Norovírus é altamente contagioso: saiba quais os sintomas e como prevenir a infecção.

A diarreia é um dos principais sintomas da infecção por norovírus
A diarreia é um dos principais sintomas da infecção por norovírus – Reprodução/Pexels

O Ministério da Saúde registrou aumento de 40% nos casos de viroses no litoral paulista, mas o vírus está presente em todo País.

O norovírus, um agente infeccioso amplamente conhecido por infectologistas, é uma das principais causas de surtos de doenças gastrointestinais.

Altamente contagioso, ele pode provocar episódios intensos de vômito, diarreia e dores abdominais, sendo especialmente perigoso em locais com alta concentração de pessoas, como praias, cruzeiros e ambientes fechados.

A contaminação pode acontecer por meio de água ou alimentos contaminados. De acordo com informações do Ministério da Saúde, no Brasil são notificados em média, por ano, 700 surtos de doenças transmitidas por alimentos, com 13 mil doentes e dez óbitos.

Apesar da maioria ser causada por bactérias (principalmente por Salmonella , Escherichia coli e Staphylococcus ), há surtos provocados por vírus, especialmente o noro e o rotavírus.

Transmissão

O norovírus se espalha com facilidade em locais onde há aglomerações, especialmente durante o verão, quando o contato entre pessoas aumenta.

Basta o contato com água contaminada ou o consumo de alimentos mal higienizados para ocorrer a infecção.

Não apenas o consumo, como o contato em um banho de mar por exemplo, poder ser suficiente para o vírus entrar no corpo. O litoral de São Paulo enfrentou um surto de viroses no início deste ano, e instituto paulista identificou o norovírus.

Tomaz Silva/Agência Brasil
Antes entrar no mar, é necessário conferir se a praia é própria para o banho – Tomaz Silva/Agência Brasil

Sintomas do norovírus

  • Vômito;
  • Diarreia intensa;
  • Dores abdominais;
  • Febre e mal-estar.

Esses sintomas, embora intensos, geralmente desaparecem em poucos dias.

Contudo, em casos graves, como em crianças pequenas, idosos e pessoas imunocomprometidas, pode ser necessária internação para evitar desidratação severa.

Tratamento 

O tratamento para norovírus é sintomático e envolve:

  • Repouso para permitir que o organismo se recupere;
  • Hidratação intensa com água, chás leves ou água de coco para evitar a desidratação;
  • Uso de medicamentos como analgésicos e antitérmicos para controlar febre e dores, se necessário.
  • Em casos mais graves, pode ser recomendada a administração de soro intravenoso em ambiente hospitalar.

Durante o tratamento e após a cura, é preciso manter uma rotina de cuidados para a recuperação completa do organismo. 

“Hidratação após o processo infeccioso é sempre prioridade. O consumo adequado de água, chás leves e água de coco ajuda a reidratar o corpo. É interessante consumir alimentos que ajudam a reequilibrar a microbiota intestinal, como iogurte natural e cereais integrais”, explica a nutricionista Priscila Gontijo, da Puravida.

A especialista também destaca que deve-se evitar o consumo de bebeidas açucaradas e com cafeína, isso inclui:

  • Refrigerantes;
  • Energéticos;
  • Café;
  • Sucos industrializados.

Além disso, é preciso seguir uma alimentação leve, sem exageros de molhos e gorduras. “É recomendado comer purês de legumes (batata-doce, cenoura), arroz, frango cozido e sopas nutritivas, para evitar sobrecarga no sistema digestivo”, exemplifica a nutricionista.

Como prevenir a infecção por norovírus?

  • Lavar as mãos com frequência, usando água e sabão ou solução antisséptica;
  • Consumir água tratada e alimentos bem higienizados;
  • Evitar gelo de procedência desconhecida;
  • Optar por alimentos bem cozidos, fritos ou assados;
  • Não consumir frutas e verduras com casca danificada ou já descascadas;
  • Evitar banhos em praias ou rios com sinais de contaminação.
  • Por: JC

Bebê de 9 meses é atacado por pitbull enquanto dormia e fica com ferimentos no rosto e nas nádegas

Animal teria ficado com ciúmes do bebê (Foto: Sandy James/DP Foto)
Animal teria ficado com ciúmes do bebê (Foto: Sandy James/DP Foto)

O ataque aconteceu na casa da tia-avó da vítima, que também foi atacada.

Um bebê de apenas 9 meses foi atacado por um cachorro da raça pitbull e teve os órgãos genitais dilacerados pelo animal. O incidente aconteceu no dia 16 de janeiro no bairro Zumbi, Zona Oeste do Recife, e a vítima ainda está internada no Hospital da Restauração, no Derby.

O bebê estava com a tia-avó quando foi atacado. Na casa havia três cachorros e a vítima estava dormindo no sofá quando foi surpreendida pelo animal, que mordeu as nádegas dela.

Ao presenciar a cena, a tia-avó afastou o pitbull e se agarrou com o bebê. Um outro cachorro que também vive na casa chegou a atacar a moradora logo em seguida. Ela também precisou ser hospitalizada, mas já recebeu alta médica.

O bebê ficou, ainda, com ferimentos no rosto, mas não precisou passar por procedimentos cirúrgicos. A família acredita que o animal tenha sentido ciúmes por não estar acostumado a conviver com crianças.

Pernambuco conta com leis que estabelecem critérios e responsabilidades para a criação, venda e qualquer tipo  transação envolvendo cães das raças Pit Bull, Dobermann e Rottweiler.

Em Pernambuco, estes animais foram classificados com perfil “antissocial” e devem possuir coleira com informações como número de telefone do tutor e endereço.

A Lei Nº 12.469, de 18 de novembro de 2003 determina que apenas pessoas maiores de 18 anos podem passear com estes animais em vias públicas, com equipamentos de contenção, como guias curtas, coleiras de controle e focinheiras.

Outros casos

No dia 11 de novembro de 2024, um Pit Bull escapou do dono e atacou uma cadela da raça poodle na Rua Gomes Coutinho, no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife. Ela precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital veterinário após ficar com ferimentos na cabeça.

No dia 1º de novembro, viralizou um vídeo nas redes sociais que mostra o ataque de um Pit Bull a um cavalo. O cachorro mordeu e ficou preso ao pescoço do animal, que correu pelas ruas do Cabo de Santo Agostinho.

Um morador da região, que também é dono de um cachorro que foi atacado pelo mesmo Pit Bull, relatou que o animal já protagonizou ataques contra diversos outros bichos da vizinhança.

Por: Adelmo Lucena

 

 

O que é PMMA e por que o CFM pede seu banimento no Brasil?

Imagem de preenchimento sendo realizado com agulha num rosto feminino
Imagem de preenchimento sendo realizado com agulha num rosto feminino – Pixabay

Material sintético é atrativo em procedimentos estéticos por seu caráter permanente e baixo custo, entretanto, o uso apresenta riscos à saúde.

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um material sintético utilizado em diferentes áreas da medicina, principalmente em procedimentos estéticos e odontológicos.

Trata-se de uma substância composta por microesferas de um tipo de plástico biocompatível, que é injetado no corpo para preencher tecidos e corrigir imperfeições.

“O PMMA é um gel preenchedor de baixo custo e caráter permanente, o que atrai muitos pacientes. Mas possui alta taxa de complicação a longo prazo, podendo manifestar reações mesmo após anos da aplicação, como nódulos e inflamação”, explica a dermatologista Mônica Aribi, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia

“Além disso, é uma substância que não conseguimos remover de maneira isolada. Então, se necessária devido a complicações, essa remoção pode danificar os tecidos preenchidos, causando deformação”, completa.

Apesar de sua utilização aprovada em casos específicos, como no tratamento de deformidades faciais ou para correções ósseas, o uso inadequado ou fora das normas tem causado graves riscos à saúde.

Principais usos do PMMA

O PMMA é usado em procedimentos estéticos para aumento de volume em regiões como glúteos, panturrilhas, lábios e face.

Na medicina, pode ser indicado para pacientes com perda de tecido em consequência de doenças ou traumas, além de ser aplicado em algumas intervenções odontológicas e ortopédicas.

substância é registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essas finalidades, desde que utilizada por profissionais devidamente habilitados.

Apesar de ser aprovado pela Anvisa para fins estéticos e reparadores, o PMMA é pouco utilizado em preenchimentos por dermatologistas e cirurgiões plásticos e não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Dermatologista e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Mas, ainda assim, é usado principalmente por não médicos devido ao baixo custo. “Hoje existem opções mais seguras para a realização de preenchimento, como o ácido hialurônico, substância padrão atualmente para esse fim”, afirma a dermatologista Mônica Aribi, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Perigos associados ao PMMA

Apesar de ser considerado seguro em situações específicas, o PMMA apresenta sérios riscos à saúde quando utilizado de forma inadequada. Entre as complicações mais comuns estão:

  • Processos inflamatórios crônicos: o organismo pode reagir à presença do material, desencadeando inflamações e formação de granulomas;
  • Necrose tecidual: se o produto for injetado em áreas indevidas ou em quantidade excessiva, pode comprometer a circulação local, causando a morte do tecido;
  • Embolia pulmonar: em casos graves, as microesferas do PMMA podem migrar para a corrente sanguínea, atingindo os pulmões e levando ao óbito;
  • Dificuldade de remoção: uma vez aplicado, o PMMA não pode ser completamente removido, tornando irreversíveis algumas complicações.
  • A Anvisa alerta que o uso do PMMA deve ser restrito a indicações médicas bem estabelecidas e realizado exclusivamente por profissionais capacitados, como médicos e dentistas.

No entanto, a popularização de procedimentos estéticos com a substância, muitas vezes realizados por pessoas sem qualificação, tem elevado significativamente o número de complicações graves e fatais.

Pedido de proibição pelo CFM

Diante dos riscos crescentes, o Conselho Federal de Medicina (CFM) solicita à Anvisa, em reunião nesta terça-feira (21), o banimento do PMMA em todo o território nacional.

Segundo a entidade, a proibição deve incluir desde a fabricação até a comercialização e o uso da substância.

O CFM argumenta que os riscos associados ao PMMA superam os benefícios e que há alternativas mais seguras e eficazes para os procedimentos nos quais o material é empregado.

Além disso, destaca a necessidade de maior fiscalização e conscientização da população sobre os perigos de realizar procedimentos com profissionais não habilitados.

Influenciadora morre após procedimento com PMMA

O debate em torno da segurança do PMMA ganhou ainda mais relevância após a morte de uma influenciadora digital em Brasília, em julho de 2024.

A jovem de 33 anos faleceu após realizar um procedimento estético para aumento de glúteos com a substância. Segundo a família, o procedimento foi feito em uma clínica de estética. A influenciadora apresentou complicações graves e não resistiu.

 

 

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um material sintético utilizado em diferentes áreas da medicina, principalmente em procedimentos estéticos e odontológicos.

Trata-se de uma substância composta por microesferas de um tipo de plástico biocompatível, que é injetado no corpo para preencher tecidos e corrigir imperfeições.

“O PMMA é um gel preenchedor de baixo custo e caráter permanente, o que atrai muitos pacientes. Mas possui alta taxa de complicação a longo prazo, podendo manifestar reações mesmo após anos da aplicação, como nódulos e inflamação”, explica a dermatologista Mônica Aribi, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia

“Além disso, é uma substância que não conseguimos remover de maneira isolada. Então, se necessária devido a complicações, essa remoção pode danificar os tecidos preenchidos, causando deformação”, completa.

Apesar de sua utilização aprovada em casos específicos, como no tratamento de deformidades faciais ou para correções ósseas, o uso inadequado ou fora das normas tem causado graves riscos à saúde.

 

Perigos associados ao PMMA

Apesar de ser considerado seguro em situações específicas, o PMMA apresenta sérios riscos à saúde quando utilizado de forma inadequada. Entre as complicações mais comuns estão:

  • Processos inflamatórios crônicos: o organismo pode reagir à presença do material, desencadeando inflamações e formação de granulomas;
  • Necrose tecidual: se o produto for injetado em áreas indevidas ou em quantidade excessiva, pode comprometer a circulação local, causando a morte do tecido;
  • Embolia pulmonar: em casos graves, as microesferas do PMMA podem migrar para a corrente sanguínea, atingindo os pulmões e levando ao óbito;
  • Dificuldade de remoção: uma vez aplicado, o PMMA não pode ser completamente removido, tornando irreversíveis algumas complicações.

A Anvisa alerta que o uso do PMMA deve ser restrito a indicações médicas bem estabelecidas e realizado exclusivamente por profissionais capacitados, como médicos e dentistas.

No entanto, a popularização de procedimentos estéticos com a substância, muitas vezes realizados por pessoas sem qualificação, tem elevado significativamente o número de complicações graves e fatais.

 

CFM pede proibição de preenchimento com PMMA à Anvisa.

PMMA é um tipo de plástico que possui diversas aplicações, da indústria até a medicina (foto: Freepik )
PMMA é um tipo de plástico que possui diversas aplicações, da indústria até a medicina (foto: Freepik )

A recomendação se baseia no relato de complicações graves, como granulomas (formações inflamatórias crônicas)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) se reúne na tarde desta terça-feira, 21, com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pedir a proibição do uso de polimetilmetacrilato, mais conhecido pela sigla PMMA, em preenchimentos estéticos.

A recomendação se baseia no relato de complicações graves, como granulomas (formações inflamatórias crônicas), que tem uma extração delicada e com sequelas potencialmente irreversíveis.

Conforme já mostrou o Estadão, o PMMA é um tipo de plástico que possui diversas aplicações, da indústria até a medicina.

Atualmente, a Anvisa considera que o uso do produto é de “máximo risco”, e as aplicações são autorizadas apenas para duas finalidades:

– Corrigir distrofias causadas por excesso ou perda de gordura em partes do corpo de pacientes com HIV/AIDS (lipoatrofias) devido ao uso de medicamentos antirretrovirais;

– Fazer preenchimentos faciais e corporais que visam corrigir irregularidades e depressões na pele por meio da bioplastia, técnica de implantes biologicamente compatíveis para correção de irregularidades sem cirurgia.

Ainda segundo a agência, a dosagem utilizada deve ser aquela estritamente necessária para a correção das irregularidades e o procedimento deve ser realizado exclusivamente por profissionais médicos treinados.

Mas o uso da substância é fortemente desaconselhado para procedimentos estéticos por várias entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Segundo a SBD, a substância pode causar reações de curto prazo, como edemas locais, processos inflamatórios e reações alérgicas, além da formação de granuloma.

Por: Estadão Conteúdo

Escassez de chuvas: veja quais são as 118 cidades de Pernambuco em emergência pela seca.

Governo de Pernambuco decreta estado de emergência em 118 municípios
Governo de Pernambuco decreta estado de emergência em 118 municípios – Miva Filho/Secom

A medida [situação de emergência] visa mitigar os efeitos da seca hidrológica nos reservatórios e na rede de abastecimento de água.

Governo de Pernambuco publicou no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (21) um decreto assinado pela governadora Raquel Lyra (PSDB), que declara situação de emergência em 118 municípios de Pernambuco em razão da grave escassez de chuvas e dos impactos da estiagem prolongada. O decreto tem validade de 180 dias.

A medida visa mitigar os efeitos da seca hidrológica nos reservatórios e na rede de abastecimento de água, que já afeta a maior parte das cidades do Estado. Em dezembro de 2024, o Governo de Pernambuco já havia decretado estado de alerta para 94 municípios pelo mesmo motivo.

“Nossas equipes estão em alerta desde o primeiro dia dessa crise para mitigar os efeitos desta seca, que atinge grande parte dos nossos municípios. É um momento muito crítico, de estiagem severa, e com esse decreto poderemos agilizar ainda mais as medidas de socorro à população, principalmente da Região Metropolitana e do Agreste”, afirmou Raquel Lyra.

As ações emergenciais voltadas ao enfrentamento da estiagem estão sendo coordenadas pela Secretaria de Recursos Hídricos e SaneamentoCompanhia Pernambucana de Saneamento (Compesa)Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e Defesa Civil.

O secretário estadual de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, enfatizou que o Estado está priorizando a gestão eficiente da água disponível e a execução de obras emergenciais. “Essa contingência requer a adoção de medidas que possibilitem que o Estado faça uma melhor gestão das águas disponíveis e, na medida do possível, avance na execução de serviços e obras que possam aliviar o processo de desabastecimento”, disse.

O que é situação de emergência?

A situação de emergência é quando o poder público põe a localidade, seja país, estado ou município em situação de vigilância contra as ameaças. Dessa forma, se trata de um reconhecimento (legal) pelo poder público de situação anormal, provocada por desastres, causando danos superáveis (suportáveis) pela comunidade afetada.

Dessa forma, o Executivo, no caso, o Governo de Pernambuco, poderá ter acesso a recursos federais disponibilizados para ações de resposta aos desastres e de recuperação dos cenários afetados, mediante apresentação do Plano de Resposta e do Plano de Trabalho.

Percentual dos reservatórios

barragem de Goitá está com acumulação em 4,6% de seu volume. Estão com volume inferior a 20% as barragens Bita e Utinga, com 19% e 9,7% de seu volume, respectivamente. Todas elas atendem o Grande Recife. Com relação aos reservatórios que abastecem o Agreste, a barragem de Jucazinho encontra-se em colapso, com acumulação em 5,8 % de seu volume.

A Apac aponta que o Estado enfrenta uma seca de moderada a grave em boa parte do seu território. A previsão climática para o primeiro trimestre de 2025 indica chuvas abaixo da média, com pancadas isoladas no Sertão e períodos secos nas outras regiões. “Será um trimestre considerado seco para a Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste, enquanto que no Sertão, onde seria a estação chuvosa, poderão ocorrer pancadas de chuvas isoladas de intensidade moderada a forte, porém concentradas em poucos dias, seguidos de períodos com dias secos”, disse a diretora de Regulação e Monitoramento da Apac, Crystianne Rosal.

Veja, abaixo, a lista de municípios que estão no decreto:

Zona Rural

1.Afogados da Ingazeira
2.Afrânio
3.Águas Belas
4.Alagoinha
5.Altinho
6.Araripina
7.Arcoverde
8.Belém do São Francisco
9.Belo Jardim
10.Betânia
11.Bezerros
12.Bodocó
13.Bom Jardim
14.Brejinho
15.Brejo da Madre de Deus
16.Buíque
17.Cabrobó
18.Cachoeirinha
19.Caetés
20.Calçado
21.Capoeiras
22.Carnaubeira da Penha
23.Caruaru
24.Cumaru
25.Custódia
26.Dormentes
27.Exú
28.Flores
29.Floresta
30.Frei Miguelinho
31.Granito
32.Gravatá
33.Ibirajuba
34.Iguaracy
35.Ingazeira
36.Ipubi
37.Itaíba
38.Itapetim
39.Jataúba
40.Jatobá
41.João Alfredo
42.Jucati
43.Lagoa Grande
44.Lajedo
45.Limoeiro
46.Manari
47.Mirandiba
48.Moreilândia
49.Orobó
50.Orocó
51.Ouricuri
52.Paranatama
53.Parnamirim
54.Passira
55.Pedra
56.Pesqueira
57.Petrolândia
58.Petrolina
59.Poção
60.Pombos
61.Quixaba
62.Riacho das Almas
63.Sairé
64.Salgueiro
65.Saloá
66.Sanharó
67.Santa Cruz
68.Santa Cruz da Baixa Verde
69.Santa Cruz do Capibaribe
70.Santa Filomena
71.Santa Maria da Boa Vista
72.Santa Maria do Cambucá
73.Santa Terezinha
74.São Bento do Una
75.São José do Belmonte
76.Serra Talhada
77.Serrita
78.Sertânia
79.Solidão
80.Surubim
81.Tabira
82.Tacaimbó
83.Tacaratu
84.Taquaritinga do Norte
85.Terra Nova
86.Toritama
87.Trindade
88.Triunfo
89.Tuparetama
90.Venturosa
91.Verdejante
92.Vertente do Lério
93.Vertentes

Zona Urbana

1.Araçoiaba
2.Águas Belas
3.Belém de Maria
4.Belo Jardim
5.Bezerros
6.Bom Jardim
7.Cabo de Santo Agostinho
8.Camutanga
9.Calçado
10.Camocim de São Félix
11.Capoeiras
12.Caruaru
13.Casinhas
14.Chã Grande
15.Chã de Alegria
16.Cumaru
17.Escada
18.Frei Miguelinho
19.Ferreiros
20.Gravatá
21.Ipojuca
22.João Alfredo
23.Jurema
24.Lajedo
25.Limoeiro
26.Macaparana
27.Machados
28.Moreno
29.Nazaré da Mata
30.Orobó
31.Panelas
32.Paranatama
33.Passira
34.Pombos
35.Poção
36.Ribeirão
37.Riacho das Almas
38.Sairé
39.Salgadinho
40.Saloá
41.Santa Maria do Cambucá
42.São Lourenço da Mata
43.Sirinhaém
44.Surubim
45.Taquaritinga do Norte
46.Timbaúba
47.Toritama
48.Vertente do Lério
49.Vertentes
50.Vicência
51.Vitória de Santo Antão

Por: JC

 

 

 

VÍDEO: Polícia dá dicas para evitar golpe na compra de material escolar pela internet.

Pais devem tomar cuidado nas compras de material escolar pela internet
Pais devem tomar cuidado nas compras de material escolar pela internet – Pixabay

Delegada orienta que pais fiquem atentos sobretudo às contas do Instagram que podem ter sido criadas para aplicar golpes nesse período do ano.

 

Às vésperas do início do ano letivo, a correria aumenta para a compra dos materiais escolares. Mas é preciso que os pais tenham cuidado para não cair em golpes, sobretudo quando decidem pela aquisição por meio da internet.

A Polícia Civil de Pernambuco divulgou algumas dicas que podem ajudar os pais a evitar prejuízos.

“Inicialmente, se tratando de compras em contas no Instagram, verifique informações sobre essa conta nos três pontinhos do canto superior direito. Vá lá em ‘sobre essa conta’ e verifique quando essa conta foi criada. Se for uma conta recente, já desconfie de que essa conta pode ser fraudulenta”, explicou a delegada Isabela Veras, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.

“Também verifique se o nome do usuário dessa conta foi alterado várias vezes. Isso também é indicativo de que essa conta pode ser falsa”, pontuou.

Outra dica é ficar atento se a conta bloqueia os comentários das postagens.

CONFIRA VÍDEO COM DICAS PARA EVITAR GOLPES:

 

Por: JC

Corante vermelho usado em alimentos é proibido nos EUA; Anvisa diz que estudará referências.

Corante vermelho usado em alimentos é proibido nos EUA; Anvisa diz que estudará referências
Corante vermelho usado em alimentos é proibido nos EUA; Anvisa diz que estudará referências – RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

A eritrosina dá a certos alimentos uma cor vermelho-cereja, e é encontrado em doces, bolos, sobremesas congeladas, além de medicamentos como xarope.

Food and Drug Administration (FDA), agência americana semelhante à Anvisa, revogou a autorização de uso da eritrosina, também conhecida como corante vermelho número 3, em alimentos e medicamentos ingeridos. Os reguladores atenderam a uma petição de 2022, apresentada por dezenas de defensores da segurança alimentar e da saúde.

Segundo a FDA, alguns estudos mostraram que o corante artificial causou câncer em ratos de laboratório. As autoridades afirmaram que a decisão ocorre em respeito a uma lei dos EUA, a Cláusula Delaney, que exige a proibição de qualquer aditivo apontado como causador de câncer em pessoas ou animais.

Há quase 35 anos, a agência já havia vetado o uso desse corante sintético em cosméticos devido ao risco potencial de causar câncer.

corante dá a certos alimentos e bebidas uma cor vermelho-cereja brilhante, e é encontrado em doces, bolos, cupcakes, biscoitos, sobremesas congeladas, glacês e coberturas, além de medicamentos ingeridos, como xaropes para tosse.

De acordo com o jornal americano The New York Times, ele pode estar presente também em “carnes” veganas, salsichas e shakes com sabor morango.

O corante já é proibido para uso em alimentos na Europa, Austrália e Nova Zelândia, exceto em certos tipos de cerejas, conhecidas por aqui como cereja marrasquino.

E no Brasil?

Questionada, a Anvisa informou que, no Brasil, a eritrosina pode ser usada em algumas categorias de alimentos e medicamentos. “Há estudos demonstrando a ocorrência de câncer em ratos machos expostos a altos níveis do corante, por um mecanismo hormonal específico dos ratos. Estudos realizados em humanos e outros animais não demonstraram tais efeitos”, disse em nota.

De acordo com a agência brasileira, em 2018, um comitê de especialistas em aditivos alimentares da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) fez uma avaliação de segurança. “Eles concluíram que a exposição dietética não representava preocupação de saúde”, afirmou. É o mesmo argumento usado pela International Association of Color Manufacturers, que representa os interesses das empresas que produzem esses aditivos e defende a eritrosina.

“As autorizações de uso de aditivos em alimentos e excipientes em medicamentos podem ser revistas a qualquer tempo, caso haja novas evidências que indiquem risco à saúde. Embora a FDA não mencione a existência de novas evidências e as evidências conhecidas não levantem preocupação de segurança para consumo humano, a Anvisa estudará as referências científicas da petição apresentada à autoridade americana, motivadora da ação, verificando a existência de justificativa para uma reavaliação”, acrescentou a agência.

O que dizem os especialistas

A decisão da FDA foi comemorada por especialistas da área da saúde nos EUA. “É um ótimo primeiro passo para os EUA, mas, francamente, estamos realmente atrasados”, disse ao The New York Times a pesquisadora Sheela Sathyanarayana, professora de pediatria na Universidade de Washington que estuda exposições ambientais que afetam a saúde das crianças.

Também ao Times, Thomas Galligan, principal cientista de aditivos e suplementos alimentares do Centro de Ciência no Interesse Público, ONG americana que defende os direitos dos consumidores, afirmou que a FDA tem um histórico de permitir produtos químicos mesmo depois do surgimento de evidências de danos. “Parte da razão para isso é que a agência não tem um sistema robusto para reavaliar a segurança de produtos químicos que já foram aprovados.”

Por: JC

 

Food and Drug Administration (FDA), agência americana semelhante à Anvisa, revogou a autorização de uso da eritrosina, também conhecida como corante vermelho número 3, em alimentos e medicamentos ingeridos. Os reguladores atenderam a uma petição de 2022, apresentada por dezenas de defensores da segurança alimentar e da saúde.

Segundo a FDA, alguns estudos mostraram que o corante artificial causou câncer em ratos de laboratório. As autoridades afirmaram que a decisão ocorre em respeito a uma lei dos EUA, a Cláusula Delaney, que exige a proibição de qualquer aditivo apontado como causador de câncer em pessoas ou animais.

Há quase 35 anos, a agência já havia vetado o uso desse corante sintético em cosméticos devido ao risco potencial de causar câncer.

corante dá a certos alimentos e bebidas uma cor vermelho-cereja brilhante, e é encontrado em doces, bolos, cupcakes, biscoitos, sobremesas congeladas, glacês e coberturas, além de medicamentos ingeridos, como xaropes para tosse.

Cuidados com a pele no verão: especialistas falam sobre protetor solar e alertam para receitas milagrosas

 

Altas temperaturas exigem olhar redobrado para os cuidados com a pele, principalmente durante período em que há ampla divulgação de receitas caseiras ”milagrosas”

Altas temperaturas devem prevalecer até março de 2025 em Pernambuco (Foto: Tarciso Augusto/Arquivo DP)
Altas temperaturas devem prevalecer até março de 2025 em Pernambuco (Foto: Tarciso Augusto/Arquivo DP)

Janeiro é o mês das férias escolares e muitas famílias se deslocam para o litoral para aproveitar este período nas praias pernambucanas. Os cuidados com a pele diante do sol e calor devem ser redobrados neste período, principalmente diante do aumento das temperaturas que o estado enfrenta, como já alertou a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
O primeiro trimestre de 2025 será marcado por um período severo de estiagem e com altas temperaturas, incluindo a Região Metropolitana do Recife, para onde muitos turistas costumam ir. Para evitar transtornos com a saúde, é essencial seguir algumas orientações médicas, principalmente com a pele, que fica ainda mais exposta ao sol por conta do calor.
O uso do protetor solar recorrente é uma das maneiras melhores maneiras de evitar doenças na pele e protegê-la dos efeitos negativos dos raios ultravioleta. Este produto é capaz de bloquear a ação dos raios solares, evitando que haja danos no DNA. São estes os danos que podem causar o câncer de pele, por exemplo.
A seleção do protetor solar deve levar em conta alguns aspectos, uma vez que algumas peles são mais sensíveis e exigem cuidados específicos. Entre as observações devem estar o Fator do Protetor Solar (FPS) e os ativos.
De acordo com a médica dermatologista do Hospital das Clínicas, Aline Aguiar, existem filtros solares mais apropriados para crianças e qual o FPS mínimo recomendado.
“Aquele número que a gente chamaria FPS pode variar novamente e até 99. Então quanto maior o FPS, mais protegido eu estou então. Essa é uma das principais diferenças que a gente encontra nos protetores solares em farmácias. A gente recomenda que o FPS seja de, no mínimo, 30 FPS”, explica.
“Outra diferença é em relação à composição. A gente divide os protetores e em químicos e físicos. O primeiro tem produtos orgânicos e que eles conseguem absorver a radiação e proteger. Mas aqueles que são chamados de minerais ou físicos têm compostos inorgânicos que fazem uma barreira da radiação na pele e, por consequência, não são absorvidos na pela pele. Isso torna ele mais seguro para ser utilizado em crianças, por exemplo”, complementa a profissional.
De acordo com Aline Aguiar, não há diferença no resultado dos protetores solares por entre peles escuras ou claras, mas pessoas brancas estão mais expostas aos riscos dos raios ultravioletas. O produto deve ser reaplicado a cada duas horas ou a cada vez que a pessoa entrar na água, seja do mar, piscina ou chuveirão.
Antes de comprar um protetor solar também é importante estar atento aos ativos do produto, uma vez que alguns ajudam na hidratação da pele, desobstruir poros e diminuir os intensificadores dos raios solares. Entre estes ativos estão o ácido hialurónico, ácido salicílico e vitamina C.
A médica dermatologista também destaca que algumas áreas como a orelhas e a boca também precisam de atenção durante a exposição solar, uma vez que muitas pessoas acabam deixando estas áreas desprotegidas quando vão para praias e piscinas.
Já a dermatologista Marina Regueira pontua que para evitar queimaduras e transtornos após a exposição solar, as pessoas devem “procurar uma sombra, fazer o uso da fotoproteção com protetor solar, evitar exposição ao sol nos picos da radiação ultravioleta (entre as 9h e 15h), fazer uso de camisa UV, de chapéu de proteção com aba larga e de óculos com proteção ultravioleta”.
Marina Regueira também orienta que não sejam consumidas frutas cítricas antes da longa exposição solar e que seja descartado o uso de perfumes.
Além disso, os cuidados pós exposição solar são essenciais.
“A pessoa deve fazer bastante ingestão de água, usar hidratantes e remédios que vão repor a barreira cutânea, que é a proteção prejudicada quando a gente se expõe ao sol quando está na água do mar ou da piscina, que tem muito cloro”, pontua a dermatologista Aline Aguiar.
Exposição inadequada ao sol pode causar transtornos
 (Foto: Leandro de Santana/Arquivo DP)
Foto: Leandro de Santana/Arquivo DP
As pessoas que costumam passar longas horas expostas aos raios ultravioleta e não usam protetores solares, camisas UV e nem se hidratam da maneira correta tendem a desenvolver doenças na pele, como o câncer de pele e a ceratose.
Câncer de pele
O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, representando 30% dos tumores malignos registrados no país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. Este tipo de câncer passa despercebido muitas vezes, já que não causa dor.
A exposição à radiação UV se acumula na pele ao longo do tempo e pode causar tumores. O câncer de pele surge com lesões escuras, pintas que aumentam ou mudam de formato, feridas que não cicatrizam e outras alterações na pele.
Melasma
O melasma se trata de uma condição que causa  manchas escuras e irregulares na pele, principalmente no rosto. Ela também pode aparecer em outras áreas do corpo que ficam muito expostas ao sol, como braços e colo.
Cerca de 90% dos casos registrados desta condição são em mulheres, que fazem parte do grupo de risco. Além disso, pessoas com tons de pele mais escuros e grávidas estão mais vulneráveis ao melasma.
Ceratose
Esta doença atinge principalmente pessoas brancas com mais de 40 anos e está associada à exposição solar. As ceratoses actínicas são consideradas pré-malignas, pois podem evoluir para o carcinoma espinocelular.
Elas se manifestam na pele como pápulas, máculas ou placas hiperqueratóticas com escamas esbranquiçadas na superfície da lesão.
Já a ceratose seborreica se apresenta como uma lesão arredondada ou irregular com uma coloração mais escura. Esta é de origem genética e é considerada benigna.
Receitas “milagrosas” prejudicar mais do que ajudar
Por conta de diversos fatores como falta de informação ou questões financeiras, as pessoas costumam optar por misturas caseiras que podem apresentar riscos à pele. Entre os ativos que prejudicam a pele ao entrar em contato com o sol estão ácidos descamativos, frutas cítricas e perfumes.
“Essas substâncias em contato com o sol, podem desencadear irritações, sensibilizar a pele, resultar em manchas ou até mesmo simular queimaduras graves, inclusive com a formação de bolhas. Então devemos evitar o uso dessas substâncias e aquelas que contenham frutas cítricas em sua composição, como por exemplo o limão, acerola e morango”, elucida Marina Regueira.
“Também deve-se evitar o uso de óleos naturais que contenham ativos, como óleos essenciais, em que em contato com o sol vai desencadear uma reação alérgica, sensibilizar a pele ou até mesmo causar queimaduras com formação de bolhas”, complementa.
A ampla divulgação de dicas caseiras através das redes sociais potencializa o crescimento de casos de doenças de pele, alerta a dermatologista.
“Eu sempre peço ao paciente para evitar fazer uso de receitas caseiras que vêm em redes sociais  e na mídia. Recomendo procurar um médico assistente ou um dermatologista que possa orientar melhor e de uma forma responsável”, finaliza a profissional.

Raiva humana: morre mulher que contraiu doença ao ser mordida por sagui em Pernambuco.

Hospital lamentou morte da paciente (Rafael Vieira/DP Foto)
Hospital lamentou morte da paciente (Rafael Vieira/DP Foto)

Paciente estava internada no Recife.

Morreu, na manhã deste sábado (11), a mulher de 56 anos que contraiu raiva após ser atacada por um sagui em Santa Maria do Cambucá, no Agreste de Pernambuco. Ela estava internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife. O caso foi o primeiro registrado em oito anos no Estado.

A paciente, identificada como Ivonete, teve a mão esquerda mordida pelo animal ao tentar defender o neto, de 3 anos, no dia 28 de novembro, enquanto chegava em casa.

Falta de profilaxia pós-exposição ao vírus

A família acredita que a mulher sofreu negligência médica ao procurar socorro na cidade onde morava. Ela não foi submetida à profilaxia pós-exposição ao vírus (vacina e/ou soro) no tempo indicado.

Ao sair do Hospital Santina Falcão, no Centro de Santa Maria do Cambucá, o filho de Ivonete teria ouvido alguém da equipe médica dizer: “Só falta chegar alguém com mordida de sapo”. Quando soube, a mulher chateou-se e não quis voltar à unidade de saúde.

Os sintomas começaram a aparecer. Em dezembro, ela sentiu insônia, febre e uma dor muito forte no braço. Nesse momento, retornou ao hospital, mas, conforme os parentes, o médico fez um eletrocardiograma, avaliou que estava tudo bem e a liberou.

Os sinais da raiva humana se intensificaram, e Ivonete retornou ao hospital no dia 31 de dezembro. Nesse momento, de acordo com a família, o médico percebeu que realmente se tratava de um caso grave. “Não pensaram duas vezes e a encaminharam direto para o Oswaldo Cruz, no Recife”, relatou a sobrinha de Ivonete, Maria Aparecida Santos, 29, ao Diario.

A família avalia acionar a Justiça. “Era para ela ter sido bem tratada e encaminhada para algum lugar que tivesse o tratamento e não terem deixado voltar para casa”, disse a sobrinha.
O que diz a gestão municipal 
O atual diretor do Hospital Municipal Santina Falcão, Rafael Oliveira, afirmou que a cidade possui estoque de vacina antirrábica, mas o soro fica disponível em polos regionais de saúde. No caso de Santa Maria de Cambucá, é no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru.
Oliveira disse que, por ter assumido a gestão do hospital neste ano, não possui detalhes do que aconteceu na unidade de saúde quando Ivonete procurou ajuda. “Hoje, nenhum dos profissionais que atenderam naquele momento fazem parte do quadro, desde coordenadores a profissionais de assistência direta”, contou.
O diretor afirmou que uma equipe multidisciplinar da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) foi à cidade e recolheu os prontuários de atendimento de Ivonete.
O que diz a Secretaria Estadual de Saúde
Em nota, a SES-PE informou que faz cópia dos documentos dos pacientes para investigação epidemiológica e monitoramento de casos. “Quanto à conduta profissional, reforça que, de acordo com as atribuições do Sistema Único de Saúde, compete ao município a apuração e os devidos encaminhamentos”, acrescentou a pasta.
A secretaria também disse que intensificará, junto à Regional de Saúde, os protocolos e diretrizes relacionados à raiva com as equipes dos municípios da região e realizará um ciclo complementar de vacinação de animais domésticos.
Leia a íntegra da nota:
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), por meio da Diretoria de Vigilância Ambiental, informa que será realizado um ciclo complementar de vacinação de animais domésticos, com o objetivo de reforçar a imunização na região.
Além disso, a Secretaria intensificará junto à Regional de Saúde os protocolos e diretrizes relacionados à raiva com as equipes de saúde dos municípios da região. Essas ações serão implementadas em toda a 4ª Gerência Regional de Saúde e, posteriormente, replicadas em outras áreas do estado.
Em relação aos prontuários, a Secretaria esclarece que faz cópia dos documentos dos pacientes para investigação epidemiológica e monitoramento de casos. Quanto à conduta profissional, reforça que, de acordo com as atribuições do Sistema Único de Saúde, compete ao município a apuração e os devidos encaminhamentos.

Raiva humana: morte confirmada neste sábado foi a primeira em oito anos em Pernambuco.

Mulher foi mordida por sagui (Foto ilustrativa: Fundação Oswaldo Cruz)
Mulher foi mordida por sagui (Foto ilustrativa: Fundação Oswaldo Cruz)

Paciente foi mordida no fim de novembro e estava internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, desde 31 de dezembro.

O caso de Ivonete Maria da Silva, de 56 anos, que morreu vítima de raiva neste sábado (11) após ser atacada por um sagui em Santa Maria do Cambucá, no Agreste de Pernambuco, foi o primeiro registrado no Estado de oito anos.
A paciente foi mordida no fim de novembro e estava internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, desde 31 de dezembro. A unidade de saúde lamentou o óbito.
“O Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (HUOC/UPE) informa que a paciente de Santa Maria do Cambucá, que contraiu raiva humana, veio a óbito na manhã deste sábado (11/01). Expressamos as mais sinceras condolências e desejamos, ainda, conforto, paz, e muita força para a família”, diz a nota.
Caso anterior
Em 2017, a empresária Adriana Vicente da Silva, de 36 anos, morreu de raiva humana após ser atacada por um gato. “Ela foi resgatar um gato que tinha sinais de agressão, segurou e ele a mordeu. Ela sabia que precisaria fazer a profilaxia, mas preferiu não fazer o cuidado”, relembrou a médica intensivista do Hospital Oswaldo Cruz, Reginelle Terto, em entrevista ao Diario nessa sexta-feira (10).
Cura 
No Estado, há uma ocorrência de raiva humana com cura. Em 2008, Marciano Menezes da Silva, de 16 anos, foi mordido por um morcego hematófago próximo a sua residência, em Floresta, no Sertão de Pernambuco. De outubro de 2008 a setembro de 2009, ele ficou internado, e se tornou um caso de referência mundial no tratamento como o primeiro brasileiro e terceiro no planeta a ser curado da doença.
Cuidados
De acordo com o Ministério da Saúde, ao ser infectado pelo vírus, o ser humano pode apresentar sintomas como:
Mal-estar geral;
Pequeno aumento de temperatura;
Anorexia;
Cefaleia;
Náuseas;
Dor de garganta;
Entorpecimento;
Irritabilidade;
Inquietude;
Sensação de angústia;
Complicações como febre, delírios e espasmos.
A pessoa que recebeu uma mordida ou lambida de algum animal que apresente sinais de doença devem procurar ajuda médica imediamente para passar por profilaxia, tratamento que inclui a vacina antirrábica e, em alguns casos, a administração de soro antirrábico.