Mais Médicos para Pernambuco. Carnaíba, Quixaba e Ingazeira na lista

O Governo Federal anunciou, nesta semana, o envio de 2.007 médicos do programa Mais Médicos para todo o país. Pernambuco será contemplado com 110 profissionais, que atuarão em mais de um terço dos municípios do estado.

No Sertão do Moxotó, sete cidades receberão reforço na equipe de atenção básica: Arcoverde (1 médico), Betânia (1), Custódia (1), Ibimirim (2), Inajá (3), Manarí (2) e Sertânia (1).

Já no Sertão do Pajeú, os municípios contemplados nesta etapa são Carnaíba (1 médico), Ingazeira (1), Quixaba (1) e São José do Egito (1).

O Mais Médicos, criado em 2013, tem como objetivo ampliar a presença de profissionais de saúde em regiões com dificuldade de fixação de médicos, especialmente no interior e em áreas vulneráveis. Segundo o Ministério da Saúde, os novos profissionais devem começar a atuar nas unidades básicas de saúde nos próximos meses, reforçando o atendimento à população.

Cauê Rodrigues

Mais de nove mil estabelecimentos são descredenciados do Farmácia Popular

07/06/2023 - Brasília - Foto de arquivo - Farmácia Popular em Brasília. Foto: Elza Fiuza/ Agência Brasil
© Elza Fiuza/ Agência Brasil
Unidades não fizeram a renovação obrigatória do cadastro

O Ministério da Saúde anunciou o descredenciamento de 9.180 estabelecimentos que integravam o Programa Farmácia Popular. Em nota, a pasta informou que a medida acontece após a retomada da renovação anual obrigatória do credenciamento, interrompida em 2018.

“Essas unidades não fizeram a renovação do cadastro ou não apresentaram a documentação necessária para continuar participando do programa”, destacou o ministério no comunicado.

Segundo a pasta, 24 mil estabelecimentos seguem credenciados ao programa. Atualmente, 41 itens são fornecidos gratuitamente via Farmácia Popular.

Dados do ministério indicam que, no primeiro semestre de 2025, quase 22 milhões de pessoas foram beneficiadas. A expectativa do governo é atender 26 milhões até o fim do ano.

Fiscalização

De acordo com os números apresentados, além dos mais de 9 mil estabelecimentos descredenciados, 5 mil tiveram suas atividades suspensas pelo monitoramento do programa para “coibir irregularidades”.

“Nesse monitoramento, são avaliados 25 indicadores, como a frequência de retirada de medicamentos, a quantidade vendida em relação ao tamanho da população atendida e uso indevido de CPFs. Entre 2023 e 2025, com essas ações, cerca de R$ 8 milhões foram ressarcidos aos cofres públicos”, destacou a nota.

Segundo o ministério, ao longo dos três primeiros meses deste ano, foram bloqueadas mais de 12,7 milhões de tentativas de solicitação de medicamentos com indícios de irregularidades no Farmácia Popular – uma média de mais de 140 mil por dia.

Entenda

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Primeiras canetas para obesidade 100% nacionais chegam no dia 4 às farmácias

Primeiras canetas para obesidade 100% nacionais chegam no dia 4 às farmácias/Divulgação/EMS
Primeiras canetas para obesidade 100% nacionais chegam no dia 4 às farmácias (Divulgação/EMS)

Medicamento produzido no Brasil será vendido em grandes redes e amplia opções para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2

A farmacêutica EMS anunciou que as primeiras canetas contra obesidade e diabetes tipo 2 produzidas integralmente no país começarão a ser vendidas na próxima segunda-feira (4/8). Os medicamentos à base de liraglutida chegam ao mercado em duas versões: Olire, indicado para a perda de peso, e Lirux, para o controle da diabetes tipo 2.

Inicialmente, os produtos estarão disponíveis apenas em quatro redes de farmácias: Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco. A venda será feita nos sites e em parte das lojas físicas das regiões Sul e Sudeste, com distribuição nacional prevista para ocorrer de forma gradual nas próximas semanas.

Quanto vai custar?

As canetas chegam ao mercado com preços sugeridos a partir de R$ 307,26 para a embalagem com uma unidade de Olire. Já o kit com três canetas sai por R$ 760,61. Para o Lirux, voltado a pessoas com diabetes tipo 2, a embalagem com duas canetas custará R$ 507,07. Pacientes cadastrados no programa Vida + Leve, da própria EMS, terão direito a 10% de desconto.

Metrópoles

A partir de agosto pacientes do SUS poderão ser atendidos por planos de saúde

Foto: João Risi/MS

Terá início em agosto a mobilização do Ministério da Saúde e dos planos de saúde para reduzir o tempo de espera da população por atendimento no SUS. Isso será possível graças ao Programa Agora Tem Especialistas, que permitirá que empresas de planos de saúde que tenham débitos com o SUS possam trocar suas dívidas com a prestação de serviços como consultas, exames e cirurgias a pacientes da rede pública.

A portaria que viabiliza a troca de dívidas de ressarcimento ao SUS por atendimentos foi apresentada, na segunda-feira (28), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pela presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carla de Figueiredo Soares.

O primeiro passo a ser seguido pelas empresas de planos de saúde é solicitar ao Ministério da Saúde, via plataforma InvestSUS, a possibilidade de participação. Em seguida, a pasta consultará a regularidade da operadora. Posteriormente, avaliará se os serviços de média e alta complexidade ofertados pelos planos de saúde atendem às demandas do SUS.

Caso esses atendimentos supram as necessidades da rede pública, a adesão é aprovada. Os valores a serem convertidos em atendimentos deverão ser negociados com a ANS ou com Procuradoria-Geral Federal; nesse último caso, para dívidas ativas.

A expectativa é que, neste primeiro momento, R$ 750 milhões em dívidas de ressarcimento ao SUS adquiridas pelas operadoras sejam convertidas em mais consultas, exames e cirurgias com foco em áreas estratégicas e conforme a demanda apresentada pelos estados.  As especialidades atendidas deverão ser ginecologia, cardiologia, oncologia, ortopedia, otorrinolaringologia e oftalmologia.

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Cobertura vacinal ainda é desafio na luta contra as hepatites virais em Pernambuco

Entre os imunizantes em falta, destacam-se varicela (catapora), tetraviral, hepatite A e dengue/Foto: Philipe Jonathan/Divulgação

As hepatites virais são infecções causadas pelos vírus A, B, C, D e E, que podem evoluir para quadros graves, como cirrose hepática e câncer de fígado

Com o mês de julho voltado à prevenção e conscientização das hepatites virais, os dados de cobertura vacinal em Pernambuco indicam avanços, mas também revelam a necessidade de ampliação das estratégias de imunização. Atualmente, o Estado registra cobertura de 82,4% para a vacina contra a Hepatite A e de 81% para recém-nascidos vacinados contra a Hepatite B — percentual que sobe para 86,9% entre os menores de 1 ano de idade. Ainda assim, os números estão aquém da meta de eliminação das hepatites como problema de saúde pública até 2030, proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

As hepatites virais são infecções causadas pelos vírus A, B, C, D e E, que podem evoluir para quadros graves, como cirrose hepática e câncer de fígado. Os sintomas incluem cansaço, febre, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, além de alterações na cor da urina e das fezes. Em alusão ao Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) promoverá um diálogo ao vivo no canal da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco no YouTube, no dia 29, abordando o enfrentamento das hepatites na atenção primária.

A vacinação segue como principal estratégia de prevenção, especialmente para os tipos A e B. No caso da Hepatite A, a imunização é indicada para crianças de 15 meses a menores de 5 anos, além de pessoas com imunodeficiências e usuários da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). Já a vacina contra a Hepatite B deve ser administrada nas primeiras 24 horas de vida e está disponível para todas as idades no Sistema Único de Saúde (SUS), em esquema de três a quatro doses.

“As vacinas são eficazes e seguras. A prevenção ainda é a melhor solução”, reforça o médico infectologista e coordenador médico da SES-PE, Lucas Caheté. Ele também orienta sobre outras medidas preventivas: “Usem preservativos e evitem compartilhar objetos de uso pessoal como lâminas e aparelhos de barbear.”

Para os tipos C, D e E, ainda não há vacinas disponíveis. A Hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado, podendo também ocorrer em relações sexuais sem proteção. Já a Hepatite D mais frequente na região amazônica só infecta pessoas já contaminadas pela Hepatite B. A Hepatite E, por sua vez, costuma ter evolução benigna e também não conta com vacina.

A população pernambucana pode acessar gratuitamente os testes rápidos para Hepatites B e C nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e por meio de parcerias com organizações da sociedade civil. Atualmente, o Estado conta com 33 CTA, sob gestão municipal, instalados nas cidades-sede das Gerências Regionais de Saúde (Geres).

Diario de Pernambuco

Sus irá oferecer dois novos tratamentos para endometriose

Rio de Janeiro (RJ), 21/08/2023 – Clínica da Família Pedro Fernandes Filho, em Irajá, na zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
Condição afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo

Mulheres com endometriose terão duas novas opções de tratamento de base hormonal para a doença via Sistema Único de Saúde (SUS): o dispositivo intrauterino liberador de levonogestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. Ambos foram recentemente incorporados à rede pública depois de receberem recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Em nota, o Ministério da Saúde detalhou que o DIU-LNG suprime o crescimento do tecido endometrial fora do útero e figura como uma opção para mulheres com contraindicação ao uso de contraceptivos orais combinados. “A nova tecnologia pode melhorar a qualidade de vida das pacientes, uma vez que sua troca só é requerida a cada cinco anos, o que contribui para aumentar a adesão ao tratamento.”

Já o desogestrel, segundo a pasta, pode reduzir a dor e dificulta a progressão da doença. Trata-se de um anticoncepcional hormonal que age bloqueando a atividade hormonal, impedindo o crescimento do endométrio fora do útero, e que poderá ser usado como primeira linha de tratamento, ou seja, prescrito já na avaliação clínica até que o diagnóstico se confirme por meio de exames.

“Vale destacar que, para estarem disponíveis na rede pública de saúde, é necessário o cumprimento de etapas necessárias, como a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose”, informou o ministério no comunicado.

Entenda

A endometriose é uma condição ginecológica inflamatória crônica que ocasiona o crescimento do tecido que reveste o útero fora da cavidade uterina. Nas mulheres com a doença, o tecido semelhante ao endométrio (que reveste o útero) cresce fora do útero em órgãos como ovários, intestino e bexiga, o que causa reações inflamatórias.

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Combate à meningite bacteriana ganhará reforço no Recife com vacina de maior espectro

Vacina protege contra quatro subgrupos da bactéria/Geovana Albuquerque/Agência Saúde
Vacina protege contra quatro subgrupos da bactéria (Geovana Albuquerque/Agência Saúde)

Vacina com maior espetro estão disponíveis nas 170 salas de vacinação e nos centros montados nos shoppings

Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, a Prefeitura do Recife ampliará a proteção contra meningite bacteriana no município a partir da substituição do imunizante meningocócica C para meningocócica ACWY no reforço das crianças com 12 meses.
Segundo a Secretaria de Saúde, a mudança garante a proteção dos quatro subgrupos principais da bactéria causadora da doença.

As vacinas já estão disponíveis nas mais de 170 salas de vacina, distribuídas em toda a capital pernambucana, e nos três centros de vacinação, nos shoppings Recife, Riomar e Boa Vista.

“Até então, o esquema vacinal contra a meningite incluía duas doses da vacina meningocócica C, aplicadas aos três e aos cinco meses de vida, e um reforço com a mesma dose aos 12 meses. Com esta atualização, o reforço passa a ser feito com a ACWY, que previne contra os sorogrupos A, C, W e Y”, lembra a coordenadora do Programa Municipal de Imunização do Recife, Nádia Carneiro.

“A partir de agora, conseguiremos garantir ainda mais proteção contra as meningites e as formas mais graves da doença, que são as infecções generalizadas (doenças meningocócicas), causadas pela bactéria meningococo destes grupos”, complementa.

A vacina CWY já era ofertada na rede municipal de Saúde, em adolescentes com idade entre 11 e 14 anos, em dose única ou com reforço, segundo o histórico vacinal, conforme preconizado pelo MS.

“Com relação às crianças que receberam o esquema primário e o reforço com a meningocócica C, não precisam realizar o reforço com a meningocócica ACWY. Mas aquelas que ainda não foram vacinadas aos 12 meses poderão receber a dose de reforço com a ACWY”, explica Nádia Carneiro.

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Implante contraceptivo será oferecido pelo SUS

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© Fernando Frazão/Agência Brasil
Previsão da pasta é que dispositivo seja liberado no 2º semestre

O implante contraceptivo popularmente conhecido como Implanon será disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, a opção é considerada vantajosa em relação aos demais contraceptivos em razão da longa duração — age no organismo por até três anos — e alta eficácia.

Em nota, a pasta informou que a decisão de incorporar o contraceptivo ao SUS foi apresentada na tarde desta quarta-feira (2) durante a reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

A portaria que oficializa a incorporação do contraceptivo deve ser publicada nos próximos dias. A partir da publicação, áreas técnicas da pasta terão 180 dias para efetivar a oferta, o que envolve etapas como atualização de diretrizes clínicas, aquisição e distribuição do insumo, capacitação e habilitação de profissionais, entre outras ações.

A previsão é que o medicamento esteja disponível em unidades básicas de saúde (UBS) a partir do segundo semestre. O plano, segundo o ministério, é distribuir 1,8 milhão de dispositivos, sendo 500 mil ainda este ano. O investimento será de cerca de R$ 245 milhões – atualmente, a unidade do produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

“Além de prevenir a gravidez não planejada, o acesso a contraceptivo também contribui para a redução da mortalidade materna, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU [Organização das Nações Unidas]”, destacou a pasta, ao citar o compromisso de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% a mortalidade entre mulheres negras até 2027.

Entenda

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Rinite alérgica pode favorecer o surgimento do ceratocone, alerta especialista.

Mulher coçando os olhos
Mulher coçando os olhos – Freepik

Coceira nos olhos, comum em quadros alérgicos não controlados, pode causar lesões na córnea e contribuir para doença que afeta a visão.

O hábito de coçar os olhos, frequentemente presente em pessoas com rinite alérgica, pode ter consequências mais sérias do que se imagina.

A otorrinolaringologista Raquel Rodrigues, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), alerta que esse comportamento repetitivo está entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento ou agravamento do ceratocone, uma doença que afina e deforma a córnea, afetando diretamente a visão.

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“O ato repetido de coçar os olhos, provocado pela coceira intensa, pode causar microlesões na córnea que favorecem ou agravam o ceratocone”, explica a médica. A doença é progressiva e degenerativa, e geralmente aparece na adolescência ou no início da vida adulta, podendo evoluir se não for diagnosticada precocemente.

Embora a rinite alérgica não tenha cura, ela pode ser controlada com o uso de medicamentos específicos, medidas de controle ambiental e, em alguns casos, imunoterapia.

“A partir do momento em que conseguimos controlar a rinite, os sintomas como a coceira ocular tendem a desaparecer, reduzindo o risco de trauma ocular”, afirma Raquel.

Coceira ocular pode ser o primeiro sinal da rinite

A especialista destaca que a coceira nos olhos muitas vezes é o primeiro sintoma perceptível, mesmo em pacientes que não relatam sintomas respiratórios.

“Há pessoas que não percebem os sintomas respiratórios, por já estarem acostumadas a respirar mal. Mas a irritação nos olhos leva ao incômodo, e é quando elas procuram ajuda médica”.

No Hope, o acompanhamento é feito em parceria entre otorrinolaringologistas e oftalmologistas, o que facilita o diagnóstico precoce e o tratamento integral.

“Se o paciente chega com sintomas oculares e diagnóstico de rinite, fazemos o encaminhamento ao oftalmologista para avaliar possíveis alterações na córnea. O mesmo ocorre quando o oftalmologista identifica um quadro alérgico que precisa de controle. O acompanhamento conjunto é fundamental para garantir um tratamento eficaz”, pontua.

Atenção redobrada com as crianças

Entre as crianças, o cuidado deve ser ainda maior. Muitos pequenos não sabem expressar desconfortos com clareza, mas o comportamento pode indicar sintomas alérgicos: espirros repetidos, sono agitado, coceira no nariz, olhos ou ouvidos e irritabilidade são sinais comuns.

“É comum que a criança manifeste os sintomas de forma comportamental. Os pais devem observar, inclusive, como ela se comporta na escola, onde passa grande parte do dia”, orienta a médica.

Mesmo com orientações para evitar coçar os olhos, controlar esse reflexo pode ser difícil. “É por isso que o foco deve ser sempre o tratamento da causa. Quando tratamos a rinite de forma eficaz, conseguimos eliminar o sintoma e prevenir danos maiores”, reforça a especialista.

Videocast Saúde e Bem-Estar | Alergias na infância: saiba como identificar, prevenir e tratar

Diagnóstico e prevenção

Segundo a médica, é essencial que profissionais estejam atentos a queixas oculares em pacientes com histórico alérgico.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da rinite não apenas melhoram a qualidade de vida, como também evitam o risco de surgimento ou agravamento de doenças como o ceratocone.

Por Maria Clara Trajano

 

Crianças são as principais vítimas de fogos e fogueiras em 2025, diz HR

As crianças são as principais vítimas de acidentes com fogos e fogueiras nas festas juninas deste ano.

Um balanço preliminar feito pelo chefe da Unidade de Queimados do Hospital da Restauração (HR), no Recife, aponta que, entre a madrugada de segunda (23) e a manhã desta terça (24), véspera e dia de São João, cinco menores de idade deram entrada com lesões.

O médico Marcos Barretto informou, por meio de um vídeo disponibilizado pelo HR, que as crianças tiveram os casos mais graves registrados até agora,

“Crianças são as maiores vítimas este ano. Peço que as pessoas tenham mais atenção e cuidado com menores usando fogos e brincando em fogueiras”, afirmou.

Além disso, Barreto disse que criança não deve usar fogos. Os pais devem saber que, ao dar artefatos aos filhos, podem lesionar eles para o resto da vida.

“Vimos ferimentos graves e com exposição óssea. Os adultos devem se conscientizar com acendimento de fogueira, evitar combustíveis e tomar conta de panelas com milho e canjica”, acrescentou.

Dados

Desde o dia 10 de junho, o HR recebeu 28 pacientes na Unidade de Queimados, com lesões relacionadas a fogos e fogueiras.

A unidade tem 30 leitos especializados para esse tipo de doente.

Desse total, foram 16 crianças e jovens na ala para menores. Nove internados e sete estão em ambulatório.

No mesmo período, foram atendidos 12 adultos, sendo quatro internados e oito levados para o serviço ambulatorial.

Do DP