Pesquisa Folha/IPESPE: diretora do instituto avalia que eleição deve ser definida logo no 1º turno

Diretora-executiva do Ipespe, Marcela Montenegro – Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

A primeira rodada da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco revela um cenário acirrado para a disputa pelo governo de Pernambuco. A avaliação é da diretora-executiva do IPESPE, Marcela Montenegro.

“Calculando os limites da margem de erro (3,2 pontos percentuais para mais ou para menos), observamos que tem um empate técnico. Há uma diferença de dois pontos entre eles, a margem é de três. Raquel pode ter (na pesquisa estimulada) de 41% a 47% e ele (João Campos) pode ter de 39% a 45%”, afirmou.

Apesar do cenário de empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), ela avalia que um segundo turno no estado é pouco provável pela forte polarização da disputa em Pernambuco.

“Sem outros nomes competitivos, o primeiro turno é quase que um segundo turno antecipado. É muito provável que um dos dois pré-candidatos, seja Raquel, seja João, alcance 50% mais um voto. É claro que isso depende de abstenção, votos nulos, entre outros fatores”, avalia. Com a polarização, o eleitor indeciso ou que não vota tende a ter um papel central na corrida às urnas, segundo Marcela Montenegro.

Questionário

O levantamento trouxe o recorte da definição do voto do pernambucano. Segundo a amostragem, 76% disseram que sua escolha é definitiva e 22% admitiram que podem mudar. A última fatia em uma disputa acirrada e polarizada é estratégica, segundo Marcela.

“Há  um contingente de cerca de 20% do eleitorado em que o voto ainda não é definitivo. É um percentual que vai fazer diferença na eleição. Vai ser o fiel na balança”, destacou. A diretora-executiva do IPESPE ainda destaca que “a cada eleição que passa, o eleitor está decidindo cada vez mais tarde”.

Em relação ao interesse do eleitor no pleito, a pesquisa revela que 28% respondem ter “muito interesse”, 20% dizem ter “algum interesse”, 30 avaliam ter “pouco interesse” e 20% garantem “não ter interesse”. A avaliação de Marcela é que, neste período, outros temas como a Copa do Mundo estão dividindo a atenção do eleitor.

“A tendência é que o interesse do eleitor vá aumentando. A pesquisa mostra que esse tema ainda não é prioritário para a população”, descreveu.

Por Blog da Folha

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