Mais um alvo de operação que descobriu rachadinha na Alepe é exonerado

Fachada da Alepe/Arquivo/DP
Fachada da Alepe (Arquivo/DP)

Operação Draft investiga esquema de rachadinhas e servidores-fantasmas na Alepe e já provoca exonerações em gabinetes e no Governo de Pernambuco

A Operação Draft, que investiga um esquema de rachadinhas e servidores-fantasmas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), continua gerando desdobramentos no quadro de servidores e assessores. Arthur Valença de Luna, que atuava no gabinete da deputada Gleide Ângelo (PP), foi um dos exonerados após a deflagração do caso.

A saída dele foi publicada no Diário Oficial do Legislativo na sexta-feira (17), dois dias após a operação. O ato foi datado de 15 de abril e assinado pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto.

Antes disso, outros investigados já haviam sido exonerados de cargos no Governo de Pernambuco. As demissões foram publicadas no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (16).

Entre eles estão o ex-deputado estadual Leonardo Dias, filiado ao PSB à época dos fatos, e Carlos Tavares Bernardo. Leonardo ocupava o cargo de secretário-executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo. Já Carlos Tavares atuava como gestor de Articulação e Implementação, ambos na Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo. As saídas têm efeito retroativo a 15 de abril, data das buscas e apreensões.

Segundo a investigação, os dois também estão entre os alvos da operação, que apura um suposto esquema de desvio de recursos em gabinetes parlamentares.

Entre os investigados estão ainda os ex-deputados Leonardo Dias e seu pai, Romário Dias (PL), ex-presidente da Alepe e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). Eles são suspeitos de chefiar um esquema de desvio milionário envolvendo gabinetes da Assembleia.

Além deles, também foram alvos da operação Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida, Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque, Arthur Valença de Luna, Carlos Tavares Bernardo e José Natanael Mendes de Sá.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados são ou foram agentes públicos que atuaram em gabinetes parlamentares entre 2015 e 2024, período em que teriam ocorrido os desvios.

Segundo o delegado responsável pelo caso, entre 2015 e 2019 teria sido estruturada uma organização criminosa com divisão de funções entre núcleo político, operacional e financeiro.

Diario de Pernambuco

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PRF apreende quase 300 m³ de madeira ilegal durante operação ambiental em Pernambuco

Madeira apreendida pela PRF no Sertão/Foto: PRF
Madeira apreendida pela PRF no Sertão (Foto: PRF)

Operação Sentinela registrou 21 ocorrências, incluindo desmatamento ilegal e poluição veicular, em rodovias federais de Pernambuco.

Desde o fim de março, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) vem atuando no combate a crimes ambientais em Pernambuco por meio da Operação Sentinela, finalizada neste sábado (18). A ação contou com a atuação integrada de diferentes setores da corporação, incluindo áreas especializadas no enfrentamento ao crime e na fiscalização ambiental.

As atividades ocorreram nas unidades operacionais de Serra Talhada, Salgueiro e Petrolina, com o emprego de oito operadores. Ao longo do período, foram registradas 21 ocorrências criminais. O desmatamento ilegal esteve entre os principais focos, com seis flagrantes de transporte irregular de madeira e a apreensão de 290,67 metros cúbicos do material.

Também foram identificadas 11 ocorrências relacionadas à poluição por emissões veiculares. No total, 24 veículos irregulares foram recolhidos e 12 pessoas foram detidas em flagrante.

Além das ações repressivas, as equipes realizaram atividades preventivas e de fiscalização, com 18 comandos e a emissão de 192 autos de infração, voltados à proteção ambiental e ao controle no transporte de produtos perigosos.

A Operação Sentinela integra as ações da PRF no monitoramento e enfrentamento de crimes ambientais no estado.

Diario de Pernambuco

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Brasileira com doença degenerativa vai à Suíça para suicídio assistido

Natural de Campinas, São Paulo, Célia construiu carreira na área das artes/Reprodução/Redes sociais
Natural de Campinas, São Paulo, Célia construiu carreira na área das artes (Reprodução/Redes sociais)

Em vídeo publicado nas redes sociais no dia do procedimento, Célia Maria Cassiano disse que lutou pelo “direito à morte digna”

A morte da professora e pesquisadora brasileira Célia Maria Cassiano, nessa quarta-feira (15), em Zurique, na Suíça, reacendeu o debate sobre suicídio assistido. Diagnosticada há dois anos com atrofia muscular progressiva (AMP), doença degenerativa que compromete gradualmente os movimentos, ela deixou o Brasil para realizar o procedimento, permitido no país europeu sob critérios específicos.

Natural de Campinas, São Paulo, Célia construiu carreira na área das artes, com formação em Ciências Sociais e mestrado em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ao longo dos últimos meses, passou a compartilhar nas redes sociais o avanço debilitante da doença e o desconforto causado pela perda de autonomia.

Em um dos relatos, descreveu a condição como “incapacitante” e imprevisível. “Eu vivo meus piores pesadelos, porque não tenho ideia de como estarei amanhã”, disse. Com a evolução do quadro, as mudanças ficaram ainda mais difíceis de ignorar: tarefas simples, como se alimentar ou tomar banho, passaram a exigir ajuda constante.

Além das limitações físicas, a professora também mencionou angústias mais pessoais, como o isolamento social. “A maior parte do tempo eu fico só com profissionais que estou pagando para cuidar de mim”, relatou.

Em março deste ano, após notar alterações na voz, outro possível sinal de progressão da doença, Célia formalizou um documento de Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV), registrando que não desejava ser submetida a procedimentos invasivos para prolongar a vida.

A viagem à Suíça foi inicialmente mantida em sigilo. No dia 11 de abril, ela publicou imagens em Zurique e afirmou que participaria de um tratamento experimental. Apenas no dia da morte, revelou que havia organizado, ao longo de sete meses, o processo de suicídio assistido com o apoio de uma organização especializada.

Em uma gravação feita antes do procedimento, Célia explicou ter tomado a decisão após uma longa reflexão. Disse não querer viver em condição de dependência total ou ligada a aparelhos e relatou as dificuldades para viabilizar o processo. Segundo ela, encontrou resistência ao buscar apoio no Brasil e precisou mudar de estratégia para reunir documentos e laudos necessários.

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Educação em Foco: Estudante pernambucano está entre os únicos brasileiros aprovados no MIT

Ao longo de sua história, o MIT formou alguns dos nomes mais influentes da ciência e da tecnologia mundial/Divulgação/Colégio GGE
Ao longo de sua história, o MIT formou alguns dos nomes mais influentes da ciência e da tecnologia mundial (Divulgação/Colégio GGE)

O ingresso do aluno Vinícius Pimentel coloca Pernambuco novamente no mapa da excelência acadêmica internacional

Vinícius Pimentel, aluno do Colégio GGE, alcançou um feito celebrado no universo acadêmico internacional: ele foi aprovado no curso Mathematics with Computer Science (Matemática com Ciência da Computação) do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. A instituição é frequentemente apontada entre as mais prestigiadas e acirradas do planeta, com uma taxa de aceitação que costuma ficar abaixo de 5%.

A aprovação em universidades de alto nível mundial costuma exigir anos de preparação acadêmica intensa, além de um histórico de participação em olimpíadas científicas, projetos de pesquisa, atividades extracurriculares e forte relação com ciência e inovação. O desempenho do estudante também se refletiu nos processos seletivos europeus, tendo sido aprovado no Imperial College London, no Reino Unido, e a École Polytechnique, na França, ambas universidades reconhecidas mundialmente pela excelência nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia.

“Como nosso aluno, Vinícius construiu uma trajetória acadêmica marcada por dedicação aos estudos e participação em desafios intelectuais de alto nível. O seu envolvimento em treinamentos específicos o levaram a competir em eventos internacionais de matemática e a consolidar um currículo acadêmico de destaque”, explica o gestor de resultados do Colégio GGE, Glaumo de Sá.

Vinícius também integrou o Programa Graduação no Exterior do GGE, que oferece uma preparação completa para estudantes que desejam ingressar em universidades internacionais, conectando-os a novas culturas, oportunidades acadêmicas e, futuramente, experiências profissionais.

A iniciativa funciona como uma consultoria especializada, que acompanha o aluno desde a construção do seu perfil até a identificação de vagas nas principais instituições de ensino superior do mundo. Para estruturar uma trajetória personalizada aos objetivos individuais de cada aluno, é realizada uma análise completa do desempenho escolar, nível de inglês, resultados em exames admissionais, talentos individuais e participação em atividades extracurriculares, como voluntariado.

O gestor do Departamento Internacional do GGE, Charles Hodges, conta como foi realizado o processo de candidatura de Vinícius. “Nós elaboramos uma lista ambiciosa de universidades de excelência na sua área específica e, a partir disso, iniciamos o processo de application”, explica.

Em seguida, o aluno realizou o SAT, exame padronizado equivalente ao Enem nos Estados Unidos, provas de proficiência em inglês, como o TOEFL, e entrevistas com instituições renomadas. Então, seu currículo foi submetido às universidades, acompanhado de redações em inglês e cartas de recomendação dos professores.

“Por fim, restou aguardar o resultado, e ele veio. Dos dois estudantes aprovados no Brasil para o MIT, um é do Colégio GGE. É motivo de grande orgulho ter um aluno aprovado em uma das universidades mais difíceis do mundo. Acreditamos que o fato de ele ser medalhista internacional tenha contribuído com o bom resultado”, finaliza Hodges.

Vinícius afirma que o seu envolvimento em olimpíadas científicas foi decisivo para sua conquista, destacando a importância da experiência no seu desenvolvimento acadêmico. “Os problemas abordados nessas competições são realmente desafiadores, e o processo de treinar para resolvê-los, falhando muitas vezes, foi fundamental para que eu desenvolvesse resiliência e aprendesse a criar estratégias não apenas para a matemática, mas para diversas situações da vida”, disse o estudante.

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Bolsonaro tem evolução clínica ‘satisfatória’ e ‘melhora sutil’ no pulmão, dizem médicos ao STF

Moraes autorizou a prisão domiciliar temporária de Bolsonaro, considerando a necessidade de recuperação da saúde fora do ambiente prisional/Sergio Lima/AFP
Moraes autorizou a prisão domiciliar temporária de Bolsonaro, considerando a necessidade de recuperação da saúde fora do ambiente prisional (Sergio Lima/AFP)

Apesar da melhora, os relatórios fisioterapêuticos indicam que ele ainda apresenta episódios de dor e fadiga muscular

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta evolução clínica satisfatória e melhora discreta no pulmão esquerdo, segundo relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 17. Apesar da melhora, os relatórios fisioterapêuticos indicam que ele ainda apresenta episódios de dor e fadiga muscular durante o tratamento.

O ex-presidente teve a prisão domiciliar humanitária concedida por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para sua recuperação, após ter alta do hospital. No último mês, ele foi diagnosticado com “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa” e precisou ficar internado em tratamento intensivo por duas semanas.

Os relatórios foram enviados pela defesa de Bolsonaro ao STF. No documento desta sexta, o médico Brasil Caiado, da equipe de saúde de Bolsonaro informou que ele está respondendo de forma positiva ao tratamento. Segundo o cardiologista, a pressão de Bolsonaro está controlada, mas ele ainda se queixa de fadiga e cansaço, além de “desequilíbrio”, devido as medicações.

“O paciente apresenta boa evolução do quadro pulmonar e digestivo, relata melhora das queixas de dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico, com maior disposição física para realização das atividades diárias de rotina”, escreve o médico. “Devido a ação central dos medicamentos indicados para as crises de soluço, com consequência perda de equilíbrio, optamos por ajuste na posologia e redução das doses diárias, com resposta satisfatória até o momento”.

Além do relatório médico, a defesa também enviou o relatório fisioterapêutico, assinado por Kleber Caiado de Freitas. O profissional afirma que na última segunda-feira, 12, Bolsonaro teve uma crise de aproximadamente oito horas de soluços, o que dificultou a realização da fisioterapia.

“Durante a execução, na metade dos exercícios propostos, o paciente passou a relatar fadiga muscular acentuada, aumento de tensão e dor na região dorsal, quadro associado a episódio prévio de aproximadamente oito horas de soluços”, escreve o fisioterapeuta.

Ele recomendou a continuidade do acompanhamento fisioterapêutico “com progressão controlada das cargas e manutenção das estratégias de controle de dor, mobilidade e preparo pré-operatório”.

A defesa de Bolsonaro já informou ao STF que há indicação para o ex-presidente realizar cirurgia para tratar das dores no ombro direito. O ex-presidente recebeu, nesta semana, a visita de um ortopedista, que prescreveu analgésicos e avaliou as dores. Os atendimentos são realizados na residência do ex-presidente desde o dia 30 de março.

Estadão Conteúdo

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Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete, aos 68 anos

Oscar Schmidt celebrando depois de partida contra o Porto Rico, nos Jogos Olímpicos de 1996 • Getty Images

Ex-jogador de 68 anos, conhecido como “Mão Santa”, não resistiu após ter um mal-estar em Santana de Parnaíba (SP)

Lenda do basquete brasileiro, o ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido como “Mão Santa”, ele eternizou a camisa 14 da seleção brasileira.

A informação foi confirmada pela assessoria de Oscar. Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após ter um mal-estar, mas não resistiu.

Segundo postagens mais recentes de familiares, ele já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia. No começo de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu homenagem no lugar do pai no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Oscar lutou durante 15 anos contra um tumor cerebral. A assessoria informou que o velório será fechado para a família.

Nas redes sociais, o filho do “Mão Santa”postou uma homenagem ao pai. “Como filho, eu só tenho a dizer: pai, vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. Você foi um exemplo de vida para mim, e eu nunca, nunca vou te esquecer”, escreveu Felipe Schmidt.

Nota da assessoria

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

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Vigilante sofre xenofobia em shopping e vídeo revolta web

Um vídeo que viralizou nas redes sociais nas últimas horas gerou revolta e trouxe à tona mais um caso de xenofobia no ambiente de trabalho. As imagens mostram uma vigilante sendo alvo de ofensas enquanto trabalhava em um shopping na Zona Norte de São Paulo.

Na gravação, a funcionária aparece circulando pelo local em um segway, veículo elétrico usado na segurança do espaço, quando é abordada por uma cliente. Sem motivo aparente, a mulher começa a disparar insultos pesados, chamando a vigilante de “lixeira” e partindo para ataques preconceituosos.

A situação piora quando a agressora manda a trabalhadora “voltar para o Nordeste” e diz que ela não pertence à cidade. Em outro momento, afirma que a vigilante “vai passar fome na sua terra”, reforçando o tom discriminatório das falas.

Além das ofensas, a cliente ainda tenta intimidar a profissional, alegando ter influência dentro do shopping. Em tom de ameaça, diz que poderia acionar advogados e diretores para prejudicar o emprego da vigilante.

O caso repercutiu nas redes e reacendeu o debate sobre preconceito e respeito no ambiente de trabalho. Até o momento, não há informações sobre a identificação da agressora ou possíveis medidas adotadas após o ocorrido.

noticiasdabahia

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A Prefeitura de Afogados vem se solidarizar a Afogadense Jakeline Aline da Silva Oliveira, vítima de xenofobia, em São Paulo.

A xenofobia é uma prática inaceitável em uma sociedade minimamente civilizada, além de ser crime passível de punição.

Informamos que o Prefeito Sandrinho Palmeira entrou em contato com Jakeline, por telefone, colocando-se inteiramente à disposição para ajudá-la no que for necessário.

Por um mundo melhor e mais justo, lutemos todos contra a xenofobia e todas as outras formas de intolerância.

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Cresce número de brasileiros que vivem sozinhos, aponta IBGE

Bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife/Rafael Vieira/DP Foto
Bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife (Rafael Vieira/DP Foto)

De acordo com os novos dados, em 2025, 19,7% das unidades domésticas do País eram unipessoais, ou seja, compostas por apenas um morador.

Cada vez mais pessoas vivem sozinhas no Brasil, mostra a nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (17).

De acordo com os novos dados, em 2025, 19,7% das unidades domésticas do País eram unipessoais, ou seja, compostas por apenas um morador. Isso representa um aumento de 7,5 pontos porcentuais (8,2 milhões a mais) em relação a 2012, quando representavam 12,2% do total de domicílios. A maioria da população (80,9%) vive com pelo menos um cônjuge ou um parente.

Segundo os analistas do IBGE, o movimento está relacionado em grande parte ao envelhecimento da população, mas também a mudanças comportamentais, que levam cada vez mais mulheres a optarem por viver sós.

Na análise por sexo, os números revelam que, em 2025 as mulheres eram 45,1% das pessoas que moravam sozinhas, enquanto os homens correspondiam a 54,9%. O trabalho mostrou que a maior parcela da população que mora sozinha se situa na faixa etária dos 30 aos 59 anos, seguida dos idosos, com 60 anos ou mais, que representam 40%.

“Em boa parte dos domicílios unipessoais vivem pessoas com mais de 60 anos. Nesta fase, os filhos já saíram de casa e muitos ficaram viúvos”, analisa o pesquisador do IBGE William Kratochwill, que apresentou a pesquisa. “Não por acaso, nos Estados onde vivem mais idosos, como Rio de Janeiro, essa porcentagem é maior.”

No entanto, há variações importantes entre homens e mulheres: 56 4% dos homens em domicílios unipessoais tinham de 30 a 59 anos; entre as mulheres, a maioria se situava na faixa dos 60 anos ou mais de idade (55%).

“Isso acontece porque até os 59 anos tem muito mais homem morando sozinho: eles viajam, mudam de emprego, se separam e vão morar sozinhos”, explica o demógrafo e economista José Eustáquio Alves Diniz. “Porém, entre a população com mais de 60 anos, a maioria é de mulher vivendo sozinha. As mulheres costumam se casar mais cedo que os homens e vivem em média sete anos a mais do que eles.”

fonte: Estadão Conteudo

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Jovens criam a inusitada Associação de Assobiadores em Afogados

Tudo começou de forma simples, quase despretensiosa. Três jovens afogadenses — Peu, Gustavo e Gabriel — decidiram criar um grupo no WhatsApp apenas para uma resenha diferente: assobiar. Entre brincadeiras, desafios e muita descontração, o que era só uma ideia curiosa rapidamente ganhou força.

O grupo começou a crescer, atraindo cada vez mais participantes interessados não só na diversão, mas também na habilidade de assobiar. Em pouco tempo, o que era apenas um grupo de amigos se transformou em algo maior: nasceu a Associação Afogadense de Assobiadores.

Hoje, a associação reúne não apenas a garotada, mas pessoas de diversos segmentos da sociedade. Gente de todas as idades, profissões e bairros da cidade passou a fazer parte desse movimento inusitado e cheio de alegria. O alcance também ultrapassou os limites de Afogados, conquistando participantes de toda a região.

Mais do que um passatempo, o grupo de WhatsApp da associação se tornou um espaço de convivência, troca de experiências e valorização de algo simples, mas cheio de identidade: o assobio. Uma prova de que boas ideias, mesmo as mais improváveis, podem unir pessoas e criar algo verdadeiramente especial.

Do Mais Pajeú

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