A Prefeitura de Afogados da Ingazeira deu início nesta quinta (30) ao pagamento do funcionalismo público municipal, referente ao mês de outubro, Confira o calendário:
Quinta
30/10
Todas as secretarias municipais (exceto saúde e educação)
Aposentados e pensionistas com vencimentos de até R$ 3.000,00
Sexta
31/10
Secretarias municipais de Saúde e de Educação
Aposentados e pensionistas com vencimentos acima de R$ 3.000,00
Ação da Polícia Federal erradicou 286 mil pés de maconha, em 49 roças, distribuídas em nove municípios do Sertão
A Polícia Federal erradicou entre os dias 9 de setembro e 21 de outubro deste ano cerca de 286 mil pés de maconha, distribuídas em 49 roças localizadas em diferentes municípios sertanejos, durante a Operação Carcará, Fase IX. A ação foi realizada em conjunto com a Delegacia de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco.
De acordo com a PF, caso os plantios fossem colhidos e processados, seria possível produzir cerca de 95 toneladas de maconha.
Os pontos de plantio foram descobertos após levantamentos de inteligência que identificaram áreas de cultivo nos municípios de Salgueiro, Cabrobó, Orocó, Belém do São Francisco, Santa Maria da Boa Vista, Betânia, Floresta, Ibimirim e Carnaubeira da Penha.
Segundo a PF, as operações de erradicação têm como objetivo impedir o ciclo produtivo da cannabis e evitar a secagem e comercialização da droga. A corporação destacou que as ações contínuas no Sertão têm reduzido a produção local e provocado o aumento do tráfico interestadual e da importação de maconha do Paraguai, o que vem sendo evidenciado pelas apreensões recentes.
A Polícia Federal ressaltou ainda que a diminuição da oferta de drogas impacta diretamente nos índices de violência, contribuindo para o desabastecimento de pontos de venda e para a redução de crimes como homicídios, roubos e latrocínios.
A ação contou com apoio da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), envolvendo policiais civis, militares, penais e bombeiros, além de uma aeronave do Grupo Tático Aéreo (GTA/SDS). As equipes realizaram incursões terrestres e fluviais, com o uso de botes infláveis para alcançar áreas de difícil acesso.
Relatos são de que muitos foram mortos depois de terem sido rendidos
A cena dos corpos enfileirados na Praça São Lucas, no complexo da Penha, na manhã desta quarta-feira (29), correram o Brasil e o mundo. Ao lado das dezenas de homens mortos durante a Operação Contenção, realizada ontem (28) pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, estavam familiares, em sua maioria mulheres. Mães, irmãs e esposas que choravam ao redor dos corpos e questionavam a ação do Estado.
Uma delas era Elieci Santana, 58 anos, dona de casa. Ela conta que o filho Fábio Francisco Santana, de 36 anos, mandou mensagem dizendo que estava se entregando e compartilhando sua localização.
“Meu filho se entregou, saiu algemado. E arrancaram o braço dele no lugar da algema”, diz.
O relato de que muitos foram mortos mesmo depois de terem sido rendidos era comum entre as famílias que acompanhavam a movimentação na praça. Os corpos foram trazidos pelos próprios moradores, na caçamba dos carros, durante a madrugada.
A confeiteira Tauã Brito, cujo filho Wellington morreu durante a operação, diz que muitos ainda estavam vivos ontem na mata, apesar de baleados.
“Ontem eu fui lá no Getúlio [Hospital Getúlio Vargas] pedir para subirem com a gente, para gente poder salvar esses meninos. Ninguém podia subir. Eles estavam vivos”, afirma.
Segundo ela, os moradores começaram a entrar na mata para procurar os feridos somente à noite, depois que a polícia tinha ido embora.
“Ficamos lá, cada um caçando seus filhos, seus parentes. Isso aí está certo para o governo?”, questiona.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
mocionada, Tauã disse à reportagem que só queria tirar o filho do meio da rua.
“Não vai dar em nada. A verdade é essa. Porque aqui tem um montão de gente chorando, mas lá fora tem um montão de gente aplaudindo. Isso que eles fizeram foi uma chacina”, lamentou.
Execução
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O advogado Albino Pereira, que representa algumas das famílias, acompanhou a ação durante a manhã. Na avaliação dele, há sinais claros de tortura, execução e outras violações de direitos.
“Você não precisa nem ser perito para ver que tem marca de queimadura [na pele]. Os disparos foram feitos com a arma encostada. Chegou um corpo aqui sem cabeça. A cabeça chegou dentro de um saco, foi decapitado. Então isso aqui foi um extermínio”, aponta.
Os corpos começaram a ser recolhidos pela Defesa Civil na parte baixa da comunidade por volta de 8h30, e encaminhados para o IML.
Fundador da ONG Rio da Paz, Antonio Carlos Costa acompanhou as cenas na Praça São Lucas e criticou a letalidade da operação.
“Não há uma invasão aqui do Estado na sua plenitude, trazendo saneamento básico, moradia digna, acesso à educação de qualidade, hospitais decentes. Por que historicamente a resposta tem que ser essa? E por que a sociedade não se revolta?”, questionou.
Operação Contenção
A Operação Contenção, realizada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deixou 119 mortos, sendo 115 civis e quatro policiais, de acordo com o último balanço. O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos. No total, foram feitas 113 prisões.
Ministro dos Transportes afirma que, se a retirada da obrigatoriedade das escolas demorar, as pessoas “perdem a confiança” no processo; prazo para colaborar com consulta pública do governo vai até domingo (2)
O ministro dos Transportes Renan Filho declarou que a proposta do governo de retirar a obrigatoriedade das autoescolas para a emissão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) deve começar a valer ainda em 2025.
Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, que foi ao ar nesta quarta-feira (29), Renan explicou que a proposta não passará pela análise do Congresso Nacional, já que se trata de uma resolução.
“Se o projeto fosse para o Congresso Nacional, as pessoas ficam achando que demora e tem muita gente esperando para tirar essa carteira […] Se demorar muito, as pessoas perdem a confiança no processo. É uma resolução, não é a lei que obriga o cidadão a seguir esse caminho”, declarou.
Renan Filho disse ainda que o Legislativo pode contribuir para o debate, mas reforçou que as pessoas “não querem” que o Congresso encareça os serviços, o que, segundo ele, iria na contramão do que é defendido pelo governo.
O ministro reforçou que o prazo para que a população faça contribuições quanto ao tema vai até domingo (2).
Mudanças na CNH
A proposta, conduzida pelo Ministério dos Transportes, prevê que o candidato possa escolher como se preparar para os exames teórico e prático, contratando um Centro de Formação de Condutores ou instrutores autônomos credenciados.
Segundo o governo, o objetivo é tornar a CNH mais acessível, reduzindo barreiras financeiras. Estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas dirijam sem carteira, em parte devido ao custo elevado, que varia de R$ 3 mil a R$ 4 mil.
A expectativa é que o novo modelo reduza os gastos em até 80%. Porém, o corte acontece com as autoescolas e não com as taxas diversas para obter a CNH.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira em parceria com o Projeto Social Visão, realizou nos dias 28 e 29 de Outubro mais um Mutirão Oftalmológico com atendimento gratuito para a população do município.
Os atendimentos aconteceram na Faculdade do Sertão do Pajeú-FASP, onde mais de 600 pessoas puderam fazer os exames de Mapeamento de Retina, Genioscopia, Retinografia Binocular, Fundoscopia, Ceratometria e também encaminhamento cirúrgico caso identificado pelo oftalmologista alguma doença que necessite de procedimento.
“Esse é o terceiro Mutirão Oftalmológico que realizamos em Afogados, nos dois primeiros conseguimos zerar a fila que existia no sistema da Secretaria de Saúde, e agora, os atendimentos foram para aquelas pessoas que não constavam em nossos sistema e que necessitavam de atendimento oftalmológico”, destacou o Secretário de Saúde, Artur Amorim.
A Prefeitura de Afogados vai inaugurar mais uma rua pavimentada no bairro Manoela Valadares: a rua Professor Marcos Chateaubriand, que recebeu mais de 1.800 m2 de novo pavimento.
A inauguração será nesta quinta (30), a partir das 16h30, e integra o calendário da maratona de inaugurações e entregas. A rua é uma transversal do anel viário, nas imediações do colégio Dom Hélder.
Adolescentes de 12 a 16 anos também poderão retirar item
O governo federal facilitou e agilizou o acesso gratuito a absorventes higiênicos para mulheres inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), que não têm acesso ao item.
A partir desta terça-feira (28), as 44 mil unidades básicas de Saúde (UBS) de todo o país podem emitir a autorização para retirada de absorventes menstruais nas farmácias populares pelas beneficiárias da iniciativa federal.
O produto de higiene íntima é fornecido de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades do Programa Farmácia Popular, por meio do Programa Dignidade Menstrual – Um Ciclo de Respeito.
A medida foi anunciada, em Brasília, pela secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas, durante o lançamento do Fórum de Mulheres na Saúde.
“Nós teremos todos os profissionais aptos a emitir a autorização para essas meninas, adolescentes, mulheres, que têm algum tipo de dificuldade de manuseio na saúde digital”, disse a secretária.
Ana Luiza explica que a nova modalidade de acesso à autorização de retirada dos absorventes menstruais pelas UBS se somará ao site e ao aplicativo Meu SUS Digital.
“Nós trazemos mais duas formas de acesso pelos gestores ou pelos profissionais que estão nas unidades. O objetivo é ampliar o acesso a esse insumo que é tão fundamental para saúde das nossas meninas e das nossas mulheres”, declarou Ana Luiza Caldas.
Desde a implementação do programa, em 2024, já foram atendidas mais de 2,5 milhões de pessoas e distribuídos mais de 376 milhões de absorventes menstruais.
Capacitação
Nas unidades básicas de Saúde (UBS) trabalham médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Qualquer profissional que trabalha em um UBS poderá identificar as pessoas elegíveis e gerar a autorização direta nos sistemas internos e-SUS e no e-Gestor APS (Atenção Primária à Saúde) para que as beneficiárias recebam gratuitamente os absorventes, depois, em uma farmácia credenciada.
Estado soma cinco casos confirmados de intoxicação por metanol
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) registrou, nesta terça-feira (28), um novo caso suspeito de intoxicação por metanol no estado. O paciente, do município de Trindade, está internado e segue sob investigação.
Com a nova notificação, o total de casos registrados desde o início do surto chega a 92, sendo 88 em Pernambuco e quatro em outros estados.
De acordo com o boletim mais recente, em Pernambuco há cinco casos confirmados e 62 descartados. Outros permanecem em análise. Entre os pacientes notificados, oito estão internados, 51 já receberam alta, 14 morreram e 15 deixaram o hospital sem autorização.
A SES-PE reforçou o alerta à população para evitar o consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa, principal causa das intoxicações investigadas.
Senado dos Estados Unidos (Foto: Getty Images via AFP)
A resolução sobre o Brasil agora segue para a Câmara
O Senado dos EUA votou por 52 a 48 para aprovar uma medida que bloqueia as tarifas do presidente Donald Trump sobre o Brasil, com um punhado de republicanos se aliando aos democratas na reprovação de uma peça central da agenda econômica da Casa Branca.
Cinco senadores republicanos votaram a favor da resolução: Lisa Murkowski, do Alasca; Susan Collins, do Maine; Rand Paul e Mitch McConnell, do Kentucky; e Thom Tillis, da Carolina do Norte. Todos os democratas votaram a favor. A resolução sobre o Brasil agora segue para a Câmara, onde os líderes republicanos endureceram as regras processuais para bloquear as votações em plenário sobre contestações tarifárias até março do ano que vem.
A medida, liderada pelo senador Tim Kaine, do Partido Democrata, encerraria a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros por Trump sob uma lei de poderes emergenciais. Ainda esta semana, espera-se que o Senado considere medidas semelhantes para bloquear as tarifas de 35% de Trump sobre produtos canadenses e suas tarifas de 10% a 50% sobre importações de outros países.
A votação ocorreu após um tenso almoço a portas fechadas na tarde de terça-feira, 28, no qual o vice-presidente JD Vance enfrentou resistência de senadores republicanos em relação às novas propostas que o governo vem considerando para quadruplicar as importações de carne bovina argentina. Vance havia comparecido para pedir união em relação ao comércio e manter os senadores alinhados antes da votação sobre as tarifas, mas, em vez disso, enfrentou uma enxurrada de reclamações de legisladores de estados agrícolas que disseram que o plano já estava causando preocupação entre os produtores de gado em seus distritos.
Muitos republicanos expressaram reservas sobre as tarifas de Trump, e a Suprema Corte deve ouvir em breve os argumentos sobre se Trump extrapolou seus poderes ao impor tarifas para o mundo todo.
Paul, um dos coautores da medida sobre o Brasil, disse que Trump estava invadindo o poder do Congresso sobre a tributação ao reivindicar o “direito unilateral de cobrar impostos de importação” e afirmou que as tarifas do presidente estavam se baseando em uma “emergência fabricada”. Em declarações à imprensa sobre seus colegas republicanos, ele disse: “É uma meta muito difícil de alcançar até que eles votem contra o presidente.”
Governo federal atendeu pedido de transferência de 10 detentos
Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) farão uma reunião de emergência com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta quarta-feira (30).
A operação Contenção, realizada nesta terç-feira (29), nos complexos do Alemão e da Penha, deixou pelo menos 64 pessoas mortas e é considerada a mais letal do Rio de Janeiro.
Além disso, Rui Costa atendeu ao pedido do governador do Rio de Janeiro para transferência de 10 detentos para presídios federais.
Esses homens teriam liderado de dentro da cadeia ações que culminaram com o caos na cidade, incluindo bloqueio de pistas e sequestro de ônibus em diferentes pontos da capital fluminense.
Reunião avaliou desdobramentos
O governo federal acrescentou, em nota, que, uma reunião na Casa Civil com a presença do então presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e dos ministros Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Jorge Messias (AGU), Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania), Sidônio Palmeira (Comunicação) e do secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos, avaliaram os desdobramentos da operação no Rio de Janeiro.
“Durante a reunião, as forças policiais e militares federais reiteraram que não houve qualquer consulta ou pedido de apoio, por parte do governo estadual do Rio de Janeiro, para realização da operação”, informou o governo.
Também nesta tarde, o ministro Ricardo Lewandowski havia indicado não ter recebido pedido do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para apoio à Operação Contenção.
Agência Brasil
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