Prisão de ventre: sedentarismo pode ser gatilho para o distúrbio

Renata Coutinho é proctologista do HJF
Renata Coutinho é proctologista do HJF – Walli Fontenele/Folha de Pernambuco

Proctologista dá detalhes sobre a patologia e dicas de prevenção

Desconforto, fezes partidas, gases e barriga inchada são algumas das características mais comuns da prisão de ventre, que consiste na dificuldade de evacuar. Geralmente, a patologia deve ser levada em consideração quando há o intervalo de mais de três dias entre uma e outra evacuação. Isso também depende da quantidade de comida ingerida e outros parâmetros. Esse distúrbio se divide em dois: alto e baixo.

Pode ser considerada como uma prisão de ventre alta ou intestinal é a que o paciente não consegue ou se queixa de um longo tempo sem conseguir evacuar. Isso vai distender o abdômen e causar cólicas. Na prisão de ventre baixa, a digestão se processa normalmente, mas a pessoa não consegue expulsar as fezes normalmente. Ela se queixa de dejetos partidos e não sabe o que fazer para concluir o processo.

Quem sofre mais  
A proctologista Renata Coutinho, do Hospital Jayme da Fonte, avalia que muitas crianças e adolescentes são acometidos com a prisão de ventre mais intensa. Contudo, ainda segundo ela, o público mais atingido é formado por pessoas que têm entre 50 e 60 anos.

“São atingidos porque param de fazer atividades físicas, têm uma vida mais sedentária, e isso interfere muito no processo de evacuação. O tipo de alimento que a sociedade atual está priorizando também diz muito sobre isso. Com a medicina [avançada] que a gente tem, hoje em dia, todo mundo tem que procurar o médico, pelo menos, todos os anos, para dizer o que está sentindo. Assim, a gente vai poder suspeitar de algo e solicitar os exames de rotina. Tem pessoas que estão com os exames em dia e não sentem muita coisa, mas a gente precisa avaliar detalhadamente para corrigir os problemas, a partir do que elas contam”, frisou ela.

Medicações
Embora possa auxiliar na recuperação do indivíduo, o uso de medicamentos deve ser observado com cuidado por parte das pessoas. Automedicação e o uso indevido de laxantes para emagrecer, por exemplo, podem ser inimigos dos pacientes que têm prisão de ventre.

“Não precisa usar laxantes para emagrecimento. O que precisamos é corrigir a prisão de ventre. Em 99% dos casos, se resolve com alimentação equilibrada com muitas fibras, água em quantidade suficiente, ou seja, três litros por dia, e atividade física regular, que funciona corrigindo a flacidez abdominal e perineal, fazendo com que a prensa abdominal e a força de expulsão do períneo sejam corrigidas e, além de tudo, acelera o metabolismo, esvaziando o intestino de forma mais adequada”, complementa ela.

“Essa quantidade de água é indicada, hoje em dia, por conta do nosso calor demasiado. A gente também perde muita água, através da respiração, do suor, da evacuação e da diurese. Então, se essa pessoa toma pouca água, não vai sobrar água para o intestino, e aí, não vai ser possível evacuar’, finalizou.

Anvisa proíbe suplementos alimentares a base de ora-pro-nóbis

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de suplementos alimentares de ora-pro-nóbis. De acordo com a agência, a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), não é autorizada como constituinte de suplementos alimentares.

Na decisão publicada na Resolução-RE Nº 1.282 na edição desta quinta-feira (3) do Diário Oficial da União (DOU), a Anvisa também cita a veiculação de propagandas irregulares de produtos alimentares com o composto “em desacordo com o regulamento técnico específico do produto”.

Além da comercialização, a ação da agência inclui a distribuição, fabricação, propaganda, uso e recolhimento.

A ora-pro-nóbis é uma planta alimentícia não-convencional (Panc). Diferentemente das hortaliças, legumes, grãos e frutas convencionais, as pancs não são cultivadas em larga escala. Muitas, até mesmo, são consideradas ervas daninhas por crescerem nos quintais e beiras de estrada.

Nos últimos anos, esses alimentos ganharam destaque na gastronomia e a ora-pro-nobis é uma das mais conhecidas.

Em geral, as Pancs têm em comum altíssima concentração de vitaminas e minerais, em especial, ferro, cálcio e antioxidantes.

Isso fez com que nos últimos anos, surgissem inúmeros suplementos à base de ora-pro-nóbis que prometem, entre outros benefícios, apoiar a saúde e o bem-estar geral, melhorando a digestão, aumentando o sistema imunológico e promovendo uma pele saudável.

No entanto, esse tipo de suplemento nunca foi liberado pela Anvisa e há anos, a agência combate sua comercialização e divulgação.

Justamente por esse tipo de produto não ser autorizado pela agência, não há qualquer padrão ou fiscalização sobre sua composição, o que pode colocar em risco a saúde dos usuários.

Vale ressaltar suplementos alimentares, em geral, não podem ser comercializados como alternativas terapêuticas.

Gripe: estados e municípios devem iniciar vacinação assim que receberem as doses do imunizante, recomenda MS

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No dia 21 de março, o Ministério da Saúde começou a distribuir doses de vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. A primeira leva tem 5,4 milhões de doses e a previsão é de que a distribuição ocorra até o final de abril, totalizando 35 milhões de doses do imunizante pelo país.

O início oficial da vacinação está marcado para o dia 7 de abril, data que marca o começo da campanha de reforço da imunização. Apesar disso, a recomendação do Ministério da Saúde é de que estados e municípios iniciem a estratégia assim que receberem as doses do imunizante.

Segundo o MS, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos.

Conforme a Pasta, a estratégia será mantida ao longo do ano, indo além das campanhas sazonais e integrando o Calendário Nacional de Vacinação.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a meta é imunizar 90% do público prioritário. Com isso, já fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Mas a estratégia vai além desses grupos prioritários. Confira:

  • Trabalhadores da Saúde;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas  (entre 12 e 21 anos).

Estratégia regional 

A campanha será realizada em dois momentos:

Primeiro semestre: março/abril, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
Segundo semestre: setembro, na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região.

A estratégia considera a região que concentra o pico de casos em determinado período do ano. Dessa forma, a previsão para o primeiro semestre é distribuir 67,6 milhões de doses para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste – onde o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho).

Já no segundo semestre, serão distribuídas 5,9 milhões de doses para a Região Norte. Isso deve ocorrer devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, que fazem com que a maior circulação do vírus aconteça neste período, geralmente entre setembro e novembro, chamado de “Inverno Amazônico”.

Temporada do VSR no país

O Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 27 de março, alerta para o início da tendência de aumento da circulação dos vírus respiratórios nas próximas semanas. Nas últimas edições, a publicação já apontava o crescimento de casos graves do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente na região Centro-Oeste, com a incidência atingindo níveis altos ou muito altos. O estudo refere-se à Semana Epidemiológica (SE) 12, de 16 a 22 de março.

A pesquisadora Tatiana Portela, do InfoGripe e do Programa de Processo de Computação Científica, informa que se trata de um crescimento sazonal. Além disso, a pesquisadora esclarece que, além do VSR, é muito provável que, em breve, haja um aumento do vírus da influenza.

Apesar da sazonalidade, a pesquisadora da FioCruz ressalta que estar vacinado contra a gripe é essencial para evitar casos graves.

No atual cenário, a análise aponta crescimento de VSR em níveis de incidência moderada na Região Sudeste, principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O Acre também já tem sinais de aumento dos casos graves de VSR.

Fonte: Brasil 61

Secretaria de saúde inicia campanha de vacinação contra a influenza em Afogados

Tem início nesta quarta (02), a campanha de vacinação contra a gripe H1N3, popularmente conhecida como influenza.

A vacina pode ser tomada nas unidades básicas de saúde ou na sede do programa nacional de imunização, que fica na rua Professor Vera Cruz, n° 160, no centro de Afogados.

A vacinação será realizada de segunda a sexta, nos horários das 7h30 ao meio-dia, e de 14h às 17h. Lembre-se sempre: vacinas salvam vidas!

Confira o público-alvo:

• Crianças de O6 meses a menores de O6 anos
• Trabalhadores da saúde
• Gestantes e puérperas
• Professores(as)
• Idosos acima de 60 anos
• Pessoas em situação de rua
• Pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente
• Caminhoneiros
• Trabalhadores de transportes coletivos
• População privada de liberdade
• Funcionários dos Correios

Anvisa suspende venda da pasta dental Colgate Clean Mint após reações alérgicas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda do creme dental Clean Mint Total 12, da Colgate, nesta quinta-feira (27), após inúmeros registros de reações adversas. As reclamações relacionadas ao produto iniciaram após a mudança de sua fórmula em julho de 2024, quando o fluoreto de sódio foi substituído por fluoreto de estanho.

Apesar da mudança, a empresa afirmou também, ao Estado de S. Paulo, que os componentes do produto passam por testes rigorosos, sendo aprovados por agência regulatórias em todo o mundo. Disse ainda que a nova composição é o resultado de mais de dez anos de pesquisa.

A Anvisa registrou um total de oito notificações, relatando reações como gengiva irritada e vermelhidão, dormência nos lábios e na boca, inchaço nas amígdalas, lábios e mucosa oral, sensação de ardência e boca seca. A agência orienta que vítimas de reações adversas a qualquer produto devem notificar sua experiência à agência, mesmo que não tenham certeza de que foi causada pelo fármaco.

Qualquer pessoa pode realizar a notificação por meio de um sistema eletrônico específico para essa finalidade: o VigiMed. Lançado em dezembro de 2018, ele substituiu o sistema anterior, o Notivisa, nos casos de eventos adversos relacionados ao uso de medicamentos e vacinas.

Resolução permite que farmacêuticos prescrevam medicamentos.

Para o Conselho Federal de Farmácia, a resolução aprovada e publicada este ano não traz "nenhuma novidade" em relação à prescrição em si
Para o Conselho Federal de Farmácia, a resolução aprovada e publicada este ano não traz “nenhuma novidade” em relação à prescrição em si – © Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) destaca que a atuação do profissional farmacêutico é limitada à prescrição de medicamentos sem tarjas.

*Com informações da Agência Brasil

O plenário do Conselho Federal de Farmácia (CFF) aprovou, em 20 de fevereiro deste ano, uma resolução que formaliza a autorização para farmacêuticos prescreverem medicamentos tarjados, que, em geral, exigem receita médica.

O texto foi publicado no Diário Oficial da União na última segunda-feira (17) e entrará em vigor dentro de 30 dias. Contudo, em nota divulgada nesta quinta-feira (20), o CFF ressaltou que a prescrição farmacêutica é um direito da categoria há mais de uma década.

“A prescrição farmacêutica é respaldada pela Lei Federal nº 13.021 de 2014, que determina que o farmacêutico tem a obrigação de estabelecer o perfil farmacoterapêutico dos pacientes, além do próprio acompanhamento farmacoterapêutico.”

Segundo o CFF, a nova resolução não altera o direito de prescrição, mas aprimora normas para fiscalização e segurança de pacientes e profissionais. “O que o Conselho Federal de Farmácia fez foi aprimorar os instrumentos normativos para a fiscalização e garantir maior segurança para pacientes e profissionais”, diz a nota.

Segundo a entidade, a norma vincula a prescrição farmacêutica ao Registro de Qualificação de Especialista (RQE), mecanismo aprovado em 2025 e recém-adotado pelo CFF para assegurar que os farmacêuticos atuem de acordo com sua formação e especialização.

“Agora, a sociedade vai poder consultar quais farmacêuticos são prescritores diretamente no site do CFF, melhorando substancialmente a fiscalização e promovendo o melhor cuidado em saúde.”

Na nota, o CFF destaca que o profissional farmacêutico não pode prescrever todo tipo de medicamento e que sua atuação é limitada à prescrição daqueles que são isentos de prescrição médica e tarjados, “mediante protocolos ou diretrizes preestabelecidos”.

Ato médico e Anvisa

No comunicado, o CFF destacou ainda que os vetos à chamada Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013) estabelecem que a prescrição terapêutica não figura como atividade privativa dos médicos, “pois restringir a prescrição a estes colocaria em risco políticas públicas essenciais para o Brasil, incluindo o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

O conselho cita ainda resolução de 2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelece novas regras para a rotulagem de medicamentos, determinando que as embalagens de medicamentos contenham a frase VENDA SOB PRESCRIÇÃO no lugar de VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA, “reconhecendo que medicamentos não são apenas de prescrição médica”.

Banalização do cuidado

Ao citar alegações de que a resolução banaliza o cuidado em saúde, o conselho avalia que o documento apenas “organiza” a prescrição farmacêutica, “garantindo que os farmacêuticos atuem dentro de protocolos clínicos bem estabelecidos e embasados na melhor evidência científica disponível”.

O CFF argumenta que a nova norma não interfere na atuação de outras categorias profissionais, uma vez que se limita às atribuições dos farmacêuticos previstas na legislação federal.

Segundo o conselho, as consultas realizadas por esses profissionais têm uma função específica e não substituem outros atendimentos médicos.

Por: JC

Projeto que facilita uso de verbas da saúde por estados e municípios será analisado pelo Senado

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Segundo o autor da proposta, deputado Mauro Benevides Filho (PDT – CE), os recursos que já estão nas contas das prefeituras e dos estados totalizam R$ 2 bilhões

O projeto de lei complementar que permite a estados e municípios usarem, até 31 de dezembro de 2025, recursos represados antes destinados a procedimentos de saúde relacionados à Covid-19, será analisado pelo Senado Federal.

A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 18 de março. Segundo o autor da proposta, deputado Mauro Benevides Filho (PDT – CE), os recursos que já estão nas contas das prefeituras e dos estados totalizam R$ 2 bilhões.

Pelos termos da matéria, gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) também vão poder alterar a destinação de outras verbas repassadas pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos de saúde locais, sem a necessidade de seguir compromissos aos quais os recursos estavam vinculados.

A medida valerá para repasses feitos até o dia 31 de dezembro de 2023, em transferências regulares e automáticas. Na avaliação do relator da proposta na Câmara, deputado Hildo Rocha (MDB – MA), a realocação desse dinheiro contribuirá para a melhoria dos serviços de saúde.

A primeira vez que o Congresso Nacional autorizou que gestores de saúde mudassem a destinação de recursos de anos anteriores – que normalmente devem voltar ao FNS  – foi em 2020, devido à pandemia de Covid-19.

À época, a medida foi estendida até 2021. No ano seguinte, houve uma nova prorrogação até o fim de 2023. No ano posterior, uma Lei Complementar estendeu o prazo até dezembro de 2024.

Endometriose afeta 8 milhões de brasileiras e precisa de diagnóstico rápido.

A dor intensa na região da pelve é o principal sintoma da doença. O acompanhamento deve ser realizado com o médico ginecologista
A dor intensa na região da pelve é o principal sintoma da doença. O acompanhamento deve ser realizado com o médico ginecologista – Reprodução/Envato Elements

 Dia Nacional da Luta contra a Endometriose é nesta quinta-feira (13). A data reforça a relevância do diagnóstico precoce e tratamentos corretos.

Março é o mês da conscientização sobre a endometriose, uma doença que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil e no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Muitas mulheres ainda enfrentam anos de sofrimento antes de ter o diagnóstico. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) revelou que a doença atinge cerca de 6 a 8 milhões de mulheres.

A pesquisa ainda constatou que mais de 60% das entrevistadas desconhecem os sintomas do problema. Isso porque são levadas a acreditar que fortes cólicas, por exemplo, são normais no período menstrual.

Sintomas da endometriose

A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio (parte interna do útero) cresce fora do órgão. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 7 mil novos casos podem ser diagnosticados até 2025.

“Os sintomas da doença variam de mulher para mulher, mas no geral podem provocar fortes cólicas menstruais, dores durante as relações sexuais e, em muitos casos, a infertilidade”, explica o Dr. Frederico Correa, especialista em Reprodução Assistida e diretor médico da Huntington Brasília.

A dor é o principal dos sintomas, e especialistas da SBE alertam que a cólica não deve ser normalizada nem mesmo no período menstrual.

Tratamento

A endometriose não tem cura mas existem tratamentos para aliviar os sintomas e a gravidade da doença. As opções devem ser verificadas com o médico ginecologista, que vai avaliar o impacto na qualidade de vida da paciente:

  • Uso de medicamentos: anti-inflamatórios e anticoncepcionais hormonais são frequentemente prescritos para reduzir os sintomas;
  • Cirurgia: em casos mais graves, pode ser necessário realizar um procedimento cirúrgico para remover os focos da endometriose;
  • Mudanças no estilo de vida: alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e práticas complementares, como acupuntura, podem ajudar no controle da dor.

Fertilidade

A endometriose pode afetar a fertilidade ao comprometer a função dos ovários, trompas de falópio e útero. Mas é importante destacar que não são todas as pessoas com endometriose que são inférteis.

Segundo a Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), entre aquelas que apresentam infertilidade, até 50% têm o problema.

Tratamentos como a indução da ovulação e a fertilização in vitro podem ser alternativas viáveis para mulheres que desejam engravidar. O acompanhamento médico especializado é fundamental para avaliar cada caso individualmente e definir a melhor estratégia.

“A fertilização in vitro permite que a fecundação ocorra fora do corpo, contornando as obstruções nas tubas e proporcionando melhores chances de sucesso para as mulheres que convivem com a condição. No procedimento é feita a coleta dos óvulos e espermatozoides, que são fertilizados em laboratório antes de serem implantados no útero”, pontua Dr. Frederico.

Assista ao Videocast Saúde e Bem-Estar, do JC, sobre saúde da mulher

Por: JC

Brasil ultrapassou mais de 500 mil casos suspeitos de dengue

Apenas nos três primeiros meses de 2025, o Ministério da Saúde registrou 502.317 casos prováveis de dengue, 235 mortes confirmadas e outros 491 óbitos em investigação no Brasil.

Embora o valor seja expressivo, ele representa uma queda de quase 70% em relação ao ano passado. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal, no mesmo período em 2024, o país registrou 1,6 milhão de casos e 1.356 óbitos.

No momento, o coeficiente de incidência da doença no país é de 236,3 casos de dengue para cada 100 mil habitantes. O Acre, por sua vez, é o estado que registra o coeficiente mais alto, 760,9.

Do Diário do Pejeú

Covid-19: municípios do interior registraram 68 mil casos em 2025; doença volta a preocupar gestores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Até o dia 8 de fevereiro, que corresponde à Semana Epidemiológica (SE) 6, foram notificados 94.701 casos de Covid-19 no país e 429 óbitos pela doença. Do total, 68.638 registros foram feitos nos municípios do interior, que somam 271 mortes. Apesar da diminuição de 21,12% na média móvel de casos, houve aumento de 15,52% na média móvel de óbitos em comparação à SE 5. E o aumento de casos em municípios do interior do país preocupa os gestores, especialmente com a proximidade do Carnaval. Os dados são do Informe Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde.

Na apuração dos dados, o Brasil 61 seguiu o critério de definição de município do interior utilizado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Pela lógica do fundo, os municípios de interior são todas as cidades que não são as capitais de seus estados

Apenas na semana 6 foram registrados 8.865 casos de Covid-19, com uma incidência de 4,15% de casos por 100 mil habitantes. O especialista em doenças tropicais do hospital Anchieta e infectologista Manuel Palácios afirma que o percentual é um sinal de alerta para a população. “Isso indica uma possível aceleração do vírus em determinadas áreas”, diz.

Os casos reportados na SE 6 apontam que houve um sinal de alta em estados do Norte e Centro-Oeste, onde foi reportada uma maior proporção de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19. Esses casos ocorreram especialmente entre idosos, em alguns estados dessas regiões.

O Ceará foi o estado que registrou o maior número de pessoas com a doença em municípios do interior até agora, segundo o Painel de Covid-19 do MS. São 12.172 casos. Outros dados, do Boletim InfoGripe da Fiocruz do início de janeiro, mostram que o estado manteve aumento de casos da doença. Na semana 02/2025, Maranguape (CE) teve 581 casos confirmados.

Na avaliação de Palácios, a situação da doença no país requer atenção e cautela dos brasileiros, tendo em vista que há risco de novas variantes começarem a circular com maior taxa de transmissibilidade.

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