O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso na manhã desta quinta-feira (13) durante uma operação da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes no órgão, como esquemas de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
Stefanutto é alvo de um dos dez mandados de prisão cumpridos nesta quinta-feira (13), em nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Alessandro havia sido afastado do cargo quando as notícias sobre fraudes no INSS vieram à tona. Em abril, ele foi demitido da função.
Na época, as investigações apontaram um esquema criminoso voltado à realização de descontos irregulares nos valores recebidos por aposentados e pensionistas do órgão, ocorridos entre 2019 e 2024. Os desvios podem chegar a R$ 6,3 bilhões, segundo a PF.
Ao todo, as forças de segurança cumprem 63 mandados de busca e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Em agenda no Recife nesta quinta-feira (13), às 16h, a governadora Raquel Lyra anuncia a construção de novos quatro conjuntos habitacionais, totalizando 492 moradias populares destinadas a famílias de baixa renda. Os imóveis, que serão construídos na Região Metropolitana do Recife e no Agreste, são resultado da parceria entre o Governo Federal, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, e o Governo de Pernambuco, através do Programa Morar Bem.
No início da tarde, às 14h, a gestora estadual participa do Primeiro Encontro Estadual de Proteção Social. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), ampliando direitos, vínculos e a integração entre políticas públicas em todo o Estado.
O empresário afogadense Erikacio Gravações denunciou nesta quarta-feira (12), em entrevista, um caso de negligência na transferência realizada pelo Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira. A denúncia envolve a condução do caso de sua mãe, a senhora Maria da Conceição Salvador, carinhosamente conhecida como Dona Ceiça, de 80 anos, que faleceu no último dia 1º de novembro.
Segundo Erikacio, a idosa, que tinha histórico cardíaco e apresentava sinais de infarto, deu entrada no Hospital Regional na madrugada do dia 1º. Mesmo em estado grave, ela foi transferida da Sala Vermelha do Hospital Regional Emília Câmara para a cidade de Serra Talhada em uma ambulância básica, e não em uma unidade UTI móvel, que seria a recomendada para o quadro de risco da paciente, que seguiu acompanhada apenas por uma técnica de enfermagem, sem a presença de um médico durante o transporte.
Durante o trajeto, o estado da idosa se agravou. Ela não conseguiu chegar a Serra Talhada e precisou dar entrada no Hospital Municipal de Flores após apresentar um quadro de AVC. A paciente morreu na unidade.
O Hospital Municipal de Flores registrou que a idosa chegou em alto risco, sem acompanhamento médico e sem suporte de UTI móvel, condições que, segundo a unidade, eram indispensáveis dada a gravidade do caso.
A família agora cobra explicações e responsabilização pelo procedimento adotado na transferência por parte do Emília Câmara.
“O que aconteceu com a minha mãe não pode mais acontecer com ninguém. Não quero que ninguém mais passe a dor da perda de uma pessoa que ama por negligência do hospital”, desabafou Erikacio.
Ao chegar, bebê estava desacordado, com “o corpo rígido e o rosto bastante arroxeado” devido ao engasgamento durante a amamentação
Um bebê de apenas 37 dias foi salvo por policiais militares após se engasgar com leite, na segunda-feira (10). O caso aconteceu na Grande Vitória, no Espírito Santo.
De acordo com a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), o bebê chegou com a mãe e a tia, que estavam desesperadas pedindo por socorro. Ele estava desacordado, com “o corpo rígido e o rosto bastante arroxeado” devido ao engasgamento durante a amamentação.
Foi nesse momento que os militares acolheram o bebê, e o soldado Mariston da Silva Menezes com o apoio do sargento Pietrângelo Carlos Santos de Azevedo, realizou a manobra de Heimlich.
O procedimento, criado em 1974 pelo médico norte-americano Henry Heimlich, é uma técnica de primeiros socorros desobstrui as vias aéreas, e consiste em aplicar compressões abdominais rápidas para cima e para dentro. Com isso, o ar é empurrado para os pulmões para expelir o objeto que está causando asfixia.
“Em poucos segundos, o bebê voltou a respirar normalmente, para alívio da família e dos policiais presentes”, completou a polícia.
A prisão aconteceu durante fiscalização na BR-424, em Venturosa, no Agreste de Pernambuco, na manhã desta quarta (12)
Policiais do Grupo de Enfrentamento aos Crimes Ambientais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam dois irmãos que transportavam pássaros silvestres, durante operação de fiscalização na BR-424, em Venturosa, no Agreste de Pernambuco, na manhã desta quarta-feira (12).
Segundo a PRF, eles tinham 39 e 49 anos e transportavam cerca de 465 aves em gaiolas apertadas no porta-mala e no interior do veículo. Algumas, inclusive, morreram durante o trajeto.
Os policiais do Grupo de Enfrentamento aos Crimes Ambientais realizavam uma fiscalização na rodovia, quando abordaram um carro ocupado por dois homens. Foram encontradas 23 gaiolas contendo cerca de 300 pássaros da espécie papa-capim, 150 canários-da-terra, dez trinca-ferros e cinco azulões.
A PRFinformou que, conforme informações colhidas com os ocupantes do veículo, as aves haviam saído da cidade de Jequié, na Bahia, em direção a Caruaru, em Pernambuco, distantes cerca de 914 km.
Os irmãos já haviam sido detidos diversas vezes pela PRF cometendo o mesmo crime ambiental nas cidades baianas de Jeremoabo e Jequié.
A dupla foi encaminhada à delegacia de Polícia Civil de Arcoverde, no Sertão pernambucano, e poderá responder por maus-tratos, receptação, associação criminosa e pelo crime ambiental.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) foram acionados, para receber as aves e emitir autuações ambientais.
Grupo formado por sete detentos apontados como responsáveis por ordenar a instalação de barricadas, em retaliação a megaoperação policial, ficará 50 dias sem receber visitas
O presídio federal de Catanduvas, no Paraná, que deverá receber os sete chefes do tráfico do Comando Vermelho (CV), transferidos nesta quarta-feira do sistema penitenciário fluminense, conta com uma estrutura de segurança para impedir o contato dos presos com o mundo externo.
A exemplo de outros quatro presídios federais, a penitenciária possui, entre outras coisas, sistemas de vigilância por áudio e vídeo, com todo procedimento de rotina da cadeia acompanhado por câmeras; equipamentos de segurança e de inteligência; além de uma estrutura física reforçada para evitar tentativas de invasão e fuga.
Em Catanduvas está preso outro velho conhecido da polícia do Rio de Janeiro. Trata-se do traficante Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ele inaugurou a unidade, em 2006, e após passar por outros presídios federais, num sistema de revezamento, retornou ao presídio, onde está à disposição da Justiça. De acordo com o regulamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais( Senappen), responsável pelas unidades penais federais, todos os detentos vindos de outros estados ficam recolhidos em celas individuais. Além disto, assim que chegarem ficarão isolados por pelo menos 50 dias. No período, eles não poderão receber visitas de parentes ou ter contato com outros presos, e só tomarão banho de sol em espaços conhecidos como solários individuais.
Nos primeiros 20 dias na unidade, conhecidos como tempo de adaptação, cada preso é cientificado dos seus direitos e deveres. Após este período, parentes do interno poderão requerer um pedido de visitas, que será examinado por 30 dias, até ser aceito ou não.
Segundo a Senappen, nas penitenciárias federais, cada preso ocupa uma cela individual e permanece 22 horas por dia em regime de isolamento, e duas horas de banho de sol, sob monitoramento permanente por equipes da Polícia Penal Federal com uso de tecnologia de vigilância. A entrada de alimentos vindos de fora é proibida. Todos os itens de higiene, alimentação e vestuário são fornecidos pelas próprias unidades prisionais.
Foto: Reprodução / TV Globo
Além disto, o detento é revistado todas às vezes que deixa o seu dormitório. A cela também é revistada todas às vezes em que ele se retira do local para outro ambiente. Já a comunicação com familiares, amigos e advogados, quando é permitida, deve ser feita por parlatório ou por videoconferência. O regulamento prevê ainda que ele não tenha acesso a meios de comunicação externos.
A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP30, realizada em Belém, não é somente espaço para as discussões de líderes mundiais, mas também um momento para a projeção de gestores nacionais conectados com as necessidades de agir para mitigar os efeitos do aquecimento global nos territórios e com a transição energética, pautas amplamente discutidas no encontro.
Por isso, tanto a governadora Raquel Lyra (PSD) quanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB), fizeram questão de marcar presença no evento, para apresentarem as iniciativas de enfrentamento à crise climática no âmbito local. A gestora pernambucana participou do painel “Oportunidades de Powershoring no Nordeste brasileiro: como acelerar investimentos sustentáveis e a cadeia industrial de baixo custo.”
Ao discursar, a gestora enfatizou os investimentos feitos pelo governo estadual em infraestrutura para garantir a chegada de novos negócios, ao mesmo tempo que houve promoção de mudança da matriz energética em cadeias produtivas já existentes no estado. Raquel Lyra ressaltou também que a desigualdade social e mudança climática estão interligados.
“A questão da mudança climática no nosso estado, justiça social e desigualdade social são faces de uma mesma moeda. E a gente tem diversos desafios. O desafio de garantir investimentos e estruturadores que permitam a Pernambuco poder ser um estado mais competitivo. Ao tempo em que a gente vai conseguindo, na prática, já garantir mudança de matriz energética para ações e para cadeias produtivas que já existem em Pernambuco”, declarou a governadora.
Já o prefeito João Campos, se encontrou com a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, para compartilhar experiências na área da proteção de crianças. O gestor recifense também participou de painéis, incluindo um sobre financiamento climático em cidades resilientes, ao lado do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn.
No painel, Campos apresentou as iniciativas do programa ProMorar, com ênfase na macrodrenagem do rio Tejipió. Ele destacou, ainda, que 70% dos investimentos feitos na cidade se concentram em áreas da periferia.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (12) mostra que a avaliação do governo do presidente Lula (PT) parou de melhorar e passou a registrar leve queda. Segundo o levantamento, 50% dos brasileiros desaprovam a gestão petista, enquanto 47% aprovam.
O resultado inverte a tendência dos últimos meses, quando a aprovação vinha subindo dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, e a desaprovação, caindo. Agora, o cenário se inverteu: a aprovação recuou e a desaprovação avançou.
A diferença entre aprovação e desaprovação é agora de três pontos percentuais. Em outubro, era de apenas um ponto.
Veja os números:
Aprovação: 47% (eram 48% em outubro)
Desaprovação: 50% (eram 49%)
Não sabe/não respondeu: 3% (eram 3%)
De acordo com a Quaest, a megaoperação policial no Rio de Janeiro, as declarações de Lula sobre o tema e o aumento da preocupação da população com a segurança pública interromperam a melhora na avaliação do governo.
O Governo de Pernambuco empossou, nesta segunda-feira (10), o novo delegado-geral da Polícia Civil. Na cerimônia que marcou a formatura de 423 novos policiais civis, Felipe Monteiro assumiu a função de novo gestor, sucedendo Renato Rocha, que teria pedido para sair da corporação.
No evento, ao comentar a saída, Renato expressou satisfação e fez um balanço positivo de sua gestão. “A gente vem há 18 meses sem nenhum aumento nos indicadores expressivos da criminalidade. Isso mostra que o trabalho não só da Polícia Civil, mas de todas as forças de segurança, está indo no caminho certo. A gente vai fechar esse ano como o melhor ano da série histórica”, avaliou.
Sobre o sucessor, Renato contou que Felipe já era um nome de sua confiança. Isto porque, ao sair do Centro Integrado de Inteligência e Defesa Social, em janeiro de 2024, para assumir a chefia de polícia, indicou o nome do delegado para assumir seu lugar. “Ele tem totais condições de fazer um trabalho muito melhor do que eu fiz. A gente espera mesmo e não é só esperança, é a certeza de que isso vai acontecer”, afirmou.
Em sua primeira fala como delegado-geral empossado, Monteiro minimizou a expectativa de grandes mudanças imediatas, ressaltando o bom trabalho da gestão anterior e afirmando se tratar de “uma gestão de continuidade”. O novo delegado-geral pontuou que o principal desafio será manter a redução significativa nos índices de Mortes Violentas Intencionais (MVI) e Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs). Ele também destacou o combate ao recente aumento da criminalidade na capital. “São pequenos ajustes que vão ser feitos ao longo da minha missão de suceder Renato para que a gente continue avançando na redução da criminalidade aqui no estado”, afirmou.
Quanto ao efetivo, ele afirmou que uma nova turma de aprovados no último concurso já está iniciando “o processo de matrícula esta semana e, em breve, começará o curso de formação para que possamos realizar a nomeação desses novos policiais. Além disso, a governadora também anunciou hoje que, após concluídas todas as nomeações deste último concurso, será aberto um novo concurso público para completar, de forma definitiva, o efetivo da Polícia Civil”, disse.
Deputado Guilherme Derrite (PP-SP) / Polícia Federal (Fotos: Lula Marques/Agência Brasil | Divulgação/PF)
Ao equiparar facções ao terrorismo, texto de Derrite pode abrir brecha para intervenções estrangeiras
O relator do projeto de lei antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), fez mudanças significativas no texto originalmente enviado pelo governo ao Congresso, provocando críticas entre aliados do Planalto. Para integrantes da base, o substitutivo apresentado pelo parlamentar pode abrir brechas para intervenções estrangeiras sob o pretexto de combate ao terrorismo.
A proposta é considerada uma das principais apostas do governo para enfraquecer o crime organizado no país. O texto original cria a figura da “facção criminosa”, eleva penas para integrantes de organizações criminosas — de 3 a 8 anos para 5 a 10 — e prevê punições de até 15 anos em casos de domínio territorial obtido por violência ou ameaça.
Derrite, que está licenciado do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, no governo Tarcísio de Freitas, manteve parte dessas medidas, mas fez alterações de fundo. Ele incluiu condutas atribuídas a facções, milícias e grupos paramilitares dentro da Lei Antiterrorismo, equiparando esses crimes a atos terroristas.
Para o governo, essa equiparação é problemática: além de não garantir maior eficácia contra o crime organizado, poderia gerar riscos diplomáticos e econômicos, ao enquadrar o Brasil em protocolos internacionais de combate ao terrorismo.
Outro ponto de embate envolve a competência da Polícia Federal (PF). Na versão inicial de seu parecer, Derrite restringia a atuação da PF a casos de repercussão interestadual ou transnacional, ou quando houvesse determinação do Ministério da Justiça. A medida foi vista como um recuo na autonomia da corporação.
Após críticas, o relator suavizou o texto e, na nova versão, permite que a PF participe das investigações por iniciativa própria, sempre que os fatos envolverem matérias de sua competência legal. Ainda assim, o texto mantém a primazia das polícias civis estaduais nas apurações, com controle dos ministérios públicos locais.
Segundo o novo parecer, a cooperação entre PF e polícias estaduais deve ocorrer, preferencialmente, por meio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) ou de outras estruturas do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), respeitando os princípios de coordenação e cooperação federativa.
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