
Pedido de prisão preventiva foi justificado por Gaspar com a ida de Lulinha a Espanha, um fato que, segundo o parlamentar, “compromete a incidência da lei penal e frustra a aplicação do ordenamento jurídico”
O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pediu o indiciamento e a prisão preventiva de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu parecer final. O relatório deve ser votado pela comissão na tarde desta sexta-feira (27).
O pedido de prisão preventiva foi justificado por Gaspar com a ida de Lulinha a Espanha, um fato que, segundo o parlamentar, “compromete a incidência da lei penal e frustra a aplicação do ordenamento jurídico”.
“A saída do país no momento preciso da deflagração da operação ostensiva [a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal], associada ao conjunto probatório descrito, configura fundado receio de que o indiciado busque subtrair-se à incidência da lei penal, preenchendo o pressuposto para a decretação da custódia cautelar”, declarou.
Alfredo Gaspar pediu também o indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e de mais 212 pessoas em seu parecer final.
Para Gaspar, o indiciamento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “fundamenta-se nos elementos probatórios colhidos ao longo dos trabalhos desta CPMI, bem como nas informações constantes da decisão proferida pelo Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal”.
Gaspar indicou que Lulinha teria cometido os crimes de tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, organização criminosa e participação em corrupção passiva. “À luz de todo o exposto, e considerando a gravidade dos elementos reunidos ao longo das investigações conduzidas por esta CPMI, pela Polícia Federal e pelos órgãos de controle, conclui-se pelo indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva pelos crimes acima”, afirmou o relator. Lulinha já afirmou anteriormente não ter envolvimento no esquema de fraudes no INSS.






















