
Encontro na Alepe ocorreu em meio à repercussão do assassinato do motorista de aplicativo Eduardo Luiz da Cruz, morto durante um assalto em Candeias, em março deste ano
A insegurança vivida por motoristas e entregadores por aplicativo em Pernambuco voltou a ser temática debatida na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em reunião realizada nesta quarta-feira (6).
A Comissão de Segurança Pública da Casa recebeu representantes das plataformas Uber e 99, além de integrantes das forças de segurança e representantes da categoria, buscando avançar em medidas de proteção para os trabalhadores.
O encontro foi conduzido pelo deputado estadual João Paulo (PT) e retomou discussões iniciadas em audiência anterior com motoristas e entregadores, quando as empresas de aplicativo não participaram. Desta vez, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as plataformas, esteve presente por meio da gerente de relações governamentais, Lailla Malaquias.
Durante a reunião, Lailla reconheceu o impacto da violência urbana no setor e afirmou que a segurança dos usuários e motoristas é uma preocupação permanente das empresas.
“Todos os usuários que se cadastram na plataforma para solicitar viagens passam algum tipo de verificação. As motoristas mulheres podem escolher receber só pedidos de viagens de passageiras do sexo feminino. Também existe um recurso de gravação de áudio, em que tanto motoristas quanto usuários podem utilizar o próprio aplicativo para gravar a viagem, caso eles não se sintam confortáveis”, afirmou.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores está a implantação do reconhecimento facial para passageiros. O presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo de Pernambuco (Sindmape), Anderson Câmara, defendeu que a ausência de identificação dos usuários facilita a ação criminosa.
“Quem chama a corrida recebe a foto do motorista, mas o contrário não acontece. Além disso, a maioria dos assaltos ocorre quando o usuário pede uma corrida para terceiros, e eles não são identificados”, declarou Câmara.
O debate também trouxe à tona a possibilidade de adoção, em Pernambuco, de mecanismos semelhantes ao programa “Vigia Mais”, implantado no Mato Grosso, que integra câmeras públicas e privadas para monitoramento em tempo real.












O Instituto DataTrends divulgou mais uma rodada de pesquisa sobre a corrida pelo Governo de Pernambuco em 2026. O levantamento ouviu 4 mil eleitores em 75 municípios pernambucanos entre os dias 30 de abril e 3 de maio, com margem de erro de 1,6 ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PE-05320/2026.



