
Após a Câmara aprovar dar celeridade a um projeto que facilita a quebra de patente de substâncias cohecidas como “canetas emagrecedoras”, parlamentares a favor da medida ainda buscam apoio para conseguir levá-lo adiante. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, indicou nesta quarta-feira que o governo deve se posicionar contra a proposta.
O projeto torna duas marcas do produto — Mounjaro e Zepbound —, originalmente receitado para tratamento de diabetes, mas usado também por quem quer perder peso, como de “interesse público”.
Ao justificar a proposição, o deputado Mario Heringer (PDT-MG), autor do texto, diz que as canetas emagrecedoras “constituem uma forma segura, rápida e muito menos invasiva que as cirurgias bariátricas para o combate à obesidade, ao sobrepeso de risco e às doenças lipídicas, cardiovasculares e metabólicas deles decorrentes”.
O parlamentar ressalta que não incluiu o Ozempic, marca mais popular entre brasileiros, porque a patente do medicamento já está expirada e novos laboratórios já entraram na corrida para produzi-lo.
O projeto teve a urgência aprovada por um placar amplo, com 337 votos favoráveis e 19 contra, mas enfrenta resistência, em especial de empresas farmacêuticas.
— Vamos nos posicionar de acordo com o que diz a OMS (Organização Mundial da Saúde), e, nesse momento, não existe esse debate lá — afirmou Padilha. — Se a OMS recomendar que haja o licenciamento compulsório, nos vamos apoiar. O Brasil já teve situações de licenciamento compulsório, por exemplo, com medicamentos para HIV. Naquele momento, a OMS chamava a atenção da importância de medidas como essa — completou o ministro, após participar de um evento de empresas farmacêuticas nesta quarta-feira.
Apesar da declaração de Padilha, a aprovação de urgência contou com o apoio de governistas, incluindo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e o líder do PT, Pedro Uczai (SC).
Com a urgência, o projeto pode ser pautado direto em plenário, sem precisar passar por comissões. Apesar disso, os próximos passos da tramitação ainda dependem de conversas entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e as bancadas da Casa.








O Projeto de Decreto Legislativo nº 3, de autoria do vereador Edson dos Cosméticos, foi apresentado na Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira nesta terça (10) e solicita a concessão do título de cidadã afogadense à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.
Mal começou o ano em Serra Talhada e a Câmara Municipal já revelou como será o tom dos debates neste ano eleitoral. O vereador Rosimério de Cuca, da ala governista, não gostou das críticas do colega China Menezes, da oposição, que apontou, mais uma vez, falhas na gestão petista.
