Afogados: Governo Federal libera R$ 175 mil para o PAA

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira fez o dever de casa e está entre os 14 municípios Pernambucanos comtemplados com a liberação de 175 mil Reais para a execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da agricultura familiar.

Os recursos são oriundos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Referência na operacionalização do PAA, a Prefeitura de Afogados mantém dez anos consecutivos de execução ininterrupta do programa.

“Essa é uma política pública consolidada, que gera oportunidades para agricultores e agricultoras familiares e leva alimentos de qualidade às famílias em situação de vulnerabilidade social,” destacou a secretária municipal de assistência social, Madalena Leite, que coordena a política em Afogados, ao lado da secretaria de agricultura. Os alimentos adquiridos reforçam o cardápio de instituições e equipamentos da assistência social, a exemplo da cozinha comunitária e da ASAVAP.

Nos últimos anos, o PAA já garantiu mais de R$ 500 mil em investimentos na agricultura familiar de Afogados da Ingazeira, fortalecendo a produção local, ampliando a comercialização dos alimentos e promovendo desenvolvimento econômico e social.

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Câmara cria Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

 Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (7) a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O projeto que segue para análise do Senado teve o placar de votação de 470 votos a favor e 1 contrário.

De autoria da deputada federal Jack Rocha (PT-ES), o PLP (Projeto de Lei Complementar) 41 de 2026 prevê o destinamento de recursos do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados) de ao menos 10% sobre a procentagem não utilizada para educação. Segundo a autora do texto, o valor mínimo de R$ 1,5 bilhão anuais ao longo de 10 anos abrange os 22 estados que já aderiram ao Propag, no entanto, os 5 demais estados poderão aderir ao sistema nacional com outras fontes de financiamento.

O único parlamentar contrário à proposta foi o deputado federal Kim Kataguiri (Missão). Os deputados a favor do projeto destacaram durante a sessão plenária que se trata de uma medida preventiva, que atuará em ações emergenciais. Pelo caráter emergencial, o valor empenhado foge do limite de gastos vigente.

O novo sistema funcionará em colaboração com os entes federativos para maior “capilaridade”, segundo parlamentares.

A divisão do montante será feita no regime “metade-metade” para estados e municípios. No entanto, os repasses só serão diretos – sem convênios ou contratos – caso o ente informe um plano de ação estruturado e transpareça o destino do recurso.

Estados ou municípios que descumprirem as diretrizes terão a fonte de recursos bloqueada até que preste contas sobre o uso e resultados do investimento. A proposta também prevê a criação de uma instância de governança para monitorar e avaliar as ações.

Na prática, o projeto determina que 30% do dinheiro seja aplicado em duas instâncias: na estruturação de atendimento para mulheres vítimas de violência e na educação – principalmente de meninos e homens – sobre o combate à prática de violência contra a mulher.

*Sob supervisão de João Ker

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Exame de DNA confirma que restos mortais encontrados em carro em Gravatá, são do filho de Júnior Finfa

O blogueiro Júnior Finfa, divulgou uma nota confirmando que os restos mortais encontrados em um carro carbonizado em Gravatá, são de seu filho, Pedro Henrique de 38 anos.

COMUNICADO

Comunico a todos, que o exame de DNA realizado pelo Instituto de Genética de Pernambuco constatou que o corpo encontrado na cidade de Gravata é do meu filho Pedro Henrique de Siqueira Sá Maranhão.

Neste momento estou me dirigindo para a cidade de Recife para tratar da liberação do corpo, junto ao IML.

Em breve comunicarei o local, dia e hora do velório e sepultamento. Desde já, agradeço a todos pelas inúmeras mensagens de apoio e solidariedade que tenho recebido.

Que Deus receba meu filho na sua plenitude e possa dar a mim, a sua mãe Vanda, aos irmãos Rafaela e Nícolas, aos familiares e amigos, a força para enfrentarmos este momento de profunda dor.

Júnior Finfa

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Prefeitura de Afogados lança novos cursos em parceria com o Sebrae e Senai

A Prefeitura de Afogados lançou nesta terça (07), mais quatro novos cursos profissionalizantes, em parceria com o Sebrae e Senai.

Estão sendo ofertados cursos de injeção eletrônica para motocicletas, velas aromáticas, operador de retroescavadeira e produção industrial de sorvetes e gelados. A exceção do curso de operador de retroescavadeira, cujo local será divulgado posteriormente, todos os cursos serão ministrados na carreta do SENAI, estacionada no campo do nascente.

“Estamos impulsionando a política municipal de qualificação profissional, trazendo novas oportunidades de capacitação e perspectiva de novos negócios, para fomentar a qualificação de mão de obra em Afogados,” destacou o Secretário de Administração e Desenvolvimento Econômico de Afogados, Ney Quidute.

Recentemente, durante o aniversário de emancipação, a Prefeitura de Afogados e o Sebrae assinaram um convênio de parceria no valor de R$ 1,2 milhão de Reais.

Maiores informações sobre os cursos podem ser obtidas através do telefone/zap: (87) 9.9978-1331

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Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay pedem que EUA não tarifem produtos do Brasil

Donald Trump, presidente dos EUA/Mandel Ngan/AFP
Donald Trump, presidente dos EUA (Mandel Ngan/AFP)

Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR na sigla em inglês) abriu um espaço em seu portal para receber comentários sobre a medida

Coca-Cola, eBay e Tesla se manifestaram contrárias à medida do governo dos Estados Unidos de propor uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, anunciada em junho deste ano, com base na seção 301. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR na sigla em inglês) abriu um espaço em seu portal para receber comentários sobre a medida e o prazo para envio das manifestações terminou em 1º de julho.

A Seção 301 é um dispositivo legal que permite aos americanos impor tarifas coercitivas sobre mercadorias de países cujas atividades estariam supostamente prejudicando o setor comercial dos Estados Unidos.

O governo Trump justificou a taxação em razão de “políticas e práticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

As empresas contrárias à resolução alegam que este novo tarifaço pode trazer ônus a curto prazo nas cadeias de produção e, além disso, que a medida também prejudica os americanos em detrimento dos investigados.

A Coca-Cola pediu ao USTR que mantenha “a isenção proposta para insumos de laranja originários do Brasil” e que adicione “exclusão equivalente ou um regime de transição” para insumos de limão brasileiros usados nas cadeias de suprimento de bebidas.

A gigante de bebidas argumenta que, sem os produtos importados do Brasil, a indústria teria que voltar a buscar novos fornecedores, o que levaria ao aumento de custos e à revalidação de uma série de procedimentos, como revisão de segurança alimentar, testes de produtos, entre outras medidas. “A substituição de fornecedores não ocorre de forma imediata”, afirma a Coca-Cola.

A empresa argumenta ainda que a produção de insumos cítricos por parte dos produtores locais, ou seja, dos próprios americanos, tem tido safras prejudicadas por doenças, efeitos climáticos e mudanças no uso da terra. “Dessa forma, não se pode presumir que a produção doméstica seja capaz de substituir o fornecimento qualificado proveniente do Brasil dentro de prazos comercialmente viáveis”, afirma a indústria.

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Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Entrega foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente

O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.

A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército.

Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Agência Brasil

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Empresário enviou áudios para esposa dentro de porta-malas antes de ser encontrado morto no Sertão

Imagem mostra vítima enviando imagem para esposa momentos antes de ser encontrado morto./Foto: Reprodução
Imagem mostra vítima enviando imagem para esposa momentos antes de ser encontrado morto. (Foto: Reprodução)

Edvaldo Souza Salviano e Edmilson Souza Salviano foram encontrados mortos em carro no domingo (5). Um homem, que seria amigo dos dois, foi preso em flagrante

O empresário Edvaldo Souza Salviano, de 41 anos, mandou áudios para a esposa e um amigo de dentro do porta-malas do carro enquanto era sequestrado no domingo (5). Edvaldo e seu irmão Edmilson Souza Salviano, 49, foram sequestrados em Ouricuri e encontrados mortos em Exu, no Sertão. Um suspeito, identificado como Lázaro José da Silva Filho, conhecido como Novinho, foi preso em flagrante.

Nas gravações, Edvaldo afirma que está sendo sequestrado por Novinho. “Ele está armado. Eu vou mandar a localização. Não me liga”, pede o empresário, que era dono de um frigorífico em Ouricuri.

“Ele está muito alterado, está armado. Eu estou dentro do porta-malas do carro”, diz em outro áudio obtido pelo Diario de Pernambuco.

Imagens da tela de um celular também mostram troca de mensagens entre Edvaldo e a esposa, por volta de meio-dia. Ele envia a ela uma imagem dos documentos do carro em que estava.

“Urgente, meu amor. Vai logo”, escreve. Por volta de 13h40 ela liga ao menos quatro vezes para ele, que não atende.

Depoimentos

Uma das testemunhas ouvidas pela polícia, amigo das duas vítimas, disse que recebeu mensagens de Edvaldo às 11h58 relatando estar sendo sequestrado e enviando sua localização. Ele acionou outro amigo e juntos passaram a tentar contato com a Polícia Militar ao mesmo tempo que seguiam a localização recebida.

“Avistaram Novinho caminhando pela pista de rolamento; logo depois, verificaram que o veículo havia caído em uma ribanceira, a aproximadamente 10 a 15 metros abaixo da pista”, diz trecho do depoimento.

Somente após a chegada da polícia, o veículo foi aberto, momento em que Edvaldo foi encontrado no porta-malas, e Edmilson, no banco traseiro. Ambos já estavam mortos.

Já a esposa de Edvaldo relatou aos policiais que acionou a polícia após receber os áudios e as imagens do carro. Ela disse que conhecia o suspeito desde a época que se casou com Edvaldo, há aproximadamente 15 anos. Ela disse desconhecer a motivação da crime.

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Justiça Federal nega financiamento estudantil do Fies a Sari Corte Real, do caso Miguel

Sari foi condenada a sete anos de prisão em regime inicialmente fechado./Foto: Reprodução/Redes sociais
Sari foi condenada a sete anos de prisão em regime inicialmente fechado. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Sari pediu na Justiça o reconhecimento de que preenche os requisitos para receber financiamento integral pelo Fies

Sari Corte Real, condenada pela morte do menino Miguel Otávio, teve negado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) pedido para receber crédito estudantil integral pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A ex-primeira-dama de Tamandaré, na Mata Sul, alegou que cumpria os requisitos previstos na lei e nas regulamentações do programa, como renda familiar bruta per capita inferior a três salários mínimos e desempenho acadêmico mínimo exigido pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O acórdão, que de forma unânime negou pedido de Sari para acessar o financiamento, foi assinado no último dia 25 de junho.

Em 2023, ela foi aprovada em uma faculdade privada de medicina em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A mulher teve o pedido de financiamento do Fies negado sob alegação de não ter alcançado nota mínima no Enem. O programa do Governo Federal financia a graduação de estudantes matriculados em cursos não gratuitos e com avaliação positiva.

Após a negativa, Sari ajuizou o caso no TRF1, que atua em 12 estados mais o Distrito Federal – Pernambuco está na área de atuação do TRF da 5ª Região.

A autora da ação pediu na Justiça o reconhecimento de que preenche os requisitos para receber o financiamento integral pelo Fies e que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Caixa Econômica Federal fossem obrigados a conceder o benefício.

Ela afirmou nos autos que a exigência de nota mínima no Enem seria ilegal, pois a lei que disciplina o Fies não estabeleceria tal requisito.

Sentença

Na sentença de 1º grau, de junho de 2025, o juiz federal Naiber de Almeida diz ser entendimento consolidado que a utilização da nota como critério de seleção constitui medida legítima.

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Conta de luz: consumidor pagará quase R$ 1 tri a mais com medidas aprovadas nos últimos quatro anos, diz levantamento

Um levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) aponta que medidas aprovadas pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional entre janeiro de 2023 a maio de 2026 provocarão custos extras de quase R$ 1 trilhão na conta de luz dos brasileiros. A estimativa é de que o valor seja pago pelos consumidores até 2050.

Conforme o estudo, entram na conta os custos criados por medidas provisórias, novas leis, leilões de energia, violação de tratados internacionais, como o de Itaipu, acordos com empresas e “jabutis” – emendas ou artigos inseridos em projetos de lei ou medidas provisórias que não têm nenhuma relação com o tema original do texto.

A FNCE informa que as medidas devem resultar em custos extras de cerca de R$ 985 bilhões até 2050, que devem impactar os consumidores de forma ampla, como disse a entidade, em nota.

“O valor impactará o custo de energia de todos os consumidores, incluindo residenciais, comércio e indústria, tanto no mercado livre quanto para quem é atendido por distribuidoras, excluindo-se o público de baixa renda inscrito no Cadastro Único”, afirmou, em nota, a FNCE, que reúne organizações dos segmentos de consumo de energia no Brasil e discute principalmente temas ligados ao setor elétrico do país.

Reforma setorial

Na avaliação da FNCE, o excesso de contratações e de novos custos impactam a sustentabilidade do sistema elétrico. Para a Frente, o cenário requer uma reforma setorial  urgente e ampla. 

“Para além de medidas pontuais e descoordenadas implementadas recentemente, o setor necessita de uma revisão de suas bases regulatórias para atender a todas as transformações que têm ocorrido no âmbito do planejamento, operação, comercialização e consumo”, ressaltou a FNCE.

A recomendação da entidade é de que a reforma ocorra a partir do início do ano que vem. Na avaliação da Frente, caso medidas não sejam tomadas, há possibilidade de um colapso do sistema elétrico.

Novos custos para o consumidor

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Inadimplência das empresas segue em nível recorde e dívidas alcançam R$ 229,9 bilhões

Imagem: Freepik
Imagem: Freepik

Levantamento da Serasa Experian mostra que mais de 9 milhões de empresas estavam negativadas em maio

O número de empresas inadimplentes no Brasil permaneceu em patamar recorde em maio de 2026, segundo o mais recente Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. Divulgado no início do mês de julho, o levantamento revela que mais de 9 milhões de CNPJs estavam negativados no quinto mês do ano, enquanto o estoque de dívidas atingiu R$ 229,9 bilhões, o maior volume da série histórica.

Os dados mostram que cada empresa inadimplente acumulava, em média, 7,3 dívidas, com dívida média de R$ 25.494,08 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.515,52 por débito. Em comparação com maio de 2025, quando havia 7,7 milhões de empresas negativadas, o número avançou para 9 milhões, evidenciando o agravamento da inadimplência empresarial ao longo de um ano.

Além do aumento no número de empresas com restrições, o total de dívidas negativadas também cresceu, passando de 56 milhões, em maio de 2025, para 65,4 milhões em maio deste ano.

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o cenário revela uma mudança na dinâmica da inadimplência. “O dado chama atenção não apenas pela manutenção da inadimplência em um patamar recorde, mas também pelo avanço do volume financeiro das dívidas. Isso mostra que o desafio das empresas não está apenas em evitar a negativação, mas principalmente em conseguir reduzir o passivo acumulado.”

Ela explica que a combinação entre juros elevados, crédito restritivo e desaceleração da atividade econômica dificulta a recomposição do caixa das empresas e compromete a capacidade de pagamento.

Serviços lideram entre as empresas inadimplentes

O setor de serviços concentrou a maior parcela das empresas negativadas em maio, respondendo por mais da metade dos casos.

Participação por setor:

  • Serviços: 55,6%
  • Comércio: 32,3%
  • Indústria: 8,1%
  • Setor primário: 0,9%
  • Demais segmentos: participação residual.

Para Camila Abdelmalack, a desaceleração econômica passou a afetar também a geração de receitas das empresas. “Até recentemente, a principal pressão vinha da estrutura de custos e das condições de financiamento. Agora, começamos a observar também um ambiente menos favorável para a geração de receita, o que torna a regularização financeira ainda mais lenta.”

Origem das dívidas

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