Para melhorar performance no interior, João Campos atrai oposição municipal

O ex-prefeito João Campos começou a atrair de forma acelerada a oposição para sua campanha

Embora só agora tenha ficado mais nítida a nível nacional a polarização, que restringe a disputa política a dois lados sem opção para terceira via, no interior nordestino essa prática é comum há séculos. Às vezes aparece um terceiro grupo na configuração das eleições municipais mas tem vida curta. Foi diante dessa realidade que os militares brasileiros para se manter mais tempo no poder após o golpe de 1964, criaram uma engenhoca política que ficou conhecida como “Pacote de Abril” e varreu do mapa a oposição que, na época, ganhava corpo no interior nordestino, mantendo todos os políticos na Arena, o partido oficial.

A saída encontrada foi criar a Arena 1, 2 e até 3 para abrigar em uma única legenda todas as lideranças políticas. Também se criou a vinculação do voto de forma que quem votasse no candidato a prefeito da Arena, por exemplo, obrigatoriamente tinha que votar no candidato a governador do mesmo partido.

Prefeitos x oposição

Após a redemocratização governadores bem avaliados conseguiram ter o apoio de grupos antagônicos em alguns municípios, encontrando uma forma de visitar, de forma separada, os dois chefes políticos ao chegar às cidades. O natural, no entanto, é que o governador tenha apoio do maior número de prefeitos e a oposição se volte para seu adversário. Este ano como a governadora Raquel Lyra já conseguiu garantir no seu palanque em torno de 150 dos 184 prefeitos estaduais, segundo sua assessoria, o ex-prefeito João Campos começou a atrair de forma acelerada a oposição para sua campanha.

Na última semana quase todos os dias ele recebeu no Recife políticos oposicionistas do interior para lhe declarar apoio, entre eles o ex-prefeito de Santa Maria da Boa Vista, Humberto Mendes (o atual prefeito George Duarte, do PP, apoia a governadora.). Também lhe declarou apoio o ex-prefeito de Ouricuri, Ricardo Ramos e o ex-prefeito de Condado, Antonio Cassiano. A tendência é este número aumentar sempre que os contatos políticos do ex-prefeito se estreitarem mais no interior.

Equilíbrio entre regiões

Esta sexta-feira prefeitos do PP que se reuniram no Recife em torno da governadora Raquel Lyra no evento de declaração de apoio à sua reeleição pelo partido, comentaram com este blog que o ex-prefeito vai investir mais no interior para reduzir a vantagem que Raquel tem hoje da mesma forma que entendem que a governadora precisa se movimentar mais na Região Metropolitana onde se dá o inverso: ela tem menos intenções de votos que o adversário,.

Prefeitos x oposição

Após a redemocratização governadores bem avaliados conseguiram ter o apoio de grupos antagônicos em alguns municípios, encontrando uma forma de visitar, de forma separada, os dois chefes políticos ao chegar às cidades. O natural, no entanto, é que o governador tenha apoio do maior número de prefeitos e a oposição se volte para seu adversário. Este ano como a governadora Raquel Lyra já conseguiu garantir no seu palanque em torno de 150 dos 184 prefeitos estaduais, segundo sua assessoria, o ex-prefeito João Campos começou a atrair de forma acelerada a oposição para sua campanha.

Na última semana quase todos os dias ele recebeu no Recife políticos oposicionistas do interior para lhe declarar apoio, entre eles o ex-prefeito de Santa Maria da Boa Vista, Humberto Mendes (o atual prefeito George Duarte, do PP, apoia a governadora.). Também lhe declarou apoio o ex-prefeito de Ouricuri, Ricardo Ramos e o ex-prefeito de Condado, Antonio Cassiano. A tendência é este número aumentar sempre que os contatos políticos do ex-prefeito se estreitarem mais no interior.

Equilíbrio entre regiões

Esta sexta-feira prefeitos do PP que se reuniram no Recife em torno da governadora Raquel Lyra no evento de declaração de apoio à sua reeleição pelo partido, comentaram com este blog que o ex-prefeito vai investir mais no interior para reduzir a vantagem que Raquel tem hoje da mesma forma que entendem que a governadora precisa se movimentar mais na Região Metropolitana onde se dá o inverso: ela tem menos intenções de votos que o adversário,.

Por TEREZINHA NUNES

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