
Segundo a Arquidiocese, o suposto batismo teria sido realizado pelo falso bispo na Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, localizada no bairro das Graças, Zona Norte do Recife
Um homem que se apresentava como bispo foi denunciado pela Arquidiocese de Olinda e Recife por realizar, sem possuir nenhum vínculo canônico com a Igreja, um suposto batismo na Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, localizada no bairro das Graças, na Zona Norte da capital pernambucana.
Assinada pelo Vigário Episcopal Pe. Fábio Paz de Queiroz, a nota de esclarecimento, divulgada neste domingo (22), afirma que o sacerdote responsável pelo templo não tinha conhecimento de que o celebrante estivesse vinculado a posições sedevacantistas (posição teológica dentro do catolicismo tradicional).
Ainda na nota, divulgada nas redes sociais da Paróquia do Santíssimo Coração Eucarístico de Jesus (Matriz do Espinheiro), responsável pela capela, a administração pública do ato do batismo por quem não está em comunhão com a Igreja configura ato gravemente ilícito, especialmente quando realizada em templo católico, pois viola a disciplina sacramental e a ordem eclesial.
“De acordo com a disciplina canônica, os sacramentos são atos de Cristo confiados à Igreja (cf. cân. 840), e sua celebração não se reduz à mera validade da forma, mas exige igualmente legítima missão canônica e integral comunhão eclesial”, diz trecho da nota.
Além da denúncia, a Arquidiocese de Olinda e Recife lamentou que não tenha havido a devida boa-fé por parte dos interessados, uma vez que a transparência e a comunhão com a Igreja constituem pressupostos essenciais para a vida sacramental autêntica.
“É forçoso, contudo, reconhecer que teria sido necessária maior averiguação prévia no âmbito administrativo e da secretaria paroquial, conforme recomenda a prudência pastoral em situações semelhantes”, afirma outro trecho da nota.
A Arquidiocese afirmou que adotará as medidas necessárias para que situações dessa natureza não se repitam e advertiu os católicos a não participarem de celebrações promovidas por ministros desprovidos de missão canônica ou vinculados a grupos em ruptura com a Igreja, pois, segundo a Arquidiocese, tais práticas geram confusão e prejudicam a comunhão eclesial.
Confira a nota da Arquidiocese na íntegra















