O Brasil já teve mais de 400 mil casos prováveis de dengue em 2024 — Foto: Getty Images/BBC
Pernambuco registrou um aumento de 113,4% no número de casos prováveis de dengue até o dia 10 de fevereiro, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo relatório divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Os casos prováveis são os confirmados, mais os que estão em investigação.
Mesmo assim, a Secretaria de Saúde explica que Pernambuco ainda não está em “situação de emergência”. De acordo com o relatório da SES, foram confirmados 146 casos, sendo quatro considerados graves. “A incidência geral de 13,3 casos prováveis por 100 mil habitantes está distante do referencial do Ministério da Saúde para uma alta incidência, quando se ultrapassa o patamar de 300 casos por 100 mil habitantes”, explica o documento.
Os primeiros municípios pernambucanos considerados de média incidência para a dengue, segundo o boletim da SES, são Araçoiaba, no Grande Recife; Gravatá, no Agreste; Belém do São Francisco, no Sertão; e o distrito de Fernando de Noronha – que estão com indicadores entre 100 e 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.
Ao todo, foram notificadas seis mortes por arboviroses, mas todas ainda estão em investigação, pois os sintomas são semelhantes para um conjunto de doenças. Além dos casos de dengue, o estado registrou 354 casos suspeitos e 28, confirmados, de chikungunya, um aumento de 23,8% em relação ao mesmo período de 2023, com incidência de 3,9 casos por 100 mil habitantes.
Já o zika teve 19 casos prováveis, mas sem confirmação, representando uma ocorrência 137,5% maior em comparação com o ano passado.
O boletim da SES considera o período entre 31 de dezembro de 2023 e 10 de fevereiro de 2024 para realizar a análise e aponta para a quinta semana seguida com aumento de registros de dengue.
A Secretaria de Saúde alerta para a importância de eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti. Entre as ações, estão não juntar entulhos que possam acumular água, limpar vasos, calhas e outros possíveis focos das lavas do mosquito. Os principais sintomas da dengue são febre, manchas na pele, dor nos olhos, conjuntivite, dor no corpo e nas articulações e dor de cabeça. Ao perceber os sintomas, é importante procurar atendimento médico para evitar o agravamento da doença ou um possível óbito.
São Paulo registrou aumento de 140% nas primeiras semanas de fevereiro, e especialistas alertam para importância de manter a vacinação em dia
Nuas ruas muita aglomeração, poucas medidas de higiene e uso de máscara — só as de fantasia. Os novos casos de Covid-19 se mantiveram estáveis até a quinta semana do ano — quando foram registrados no Brasil mais 36.154 casos da doença — segundo o Ministério da Saúde. Mas, com o fim do Carnaval, o número de casos tende a aumentar ainda mais.
O gerente médico regional da rede D’Or no Distrito Federal, Fabrício Silva, explica que é comum esse tipo de aumento nesta época do ano. “Toda situação que gera aglomeração, festividades, eventos, aumenta a transmissão de infecções relacionadas ao trato respiratório, especialmente aquelas que são transmitidas por gotículas — como é o caso da Covid-19, Influenza A e B. Essa já é a realidade de aumento de transmissão e taxa de novas transmissões quando passamos por momentos como este.”
Com o grande deslocamento de pessoas que saíram de regiões onde a dengue ainda não está tão incidente para grandes centros — que passam por uma epidemia da doença — o médico ressalta que “isso deve aumentar também os casos de dengue, impactando inclusive, nos serviços de saúde.”
Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia o médico Marcelo Daher, explica como esses casos têm se apresentado.
“Os casos são mais leves, um quadro que simula um quadro gripal mais intenso, com muita dor de cabeça, tosse, febre, mal-estar. Na maioria dos casos não passa disso — e não há comprometimento pulmonar nem necessidade de internação.”
São Paulo lidera os casos e as nmortes pela doença
Como os idosos são considerados grupo de risco, a expectativa é que em breve haja dados da vacina referentes a pessoas com mais de 60 anos ((Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Enquanto a vacina não chega para esse público, a recomendação é a tomada de medidas de prevenção contra o mosquito transmissor da dengue
Embora sejam o grupo com maior número de hospitalizações, os idosos não foram priorizados na vacinação contra a dengue por causa da ausência de dados sobre a eficácia da vacina Qdenga em pessoas com mais de 60 anos. Inicialmente, o imunizante será aplicado em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade — faixa etária que concentra a segunda maior de taxa de atendimentos médicos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, como os idosos são considerados grupo de risco, a expectativa é que em breve haja dados referentes a pessoas com mais de 60 anos, que permitam que esse grupo seja incluído como elegível à vacina.
Enquanto a vacina não chega para esse público, a entidade recomenda a tomada de medidas de prevenção contra o mosquito transmissor da dengue. ”Idosos, bem como toda a comunidade, devem evitar acúmulo de água parada em locais como vasos de plantas, pneus e caixas d’água”, pontua.
”O uso de repelentes é essencial. E, caso haja alguma pessoa picada pelo mosquito da dengue ou com suspeita de ter sido infectado, é fundamental identificar o foco do mosquito e eliminá-lo imediatamente”, acrescenta a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Os desfiles e festas de Carnaval poderão colaborar para o aumento no número de casos de dengue em todo o Brasil. O alerta é da infectologista Juliana Oliveira da Silva, e coordenadora do Centro de Vacinação do Hcor.
Até esta sexta-feira (09), o Brasil registrava 408.351 casos prováveis da doença, com 62 mortes e 279 óbitos em investigação, segundo o Ministério da Saúde.
A médica explica que o possível aumento tem relação com as aglomerações decorrentes das festas, mas o motivo é diferente do que ocorre com a Covid-19 e outras doenças cuja transmissão se dá por meio do contato direto com uma pessoa infectada. No caso da dengue, não há transmissão de um indivíduo para outro.
“A aglomeração das festas de Carnaval, por si só, não seria a causa para o aumento dos casos de dengue. Porém, nas festas de Carnaval há uma grande migração, um grande acúmulo de pessoas que saem de diversas regiões e vão para capitais. E a dengue é uma doença muito urbana. Então, a gente acaba tendo um grande número de pessoas aglomeradas nessas festas de Carnaval e em locais próximos de criadouros do mosquito”, explica Juliana.
A infectologista explica que as áreas urbanas que estão entre os destinos preferidos dos foliões concentram focos do mosquito de água parada, que são os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Por esse motivo, a transmissão da doença tende a ser mais rápida, ainda mais pelo fato de o país estar em época de chuvas.
Roupas curtas
A infectologista destaca que outro fator de risco são as roupas curtas que geralmente são utilizadas pelos foliões. “As pessoas ficam expostas por um período grande sem proteção de partes do corpo”, diz. Com uma área de exposição maior, há, portanto, mais partes do corpo que podem ser picadas pelo mosquito.
Para quem vai se jogar na festa com roupas curtas, a infectologista orienta que seja feito uso de repelentes.
Existem diversas doenças muito comuns da temporada carnavalesca e que exigem atenção especial – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
No Carnaval, há uma grande concentração de pessoas de diversos lugares, o que favorece uma circulação de microrganismos infecciosos de vários tipos.
Febre, dor de cabeça, mal-estar e fraqueza são alguns sintomas comuns de várias doenças, como dengue, gripe, mononucleose e outras viroses mais frequentes neste período de Carnaval. Então, como diferenciar as enfermidades?
Antes, é importante saber que, embora sejam igualmente causadas por vírus, a transmissão dessas doenças ocorre de maneiras diferentes.
Em meio à diversão do Carnaval, a preocupação com a saúde também deve ser prioridade. Mas antes de curtir a folia, é importante estar preparado para reconhecer os sinais quando algo não vai bem.
A dengue é causada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. É um inseto doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas.
Segundo o Ministério da Saúde, a primeira manifestação da dengue normalmente é a febre alta, de início abrupto, que geralmente dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.
A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) alerta para o contágio de várias doenças que afetam o sistema respiratório e que geram desconforto, já que, no Carnaval, há uma grande concentração de pessoas de diversos lugares, o que favorece uma circulação de microrganismos infecciosos de vários tipos.
Nesse contexto, vale falarmos sobre a gripe, que é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza.
Os sintomas geralmente aparecem de forma repentina, como febre, dor de garganta, tosse, dores no corpo e dor de cabeça.
A gripe tende a ter resolução espontânea em aproximadamente sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas.
A transmissão do vírus da gripe acontece facilmente, pois as vias respiratórias do nariz e da boca são portas de entrada para esse agente.
“Com a proximidade e contato com as gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou beijar, por exemplo, o contágio das doenças aumenta rapidamente. E nem sempre os sintomas vão aparecer já no dia seguinte; podem surgir alguns dias depois da contaminação”, esclarece o otorrinolaringologista Fabrízio Romano, presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
Além disso, o contexto de folia intensa combinada com a pouca hidratação, má alimentação e privação de sono afeta a imunidade e aumenta as chances de contrair doenças.
Confira abaixo as características dos sintomas das doenças comuns neste período:
Dengue
Febre alta
Dor no corpo e nas articulações
Dor atrás dos olhos
Mal-estar
Dor de cabeça
Manchas vermelhas no corpo
Os sinais de alarme (agravamento) da dengue são caracterizados principalmente por:
Dor abdominal intensa e contínua
Vômitos persistentes
Acúmulo de líquidos
Sangramento de mucosa
Irritabilidade
Gripe
Febre
Coriza
Dor de garganta
Tosse
Dor no corpo
Dor de cabeça
Dores articulares
Diarreia
Vômito
Fadiga
Prostração
Rouquidão
Olhos avermelhados e lacrimejantes
Covid
Nos casos leves a moderados, os sintomas apresentados são majoritariamente:
Febre
Tosse seca
Cansaço
Perda de paladar ou olfato
Os sintomas mais graves envolvem:
Dificuldade de respirar
Falta de ar
Dor ou pressão no peito
Resfriado
Causado por vírus, como rinovírus e adenovírus, entre outros.
Apresenta sintomas como:
Nariz entupido
Coceira no nariz
Espirros
Mal-estar
Mononucleose
Provocada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), da família Herpes, pode ser confundida com amigdalite devido à semelhança dos sintomas.
Os principais sintomas são:
Fadiga
Dores no corpo
Febre
Aumento dos gânglios na região do pescoço
Placas esbranquiçadas nas amigdalas
Indisposição
Dificuldade para engolir
Evite a automedicação
O Ministério da Saúde reforça que em caso de suspeita de ambas as doenças é importante aumentar a hidratação e evitar a automedicação. Além disso, é possível realizar testes para identificar a exata enfermidade e fazer o tratamento adequado. O diagnóstico correto só pode ser feito pelo médico. Busque assistência na unidade de saúde mais próxima.
Como prevenir as doenças respiratórias contagiosas mais comuns na época de Carnaval?
O presidente ABORL-CCF, Fabrízio Romano, explica que, para tentar prevenir essas doenças, é importante manter hábitos que favoreçam a boa imunidade, como se alimentar corretamente, estar bem hidratado e evitar o excesso de bebidas alcoólicas.
Além disso, estar com as vacinas em dia – por exemplo, a da gripe – higienizar as mãos com frequência com álcool em gel e não dividir pertences pessoais, como copos e talheres, são outras medidas que podem ajudar a reduzir as chances de contágio.
“O descanso também é importante para recuperar o organismo debilitado. Outra dica é fazer a lavagem nasal com solução salina para remover impurezas e agentes agressores que possam causar infecções. Além de beneficiar quem faz, essa prática também reduz o risco de contaminação das pessoas próximas”, informa Fabrízio Romano.
Em caso de sintomas persistentes e intensos, um médico deve ser procurado para uma avaliação médica e o correto diagnóstico.
Decreto que institui o programa foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade (foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O programa foi batizado como ‘Brasil Saudável’ e visa eliminar ou reduzir doenças que acometem pessoas em vulnerabilidade social.
O governo federal pretende eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública, 14 doenças e infecções que acometem, de forma mais intensa, populações em situação de maior vulnerabilidade social. Tais doenças são conhecidas como socialmente determinadas.
O decreto que institui o programa Brasil Saudável foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, e publicado nesta quarta-feira (07) no Diário Oficial da União.
Dados do ministério mostram que, entre 2017 e 2021, as doenças determinadas socialmente foram responsáveis pela morte de mais de 59 mil pessoas no Brasil. A meta é eliminar a malária, a doença de Chagas, o tracoma, a filariose linfática, a esquistossomose, a oncocercose e a geo-helmintíase, além de infecções de transmissão vertical, como sífilis, hepatite B, HIV e HTLV.
O programa prevê ainda a redução da transmissão da tuberculose, da hanseníase, das hepatites virais e do HIV/aids. Ao todo, 14 ministérios devem atuar em diversas frentes, como enfrentamento da fome e da pobreza; ampliação dos direitos humanos; proteção social para populações e territórios prioritários; qualificação de trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil e ampliação de ações de infraestrutura e de saneamento básico e ambiental.
Municípios prioritários
A expectativa do governo federal é que grupos mais vulneráveis socialmente corram menos risco de adoecer e que pessoas atingidas pelas doenças e infecções abrangidas pela programa possam realizar o tratamento de forma adequada, com menos custo e melhor resultado.
O programa identificou 175 municípios como prioritários por possuírem altas cargas de duas ou mais doenças e infecções determinadas socialmente.
Análise
Para a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a ação é estratégica para o país e representa uma importante agenda. Na cerimônia de lançamento do Brasil Saudável, a ministra lembrou que as doenças determinadas socialmente, diferentemente do que muitos pensam, não são causadas pela pobreza, mas pela desigualdade.
Em sua fala, Nísia lembrou que, quando se fala de determinantes sociais, fala-se também de determinantes étnico-culturais. Na avaliação da ministra, a desigualdade impacta não apenas as 14 doenças listadas pela pasta, mas todo tipo de enfermidade – desde doenças crônicas até o tratamento do câncer.
Durante o evento, o diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, classificou o programa como ambicioso e destacou que as Américas têm grande liderança no mundo em relação à eliminação de doenças como varíola e malária. “Há avanços importantes na região.”
Jarbas lembrou que, infelizmente, a pandemia de covid-19 impactou negativamente todos os sistemas de saúde da região e que a iniquidade nas Américas continua tremenda. “É, talvez, a região mais desigual do mundo”, disse o diretor da Opas, ao citar que temos, ao mesmo tempo, a nação mais rica do planeta, os Estados Unidos, e países com graves crises sociais e políticas.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, também presente na solenidade, considerou a iniciativa muito importante e destacou o papel dos movimentos sociais. “Vão dar energia a esse plano”, disse Adhanom. “Não pode ser feito somente pelo governo”, completou.
“Este plano é audacioso. Realmente audacioso. Meu tipo de plano favorito, brincou.
Articulação
Coordenado pelo Ministério da Saúde, o Brasil Saudável terá ações articuladas com as pastas da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; dos Direitos Humanos e Cidadania; da Educação; da Igualdade Racial; da Integração e Desenvolvimento Regional; da Previdência Social, do Trabalho e Emprego; da Justiça e Segurança Pública; das Cidades; das Mulheres; do Meio Ambiente e Mudança do Clima e dos Povos Indígenas.
Ainda segundo o especialista, a maioria dos pacientes não vão apresentar sintomas ou apresentarão sintomas leves (Rafael Vieira/DP)
Uma pesquisa realizada pelo Journal of American Heart Association revelou que as bebidas podem causar distúrbios cardíacos fatais.
Melhora na concentração e no estado alerta de atenção, disposição, combate à fadiga, resistência e aumento da performance atlética. Esses são alguns dos benefícios prometidos com o uso de bebidas energéticas, compostas por cafeína e taurina. No Carnaval, onde a maioria dos foliões quer manter a energia alta para aproveitar o máximo dos bloquinhos de rua, o energético é a opção mais fácil, acessível e com um efeito imediato, principalmente se estiver acompanhada de bebidas alcoólicas. Porém, segundo um estudo feito pelo periódico Journal of American Heart Association, o consumo excessivo dos energéticos faz mal para a saúde do coração, podendo causar até a morte súbita
“Como a concentração de cafeína e taurina são altas nesse tipo de bebida não é difícil de alcançar uma superdosagem destas substâncias, levando efeitos tóxicos aos mais variados problemas cardiovasculares, como arritmia cardíaca, taquicardia e aumento da hipertensão arterial”, explicou o cardiologista do Hospital Jayme da Fonte, Edmar Freire.
A combinação com bebidas alcoólicas também representa outros perigos para a saúde: o energético ajuda a mascarar os efeitos do álcool, levando a uma ingestão ainda maior da bebida, e o álcool potencializa os efeitos colaterais da cafeína – taquicardia, cefaleia, tonturas, azia, tremores, desidratação, distúrbios hidroeletrolíticos (suor, excesso de urina, vômito e diarreia), além da queda de potássio do sangue.
Os sintomas cardiovasculares, que podem se assemelhar a ataque de ansiedade ou pânico, são: palpitações, desmaios, tontura, falta de ar, fraqueza, confusão mental, pressão baixa, mal-estar, cansaço, sensação de aperto no peito e dificuldade de respirar. A ingestão da bebida energética e alcoólica não é recomendada para pacientes cardíacos já diagnosticados, já que os efeitos podem ser imediatos, podendo causar infarto do miocárdio, arritmias malignas e até um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Ainda segundo o especialista, a maioria dos pacientes não vão apresentar sintomas ou apresentarão sintomas leves, sem deixar sequelas, mas uma minoria pode ter complicações sérias. “Não temos como prever um caso mais sério. A recomendação é ingerir os energéticos com moderação, sem associar com o álcool, se hidratar, usar isotônicos, além de um repouso adequado após cada dia de folia, reconhecendo os limites do próprio corpo. Caso apresente algum dos sintomas durante as festas, o ideal é procurar uma emergência hospitalar”, aconselha Edmar Freire.
Com mais de 68 anos de tradição no polo médico de Pernambuco, o Hospital Jayme da Fonte é referência no atendimento de urgência e emergência cardiológica. A instituição dispõe de mais de 200 leitos, UTIs completas, serviço de emergência e urgência 24h em traumato-ortopedia, clínica médica, além de um moderno centro de diagnóstico por imagem, que oferece diversos exames com equipamentos de última geração.
No Sertão, especialmente em Petrolina e Ouricuri, é onde há maior escape da linha de controle – ou seja, casos de dengue aumentam além do limite máximo – Marcos Santos/Jornal da USP
O número de casos prováveis por dengue em Pernambuco, em janeiro de 2024, cresceu 57,5% em relação ao registrado no mesmo período em 2023. O dado, ainda parcial, está no boletim epidemiológico de arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que abrange notificações até o último dia 27 de janeiro.
Segundo o balanço, o Estado totaliza 512 casos prováveis de dengue (confirmações + registros em investigações), com taxa de incidência de 5,7 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. Do total, 55 registros já tiveram confirmação de infecção pelo vírus da dengue.
Pernambuco está por duas semanas acima do limite máximo de notificações. Estamos entrando numa terceira semana já no limite. E até o fim dela, certamente o total ultrapassará mais uma vez. A tendência, então, é de aumento de casos de dengue no Estado”, avalia o diretor-geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-PE, Eduardo Bezerra.
Ele informa que a secretaria está em processo de finalização de uma nota técnica com orientações para os municípios pernambucanos. “Eles poderão tomar decisões (para conter o avanço dos casos de dengue) com base no que está no Plano Estadual de Contingência das Arboviroses 2024.”
O plano foi lançado, ainda em novembro de 2023, com trabalhos que podem ser desencadeados e/ou intensificados para o enfrentamento das arboviroses nos municípios pernambucanos, a partir da análise do perfil epidemiológico no Estado e a organização da rede de atenção à saúde para atendimento desses casos.
“É documento norteador para que os municípios desenvolvam seus planos de forma localizada”, destaca Eduardo Bezerra.
“No Sertão, especialmente nas regionais de Petrolina e Ouricuri, é onde temos visto um maior escape da linha de controle (casos aumentam além do limite máximo). Na Região Metropolitana do Recife, ainda não há esse panorama, mas o trajeto tende a ser de crescimento.”
Até o momento, no Estado, não houve notificação ou confirmação de óbito por arboviroses.
Imunizante está sendo desenvolvido há 10 anos (foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
Imunizante em apenas uma dose funciona contra todos os sorotipos e deve ficar pronta em setembro.
O Instituto Butantan publicou, nesta quarta (31), o estudo que aponta uma eficácia geral de 79,6% da vacina brasileira contra a dengue. Sendo desenvolvido há 10 anos, o imunizante tem eficiência semelhante ao Qdenga, que será distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A pesquisa foi publicada na revista científica New England Journal of Medicine (NEJM), uma das mais prestigiadas do mundo. A vacina do Butantan é de dose única, funciona contra todos os sorotipos, e cerca de 16 mil brasileiros estão sendo acompanhados há três anos para verificar a eficácia contra a dengue.
De acordo com o estudo, o imunizante apresentou 89,2% de eficácia em pessoas que já tiveram dengue antes do início da pesquisa, e 73,6% em quem nunca foi infectado. Durante o período de acompanhamento, só circulavam no Brasil os sorotipos 1 e 2 da dengue — por isso, só há dados sobre os dois. Foram registradas eficácias de 89,5% e 69,6%, respectivamente.
Vacina da dengue começara na próxima semana, diz Nísia Trindade nesta quinta-feira (1º) (foto: CNM/Divulgação)
Nesta quinta-feira (1º) a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que as doses da vacina contra a dengue vão ser distribuídas na próxima semana.
Durante a abertura da primeira reunião ordinária da Comissão de Intergestores Tripartite, realizada na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília, na manhã desta quinta-feira (1º), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que as doses de vacina contra a dengue começarão a ser distribuídas na próxima semana.
“As vacinas começarão a ser distribuídas na semana que vem e a partir da chegada nos municípios, eles organizam a sua vacinação”, anunciou.
A ministra relatou a importância da vacina, mas reafirmou que o imunizante não é a resposta principal para o cenário atual. “A vacina é esperança, instrumento fundamental, mas não é resposta em situação de crise”, acrescentou.
Nesta primeira fase da imunização, será destinada para cidadãos de 16 estados e do Distrito Federal, priorizando pessoas com alta transmissão da doença e incidência do sorotipo 2 do vírus. Além disso, a imunização priorizará crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que possuem a maior taxa de hospitalização pela dengue.
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