Conheça a vitamina que pode ser remédio para estrias

Vitamina E
Vitamina E – Foto: Freepik

A vitamina E surgiu como um possível medicamento natural para combatê-las

As estrias brancas, marcas na pele causadas pelo estiramento repentino dos tecidos, podem ser uma preocupação estética para muitas pessoas.

Embora não haja soluções milagrosas para eliminá-las completamente, a vitamina E tem sido apontada como um possível remédio natural para amenizá-las. Aqui está como essa vitamina pode reduzir a aparência das estrias brancas e melhorar a saúde da pele.

De acordo com o MedlinePlus, a vitamina E é um nutriente solúvel em gordura que atua como antioxidante no corpo. Ela ajuda a proteger as células contra danos causados pelos radicais livres, compostos formados quando o corpo converte os alimentos que consumimos em energia. É encontrada naturalmente em muitos alimentos, como óleos vegetais, nozes, sementes, vegetais de folhas verdes e alguns cereais fortificados. Também está disponível como suplemento dietético em cápsulas ou óleo.

A vitamina E desempenha um papel importante na função imunológica, saúde da pele e dos olhos, e pode ter efeitos benéficos para a saúde do coração e na prevenção de doenças crônicas.

Benefícios da aplicação de vitamina E na pele:

Propriedades antioxidantes: a vitamina E é conhecida por suas poderosas propriedades antioxidantes, que ajudam a proteger a pele do dano causado pelos radicais livres e a promover a regeneração celular.

Hidratação e elasticidade: aplicar óleo de vitamina E nas estrias brancas pode ajudar a hidratar a pele e melhorar sua elasticidade, o que pode reduzir a aparência das estrias ao longo do tempo.

Estimulação do colágeno: acredita-se que a vitamina E possa estimular a produção de colágeno, uma proteína essencial para manter a pele firme e elástica, o que poderia ajudar a melhorar a aparência das estrias brancas.

Leia mais

Pernambuco registra quinto caso de infecção por superfungo e mais uma morte.

O fungo Candida auris infecciona a corrente sanguínea, fazendo com que novas infecções no paciente sejam fatais (Foto: Helia Scheppa/SEI )
O fungo Candida auris infecciona a corrente sanguínea, fazendo com que novas infecções no paciente sejam fatais (Foto: Helia Scheppa/SEI )
Os novos casos foram registrados no Hospital Getúlio Vargas, no Recife.
Mais dois casos do superfungo Candida auris foram registrados no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. Uma das vítimas, uma idosa de 74 anos, morreu no dia 4 de fevereiro pelo agravamento de doenças pré-existentes, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES).
O outro paciente também é um idoso, de 72 anos, e segue internado de forma isolada na mesma unidade de saúde. A secretaria informou que mesmo antes dos pacientes testarem positivo para o superfungo, já estavam em isolamento.
Os dois novos pacientes foram submetidos ao recolhimento de material biológico para confirmar a infecção pois eles estiveram no mesmo ambiente onde outros três pacientes infectados.
No final de fevereiro, a SES confirmou a morte de três mulheres, de 77, 75 e 44 anos de idade, infectadas pelo fungo no Hospital Getúlio Vargas. A unidade de saúde havia intensificado os protocolos de segurança, reforçando a limpeza e isolamento da área desde o dia 24 de fevereiro. Até o momento foram registrados cinco casos de infecção pelo superfungo no Recife.
O fungo Candida auris infecciona a corrente sanguínea, fazendo com que novas infecções no paciente sejam fatais, principalmente se eles forem  imunocomprometidos ou possuírem comorbidades.
Na maioria das vezes, as pessoas que contraem este fungo já possuem outras doenças e há uma certa dificuldade para identificar a infecção pelo Candida auris. O superfungo consegue sobreviver a temperaturas elevadas de 37ºC a 42ºC e sobrevive em diversos ambientes por longos períodos.
Os pacientes infectados desenvolvem sintomas como febre, tontura, alteração da pressão arterial, dificuldade para respirar e aceleração do ritmo cardíaco. Os sintomas tendem a melhorar com antibióticos para uma suspeita de infecção bacteriana.
higienização das mãos é uma das maneiras mais eficientes para se prevenir do Candida auris. A ação de profissionais da saúde também auxilia no combate ao fungo.

Pernambuco recebe vacina contra influenza e antecipa vacinação nos municípios.

A população estimada referente aos grupos prioritários da campanha, em Pernambuco, é de 3.489.916 pessoas (Foto: Divulgação/SES-PE)
A população estimada referente aos grupos prioritários da campanha, em Pernambuco, é de 3.489.916 pessoas (Foto: Divulgação/SES-PE)
Estado recebeu 948 mil doses, relativas à Campanha Nacional contra Gripe.
A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que recebeu a primeira remessa de vacina contra Influenza, com um total de 948 mil doses para antecipação da Campanha Nacional contra Influenza.
Os imunizantes já estão sendo distribuídos de forma proporcional para os 184 municípios e Fernando de Noronha, nesta quinta-feira (07/03).
Desde já, o Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) autoriza os municípios a iniciarem suas estratégias de forma antecipada, a partir do recebimento dos imunobiológicos.
“A Secretaria, cumprindo o que foi divulgado no plano de contingência da sazonalidade da gripe, conseguiu junto ao Ministério da Saúde a antecipação da vacina da gripe, que já está sendo distribuída. Os municípios estão autorizados a iniciar a vacinação nos grupos prioritários. É importante que a população pertencente aos grupos prioritários busquem a unidade de saúde, ou posto de vacinação, mais próximo de sua residência”, reforça a secretária de saúde do Estado, Zilda Cavalcanti.
A SES-PE tem reforçado junto aos municípios, ainda, a importância da busca ativa da população elegível para imunização, seja ofertando a vacina em locais de grande circulação de pessoas, postos volantes, centros de vacinação, como também a ação porta a porta, que inclui o acesso da população com dificuldades de locomoção.
De acordo com o Governo Federal, a população estimada referente aos grupos prioritários da campanha, em Pernambuco, é de 3.489.916 pessoas.
Tradicionalmente realizada em todo o Brasil entre os meses de abril e maio, a antecipação também se dá em razão do aumento da circulação de vírus respiratórios por todo País.
A influenza é uma infecção viral, com transmissibilidade acentuada. Apresenta-se de forma leve ou com sinais de maior gravidade, podendo inclusive levar ao óbito.
A vacina contra o vírus, que chegou ao Estado, é considerada um imunizante trivalente, pois protege contra as cepas A H1N1, A H3N2 e o tipo B.
“A antecipação da campanha é uma importante ferramenta para prevenção de doenças imunopreveníveis, como a influenza, em períodos de sazonalidade no nosso estado”, explicou a  superintendente de Imunizações da SES-PE, Jeane Torres.
Números por grupos prioritários – Pernambuco
Idosos 60 anos a mais – 1.332.159
Trabalhadores de Saúde – 301.597
Crianças 6m a < de 6 anos – 608.524
Gestantes e  Puérperas- 102.657
Comorbidades – 359.168
Pessoas com deficiência permanente- 466.372
Caminhoneiros – 32.187
Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros- 14.481
Trabalhadores portuários- 4.589
Forças de segurança e salvamento – 25.222
Forças armadas – 12.562
Povos indígenas- 86.087
Pessoas em situação de rua – 2.862
Funcionários do sistema de privação de liberdade – 4.436
População privada de liberdade 18+ e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas – 34.467

Cuidados com dengue devem ser maiores na gestação.

Grávidas e puérperas estão entre os grupos populacionais mais suscetíveis a complicações e evolução para as formas mais graves da dengue (Foto: Pixabay)
Grávidas e puérperas estão entre os grupos populacionais mais suscetíveis a complicações e evolução para as formas mais graves da dengue (Foto: Pixabay)
Alerta é da Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia.

O odor e o aumento do gás carbônico exalado pela pele das gestantes, aliados ao aumento da sua temperatura corporal, são fatores importantes para a atração do mosquito Aedes aegypti. Além disso, as grávidas e puérperas estão entre os grupos populacionais mais suscetíveis a complicações e evolução para as formas mais graves da dengue.

O número de casos de dengue em gestantes aumentou 345,2% nas seis primeiras semanas deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023, segundo dados epidemiológicos do Ministério da Saúde divulgados nesta sexta-feira (1º).
Diante desse cenário, a  Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (Febasgo) lançou o Manual de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Dengue na Gestação e no Puerpério, em colaboração com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O guia foi elaborado pelo Grupo de Trabalho dedicado ao manejo da doença em gestantes e puérperas, composto por 16 especialistas em ginecologia obstetrícia e traz dicas para evitar o contágio e prevenir complicações relacionadas à dengue.
“Uma vez infectadas, as gestantes têm maiores chances de apresentar desfechos desfavoráveis em comparação com não gestantes. Portanto, esse grupo é de especial interesse e cuidado”, explica o médico Antônio Braga, membro do Grupo de Trabalho sobre Dengue na Gestação da Febrasgo
Prevenção
O controle dos criadouros de Aedes aegypti, as barreiras mecânicas para evitar que o mosquito entre nas residências, como telas em portas e janelas, o uso de inseticidas, de roupas apropriadas e de repelentes estão entre as recomendações para evitar a contaminação. O uso de inseticidas por vaporização ambiental, também chamada de nebulização espacial ou fumacê, ou domiciliar, também está entre as medidas recomendadas.
Segundo a Febrasgo, as gestantes devem priorizar o uso de repelentes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como picaridina, icaridina, N,N-dietil-meta-toluamida (DEET), IR 3535 ou EBAAP.
Outra variável importante é a preferência de cor para a qual o mosquito é atraído. A Febrasgo recomenda evitar o uso de roupas de cor vermelha, azul, alaranjada ou preta. Por sua vez, a cor branca não atrai o mosquito.
Recomendações 
Em casos de infecção com menor gravidade, a orientação é repouso e aumento da ingestão de líquidos. Gestantes com dengue requerem avaliação diária, incluindo repetição do hemograma até 48 horas após a febre desaparecer.
Se o estado for grave, com sinais de alarme, a internação é indicada. Em situações de choque, sangramento ou disfunção grave de órgãos, a paciente deve receber tratamento em uma unidade de terapia intensiva.

Mutirão contra o Aedes Aegypti: Ações de limpeza no cemitério de Carnaíba.

A Secretaria de Saúde de Carnaíba realizou um mutirão de limpeza e eliminação de possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti no cemitério público do município. A ação teve como objetivo prevenir a dengue e outras arboviroses, que são transmitidas pelo mosquito.
A força tarefa contou com a participação de profissionais da atenção primária, vigilância em saúde e trabalhadores do cemitério, que vistoriaram os túmulos, vasos, caixas d’água, calhas e outros locais que pudessem acumular água parada, onde o mosquito pode se reproduzir.
A ação faz parte da campanha nacional de enfrentamento às arboviroses, que busca mobilizar a população para o enfrentamento ao mosquito, responsável por causar doenças graves como a dengue, a chikungunya e a zika.
Por: Lúcio Lima.

Transparência e Ação: Acompanhe o Boletim Semanal de Arboviroses de Carnaíba.

A educação é fundamental para aumentar a conscientização sobre a dengue e suas formas de prevenção. As comunidades precisam ser informadas sobre os sintomas da doença, como febre alta, dores musculares e articulares, dor de cabeça e erupções cutâneas, para que possam procurar ajuda médica rapidamente caso apresentem esses sinais. Além disso, é importante ensinar às pessoas como eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti em suas casas e comunidades, como recipientes de água parada, pneus velhos e vasos de plantas.

O controle de mosquitos é uma parte essencial do combate à dengue. Isso envolve a implementação de medidas para reduzir a população de mosquitos, como a aplicação de inseticidas, o uso de armadilhas e a eliminação de locais de reprodução do mosquito. As autoridades de saúde também podem realizar campanhas de fumigação em áreas onde há surtos de dengue para reduzir a população de mosquitos adultos.

Além das medidas de controle, as pessoas também podem adotar medidas individuais para se protegerem contra o mosquito Aedes aegypti. Isso inclui o uso de repelentes de insetos, especialmente durante o amanhecer e o entardecer, quando os mosquitos são mais ativos. O uso de roupas que cubram a maior parte do corpo e a instalação de telas em janelas e portas também podem ajudar a evitar as picadas de mosquito.

Com isso o governo municipal de Carnaíba passará a publicar semanalmente o Boletim de Arboviroses, com as notificações de dengue e outros, no município.

Acompanhe as informações e faça sua parte no combate às arboviroses!

Carnaíba em Destaque

Casos prováveis de dengue aumentam 84,7% em uma semana em Pernambuco

A fêmea adulta do Aedes aegypti após uma refeição de sangue — Foto: Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)
A fêmea adulta do Aedes aegypti após uma refeição de sangue — Foto: Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)

Foram mais de mil casos notificados em uma semana, segundo a Secretaria Estadual de Saúde

Em uma semana, Pernambuco teve um aumento de 84,7% no número de casos prováveis de dengue, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Ao todo, foram notificados 2.599 casos até a 8ª semana epidemiológica, que terminou no sábado (24). Até a sétima semana, o estado tinha 1.407 ocorrências.

Os 2.599 casos prováveis são casos confirmados e casos em investigação. De acordo com os dados da SES, esse número é 201,9% maior que o registrado no mesmo período de 2023. Houve, até agora:

  • 230 casos confirmados de dengue;
  • Dois casos de dengue grave (entenda por que a forma grave não deve ser chamada de hemorrágica);
  • Seis mortes.

As mortes associadas às arboviroses, segundo a SES, ainda estão sendo investigadas, porque os sintomas podem ser confundidos com um conjunto considerável de outras doenças.

Entre as duas semanas, o número de casos confirmados também aumentou de forma expressiva. Eram 151 confirmações até a 7ª semana epidemiológica, 79 a menos que os 230 casos confirmados até o momento.

Segundo a SES, duas cidades entraram em estágio de “alta incidência” para casos de dengue: Araçoiaba, no Grande Recife, e Chã de Alegria, na Zona da Mata Norte. Ambos apresentam mais de 300 casos por 100 mil habitantes.

Na 8ª semana, houve 16 cidades com “média incidência” (100 a 300 casos por 100 mil habitantes). Eram sete cidades nesse estágio na semana anterior.

No Recife, denúncias de possíveis focos de mosquito Aedes aegypti podem ser feitas na Ouvidoria do SUS, no telefone 0800.281.1520, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h; ou na internet, em qualquer horário.

Chikungunya e zika

Leia mais

Primeira morte por chikungunya em 2024 é confirmada na Paraíba

Anticorpos (Crédito: Freepik)
Anticorpos (Crédito: Freepik)

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), a vítima era um homem de 57 anos, morador do município de Sapé

A Paraíba registrou a primeira morte por chikungunya no estado em 2024, nessa segunda-feira (26/2). Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), a vítima era um homem de 57 anos, morador do município de Sapé.

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e do zika vírus. Os sintomas são: febre alta, dores articulares intensas, dor de cabeça, cansaço e erupções cutâneas. Em casos graves, pode levar à morte, principalmente em pessoas com condições de saúde pré-existentes.

As informações são do Metrópoles.

Por: Metrópoles

Perda de peso expressiva e não intencional pode ser indício de câncer, revela estudo.

O tipo de c&acirc;ncer mais observado foi o de trato gastrointestinal superior
O tipo de câncer mais observado foi o de trato gastrointestinal superior – Freespik

Esse é um dos principais achados de uma pesquisa conduzida na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

A taxa de incidência de câncer entre pessoas que perderam mais de 10% do peso corporal em dois anos foi 37% maior em comparação com aquela observada quando não houve emagrecimento nessa magnitude após 12 meses.

Esse é um dos principais achados de uma pesquisa conduzida na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e publicada em janeiro na revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das mais reconhecidas da área.

O levantamento contou com a participação de 157.474 profissionais de saúde com mais de 40 anos de idade e durou, em média, 28 anos. Durante a pesquisa, os cientistas levaram em conta as intenções dos participantes quanto à perda de peso. Isso foi medido por meio da prática de exercícios físicos e da adesão a uma dieta de qualidade durante dois anos.

Focando apenas nas pessoas que não tinham nenhuma intenção de emagrecer, mas perderam 10% do peso em dois anos, a incidência de câncer foi 95% maior do que entre os que mantiveram o peso. Entre os que eliminaram esses quilos de maneira intencional, o diagnóstico de câncer foi 30% maior.

Os resultados indicam, portanto, que um emagrecimento expressivo e, principalmente, não intencional, pode ser um sintoma importante da presença de um tumor.

Segundo o educador físico Leandro Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) e um dos coautores do trabalho, esses resultados, contudo, não indicam que uma perda de peso por si só deva gerar alarme ou preocupação exagerada.

O especialista frisa que o mais importante é ficar de olho nas características desse processo de emagrecimento.

“Perder peso, mesmo quando você tem essa intenção, não é fácil. Por isso, uma perda expressiva, como de 10% da massa corporal em dois anos, especialmente quando não intencional, pode ser um sinal de uma doença não diagnosticada – como um câncer. Nesses casos, vale a pena procurar um médico”, explica.

Ainda de acordo com Rezende, indivíduos com baixa intencionalidade de perder peso (isto é, pouco comprometidas com a prática de exercícios ou com uma alimentação equilibrada) registraram uma incidência de diagnósticos de câncer mais de duas vezes superior em relação a quem não perdeu peso.

Qual tipo de câncer prevaleceu?

De acordo com o estudo, o tipo de câncer mais observado (173 casos/100 mil pessoas) nos 12 meses seguintes entre os participantes que perderam mais de 10% do peso corporal foi o de trato gastrointestinal superior – que acomete esôfago, estômago, fígado, trato biliar ou pâncreas.

O oncologista gastrointestinal Felipe Coimbra, do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, comenta que os resultados da pesquisa são condizentes com o que ele observa no dia a dia. “A perda de peso é uma característica frequentemente associada aos cânceres do trato gastrointestinal. Isso acontece porque o tumor pode obstruir fisicamente o caminho do alimento, dificultando a sua ingestão ou causando sintomas que desencorajam a alimentação, como dor e desconforto”, explica.

O especialista comenta ainda que, além da perda de peso não intencional, é preciso prestar atenção em outros possíveis sintomas. São eles:

  • Dificuldade para engolir;
  • Sensação de plenitude (estômago cheio) precoce;
  • Estufamento no abdômen;
  • Dor abdominal persistente;
  • Sangramentos gastrointestinais (evidenciado por fezes escuras ou vômito com sangue);
  • Má digestão;
  • Mudanças no hábito intestinal, como diarreia e constipação crônica.

“É fundamental ficar de olho nos sinais do seu corpo e, no caso de sintomas suspeitos e mudanças persistentes, procurar um médico. A detecção precoce é um dos pilares mais importantes para vencer o câncer”, destaca.

Emagrecimento rápido pode sinalizar outros tipos de tumores?

Sim. Um exemplo são os linfomas, cânceres que acometem o sistema linfático, responsável pelo combate de infecções. O hematologista Eduardo Rego, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), coordenador nacional de Hematologia Oncológica da Rede D´Or e pesquisador do IDOR, reforça que a perda de peso expressiva (de mais de 10% da massa corporal) deve chamar a atenção sobretudo quando ocorre em um período de três meses e não está vinculada a comportamentos ligados ao emagrecimento.

Segundo o especialista, nos linfomas, o tumor provoca mudanças na produção de moléculas que interferem no metabolismo do tecido gorduroso e muscular e, consequentemente, levam à perda de peso. “Trata-se de um quadro inflamatório que ocasiona uma mudança no padrão de consumo de energia”, descreve.

Apesar disso, Rego destaca que a perda de peso é apenas um dos aspectos que merecem ser considerados. “Os pacientes costumam ter também episódios de sudorese (suor) noturna e febre leve ao final do dia”, exemplifica.

O oncologista Oren Smaletz, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, frisa que, na verdade, um emagrecimento tão expressivo deve acender o alerta para outros tipos de tumores. “Pacientes com câncer muitas vezes têm um desbalanço hormonal que causa a sensação de saciedade e diminui o apetite. Por isso, de forma geral, muitos deles podem apresentar perda de peso”, justifica.

Por: JC.

Especialista esclarece possível contração de HIV com “agulhadas” criminosas.

Cabe destacar que o HIV é o vírus causador da Aids - doença que causa enfraquecimento do sistema de defesa do corpo (foto: Freepik)
Cabe destacar que o HIV é o vírus causador da Aids – doença que causa enfraquecimento do sistema de defesa do corpo (foto: Freepik)
No carnaval deste ano, 29 pessoas procuraram atendimento após serem furadas em Recife e Olinda, no estado do Pernambuco.

A Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que 29 pessoas procuraram atendimento após terem sido furadas com agulhas em meio à multidão no carnaval de Recife e de Olinda. As vítimas estão passando por Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que é uma medida de prevenção de urgência para ser utilizada em situação de risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O Correio conversou com o infectologista André Bon Fernandes, do Hospital Universitário de Brasília (HUB), para entender sobre os riscos dessas “agulhadas”.

“Acidentes perfurocortantes com material biológico são de risco para a transmissão de diversas doenças infecciosas, principalmente hepatite B, hepatite C, HIV, sífilis. Vale dizer que o HIV não é transmitido por meio do sangue seco, pois a vida do HIV fora do corpo humano é muito curto. Mas existe sim a possibilidade de, em um acidente com agulha com sangue fresco, ocorrer a transmissão de HIV”, explica o especialista. Cabe destacar que o HIV é o vírus causador da Aids – doença que causa enfraquecimento do sistema de defesa do corpo.

O infectologista pontua que nos casos de acidentes com agulhas, principalmente se no objeto houver sangue, é necessário buscar atendimento médico imediato e realizar a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). “Porque é um acidente de fonte desconhecida, não se sabe quem estava fazendo uso daquela agulha. Nesse sentido, fica indicado a Profilaxia Pós-Exposição para HIV, avaliação do cartão vacinal em relação a hepatite B para ver se o paciente precisa fazer proxalia para essa doença infecciosa, com vacina e soro”, ressalta André.

Depois do acidente, também é importante lavar a área ferida com água e sabão, além de evitar colocar outros produtos. “Atenção também aos riscos relacionados a tétano, a conferência da carteira de vacinação sobre vacina antitetânica é super importante, pois se não tiver dentro do período adequado, a pessoa precisa passar pela vacinação”, frisa o infectologista.

O Código Penal brasileiro estabelece pena de detenção, de três meses a um ano a quem expor a vida ou a saúde de uma pessoa a perigo direto e iminente.

O que é Profilaxia Pós-Exposição (PEP)?

A Profilaxia Pós-Exposição consiste no uso de medicamentos ou imunobiológicos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Segundo o Ministério da Saúde, existe profilaxia específica para o vírus do HIV, da hepatite B e para outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). Essa medida deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, como violência sexual, relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com seu rompimento) ou em casos de acidentes ocupacionais (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

“Como profilaxia para o risco de infecção pelo HIV, a PEP tem por base o uso de medicamentos antirretrovirais com o objetivo de reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao vírus. Trata-se de uma urgência médica e deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição de risco e no máximo em até 72 horas. A profilaxia deve ser realizada por 28 dias e a pessoa tem que ser acompanhada pela equipe de saúde, inclusive após esse período, realizando os exames necessários”, diz o Ministério da Saúde.

Confira as informações no Correio Braziliense.