adicionais.
“No cenário mais amplo, identificamos tanto progressos quanto desafios persistentes na redução do teor de sódio em alimentos industrializados. A análise abrangente do panorama brasileiro revela que o país enfrenta obstáculos significativos para atingir as metas regionais estabelecidas na diminuição do consumo de sódio, apresentando a menor adesão em comparação com outros países da América Latina e do Caribe.”
“Isso sublinha a urgência de reavaliar e aprimorar as estratégias atualmente em vigor. A colaboração contínua entre órgãos reguladores, a indústria alimentícia e a sociedade civil permanece fundamental para atingir as metas preestabelecidas e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis”, destacou a agência.
O monitoramento se pautou na determinação do teor de sódio de amostras de produtos industrializados coletados em estabelecimentos comerciais e agrupadas conforme categorias pactuadas em acordos estabelecidos entre o Ministério da Saúde e o setor regulado.
A coleta e análise das amostras ocorreram de janeiro de 2020 a dezembro de 2021. Nesse processo, um fiscal da vigilância sanitária estadual foi responsável pela coleta em locais estratégicos, como mercados e estabelecimentos de venda de alimentos industrializados, seguindo um plano amostral nacional.
As amostras foram enviadas aos laboratórios centrais de Saúde Pública (Lacen) e ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), onde foram realizadas análises de sódio conforme metodologias oficiais, além da verificação da rotulagem.
Açúcar
A Anvisa divulgou ainda uma análise detalhada do monitoramento do teor de açúcares em alimentos industrializados no ano de 2021. Entre as 11 categorias avaliadas, constatou-se que 81,8% exibiram um teor médio de açúcares dentro dos limites definidos. As duas categorias que não atingiram as metas estabelecidas foram biscoitos doces sem recheio e biscoitos tipo wafers.
De acordo com o relatório, categorias como refrigerantes, néctares e refrescos estão em conformidade com os padrões estabelecidos, sugerindo uma tendência positiva no setor. Além disso, as categorias biscoitos maria e maisena e biscoitos recheados apresentaram 100% de conformidade com os limites estabelecidos para o teor de açúcares, destacando “uma aderência satisfatória por parte dos fabricantes”.
“No entanto, é crucial destacar que o segmento de biscoitos da indústria alimentícia ainda carece de melhorias significativas, uma vez que biscoitos sem recheio e do tipo wafer excederam os limites estabelecidos para teor de açúcares, indicando um menor nível de adesão às diretrizes regulatórias em comparação com outras categorias analisadas.”
“É fundamental reforçar a importância de políticas públicas eficazes voltadas para a redução do consumo de açúcares e a promoção de uma alimentação saudável. A implementação de estratégias educativas e de conscientização, aliada à regulamentação e fiscalização, desempenha um papel crucial na proteção da saúde da população e na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, concluiu a Anvisa.
O monitoramento baseou-se na quantificação dos níveis de açúcares presentes em amostras de alimentos coletados em estabelecimentos comerciais e categorizados conforme acordo voluntário estabelecido entre o Ministério da Saúde e o setor regulado. Os resultados das análises foram documentados no Sistema de Gerenciamento de Amostras Laboratoriais.
A condução desse processo foi realizada de forma colaborativa pela Anvisa e vigilâncias sanitárias estaduais, municipais e do Distrito Federal. No período compreendido entre janeiro e dezembro de 2021, foram conduzidas atividades de coleta e análise de amostras alimentares em conformidade com um plano amostral nacional preestabelecido. As amostras obtidas foram posteriormente encaminhadas aos laboratórios oficiais de saúde pública.
Pernambuco contabiliza 6.347 casos prováveis de dengue. Do total, 469 já foram confirmados. Os demais estão sendo investigados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que notificou cinco casos graves até o momento.
Os dados são do Informe Epidemiológico de Arboviroses, com números das semanas epidemiológicas de 1 a 10, que correspondem ao período de 31 de dezembro de 2023 a 9 de março deste ano.
Segundo o documento, o número de casos prováveis de dengue é 365,3% maior se comparado ao mesmo período do ano anterior. A incidência é de 70,1 casos prováveis por 100 mil habitantes.
Os municípios com alta incidência de casos de dengue são Araçoiaba, na Região Metropolitana; Chã de Alegria e Itaquitinga, na Mata Norte; Terra Nova, Lagoa Grande, e Belém do São Francisco, no Sertão.
O critério técnico de alta incidência, estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS), considera as notificações acima de 300 casos prováveis por 100 mil habitantes.
No período, dois óbitos suspeitos foram descartados. Outras 16 mortes notificadas para arboviroses seguem em investigação.
Chikungunya e Zika
O Informe Epidemiológico de Arboviroses também traz 1.340 casos prováveis de chikungunya, sendo 75 deles já confirmados pela SES-PE. A incidência é de 14,8 por 100 mil habitantes.
Além disso, o documento também aponta que Pernambuco investiga 116 casos prováveis de Zika, sem nenhum confirmado até o momento.
Monitoramento
A SES-PE destacou que a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP) tem atuado junto às Gerências Regionais de Saúde (Geres) e municípios, alinhando ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.
“O Comitê de Enfrentamento das Arboviroses foi instituído desde o dia 16 de fevereiro deste ano e realizou a primeira reunião no último dia 21 de fevereiro. Além disso, a pasta já havia lançado, em novembro de 2023, um Plano de Contingência – documento constituído de ações que orienta o enfrentamento dessas doenças, organizado por cinco eixos estratégicos: Vigilância Epidemiológica, Vigilância Entomológica, Vigilância Laboratorial, Assistência à Saúde, Comunicação/Mobilização Social e Gestão”, afirmou a pasta.
Em todo o Estado, as estratégias de mobilização incluem abordagens educativas à população, mutirões de limpeza, visitas domiciliares, além da capacitação dos profissionais de saúde dos municípios.
A Secretaria Municipal de Saúde informa que a Campanha de Vacinação contra Influenza (gripe) já está disponível nas unidades básicas de saúde da zona urbana e a partir de amanhã (13/03) na zona rural.
Quem pode se vacinar?
Idosos de 60 anos e mais;
Trabalhadores da saúde;
Crianças de 6 meses a 5 anos;
Gestantes e puérperas;
Pessoas com Deficiência permanente;
Pessoas com Comorbidades;
Caminhoneiros;
Força de segurança e salvamento;
Pessoas em situação de rua;
Funcionários do Sistema privado de liberdade;
Pessoas privadas de liberdade;
Professores.
Se você faz parte dos grupos prioritários, procure a UBS em que está cadastrado e faça sua imunização.
O Ministério da Saúde passou a recomendar o uso de testes rápidos para diagnóstico e fechamento de casos de dengue. De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, foi elaborada uma nota técnica para orientar estados e municípios sobre o uso de testes rápidos para dengue.
“Já iniciamos a compra para distribuição”, disse Ethel, em entrevista coletiva. A secretária lembrou que outros testes para diagnóstico de dengue, como o RT-PCR, amplamente utilizado durante a pandemia de Covid-19, são mais sensíveis na detecção do vírus. Entretanto, em meio à explosão de casos de dengue no país, o Ministério da Saúde decidiu recomendar teste rápido para o diagnóstico de dengue com a devida orientação aos profissionais de saúde das redes estaduais e municipais.
De acordo com a coordenadora-geral de Laboratórios de Saúde Pública, Marília Santini, o teste rápido recomendado pelo ministério deve ser realizado entre o primeiro e o quinto dia de sintomas, período em que a maioria dos pacientes busca um serviço de saúde. Mesmo em casos de resultado negativo, o paciente deve ser monitorado e ações estratégicas, como a hiper-hidratação, devem ser adotadas, reforçou.
Ainda segundo Marília, para casos graves e mortes suspeitas por dengue, a orientação da pasta permanece sendo a realização de exame laboratorial, e não do teste rápido, uma vez que este tem limitações, como a incapacidade de rastrear o sorotipo de dengue que causou o agravamento do quadro ou o óbito do paciente.
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