
Erika Hilton e Duda Salabert tiveram fotos incluídas pela Polícia Civil em um álbum para reconhecimento de uma suspeita de roubo de celular
A defensora pública de Pernambuco Gina Muniz afirmou, nesta quarta-feira (25), que a inclusão indevida de fotos de duas deputadas federais em álbum para reconhecimento de uma suspeita de roubo de celular no Recife pela Polícia Civil de Pernambuco indica “possível critério discriminatório, com indícios de transfobia e racismo institucional”.
Alertado pela Defensoria Pública de Pernambuco, o caso envolve as deputadas federais Erika Hilton (Psol-SP), que é negra, e Duda Salabert (PDT-MG).
O fato veio à tona na noite de terça (24), após a Defensoria Pública de Pernambuco enviar para a deputada Duda Salabert um alerta para esse fato.
A defensoria também informou que a deputada Erika Hilton havia sido incluída nessa relação da polícia.
E entrevista ao Diario, Gina Muniz afirmou que o caso expõe falhas no processo de reconhecimento fotográfico de suspeitos de crimes.
Para ela, é preciso seguir as normas contidas no artigo 226 do Código de Processo Penal, que trata do reconhecimento de pessoas em casos envolvendo crimes.
O artigo diz:
A pessoa que tiver de fazer o reconhecimento será convidada a descrever a pessoa que deva ser reconhecida;
A pessoa, cujo reconhecimento se pretender, será colocada, se possível, ao lado de outras que com ela tiverem qualquer semelhança, convidando-se quem tiver de fazer o reconhecimento a apontá-la;
Se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de intimidação ou outra influência, não diga a verdade em face da pessoa que deve ser reconhecida, a autoridade providenciará para que esta não veja aquela;












