Michelle e Jair Bolsonaro param de seguir um ao outro no Instagram

 

 

Uma suposta crise no casamento do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua esposa Michelle foi levantada por internautas após a derrota do político nas urnas neste domingo (30), quando o Brasil escolheu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Palácio do Planalto a partir do dia 1º de janeiro de 2023, com o total de 60.345.999 (50,9%). O motivo do possível desentendimento entre o casal é público e foi mostrado no aplicativo Instagram, onde os dois deixaram de “seguir” um ao outro na madrugada desta segunda-feira (31). A primeira-dama, inclusive, também deixou de acompanhar, no mesmo aplicativo, Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente e vereador do Rio de Janeiro, pelo partido Republicanos.
 
Michelle Bolsonaro esteve engajada ao lado do marido durante todo o decorrer da campanha eleitoral, tendo sua atuação sido reforçada no segundo turno, a fim de captar mais votos femininos. No entanto, não foi vista ao lado dele desde momentos antes da apuração dos votos.
 
Na internet, o casal não foi poupado de críticas e deboches. “Todo mundo vai namorar no governo Lula, menos o Bolsonaro”, postou um. Outro disse que “Lula nem tomou posse e já está acabando com a família tradicional brasileira”.
 
Do Diário de Pernambuco
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Sertão do Pajeú: Confira os números finais de votos na eleição 2022

 

Confira o resultado das eleições para Presidente e Governadora de Pernambuco nos 17 municípios do Sertão do Pajeú.
 
O presidente eleito Lula, ganhou em todos os municípios, a candidata Marília Arraes ganhou em 10 municípios e Raquel Lyra ganhou em 07 municípios.
 
Afogados da Ingazeira
 
Lula 77,90% – 16.835 votos,
Bolsonaro 22,10% 4.776 votos
 
Raquel Lyra 50,9% 10.624 votos
Marília Arraes 49,10% 10.249 votos
 
Iguaracy
 
Lula 85,86% – 5.738
Bolsonaro 14,14% – 945
 
Raquel Lyra – 51,69% – 3.375
Marília Arraes 48,31% 3.154
 
Ingazeira
 
Lula 87,70% – 2.859
Bolsonaro 12,30% – 401
 
Raquel Lyra 55,89% – 1.790
Marília Arraes 44,11% – 1.413
 
Tuparetama
 
Lula 86,26% – 5.424
Bolsonaro 13,74% – 864 votos
 
Marília Arraes 51,29% – 3.169
Raquel 48,71% – 3.009
 
São José do Egito
 
Lula 79,75% – 14.107
Bolsonaro 20,25% 3.583
 
Marília Arraes 51,18% – 8.648
Raquel Lyra 48,82 8.248
 
Itapetim
 
Lula 82,28% – 7.400
Bolsonaro 17,72% – 1.594
 
Marília Arraes 60,43% – 5.325
Raquel Lyra 39,57% – 3.487
 
Brejinho
 
Lula 85,12% – 4.672
Bolsonaro 14,88% – 817
 
Marília Arraes 64,09% – 3.401
Raquel Lyra 35,91% – 1.906
 
Santa Terezinha
 
Lula 83,87%
Bolsonaro 16,13% – 970
 
Marília Arraes 69,14% – 4.097
Raquel Lyra 30,86% – 1.829
 
Tabira
 
Lula 83,03% – 13.249
Bolsonaro 16,97%- 2.707
 
Marília Arraes 61,40% – 9.576
Raquel Lyra 38,60 = 6.020
 
Solidão
Lula 88,41% – 3.752
Bolsonaro 11,59% – 492
 
Raquel Lyra 53,55% – 2.224
Marília Arraes 46,45% 1.929
 
Carnaíba
 
Lula 86,86% 10.147
Bolsonaro 13,14% 1.535
 
Raquel Lyra 65,71%
Marília 34,29% 3.904
 
Quixaba
 
Lula 90,21% – 4.340
Bolsonaro 9,79% 471
 
Marília Arraes 80,30% – 3.786
Raquel Lyra 19,70% – 929
 
Flores
 
Lula 86,92% – 10.397
Bolsonaro
 
Marília Arraes 51,91% – 6.102
Raquel Lyra 48,09% – 5.654
 
Calumbi
 
Lula 88,43% – 4.456
Bolsonaro 11,57% 583
 
Marília Arraes 75,55% – 3.732
Raquel Lyra 24,45% – 1.208
 
Triunfo
 
Lula 84,38% – 7.552
Bolsonaro 15,62% 1.398
 
Marília Arraes 63,77% – 5.493
Raquel Lyra 36,23% – 3.121
 
Santa Cruz da Baixa Verde
 
Lula 85,21% – 6.151
Bolsonaro 14,79% – 1.068
 
Marília Arraes 52,04% – 3.680
Raquel Lyra 47,96% – 3.391
 
Serra Talhada
 
Lula 77,39 – 35.953
Bolsonaro 22,61% – 10.506
 
Raquel Lyra 53,65% – 24.464
Marília Arraes 46,35% – 21.136
 
Maior votação
 
O prefeito da cidade de Quixaba, Zé Pretinho (foto), foi quem deu a maior votação proporcional no Alto Pajeú, neste segundo turno, Lula obteve 90,21% e Marília Arraes 80,30%.
 
Do Blog do Finfa
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Lula enfrenta mandato complicado e o primeiro desafio é o silêncio de Bolsonaro

 

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva começa, nesta segunda-feira (31), a enfrentar os desafios que terá para governar pela terceira vez o Brasil, um país dividido, mas o primeiro problema é o silêncio do presidente derrotado no segundo turno, Jair Bolsonaro.
 
Os brasileiros ainda não ouviram uma mensagem do presidente de extrema-direita, que não se pronunciou publicamente após o anúncio dos resultados nem fez uma ligação telefônica para Lula.
 
A vitória do político de esquerda estabeleceu sua “ressurreição” política, como o próprio Lula, de 77 anos, descreveu sua volta ao poder.
 
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) derrotou Bolsonaro por uma margem apertada, com 50,9% dos votos contra 49,1% do atual presidente, de 67 anos.
 
Consciente dos desafios que enfrentará a partir de 1º de janeiro de 2023, quando retornará ao Palácio do Planalto, Lula reconheceu em seu discurso após a vitória que governará “em uma situação muito difícil”.
 
“Mas tenho fé que, com a ajuda do povo, nós vamos encontrar uma saída para que esse país volte a viver democraticamente, harmonicamente. E a gente possa inclusive restabelecer a paz entre as famílias, os divergentes, para que a gente possa construir o mundo que nós precisamos”.
 
Oposição “forte”
Bolsonaro permanece em silêncio no Palácio da Alvorada, residência oficial em Brasília. Durante a campanha, ele divulgou mensagens contraditórias sobre o reconhecimento de uma eventual derrota.
 
Apenas alguns aliados do presidente no Congresso admitiram a derrota nas redes sociais, área em que o bolsonarismo está em atividade permanente.
 
“Estou metade alegre e metade preocupado porque a partir de amanhã eu tenho que começar a me preocupar em como a gente vai começar a governar o país. Eu preciso saber se o presidente que nós derrotamos vai permitir uma transição para que a gente tome conhecimento das coisas”, afirmou Lula no domingo à noite.
 
A transição pode representar um desafio para Lula, explicou Paulo Calmon, professor de Ciência Política da Universidade de Brasília.
 
“Lula deve ter cuidado, primeiro com um “terceiro turno’: com qualquer desafio que Bolsonaro e seus aliados possam criar, como (Donald) Trump nos Estados Unidos, para deslegitimar sua vitória e mobilizar seu eleitorado contra ele”, afirmou à AFP.
 
Lula teve dois milhões de votos a mais que Bolsonaro, a vitória mais apertada em um segundo turno na história da democracia brasileira, após uma campanha polarizada e tensa.
 
Marco Antônio Teixeira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas, afirmou que o presidente eleito terá que trabalhar para “ampliar a legitimidade do governo”, com a presença no Executivo de “setores não petistas”.
 
Ele citou nomes como a terceira candidata com mais votos no primeiro turno, a senadora Simone Tebet, que apoiou Lula no segundo turno. Também deverá dialogar com governadores bolsonaristas.
 
“Assim, pode aumentar sua legitimidade e ampliar o apoio entrando em setores bolsonaristas. É preciso unir o país”, acrescentou Teixeira.
 
Lula, que governou o Brasil de 2003 a 2010, chega ao poder com o apoio dos mais vulneráveis, grupo que possui uma memória afetiva da bonança sob sua administração.
 
Ele fez várias promessas para melhorar a economia, incluindo aumentar do salário mínimo e reforçar os programas sociais.
 
Adriano Laureno, da consultoria Prospectiva, disse que o resultado de Bolsonaro, que foi o segundo colocado mais bem votado na história do país, significa que que Lula terá uma oposição “forte, organizada, inclusive nas ruas”.
 
Promessas
 
Durante a campanha, o líder do PT destacou as conquistas socioeconômicas de seus dois primeiros mandatos, como a saída da pobreza de mais de 30 milhões de brasileiros graças a iniciativas sociais financiadas com o ‘boom’ das commodities.
 
O terceiro mandato de Lula não contará com o mesmo cenário favorável: embora a economia dê sinais de melhora, com crescimento, menos inflação e mais emprego, está longe da prosperidade dos anos 2000 e enfrenta um mundo em risco de recessão global.
 
Se não forem atendidas, as expectativas podem voltar como um bumerangue, afirmam os analistas.
 
“É um governo que começa com muita dificuldade na parte econômica. Vai assumir num cenário internacional complicado, numa possível recessão, com juros muito altos no Brasil e mais essa bomba fiscal para lidar” (400 bilhões de reais), afirmou Laureno.
 
Governabilidade
 
No Congresso, onde os conservadores são maioria, com vários aliados de Bolsonaro eleitos em 2 de outubro, ele pode enfrentar uma oposição legislativa mais complicada que a de seus mandatos anteriores.
 
O Partido Liberal de Bolsonaro terá a maior bancada na Câmara dos Deputados, com 99 representantes.
 
“A questão da governabilidade será um desafio. Lula vai precisar começar a formar uma equipe ministerial com outros partidos para garantir que assuma a presidência numa posição legislativa mais forte”, resume Laureno.
 
Da AFP
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Após perder o foro privilegiado, Bolsonaro pode ser preso?

 

 

Jair Bolsonaro foi derrotado neste domingo (30/10) em sua tentativa à reeleição e deverá deixar o cargo em 1º de janeiro de 2023. Com isso, perderá também o foro privilegiado e as proteções legais atribuídas aos presidentes da República, e passará a responder a inquéritos e processos criminais como um cidadão comum.
 
A mudança de foro deixará Bolsonaro mais vulnerável a inquéritos e processos criminais. O próprio presidente citou essa preocupação em conversas com aliados e em posicionamentos públicos.
 
Em maio, em um evento com empresários em São Paulo, ele trouxe o tema à pauta ao dizer: “Por Deus que está no céu, eu nunca serei preso”. No mês seguinte, voltou ao assunto e se comparou à ex-presidente da Bolívia Jeanine Añez, que foi presa e condenada após deixar o cargo:
 
“A turma dela perdeu [as eleições], voltou a turma do Evo Morales. O que aconteceu um ano atrás? Ela foi presa preventivamente. E agora foi confirmado dez anos de cadeia para ela. Qual a acusação? Atos antidemocráticos. Alguém faz alguma correlação com [o ministro do Supremo] Alexandre de Moraes e os inquéritos por atos antidemocráticos? Ou seja, é uma ameaça para mim quando deixar o governo?”
 
Lula e Temer passaram tempo na prisão
 
Em uma sociedade altamente polarizada como a brasileira nos últimos anos, o desejo de prisão do adversário tornou-se parte integrante do debate político.
 
Um dos bordões ouvidos com mais frequência em manifestações bolsonaristas é: “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. Do outro lado, muitos esquerdistas também manifestam a vontade de ver Bolsonaro preso após deixar o Palácio do Planalto – um dos memes que circularam em redes sociais durante a campanha dizia: “Lula eleito, Jair preso”.
 
Contribui para essa conexão entre debate político e processo penal o histórico recente da democracia brasileira, com dois ex-presidentes que tiveram que passar períodos na cadeia.
 
Luiz Inácio Lula da Silva, eleito neste domingo para seu terceiro mandato, ficou encarcerado em Curitiba por 580 dias, após ter sido condenado em segunda instância no processo do triplex do Guarujá, depois anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Michel Temer foi por duas vezes preso preventivamente, no âmbito de um processo sobre corrupção na construção da usina nuclear de Angra 3 – na primeira vez, ele ficou quatro dias preso, e na segunda, cinco dias.
 
O que acontece com os inquéritos contra Bolsonaro
 
Enquanto presidente da República, Bolsonaro só pode ser alvo de inquéritos e ações penais relacionadas a atos inerentes ao exercício do cargo, que tramitam no âmbito do STF.
 
Além disso, o presidente só pode ser denunciado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. E, mesmo que Aras o denunciasse – o que nunca ocorreu – a abertura de ação penal dependeria de autorização prévia de dois terços dos deputados federais e da análise dos ministros da STF.
 
Bolsonaro é no momento alvo de quatro inquéritos que tramitam no STF, que apuram os seguintes temas:
 
Vazamento de dados de investigação sigilosa da Polícia Federal (PF) sobre ataque cibernético ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Associação falsa entre a vacina contra a covid-19 e o risco de contrair o vírus da aids. Tentativa de interferência indevida na PF. Vínculo com organizações para difusão de fake news sobre o processo eleitoral (milícias digitais e atos antidemocráticos).
 
A partir de 1º de janeiro, quando Bolsonaro perde o foro privilegiado, o Supremo deverá analisar envio desses inquéritos à primeira instância. A decisão será feita caso a caso, e depende da existência ou não de outras pessoas com prerrogativa de foro no alvo dos mesmos inquéritos.
 
A partir do ano que vem, Bolsonaro também poderá ser alvo de abertura de novos inquéritos e denúncias, inclusive relacionados ao seu exercício da Presidência, direto na primeira instância.
 
Uma vez que os inquéritos na primeira instância sejam concluídos, se houver indícios de cometimento de crime, Bolsonaro seria então denunciado a uma vara da Justiça de primeira instância e julgado, com a possibilidade de recurso à segunda instância e, posteriormente, às Cortes superiores.
 
Em relação aos atos do governo no combate à pandemia, a PF ainda está avaliando se há indícios de que Bolsonaro teria cometido os crimes apontados no relatório da CPI da Pandemia, para eventual pedido de abertura de inquérito – o relatório concluiu que o presidente deveria ser indiciado por sete crimes comuns. A hipótese de ele ser alvo de processos criminais por iniciativa de familiares de vítimas da pandemia ainda será avaliada pelo Judiciário.
 
A vida pós-Aras
 
O advogado Cristiano Maronna, diretor do think tank justa.org.br e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, afirma que Bolsonaro conseguiu “neutralizar” a possibilidade de ser responsabilizado criminalmente no cargo ao nomear um procurador-geral da República que o “blinda”.
 
Até o final de julho, Aras havia arquivado 104 pedidos de investigação contra o presidente, segundo levantamento do portal UOL.
 
Maronna considera importante que os inquéritos abertos contra o presidente sejam, a partir do próximo ano, objeto de “apuração criteriosa para, se houver crime, que seja responsabilizado”.
 
Ele destaca o inquérito que apura suposta interferência na PF, aberto em abril 2020 após Sergio Moro pedir demissão do cargo de ministro da Justiça acusando Bolsonaro de ter trocado a cúpula do órgão para proteger familiares e aliados.
 
“Esse tipo de abuso de poder precisa apurado, de forma adequada e isenta, por uma polícia que de fato esteja comprometida com o interesse público”, afirma.
 
Prisão cautelar x condenação
 
Lula foi preso em abril de 2018, mais de sete anos após ter deixado o Palácio do Planalto, e isso quando admitia-se a prisão após condenação em segunda instância, antes do trânsito em julgado – modalidade derrubada pelo Supremo no final de 2019.
 
Da mesma forma, uma eventual prisão de Bolsonaro por trânsito em julgado em ação criminal levaria anos, desde o processo em primeira instância até o julgamento de todos os recursos.
 
Outro cenário seria o de uma prisão cautelar, como a que atingiu Temer.
 
Ha três tipos de prisão cautelar: em flagrante, quando a pessoa é pega cometendo o ato criminoso; temporária, que dura no máximo dez dias e serve para garantir a realização de atos de investigação de um inquérito; e a preventiva, que não tem prazo máximo e serve para evitar que um acusado cometa novos crimes ou prejudique o andamento do processo penal.
 
Uma eventual prisão cautelar, portanto, dependeria de fatos contemporâneos que estivessem sendo realizados por Bolsonaro depois de ele ter deixado o Palácio do Planalto.
 
“Ele só pode ser preso ao final do processo, após o trânsito em julgado, a não ser que haja algum elemento que aponte que ele está atrapalhando o processo, destruindo provas, coagindo testemunha, ou algum indício de que vá fugir”, afirma o advogado Pierpaolo Bottini, professor de direito penal da Universidade de São Paulo. “Se não houver isso, ele só seria preso ao final do processo. Como esses processos devem tramitar em primeira instância, isso demoraria anos para acontecer”, diz.
 
Maronna também avalia que discutir, neste momento, a probabilidade de uma eventual prisão cautelar de Bolsonaro seria “colocar a carroça na frente dos bois”. “O que faz sentido é uma investigação bem feita, transparente, que possa ser avaliada pela opinião pública e cuja conclusão seja respeitada.”
 
Por AFP
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Raquel teve 300 mil votos a mais do que Marília no Recife

 

No Recife, a governadora eleita Raquel Lyra deu uma surra eleitoral em Marília Arraes com mais de 300 mil votos de frente. Ela teve 632.450 mil votos (65,32%) contra 335.840 de Marília (34,68%). Em relação ao primeiro turno, Raquel obteve 410 mil votos a mais na capital do Estado. Em 2020, quando disputou a Prefeitura do Recife, Marília perdeu para João Campos por 99 mil votos.
 
Por Blog do Magno
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No São Francisco, Raquel só ganhou em Petrolina e Dormentes

 

No Sertão do São Francisco, região que deu grande votação no primeiro turno a Miguel Coelho, candidato a governador do União Brasil derrotado, a governadora eleita Raquel Lyra (PSDB) só ganhou em Petrolina e Dormentes, graças à força de Miguel, ex-prefeito de Petrolina, e da prefeita de Dormentes, Josimara Cavalcanti (PSB).
 
Mesmo assim, a diferença foi muito pequena em Petrolina: uma frente de pouco mais de cinco mil votos. Raquel teve 89.758 votos e Marília 84.554 votos – 51,49% contra 48,51%, respectivamente, em termos percentuais. Isso se deu pelo prestígio de Miguel, porque o voto casado de Lula com Marília funcionou nos demais municípios da região.
 
Raquel perdeu na maioria dos municípios do Sertão, como Lagoa Grande, Cabrobó, Orocó, Afrânio, Ouricuri, Salgueiro, Belém de São Francisco e Araripina.
 
O lulismo pesou fortemente no Sertão em favor de Marília. Em Serra Talhada, Raquel ganhou apertado – (53%). O cenário para a governadora eleita só se reverteu a partir de Arcoverde.
 
Por Blog do Magno
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Lula agradece a Deus, fala em conciliação e diz ter derrotado a máquina do governo de Bolsonaro

 

No primeiro discurso após ser eleito presidente pela terceira vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu a todos os que votaram neste domingo (30) e prometeu encontrar uma saída para o país voltar a ter paz e viver democraticamente. O líder petista falou em diálogo com o Congresso e o Judiciário.
 
Lula pediu respeito à Constituição e disse ser a hora de baixar as armas, que a bandeira verde e amarela não tem dono e que precisará de todos da política, da imprensa e da sociedade para governar o país. O petista disse que todos terão de encontrar uma saída para que o país volte a viver harmonicamente.
 
Em sua fala lida, o líder petista definiu a eleição deste ano como uma das mais importantes da história e afirmou que um grande movimento foi formado acima dos partidos políticos e dos interesses pessoais em prol da democracia.
 
“A eleição colocou frente à frente dois projetos opostos e que hoje têm um único e grande vencedor: o povo brasileiro. Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nesta campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático”, disse Lula, que pouco antes havia agradecido a senadora Simone Tebet (MDB-MS), aplaudida pelos presentes.
 
Ele afirmou que será preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário sem tentativas de “exorbitar, intervir, controlar ou cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes”.
 
Lula afirmou também que pretende retomar o diálogo com os governadores e prefeitos, para que sejam definidas em conjunto as obras prioritárias para a população.
 
O petista não citou nominalmente o adversário, Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que enfrentou durante a campanha não um candidato, mas “a máquina do Estado brasileiro”.
 
“Tentaram me enterrar vivo e eu estou aqui para governar este país em uma situação muito difícil”, disse.
 
O presidente eleito falou em avanços sociais e na economia. “A volta da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias”.
 
O petista falou em geração de renda, em especial com os pobres fazendo parte do Orçamento e destacou como prioridade o combate à fome e o programa de inclusão e de moradias populares.
 
Lula falou também em igualdade salarial de gênero e no combate à violência contra as mulheres e disse enfrentar o preconceito, o racismo e a discriminação. “Vou governar para todos os brasileiros, e não somente àqueles que votaram em mim.”
 
Ele reiterou promessas que fez durante a campanha, entre as quais incentivos aos micros e pequenos empreendedores, apoio aos pequenos e médios produtores rurais e a retomada do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.
 
Lula afirmou que não interessa a ninguém viver em um país dividido. “O verde amarelo não pertence a ninguém, e sim ao povo brasileiro”.
 
Da Folha de São Paulo
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Em silêncio desde o resultado das urnas, Bolsonaro não recebeu nem ministros

 

Após mais de três horas do resultado oficial das Eleições 2022, Jair Bolsonaro (PL) segue em silêncio após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter declarado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito presidente do Brasil pela terceira vez. Sem ainda ter feito uma declaração, Bolsonaro não se posicionou em nenhuma rede social.
 
De acordo com os assessores do atual presidente, ele passou toda a tarde no com o seu filho Flávio Bolsonaro. Após o anúncio, Bolsonaro também não quis falar ainda com seus ministros por telefone, assim como também não recebeu nenhum integrante do governo federal.
 
A derrota de Bolsonaro nas Eleições 2022 tem uma marca inédita e negativa para ele. Com a vitória do ex-presidente Lula, Jair se torna o primeiro presidente a perder a disputa à reeleição.
 
O petista ficou com a maioria dos votos dos brasileiros, totalizando 50,90%, até o fechamento da reportagem. O candidato do PL, derrotado e atual presidente obteve 49,10%.
 
De acordo com o colunista Lauro Jardim, do O Globo, um dos ministros integrantes do governo chegou a ligar para Bolsonaro após a divulgação oficial do resultado, porém não conseguiu contato, assim como outros ministros não obtiveram sucesso. Já a coluna de Mauro Cesar Cid informou que Jair ‘subiu para o quarto’ e ‘iria dormir’.
 
Com o silêncio na noite deste domingo, a expectativa dos ministros e assessores do Governo Federal é que Bolsonaro fale sobre o resultado eleitoral nesta segunda-feira (31).
 
Um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), chegou a realizar uma live com cerca de 24 minutos em uma rede social ao lado de apoiadores do presidente como o influenciador Café com Ferri e o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG). A live aconteceu quando a apuração ainda estava em fase inicial.
 
Os outros filhos do presidente, o vereador Carlos e o senador Flávio, também não se manifestaram nas redes sociais após o resultado das urnas.
 
da FolhaPE
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Raquel captou o sentimento de mudança

 

Raquel Lyra (PSDB) ganhou a eleição por três motivos: a morte do seu marido no primeiro turno, episódio que gerou comoção, a postura de neutralidade na corrida presidencial, que a deixou como opção entre os eleitores de Lula e Bolsonaro, e, o mais importante: conseguiu passar para o eleitor ser a verdadeira alternativa de mudança, o voto anti-PSB.
 
 
Na virada do primeiro para o segundo turno, Marília ganhou o apoio de segmentos do PSB, entre os quais do grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. Quem votou nela no primeiro turno apostou no fim da era PSB. O mesmo se deu com quem votou em Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (UB) e na própria Raquel, ou seja, o eleitor mandou o recado da mudança.
 
 
A foto de Marília com João e depois com lideranças do PT, como Humberto Costa e a senadora eleita Teresa Leitão, foram recebidas pelo eleitorado ávido por mudança como traição, sinal de que o PSB, deletado com a não ida de Danilo Cabral ao segundo turno, iria continuar dando as cartas em Pernambuco.
 
Caiu de graça no colo de Raquel, que assim capitalizou, com maestria e competência, a oportunidade de se transformar no verdadeiro estuário de votos para banir de vez o PSB do poder em Pernambuco.
 
No primeiro turno, Marília, que liderou as pesquisas em todos momentos da campanha, errou ao não participar de nenhum debate, seja no rádio ou na televisão. Com isso, deu a impressão de ter calçado sapato alto, nariz empinado, o que, com certeza, pode ter lhe subtraído mais votos do que supunha.
 
Por fim, Raquel, no enfrentamento com Marília nos debates, teve mais domínio técnico quando tratou de questões administrativas, mesmo sofrendo constrangimentos no campo político quando tratou de explicar sua neutralidade política na disputa presidencial.
 
Por Blog do Magno
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