
Alta é puxada pela maior demanda religiosa e fim de meses de queda; valores ainda estão abaixo de 2025
Os preços dos ovos registraram altas de dois dígitos durante o período da Quaresma, intervalo em que tradicionalmente há aumento da demanda pela proteína, utilizada como alternativa às carnes por razões religiosas. Apesar da elevação recente, os valores ainda permanecem abaixo dos níveis observados em 2025.
Entre o início da Quaresma deste ano, em 18 de fevereiro, e 19 de março, em Bastos (SP), o preço da caixa com 30 dúzias passou de R$ 149,47 para R$ 174,02, o que representa alta de 16,43%. Em Santa Maria de Jetibá, a variação foi ainda maior, de R$ 155,16 para R$ 196,95, equivalente a um aumento de 26,93%.
Segundo o Cepea/ESALQ (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a alta está associada ao fim de cinco meses consecutivos de queda nos preços e ao aumento da demanda típico do período da Quaresma, quando o consumo de ovos tende a crescer como substituto das carnes.
A pesquisadora de ovos do Cepea, Cláudia Scarpelin, afirma que a Quaresma costuma pressionar os preços para cima de forma gradual, acompanhando o avanço da demanda. Após o período religioso, o comportamento do mercado dependerá do equilíbrio entre oferta e procura. Caso a produção continue em expansão e a demanda não acompanhe, há possibilidade de recuo nos preços.
O movimento observado neste ano contrasta com o registrado em 2025, quando houve queda durante a Quaresma, influenciada por níveis de preços especialmente elevados no início daquele ano. Em Bastos, os valores recuaram de R$ 210,74 para R$ 192,77, queda de 8,53%. Em Santa Maria de Jetibá, a redução foi de R$ 221,66 para R$ 197,51, retração de 10,89%.








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A Prefeitura de Afogados da Ingazeira deu início esta semana à limpeza da calha urbana do Rio Pajeú. A ação, coordenada pela secretaria municipal de meio ambiente e sustentabilidade, em parceria com a iniciativa privada e o apoio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, começou no trecho próximo à ponte João Alves Filho, que liga o centro ao bairro São Francisco. A ação começou naquele setor por razão da grande concentração de algarobas nas proximidades da ponte, que no caso de enchente de grande proporção poderia trazer grandes transtornos para a população das imediações, pelo fato das árvores obstruírem o fluxo natural da correnteza das águas.

