Semana de Conscientização: Carnaíba une forças contra Arboviroses.

A Secretaria de Assistência e Inclusão Social de Carnaíba, em parceria com a Secretaria de Saúde, realizou durante esta semana diversas atividades sobre Arboviroses, doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e Chikungunya. As ações envolveram o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que atende crianças e adolescentes, em vários polos do município.

O objetivo foi ensinar aos usuários como identificar e eliminar os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, principal vetor das Arboviroses, e conscientizá-los da importância de replicar os ensinamentos dentro do ambiente familiar e na comunidade em geral, facilitando assim o controle dos focos. Para isso, contou-se com o apoio dos agentes de saúde, que orientaram os participantes sobre os sintomas, os perigos e as formas de prevenção das doenças.

As atividades foram realizadas de forma lúdica e interativa e contou com o apoio da Atenção Básica, através de Cynthia Fabianni que articulou a visita da enfermeira Isabel e das agentes de saúde Emanuela, Cosma, Daniela, Nalva, Aparecida, Aline e Cleonice nos polos: sede, Itã, Ibitiranga, Lagoa do Caroá, Serra Branca e Novo Pernambuco.

Por: Carnaiba em Destaque.

 

Ivete Sangalo é internada para tratar pneumonia após maratona de carnaval.

Ivete Sangalo (foto: Reprodução/Redes Sociais)
Ivete Sangalo (foto: Reprodução/Redes Sociais)

Cantora desabafou nas redes sociais e explicou o que a levou a buscar ajuda médica.

Nesta quinta-feira (22), Ivete Sangalo usou as redes sociais para contar que precisou ser internada. A cantora foi diagnosticada com pneumonia, logo após a maratona do carnaval de Salvador, na Bahia, onde fez alegria dos foliões em cima do trio.

“Antes de qualquer preocupação, já quero dizer que estou bem! Essa semana, terminada a maratona carnavalesca, assim como grande parte das pessoas, peguei uma virose. Estou assistida e já me sentindo melhor. Mandarei notícias tá bem, certa de que serão sempre as melhores graças ao meu Deus maior”, escreveu na legenda de uma foto na cama do hospital.

A cantora continuou o desabafo e explicou o que a levou buscar ajuda médica: Na terça-feira (20) não me sentia confortável com uma tosse chata e muito repetitiva. Hoje, a partir de aconselhamento médico, vim ao hospital e então veio a internação. Diagnóstico: pneumonia”.

Confira as informações completas na coluna Fábia Oliveira, no Metrópoles.

Pós-Carnaval: casos de covid-19 disparam 46% na rede privada, diz Abramed.

Quem tiver o teste positivo para covid-19 deve ficar em isolamento por sete dias após os primeiros sintomas ou a partir da data do teste, para os casos assintomáticos
Quem tiver o teste positivo para covid-19 deve ficar em isolamento por sete dias após os primeiros sintomas ou a partir da data do teste, para os casos assintomáticos – IKAMAHÃ/SESAU RECIFE

Dados da entidade fazem a comparação entre os Carnavais de 2023 e 2024.

No Brasil, o número de exames positivos de covid-19 realizados na rede privada cresceu 46%, na comparação entre os Carnavais de 2023 e 2024.

Os dados são das empresas associadas à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que representam cerca de 65% do volume total de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

Ao considerar duas semanas (a que antecede o Carnaval e a do feriado em si), foram realizados, em 2023, 44.352 exames, com 8.948 positivos.

Já em 2024, apesar da menor quantidade de exames realizados, 38.544, o número de positivos foi bem maior, chegando a 13.046.

Dados semanais de covid em 2024

Comparando as semanas de 4 a 10 de fevereiro e de 11 a 17 de fevereiro, a taxa de positividade se manteve estável, em 34%, a maior das últimas 6 semanas, embora o número de pessoas com a doença cresceu 10%, de 6.210 para 6.836.

Em termos de quantidade de exames, houve um aumento de cerca de 12%, de 18.172 para 20.372.

Nas últimas 6 semanas, de 7 de janeiro a 17 de fevereiro, foram realizados 74.729 exames de covid-19, com 22.329 positivos (29,9% de positividade na média).

“Importante lembrar que as associadas à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde”, diz o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik.

“Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública. Defendemos que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade”, acrescenta.

A Abramed reforça que os dados são a nível Brasil, sem qualquer recorte por regiões do País.

“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”

Por: JC.

 

Sarampo avança no mundo e leva OMS a acender sinal de alerta; entenda.

Dados mais recentes apontam para mais de 300 mil casos de sarampo reportados ao longo de 2023, um aumento de 79% em relação ao ano anterior.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a alertar para o aumento de casos de sarampo em todo o mundo. “Estamos extremamente preocupados com o que está acontecendo em relação ao sarampo”, avaliou a conselheira técnica para sarampo e rubéola da entidade, Natasha Crowcroft.

Em coletiva de imprensa em Genebra, ela citou um aumento consistente de casos da doença em todas as regiões do globo, exceto nas Américas. “Eles estão aguentando firme, mas, com o aumento de casos em cinco das seis regiões monitoradas pela OMS, esperamos que haja casos e surtos nas Américas também”.

Dados mais recentes, segundo Natasha, apontam para mais de 300 mil casos de sarampo reportados ao longo de 2023, um aumento de 79% em relação ao ano anterior. Em 2023, um total de 51 países reportaram grandes surtos da doença contra 32 no ano anterior.

“Sabemos que os números são subestimados”, advertiu a conselheira, ao se referir aos casos subnotificados em todo o mundo. A estimativa é que, em 2022, o número de mortes por sarampo tenha aumentado 43%, totalizando mais de 130 óbitos.

“Como os casos aumentaram em 2023, estamos antecipando que, quando fecharmos os dados, o número de mortes também terá aumentado.”

“Olhando para 2024, sabemos que será um ano bastante desafiador”, disse, alertando para casos e mortes entre crianças não vacinadas contra o sarampo.

A estimativa da OMS é que mais da metade dos países do mundo sejam classificados como em alto risco ou em altíssimo risco para surtos da doença até o final do ano.

Sarampo: Mais de 140 milhões de crianças em risco 

A OMS estima que 142 milhões de crianças no mundo estejam vulneráveis ao sarampo por não terem sido vacinadas, sendo que 62% delas vivem em países de baixa e média renda, onde o risco de surtos da doença são maiores.

Natasha lembrou que, durante a pandemia de covid-19, muitas crianças não foram imunizadas contra o sarampo.

Atualmente, a cobertura vacinal global contra a doença está em 83% o que, segundo ela, não é suficiente, uma vez que a doença é altamente contagiosa. “Precisamos de uma cobertura de 95% para prevenir que casos de sarampo aconteçam “, reforçou.

Brasil

Em 2016, o Brasil chegou a receber o certificado de eliminação do sarampo, concedida pela OMS. Em 2018, entretanto, o vírus voltou a circular no país e, em 2019, após um ano de franca circulação do sarampo, o país perdeu a certificação de país livre do vírus.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2018 a 2022, foram confirmados 9.325, 20.901, 8.100, 676 e 44 casos de sarampo no Brasil, respectivamente.

Em 2022, os seguintes Estados confirmaram casos da doença: Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e Amapá, sendo que o último caso confirmado no País foi registrado no estado do Amapá em junho de 2022.

Sarampo: o que é?

O sarampo é classificado por autoridades sanitárias como uma doença infecciosa grave e que pode levar à morte. A transmissão acontece quando a pessoa infectada tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas.

Os principais sinais do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta (acima de 38,5°) acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite), nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos.

A maneira mais efetiva de evitar o sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde, é por meio da vacinação. Atualmente, três tipos de imunizantes previnem a doença: a vacina dupla viral, que protege contra o sarampo e a rubéola e pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto; a vacina tríplice viral, que o protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola; e a vacina tetra viral, que protege contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e a varicela (catapora).

“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”

Por: JC/Agência Brasil.

Infectologista ensina como usar repelente contra dengue e outras arboviroses.

Existem diversos tipos de repelentes, com formulações distintas. É importante olhar no rótulo qual é O princípio ativo, em que concentração está presente na formulação e qual é a duração do efeito
Existem diversos tipos de repelentes, com formulações distintas. É importante olhar no rótulo qual é O princípio ativo, em que concentração está presente na formulação e qual é a duração do efeito – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Anvisa orienta que produtos para repelir o mosquito são de dois tipos: repelentes para aplicação na pele e produtos para uso no ambiente. Não existem produtos de uso oral.

A busca por repelentes, em meio à epidemia de dengue em vários Estados brasileiros, tem aumentado. Os produtos para afastar o mosquito Aedes aegypti, que transmite as arboviroses, são de dois tipos:

  • Repelentes para aplicação na pele
  • Produtos para uso no ambiente

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta que não existem produtos de uso oral, como comprimidos e vitaminas, com indicação aprovada para repelir o mosquito.

Os inseticidas chamados “naturais”, à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia. Ou seja, as velas, os odorizantes de ambientes e incensos que indicam propriedades repelentes de insetos não estão aprovados pela agência.

“Existem diversos tipos de repelentes, com formulações distintas. Então, é importante olhar no rótulo do produto qual é seu princípio ativo, em que concentração está presente na formulação e qual é a duração de seu efeito. Essas informações são fundamentais para escolha e uso adequado”, orienta a infectologista Carolina Lázari, do Grupo Fleury.

De acordo com a médica, o repelente deve ser aplicado na pele, nas partes expostas do corpo. “Por cima das roupas, por exemplo, é possível jogar repelentes na forma de spray próprios para esse uso. Mas esta é uma medida adicional, que não dispensa a aplicação na pele exposta”, explica a infectologista.

As dúvidas também são relacionadas ao uso do repelente e do protetor solar simultaneamente. Será que usar os dois ao mesmo tempo faz mal? Não, dizem os especialistas. A população pode e deve estar protegida contra os danos do sol e os insetos.

“As pessoas devem passar primeiramente o protetor solar e, posteriormente, o repelente”, diz Carolina.

A especialista ressalta que, segundo as recomendações da Anvisa, os repelentes tópicos não devem ser usados em crianças menores de 2 anos e, naquelas entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% – e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia.

Já a Sociedade Brasileira de Pediatria traz orientações mais detalhadas sobre o uso desses produtos em crianças entre 6 meses e 2 anos e de concentrações maiores de princípio ativo, sempre considerando o risco/benefício.

Entre 2 e 6 meses de idade, é aceitável o uso apenas em situações de exposição intensa e inevitável a insetos. Abaixo de dois meses, o uso é contraindicado. A orientação, nesses casos, é usar outras medidas, como roupas mais claras, proteção mecânica, mosquiteiros nas portas, janelas e sobre as camas. “É sempre importante utilizar os produtos seguindo as orientações e normas do fabricante”, frisa Carolina.

Confira 7 dicas de aplicação correta do repelente para evitar a picada do mosquito da dengue:

  1. Espalhar o repelente nas áreas descobertas da pele. No rosto, não é recomendado o uso de spray ou aerossol, pois pode haver inalação ou intoxicação.
  2. Aplicar o repelente durante o dia, no início da manhã, final da tarde e quando for sair de casa, observando as restrições conforme a faixa etária. Os momentos de maior chance de picada são o início da manhã e o final da tarde, devido aos hábitos do mosquito.
  3. O repelente deve ser aplicado sempre por último: depois do hidratante, do protetor solar e de outros cremes.
  4. Não aplicar o repelente mais de três vezes ao dia. Lembrando que há repelentes que duram de 4h a 10h, devendo ser reaplicados ao final deste período. É preciso sempre ficar atento ao rótulo.
  5. Para dormir, uma boa opção é o repelente elétrico. A Anvisa alerta que os repelentes utilizados em aparelhos elétricos ou espirais não devem ser utilizados em locais com pouca ventilação e nem na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias.
  6. Se o repelente para ambientes em formato de spray for utilizado, a recomendação é que seja durante o dia, quando houver ventilação dos ambientes para evitar intoxicação.
  7. O repelente deve ser reaplicado se molhar ou suar as partes descobertas do corpo.

Outras informações importantes sobre o uso de repelentes contra a dengue:

No Brasil, os produtos ativos como repelentes de insetos são classificados como cosméticos e regulados pela Anvisa.

Clique aqui e veja a lista dos cosméticos repelentes regularizados na Anvisa

São licenciados o DEET, a icaridina e o IR3535, disponíveis em diversas formulações e marcas. Em comum, essas substâncias têm a característica de que a duração do efeito repelente é maior quanto maior a sua concentração no produto.

Por isso, é fundamental ler os rótulos e fazer as reaplicações observando as recomendações do fabricante.

De modo geral, a máxima proteção é obtida com concentrações superiores a 30% de DEET, e superiores a 20% de icaridina.

Para crianças e pessoas com tendências a reações alérgicas, é fundamental procurar orientação médica.

A Anvisa destaca que todos os ativos repelentes de insetos que já tiveram aprovação para uso em produtos cosméticos podem ser usados em crianças, mas é importante seguir as orientações descritas na rotulagem do produto, pois cada ativo tem suas particularidades e restrições de uso.

Por exemplo, o uso de produtos repelentes de insetos que contenham o ingrediente DEET não é permitido em crianças menores de 2 anos.

Já em crianças de 2 a 12 anos de idade, o uso de DEET é permitido, desde que a sua concentração não seja superior a 10%, restrita a apenas três aplicações diárias, evitando-se o uso prolongado.

Também é importante observar que produtos repelentes de insetos devem ser aplicados nas?áreas?expostas?do corpo, conforme a norma vigente sobre cosméticos, a RDC 19/2013. O produto só deve ser aplicado nas roupas se houver indicação expressa na arte da rotulagem.

“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”

Por: JC.

Cinco cidades de Pernambuco e Fernando de Noronha têm média incidência de dengue, e Saúde orienta que população do Estado permaneça em alerta.

População deve se manter vigilante e reforça a necessidade das medidas de prevenção para amenizar a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya
População deve se manter vigilante e reforça a necessidade das medidas de prevenção para amenizar a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya – GUGA MATOS/JC IMAGEM

Ao todo, neste ano, 1.407 pessoas foram notificadas com sintomas sugestivos da dengue, o que corresponde a uma incidência de 15,5 casos prováveis por 100 mil habitantes.

O boletim epidemiológico de arboviroses, divulgado nesta quarta-feira (21) pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), mostra que o número de casos prováveis de dengue ultrapassa a marca de 1.400 registros neste ano. Ao todo, 1.407 pessoas foram notificadas com sintomas sugestivos da doença, o que corresponde a uma incidência de 15,5 casos prováveis por 100 mil habitantes. O dado é 102,7% maior do que o mesmo período de 2023.

Ainda assim, vale ressaltar que o Estado não está em situação epidêmica, diferentemente de outras localidades do Brasil onde a dengue avança de forma acelerada. Na avaliação da SES-PE, “os novos dados (divulgados nesta quarta-feira, 21) apontam uma desaceleração no ritmo de incidência da dengue, em Pernambuco, em relação à semana anterior”.

Apesar dessa observação, a pasta frisa que a população deve se manter vigilante e reforça a necessidade das medidas de prevenção para amenizar a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

Um recorte que merece atenção, no balanço da SES-PE, é o aumento no número de municípios considerados de média incidência – patamar em que a incidência fica entre 100 casos e 300 casos por 100 mil habitantes. São eles: Araçoiaba, Belém do São Francisco, Cedro, Terra Nova e Dormentes, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Até o momento, entre os 1.407 casos prováveis, 151 foram confirmados para dengue em Pernambuco – e seis deles são de pessoas que apresentaram quadro grave da doença. Essa forma da dengue pode atingir uma em cada 20 pessoas e causa problemas como dor abdominal intensa, queda da pressão arterial e sangramentos.

O risco de dengue grave é maior quando o indivíduo tem uma segunda infecção, o que pode ocorrer devido à existência de quatro subtipos do vírus da dengue.

Ainda em Pernambuco, seis óbitos foram notificados para as arboviroses. “Todos se encontram em investigação, uma vez que os sintomas são passíveis de serem confundidos com um conjunto considerável de outras doenças. Após a investigação, todos os óbitos são discutidos em comitê para confirmar ou descartar os registros”, explica a SES-PE.

Já sobre chikungunya, foram notificados, no Estado, 373 casos prováveis – aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o momento, foram confirmados 23 casos da doença.

E zika não apresenta circulação há alguns anos em Pernambuco. Ainda assim, a SES-PE analisa o registro de 42 casos prováveis de zika, sem nenhuma confirmação.

“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”

Por: JC

 

Afogados da Ingazeira retoma cirurgias de catarata, diz Secretário de Saúde

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O município de Afogados da Ingazeira retomará as cirurgias de catarata como parte de um esforço para reduzir as filas de espera por procedimentos eletivos na área da saúde. A notícia foi anunciada pelo secretário de saúde, Artur Amorim, através de suas redes sociais nesta terça-feira (20).

Segundo Amorim, a decisão foi aprovada durante uma reunião da Comissão Intergestora Bipartite do estado de Pernambuco, por meio do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas. A iniciativa visa agilizar o atendimento e garantir o acesso dos pacientes aos serviços de saúde, especialmente aqueles que aguardam por cirurgias oftalmológicas há algum tempo.

“Hoje aprovamos em uma reunião da Comissão Intergestora Bipartite do estado de Pernambuco através do Programa Nacional de redução das filas de cirurgias eletivas a volta da realização de cirurgias de catarata em nosso município”, declarou o secretário em sua publicação.

Artur Amorim aproveitou a oportunidade para agradecer o empenho da equipe de gestão da saúde municipal e dos prestadores de serviços de saúde que se credenciaram para realizar os procedimentos.

“O próximo passo será de ampliar o serviço aqui do município para atender todos os municípios da X região de saúde através do Programa CuidaPE”, acrescentou o secretário.

A retomada das cirurgias de catarata representa um importante avanço na política de saúde de Afogados da Ingazeira, proporcionando maior qualidade de vida e bem-estar para os cidadãos da região. A expectativa é de que a medida contribua significativamente para a redução das filas de espera e para o acesso mais rápido aos serviços oftalmológicos necessários para a população local.

Banho de sol ajuda na recuperação de pacientes internados em UTI do Pelópidas Silveira.

Quebra de rotina com a prática do banho de sol regular faz parte da proposta dos Cuidados Interdisciplinares do Hospital Pelópidas Silveira
Quebra de rotina com a prática do banho de sol regular faz parte da proposta dos Cuidados Interdisciplinares do Hospital Pelópidas Silveira – DIVULGAÇÃO

Com o objetivo de oferecer uma assistência mais humanizada e diminuir os impactos do internamento em unidade de terapia intensiva (UTI), o Hospital Pelópidas Silveira, no Curado, Zona Oeste do Recife, proporciona momentos de banho de sol, na área externa, para pacientes da neurologia e cardiologia. Eles precisam estar com quadro de saúde estável e boas condições clínicas para sair dos leitos de terapia intensiva, sempre acompanhados por profissionais de saúde.

Os pacientes que não podem sair da UTI para ficar ao ar livre, por condições clínicas, passeiam pelos corredores para admirar a paisagem através das janelas.

Um estudo recente, publicado na revista científica Research, Society and Development, concluiu que a rotina do banho de sol é uma tecnologia leve de cuidado, humanizada e contribui com a adesão ao tratamento.

“A vivência do banho de sol no contexto da internação proporciona a melhora da autoestima e humor, maior adesão ao plano terapêutico e desenvolvimento do vínculo terapêutico com a equipe de enfermagem. Possibilita ainda espaço de fala, valorização das emoções e sentimentos, a fim de reduzir o sofrimento psíquico decorrente das internações prolongadas”, destacam os autores do estudo.

DIVULGAÇÃO
No Pelópidas Silveira, a terapia do banho de sol pode ser realizada até três vezes por semana, a depender da condição física de cada pessoa internada – DIVULGAÇÃO

A quebra de rotina com a prática do banho de sol regular faz parte da proposta dos Cuidados Interdisciplinares do Hospital Pelópidas Silveira, que tem focado num trabalho humanizado voltado para o bem-estar físico e psicológico dos pacientes.

A programação pode ser realizada até três vezes por semana, a depender da condição física de cada pessoa internada, bem como da dinâmica do serviço. Em alguns momentos, é possível proporcionar encontros com familiares.

“Sempre que possível, as equipes de fisioterapeutas e enfermeiros promovem momentos de banho de sol para os pacientes, a fim de quebrar o confinamento que, muitas vezes, parece inerente ao internamento hospitalar”, diz a diretora de Cuidados Interdisciplinares do Hospital Pelópidas Silveira, Raphaela Muniz.

“Esse tipo de atividade traz novo ânimo para enfrentar os momentos mais difíceis da hospitalização. A gente parte do princípio de que a cura não envolve apenas a saúde física, mas lida diretamente com questões emocionais e, muitas vezes, existenciais.”

O Pelópidas Silveira é voltado para atender casos de alta complexidade. É o primeiro hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil voltado exclusivamente para receber pacientes graves nas especialidades de neurologia, neurocirurgia e cardiologia.

Para isso, a unidade conta com uma equipe médica especializada, além do suporte de exames como cateterismo, arteriografia, tomografia, ultrassonografia, ecocardiograma, eletrocardiografia e eletroencefalograma, entre outros.

“Os efeitos positivos da terapia de banho de sol já vem sendo tema de estudos científicos na área da Saúde, inclusive com conclusões animadoras sobre o potencial de promover uma redução do tempo de internação”, ressalta o coordenador da Fisioterapeuta Djacyr Viana, ao falar sobre os benefícios associados ao banho de sol.

“É preciso lembrar que os pacientes estão longe de casa, sem sua rotina doméstica, em um ambiente novo. Por isso, os benefícios de estar ao ar livre são inúmeros, pois promove desde a melhora do humor até a adesão ao tratamento”, complementa.

 JC Online

Alerta Carnaíba e região para os medicamentos não recomendados para tratar sintomas da Dengue.

Fique atento para os medicamentos que NÃO são indicados para tratar os sintomas da doença. Vale lembrar que a automedicação é desaconselhada em todas as situações.⁠ Pacientes com sintomas da doença devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência.

⁠• Medicamentos como aspirina e AAS podem afetar a coagulação de pacientes com o vírus da dengue, o que leva ao aumento do risco de sangramentos e o agravamento da doença.⁠
• Os anti-inflamatórios não esteroidais também aumentam as chances de sangramento e não devem ser usados. Entre eles, estão indometacina, ibuprofeno, diclofenaco, piroxicam, naproxeno, nimesulida, sulfinpirazona, fenilbutazona e sulindac.⁠
⁠• Medicamentos como prednisona, prednisolona, dexametasona e hidrocortisona são conhecidos como corticoides — e também podem aumentar o risco hemorrágico da doença⁠
• Já a ivermectina passou a circular nas redes como um possível tratamento para dengue. Apesar de não causar sangramento, esse medicamento é única e exclusivamente para combater vermes, não há nenhum estudo que mostre sua eficácia contra vírus. Ele não deve ser usado em nenhum caso a mais, afirmam os especialistas médicos.
Carnaiba em Destaque.

Estar satisfeito com a vida está associado a uma melhor saúde do coração, aponta pesquisa brasileira.

Conceito de satisfação com a vida é algo muito individual, uma vez que engloba uma avaliação global que o indivíduo faz de todos os domínios de sua própria vida, incluindo questões como família, trabalho, saúde, renda e outros fatores
Conceito de satisfação com a vida é algo muito individual, uma vez que engloba uma avaliação global que o indivíduo faz de todos os domínios de sua própria vida, incluindo questões como família, trabalho, saúde, renda e outros fatores – Arthur Hidden/Freepik

Conclusão é de pesquisa que analisou dados de quase 13 mil participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto, que monitora há 15 anos a incidência e a progressão de doenças crônicas não transmissíveis.

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Pessoas que estão satisfeitas com a vida têm mais chances de manter a saúde do coração em dia, enquanto ter um baixo nível de satisfação está associado ao maior risco de mortalidade precoce por qualquer causa.

A conclusão é de uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisou dados de quase 13 mil participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil), que monitora há 15 anos a incidência e a progressão de doenças crônicas não transmissíveis (como diabetes e hipertensão) em servidores públicos de instituições de ensino de seis capitais do Brasil.

Aline Eliane dos Santos, doutoranda em Saúde Pública na UFMG e autora da pesquisa, analisou os dados das visitas do ELSA realizadas entre 2012 e 2014. Na ocasião, pela primeira vez, foram coletadas informações sobre os níveis de satisfação com a vida, os quais foram analisados por meio da Escala de Satisfação com a Vida (SWLS), que varia de 5 a 35 pontos. Dentro de todo o grupo, a pontuação média foi de 26,7.

A escala apresenta cinco afirmativas, para as quais as respostas variam de 1 (“discordo totalmente”) a 7 (“concordo totalmente”). Entre as afirmativas, estão: “As condições da minha vida são excelentes”; “Estou satisfeito com a minha vida”; e “Se pudesse viver a minha vida outra vez, não mudaria nada”.

Assim, o participante responde em uma escala de 1 a 7, e ao final, a pontuação total de satisfação com a vida varia de 5 a 35; quanto maior o número, maior a satisfação. “De todos os instrumentos que foram criados até hoje, essa é a escala mais utilizada. Está muito bem validada em vários estudos porque consegue captar essa satisfação com a vida”, disse a autora.

Segundo Santos, o conceito de satisfação com a vida é algo muito individual, uma vez que engloba uma avaliação global que o indivíduo faz de todos os domínios de sua própria vida, incluindo questões como família, trabalho, saúde, renda e outros fatores.

“É uma avaliação bastante subjetiva porque a pessoa analisa a vida com base em metas que ela mesma estabeleceu. Cada um tem a sua própria meta e é cada pessoa define se tudo aquilo que ela propôs como meta está sendo alcançado”, explica a pesquisadora.

E o coração?

A saúde cardiovascular dos participantes do ELSA foi avaliada pelo Índice de Saúde Cardiovascular Ideal, proposto pela American Heart Association (AHA) em 2010. Segundo Santos, esse índice é composto por sete itens divididos em dois subescores: fatores comportamentais e fatores biológicos.

Os fatores biológicos levam em consideração medidas como glicemia de jejum, pressão sanguínea e colesterol total. Já os fatores comportamentais avaliam aspectos como prática de atividade física, alimentação saudável, ausência de tabagismo e índice de massa corporal (IMC).

O escore varia de 0 a 7 pontos e não avalia o risco, mas sim a saúde cardiovascular. De acordo com a autora da pesquisa, esse mecanismo foi pensado para ser utilizado como prevenção primordial, ou seja, analisar o indivíduo saudável e determinar como mantê-lo saudável: “por exemplo, o índice avalia se a pessoa possui glicemia normal sem o uso de medicamentos e busca estratégias para manter essa condição. Isso difere da prevenção primária, que ocorre quando o paciente já apresenta fatores de risco, e o objetivo é evitar que esses fatores evoluam para a doença”, explicou Santos.

A pesquisadora categorizou a pontuação em três níveis: baixa saúde cardiovascular (para pontuações de 0 a 2); intermediária (pontuações de 3 a 4) e ótima (pontuação de 5 a 7). O estudo apontou que somente 10,5% dos participantes alcançaram a pontuação que indica saúde cardiovascular ótima, enquanto 42% atingiram a pontuação intermediária e 47,5% dos participantes foram classificados como tendo baixa saúde cardiovascular.

“Avaliamos a associação entre a satisfação com a vida e a classificação da saúde cardiovascular e observamos que a cada aumento na pontuação da satisfação com a vida, aumentava a chance de o indivíduo ter uma saúde cardiovascular intermediária ou ótima”, afirmou.

Quais as possíveis explicações?

Segundo a pesquisadora, existem duas possíveis explicações possíveis para esses achados. A primeira é biológica, em que a pessoa com maior nível de satisfação com a vida é uma pessoa que tem um amortecimento dos efeitos deletérios do estresse do dia a dia porque consegue lidar melhor com situações que vão levar a uma cascata de efeitos biológicos deletérios, como por exemplo, maior produção de cortisol e de fatores inflamatórios.

Uma outra explicação seria que uma pessoa que tem níveis maiores de satisfação com a vida tem uma motivação maior para aderir a comportamentos saudáveis – vai cuidar mais da alimentação, vai praticar mais atividade física, terá menores níveis de tabagismo, entre outros.

Mortalidade também sofre impacto

Quando a satisfação com a vida for muito baixa também há um risco aumentado de morte por todas as causas. “As pessoas insatisfeitas vão morrer mais precocemente”, disse Santos.

Na avaliação do cardiologista Marcelo Katz, do Hospital Israelita Albert Einstein e pesquisador na área de ciência comportamental e engajamento do paciente, esse trabalho realizado pela UFMG é fundamental porque retrata a realidade brasileira e mostra como os pacientes realmente têm uma oportunidade de prevenção e não estão seguindo aquilo que é recomendado.

“O trabalho mostra que somente 10% dos participantes têm a saúde cardiovascular em nível ótimo. Isso demonstra que temos uma população enorme que precisa melhorar a saúde. Esse estudo também agrega conhecimento na área de saúde mental e saúde cardiovascular e na importância de entender esta relação. Uma parcela desses pacientes pode ter uma questão de saúde mental que reflete numa insatisfação com a vida e, muitas vezes, pode ter um diagnóstico psiquiátrico de base”, afirmou o cardiologista.

De acordo com Katz, já faz algum tempo que as evidências científicas têm demonstrado que além dos fatores de risco tradicionais para as doenças cardiovasculares, outros fatores (chamados psicossociais) começaram a demonstrar o seu impacto como associados a maior risco cardiovascular.

“Já se conheciam os clássicos ansiedade e depressão, mas depois vieram outros aspectos que permeiam essas questões. Hoje se sabe por exemplo que pessoas ansiosas, com depressão, com pensamentos negativos, pessimistas, que não têm propósito de vida, têm maior risco cardiovascular. Pessoas mais rancorosas, com mais dificuldade em perdoar, pessoas que não são satisfeitas, que não são felizes, também têm maior risco. Esse estudo brasileiro vai em linha com o que vem sendo demonstrado nos últimos anos em estudos internacionais”, afirmou.

Katz ressalta que é fundamental que as pessoas estejam satisfeitas com sua própria vida para galgarem uma melhor saúde cardiovascular. Ele explica que isso não é imposto, é uma busca constante em torno de mais cuidados com a saúde mental, com o estilo de vida, com o cumprimento de uma vida mais saudável.

“Não dá para o médico prescrever para o paciente que ele precisa estar satisfeito com a vida. A gente tem que ajudá-lo a construir uma vida mais saudável e isso gerar, consequentemente, uma maior satisfação. Temos que entender por que esse paciente não está satisfeito e o que pode ser feito para construir esse caminho mais saudável”, disse.

Para isso, diz Katz, o paciente precisa “seguir a cartilha corretamente”. “Se todas as pessoas seguissem tudo o que é recomendado do ponto de vista de controle de fatores de risco, as pessoas reduziriam de 80% a 90% o risco de ter um evento cardiovascular. Seguir a cartilha requer um bom engajamento em saúde, um estilo de vida saudável. Isso dá um certo trabalho, mas é um trabalho que tem um resultado fantástico, que é a melhora do prognóstico desse paciente”, finalizou.